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FAB PÉ DE POEIRA: FAB celebra os 77 anos da Infantaria da Aeronáutica

A Infantaria da Aeronáutica foi criada em 1941, mesmo ano em que se institucionalizou o Ministério da Aeronáutica

A Infantaria da Aeronáutica celebrou 77 anos de criação, nesta segunda-feira (10), com cerimônia militar realizada na Primeira Brigada de Defesa Antiaérea, em Brasília (DF). A solenidade foi presidida pelo Comandante de Preparo, Tenente-Brigadeiro do Ar Antonio Carlos Egito do Amaral, e contou com a presença de diversas autoridades militares.

“Infantes de ontem, de hoje e de sempre! Não se deixem iludir pelo cenário de paz e tranquilidade que vivenciamos em nosso continente, nem pela necessidade de participarmos em ações subsidiárias em prol da sociedade brasileira. Não obstante essa realidade e independentemente das restrições orçamentárias vigentes, estarmos prontos para a Guerra constitui a razão de existirmos”, ressaltou o Oficial-General na Ordem do Dia.

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Durante a cerimônia, ocorreu uma homenagem aos Brigadeiros de Infantaria da reserva Agostinho Shibata, José Roberto Durans Amorim e Rodolfo Freire de Rezende. “Fico muito grato por essa homenagem e tenho certeza de que essa nova geração está conduzindo corretamente o rumo da Infantaria”, disse o Brigadeiro Shibata.

Em seguida, militares da Infantaria da reserva entraram em forma juntamente com militares da atualidade, formando um dos grupamentos da tropa que contou ainda com a Banda de Música da Ala 1, Grupamento Operacional, Comandante da Tropa e seu Estado-Maior, Bandeira Nacional e sua Guarda, Companhia Cerimonial Santos-Dumont, Primeira Brigada de Defesa Antiaérea e de Operação de Controle de Distúrbios.

Na sequência, também, desfilaram as viaturas operacionais utilizadas nas missões de Polícia de Aeronáutica, patrulhamento tático móvel e rondas ostensivas; viaturas do Terceiro Grupo de Defesa Antiaérea, com uma Unidade de tiro do míssil Igla-S, responsável por prover a defesa antiaérea; e o caminhão utilizado para o transporte de tropas, com capacidade de 20 homens e carga máxima de cinco toneladas.

Exposição

A homenagem à Infantaria, também, contou com uma exposição com materiais utilizados pela tropa da Defesa Antiaérea, como rádios de comunicação, material de escalada e de uso individual do militar, além do Radar Saber M-60.

“A gente faz a cobertura radar em zonas de sombra, como atrás de morros, para visualizar as aeronaves que estão se aproximando do ponto sensível”, explicou o Sargento Sandro Campos da Fonseca, do Serviço de Guarda e Segurança do Terceiro Grupo de Defesa Antiaérea, localizado em Anápolis (GO).

História

A Infantaria da Aeronáutica foi criada durante a Segunda Guerra Mundial, em 1941, mesmo ano em que se institucionalizou o Ministério da Aeronáutica, quando foram ativadas as primeiras Companhias de Infantaria de Guarda.

Já em 1982, o então Ministro da Aeronáutica, Tenente-Brigadeiro do Ar Délio Jardim de Mattos, determinou que oficiais passassem a ser formados pela Academia da Força Aérea, adestrados para assumirem atividades inerentes à Autodefesa de Superfície, Defesa Antiaérea e Operações Especiais.

Em 2012, a Doutrina Básica da Força Aérea Brasileira definiu novos papéis para a Infantaria da Aeronáutica, exigindo transformações estruturais e organizacionais, resultando na ativação dos Grupos, Esquadrões, Esquadrilhas e Elementos de Segurança e Defesa, responsáveis pela proteção permanente do Comando da Aeronáutica e empregadas em diversas missões reais, das quais se destacam as operações para a Garantia da Lei e da Ordem.

“Desde o início, a Força Aérea compreendeu a importância de se ter uma proteção das suas bases, instalações e recursos no solo, então, enquanto a Força Aérea estiver que se preparar para o combate a presença da Infantaria será inestimável”, concluiu o Comandante da Primeira Brigada de Defesa Antiaérea, Brigadeiro de Infantaria Luiz Marcelo Sivero Mayworm.

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FAB PÉ DE POEIRA: Grupamento de Segurança e Defesa de São Paulo (GSD-SP) encerra participação na Intervenção Federal no Rio de Janeiro

No último dia 16/11/18 , desembarcaram na Base Aérea de São Paulo, aproximadamente 100 militares do efetivo do Grupamento de Segurança e Defesa de São Paulo (GSD-SP)  “Grupo Bandeirante” que permaneceram por quase 3 meses atuando na cidade do Rio de Janeiro (RJ) em apoio ao esforço militar decorrente da Intervenção Federal naquele Estado.

Com o término dessa missão, o GSD-SP consolida-se como uma das unidades de Infantaria da Aeronáutica mais atuantes, tendo participado de operações de paz no Haiti (em 2013 e 2017), segurança de grandes eventos (Copa do Mundo de 2014 e Olimpíadas de 2016) e operações de garantia da lei e da ordem (GLO) no Espírito Santo (2017 – greve dos órgãos de segurança pública), São Paulo (2018 – greve dos caminhoneiros) e Rio de Janeiro (2018 – Intervenção Federal).

Fonte: GSD-SP

 

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FAB PÉ DE POEIRA: Inaugurada instalações da Primeira Brigada de Defesa Antiaérea (1ª BDAAE)

Descerramento da placa de inauguração das instalações
Sede passa a ser primeiro aquartelamento da FAB sob responsabilidade do quadro de Infantaria
Foi realizada nesta terça-feira (25), no Gama (DF), a inauguração da sede do quartel-general da Primeira Brigada de Defesa Antiaérea (1ª BDAAE). O evento contou com a presença do Comandante da Força Aérea Brasileira (FAB), Tenente-Brigadeiro do Ar Nivaldo Luiz Rossato, além de oficiais-generais e representantes de unidades de Defesa Antiaérea da Força.

O Comandante da 1ª BDAAE, Brigadeiro de Infantaria Luiz Marcelo Sivero Mayworm, falou da importância do primeiro aquartelamento da FAB sob responsabilidade do quadro de Infantaria. “O presente ato reflete a confiança depositada pelo Comando da Aeronáutica em nosso quadro e descortina inéditas responsabilidades administrativas e gerenciais. Nos últimos dez anos, a Brigada emergiu de uma concepção operacional, tornando-se realidade e, hoje, mais uma etapa daquela jornada se completa”, destacou.

Comandante da 1ª BDAAE falou aos convidados
O oficial-general falou, ainda, das perspectivas para a organização militar. “Uma vez que a defesa antiaérea constitui um dos pilares inalienáveis para o domínio do ambiente aéreo e espacial, entendo ser imprescindível materializar nossas capacidades, especialmente com vistas ao engajamento de longo alcance”, disse o Brigadeiro Mayworm.
Oficiais-generais da FAB prestigiaram a cerimônia

O Comandante da FAB ressaltou o aspecto da formação de pessoal na última década. “A gente melhorou a formação e a capacitação de todo o pessoal de Infantaria e também em uma atividade importantíssima como a antiaérea, que é essencialmente técnica. Qualquer força aérea no mundo precisa ter uma antiaérea bem estruturada e com capacidade adequada”, explicou o Tenente-Brigadeiro Rossato.

Além disso, o Comandante acredita no incentivo dos militares de Infantaria diante das mudanças. “Eles sempre estiveram motivados, mas isso aqui vai aumentar o grau de motivação deles porque oferece novas possibilidades. Eles têm todo um horizonte relacionado a mísseis de curto, médio e longo alcance, além da integração com aeronaves, radares e todo o sistema de defesa antiaérea”, finalizou.

Após a cerimônia, os convidados conheceram as instalações e visitaram uma exposição montada na área externa da Brigada.

Primeira Brigada de Defesa Antiaérea – Ativada em abril de 2016, a 1ª BDAAE tem como missão proteger pontos e áreas sensíveis de interesse do Comando da Aeronáutica indispensáveis ao funcionamento do Sistema de Defesa Aeroespacial Brasileiro (SISDABRA).

A Brigada possui três Grupos de Defesa Antiaérea (GDAAE) ligados ao Sistema de Defesa Aeroespacial Brasileiro (SISDABRA): o 1º GDAAE, localizado em Canoas (RS); o 2º GDAAE, localizado em Manaus (AM); e o 3º GDAAE, localizado em Anápolis (GO). Os grupos já atuaram em eventos importantes de nível nacional, como os Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016.

 

Fonte: FAB

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FAB PÉ DE POEIRA: Segundo Grupo de Defesa Antiaérea (2º GDAAE- Grupo Ajuricaba) realiza Estágio de Observador de Defesa Antiaérea

Estágio possui ênfase nas técnicas de locomoção, ambientação e permanência em áreas de selva

O Segundo Grupo de Defesa Antiaérea (2º GDAAE), localizado em Manaus (AM), realiza, até o dia 27 de setembro, o Estágio de Observador de Defesa Antiaérea (EOBDAAE 2018). O objetivo é capacitar militares para atuar como elos do Sistema de Defesa Antiaérea, por meio do Subsistema de Controle e Alerta, guarnecendo Postos de Vigilância (P Vig).

Os P Vig ficam situados nas zonas de sombra dos radares ou no alto de elevações, como, por exemplo, em cristas militares, emitindo o alerta antecipado quando da aproximação de aeronaves hostis que tentem ingressar no Volume de Responsabilidade da Defesa Antiaérea (VRDAAE) do local defendido, garantindo a eficácia na defesa de Pontos e Áreas Sensíveis de interesse da Força Aérea Brasileira (FAB).

Por ser situado na Região Amazônica, o estágio possui ênfase nas técnicas de locomoção, ambientação e permanência em áreas de selva. Instruções como sobrevivência, topografia, contato com indígenas e nativos, entre outras, permitirão aos futuros Observadores de Defesa Antiaérea permanecer por períodos longos no terreno, exercendo suas funções operacionais. Além disso, instruções como reconhecimento de aeronaves, comunicação segura, e uso do óculos de visão noturna NVG (do inglês, Night Vision Googles), proporcionarão o conhecimento tático necessário ao cumprimento da missão.

“Sabendo da responsabilidade de atuarmos como elos do Sistema de Defesa Aeroespacial Brasileiro, é de suma importância assimilarmos as instruções e assim defendermos os Pontos e Áreas Sensíveis de interesse da FAB e do Brasil. Sei que será difícil, mas ninguém me disse que seria fácil”, relatou o Soldado Riuler Henrique Leite, um dos alunos do estágio.

A cerimônia de abertura, realizada no dia 11, contou com a presença do Comandante do 2° GDAAE, Tenente-Coronel de Infantaria Gilson Resende Floriano Júnior, que ressaltou, durante suas palavras, a importância do papel do Observador de Defesa Antiaérea como último recurso na detecção de ameaças aéreas inimigas. “O alerta antecipado dos senhores proporcionará a atuação eficaz dos nossos mísseis antiaéreos. Nunca se esqueçam disso”, destacou.

Palestra

O Comandante da Primeira Brigada de Defesa Antiaérea (1ª BDAAE), localizada em Brasília (DF), Brigadeiro de Infantaria Luiz Marcelo Sivero Mayworm, ministrou uma palestra com o tema: “Sistemas Antiaéreos Contemporâneos e sua aplicação pelo Poder Aéreo e Espacial”, no dia 27 de agosto, na Ala 8, em Manaus (AM).

O oficial-general ressaltou a importância da proteção de pontos e áreas de interesse elencadas pelo Comando de Operações Aeroespaciais (COMAE) e também do treinamento conjunto entre a aviação e a defesa antiaérea.

O evento contou com a presença do Comandante da Ala 8, Brigadeiro do Ar Maurício Carvalho Sampaio, além de oficiais aviadores e de infantaria pertencentes às Unidades Subordinadas.

Fonte: FAB

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FAB PÉ DE POEIRA: Infantaria da Força Aérea participa de Operação de Garantia da Lei e da Ordem em Angra dos Reis (RJ)

Militares provêm segurança e guarda do Aeródromo de Angra dos Reis

A Força Aérea Brasileira (FAB) participa das medidas implementadas pelo Comando Conjunto, em apoio à Secretaria de Estado de Segurança do Rio de Janeiro, deflagradas na madrugada desta quinta-feira (13), no município de Angra dos Reis (RJ). Cerca de 2.230 militares das Forças Armadas, sendo 60 da FAB, participam da ação. Outros 160 policiais militares e 70 policiais civis, com o apoio de meios blindados e aeronaves, estão envolvidos.

A Operação de Garantia da Lei e da Ordem  (GLO) ocorre nas Comunidades de Parque Belém, Areal, Sapinhatuba (I, II e III), Lambicada, Camorim Grande e Camorim Pequeno, com realização de cerco, estabilização dinâmica das áreas e remoção de barricadas. Os militares realizam também revistas de pessoas e de veículos e  checagem de antecedentes criminais. Além disso, agentes policiais verificam denúncias de atividades criminosas, em especial as ligadas ao tráfico de drogas.

De acordo com o Chefe da Célula de Operações Aeroespaciais do Comando Conjunto da Intervenção Federal, Coronel Aviador Luiz Henrique Velasco Braga, cabe à FAB, durante a operação, o controle dos setores do espaço aéreo com restrições dinâmicas para aeronaves civis. “Delimitamos uma área do aeroporto de Angra dos Reis momentaneamente. Estão proibidas a circulação de aeronaves não envolvidas na operação com o objetivo de evitar danos colaterais”, explicou.

Além da guarda e segurança do Aeródromo de Angra dos Reis, a FAB está provendo apoio às aeronaves engajadas na operação e também às ações de transporte aéreo logístico, alerta para realização das ações de Evacuação Aeromédica (EVAM) e busca e salvamento.

Segundo o Coronel Velasco, além da segurança do aeroporto, a FAB está utilizando o emprego doutrinário da Força. “É uma ótima oportunidade para realizarmos o adestramento da tropa, contribuindo, desta forma, para o planejamento operacional”, finalizou.

Fonte: FAB

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FAB PÉ DE POEIRA: Parque de Material Bélico de Aeronáutica do Rio de Janeiro (PAMB-RJ) ministra curso de manipulação de material de demolição

Os alunos aprenderam técnicas de segurança, manuseio de artefatos explosivos e métodos de demolição de estruturas simples

O Parque de Material Bélico de Aeronáutica do Rio de Janeiro (PAMB-RJ) encerrou, na última sexta-feira (31), o Curso de Manipulação de Material de Demolição (CMMAD). Dividido em duas etapas, teórica e prática, o objetivo foi capacitar os militares a desempenharem as atividades de coordenação, planejamento e execução de operações com cargas explosivas em instruções e operações de demolições aplicáveis a missões operacionais de combate.

“Sabendo dos riscos inerentes ao uso de explosivos, a realização do CMMAD é de suma importância para capacitar o militar a manipular itens ativos do acervo da FAB, minimizando riscos, de forma a cumprir a missão utilizando o mínimo de material necessário e com o máximo de segurança”, relatou o Sargento Rafael Peixoto Toledo, um dos instrutores do curso.

Durante 10 dias, os alunos aprenderam técnicas de segurança, manuseio de artefatos explosivos, métodos de demolição de estruturas simples e vivenciaram um ciclo de atividades práticas. Além de capacitar 15 militares da Força Aérea Brasileira (FAB), o curso também formou dois militares do Comando de Operações Especiais da Policia Militar do Estado do Rio de Janeiro, um militar do Exército Brasileiro (EB) e um policial rodoviário federal.

“As técnicas ministradas, com certeza, serão difundidas aos integrantes da Arma de Engenharia do Curso de Formação de Sargentos Combatentes do EB. A importância dos conhecimentos adquiridos no CMMAD, tais como coordenar atividades de demolição, construir sistemas de iniciação para cargas explosivas, verificar o fiel cumprimento dos padrões de segurança em atividades de demolição, engrandecerão o currículo dos alunos da Escola de Sargento das Armas”, destacou o Tenente Engenheiro Márcio da Silva Araujo, do Exército, aluno do curso.

 

Fonte: PAMB-RJ

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FAB PÉ DE POEIRA: Esquadrão Aeroterrestre de Salvamento, conhecido como PARA-SAR realiza adestramento em conjunto com o 1° ETA

Exercício envolve o lançamento de paraquedistas equipados em salto semiautomático e livre

O Esquadrão Aeroterrestre de Salvamento, conhecido como PARA-SAR, realiza, em conjunto com Esquadrão Tracajá (1° ETA), o Exercício de Adestramento de Assalto Aeroterrestre, até a próxima segunda-feira (20), em Campo Grande (MS). Iniciado no dia 5, tem a finalidade de cumprir missões de formação e manutenção operacional das equipagens, tanto do 1° ETA quanto do PARA-SAR.

O exercício envolve o lançamento de paraquedistas equipados com mochila e armamento, em salto semiautomático e livre, tanto no período do dia quanto à noite. É realizado também o salto em massa d’água, que ocorre em uma zona de lançamento aquática – lagos, rios, mares – para que, em uma necessidade de infiltração em locais onde a área de pouso seja restrita, o paraquedista possa aterrissar na água.

“Esse exercício é muito importante para os militares do esquadrão porque visa consolidar nossa doutrina, além de nos mantermos atualizados em relação aos equipamentos e materiais”, destaca o Capitão de Infantaria Jomar Matos Souza Júnior.

Todo o Exercício de Adestramento tem sido realizado com o apoio do C-95 Bandeirante. “Essa aeronave é versátil e requer um tamanho de pista menor, podendo operar em aeródromos com movimento menor, o que permite um grande número de saídas por dia, com consequente aumento da quantidade de lançamentos. O salto é realizado pela porta do Bandeirante e isso exige maior concentração e perícia por parte dos paraquedistas ao abandonar a aeronave”, ressalta o Chefe da Seção de Operações do PARA-SAR, Major de Infantaria Antonio Luiz Moura Junior.

Fotos: Cabo Silveira

Fonte: FAB

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FAB PÉ DE POEIRA: Segundo Grupo de Defesa Antiaérea (2º GDAAE- Grupo Ajuricaba) capacita novos atiradores e remuniciadores do Sistema Antiaéreo Igla-S

O Segundo Grupo de Defesa Antiaérea (2º GDAAE), localizado em Manaus (AM), realizou a cerimônia de encerramento dos Cursos de Atirador e Remuniciador do Sistema Antiaéreo Igla-S 2018, na última quinta-feira (02).

Durante um mês, os alunos receberam instruções teóricas e práticas sobre o Sistema de Defesa Antiaérea da Força Aérea Brasileira (FAB) com ênfase nas funções de Atirador e Remuniciador do Sistema de Defesa Antiaéreo Igla-S, permitindo aos alunos conhecerem o funcionamento do subsistema de armas, de controle e alerta, de comunicações e de logística.

Este ano, o curso contou com 12 militares do 12° Grupo de Artilharia Antiaérea de Selva (12° GAAAe SI), do Exército Brasileiro, além da participação de instrutores dos Esquadrões Pacau (1°/4° GAV) e Harpia (7º/8º GAV).

Os novos atiradores e remuniciadores do Sistema Igla-S irão compor as equipagens operacionais do 2º GDAAE e do 12º GAAAe SI, estando aptos a realizar a defesa antiaérea de pontos e áreas sensíveis de interesse do Comando de Operações Aeroespaciais (COMAE).

“O curso foi de grande valia para enriquecer os meus conhecimentos acerca dos assuntos ministrados. Dessa forma, concluo o curso e me sinto mais bem preparado para executar os procedimentos e operar da melhor forma possível o sistema Igla-S”, destacou o Sargento de Artilharia Gladstone Rafael Kunzel, primeiro colocado no Curso de Atirador.

 

Fonte:FAB

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FAB PÉ DE POEIRA: Grupamento de Segurança e Defesa de São Paulo (GSD-SP) garante segurança em rodovias de SP

Setenta militares do Grupamento de Segurança e Defesa de São Paulo (GSD-SP) estão envolvidos, desde a madrugada da última quarta-feira (30), na Operação de Garantia da Lei de da Ordem denominada São Cristovão, que tem como objetivo realizar ações de polícia aeronáutica em prol do restabelecimento do trânsito nas rodovias do Estado, garantindo o fluxo e a segurança dos motoristas. O GSD-SP fica sediado na Base Aérea de São Paulo.

Em ação conjunta com o Exército Brasileiro, o GSD-SP atuou na Rodovia Régis Bittencourt, BR-116, que liga o Estado de São Paulo ao Paraná, e, a partir desta sexta-feira (01) encontra-se na área do Porto de Santos.

O planejamento das ações atende aos objetivos da Operação São Cristóvão, que são manter desbloqueadas as principais bases de abastecimento de combustível do País, assegurar o reabastecimento de querosene de aviação para os aeroportos e de diesel para os serviços essenciais (transporte público, segurança pública e geração de energia). A Operação também visa à garantia de insumos para o sistema de saúde, onde a Força Aérea Brasileira também tem atuado, com o transporte de medicamentos por via aérea.

“O ponto de maior destaque na atuação foi a rápida mobilização e resposta ao acionamento realizado pela Esquadrilha Bandeirante [fração de tropa de Infantaria da Aeronáutica empregada], que, em poucos minutos, saiu da Base Aérea de São Paulo com destino aos locais de atuação”, informou o Tenente de Infantaria João Lourenço Espolaor Neto, Comandante da missão.

O Sargento Edplo Gonçalves, que está participando da missão, relatou que as atividades no local estão sob controle. “No momento, as tropas continuam nas rodovias e no Porto de Santos para garantir a segurança daqueles que desejam seguir viagem. As vias estão normalizadas, com total aceitação dos caminhoneiros. É muito gratificante ver que nosso trabalho se converteu em missão cumprida”, complementou o militar.

Fonte: FAB

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FAB PÉ DE POEIRA: Terceiro Grupo de Defesa Antiaérea – 3º GDAAE (Grupo Defensor) cria dispositivo para auxiliar no treinamento de operadores do Sistema IGLA-S

Objetivo é registrar, com precisão, dados essenciais para a avaliação de desempenho operacional

O Terceiro Grupo de Defesa Antiaérea (3º GDAAE) da Força Aérea Brasileira (FAB), localizado em Anápolis (GO), está capacitando militares do 1º GDAAE para operação e manutenção do Dispositivo Automático de Registro de Tiro (DART). O treinamento começou no dia 19 de março e segue até 14 de abril.

O DART é um equipamento eletrônico, incorporado aos conjuntos de treinamento dos Sistemas Portáteis de Lançamento de Mísseis IGLA 9K38 e IGLA-S 9K338, que são utilizados pelas Unidades de Tiro em exercícios operacionais previstos pelo Comando de Preparo (COMPREP). Juntos, formam um sistema capaz de registrar, com precisão, dados essenciais para a avaliação de desempenho operacional, tais como coordenadas geográficas, hora GPS do disparo, azimute e grau de inclinação de pontaria.

O dispositivo foi criado pelo Sargento Wallace Mergulhão de Almeida Bartholomeu, Especialista em Eletrônica, que trabalha há 10 anos na área de defesa antiaérea. “Antes os dados eram registrados manualmente pelo Comandante da Unidade de Tiro, olhando a hora no relógio. Agora, esse dispositivo registra todas as atitudes tomadas pelo atirador por meio de dados dos satélites, além de sensores distribuídos por todo o conjunto de treinamento, o que contribui com uma melhor avaliação dos operadores do sistema”, explicou o Sargento Almeida.

As informações são compiladas e transmitidas à célula de avaliação do exercício e são importadas diretamente para o Programa de Planejamento de Missões Aéreas (PMA), a fim de analisar o desempenho das unidades aéreas e antiaéreas envolvidas nos exercícios.

Os militares do 2° GDAAE foram capacitados no período de 19 de fevereiro a 23 de março. A expectativa é que o dispositivo seja implementado nas outras Unidades de Defesa Antiaérea. “É gratificante estar contribuindo para o desenvolvimento da Defesa Antiaérea da Força Aérea Brasileira e receber esse conhecimento que, posteriormente, será disseminado na minha Unidade”, ressaltou o Sargento Felipe Henrique Fantinel Pinto, militar do 1º GDAAE.

Fonte: FAB

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FAB PÉ DE POEIRA: Emprego de veículo blindado de transporte de tropa no âmbito do Comando da Aeronáutica

Imagem meramente ilustrativa. Arte Athos Gabriel

Autor: Major Infantaria Alexandre Esteves da Silva

RESUMO

Esta pesquisa visa a identificar as possibilidades de emprego dos veículos blindados de transporte de pessoal (VBTP) no Comando da Aeronáutica (COMAER) e verificar o impacto da utilização de VBTP para o fortalecimento do Poder Aeroespacial brasileiro. Os dados foram coletados por meio de uma pesquisa bibliográfica, documental e da aplicação de um questionário. Analise documental identificou que a legislação atual do SISTRANS não define o conceito e as especificações dos chamados VBTP, mas prevê sua dotação às Unidades de Emprego de Infantaria da Aeronáutica. Portanto, há um hiato entre a necessidade de meios para que a INFAER possa cumprir sua missão e o apoio logístico para que tal necessidade seja atendida.

INTRODUÇÃO

 No Comando da Aeronáutica (COMAER), a competência para a utilização e emprego de veículos de transporte de superfície é regulada pela Instrução do Comando da Aeronáutica (ICA) 75-6 (Classificação, Distribuição, Emprego, Utilização e Operação de Veículos de Transporte de Superfície), sendo a Diretoria de Engenharia da Aeronáutica (DIRENG) o Órgão Central do Sistema de Transporte de Superfície (SISTRANS). Todavia, a destinação dos meios de superfície é regulada pela TCA 75-1, referente à Tabela de Distribuição de Viaturas do Comando da Aeronáutica (TDV), no qual o código E-21 (veículos sem enquadramento) aparece a previsão aos Batalhões de Infantaria da Aeronáutica Especiais (BINFAE´s) de um veículo especial, denominado Veículo Blindado de Transporte de Pessoal (VBTP). O Glossário das Forças Armadas (MD35-G-01) define o termo blindado como o meio sobre rodas, sobre lagartas ou sobre ambos, que possui blindagem que permite aproximar-se do inimigo relativamente protegido dos efeitos dos tiros das armas portáteis, estilhaços de granadas e, até certo grau, dos efeitos das armas químicas, bacteriológicas e nucleares.” (MD35- G-01, 2007, 41).

M-706 Cadillac Gage Commando pertencente a Força Aerea Tailandesa (Royal Thai Air Force)
M-706 Cadillac Gage Commando pertencente a Força Aérea Tailandesa (Royal Thai Air Force). A Força Aérea Americana também utilizou o veiculo para a proteção de suas bases aéreas.

Segundo o Professor Expedito Carlos Stephani Bastos, da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), o Brasil foi o primeiro país sul-americano a adquirir veículos blindados para o seu exército. Em 1921, o Exército Brasileiro (EB) recebeu 12 (doze) Renault FT-17, criando assim a Companhia de Carros de Assalto, extinta em 1942. Esses blindados atuaram operacionalmente nas revoluções de 1924, 1930 e 1932. Os VBTP são empregados como meio de transporte tático de tropas de infantaria das forças armadas de diversos países, num ambiente tático operacional, podendo também ser utilizado para o transporte de feridos e comando e controle (C2). Seu armamento consiste geralmente em uma metralhadora de alto calibre, embora outras variantes carreguem também um canhão sem recuo ou um lança-granada foguete (BASTOS;BASTOS JÚNIOR, 2003, p. 1).

O tema desta pesquisa está contido na linha de pesquisa “Doutrina de Emprego”, pois se propõe a realizar uma pesquisa científica que contribua com a formulação e disseminação de conceitos básicos e normas de comportamento que orientem as atividades relacionadas à Atividade de Suporte Operacional Segurança e Defesa, na forma preconizada na DCA 1- 1 (Doutrina Básica da Força Aérea), DCA 14-5 (Política Militar da Aeronáutica) e na NSCA 205-3 (Estrutura e Atribuições do SISDE). A DCA 1-1 elenca como Atividade de Suporte Operacional aquelas atividades que têm o propósito síntese de prover condições para a Força Aérea manter se em combate, constituindo ações diversificadas, permanentes, distribuídas por variados segmentos da Força Aérea e, por isso mesmo, dependentes de estreita coordenação. Para o caso em questão, destacam-se as ações de Segurança e Defesa:

Conjunto de ações que contribuem para a preservação do poder combatente da FAB. Consiste na consecução de ações defensivas, ofensivas e de proteção, a fim de garantir o grau de segurança desejado das instalações, dos equipamentos e do pessoal de interesse do COMAER. (DCA 1-1, 2005, p. 51)

 A grande preocupação do autor com a segurança e defesa das instalações aeronáuticas advém dos 5 (cinco) anos de experiência acumulada no comando do BINFA- 43, o Batalhão de Infantaria da Base Aérea de Santa Cruz (BASC), onde também exerceu a função de Oficial de Segurança e Defesa. A escolha do emprego dos VBTP como tema desta pesquisa deve-se a sua relevância para o meio acadêmico militar, e em especial à Força Aérea Brasileira (FAB). De acordo com o Centro de Operações Terrestres da Aeronáutica (COTAR), o conceito de tropa de infantaria transportada em veículos blindados sobre rodas – podendo inclusive combater sem efetuar um desembarque – está amplamente arraigado nas tropas de Segurança e Defesa das Forças Aéreas de diversos países, dentre os quais o pesquisador destaca, com o intuito de amostragem, os Estados Unidos da América (EUA), Inglaterra, Austrália, Portugal, e Suécia.

O Humvee – 1165A1 W/AC B3 poderia ser usado pelos Grupos de Defesa Antiaérea para o transporte de militares, Sistema Antiaéreo IGLA-S e radar SABER M-60. Imagem meramente ilustrativa. Arte Athos Gabriel

Desta forma, se o emprego de VBTP encontra-se difundido no âmbito de várias Forças Aéreas, chega-se ao seguinte questionamento: qual o impacto que a utilização dos VBTP contribuiria para o fortalecimento do Sistema de Segurança e Defesa (SISDE) do Comando da Aeronáutica? E no desdobramento desta questão surgem outras: a Infantaria da Aeronáutica dispõe de veículos que a abrigue dos fogos inimigos e que lhe dê a necessária mobilidade que a guerra moderna exige? Teriam os meios terrestres empregados para a segurança e a defesa das instalações militares, notadamente das bases aéreas, acompanhado a evolução doutrinária ocorrida em outros países? Haveria cenários operacionais para a Infantaria da Aeronáutica, no qual os VBTP seriam empregados em prol do fortalecimento do Poder Aeroespacial?Qual o tipo de blindado seria mais adequado às necessidades do SISDE, à vistas dos Comandantes de Unidades de Infantaria (U Inf). Diante do exposto, torna-se claro o objetivo deste trabalho, que é identificar as possibilidades de emprego dos VBTP nas missões atribuídas às Unidades de Infantaria no âmbito do Sistema de Segurança e Defesa do COMAER. Para validar esta pesquisa, porém, é necessário discorrer sobre a metodologia empregada, facilitando o entendimento dos critérios e das técnicas utilizadas ao longo do trabalho.

1 METODOLOGIA

 O tema escolhido é pouco explorado, sendo difícil formular hipóteses precisas. Nas palavras de Vergara: “há pouco conhecimento acumulado e sistematizado” (VERGARA, 2004, p. 44). Desta forma, será realizada uma pesquisa exploratória, efetuando-se uma análise dos conflitos ocorridos no século XX, nos quais aconteceram ataques a bases aéreas ou outras instalações de interesse do Poder Aéreo por forças terrestres (regulares ou irregulares). Como parte da metodologia aplicada, o trabalho seguirá um delineamento bibliográfico e documental. A pesquisa bibliografia, segundo Santos (1999, p. 105) tem como instrumento essencial a habilidade de leitura, isto é, a capacidade de extrair informações a partir de textos escritos.

Também será documental porque valer-se-á de materiais que ainda não receberam tratamento analítico, como tabelas e normas internas do COMAER, e desenvolvida tendo como base material já elaborado, constituído, principalmente, por livros, artigos científicos, ensaios, e redes eletrônicas (VERGARA, 2004, p. 48). A pesquisa documental em muito se assemelha com a bibliográfica, porém com uma diferença essencial quanto à natureza das fontes. De qualquer modo, podem ser encontrados dados valiosos em documentos de segunda mão, os quais já sofreram uma filtragem em relação ao seu conteúdo. Os meios de consulta, que serão utilizados, são – em sua maior parte – de caráter ostensivo, ou seja, são acessíveis ao público em geral. Alguns artigos publicados em revistas, ou em mídia eletrônica, por não terem recebido um tratamento analítico, ou serem de fontes secundárias, levaram ao enquadramento da pesquisa como documental.

Fiat Oto Melara 6614 pertencente a Força Aerea Argentina.
Fiat Oto Melara 6614 pertencente a Força Aérea Argentina.

A pesquisa terá aspecto qualitativo, por atribuir significados aos fenômenos interpretados pela pesquisa. Quanto ao método científico empregado, será utilizado o método de procedimento histórico comparativo, por ser a pesquisa um estudo de conhecimentos e processos, visando a identificar e explicar as origens dos fenômenos contemporâneos apresentados. E comparativo, por se desenvolver pela investigação de fenômenos ou fatos, com objetivo de evidenciar as diferenças e similaridades entre eles. A coleta de dados será feita através de uma pesquisa histórica e documental, a fim de situar a origem do assunto abordado. Após, será buscado o referencial teórico, através da análise das teorias do emprego do poder aéreo. Por fim, buscou-se identificar possíveis cenários de emprego de VBTP nas missões atribuídas às Unidades de Infantaria, no âmbito do Sistema de Segurança e Defesa do Comando da Aeronáutica. Para tanto, foi aplicado um questionário aos Comandantes e ex Comandantes de BINFAE e BINFA, visando a obtenção de dados relativos ao tema da pesquisa, na visão dos militares que trabalham diretamente na atividade de Segurança e Defesa. Dentre as 31 U Inf do COMAER, 8 foram objeto deste estudo.

O autor vislumbra que este trabalho venha a contribuir positivamente como fonte de referência ao aprofundamento do tema no âmbito do COMAER, não encerrando a discussão sobre o assunto em questão. Ao contrário, constituirá no futuro uma primeira etapa de uma investigação científica mais ampla. Toda a pesquisa teve por referencial teórico os ensinamentos do doutrinador o consagrado autor da obra “O Domínio do Ar”, o General Giulio Douhet. Segundo Douhet (1988, p. 59), a melhor maneira de combater o poder aéreo do inimigo é destruindo seus vetores no solo, quando se encontram mais vulneráveis, do que tentar derrubá-los no ar. Alan J. Vick, Ph.D. em Ciência Política, pela Universidade da Califórnia, Irvine, EUA, e Pesquisador Senior da RAND Corporation  (A RAND Corporation é uma instituição privada independente e sem fins lucrativos, nos EUA, que se destina a auxiliar no implemento de políticas e na tomada de decisões através da análise e da pesquisa), e um dos maiores estudiosos de segurança e defesa de bases aéreas, com mais de 15 (quinze) trabalhos sobre estratégia militar, controle de armas e gerenciamento de crises. Vick apresenta um extenso levantamento das ocorrências nos conflitos armados entre 1940 e 1992 (493 casos).

Com base neste arrolamento, ele propõe uma classificação dos ataques a instalações aeronáuticas baseada no objetivo principal dos atacantes. Pretende, assim, demonstrar a diferença que existe entre os diversos potenciais atacantes de bases aéreas, suscitando distintas táticas de enfrentamento. Desde o ataque ao aeródromo aliado na ilha de Creta por parte da Luftwaffe em maio de 1941, até o término da Primeira Guerra do Golfo, foram enumerados 493 ataques às instalações aeronáuticas, indicando a vulnerabilidade dos vetores aéreos de combate quando estacionados nos hangaretes de suas bases, tanto a ataques aéreos quanto a assaltos aeroterrestres (VICK, 1995). Da acurada leitura dessas obras, o pesquisador demonstra a vulnerabilidade encontrada na defesa das bases aéreas em todos os conflitos armados ocorridos

ao longo de mais de 60 (sessenta) anos de história, lembrando que as Forças de Segurança e Defesa dispunham de meios apropriados para se antepor à ameaça e dar a pronta resposta necessária. Assim, o autor vislumbra que este trabalho possa vir a contribuir positivamente como fonte de referência ao aprofundamento do tema no âmbito do COMAER, não encerrando a discussão sobre o assunto em questão. Com a intenção de dar continuidade ao trabalho passa-se a verificar o conceito de VBTP, sua origem e evolução nos teatros de operações de alguns conflitos ocorridos ao longo do século XX.

A Força Aerea Peruana (Fuerza Aérea del Perú) emprega o Blindado 4x4 BRDM-2 (Boyevaya Razvedyvatelnaya Dozornaya Mashina, "Veículo de combate de patrulha/reconhecimento")
A Força Aerea Peruana (Fuerza Aérea del Perú) emprega o Blindado 4×4 BRDM-2 (Boyevaya Razvedyvatelnaya Dozornaya Mashina, “Veículo de combate de patrulha/reconhecimento”)

2 VEÍCULO BLINDADO DE TRANSPORTE DE PESSOAL

Segundo Jamerson de Oliveira (2009, p. 6), um Veículo Blindado de Transporte de Pessoal (VBTP) é utilizado para o transporte de tropas e equipamento. Ao contrário do carro de combate, é mais leve e possui menos blindagem e armamento, geralmente apenas uma metralhadora de alto calibre, embora outras variantes carreguem também um canhão sem recuo, morteiro ou outros tipos de armamentos mais pesados. Sua finalidade principal e para a qual esses tipos de viaturas foram construídos é a condução de tropas para as proximidades do conflito. Sua origem remonta aos idos da Primeira Guerra Mundial. O Coronel Portella Alves, autor do livro “Os blindados através dos séculos”, afirma que a aparição do tank inglês teve rápida evolução, por ser uma idéia que remontava a tempos antigos e contar com o parque industrial das diversas potências em guerra voltado para atender às necessidades militares (ALVES, 1964, p. 135). No decorrer daquele conflito, uma evolução do conceito levou um veículo de cavalaria a ter uma variante para a infantaria, com o advento do blindado britânico Mark V, que foi desenhado com um pequeno compartimento para transportar tropas. Por algumas definições, este pode ser considerado o primeiro veículo blindado de transporte de pessoal. Todavia, o primeiro VBTP especializado foi o Mark IX. Os britânicos criaram o primeiro modelo em 1917, como forma de acompanhar o desenvolvimento dos primeiros carros de combate e tentar dotar a infantaria de mobilidade e proteção no campo de batalha. Tinha capacidade para 50 (cinquenta) homens e, por isso, seu comprimento atingiu 18 (dezoito) metros (ALVES, 1964, p.143).

A essa iniciativa pioneira, seguiu-se um esforço semelhante dos alemães, que resultou, a partir da década de 30, na adoção de unidades de infantaria embarcadas em veículos de meia-lagarta, os Panzergrenadieren. Tais unidades participaram com êxito dos primeiros combates da 2a Guerra Mundial atuando nas formações de carros de combate (SANTOS JR, 2006, p.48). Os americanos rapidamente aproveitaram a experiência alemã e, entre 1941 e 1945, produziram mais de 40 mil viaturas blindadas de meia-lagarta, com as quais equiparam unidades do seu Exército e também de aliados. O exército soviético estava entre aqueles que utilizaram os meia-lagartas americanos, adotando também, a partir dessa época, o conceito de veículo blindado de transporte de pessoal. (SANTOS JR, 2006, 48). Para Santos Jr (2006, p. 48), os modelos de viaturas blindadas de transporte de pessoal em uso na 2a Guerra Mundial eram, muitos deles, originados de adaptações feitas em carros de combate e peças de artilharia autopropulsadas, que apresentavam limitações e deficiências. Essas só viriam a ser adequadamente superadas mais tarde, com o perfil elevado, que aumentava sua vulnerabilidade, a dificuldade para o desembarque da tropa e a blindagem, sobretudo em sua parte superior. Ainda segundo Santos Jr (2006, p. 48) após a guerra, diferentes VBTP especializados foram desenvolvidos. De acordo com a enciclopédia eletrônica Wikipédia, nesse período, os EUA desenvolveram uma série de veículos sobre lagartas, originando o M113 “caixa em lagartas”, do qual foram produzidas 80 000 unidades. A União Soviética desenvolveu o BTR-40 do tempo da guerra, numa série de VBTP de oito rodas. Segundo o autor tratado até o momento (2006, p. 48), no final dos anos 80, Israel converteu carros de combate T-55 capturados em veículos de transporte para unidades de infantaria. O resultado foi um dos VBTP melhor protegido do mundo, chamado de IDF Achzarit. 9. E foi nessa época que surgia no Brasil o EE-11 URUTU, construído pela Engenheiros Especializados S/A (ENGESA), um equipamento pensado dentro da realidade do parque automobilístico nacional, e que se tornou um sucesso de vendas, equipando tanto o EB e Corpo de Fuzileiros Navais (CFN) como também exércitos de outros países, da América Latina, África, Ásia e Oriente Médio. Com o foco em identificar as possibilidades de emprego das VBTP no âmbito do COMAER, apresentar as tendências e perspectivas das VBTP e as repercussões da adoção desse novo meio para a Infantaria da Aeronáutica, serão analisados possíveis cenários de emprego dos VBTP no âmbito da Infantaria da Aeronáutica.

3 CENÁRIOS DE EMPREGO

 De acordo com Santos Jr (2006, p. 47), o combate moderno tem ressaltado a crescente necessidade de empregar forças em localidades urbanas. Nesse contexto, o blindado deve atender a requisitos e critérios específicos para integrar os BINFAE, aptos a participarem de Operações Terrestres de caráter urbano – onde se localiza a maior parte dos aeródromos. Após o final da Segunda Guerra Mundial, os países que produziam VBTP aplicaram-se na pesquisa e desenvolvimento de novos modelos, que incorporavam aperfeiçoamentos capazes de eliminar ou reduzir as deficiências dos modelos antigos. Logo, estabeleceram se duas tendências, ainda permanentes nos dias atuais: o emprego de lagartas e o uso de chassis sobre rodas (SANTOS JÚNIOR, 2006, p. 48). Para um emprego predominantemente urbano, com deslocamentos em sua maioria por vias pavimentadas, seja por concreto ou asfalto, a indicação tende claramente para VBTP sobre rodas, de acordo com Santos Jr (2006, p. 49). Todavia, se o emprego for em combate convencional, com deslocamentos em terrenos abertos, contra um inimigo mais bem armado, tende-se a optar por viaturas blindadas sobre lagartas. Em recente palestra realizada na Escola de Comando e Estado-Maior da Aeronáutica (ECEMAR), o Tenente Coronel Infante Eustáquio Alves da Costa Neto, instrutor da Escola de Comando e Estado-Maior do Exército (ECEME) – núcleo do pensamento doutrinário da Força Terrestre – divulgou que o Exército Brasileiro converterá seus Batalhões de Infantaria Motorizada (Jipes e Caminhões Tropa) em Batalhões de Infantaria Mecanizada (VBTP – URUTU ou M-113), justamente antevendo esta tendência mundial. Por possuírem boa mobilidade, blindagem e reduzido poder de fogo, as VBTP acrescentariam um maior poder de combate à INFAER; ainda que a blindagem não proteja as tropas de armas pesadas, ou munições inteligentes (SANTOS Jr, 2006, p. 50). Todavia, ficariam protegidas das mais leves, proporcionando ação de choque, rapidez e proteção na execução das tarefas pertinentes de defesa de aeródromo, ou durante o estabelecimento em áreas de difícil acesso, como favelas – nas patrulhas de cumprimento de Mandados de Busca e Apreensão, quando for o caso.

Durante su participação na Missão das Nações Unidas para Estabilização do Haiti (Minustah) a Infantaria da FAB pode conhecer mais sobre a doutrina de emprego de viaturas blindadas. Na imagem membros da Infantaria da FAB posam junto de um Engesa EE-11 Urutu.
Durante su participação na Missão das Nações Unidas para Estabilização do Haiti (Minustah) a Infantaria da FAB pode conhecer mais sobre a doutrina de emprego de viaturas blindadas. Na imagem membros da Infantaria da FAB posam junto de um Engesa EE-11 Urutu.

Em 2006, o COTAR emitiu ao Estado-Maior da Aeronáutica (EMAER) um documento que visava prover aquele órgão de subsídios que justificassem e orientassem a aquisição/desenvolvimento de um VBTP, para emprego pela tropa de Infantaria da Aeronáutica (BRASIL, 2006, p. 2). Esse documento, denominado de Necessidade Operacional (NOP), visa a metodizar os procedimentos para Formalização de NOP, em complemento à DCA 400-6 que trata do Ciclo de Vida de Sistemas e Materiais da Aeronáutica (BRASIL, 2000, p. 7). Nesse documento o COTAR levanta alguns cenários de emprego para a Infantaria da Aeronáutica, nos quais VBTP podem ser empregados.

3.1 CENÁRIO 1: A GUERRA CONVENCIONAL

 O cenário inicial que se descortina é o da guerra convencional. Nesta situação a Infantaria da Aeronáutica estará engajada em sua atividade-fim, ou seja, a autodefesa de superfície de bases aéreas e outras instalações e meios de interesse da Força Aérea, a fim de contrapor-se a um grande espectro de forças inimigas, que vão desde pequenos grupos de guerrilheiros e pequenas unidades táticas de operações especiais, até grandes unidades aeroterrestres, aeromóveis e anfíbias. Em tal cenário, a utilização de VBTP garantiria à tropa de Infantaria da Aeronáutica segurança em suas operações defensivas e ofensivas, meios de mobilidade e proteção balística capazes de assegurar a execução das ações de reação, retardamento e contra-ataque, de forma a permitir o engajamento, neutralização ou destruição da força inimiga, antes que os recursos da Força Aérea a serem defendidos sejam danificados ou destruídos por ataques de infiltração à distância (morteiros, foguetes, etc.) ou assaltos de infantaria. Além disso, proporcionaria o lançamento rápido de postos de vigilância avançados, negando, assim, ao inimigo, a utilização de acidentes capitais do terreno para fogo e observação sobre as instalações aeronáuticas.

3.2 CENÁRIO 2: GARANTIA DA LEI E DA ORDEM

Neste cenário, as ações a serem realizadas são, basicamente, de Garantia da Lei e da Ordem (GLO). Tais ações, levadas a efeito unicamente no campo interno, destinam-se à garantia da manutenção dos poderes constituídos, da lei e da ordem, no termos do Art. 142 da Constituição Brasileira, quando ameaçados por grave perturbação da ordem ou comoção interna. A tropa de Infantaria da Aeronáutica, nas operações de GLO, de acordo com a Lei Complementar Nº 117, de 02 set. 2004, poderá ser engajada na Segurança e Defesa da infra-estrutura aeroespacial, aeronáutica e aeroportuária. A par disso, o emprego de blindados em tais operações apresenta um poder dissuasório elevado, uma vez que os veículos intimidam os elementos adversos, à mercê do seu tamanho, velocidade, blindagem e capacidade de lançamento de agentes não-letais.

O Humvee M1151 A1 poderia ser usado para missões de patrulhamento durante operações de Garantia da Lei e da Ordem (GLO) e em missões de Paz. Imagem meramente ilustrativa. Arte Athos Gabriel

3.3 CENÁRIO 3: GUERRAASSIMÉTRICA E SEUS ASPECTOS

 Vislumbra-se a Segurança e Defesa das instalações e meios da Força Aérea em tempo de paz, porém, com a ameaça existente de elementos do Crime Organizado que vêm atacando as Organizações Militares com o intuito de roubo de armamento, munições e explosivos. Este cenário é real, como pode ser comprovado pelas mais de trinta ocorrências verificadas contra instalações da FAB, desde os anos 80. O emprego de VBTP na Segurança e Defesa das instalações, em face da ameaça do Crime Organizado, constitui-se em fator de alta relevância para a incolumidade das OM, de vez que podem ser utilizados no patrulhamento perimetral interno da organização, em especial quando tais OM são lindeiras a áreas de grande periculosidade como, por exemplo, aquelas localizadas na cidade do Rio de Janeiro, onde se homiziam os membros do Crime Organizado que executam as ações contra as OM da FAB. Outro importante emprego de VBTP-SD é o de escolta de comboios logísticos, mormente daqueles que transportam Material Bélico, hoje a grande cobiça do Crime Organizado nos atentados contra as instalações das Forças Armadas.

Militares do Objektschutzregiment der Luftwaffe (ramo similar a Infantaria da Aeronáutica) realizando a proteção da Base aérea de Camp Marmal em Mazar-i-Sharif no Afeganistão. O blindado é um KMW Dingo 2 e os Militares portam fuzis Heckler & Koch G36

 3.4 CENÁRIO 4: ATUAÇÃO EM OPERAÇÕES DE MANUTENÇÃO DE PAZ.

 Este cenário vislumbra a participação de tropa da Infantaria da Aeronáutica em Operações de Manutenção da Paz, sob mandato da ONU ou de outros organismos internacionais. De acordo com Dias e Zonzim Filho, a importância do emprego das VBTP na Missão das Nações Unidas para Estabilização no Haiti (MINUSTAH) se faz presente devido aos frequentes engajamentos em cada missão diária, o que levou à necessidade de um veículo blindado que propiciasse segurança à integridade física dos integrantes da MINUSTAH – fuzileiros navais ou integrantes do contingente do Exército Brasileiro – EB (DIAS, ZONZIN FILHO et al., 2009). Apesar da situação dominante no Haiti ser de relativa tranquilidade, com uma estabilidade que afasta a desordem das ruas e reduz bastante a criminalidade, um processo de insatisfação popular, como a subida dos preços, pode derivar uma grande manifestação popular como a ocorrida em 08 de abril de 2008, que levou a uma onda de violência que tomou a capital (DIAS; ZONZIN FILHO et al., 2009).

A Força Aerea Venezuelana (atual Aviación Militar Bolivariana) emprega veiculos blindados 4x4 IMI RAM MK3 de fabricação israelense.
A Força Aérea Venezuelana (atual Aviación Militar Bolivariana) emprega veículos blindados 4×4 IMI RAM MK3 de fabricação israelense.

O patrulhamento motorizado que era realizado com viaturas leves e caminhões UNIMOG recebeu um significativo incremento em prol da segurança e integridade física dos integrantes da Força de Paz, com o emprego dos VBTP, mesmo atuando isoladamente na guarnição de Postos de Controle de Trânsito (DIAS; ZONZIN FILHO et al., 2009). Segundo o Manual C 100-5 do EB (Operações), os meios blindados não devem ser empregados isoladamente em áreas urbanas, em vista da possibilidade de emboscadas, e a dificuldade de apoio mútuo e de ações de salvamento. Todavia, as circunstâncias impuseram que tais viaturas fossem empregadas isoladamente, especialmente nos períodos noturnos, constituindo-se em um componente primordial para aumentar a segurança do pessoal. Portanto, quando se discute a participação de tropa de Infantaria da Aeronáutica em missões desse porte, é indispensável que seus integrantes estejam cobertos e abrigados dos fogos hostis, mesmo que a ação se restrinja às áreas de um aeródromo que, devido a sua natureza plana, oferece excelente campo de tiro a franco atiradores (snipers). Este capítulo tratou dos cenários possíveis de emprego dos VBTP no âmbito do COMAER. Também apresentou uma nova perspectiva voltada para o panorama mundial, com a possibilidade de participação da tropa da Infantaria da Aeronáutica em missões de paz de organismos internacionais. Entretanto, para sedimentar esta pesquisa, cabe mostrar a principal missão da tropa de Infantaria da Aeronáutica, no próximo capítulo desta pesquisa, cujo entendimento é de capital importância para esta pesquisa.

Militares do Royal Air Force Regiment. Tropa de infantaria da Real Força Aérea (RAF). O veiculo é um blindado Force Protection Ocelot 4×4

4 DEFESA CONTRA ATAQUES A BASES AÉREAS

 Por mais que as instalações aeronáuticas estejam supostamente protegidas pela sua distância da frente de batalha, a história testemunha que elas são alvos potenciais e de alto valor para uma força adversária. O General do Exército Italiano Giulio Douhet, precursor das teorias do emprego do Poder Aéreo, ao anunciar o potencial ofensivo da arma aérea, ao mesmo tempo apontava a grande vulnerabilidade de seus vetores quando no solo (DOUHET, 1988). Em 01 de fevereiro de 1941, é criado o RAF Regiment, o primeiro corpo de tropa terrestre combatente de uma força aérea, comandado por um oficial-general de três estrelas e com posições de ligação no Ministério da Aeronáutica do Reino Unido (TOPAN, 2004, p. 16). Logo a seguir, deu-se a perda do aeródromo de Maleme, em Creta, a 20 de maio de 1941, para tropas alemães, pára-quedistas e aerotransportadas. Tal fato confirmou que a concepção de se responsabilizar o Exército pela defesa de superfície e antiaérea dos aeródromos e instalações da Royal Air Force (RAF) estava equivocada. (VICK, 1995). Historicamente, além da ameaça de ataques aéreos de interdição, as instalações aeronáuticas também foram alvos de elementos de superfície tais como forças de operações especiais, blindadas, de infantaria leve, aeroterrestres, anfíbias, terroristas, de guerrilha e irregulares. (TOPAN, 2007).

De acordo com o General Bell Jr da United States ARMY, durante a 2ª Guerra Mundial a principal ameaça terrestre a um aeródromo era a sua conquista. Neste aspecto, a doutrina alemã estava padronizada desde 1940. Primeiro surgiam os bombardeios que, a partir de altitudes médias, atacavam a periferia do campo a fim de forçar as guarnições das peças antiaéreas a buscarem abrigo. Em seguida, surgiam os bombardeios de mergulho e caças disparando suas metralhadoras, de modo a manter os defensores em seus abrigos. Estes ataques eram imediatamente seguidos de tropas páraquedistas, lançadas sobre o aeródromo. Assim, à medida que os defensores saíam para dar uma respirada, viamse frente às bocas das submetralhadoras alemãs (BELL JÚNIOR, 1986). Esta foi a técnica empregada pelos alemães durante a invasão de Creta, em 1941. Os ataques de superfície a instalações aeronáuticas, durante a Segunda Guerra Mundial, abrangeram desde a tomada de aeródromos, para projeção do poder aéreo, até a destruição de aeronaves, equipamentos e suprimentos com a finalidade de diminuir a disponibilidade de meios da força aérea inimiga. No conflito da Coréia, ocorreram poucas ações contra o Poder Aéreo, calcadas sempre em interditar temporariamente os aeródromos estadunidenses.

Abaixo temos um vídeo das forças Russas operando na Síria onde as mesmas utilizam o veiculo blindado Iveco LMV (Light Multirole Vehicle) que foram fabricados na Russia pela Kamaz, com o nome do M65 Ryz para o patrulhamento da Base Aérea de Hmeimym.

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Na Guerra do Vietnã, os Vietcongues e o Exército Norte vietnamita atacaram as bases aéreas norte americanas com o propósito de inquietar, destruir aeronaves e matar soldados, focados no aspecto influenciador do apoio, ou não, da população norte americana à guerra. Em 01 de novembro de 1964, o Vietcongue atacou a Base Aérea de Bien Hoa, no Vietnã do Sul, com morteiros 81 mm, matando quatro pessoas, destruindo 20 aeronaves e marcando o início de uma campanha do Vietcongue e do Exército Norte Vietnamita que incluiria mais 400 ataques. Na linha de raciocínio de BRIAR, esse ataque serviu para confirmar que as instalações aeronáuticas são vulneráveis a ataques de superfície, e que um inimigo razoavelmente sofisticado poderia desorganizar as operações aéreas por pelo menos um período de curta duração e infligir baixas substanciais. Nos conflitos seguintes, até os dias de hoje, tipicamente assimétricos, as grandes potências optaram por assaltos aeroterrestres, como a União Soviética no Afeganistão (1979) e os EUA em Granada (1983), no Panamá (1989) e no Iraque (2003), por ataques de penetração com colunas de blindados, como os EUA no Iraque (1991), ou por incursões de forças de operações especiais, como a Inglaterra nas Ilhas Malvinas (1982). As partes com poder de combate inferior travaram o combate de resistência, com ataques à distância e de infiltração, procurando minar a vontade de lutar adversária e desgastar a força oponente, forçando-a a se desdobrar em amplos dispositivos de defesa (VICK, 1995).

O ataque terrorista às Torres Khobar, em Dhahran, nordeste da Arábia Saudita, em 25 de junho de 1996, instalações da 4404ª Ala Aérea, foi o primeiro ataque a instalações da Força Aérea dos Estados Unidos (USAF – United States Air Force) desde a Guerra do Vietnã. O fato despertou, na USAF, e, a reboque, em todas as suas forças aéreas aliadas, uma nova onda de sensibilidade à importância da atividade de defesa terrestre das instalações aeronáuticas, ou seja, proteger pontos críticos, a fim de garantir liberdade de ação e preservar o poder de combate para quando este se fizer necessário (TOPAN, 2007). Os ataques a instalações aeronáuticas continuam acontecendo nas intervenções militares, capitaneadas pelos EUA, no Afeganistão e no Iraque, em meio a um cenário de guerra de resistência, onde insurgentes atacam as bases da coalizão com morteiros, foguetes, mísseis portáteis antiaéreos e anticarro (BRIAR, 2004, p. 67). Em sua obra, Snakes in the Eagle´s Nest, Vick (1995) classificou os ataques a instalações aeronáuticas em 4 (quatro) categorias, de acordo com o objetivo da força atacante:

a) captura de aeródromo;

b) negar uso do aeródromo;

c) inquietar defesa de aeródromo; e

d) destruir aeronaves e equipamentos

  Desta forma, entre 1940 a 1992, Vick enumerou 645 incursões a instalações aeronáuticas e as agrupou nas 4 categorias acima. Vick identifica que Forças Terrestes tiveram como objetivo principal capturar o aeródromo em 41 (quarenta e uma) ocasiões. Desses ataques, em 16 (dezesseis) casos, forças aeroterrestres atacaram aeródromos para utilizá-los como cabeças-de-ponte aéreas para a inserção de outras tropas. Em 23 (vinte e três) casos, foram atacados para que a força aérea da parte atacante pudesse utilizar o aeródromo para aumentar seu alcance. Em 2 (dois) casos, o aeródromo foi atacado para destruir forças terrestres ali estacionadas. (VICK, 1995, p. 10).

Tabela 1

A negativa do uso do aeródromo foi a forma de oposição ao poder aéreo inimigo em 47 (quarenta e sete) dos casos. Segundo Vick, este objetivo foi alcançado pela ocupação do aeródromo ou pela imposição da interrupção das operações de solo neles conduzidas. Quatro desses casos ocorreram durante a Operação Torch, a invasão aliada da Argélia, em novembro de 1942. Temendo que o poder aéreo da França de Vichy pudesse interceptar os transportes aliados durante a invasão, os Aliados planejaram enviar paraquedistas para capturar os campos franceses de La Scenia, Duzerville, Youks-Les-Bains. (VICK, 1995) Ainda de acordo com Vick, as forças inimigas, buscando realizar a captura de aeródromos, negar seu uso e destruir os vetores aéreos, certamente inquietam as defesas e interrompem a operação nas instalações aeronáuticas. Nos 448 (quatrocentos e quarenta e oito) ataques à distância contra as bases aéreas aliadas, conduzidos pelos Vietcongue e pelo Exército Norte Vietnamita, em 172 (cento e setenta e dois) foram disparados menos de cinco tiros e nenhuma aeronave foi danificada, demonstrando não haver real intenção de destruir aeronaves. (VICK, 1995). Vick apresenta 384 ocorrências (60% dos ataques) visando a destruição de aeronaves e equipamentos. Tais ocorrências aqui agrupadas se deve ao fato da destruição constituir o objetivo principal da força atacante. Apesar das ações anteriores levarem a destruição de aeronaves, Vick computaas como objetivos secundários (VICK, 1995).

Avibras Guará 4WS da Força Aérea Brasileira . Arte : Athos Gabriel …

A história brasileira contemporânea registra como a primeira incursão armada contra um aeródromo militar o ataque ao Primeiro Regimento de Aviação do Exército Brasileiro e à Escola de Aeronáutica, durante o levante conhecido como Intentona Comunista, ocorrido no Campo dos Afonsos na noite de 26 para 27 de novembro de 1935, com o objetivo de capturar aquele aeródromo (LAVENÈRE-WANDERLEY, 1975, p.176). Este fato ocorreu cinco anos antes do período estudado por Vick. Lavenère-Wanderley também relata outra incursão contra aeródromo ocorrida em terras brasileiras, entre 11 e 29 Fevereiro 1956, na Revolta de Jacareacanga. Há que se registrar que este foi o primeiro registro histórico de uma ação de combate da Infantaria da Aeronáutica, então denominada Infantaria de Guarda, encarregada da retomada daquele campo de pouso. (LAVENÈREWANDERLEY, 1975). Com a “Nova República” e a crise dos anos 80, outro elemento tornou-se a maior ameaça aos quartéis das Forças Armadas, neste aspecto os aeródromos militares: as facções criminosas e suas orquestrações para a obtenção de armamentos e munições. A divulgação pela mídia nos últimos anos endossa a suspeita do envolvimento de militares nos desvios de armas e munições. Essas incursões guardam entre si similaridades com os fatos classificados por Vick, Topan e Briar como ameaças assimétricas clássicas, e para as quais os planejadores de defesa de instalações aeronáuticas precisam considerar seriamente. A USAF, desde o final da década de 70, emprega, para a segurança e defesa de suas bases aéreas e sítios de mísseis nucleares, veículos blindados leves sobre rodas. Inicialmente, as Forças de Segurança da USAF (SF/ USAF) foram dotadas com a viatura Peacekeeper. Atualmente, sua viatura blindada de dotação é o High Mobility Multi-Purpose Wheeled Vehicle (HMMWV), capaz de transportar uma esquadra (quatro homens), possuindo uma torreta móvel que pode receber armamento coletivo, como uma metralhadora leve ou pesada, ou ainda um lançador de granadas de 40 mm.

Segundo o site http://www.ci.greenfield.ca.us/ Peacekeeper.htm2 , “em meados de 1980, a USAF adquiriu 571 unidades desses veículos da CadillacGage Corporation of Warren, Michigan, por U$30,532 cada. Esses VBTP foram eventualmente empregado pela USAF para uso da Air Force Security Police3 em apoio a missão de proteção dos depósitos ou paióis de armas nucleares, bem como durante o translado desses armamentos para o carregamento em aeronaves ou mísseis balísticos.”

As Forças Aéreas do Reino Unido, Austrália e Suécia utilizam os veículos Land Rover modelos Defender XD 110 e RDV, com capacidade de transporte de uma Esquadra e dotada de metralhadoras calibre 7,62 mm. A Força Aérea Portuguesa emprega, desde 1984, os veículos blindados médios YP-408 e AM-58 Condor, para a Segurança e Defesa de suas instalações. Ambos são dotados de uma torreta móvel com metralhadoras leves ou pesadas e possuem a capacidade de transporte de um Grupo de Combate (dez homens). Após tratar da missão principal da Infantaria da Aeronáutica, cuja missão consiste em executar ações defensivas, ofensivas, especiais e de proteção, a fim de contribuir para o cumprimento da missão militar atribuída ao Comando da Aeronáutica, preservando seus equipamentos, instalações e pessoal, torna-se essencial apresentar a discussão dos dados coletados para uma análise mais acurada.

Militares da Infantaria da FAB realizam Medidas de Controle no Solo (MCS) na Base Aérea de Campo Grande. O uso de viaturas não blindadas
Militares da Infantaria da FAB realizam Medidas de Controle no Solo (MCS) na Base Aérea de Campo Grande. O uso de viaturas não blindadas oferece risco aos militares envolvidos nesse tipos de missão.

 

 5 RESULTADOS E DISCUSSÃO

Através da aplicação de um questionário aos Comandantes e ex-Comandantes de BINFAE e BINFA, buscou-se obter dados relativos ao tema da pesquisa, na visão dos militares que trabalham diretamente na atividade de Segurança e Defesa. Dentre as 38 (trinta e oito) U Inf do COMAER, 8 (oito) foram objeto deste estudo. Na primeira questão apresentada no questionário, a opinião unânime foi que a Infantaria da Aeronáutica não dispõe de veículos que abriguem seus homens dos fogos inimigos e que lhe dêem a necessária mobilidade que a guerra moderna exige. Para o entrevistado do BINFAE-GL, a mobilidade necessária para o emprego da INFAER no terreno, tanto em operações de patrulha periférica quanto aproximada, permitirá uma rápida ação de pronta-resposta no serviço de segurança de aeródromos. Hoje, inexiste tal mobilidade – o que está em desacordo com o item 4.2.2 da DCA 1-1/2005. Na segunda questão, indagou-se sobre a capacidade da INFAER estar em condições de engajar-se em missões típicas de segurança e defesa de instalações aeronáuticas em situação de Guerra Convencional, GLO, ações contra o crime organizado ou na condição de integrante de Forças de Manutenção de Paz das Nações Unidas. Para o BINFAE-GL, em um cenário real, a tropa necessita de apoio de segurança a seus homens. O BINFAE-RF citou que, de acordo com a tabela de organização e equipamento para tropas da ONU, os VBTP são tidos como equipamentos necessários. Na terceira questão, sobre o quantitativo previsto na TCA 75-1, que prevê a dotação de 1 (um) VBTP para os BINFAE, sob o código E-21 (veículos sem enquadramento), encontra-se o quantitativo de 1 (um) veículo. O foco da indagação era se tal quantitativo atenderia plenamente às necessidades frente aos cenários definidos pelo COTAR.

Seguindo a escolha do Exército Brasileiro que definiu a viatura LMV da IVECO Defence com a vencedora do Programa Viatura Blindada Multitarefa, Leve de Rodas (VBMT-LR) seria o caminho natural a FAB escolher o mesmo para uma viatura de maior capacidade de proteção. Imagem meramente ilustrativa. Arte Athos Gabriel

De acordo com o entrevistado do BINFAE-AF, apenas um VBTP não é suficiente para prover a segurança e defesa de um aeródromo, pois não permite seu recobrimento ou substituição em caso de avarias ou panes. O BINFAE-GL entende também que o cálculo do quantitativo deve ser suficiente para, pelo menos, atender a uma diagonal de manutenção. Segundo o BINFAE-RF, a fração mínima para constituir-se uma reserva móvel é o PINFA. Para um PINFA mecanizado são necessárias no mínimo 4 VBTP. Uma das considerações levadas em conta por ocasião da elaboração do projeto da Companhia Independente de Pronto-Emprego (CIPE) no Planejamento Estratégico Militar da Aeronáutica (PEMAER) era a dotação nos BINFAE de 4 (quatro) VBTP. Na quarta questão, indagou-se sobre a dotação de VBTP, de acordo com a doutrina de emprego da Infantaria Blindada do Exército Brasileiro, que define o Pelotão como a fração tática a ser empregada em combate, cuja dotação varia entre 3 (mínima) a 5 (máxima) VBTP por Pelotão Blindado. Essa denotação atenderia às necessidades operacionais do BINFAE. Segundo o BINFAE-GL, essa é a doutrina mais empregada pelo mundo e conveniente para a nossa Infantaria. De acordo com o BINFAE-RF, para um PINFA mecanizado, são necessários no mínimo 4 VBTP. Reitera essa U Inf que uma das considerações levadas em conta por ocasião da elaboração do projeto CIPE no PEMAER era a dotação dos BINFAE com 4 VBTP, um Pelotão Blindado, nos moldes do EB. A quinta questão é voltada mais para os BINFA orgânicos de Bases Aéreas que apoiam Unidades Aéreas de Defesa Aérea, e que não possuem TDV próprias. Por esse motivo, as Bases Aéreas não foram contempladas em suas respectivas TDV de VBTP. Desta forma, visando estar em condições de atuar na atividade de medidas de controle no solo (MCS) de aeronaves interceptadas (sem expor seus integrantes), indagou–se se caberia a essas U Inf serem contempladas com uma dotação específica de VBTP. Para o BINFAE-RF, as VBTP não são adequadas para MCS, e sim os veículos blindados leves (VBL), os quais, segundo suas características, poderiam estar classificadas na TCA 75-1 como viaturas P-13 ou P-15, muito mais adequadas às MCS, desde que dotadas de leve blindagem.

WHITEMAN AIR FORCE BASE, Mo. - Senior Master Sgt. Ronald Hoffman (left) Senior Airman Jessica Lomonaco (middle) and Staff Sgt. Erik Syvertson (right), 509th Security Forces Squadron, chosen to represent their squadron who was recently selected as "Best Security Forces Squadron in the Air Force" large category March 24. (U.S. Air Force photo/Staff Sgt Charles D. Larkin Sr.) (Released)
A United States Air Force Security Forces utiliza versões blindadas do veiculo 4×4 do High Mobility Multipurpose Wheeled Vehicle (HMMWV) tambem conhecido como HUMVEE. Nos conflitos mais recentes como Iraque e Afeganistão percebeu que as versões blindadas do HUMVEE não eram adequadas as novas ameaças (onde o HUMVEE sofreu pesadas perdas). Com esse novo cenário fez com que a a USAF adota-se veículos de maior blindagem para suas tropas de segurança.

Na sexta questão, indagou-se sobre qual seria a fração de tropa para os BINFA´s sediados em Bases Aéreas de Defesa Aérea para executar Medidas de Controle no Solo (MCS). Se Grupo de Combate (GC) ou Pelotão de Infantaria (PINFA). Ocorreu um certo equilíbrio no resultado. As U Inf sediadas na Região Nordeste (NT e RF) entendem que a fração ideal para essa missão seria o GC, 10 (dez) homens e 1 (um) VBTP, opinião compartilhada pelo BINFA-SC (GC+, a 2 VBTP). Segundo o BINFAE-RF, na atual concepção de MCS, a única ação de segurança a ser desempenhada pela INFAER é a proteção dos meios da FAB envolvidos na missão, ou seja, proteção da aeronave e da tripulação, que conduzirá os agentes dos Órgãos de Segurança Pública e demais órgãos envolvidos ao local de pouso do tráfego ilícito. Em tal situação, não haveria contato de tropa da Infantaria da Aeronáutica com o crime organizado. Desta forma, o efetivo envolvido neste tipo de ação seria até uma Esquadra. Finalmente, a sétima questão indagou se veículos do tipo HMMWV (High Mobility Multipurpose Wheeled Vehicle), isto é, um veículo militar utilitário, poderiam ser utilizados para a segurança e defesa de Bases Aéreas, ao invés dos VBTP. A maioria discordou da indagação. O BINFA-RF acrescentou que os HMMWV estão sendo substituídos nas FFAA dos EUA, em razão das elevadas perdas registradas no Iraque. Além disso, sua proteção balística é muito inferior que a de uma VBTP. Todavia, sua capacidade para 04 homens o torna mais flexível para o emprego com uma força de reação na área de manobra de um aeródromo e sua transportabilidade pelo C-130 é o dobro do VBTP. Quanto à comparação dos quantitativos previstos na TCA 75-1, a pesquisa documental apontou uma dicotomia entre a necessidade operacional levantada pelo COTAR e a tabela formulada pela DIRENG.

Segundo o COTAR, o quantitativo de VBTP para o COMAER é de 36 (trinta e seis) VBTP, que seriam adquiridos em duas fases. Na primeira fase seriam adquiridos 9 (nove) VBTP e distribuídos em igualmente nove U Inf, segundo a tabela a seguir:

Tabela 2

Na segunda fase seriam entregues os demais 25 (vinte e cinco) VBTP. Tal distribuição, sugerida pela NOP, leva em consideração o momento de poucos recursos orçamentários alocados às Forças Armadas, mas também a necessidade de contrapor-se às ameaças assimétricas, em face às ações do crime organizado contra instalações militares nos últimos anos. Nessa distribuição, ressalta-se que o III COMAR, através do BINFA-13, aparece com uma dotação prevista de quatro VBTP. Isso é explicado pelo fato do ano de 2006 ter sido de transição entre a desativação do BINFA-13 e a ativação do BINFAE-RJ. Todavia, o BINFAE-AF e o BINFA-43 da BASC deixaram de constar dessa distribuição (ver Tabela 3).

Tabela 3

Analisando-se a TCA 75-1 vê-se claramente o descompasso entre a necessidade do SISDE, apresentada pela a NOP nº 03/COTAR/06, e a TDV para as OM do COMAER (Tabela 3). Não constam da tabela a AFA e a EEAR:

Tabela 4

Ao analisar a dotação da TDV segundo a especificação das viaturas, vemos que os VBTP estão na mesma classificação de elevadores hidráulicos, lanchas, motoniveladoras e carretas reboque para motocicletas, conforme apresentado na Tabela 5: Conforme apurado nesta pesquisa, pode-se constatar que há um hiato entre a necessidade de meios para que a INFAER possa cumprir missão e o apoio logístico para que tal necessidade seja atendida, tanto pelos elos do Sistema Logístico do COMAER quanto pelo órgão central do SISTRANS. Desta forma, após um estudo dos levantamentos realizados, da análise das fontes bibliográficas e dos documentos pesquisados e de conformidade com o embasamento teórico, é chegado o momento de dar a pesquisa o rigor científico que propicie à conclusão deste trabalho.

CONCLUSÃO

 O caráter cada vez mais letal dos conflitos armados, o aumento das ameaças assimétricas e o elevado grau de vulnerabilidade da tropa terrestre da aeronáutica diante das últimas ameaças foram as causas de inquietação do pesquisador em levantar a possibilidade de emprego de VBTP e seu impacto no âmbito do SISDE do COMAER.

Tabela 5

O ineditismo da pesquisa, aliada à escassa literatura especializada, levou o pesquisador a buscar inicialmente  na Teoria do Poder Aéreo de Giulio Douhet, em sua obra O Domínio do Ar (1921), a fundamentação teórica que norteou na etapa inicial. A busca do conceito de VBTP, suas origens e evolução histórica, levou à pesquisa bibliográfica das obras de importantes autores nacionais, como o eminente pesquisador, o Prof. Expedito Carlos Stephani Bastos, o Coronel Portella Alves e instrutores do Centro de Instrução de Blindados General Walter Pires de Albuquerque, dentre os quais destaca Jamerson de Oliveira. Douhet escreveu que a melhor maneira de combater o poder aéreo do inimigo é destruindo seus vetores no solo, quando se encontram mais vulneráveis, do que tentar derrubá-los no ar. Vick apresenta um levantamento das ocorrências nos conflitos armados entre 1940 e 1992 (493 casos). Através da pesquisa bibliográfica, descobriu-se que o Poder Aeroespacial brasileiro já sofrera ataques contra suas instalações. Entretanto, nos últimos anos o maior grau de ameaça está nas invasões às OM, por parte de facções criminosas, em busca de armamento e munições, contando com a colaboração de elementos infiltrados nas fileiras militares. Tais ações remetem ao cenário assimétrico, como bem descreve BRIAR, baseados nos ataques sofridos pelas forças americanas na Guerra do Vietnã. Isso denota uma vulnerabilidade encontrada na defesa das bases aéreas em todos os conflitos armados ocorridos ao longo de mais de 60 (sessenta) anos de história, o que leva as Forças de Segurança e Defesa e disporem de meios adequados a contrapor-se à ameaça e dar a pronta resposta necessária. Como o VBTP poderia ser um desses meios, identificar as possibilidades de emprego dos VBTP no COMAER tornou-se o objetivo desta pesquisa.

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Devido as novas ameaças encontradas pela Força Aérea Americana nos Teatros de operações do Iraque e Afeganistão fez com que a USAF adota-se veículos de maior proteção do tipo MRAP (Mine-Resistant Ambush Protected ) como o Oshkosh M-ATV.

No tocante a cenários, por meio de pesquisa documental, descobriu se que o COTAR, em 2006, levantara a necessidade operacional de seu uso nas atividades de Segurança e Defesa. Tais cenários para o emprego de VBTP no âmbito do COMAER são a Guerra Convencional, a GLO e a Guerra Assimétrica. A esses cenários somou se a possibilidade de participação em Operações de Manutenção de Paz da ONU ou de outros organismos internacionais. Ainda nesta fase, buscou-se no SISTRANS, através de pesquisa documental tanto da ICA 75-6 quanto da TCA 75-1, o conceito e a definição de VBTP. Apesar de ausentes o conceito e a definição na TCA 75-1, constava a previsão de VBTP às U Inf, mascaradas sob o código E-21 (veículos sem enquadramento). As razões para este fato não foram exploradas, por demandarem maior tempo e por fugirem ao escopo da pesquisa. Foi aplicado um questionário às trinta e uma U Inf espalhadas pelo território nacional (8 BINFAE, 19 BINFA, 3 CINFAI e 1 EAS), porém apenas oito U Inf responderam, sendo cinco dessas U Inf BINFAE e 3 BINFA. Da análise dos dados daí coletados, chegou-se às seguintes conclusões:

a) a tropa da Infantaria da Aeronáutica não dispõe de veículos que a abriguem dos fogos inimigos e que lhe deem a necessária mobilidade que a guerra moderna exige. A INFAER não dispõe da necessária mobilidade que lhe permita uma resposta rápida e decisiva na atividade de segurança de aeródromos, como as tropas terrestres de diversas FAe ao redor do mundo;

b) no tocante ao preparo da tropa, a INFAER está em condições de engajar-se em missões típicas de segurança e defesa de instalações aeronáuticas em situação de Guerra Convencional, GLO, ações contra o crime organizado ou na condição de integrante de Forças de Manutenção de Paz das Nações Unidas. Todavia, faltam os meios adequados que lhe forneçam proteção para seus homens;

c) a dotação de VBTP prevista atualmente na TCA 75-1 é inadequada, pois fere a doutrina de emprego de blindados (4 VBTP) por Pelotão de Fuzileiros (PINFA, no âmbito do COMAER). Além disso, está em desacordo com a necessidade operacional levantada pelo COMGAR.;

d) a doutrina de emprego da Infantaria Blindada do E.B., que define o Pelotão como a fração tática a ser empregada em combate, cuja dotação varia entre 3 (mínima) a 5 (máxima) VBTP por Pelotão Blindado, atende às necessidades operacionais do BINFAE por ser a doutrina mais empregada pelo mundo;

e) para os BINFA orgânicos de Bases Aéreas que apóiam Unidades Aéreas de Defesa Aérea, e que não possuem TDV próprias, os VBTP não são adequados para MCS, e sim os veículos blindados leves (VBL);

f) a fração mínima de tropa para os BINFA´s sediados em Bases Aéreas de Defesa Aérea para executar Medidas de Controle no Solo (MCS) seria um GC, a 2 VBTP; e

g) os veículos do tipo HMMWV não podem ser utilizados para a segurança e defesa de Bases Aéreas pois estão sendo substituídos nas FFAA dos EUA, em face das elevadas perdas registradas no Iraque, e têm uma proteção balística inferior a de uma VBTP. A TCA 75-1 precisa ser revista para que possa atender à necessidade operacional levantada pelo COTAR e à tabela formulada pela DIRENG.

O AMV é um dos mais modernos veículos modulares do mundo atualmente. Sua capacidade de proteção, mobilidade e flexibilidade de emprego são admiráveis, mas tem seu custo. Imagem meramente ilustrativa. Arte Athos Gabriel

A classificação E-21 não atende aos requisitos operacionais e especificações técnicas de um VBTP, pois agrupa um veículo de combate junto a ferramentas de apoio logístico, como elevadores hidráulicos, lanchas, motoniveladoras e carretas reboque para motocicletas, conforme apresentado na Tabela 5. A presente pesquisa teve como objetivo identificar as possibilidades de emprego dos VBTP nas missões atribuídas às Unidades de Infantaria no âmbito do Sistema de Segurança e Defesa do COMAER. Apontou cenários novos, mas não esgota o assunto. O aprofundamento do estudo certamente responderá a outros questionamentos no futuro. A história demonstra que as instalações aeronáuticas são vulneráveis a ataques de superfície. A defesa de instalações é o “pilar” essencial para o cumprimento da missão de garantir a soberania do espaço aéreo (TOPAN, 2004, p. 50). Isso remete ao lema do COTAR, “Defendendo na Terra o Domínio do Ar”, pois de nada adianta dispor dos mais modernos vetores, se as águias não puderem decolar.

“Você pode abater todos os MiG´s que quiser, mas se ao retornar para a base e o comandante do tanque soviético estiver tomando café da manhã em sua cantina – Jack (caçador), você perdeu a guerra!” (Frase motivacional, adotada por um dos esquadrões de aeronaves A-10 Thunderbold II da USAF e também utilizado pelas Security Forces).

*Autor: Alexandre Esteves da Silva é major de Infantaria da Aeronáutica, formado em Administração Pública pela Academia da Força Aérea (AFA) em 1989. É especialista em salvamento e extinção de incêndio pela Academia de Bombeiro Militar do Distrito Federal (ABMDF), e em salvamento e combate a incêndios em aeródromos, pelo Instituto de Logística da Aeronáutica (ILA). Possui MBA em Gestão Pública pela Universidade Federal Fluminense (UFF) em 2009. Contato: a.etv@ig.com.br

O presente artigo foi publicado na Revista UNIFA (Universidade da Força Aérea), Rio de Janeiro, v.23, p.47-60, junho de 2010.(http://www.revistadaunifa.aer.mil.br/index.php/ru).
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Imagens e Legendas: Plano Brasil
Imagens são meramente ilustrativas e apenas conceituais
Arte: Athos Gabriel

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PÉ DE POEIRA

FAB PÉ DE POEIRA: Militares da Infantaria da FAB participam de operação na Região Metropolitana de Natal

Militares da FAB realizam ações de patrulha a pé e motorizada em Parnamirim

A Ala 10 está atuando com 75 militares, respondendo pela segurança do Aeroporto Internacional de Natal e da região central de Parnamirim

O Grupamento de Segurança e Defesa da Ala 10 está atuando com 75 militares na Operação Potiguar III, de Garantia da Lei e da Ordem (GLO). Eles respondem pela segurança na região do Aeroporto Internacional de Natal, em São Gonçalo do Amarante, e região central de Parnamirim. O grupo também engloba Oficiais que compõem as estruturas gerenciais da Operação.

A Força Aérea Brasileira (FAB) também presta apoio aéreo à operação. Até agora, aeronaves C-95 Bandeirante e C-97 Brasília, do 2º e do 6º Esquadrões de Transporte Aéreo, de Recife e Brasília, já realizaram o transporte de tropas, equipamentos e autoridades das Forças Armadas e do Ministério da Defesa. No total, cerca de 150 pessoas e mais de 500 quilos de equipamentos chegaram a Natal, transportados pela FAB.

Entre as áreas de responsabilidade está o Aeroporto Internacional de Natal

A operação teve início no dia 29 de dezembro de 2017, após o Presidente da República atender à solicitação de apoio feita pelo Governo do Rio Grande do Norte. O objetivo é restabelecer as condições de ordem pública e segurança no Estado, que sofre com o aumento da violência urbana, após o início da greve dos policiais militares e civis, além dos bombeiros militares, iniciada no último dia 19 de dezembro.

Mais de 2,8 mil militares das Forças Armadas e Auxiliares Federais estão atuando em Natal e região metropolitana, além de Mossoró, cidade da região oeste do estado. A operação ocorre por um prazo de 25 dias, até o dia 12 de janeiro, de acordo com o decreto presidencial, podendo ser estendida, mediante solicitação do Governo do Rio Grande do Norte e autorização do Presidente da República.

A operação conta com o apoio de 75 militares da FAB

A Força-Tarefa Guararapes, coordenada pela 7º Brigada de Infantaria Motorizada, do Exército Brasileiro, foi ativada para comandar a operação interagências, por um período de 15 dias. Em 30 de dezembro, houve uma reunião de coordenação da GLO, que contou com a presença do Ministro da Defesa, Raul Jungmann, do Governador do Rio Grande do Norte, Robinson Faria, além de representantes das Forças Armadas e de órgãos de segurança pública federais e do RN.

Essa é a terceira vez em 18 meses que as Forças Armadas são acionadas e autorizadas pelo Presidente da República a prestar apoio ao Estado do Rio Grande do Norte. A primeira Operação Potiguar ocorreu em agosto de 2016.

 

Fonte: FAB