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Conflitos Geopolítica Obama no Brasil

PERIGO! Obama avisa que os EUA querem explorar petróleo ”ao longo de todo o Atlântico Sul”!

Sugestão: Harry

Na imagem acima, onde se lê “Bush’s”, agora leia-se “Obama’s”

ESTAMOS ADOTANDO MEDIDAS QUE NOS PERMITEM RECOLHER DADOS SOBRE O POTENCIAL DE GÁS E PETRÓLEO AO LONGO DE TODO O ATLÂNTICO SUL. ESTAMOS TRABALHANDO COM A INDÚSTRIA [DOS EUA] PARA EXPLORAR NOVAS FRONTEIRAS

INFELIZMENTE, O BRASIL ESTÁ DESARMADO PARA DEFENDER SEU PATRIMÔNIO

OBS deste blog : O jornal “O Estado de São Paulo” menciona essa evidente ameaça e iminente tragédia para o Brasil percebidas no duplo-sentido das palavras de Obama e nas entrelinhas da reportagem abaixo do americanófilo Estadão, como se fosse um dos assuntos normais e rotineiros a ser tratado durante a visita de Obama ao Brasil no próximo sábado e domingo. Vejamos:

Por Denise Chrispim Marin, no “O Estado de S.Paulo”:

OBAMA: ”BRASIL É FORNECEDOR CONFIÁVEL DE PETRÓLEO”

AFIRMAÇÃO É DO PRESIDENTE DOS EUA, QUE “QUER DISCUTIR PREÇO DA COMMODITY COM DILMA”

“O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, incluiu o Brasil entre os futuros “ supridores confiáveis de petróleo ao mercado americano” e indicou sua intenção de “discutir com a presidente Dilma Rousseff, no próximo dia 19, a recente escalada da cotação” da commodity no mercado internacional.

Quando mencionamos petróleo importado, nós estamos fortalecendo nossas relações com outros países produtores [assim como fortaleceram com o Iraque, o Irã, a Arábia Saudita, a Venezuela], algo que vou “discutir” com a presidente Rousseff quando eu visitar o Brasil na próxima semana”, adiantou o presidente americano.

O governo Obama já expressou seu interesse em ampla “cooperação” [ sic] com o Brasil para a exploração de petróleo da camada pré-sal, uma das novas fronteiras do setor. Além da produção direta por companhias americanas [sic !?!], e na exportação de equipamentos e serviços tecnológicos e também em contratos de importação de petróleo e derivados.

Até o momento, Obama não fez nenhuma menção à cooperação bilateral na área de biocombustíveis, tocada desde 2007 por iniciativa dos ex-presidentes George W. Bush e Luiz Inácio Lula da Silva. Os biocombustíveis perderam espaço na agenda energética do governo Obama, suplantados pelo estímulo à produção de veículos elétricos. A única vertente explorada de interesse da Casa Branca é o desenvolvimento de biocombustíveis para aeronaves.

Também estamos adotando medidas que nos permitem recolher dados sobre o potencial de gás e petróleo ao longo de todo o Atlântico Sul [sic !?!]. Estamos trabalhando com a indústria [dos EUA] para explorar novas fronteiras”, afirmou Obama.

DISPUTA

Obama convocou sexta-feira (11) a imprensa para responder às críticas do Partido Republicano, segundo o qual a Casa Branca estaria bloqueando a produção doméstica de petróleo em um período de forte aumento dos preços internacionais da commodity.

O preço médio do galão de gasolina (3,79 litros) alcançou US$ 3,52 nesta semana, o valor mais alto desde setembro de 2008, quando houve o estouro da crise financeira internacional. O próprio Federal Reserve (banco central americano) admitiu sua preocupação com o impacto do preço do petróleo na inflação neste período de baixo crescimento econômico do país.

O presidente americano criticou os adversários e disse que o argumento republicano é um “bom slogan político”, mas “sem coincidência com a realidade”. A produção americana no ano passado, argumentou Obama, foi a maior desde 2003 e as importações representaram menos da metade do consumo doméstico. Regulações ambientais também foram adotadas depois do trágico vazamento de petróleo em uma plataforma da BP no Golfo do México. Porém, insistiu ele, mais de 35 projetos de exploração receberam permissão desde então.

Ao contestar os republicanos, Obama abortou qualquer ilusão de autossuficiência nos EUA. O país conta com apenas 2% das reservas do planeta e consome cerca de 25% da produção mundial.

Embora utilize hoje 7% menos petróleo do que em 2005, a economia americana ainda depende amplamente da commodity e está sujeita as variações de preço, advertiu Obama.

Em sua estratégia para mudar essa situação, o governo americano pretende ampliar a exploração de petróleo no Alasca, “buscar fornecedores confiáveis, entre os quais o Brasil”, e investir fortemente em energia limpa.”

Reportagem de Denise Chrispim Marin, publicada no “O Estado de S.Paulo” e transcrita no blog de Luis Favre (http://blogdofavre.ig.com.br/2011/03/brasil-e-fornecedor-confiavel-de-petroleo/)

[título, imagem do Google, aspas, subtítulo e sic e trechos entre colchetes adicionados por este blog democracia&política]

Fonte Democracia Política

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Conflitos Geopolítica Obama no Brasil

PERIGO! Obama avisa que os EUA querem explorar petróleo ''ao longo de todo o Atlântico Sul''!

Sugestão: Harry

Na imagem acima, onde se lê “Bush’s”, agora leia-se “Obama’s”

ESTAMOS ADOTANDO MEDIDAS QUE NOS PERMITEM RECOLHER DADOS SOBRE O POTENCIAL DE GÁS E PETRÓLEO AO LONGO DE TODO O ATLÂNTICO SUL. ESTAMOS TRABALHANDO COM A INDÚSTRIA [DOS EUA] PARA EXPLORAR NOVAS FRONTEIRAS

INFELIZMENTE, O BRASIL ESTÁ DESARMADO PARA DEFENDER SEU PATRIMÔNIO

OBS deste blog : O jornal “O Estado de São Paulo” menciona essa evidente ameaça e iminente tragédia para o Brasil percebidas no duplo-sentido das palavras de Obama e nas entrelinhas da reportagem abaixo do americanófilo Estadão, como se fosse um dos assuntos normais e rotineiros a ser tratado durante a visita de Obama ao Brasil no próximo sábado e domingo. Vejamos:

Por Denise Chrispim Marin, no “O Estado de S.Paulo”:

OBAMA: ”BRASIL É FORNECEDOR CONFIÁVEL DE PETRÓLEO”

AFIRMAÇÃO É DO PRESIDENTE DOS EUA, QUE “QUER DISCUTIR PREÇO DA COMMODITY COM DILMA”

“O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, incluiu o Brasil entre os futuros “ supridores confiáveis de petróleo ao mercado americano” e indicou sua intenção de “discutir com a presidente Dilma Rousseff, no próximo dia 19, a recente escalada da cotação” da commodity no mercado internacional.

Quando mencionamos petróleo importado, nós estamos fortalecendo nossas relações com outros países produtores [assim como fortaleceram com o Iraque, o Irã, a Arábia Saudita, a Venezuela], algo que vou “discutir” com a presidente Rousseff quando eu visitar o Brasil na próxima semana”, adiantou o presidente americano.

O governo Obama já expressou seu interesse em ampla “cooperação” [ sic] com o Brasil para a exploração de petróleo da camada pré-sal, uma das novas fronteiras do setor. Além da produção direta por companhias americanas [sic !?!], e na exportação de equipamentos e serviços tecnológicos e também em contratos de importação de petróleo e derivados.

Até o momento, Obama não fez nenhuma menção à cooperação bilateral na área de biocombustíveis, tocada desde 2007 por iniciativa dos ex-presidentes George W. Bush e Luiz Inácio Lula da Silva. Os biocombustíveis perderam espaço na agenda energética do governo Obama, suplantados pelo estímulo à produção de veículos elétricos. A única vertente explorada de interesse da Casa Branca é o desenvolvimento de biocombustíveis para aeronaves.

Também estamos adotando medidas que nos permitem recolher dados sobre o potencial de gás e petróleo ao longo de todo o Atlântico Sul [sic !?!]. Estamos trabalhando com a indústria [dos EUA] para explorar novas fronteiras”, afirmou Obama.

DISPUTA

Obama convocou sexta-feira (11) a imprensa para responder às críticas do Partido Republicano, segundo o qual a Casa Branca estaria bloqueando a produção doméstica de petróleo em um período de forte aumento dos preços internacionais da commodity.

O preço médio do galão de gasolina (3,79 litros) alcançou US$ 3,52 nesta semana, o valor mais alto desde setembro de 2008, quando houve o estouro da crise financeira internacional. O próprio Federal Reserve (banco central americano) admitiu sua preocupação com o impacto do preço do petróleo na inflação neste período de baixo crescimento econômico do país.

O presidente americano criticou os adversários e disse que o argumento republicano é um “bom slogan político”, mas “sem coincidência com a realidade”. A produção americana no ano passado, argumentou Obama, foi a maior desde 2003 e as importações representaram menos da metade do consumo doméstico. Regulações ambientais também foram adotadas depois do trágico vazamento de petróleo em uma plataforma da BP no Golfo do México. Porém, insistiu ele, mais de 35 projetos de exploração receberam permissão desde então.

Ao contestar os republicanos, Obama abortou qualquer ilusão de autossuficiência nos EUA. O país conta com apenas 2% das reservas do planeta e consome cerca de 25% da produção mundial.

Embora utilize hoje 7% menos petróleo do que em 2005, a economia americana ainda depende amplamente da commodity e está sujeita as variações de preço, advertiu Obama.

Em sua estratégia para mudar essa situação, o governo americano pretende ampliar a exploração de petróleo no Alasca, “buscar fornecedores confiáveis, entre os quais o Brasil”, e investir fortemente em energia limpa.”

Reportagem de Denise Chrispim Marin, publicada no “O Estado de S.Paulo” e transcrita no blog de Luis Favre (http://blogdofavre.ig.com.br/2011/03/brasil-e-fornecedor-confiavel-de-petroleo/)

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Geopolítica

O poder dos EUA está se reduzindo

http://3.bp.blogspot.com/_qusOR6d2v4g/TPMVQ5Ws1pI/AAAAAAAACvs/10OMpVWwBrU/s400/us-economy-cartoon.jpg
Denise Chrispim Marin – O Estado de S.Paulo

Michael Mandelbaum, professor da Universidade Johns Hopkins


Sob o peso de uma dívida pública de US$ 14 trilhões e de um déficit fiscal de US$ 1,3 bilhão, os EUA não serão mais a mesma superpotência das sete décadas passadas. As ações militares e diplomáticas diminuirão, por resistência dos contribuintes americanos em pagar a conta. Regiões que precisam de apoio direto de Washington para construir suas instituições – da Líbia ao Haiti, do Afeganistão ao Iraque – mergulharão na “desordem”.

http://www.ceibs.edu/link/images/20090209/14837.jpgA previsão sombria é de Michael Mandelbaum, professor de política externa americana da Universidade Johns Hopkins. Segundo ele, porém, mesmo com o aparente declínio americano, nenhuma outra potência alcançará os Estados Unidos nas próximas décadas. A seguir, trechos da entrevista.

Os Estados Unidos não têm hoje o mesmo peso em foros internacionais como no pós-2ª Guerra. Qual é o seu real poder?

Os Estados Unidos continuam a ser o país mais poderoso e importante do mundo. Mas, haverá uma contração do poder americano nos próximos anos por causa do peso maior dos programas de assistência e previdência social no orçamento do país. A geração do baby boom, americanos nascidos entre 1946 e 1964, começou a se aposentar. Os EUA serão obrigados a conduzir uma política externa com gastos menores. E não há outro país interessado em assumir o papel dos EUA no mundo, mesmo de forma complementar.

A China seria uma alternativa aos EUA?

A China não se tornará uma superpotência, como os EUA. Primeiro, a China é ainda um país muito pobre. Cresceu muito, mas a renda per capita continua muito baixa e há centenas de milhões de pessoas pobres no país. O foco de qualquer governo chinês estará sempre no espaço doméstico, no crescimento econômico interno, não na projeção de seu poder no mundo. Segundo, a China não assume responsabilidades no sistema internacional. Terceiro, os países do Leste Asiático suspeitam da China e preferirão contar com os EUA.

Outros emergentes não podem tocar essa agenda?

O Brasil se tornará mais importante na América Latina e no Caribe. A Índia, no Sul da Ásia. Para carregarem as tarefas atuais no mundo, não vejo nenhum outro substituto.

A redução do orçamento dos EUA em defesa e diplomacia levará a que tipo de mudança? O que é descartável na atual política externa?

As áreas vitais são o Leste da Ásia, o Oriente Médio e a Europa – as mesmas do período da Guerra Fria. A política de construção de nação conduzida desde o final da Guerra Fria – Bósnia, Kosovo, Haiti e Somália – não será repetida.

Por pressão doméstica ou outras razões?

Porque os EUA constataram que essas intervenções são muito custosas. Talvez sejam desejáveis, mas não são mais viáveis.

E em relação a países como Egito, Tunísia e Líbia. Os EUA podem se dar ao luxo de negar essa ajuda?

Eu acredito que os EUA podem e vão negar. E, com isso, não creio que a imagem do país como líder mundial sofrerá. Será uma surpresa se os EUA custearem essas intervenções porque os contribuintes americanos não querem mais pagar essa conta. Os EUA continuarão com suas atividades de contraterrorismo e de inteligência, em cooperação com outros governos e agências, e ainda podem se valer de seus mísseis de alcance continental. A questão não é mais enviar grandes contingentes de soldados nem adotar programas de construção de nações. Ou seja, não mais valer-se dos modelos de (George W.) Bush e de (Bill) Clinton. Essas políticas de intervenção militar não contam mais com o apoio popular.

Se não há substitutos para os EUA como superpotência, qual o destino dos países em reconstrução?

Haverá mais desordem no mundo. Não chegará ao caos. Mas, onde os EUA não puderem mais intervir, haverá desordem. O custo da liderança atrofiada será pior para o mundo do que para os EUA.

Qual sua avaliação sobre o desinteresse dos EUA pela América Latina?

A região não é importante na política de segurança nacional dos Estados Unidos, o que é bom para todo o mundo. Não há problemas na América Latina que afetem os EUA como existem em outras partes do mundo. E acho que não é de interesse da América Latina atrair a atenção dos Estados Unidos.

QUEM É

Referência no estudo da diplomacia dos EUA, ganhou fama como um dos maiores defensores de um imposto adicional sobre fontes não renováveis de energia para reduzir a dependência americana do petróleo. Mandelbaum também tornou-se especialista em Europa Oriental e Rússia. Ele fez doutorado na Universidade Harvard, mestrado na Universidade Cambridge e graduação em Yale

Fonte: Estadão

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Geopolítica

Presidente colombiano busca novo estilo e mudanças para o país

The New York Times

Diferentemente de seu antecessor, Juan Manuel Santos olha além dos EUA como aliado e se aproxima de latinoamericanos e asiáticos.

O presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, resplandece quando se fala de um plano de investidores chineses e europeus para construir uma cidade para 250 mil pessoas perto da costa do Caribe.

Seu ministro das Relações Exteriores deu a volta ao mundo nos sete meses de presidência de Santos visitando lugares como o Camboja, mas passou longe de Washington.

Além disso, em uma reconciliação que surpreendeu muitos latinoamericanos, Santos agora é tão amigável em relação ao presidente venezuelano, Hugo Chávez, que no ano passado o acusou de conspirar para assassiná-lo, mas que comumente o chama de “o meu novo melhor amigo”.

Santos, em uma entrevista na cidade colombiana de Neiva, insistiu que os Estados Unidos, que há muito consideram a Colômbia como um dos seus principais aliados na região, continuam a ser um “grande parceiro”, mesmo que alguns collombianos estejam cada vez mais frustrados com a estagnação de um acordo comercial e a constante redução na ajuda econômica para a segurança.

Mas ele também destacou uma mudança notável na política externa do país, na qual a Colômbia está mudando seu foco dos Estados Unidos para a Ásia, reparando laços com Venezuela e Equador e adotando uma postura mais comedida dentro da América Latina, o que representa um contraste gritante com o estilo beligerante de seu antecessor conservador, Álvaro Uribe.

“Eu me considero muito pró-americano, quero continuar e até reforçar o nosso relacionamento, mas é bom senso e lógica comum diversificarmos as nossas relações internacionais, especialmente em um mundo que está mudando”, disse Santos, 59 anos.

Remodelar a política externa não é a única mudança abrupta que Santos está implementando na Colômbia, que recebeu US$ 6,5 bilhões em ajuda para segurança e desenvolvimento dos Estados Unidos desde 2000.

Desigualdade

De maneira surpreendente para alguns setores mais conservadores da Colômbia, ele também está pressionando por projetos que visam a redução da alarmante desigualdade de renda da Colômbia.

A expansão de um programa para devolver terra a milhares de agricultores que foram obrigados a fugir de suas casas durante a longa guerra civil do país, melhorias na arrecadação de impostos e na classificação da ampla infraestrutura da Colômbia são algumas das mais ambiciosas propostas do presidente.

Santos disse esperar que os Estados Unidos também mudem seu foco de suas guerras no Iraque e no Afeganistão para o seu próprio hemisfério, onde a influencia americana está diminuindo. “Eu me pergunto: qual é o real interesse estratégico dos Estados Unidos no Afeganistão?”, disse ele, lamentando os cortes na ajuda americana de US$ 350 milhões, que chamou de “ninharia, comparada ao que gastam em outros lugares”.

“O que digo a muitos americanos é que é de seu interesse parar de negligenciar a América Latina”, alertou Santos, acrescentando que a turbulência no Norte da África e no Oriente Médio poderia ter um “efeito colateral positivo” de instigar o interesse para mais perto de casa. “Eu acho que esse é o momento para os Estados Unidos apostarem em novas cartas”.

*Por Simon Romero

Fonte: Último Segundo

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Conflitos Geopolítica

Protestos deixam dois mortos e centenas de feridos no Iêmen

Dois meninos morreram durante manifestações contra o governo do ditador Ali Abdullah Saleh. Feridos podem passar de 300.

A polícia matou um garoto e feriu centenas de pessoas durante confrontos pouco antes do amanhecer na capital do Iêmen, Sanaa, neste sábado. Um outro menino de 12 anos morreu durante protestos contra o governo na cidade de Mukalla, localizada no sul do país.

Milhares de manifestantes exigem o fim do governo do presidente Ali Abdullah Saleh, que já dura 32 anos. Pelo menos 30 pessoas perderam suas vidas durante as últimas semanas de conflitos no país, que sofre com a pobreza e é vizinho da Arábia Saudita, a maior exportadora mundial de petróleo.

Foto: Reuters

Manifetantes foram às ruas contra ditador Ali Abdullah Saleh; polícia utilizou gás para dispersá-los

Forças de segurança enfrentaram os manifestantes na capital no começo deste sábado, em um aparente esforço para evitar que um acampamento que abriga milhares de opositores ao governo aumente ainda mais.

Um médico afirmou que um garoto levou um tiro fatal na cabeça. “Achamos que há cerca de 300 feridos”, acrescentou. Já o Ministério do Interior acusou os manifestantes de abrir fogo durante os combates e afirmou que 161 policiais ficaram feridos.

A polícia disparou gás lacrimogêneo para controlar as dezenas de manifestantes. “O gás usado pela polícia é estranho. Ele causa cãibras e o colapso do sistema nervoso”, afirmou Bashir al-Kahli, um médico que ajudava os feridos. “Muitos dos afetados voltaram com complicações após terem recebido os primeiros socorros.”

O Ministério do Interior negou ter usado qualquer tipo de gás asfixiante. Em Mukalla, o garoto de 12 anos morreu depois que a polícia disparou tiros para dispersar a multidão, disseram moradores.

Uma onda de protestos, inspiradas pelas revoltas populares no Egito e na Tunísia, enfraqueceram o controle de Saleh sobre o Iêmen, mas ele firmemente se negou a atender pedidos para sua renúncia imediata. A resposta da polícia para a crise tem se tornado cada vez mais violenta.

A violência ocorreu um dia depois de multidões em número recorde terem se juntado em cidades iemenitas em uma “Sexta-feira Sem Volta”, pedindo a saída de Saleh e o fim de sua proposta de montar uma nova Constituição.

Fonte: Último Segundo

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Conflitos Geopolítica

Irã anuncia que pretende exportar tecnologia e material nuclear

EFE  —  O novo diretor do organismo iraniano de Energia Atômica, Fereydoun Abbasi, assegurou neste domingo que um dos principais objetivos do polêmico programa nuclear de seu país é exportar tecnologia e material atômico ao mercado internacional.

Em declarações divulgadas pela agência de notícias “Irna”, o responsável acrescentou que a República Islâmica também procura ampliar suas atividades neste terreno através da cooperação com outros países.

“Nossa intenção é entrar no mercado mundial de materiais e serviços nucleares. Queremos exportá-los a outros países para conseguir uma posição no mercado e rentabilizar nossos produtos”, afirmou.

A este respeito, insistiu que o mais recomendável para seu país é “compartilhar o trabalho nuclear com outros estados no terreno nuclear”.

O programa nuclear iraniano é objeto de uma grande polêmica internacional, já que as grandes potências suspeitam que sob seu projeto civil se esconde outro de natureza clandestina e ambição bélica, cujo objetivo seria adquirir armas atômicas, alegação que Teerã rejeita.

Por isso, o Conselho de Segurança da ONU impôs uma série de sanções econômicas e financeiras ao regime iraniano, acusado de não colaborar o suficiente com a Agência Internacional de Energia Atômica.

As Nações Unidas proibiram, além disso, todos os países do mundo de transferir ao Irã tecnologia e materiais que possam ser utilizados na indústria atômica.

Fonte: Terra

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Defesa Fotos do Dia Sistemas de Armas

Deu no Voo Tático: Helicóptero Sikorsky S-70 BattleHawk

O site Voo Tatico divulgou um vídeo do YouTube de uma nova versão armada do Black Hawk da Sikorsky, o BattleHawk, que apresenta um conjunto de guerra eletrônica integrado e uma variedade de novos armamentos para executar as missões de reconhecimento armado e ataque. A Sikorsky vai fornecer o modelo como uma aeronave nova ou através de kits de modernização para os existentes helicópteros Black Hawk.


Tendo todas opções disponíveis, o BattleHawk oferecerá uma combinação de poder de fogo com capacidade de média de carga que não está disponível nas versões dedicadas de missões utilitárias dos atuais helicópteros. A Sikorsky Aircraft lançou o programa BattleHawk no Farnborough Air Show em julho de 1996.

Fonte:  CAVOK

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Acidentes e Catástrofes Geopolítica

Especialistas americanos temem um novo Chernobyl no Japão

Usina nuclear de Fukushima

France Presse  —  Utilizar água do mar para esfriar um reator nuclear como estão fazendo os japoneses em sua usina de Fukushima, atingida pelo terremoto de sexta-feira passada, é “ato de desespero” que evoca a catástrofe de Chernobyl, estimaram especialistas americanos em energia atômica.

Vários técnicos, falando à imprensa em audioconferência, preveem, também, que o acidente nuclear possa afetar a reativação deste setor energético em vários países.

“A situação tornou-se tão crítica que não têm mais, ao que parece, a capacidade de fazer ingressar água doce para resfriar o reator e estabilizá-lo, e agora, como recurso último e extremo, recorrem à agua do mar”, disse Robert Alvarez, especialista em desarmamento nuclear do Instituto de Estudos Políticos de Washington.

O que acontece atualmente na central é uma perda total de alimentação dos sistemas de resfriamento, exterior e interior (asegurada neste caso por geradores a diesel).

Esta falha total “é considerada extremamente improvável, mas é um tema de grande preocupação há décadas”, explicou Ken Bergeron, físico que trabalha com simulações de acidentes em reatores.

“Estamos num terreno desconhecido”, precisou.

Os reatores de Fukushima foram paralisados, mas seu centro pode fundir-se se não for resfriado e começaria a fluir para o fundo do cilindro, o recinto de confinamento.

“A estrutura de confinamento nesta central é certamente mais sólida que a de Chernobyl, mas muito menos que a de Three Mile Island, e só o futuro dirá” o que pode acontecer, disse Bergeron.

“No momento, estamos diante de situação semelhante à de Chernobyl, onde foi tentado derramar areia e cimento” para cobrir o reator em fusão, explicou Peter Bradford, ex-diretor da Comissão de Vigilância Nuclear americana.

“Se isto continuar, se não for controlado, vamos passar para uma fusão parcial do centro (do reator) a uma fusão completa. Será um desastre total”, disse por sua vez Joseph Cirincione, chefe da Ploughshares Fund, em entrevista ao canal CNN.

Cirincione reprovou às autoridades japonesas o fato de oferecerem informações parciais e contraditórias sobre a situação na central de Fukushima.

A presença de césio na atmosfera depois de a central ter lançado o vapor excedente indica que uma fusão parcial está em curso, segundo o especialista.

Para Bradford, esta situação representa “um grave revés para o pretendido relançamento” do setor nuclear em vários países.

“A imagem de uma central nuclear explodindo diante de seus olhos na televisão é um prelúdio”, destacou.

Mas, para o porta-voz da Associação nuclear mundial, Ian Hore-Lacy, os riscos de fusão ou de explosão do reator “diminuem à medida que o tempo passa e que o combustível nuclear esfria”.

Fonte: Correio Braziliense

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Defesa Fotos do Dia

Redução de recursos militares dos EUA preocupa aliados da Otan

Secretário de Defesa , Robert Gates e a Secretária de Estado americana, Hillary Clinton

Planos de Washington para cortes militares preocupam aliados da Otan. Especialistas dizem que aliança tem que redefinir objetivos e se adaptar à nova ordem mundial, pós-Guerra Fria.

Washington planeja redução de tropas na Europa

A administração Obama promete reduzir gastos, à medida que os envolvimentos dos EUA no Iraque e no Afeganistão vão perdendo em importância. O secretário norte-americano de Defesa , Robert Gates, anunciou cortes da ordem de 78 bilhões de dólares  (57 bilhões de euros). E estes cortes podem afetar o que Gates chamou de uma “estrutura de excesso de força na Europa”.

A Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte), que foi criada para conter a União Soviética, está redefinindo sua missão em um continente agora unido e em paz. No futuro, uma presença militar menor dos EUA na Europa irá ter como meta prioritária auxiliar a agilidade das tropas na locomoção para outras partes do mundo. No entanto, Washington tem que equilibrar essa força menor, de custos mais efetivos, com as obrigações tradicionais de segurança dos EUA enquanto membro da Otan.

Êxodo militar

Após os acontecimentos de 11 de setembro de 2001, o então presidente norte-americano, George W. Bush, começou a reestruturar as forças armadas dos EUA para facilitar as intervenções no Iraque e no Afeganistão. Mais de uma década depois do colapso da União Soviética, o palco geopolítico tinha mudado definitivamente da Europa para o Oriente Médio e a Ásia Central.

“Durante décadas, as Forças Armadas norte-americanas no exterior haviam permanecido essencialmente onde as guerras do século passado acabaram”, disse Bush em agosto de 2004, ao discursar para veteranos em Cincinnati, Ohio. “A atual postura militar dos EUA foi projetada, por exemplo, para nos proteger e proteger nossos aliados da agressão soviética. Essa ameaça já não existe”, afirmou.

Segundo Washington, o islamismo radical substituiu o comunismo soviético como ameaça existencial para os interesses dos EUA. Para combater esse novo inimigo, o então secretário de Defesa, Donald Rumsfeld, deu início a um êxodo de soldados norte-americanos de seus postos históricos na Europa Ocidental. Mas os críticos advertiram, já na época, que a reestruturação iria minar a capacidade da Otan de manter suas responsabilidades de segurança dentro e fora da Europa.

“O plano de Rumsfeld foi uma opção por reduzir os contingentes dos então 100 mil para 60 mil”, disse à Deutsche Welle Ian Brzezinski, analista do Conselho do Atlântico. “Enquanto o plano era implementado, o Comando Europeu pesou as consequências e chegou à conclusão de que se o plano fosse executado, teríamos problemas para manter as responsabilidades já definidas, incluindo as previstas no artigo 5”, disse.

O artigo 5º do Tratado da Otan exige que a aliança venha em auxílio dos países membros, caso seu território sofra algum ataque.

Novo conceito estratégico

Em resposta às preocupações expressas pelos comandantes, Gates, o sucessor de Rumsfeld, suspendeu o plano em 2007. No entanto, cortes no orçamento do Pentágono recentemente anunciados podem trazer de volta o assunto de redução de tropas. Especialistas acreditam que a mudança do papel da Otan em um mundo pós-Guerra Fria irá determinar, em última instância, o número e a estrutura dos soldados norte-americanos na Europa.

“Trata-se de uma Otan diferente, mas ainda é a Otan”, afirma Michael Cox, especialista em política externa norte-americana e em relações internacionais da Chatham House, em Londres. Segundo ele, “instituições sao criadas para fazer uma coisa num determinado contexto e acabam fazendo outra, em outro contexto”.

E, embora a determinação do artigo 5º, de defender os Estados membros de um ataque convencional, continue a ser pertinente, uma política ativa de proteger os interesses ocidentais no mundo assumiu uma nova importância. O conceito estratégico da Otan, adotado em novembro passado, enfatiza a prevenção de conflitos fora da Europa, a luta contra o terrorismo, o controle da proliferação nuclear e garantia da segurança de rotas comerciais, assim como de fontes de energia.

Alguns países temem enfraquecimento da OTAN

“As tropas norte-americanas têm agora outras atribuições que durante a Guerra Fria”, afirma Henning Riecke, especialista em política de segurança transatlântica do Conselho Alemão de Relações Exteriores. “A preocupação agora é reagir a crises ou combater os novos riscos devido à instabilidade no norte da África, Oriente Médio e no Afeganistão, que são áreas onde estão estacionadas tropas norte-americanas “, disse Riecke.

Defesa territorial convencional

Muitos europeus estão preocupados, achando que a defesa territorial convencional irá cair no esquecimento, enquanto o olhar estratégico dos EUA irá recair cada vez mais sobre o Oriente Médio e a Ásia Central. Para os novos membros da Otan, tropas norte-americanas continuam a agir como uma garantia contra as imprevisibilidades da política externa de Moscou.

“As nações que estão mais preocupadas com a credibilidade do artigo 5º são os países da Europa Central”, disse Brzezinksi. “As pessoas se lembram que a Estônia sofreu um ataque cibernético originado da Rússia, e que muitos acham que foi planejado pelo governo russo.”

Jogos de guerra

E em 2008, a Rússia moveu jogos de guerra com a Bielorrússia, que culminaram em um ataque nuclear simulado na Polônia. A simulação provocante veio em um momento de tensão entre o Ocidente e a Rússia em relação à Geórgia e de criação de um escudo antimísseis. Embora as relações tenham melhorado posteriormente devido a negociações entre Washington e Moscou, os membros da Otan, nos limites a leste da Europa, continuam céticos sobre as intenções russas.

Soldado alemão em missão da OTAN nos Balcãs

“A Polônia e os países bálticos têm um forte receio da influência política da Rússia e de um possível confronto”, diz Riecke. “Para eles, continua a ser muito importante que as tropas norte-americanas estejam estacionadas na Europa. Estes são cenários que não estão no topo da lista dos possíveis riscos, mas você não pode simplesmente varrê-los para debaixo do tapete”, fala o especialista.

Embora mais reduções de tropas norte-americanas na Europa possam vir a acontecer, as forças militares do país permanecerão no continente por tempo indefinido

Elemento importante

“A presença norte-americana em solo europeu age como um componente importante da política europeia de segurança e defesa”, fala Riecke. “Não posso dizer se os europeus se moveriam mais lentamente ou mais rapidamente se os americanos não estivessem aqui, mas é um elemento importante.”

De acordo com Brzezinski, a presença contínua dos militares norte-americanos em solo europeu demonstra a importância de uma relação de segurança que beneficia os países de ambos os lados do oceano Atlântico, mesmo no século 21.

Autor: Spencer Kimball (md)
Revisão: Soraia Vilela

Fonte:   DW-WORLD.DE

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Geopolítica

O novo Joe McCarthy

Deputado republicano Peter King

Numa época em que crescem as tensões no mundo inteiro entre cristãos e muçulmanos (vejam os novos conflitos no Cairo), era bastante previsível que um novo demagogo surgisse no horizonte.

Seu nome é Peter King (foto), deputado republicano por um distrito na parte central de Long Island, no estado de Nova York. Ele está chefiando, a partir desta quinta-feira, como chairman do House Homeland Security Committee (a Comissão de Segurança Doméstica da Câmara de Deputados) um inquérito sobre “o perigo da radicalização muçulmana nos Estados Unidos”.

Soa como o “perigo vermelho” dos tristemente célebre Joe McCarthy, senador republicano pelo estado de Winconsin, na década de 50?

Soa porque é uma repetição da mesma irresponsabilidade.

O termo McCarthyism tornou-se famoso nos Estados Unidos como símbolo de investigações levianas, que primavam por questionar, de saída, o patriotismo das pessoas que compareciam perante a Comissão de Inquérito, e que acabavam por se mostrar infundadas. Muitas carreiras e mesmo vidas foram assim destruídas, até que Joe McCarthy caiu ele mesmo em desgraça, por se ver exposto como um demagogo e um hipócrita.

Num notável paralelo, o New York Times de quarta-feira, nove de março, traz uma reportagem de primeira página exibindo a hipocrisia do deputado Peter King antes mesmo dele ouvir a primeira testemunha.

O jornal revela que Peter King foi até recentemente um ardente seguidor de um grupo terrorista, o IRA (Irish Republican Army).

Peter King declarou textualmente em 1985 que “a morte de civis num ataque é lamentável, mas eu não posso moralmente condenar o IRA”.

Um outro paralelo curioso é que a luta do IRA (que desejava anexar a Irlanda do Norte à República da Irlanda) tinha, há séculos, um fundo religioso: os desentendimentos entre católicos e protestantes na região. Há outros fatos intrigantes: o Irish Republican Army era apoiado pela Líbia e pela Organização para a Libertação da Palestina, muçulmanas.

Certa ocasião Peter King pretendeu ser testemunha em um julgamento por assassinato, em Belfast, mas o juiz  rejeitou sua presença, declarando que se tratava de um “óbvio colaborador”.

Não estou discutindo o mérito da disputa entre Belfast e Dublin. As ligações de Peter King com o IRA fizeram com que mais tarde ele participasse das negociações encabeçadas por Bill Clinton e Tony Blair para um acordo de paz na região. Mas seu comprometimento com uma organização que o governo americano havia oficialmente classificado como “terrorista”  fizeram com que Peter King fosse investigado pelo Serviço Secreto como “risco de segurança”.

Qual será sua  autoridade moral para agora chefiar um inquérito sobre “segurança”? As pessoas de bom senso estão convencidas de que a atuação de Peter King só servirá para inflamar mais ainda as relações dos Estados Unidos com o mundo muçulmano. O governo americano já está envolvido no Iraque, no Afeganistão, no Paquistão, assiste agora meio perplexo ao que se passa na Líbia e certamente não precisa angariar ainda mais má vontade com uma religião que compreende 25% da população mundial e cresce dia a dia nos próprios Estados Unidos

Se depender de Peter King, as relações se tornarão ainda piores.

Autor deste artigo: José Inácio Werneck

Fonte:  Direto da Edação

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História

Os 80 anos do homem que mudou o mundo

Mikhail Gorbachev

Passou quase despercebido pela grande mídia  o aniversário do homem que mudou a história recente do mundo.  Mikhail Gorbachev,  o homem da Perestroika e da Glasnost,  que foi secretário-geral do Partido Comunista da União Soviética de março de 1985 a agosto de 1991, completou 80 anos no último dia 2 de março.

Gorbachev foi o último líder da extinta URSS e talvez não imaginasse que suas propostas tivessem um alcance tão grande que levariam ao fim do socialismo e à destruição do Estado soviético.

Em 1985,  foi dele a iniciativa de convencer o Comitê Central do PC de que alguma precisava ser feita para restaurar a economia soviética, estagnada durante os anos do governo de Leonid Brejnev.  Nascia assim a “Perestroika”, que quer dizer reconstrução.

Mas logo logo Gorbachev descobriu que a reconstrução da economia não seria possível sem a implementação de profundas reformas políticas e sociais que colocariam em risco o próprio regime comunista, àquela altura dominado por velhos dirigentes de conceitos superados e que resistiam a qualquer mudança.

Gorbachev superou esse pessoal da velha guarda do PC e, à medida que suas reformas iam sendo implantadas, a cara da União Soviética ia mudando diante do mundo. Surgia assim a “Glasnost”, que significa abertura, no sentido de transparência da livre discussão dos problemas sociais.

Faltava, entretanto, à União Soviética mostrar-se ao mundo através de uma nova diplomacia,  aberta ao diálogo com todos os países, mesmo com os que praticavam um tipo de capitalismo selvagem e contrário aos ideais solicalistas.

Mas essa era uma missão impossível para o velho ministro das relações exteriores, Andrei Gromiko,  um dos líderes do pensamento conservador, que estava no cargo há 28 anos..  Gorbachev defenestrou-o e colocou em seu lugar Eduard Shevardnadze, com menos experiência mas com pensamentos mais modernos. Os dois dividiram então a responsabiidade de reconstruir o país interna e externamente, mesmo contra a vontade do poderoso complexo militar-industrial do Estado.

Nem todas as reformas de Gorbachev foram bem sucedidas, mas é certo que a conquista de novos direitos pelos cidadãos e o relaxamento da censura na Rússia levaram à dissolução da União Soviética, com as repúblicas declarando-se indepedentes do controle de Moscou, algumas de forma pacífica, outras nem tanto.

Apesar de sua importância na história recente da humanidade, Mikhail Gorbachev não é visto com bons olhos dentro da Rússia. Uma pesquisa realizada em dezembro último revelou que apenas 14% dos russos têm uma visão positiva dele. O resto o vêem de forma negativa ou simplesmente não têm opinião formada sobre ele.  Para muita gente, ele entregou de graça o império que era um dos mais poderosos do mundo.  Tudo ainda é muito recente, em termos de história,  para se fazer um julgamento preciso do papel que Gorbachev representou na geopolítica do mundo.

O ex-dirigente soviético faz parte hoje do exclusivo círculo de bem remunerados palestrantes. Numa entrevista em 2009, deixou escapar uma declaração que pode ser interpretada como saudosismo ou ressentimento… ou ambos:

“Sabe como é, eu ainda poderia estar lá, no Kremlim, se eu estivesse motivado apenas pelo poder pessoal, ainda poderia possuí-lo… Se eu simplesmente não tivesse feito nada, se não tivesse mudado nada naquilo que à época era a União Soviética, se apenas me sentasse na minha cadeira e desempenhasse o meu trabalho como os meus antecessores, quem sabe…”

Mikhail Gorbachev comemorou seus 80 anos em Moscou, cercado de  poucos amigos e esquecido pela maioria do povo russo. Sua mulher Raísa morreu de Leucemia, em 1999.

Autor deste artigo: Eliakim Araujo

Fonte:  Direto da Redação

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F 35B STOVL, um novo patamar, uma nova era

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Sugestão: Dandolo

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