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Defesa

A Netcom Malam Team, empresa de TI de Israel traz ao Brasil sistema de monitoramento de cidades

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Plano Brasil

Ricardo Pereira

Segurança

A Netcom Malam Team, empresa de TI de Israel que faturou US$600 milhões em 2010, aproveita a feira Laad,  para buscar negócios na área de segurança no Brasil. Com a experiência de contratos com governos, além da segurança nos Jogos de Atenas e Pequim e na Copa da África do Sul, quer aproveitar os eventos esportivos no Brasil e o avanço nos projetos de segurança pública.

“O Brasil tem uma intenção de melhorar a segurança, por isso é um bom momento para apresentar o nosso sistema”, afirma Erez Gabriel Michaeli, vice-presidente de Desenvolvilemtno de Novos Negócios da Netcom.

A empresa, que é responsável pela infraestrutura estratégica do governo de Israel, já atuou em Olimpíadas e Copas do Mundo, como a da África, com o sistema de segurança. Também fornece componentes de seu sistema para alguns países da Europa.

Em caso de um acidente de grandes proporções, por exemplo, o sistema mostraria, na central de controle, qual a emergência; simultaneamente, contataria a polícia ou os bombeiros, para que fossem atender a ocorrência, e enviaria mensagens aos hospitais mais próximos para que recebessem as vítimas.

“Não é preciso uma pessoa ficar olhando para uma ou mais telas esperando para ver uma emergência, para então dar um ou mais telefonemas. O sistema faz o contato por um meio de comunicação interligado e simultâneo”, diz o executivo.

No Brasil, segundo Michaeli, já foram feitos contatos com o governo federal e alguns estaduais.

Ele acredita que a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016 também são boas oportunidades para mostrar o sistema no País.

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Tecnologia

Brasil planeja entre 4 e 6 novas usinas nucleares até 2030

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Ouvidos moucos

A Eletronuclear, empresa ligada ao governo e responsável pela operação das usinas nucleares brasileiras, planeja construir de quatro a seis novos reatores para entrar em operação até 2030.

A meta faz parte do Plano Nacional de Energia, traçado pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE) e pelo Ministério de Minas e Energia.

De acordo com Manuel Diaz Francisco, coordenador de Comunicação e Segurança da Eletronuclear, uma “pesquisa em todo o território nacional” já está em andamento para erguer as novas usinas, e os planos não serão afetados pelo recente acidente de Fukushima, no Japão.

“Fukushima apareceu e vai causar um impacto. Mas temos todas as indicações de que o programa nuclear vai em frente. No fim do ano passado, assinamos um contrato com a EPE e a Secretaria de Assuntos Estratégicos para pesquisa de todo o território nacional, e em breve teremos um menu de opções”, afirma Francisco.

Consumo de energia no Brasil

De acordo com a Empresa de Pesquisa Energética, o consumo de energia no Brasil vai crescer 3,7% ao ano até 2030. Hoje, a energia nuclear responde por 2,5% da energia elétrica no Brasil. Até 2030, a previsão é de que o percentual chegará a 5%.

O plano é construir duas usinas no Nordeste e duas no Sudeste, cada uma com capacidade instalada de mil megawatts cada (Angra 1 e 2, juntas, têm capacidade instalada de quase 2 mil MW). Conforme a demanda, outras duas do mesmo tamanho poderão ser construídas.

O cronograma prevê que a primeira usina entre em operação em 2019, no Nordeste, e a quarta em 2025, no Sudeste. Assim, a construção da primeira deve ser iniciada já no fim de 2012 ou no início de 2013, segundo Francisco.

“Por uma questão de responsabilidade socioeconômica, o Brasil precisa dar ao cidadão uma oferta maior de energia”, diz o porta-voz da Eletronuclear.

Ele aponta que o consumo de energia per capita no país ainda é menor do que no Chile, na Argentina ou no México, e menos da metade do que na Espanha. Com um maior desenvolvimento do país, a tendência é que essa taxa aumente, afirma o porta-voz.

Urânio brasileiro

Francisco destaca ainda que o Brasil é hoje o 6º país que mais tem minério de urânio, apesar de só ter prospectado 30% de seu território.

“São poucos os países que têm o minério, têm toda a tecnologia de enriquecimento do urânio, têm usinas nucleares e sabem operá-las bem, sempre com segurança. Isso é estratégico para o Brasil, não podemos abrir mão disso”, defende.

A Eletronuclear administra Angra 1 e 2 e está construindo Angra 3, todas no litoral do Estado do Rio de Janeiro.

Protestos contra a energia nuclear

O acidente em Fukushima reacendeu o debate sobre o uso da energia nuclear e motivou protestos no mundo todo, inclusive no Brasil.

Na segunda-feira, o Greenpeace fez uma manifestação contra a construção de Angra 3 em frente ao BNDES, no Rio, lançando sinalizadores para simular a contaminação por radiação. A ONG pede que a instituição suspenda o financiamento de R$ 6 bilhões para a construção da usina.

A energia nuclear também voltou ao debate no Congresso. No último dia 15, 13 deputados federais visitaram a central nuclear de Angra para verificar o nível de segurança das usinas.

Eles marcaram uma audiência pública em Brasília para discutir o plano de emergência e os custos da geração da energia nuclear em comparação a outras fontes.

Fonte: Inovação Tec.

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Defesa

Sindicato pressiona governo a liberar contrato com Avibras

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Representantes do Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e Região se reúnem nesta quarta-feira (27), em Brasília (DF), com o assessor especial do Ministério da Defesa, José Genoino, para pressionar o governo a dar o esperado aval para o projeto Astros 2020, da Avibras Indústria Aerospacial, companhia brasileira que projeta, desenvolve e fabrica produtos e serviços de defesa.

O novo lançador de foguetes de artilharia a ser desenvolvido pela empresa em parceria com o Exército Brasileiro poderá reabrir os 170 postos de trabalho fechados pela empresa em fevereiro deste ano. O encontro está marcado para começar às 14 horas. O sindicato informou que a reunião foi agendada a pedido da entidade, que desde o ano passado reivindica junto ao governo federal a assinatura do contrato entre o Exército e a Avibras. Segundo a entidade que representa os trabalhadores da empresa, o desenvolvimento do Astros 2020 depende apenas do aval da presidente Dilma Rousseff.

No início do ano, a Avibras demitiu 170 trabalhadores, alegando dificuldades financeiras provocadas, entre outros fatores, pela demora do governo em liberar o Astros 2020. Em acordo com os demitidos, a empresa se comprometeu a recontratá-los caso assinasse novos contratos acima de R$ 500 milhões. Segundo o sindicato, o Astros 2020 está avaliado em R$ 1,2 bilhão.

Ministro

“Desde a gestão do ex-presidente Lula que o governo federal vem adiando uma resposta sobre a Avibras. O próprio ministro Nelson Jobim já prometeu publicamente que tomaria providências imediatas, mas até agora nada aconteceu.

Com esta nova reunião, esperamos sair com informações mais concretas de Brasília”, disse o presidente do sindicato, Vivaldo Moreira Araújo.

Ele também defende a estatização da Avibras. “É uma empresa estratégica para a soberania do País.”

No balanço financeiro divulgado na semana passada, a Avibras afirma que prevê o fechamento de contratos de vulto no médio prazo no Brasil e no exterior a partir da apresentação e da aprovação técnica do programa Astros 2020.

A Avibras encerrou o ano de 2010 com lucro de R$ 6 milhões e receita líquida de R$ 202 milhões. No balanço financeiro, a empresa cita que encerrou em novembro do ano passado o processo de recuperação judicial, dois meses antes do prazo legal. Também avançou o processo de reestruturação societária, com a possível entrada da União no capital social da companhia.

O processo, segundo a empresa, está em fase final de análise pelos órgãos responsáveis. A participação acionária do governo na empresa ficará entre 15% a 20%.

Fonte: DCI

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Tecnologia

Índia confirma plano de megausina nuclear

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A Índia anunciou ontem que dará continuidade aos planos de construção da maior usina nuclear do mundo, em Jaitapur. “O governo está satisfeito com os aspectos de segurança”, afirmou V. Narayanswamy, membro do gabinete do primeiro-ministro Manmohan Singh.

O projeto da usina, com capacidade de 9.900 megawatts, prevê seis reatores, construídos com a participação da estatal francesa Areva. “Cada reator terá um sistema de segurança independente”, disse o ministro do Meio Ambiente, Jairam Ramesh, procurando eliminar os temores de uma repetição do acidente na usina de Fukushima, no Japão.

A primeira unidade da usina de Jaitapur, localizada a cerca de 400 quilômetros de Mumbai, deve entrar em operação em 2019. Com um custo estimado de US$ 10 bilhões para os dois primeiros reatores, a usina será a primeira construída no país desde o fim da proibição internacional, ocorrida em 2008, à compra de equipamentos e combustível nuclear imposta à Índia há mais de três décadas.

O país está apostando na energia nuclear para suprir o aumento da demanda das indústrias por eletricidade. Atualmente, sua capacidade nuclear é de 4.780 megawatts, ou 2,8% do total da matriz energética. Se os planos forem levados adiante, em 2030 a produção nuclear atingirá 60 gigawatts.

De acordo com Prithviraj Chavan, ministro-chefe de Maharashtra, Estado onde ficará a usina, o governo apresentará ao Parlamento um projeto de lei para a criação de uma agência regulatória nuclear independente. Além disso, também pedirá à Agência Internacional de Energia Atômica que fiscalize as instalações.

Após o terremoto do mês passado no Japão, a Índia realizou inspeções nas 20 usinas existentes no país. Mesmo assim, nas últimas semanas, houve uma série de protestos contra a decisão de investir em energia nuclear – alguns terminaram em confronto com a polícia.

A resposta do governo foi aumentar o valor da compensação a ser paga aos moradores da região e deu início a um trabalho de convencimento da população. “Fizemos detalhadas apresentações em Jaitapur a todos os partidos políticos. O diálogo prosseguirá e serão feitos esforços especiais para convencer as pessoas que a segurança não será comprometida”, afirmou Chavan.

Fonte: Itamaraty

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Geopolítica

Brasil busca triunfo em nova grande disputa pela África, diz ”FT”

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Comércio do Brasil com países da África está na faixa de US$ 25 bilhões, o que representa metade do comércio brasileiro com a China


O Brasil busca triunfar no que o jornal financeiro Financial Times chama de “a nova grande disputa pela África”. A reportagem é um dos textos que ilustra um caderno especial do diário britânico intitulado “As Novas Rotas do Comércio – América Latina”.

De acordo com o FT, além dos fortes laços históricos e culturais entre os dois, o comércio do Brasil com países da África está na faixa de US$ 25 bilhões, o que representa metade do comércio brasileiro com a China, que oscila em torno de US$ 50 bilhões.

O jornal destaca que ”o cortejo do Brasil à África é parcialmente fruto da campanha incansável do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que fez incontáveis visitas à região”.

E que esse cortejo ”faz parte de um contexto geopolítico mais amplo”, no qual o Brasil procura ser reconhecido ”como uma potência mundial, com posições como um assento permanente no conselho de Segurança da ONU”. A África, afirma o diário, é vista como ”um banco de votos natural”.

A despeito das afinidades, enfatiza a reportagem, o país enfrenta a crescente competição no continente por parte da China e da Índia e que, por isso, ”o Brasil vai precisar não apenas manter apenas sua investida comercial no continente, mas também sua ofensiva diplomática”.

Exemplo

”A presidente Dilma Rousseff não terá outra alternativa se não a de seguir os passos de seu predecessor”, afirma o Financial Times.

A África, afirma o jornal, adquiriu tanta importância para companhias brasileiras que ”ninguém se surpreendeu” quando a multinacional Vale anunciou recentemente uma oferta de US$ 1,1 bilhão pela pequena mineradora Metorex, cuja maior propriedade é uma mina de cobre na República Democrática do Congo.

A reportagem fala das afinidades com o continente, resultantes de um histórico colonial em comum com a África lusófona, como Angola e Moçambique, mas frisa que ”atualmente, no entanto, o gigante latino-americano faz mais negócios com Nigéria, Argélia e África do Sul”.

O diário cita dados de pesquisa feita pelo Standard Chartered Bank, segundo a qual as importações brasileiras provenientes da África cresceram cerca de 21% – alcançando um total de US$ 3,5 bilhões, entre janeiro e março deste ano -, em comparação ao mesmo período do ano passado, enquanto as exportações do Brasil para a África cresceram 39,4%, passando para US$ 2,55 bilhões.

Fonte: Estadão

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Geopolítica

Forças Aéreas do Brasil e do Uruguai iniciam exercício de defesa aérea na fronteira

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Começou, nesta segunda, o exercício Urubra, que simula a entrada de aeronaves irregulares em espaço aéreo controlado (brasileiro e uruguaio) e tem como objetivo treinar procedimentos que possibilitem uma maior eficácia no combate aos tráfegos ilícitos transnacionais entre os dois países.

O exercício já começou com uma boa notícia. “Mínima de 10º, máxima de 23°, sem formações meteorológicas significativas até o final do Exercício”. Essas foram as palavras iniciais do meteorologista durante a reunião inicial do Exercício URUBRA I, que acontece na cidade de Santa Maria (RS) durante os dias 25 e 29 de abril.

A Força Aérea Brasileira participa com as aeronaves A-29 (Super Tucano) e C-98 (Caravan) e a Força Aérea Uruguaia está com os A-37 (Dragonfly), PC-7 (Pilatus), IA-58 (Pucará), C-206 (Cessna), C-310 (Cessna) e B-58 (Beechcraft)

Com o objetivo de treinar procedimentos que possibilitem uma maior eficácia no combate aos tráfegos ilícitos transnacionais, por meio da coordenação operacional entre os órgãos de defesa aérea do Brasil e do Uruguai, voltados para a vigilância e o controle do espaço aéreo, estiveram presentes no auditório da Base Aérea de Santa Maria (BASM) o Brigadeiro General de Aviação Antonio Alarcon, Comandante do Comando Aéreo de Operações da Força Aérea do Uruguai, acompanhado de 22 militares uruguaios, e o Coronel Aviador José Eduardo Ruppenthal, Comandante da BASM para assistir as informações iniciais sobre o Exercício e presidir a abertura do Exercício URUBRA I.

O Tenente Coronel Aviador Avedis Roberto Balekian, representando o Comandante do Comando de Defesa Aeroespacial Brasileiro (COMDABRA) e Diretor do Exercício (DIREX) URUBRA I, Major Brigadeiro do Ar Marcelo Mário de Holanda Coutinho, ministrou uma palestra sobre os principais aspectos operacionais que envolvem o Exercício e ressaltou que o principal objetivo é o de estreitar relações, trocar experiências e estabelecer procedimentos comuns em prol do aumento da vigilância e do controle do espaço aéreo na Região, com segurança.

Fonte: Agência Força Aérea


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Defesa

Setor aeroespacial busca engenheiros

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Mariana Caldas, Ricardo Furquim e João Paulo Dantas, alunos do ITA, já definiram caminhos para suas carreiras

O mercado de defesa está crescendo no Brasil e, com ele, a necessidade de uma mão de obra especializada em novas tecnologias para atuar na indústria aeroespacial. Esse tipo de profissional, no entanto, ainda é escasso no país.

Empresas como a Embraer e a Helibras, envolvidas em programas complexos de desenvolvimento de aeronaves, helicópteros e sistemas de segurança e defesa estão sendo obrigadas a se mobilizar e a investir mais na formação de talentos e na especialização dos funcionários.

Iniciado em 2001, o Programa de Especialização em Engenharia (PEE) da Embraer, por exemplo, já formou mais de mil profissionais. Depois de reduzir suas atividades em 2009 por conta da crise, ele está sendo ampliado agora com a formação de novas turmas no Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), parceiro no desenvolvimento do curso.

Segundo a Embraer, o investimento no programa aumentou consideravelmente, passando de R$ 2,8 milhões em 2010 para R$ 6,7 milhões este ano, valor que deverá ser mantido em 2012. Em fevereiro, foi iniciada uma turma com 57 engenheiros recém-formados e, em agosto, haverá a seleção de mais 60 alunos – a média por ano deve ser de 100.

Para Diogo Jundi Toyoda, que foi aluno do PEE e hoje trabalha como engenheiro de desenvolvimento de produto da Embraer, o programa proporcionou uma visão bastante ampla da aeronáutica. Atualmente, isso o ajuda a entender melhor os desafios da sua área e a oferecer soluções mais eficientes para a empresa.

Na Helibras, a produção de 50 helicópteros EC-725 no Brasil- um contrato de € 1,847 bilhão-, envolve um processo gradual de transferência de tecnologia, que exigirá a contratação de mais 500 empregados até 2012, o dobro do número atual. Segundo o presidente da Eurocopter, Lutz Bertling, a contratação de mão de obra qualificada será fundamental para dar suporte ao crescimento da produção de aeronaves para o mercado civil e para cumprir os contratos com o Ministério da Defesa.

Essa será a primeira vez que a Eurocopter implementará uma linha de montagem de um helicóptero tão sofisticado fora da França ou da Alemanha.

A área de engenharia da Helibras assumiu a responsabilidade de montar a nova equipe. “A Eurocopter está firmando convênios envolvendo a Helibras, a Universidade Federal de Itajubá (Unifei) e uma universidade francesa para a troca de conhecimentos e treinamento”, diz Richard Marelli, diretor do programa EC-725 no Brasil.

Uma das principais referências no Brasil na formação de engenheiros aeronáuticos, o ITA também tem sido solicitado pelas empresas para ampliar a oferta de cursos. Segundo o reitor da instituição, brigadeiro Reginaldo dos Santos, o instituto quer lançar uma nova pós-graduação em engenharia aeroespacial. O programa, que irá integrar vários grupos de pesquisa do DCTA (Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial), está sendo avaliado pela Capes e a expectativa é de que ele seja aprovado este ano.

Em 2010, o ITA lançou o curso de graduação em engenharia aeroespacial, oferecendo 10 vagas para o vestibular realizado no final de 2010. O novo curso, segundo o reitor, foi um pedido não só da indústria, mas dos institutos de pesquisa como o Inpe e o DCTA, que ao longo dos últimos anos vêm perdendo cientistas por conta de aposentadorias e da transferência para a iniciativa privada. A Vale Soluções em Energia (VSE), do grupo Vale, também renovou o seu contrato com o ITA para a realização de mais um mestrado profissionalizante na área de turbinas a gás.

Outro doutorado que começará em breve no ITA é na área de infraestrutura aeronáutica. Ele vai dar continuidade ao projeto de expansão nos cursos de graduação. O objetivo é dobrar o número de vagas das atuais 120 para 240 por ano. As obras nas instalações do ITA, segundo Santos, devem começar em 2012 e a previsão é que consumam R$ 60 milhões. “Vamos aumentar as vagas em 20%.”

A empresa sueca Saab, que atua nos segmentos de defesa, aviação e segurança civil, vai inaugurar em maio um centro de pesquisa e desenvolvimento de alta tecnologia em São Bernardo do Campo (SP). “Estamos negociando várias cooperações acadêmicas entre as universidades suecas e as indústrias brasileiras. Além disso, criamos um curso de especialização em engenharia de defesa no ITA, nos mesmos moldes do PEE da Embraer”, diz o vice-presidente de tecnologia da Saab, Pontus de Laval.

O centro conta com a participação de empresas como a Volvo, Vale, Inventia e de agências governamentais da Suécia, além de institutos de tecnologia como o Royal Institute e a Chalmers University.

Fonte: Valor Online

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Geopolítica

BRICS: “Sejamos realistas: estamos exigindo o impossível?”

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A terceira reunião de cúpula do BRICS, realizada recentemente na ilha chinesa de Hainan, reaqueceu o interesse pela organização, que por ora não possui nem um estatuto, nem uma estrutura fixa e que, de um ponto de vista jurídico, permanece um espectro. Mas um espectro que já completa três anos: seu número de integrantes continua crescendo (em Hainan formalizou-se a entrada da África do Sul) e coletivamente já começa a exercer importante influência em algumas questões mundiais (como na votação do Conselho de Segurança acerca da “resolução líbia”). Mas assim como antes, o principal ponto continua sendo a dinâmica do crescimento econômico de China, Índia, Brasil, Rússia e África do Sul, que fez os especialistas da Goldman Sachs, que cunharam em 2001 o acrônimo BRICS, antecipar a estimativa da data em que os países “emergentes” deverão ultrapassar o PIB dos países do G7.

Os resultados da crise econômica que abalou o mundo todo apenas confirmaram estes prognósticos, e agora o BRICS não é mais encarado como algo exótico, nem como um conjunto inusitado de jogadores (nas palavras de Púchkin, aqueles que “não se pode atrelar num só carro”), jogadores esses que colocam em risco os “senhores” da economia e da política mundial. Mas tentemos analisar esse fenômeno com seriedade, eximindo-nos de um sensacionalismo desnecessário. O que demonstra o próprio surgimento do BRICS? Seria afinal ridículo presumir que o prognóstico feito pelos especialistas do Goldman Sachs em 2001 “agradou” tanto os “países gigantes” que eles imediatamente decidiram reunir-se. Note-se que já em 1997 o então Ministro do Exterior da Rússia, E. M. Primakov, elaborou a ideia da criação do bloco RIC (Rússia, Índia, China), e no Brasil a noção de uma parceria mais profunda entre os grandes países emergentes já era corrente no final do século passado. Lembremos ainda a Organização para Cooperação de Xangai, onde Rússia e China colaboraram ativamente na resolução de uma variada gama de problemas (nesse grupo, aliás, a Índia tenta adentrar), e a organização IBAS (Índia, Brasil e África do Sul), em que os maiores países do “sul” do mundo trabalharam juntos na área da segurança e no auxílio aos países mais pobres do planeta. Ou seja, as “raízes” do BRICS são mais profundas e a “restituição” desse formato pode ser ainda mais forte do que supunham os especialistas dos bancos de investimento.

Mas para variar um pouco vamos nos afastar dos números, embora eles sejam muito convincentes, e vamos falar de política. O surgimento de organizações de “espectros jurídicos” (G7, G20, BRICS) é um fenômeno em si interessante. Ele demonstra o desequilíbrio da política mundial e a falta de confiança nas estruturas formais da cooperação internacional que se formaram nos anos da Guerra Fria e que visivelmente perderam peso e autoridade após o seu fim. Em grande parte devido ao fato de que a força do direito (na qual então a maioria de nós confiava) não substituiu o direito da força. Mas as tentativas de impor um “Ocidente coletivo”, encabeçado pelos Estados Unidos (e o que foi, por exemplo, a criação de um G7 informal se não a tentativa das maiores economias do Ocidente de interpretar esses seus papéis?) e até o início da segunda década do novo século, provaram sua inconsistência, tanto no Afeganistão e no Iraque como no momento da crise financeira e econômica global. Sob este aspecto, a análise da revista “The Economist”, feita em 2007 e admitindo que “o mundo atravessa claramente um momento de déficit de autoridade”, provou-se extremamente precisa.

E o que o BRICS pode nos dar? Alguém certamente poderia dizer: “quem viver verá”. E em parte estaria certo. Afinal, a organização tem por enquanto um caráter futurista. Seus participantes chegarão ao “auge da forma” (se tudo for conforme previsto) apenas nos anos 20 ou 30 do presente século.

A questão, porém, é que pode não haver tempo. Os problemas mundiais multiplicam-se e são diagnosticados, mas não resolvidos: o déficit de autoridade não estimula a tomada de decisões responsáveis. Ao mesmo tempo, crescem no mundo as profecias e os prognósticos catastróficos, com traços até mesmo de um certo fatalismo. Não seria o momento de agir “preventivamente”?

As decisões tomadas nas cúpulas do BRICS em Ekaterinburg, Brasília e Hainan são provas da resolução de seus participantes de afastar-se de modelos ocidentais de desenvolvimento (por exemplo o plano de abandonar o padrão dólar). E talvez cada vez mais. Mas será isso positivo? O mundo afinal segue esse modelo há pelo menos quinhentos anos. De qualquer maneira, é preciso tentar. Possivelmente será inócuo falar de uma multipolaridade autêntica se no mundo “multipolar” do futuro reinar como sempre uma civilização, uma cultura, uma forma de vida e uma moral. A ordem dos fatores não altera o produto. E é possível que assim seja se a política dos BRICS se ativer a objetivos de ordem tática, como o aumento de sua representatividade no FMI, no Banco Mundial ou no Conselho de Segurança da ONU (no caso da Índia e do Brasil), ou a entrada da Rússia na OMF etc. Podemos ir além: a utilidade do BRICS irá desaparecer.

Uma outra questão é: se os líderes dos países emergentes terão a perspicácia de manter em curso a construção de uma nova forma multicultural de relações internacionais (já que cada um dos países do BRICS é quase uma civilização inteira!); uma forma que, tendo absorvido tudo que de melhor reuniu a civilização ocidental, atualmente exaurida de seu potencial de crescimento, ajudará a humanidade a resolver os cada vez mais profundos problemas globais. A Rússia (e o Brasil), como civilizações periféricas, tiveram a chance de desempenhar nesse “concerto” um papel importante na qualidade de peculiares elos entre Ocidente e Oriente, norte e sul de nosso planeta. Alguns podem discordar de mim dizendo: utopia! O abismo cultural entre os povos de diferentes países e regiões aparentemente não estão diminuindo: pelo contrário, estão crescendo. O fardo da incompreensão mútua torna-se cada vez mais pesado e impede a tomada conjunta de decisões importantes. Pois então sejamos realistas: estamos exigindo o impossível! Na história da humanidade, muitas vezes ocorreram momentos em que, ao se deparar com uma difícil escolha, ela venceu honrosamente essas complicadas situações. Tenhamos esperança de que assim seja também dessa vez.

Fonte: Gazeta Russa

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Conflitos Geopolítica

EUA pagam o preço do declínio de seu poder

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Política econômica deixou de ser apenas uma preocupação interna. Isso é o que devemos concluir depois da instabilidade do mercado essa semana, incluindo a mudança da Standard & Poor em relação aos EUA, que deu com uma perspectiva negativa devido à elevada divida pública, e a reunião do FMI e do Banco Mundial.

Isso é um fato comum para os países menores. As nações emergentes há muito tempo já entenderam que julgamentos realizados em Wall Street ou na sede do FMI em Washington muitas vezes têm mais poder para moldar a sua política econômica do que as propostas dos seus próprios ministros de finanças e diretores do banco central. Mais recentemente, países fiscalmente mais fracos como Grécia, Irlanda e Portugal aprenderam essa lição, também.

Agora, quando o poder relativo dos EUA na economia global está caindo, essa é uma realidade com a qual os norte-americanos têm que aprender a conviver. Esse é um dos recados importantes que a decisão da S&P do começo dessa semana mandou, ao colocar os EUA sob uma perspectiva negativa. Isso é basicamente um aviso que a agência de classificação não tem mais a certeza que os EUA vão manter a sua classificação

“AAA”.

Há uma série de razões para que o alerta do S&P seja encarado com cautela. Primeiro porque as agências de classificação não acertaram seus prognósticos no período que antecedeu a crise financeira e, certamente, não merecem status de oráculo hoje em dia, se é que alguma vez mereceram.

Por outro lado, o alerta da S&P não foi uma novidade. Com um déficit orçamentário de 10 por cento no ano passado, e com a dívida interna de 91,6 por cento do PIB, era óbvio há algum tempo que as finanças públicas dos EUA estavam um caos. Não precisava ser um gênio para concluir isso. A divida e o déficit se tornaram uma questão importante. Vide o crescimento do movimento Tea Party -um movimento social e político conservador de ultradireita-, que tem dominado os debates políticos em Washington nos últimos seis meses.

Mas há uma boa razão para que a perspectiva negativa da S&P tenha atraído tantas manchetes. Ela foi um lembrete de que a política econômica dos EUA não se prendia apenas aos debates em Washington ou a o que acontece nas convenções partidárias de Iowa. A política econômica dos EUA precisa se reunir com os mercados globais e com os credores estrangeiros também.

Isso é uma velha história para todos os outros países do mundo. Mas os EUA estavam acostumados a ser a economia dominante no mundo e a ser o dono da máquina de impressão das suas reservas. As duas coisas ainda são verdadeiras, mas menos do que antes. Além disso, pelo seu tamanho, a dívida colossal dos EUA significa que eles já estão dependendo da confiança dos compradores estrangeiros dos títulos do Tesouro Americano, incluindo governos que administram gigantescos superávits, como a China.

Isso quer dizer que as decisões econômicas nacionais, como gastos do governo ou a taxa de tributação, não são mais exclusivamente questões nacionais. Nos orgulhosos dias do chamado Consenso de Washington, após o colapso do muro de Berlim e do triunfo do capitalismo ocidental, experts americanos e legisladores se acostumaram a emitir decretos de Washington sobre como os mercados emergentes deviam administrar suas economias. O inverso ainda não é verdade, mas a ação da S&P é um sinal de que os EUA precisam começar a pensar sobre como sua política econômica vai refletir em Pequim e Dubai, assim como em Washington e New Hampshire.

Não é apenas a divida e o déficit que estão fazendo com que a política econômica seja econômica seja uma preocupação internacional. Como as reuniões do FMI e do Banco Mundial revelaram, uma das consequências da globalização foi de dar mais força internacional às decisões econômicas internas.

Essa não é uma noção completamente nova para os EUA. As queixas dos EUA sobre a política cambial da China e sua estratégia de crescimento devido às exportações, são um claro exemplo da convicção pública que a estratégia econômica interna de um país, é uma questão importante e legítima para debates internacionais.

Agora o resto do mundo está começando a tomar a mesma posição que os EUA. Na semana passada, em Washignton, o ministro de finanças do Brasil, Guido Mantega, reclamou que a política do Federal Reserve projetada para ajudar os EUA a se recuperar da sua pior crise financeira desde a Grande Depressão começou a ter consequências inesperadas e malignas em outras partes do mundo.

Baixas taxas de juros em países como os EUA, alertou Guido Mantega, “foram o gatilho primário de muitos dos problemas econômicos atuais.”

“Coações políticas internas tem sido muito facilmente aplicadas por países emissores de reservas monetárias, como um motivo para adotar medidas monetárias ultra expansivas,” ele disse numa declaração ao comitê de políticas do FMI. “Mas isso não muda o fato de que essas políticas geram excedentes que dificultaram a vida de outros países.”

Mantega não é o único a se preocupar. Durante uma mesa redonda em Bretton Woods, na qual foi o moderador há algumas semanas, Andrés Velasco, ex-ministro das finanças do Chile alertou: “Então, se você é o Brasil hoje ou se é um dos muitos países do resto do mundo, você olha pela janela e vê um tremendo tsunami de riqueza vindo na sua direção. E isso, que poderia ter sido bem vindo em outros tempos, eu e muitos habitantes desses países vemos como uma visão realmente aterradora. Por quê? Porque esse tsunami dificultará a sua política, a sua vida, caso você seja ministro, muito desagradável e os seus macro vantagens e desvantagens realmente muito afiados”.

Quando pensamos sobre as questões espinhosas da política externa, pensamos primeiro sobre a tumultuada intervenção na Líbia ou na guerra agonizante no Afeganistão. Mas o verdadeiro desafio de administrar as relações entre os países é o problema apontado por Velasco, Mantega e a S&P: administrar o mundo em que a minha política econômica doméstica é o seu tsunami econômico internacional.

Fonte: O Globo

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Defesa

Governos estão à procura de cibersoldados

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O ciberespaço provavelmente será um campo de batalha importante para os países no século 21, mas recrutar profissionais com o conhecimento técnico necessário para combater nele, e reter sua lealdade, será uma tarefa difícil.

De ataques de hackers com o objetivo de roubar informações e espionar segredos comerciais ao worm Stuxnet, aparentemente criado para atacar o programa nuclear iraniano no ano passado, a guerra informatizada vem avançando rapidamente.

Desenvolver e decifrar códigos sempre foi uma capacidade muito procurada na arte da espionagem, desde o passado distante, mas o ritmo acelerado de avanço da tecnologia e as personalidades ocasionalmente erráticas das pessoas que estão na sua vanguarda oferecem grandes desafios para governos.

“Não existe número suficiente dessas pessoas, com certeza; precisaríamos de uma ordem de magnitude a mais do que dispomos no momento”, disse John Bassett, pesquisador associado do Royal United Services Institute, em Londres, e antigo funcionário sênior do Government Communications Headquarters (GCHQ) britânico.

Tanto nos países ocidentais quanto em potências emergentes como China e Rússia, vistas como fortemente interessadas em guerra cibernética, os governos vêm conduzindo esforços sérios de recrutamento por meio de concursos, junto às universidades e, ocasionalmente, por meio de sites de mídia social.

Um relatório especial da Reuters publicado no mês passado mostrava que alguns especialistas norte-americanos já estavam preocupados com a possibilidade de que Pequim esteja se adiantando no campo da espionagem computadorizada, revelando que negociações indiretas já estavam em curso entre as duas potências, com o objetivo de evitar uma escalada involuntária das tensões.

Em uma era de confrontos e avanços técnicos cada vez maiores e mais intensos, reter pessoal é um desafio. Os especialistas mais capacitados podem se desgastar com o trabalho, ser alvo de ofertas de trabalho no setor privado ou ceder à tentação de causas criminais ou de oposição ao sistema. Além disso, muitos dos melhores entre esses profissionais podem ter personalidades difíceis, e ocasionalmente excêntricas.

Um jovem analista de inteligência do Exército dos EUA, Bradley Manning, é suspeito de ter sido a principal fonte dos documentos sigilosos norte-americanos vazados pelo site Wikileaks. Com isso, especialistas em segurança se preocupam sobre o que experientes “cibersoldados” treinados pelo governo poderiam fazer.

“O fator central em tudo isso é o fator humano. Parte do problema de administrar isso é que essas serão pessoas impacientes.”

As habilidades que os governos precisam também estão evoluindo, indo além das funções técnicas e analíticas normalmente exigidas por agências de inteligência. Especialistas em segurança afirmam que complexas batalhas no ciberespaço fazem parte de um futuro cada vez mais possível, com rivais se infiltrando em sistemas de outros para provocar estragos.

Fonte: Info

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Tecnologia

Brasil tipo inovação

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O ritmo consistente do crescimento da economia brasileira está cada vez mais atraindo empresas estrangeiras, que, de olho na expansão da classe média, têm planos que vão além de novas fábricas: incluem a criação de polos para desenvolver produtos e serviços. A nova estratégia, comemorada por especialistas, envolve segmentos como os de telecomunicações, cosméticos, computadores e petróleo. Segundo dados de empresas e da Secretaria Nacional de Desenvolvimento Tecnológico e Inovação, do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), foram destinados para a criação de centros e laboratórios R$ 14 bilhões em 2010, número que deverá subir para R$ 17 bilhões este ano – alta de 21%. Do valor, boa parte é de multinacionais, dizem especialistas.

” É preciso que a inovação entre na cultura das empresas brasileiras “

No radar dos conglomerados internacionais estão, principalmente, São Paulo e Rio de Janeiro. Hoje, dizem analistas, o setor de óleo e gás é o que consome a maior parte dos recursos. Mas o cenário começa a mudar. A francesa L’Oréal, que está dobrando o seu centro de pesquisa, no Rio, pretende ainda criar um novo espaço. Além de IBM, GE, Volvo Aero, Intel, Clariant e Beurau Veritas, a americana Dell pretende acertar até junho a construção de uma unidade de desenvolvimento em São Paulo (SP), que será a primeira da América Latina. A espanhola Telefónica também investe milhões de euros em SP.

Luciano Almeida, presidente da Investe São Paulo, agência de captação de investimentos, diz que o movimento de companhias estrangeiras é importante para estimular as nacionais, sobretudo, as pequenas e médias empresas.

– É preciso que a inovação entre na cultura das empresas brasileiras. Os estrangeiros já têm essa política e estão contratando pesquisadores do Brasil para entender a lógica nacional – diz Almeida, lembrando que está em conversa com dez empresas, como a Foxconn desde abril do ano passado.

No Rio, o Parque Tecnológico da Ilha do Fundão, que já tem 80% do espaço ocupado, contabiliza investimentos de R$ 760 milhões, a maior parte de estrangeiros dos setores de petróleo e tecnologia. Agora, vai receber mais R$ 150 milhões. Quatro companhias – Vallourec & Mannesmann, EMC, BG e Siemens – disputam os últimos três espaços existentes.

– Hoje, a maior parte é voltada para o setor de óleo e gás porque é a vocação do Rio. Mas estamos em um esforço de diversificação. O Rio vai precisar de mais desenvolvimento e inovação. Temos de aproveitar o atual momento e agregar inteligência – diz Renata Cavalcante, subsecretária de Desenvolvimento Econômico do Rio.

Pierre-Emmanuel Angeloglou, diretor-superintendente da divisão de Produtos de Grande Público da L’Oréal, diz que, para se adequar ao crescimento do Brasil, é preciso adequar o tamanho do centro de inovações.

– As criações feitas no Brasil são levadas para o mundo. Hoje, vários produtos desenvolvidos no Brasil são exportados para o exterior – afirma Angeloglou.

Segundo o executivo, a gigante francesa de cosméticos está expandindo o seu centro de pesquisas, que hoje fica em sua fábrica no Jardim América, no Rio. A curto prazo, a meta inicial é dobrar o atual tamanho. A médio e longo prazos, o objetivo é criar um espaço específico. Fontes do setor falam que a companhia avalia a Ilha do Fundão, onde seria possível criar sinergias com a Escola de Medicina e o Centro de Dermatologia da UFRJ.

– No centro, os cientistas desenvolvem as fórmulas. O espaço conta ainda com uma espécie de minifábrica, onde são produzidos os novos produtos, que irão passar por testes antes de chegarem ao mercado. Só depois é oficializada a fórmula. O Brasil ganha cada vez mais força – detalha o francês Angeloglou.

A espanhola Telefônica, dona da Vivo, também investe. Benedito Fayana, diretor de Planejamento de Rede e Inovação, lembra que o novo centro, em São Paulo, contará ainda com uma área, que será voltada para a excelência em vídeos. As inovações que forem desenvolvidas serão aplicadas em todo o mundo.

Contratação de cientistas cresce

– É o primeiro centro fora da Espanha. O centro traz ainda benefícios para as empresas locais. Uma delas vai desenvolver trabalhos para a Telefônica em todo o mundo. Inovação serve como pilar para o atual crescimento.

A americana Whirlpool, dona da Brastemp e da Consul, que já conta com 18 laboratórios e três centros mundiais de competência no Brasil, quer ampliar o investimento.

– A contratação de cientistas cresce 25% ao ano desde 2007. O investimento em inovação no Brasil é o que mais avança no mundo, e a tendência é se tornar um dos maiores. Em cinco anos, dobramos os investimentos – ressalta Rogério Martins, vice-presidente de Desenvolvimento da Whirlpool na América Latina.

O asiáticos também vêm ganhando destaque. Semana passada, a Huawei anunciou US$ 350 milhões para um novo centro em Campinas. O mesmo fez a ZTE, que vai destinar US$ 200 milhões em um inédito polo. E, na semana passada, o governo brasileiro anunciou que a taiwanesa Foxconn, maior exportadora da China, fabricante dos produtos Apple, pretende abrir um centro de tecnologia no país, além de uma nova unidade, num investimento total de US$ 12 bilhões.

Fonte: O Globo

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A Festa da Aviação de Caça fica AZUL.

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Considerado um dos mais tradicionais eventos da Força Aérea Brasileira (FAB), a (RAC – 2011) Reunião da Aviação de Caça foi comemorada na Base Aérea de Santa Cruz, Rio de Janeiro com uma grande surpresa, uma homenagem das mais belas vistas até hoje.

Em primeira mão, o EMB-195 prefixo (PR-AYS) da AZUL Linhas Aéreas com o emblema do 1º Grupo de Aviação de Caça da Força Aérea Brasileira. Com o “Céu de Brigadeiro” literalmente Azul. O avião foi apresentado nesta sexta-feira (22/04/2011), na cerimônia do Dia de Aviação de Caça. Depois de um vôo escoltado por duas ( F-5EM) do 1° Grupo de Caça, a aeronave foi batizada de JAMBOCK AZUL, na  presença de Veteranos e Militares e convidados, o Plano Brasil estava presente, notamos os cortes da Defesa e a falta dos Caça Mirage F-2000 do 1° GDA  da Força Aérea Brasileira,

”SENTA A PÚA BRASI”! VOAR, COMBATER E VENCER!!!

Mais sobre o código JAMBOCK

A palavra teve origem na Indonésia. Havia uma vara de madeira para castigar escravos, chamada por eles de Sambok. Posteriormente, a palavra e o instrumento de tortura emigraram para a Malásia. Quando os escravos malaios foram levados pelos ingleses para a África do Sul, introduziram o Sambok na língua afrikaan, em 1804, com a mesma grafia. Os sul-africanos brancos passaram a adotá-la em seu vocabulário escrevendo-a de modo diferente: Sjambok

Na África do Sul o Sjambok de madeira foi substituído por um chicote feito com couro de rinoceronte ou hipopótamo velho, utilizado como instrumento de tortura contra escravos.

Hoje, alguns fazendeiros conservadores ainda usam o Sjambok para castigar os filhos e os empregados que cometem pequenas faltas. A palavra é encontrada no pequeno Dicionário Oxford (inglês-afrikaan), edição atual, escrita em 1804: Sjambok

Em outubro de 1944, o 1o Grupo de Caça recebeu na Itália a palavra Jambock como código de identificação, com grafia diferente. Caiu o “S” inicial de Sjambok, sendo americanizada com um “C” antes do “K”.

Por uma ironia dos fatos, o chicote utilizado pelos brancos contra os escravos africanos, indonésios e malaios passou a ser usado contra os “arianos puros” de Adolf Hitler, manejados por brasileiros livres que foram à Itália defender a liberdade e a democracia.

Hoje os jovens Jambocks de Santa Cruz, voando os velozes F-5 nos céus do Brasil, tal quais os Veteranos nos Thunderbolts nos da Itália, se identificam no ar, usando orgulhosamente o mesmo código, tradição legada pela unidade guerreira que tanto se destacou no Vale do Pó.

Fonte: ABRA-PC


Agradecimentos:

Brigadeiro Bhering – Diretor do MUSAL

Tenente-Coronel Fazio – Comandante do 1° GaVca

Tenente-Coronel Sérgio Bastos – BASC

Comandante Miguel Dau – Azul Linhas Aéreas Brasileiras

Repórter e Fotógrafo Plano Brasil- Ricardo Pereira e Bruno Jordão