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Importante: Obama assinará acordo para acelerar análise de patentes no Brasil

http://www.novidadesdeinformatica.com.br/wp-content/uploads/2010/07/profissional-de-TI.gifÓrgãos de avaliação de propriedade intelectual dos dois países vão compartilhar informações que podem estimular negócios em TI

O Brasil assinará com os EUA durante a visita do presidente Barack Obama nos dias 19 e 20 um acordo para acelerar a avaliação de patentes no país. O acordo vai tornar disponível ao Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI) – órgão responsável pela análise dos pedidos de patente no Brasil – resultados de exames e de buscas de patentes já efetuados no EUA. Assim, será reduzida a duplicação de esforços e, consequentemente, o processo ficará mais rápido. O Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) espera que o acordo elimine boa parte da fila  atual à espera de patentes, que dura em média oito ano.

O principal setor a ser favorecido por esse acordo será o de tecnologia da informação (TI), explica Júlio César Moreira, diretor-substituto de patentes do INPI. Segundo ele, nesse segmento, a demora de quatro ou cinco anos para exame da patente pode significar o fracasso comercial da descoberta, mesmo que concedida a patente depois desse período. “É um setor de vida curta, porque as inovações ficam obsoletas rapidamente.”

O acordo é chamado em inglês de Patent Prossecution Highway (PPH) e já foi assinado entre EUA e outros 16 países, entre eles China, Reino Unido e União Europeia. O Brasil entra no PPH, no primeiro ano, só com os EUA e de maneira restrita. Mas, com o tempo, pode ampliar essa relação com os demais países e também abranger os produtos em que as patentes são avaliadas.

O início da parceria efetiva entre EUA e Brasil está previsto para julho. Hoje, dos pedidos de patentes no INPI, cerca de 30% vêm dos EUA, explica Moreira, e, portanto, podem se tornar mais ágeis pelo ingresso no PPH.

Entenda a vantagem do acordo

Imagine que um produtor brasileiro tenha descoberto uma nova ferramenta de busca na internet. Sua ideia tem potencial de valer milhões quando patenteada. Depois de pedida e reconhecida a patente pelo INPI no Brasil, uma empresa dos EUA interessou-se por comprar a companhia e a patente, mas depende do reconhecimento do governo americano para poder conhecer o valor real da patente.

Pelo PPH, quando a empresa brasileira solicitar ao órgão fiscalizador dos EUA, o USPTO, a mesma patente concedida no Brasil, ela vai ter um processo mais rápido do que se começasse tudo do zero. O USPTO vai ter acesso ao exame feito pelo INPI, o que vai reduzir o tempo médio de avaliação do governo americano para conceder, ou não, a mesma patente oferecida no Brasil. A medida, portanto, pode acelerar e permitir mais negócios entre os países.

Apesar da troca de informações, Moreira, do INPI, deixa claro que a concessão de uma patente em um dos países não vincula, necessariamente, a sua aprovação no outro. O acordo do PPH pode até acelerar o descarte da patente, se essa for a decisão final.

A tendência é de haver proporcionalmente mais patentes brasileiras aprovadas nos EUA do que o contrário, porque as leis daqui são mais restritas do que as americanas, que estão entre as mais liberais do mundo.

Reduzir prazo de exames de patente é meta

A integração do Brasil no PPH faz parte de um projeto maior do INPI para acelerar o prazo de exame de patentes no país. Atualmente, elas demoram, em média, oito anos, entre o pedido e a sua concessão ou negação. A meta da entidade é reduzir esse prazo médio para quatro anos até 2014. O prazo rápido para emissão de patentes é fundamental para o ritmo de desenvolvimento tecnológico e científico de um país.

Para reduzir esse prazo, também têm sido adotadas medidas como a renovação de procedimentos internos de exame dos pedidos, a contratação de mais profissionais técnicos para fazer a avaliação e a criação de metas de produtividade para esses técnicos. “O pensamento é o de dar também para o residente no Brasil uma busca e um exame preliminar de patente mais rápidos”, diz Moreira.

Mundo caminha para troca geral de dados

O problema da demora na análise de patentes é global, por isso o PPH pode ganhar status de um meio reconhecido mundialmente para aceleração dos processos de busca e exame de patentes. O Brasil entra agora no sistema para também ganhar voz dentro dele, em sua evolução ao longo dos próximos anos.

Fonte: Último Segundo

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Geopolítica

Obama discutirá importação de petróleo com Dilma

http://2.bp.blogspot.com/_GkFVs_lDtJM/TG36ACsu8vI/AAAAAAAALqc/S8x4IrlMCgc/s1600/5_torre_petroleo_canilla.jpgAlessandra Corrêa

Da BBC Brasil em Washington

O presidente americano, Barack Obama, disse nesta sexta-feira que, em meio à crise em países no norte da África e no Oriente Médio, os Estados Unidos pretendem fortalecer as relações com outras nações produtoras de petróleo, e este será um dos temas discutidos em sua visita ao Brasil, na próxima semana.

Segundo Obama, os Estados Unidos estão cientes da necessidade de explorar novas fronteiras de produção de petróleo, reduzir a dependência de importações e diversificar fornecedores.

“No que diz respeito à importação de petróleo, nós estamos fortalecendo nossas relações-chave com outras nações produtoras. Isso é algo que vou discutir com a presidente Dilma Rousseff”, afirmou.

O pronunciamento do presidente americano ocorre em um momento em que o petróleo atinge preços recordes, devido à crise na Líbia e em outros países produtores.

Interesse

Obama chega ao Brasil no próximo sábado para uma visita de dois dias que inclui Brasília e Rio de Janeiro. A viagem é a primeira do presidente à América do Sul e inclui também Chile e El Salvador.

O interesse americano no potencial energético do Brasil, elevado com as recentes descobertas de petróleo na camada do pré-sal, deve ser um dos temas na agenda de Obama e Dilma.

No mês passado, em visita a Washington, o ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, já havia dito que os Estados Unidos têm interesse em importar petróleo do Brasil no futuro.

“Foi mencionado, a título especulativo, que o Brasil pode se converter em um importante exportador de petróleo para os Estados Unidos no futuro, a partir de suas reservas do pré-sal”, disse Patriota na ocasião, ao relatar reuniões que manteve com autoridades americanas.

Em seu pronunciamento, Obama disse que a comunidade internacional está preparada para enfrentar falhas no fornecimento de petróleo.

“Outras nações produtoras se comprometeram a preencher qualquer lacuna. E nós vamos continuar a nos articular de maneira próxima com nossos parceiros internacionais para manter todas as opções sobre a mesa no que diz respeito a interrrupções de fornecimento”, disse.

O presidente disse ainda que, caso seja necessário, os Estados Unidos estão preparados para usar suas reservas estratégicas de petróleo.

Fonte: BBC Brasil

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Conflitos Geopolítica

A ingerência externa e de ONG’s nos assuntos de segurança nacional

http://www.noticiasdaamazonia.com.br/arquivos/2010/07/belo_monte.jpgSugestão Ricardo Medeiros

Brasil tem dez dias para ‘justificar’ Belo Monte à OEA

Dayanne Sousa

A Comissão Interamericana de Direitos Humanos da OEA (Organização dos Estados Americanos) deu um prazo de dez dias para que o governo brasileiro se explique sobre acusações de ilegalidade na construção da hidrelétrica de Belo Monte.

A notificação é uma resposta ao pedido de um grupo de mais de quarenta ativistas e entidades ambientalistas – entre elas a Xingu Vivo para Sempre – para que a OEA intervenha na obra por meio de uma medida cautelar.

No momento, a Comissão pede justificativas sobre o uso de licenças parciais do Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente) para permitir o andamento das obras. O mecanismo, segundo o Ministério Público Federal, não existe na lei ambiental. Se a OEA decidir pela intervenção, os ativistas acreditam que a obra pode ser interrompida.

A advogada da Sociedade Paraense de Defesa dos Direitos Humanos, Roberta Amanajás, participou da formulação do pedido à OEA e explica que as entidades questionam que o consórcio responsável por Belo Monte não tem cumprido as condicionantes exigidas para obter a licença: entre elas, a redução do impacto das obras para a população indígena, a recuperação de áreas degradadas do rio Xingu e a garantia do fornecimento de água de qualidade.

O não cumprimento dessas condições é visto como uma violação dos tratados sobre direitos humanos da OEA do qual o Brasil é signatário.

Segundo o Ministério Público Federal (MPF), 29 pré-condições não tinham sido cumpridas, quatro foram realizadas parcialmente e, sobre as demais 33, não havia qualquer informação. O procurador Bruno Gütschow afirma, porém, que o órgão ainda não foi notificado oficialmente da decisão da OEA. O Ibama – responsável por conceder as licenças ambientais para a obra – ainda não respondeu se foi comunicado oficialmente e se deve responder no prazo determinado.

Licença parcial

O principal questionamento contra as obras é a concessão de licenças parciais. Elas dispensam o cumprimento das condicionantes e autorizam que a obra seja tocada por partes. O MPF entende que esse mecanismo não existe na lei e, por isso, chegou a obter uma liminar impedindo a continuidade das obras em fevereiro. No último 4 de março, porém, o Tribunal Regional Federal da 1ª Região cassou a liminar e as obras seguem.

Em entrevista a Terra Magazine em janeiro, o procurador Gütschow criticou a derrubada de liminares, frequente no caso. Já foram abertos até agora dez processos judiciais e o vai e vem entre obras fechadas e liberadas é sem fim. Roberta Amanajás ataca: “O Judiciário deixa de se manifestar e colabora com as violações, colabora para que elas se reproduzam”.

Ao conceder a licença parcial, o Ibama justificou que foram feitas vistorias técnicas no local e uma série de reuniões com os órgãos do governo envolvidos, embora não conteste os dados do MPF sobre o não cumprimento das condicionantes. “Verificou-se o atendimento gradativo das condicionantes exigidas para esta etapa”, afirmou em nota.

Fonte: Último Segundo

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Conflitos Geopolítica

A ingerência externa e de ONG's nos assuntos de segurança nacional

http://www.noticiasdaamazonia.com.br/arquivos/2010/07/belo_monte.jpgSugestão Ricardo Medeiros

Brasil tem dez dias para ‘justificar’ Belo Monte à OEA

Dayanne Sousa

A Comissão Interamericana de Direitos Humanos da OEA (Organização dos Estados Americanos) deu um prazo de dez dias para que o governo brasileiro se explique sobre acusações de ilegalidade na construção da hidrelétrica de Belo Monte.

A notificação é uma resposta ao pedido de um grupo de mais de quarenta ativistas e entidades ambientalistas – entre elas a Xingu Vivo para Sempre – para que a OEA intervenha na obra por meio de uma medida cautelar.

No momento, a Comissão pede justificativas sobre o uso de licenças parciais do Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente) para permitir o andamento das obras. O mecanismo, segundo o Ministério Público Federal, não existe na lei ambiental. Se a OEA decidir pela intervenção, os ativistas acreditam que a obra pode ser interrompida.

A advogada da Sociedade Paraense de Defesa dos Direitos Humanos, Roberta Amanajás, participou da formulação do pedido à OEA e explica que as entidades questionam que o consórcio responsável por Belo Monte não tem cumprido as condicionantes exigidas para obter a licença: entre elas, a redução do impacto das obras para a população indígena, a recuperação de áreas degradadas do rio Xingu e a garantia do fornecimento de água de qualidade.

O não cumprimento dessas condições é visto como uma violação dos tratados sobre direitos humanos da OEA do qual o Brasil é signatário.

Segundo o Ministério Público Federal (MPF), 29 pré-condições não tinham sido cumpridas, quatro foram realizadas parcialmente e, sobre as demais 33, não havia qualquer informação. O procurador Bruno Gütschow afirma, porém, que o órgão ainda não foi notificado oficialmente da decisão da OEA. O Ibama – responsável por conceder as licenças ambientais para a obra – ainda não respondeu se foi comunicado oficialmente e se deve responder no prazo determinado.

Licença parcial

O principal questionamento contra as obras é a concessão de licenças parciais. Elas dispensam o cumprimento das condicionantes e autorizam que a obra seja tocada por partes. O MPF entende que esse mecanismo não existe na lei e, por isso, chegou a obter uma liminar impedindo a continuidade das obras em fevereiro. No último 4 de março, porém, o Tribunal Regional Federal da 1ª Região cassou a liminar e as obras seguem.

Em entrevista a Terra Magazine em janeiro, o procurador Gütschow criticou a derrubada de liminares, frequente no caso. Já foram abertos até agora dez processos judiciais e o vai e vem entre obras fechadas e liberadas é sem fim. Roberta Amanajás ataca: “O Judiciário deixa de se manifestar e colabora com as violações, colabora para que elas se reproduzam”.

Ao conceder a licença parcial, o Ibama justificou que foram feitas vistorias técnicas no local e uma série de reuniões com os órgãos do governo envolvidos, embora não conteste os dados do MPF sobre o não cumprimento das condicionantes. “Verificou-se o atendimento gradativo das condicionantes exigidas para esta etapa”, afirmou em nota.

Fonte: Último Segundo

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Tecnologia

A Pratt & Whitney lança a nova geração de motores PW1000G

http://aviacaogeral.com/wp-content/uploads/2011/03/Pratt-Whitney-Logo01.jpgO programa da Pratt & Whitney que esta sendo reconhecidos mundialmente como “os motores Verdes”.

A primeira tentativa da Pratt & Whitney de construir um turbofan com caixa de redução começou por volta de 1998, o que ficou conhecido como o PW8000. Esta iniciativa era essencialmente uma atualização dos atuais motores Pratt & Whitney PW6000 que previa substituiu a seção do “fan” com um sistema de engrenagens objetivando reduzir sua velocidade de giro. Após vários anos de desenvolvimento do PW8000 essa ideia praticamente desapareceu. Logo depois que o projeto ATFI apareceu, ainda usando os motores PW6000, porem com uma nova caixa de velocidades e um “fan” com uma única fase.

Isto levou à concepção de um novo tipo de motor Turbofan, o turbo engrenado GTF. Programa que foi projetado em torno de um núcleo recém-desenvolvido em conjunto com a MTU-Aero Engines da Alemanha.

Em julho de 2008, o GTF foi rebatizado o PW1000G, o primeiro de uma nova linha de “NewPower” novos motores. A Pratt & Whitney afirma que o PW1000G é de 10% a 15% mais eficientes do que os motores atuais utilizados em jatos regionais, além de ser substancialmente mais silenciosos.

Leia mais no Aviação geral clincado na imagem que segue

http://aviacaogeral.com/wp-content/uploads/Turbine.jpg

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Tecnologia

A Pratt & Whitney lança a nova geração de motores PW1000G

http://aviacaogeral.com/wp-content/uploads/2011/03/Pratt-Whitney-Logo01.jpgO programa da Pratt & Whitney que esta sendo reconhecidos mundialmente como “os motores Verdes”.

A primeira tentativa da Pratt & Whitney de construir um turbofan com caixa de redução começou por volta de 1998, o que ficou conhecido como o PW8000. Esta iniciativa era essencialmente uma atualização dos atuais motores Pratt & Whitney PW6000 que previa substituiu a seção do “fan” com um sistema de engrenagens objetivando reduzir sua velocidade de giro. Após vários anos de desenvolvimento do PW8000 essa ideia praticamente desapareceu. Logo depois que o projeto ATFI apareceu, ainda usando os motores PW6000, porem com uma nova caixa de velocidades e um “fan” com uma única fase.

Isto levou à concepção de um novo tipo de motor Turbofan, o turbo engrenado GTF. Programa que foi projetado em torno de um núcleo recém-desenvolvido em conjunto com a MTU-Aero Engines da Alemanha.

Em julho de 2008, o GTF foi rebatizado o PW1000G, o primeiro de uma nova linha de “NewPower” novos motores. A Pratt & Whitney afirma que o PW1000G é de 10% a 15% mais eficientes do que os motores atuais utilizados em jatos regionais, além de ser substancialmente mais silenciosos.

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Acidentes e Catástrofes Fotos do Dia Geopolítica

Alerta: Japão sobe alerta de risco nuclear

Radioatividade de usina no Japão é mil vezes maior que o normal

Autoridades japonesas e militares americanos buscam reverter falha de reatores nucleares após terremoto seguido de tsunami

O Japão ampliou o raio de isolamento de uma usina nuclear por conta do aumento da radioatividade na região. O primeiro-ministro japonês, Naoto Kan, pediu à população que observe um raio de 10 km de isolamento em torno da central nuclear abalada pelo terremoto, devido a um nível de radioatividade 8 vezes superior ao normal, decorrente do terremoto seguido de tsunami que atingiu o Japão nesta sexta-feira. Citada pelo New York Times, uma comissão nuclear disse que algum material radioativo – não está claro quanto – escapou da usina. Dentro de um dos reatores nucleares o nível de radioatividade é 1 mil vezes superior que o normal.

O premiê declarou “emergência nuclear” depois que vários reatores foram fechados após o terremoto atingir o país, deixando centenas de mortos. Carros, navios e prédios foram varridos por um tsunami de ao menos sete metros após o tremor acontecer a cerca de 400 quilômetros de Tóquio. Ele viajou para a região atingida, logo depois de ter agendado para a manhã de domingo uma reunião de emergência de seu gabinete.

Autoridades japonesas e militares americanos buscam maneiras de reverter a falha de reatores nucleares, cujo sistema de resfriamento falhou em operar devido à perda de energia decorrente do terremoto seguido de tsunami, que atingiu o Japão nesta sexta-feira.

De acordo com o jornal americano Washington Post, o sistema de resfriamento dos reatores da Tokyo Electric Power Company estão operando por baterias que têm duração de mais algumas horas. Sem eletricidade, o reator não é capaz de bombear água para resfriar seu centro, o que pode levar a um derretimento ou vazamento de material radioativo.

Por motivos de precaução, onze reatores nucleares em quatro estações de energia atômica fecharam, mas autoridades afirmaram que um sistema de resfriamento falhou em operar corretamente. Sob a lei japonesa, uma emergência deve ser declarada se um sistema de resfriamento falha. No total, o país tem 55 reatores fornecendo cerca de um terço da eletricidade do país.

Anteriormente, em comunicado, o Fórum Industrial Atômico do Japão disse que o premiê declarou a emergência para o caso “de uma ação imediata” precisar ser tomada, mas acrescentou que não foram detectados vazamentos de material radioativo.

O que estimulou a declaração do estado de emergência foi o reator 1 da estação elétrica de Fukushima Daiichi, um dos seis da instalação. Citando a agência Kyodo, a BBC afirmou que o nível de radiação dentro do reator é 1 mil vezes superior que o normal. O tremor causou um problema no sistema de resfriamento da instalação, que fica na cidade de Onahama, a cerca de 270 quilômetros a nordeste de Tóquio.

A agência de segurança nuclear do Japão ordenou que mais de 2,8 mil pessoas na área saíssem depois de o governo decretar estado de emergência na usina. O tremor causou uma falha de energia e, quando um segundo gerador também parou de funcionar, o sistema de resfriamento foi incapaz de fornecer água para diminuir a temperatura do reator. A agência disse que trabalhadores locais tentavam restaurar o fornecimento de água.

A usina fica no sul de Miyagi, um das regiões mais atingidas, onde um incêndio começou em outra usina nuclear. As chamas estavam em uma turbina em uma das usinas elétricas de Onagawa; fumaça podia ser vista saindo da construção, que é separada do reator da usina. Outra instalação sofre com vazamento de água.

Incêndio

Um incêndio próximo à turbina do centro de geração de eletricidade de Onawaga levou a aumentar as precauções nesse local, mas, segundo a operadora da unidade, Tohoku, o fogo está controlado, não aconteceu nenhum escapamento e não existe risco algum.

“A central está parada”, insistiu Tohoku, que administra essa unidade situada na região mais afetada pelo tremor. Segundo a agência local “Kyodo”, todas as plantas localizadas na zona litorânea mais afetada pelo tremor anunciaram que não registraram nenhuma anomalia por causa do terremoto.

Explosão em complexo petroquímico

Uma grande explosão atingiu um complexo petroquímico da cidade de Sendai, no nordeste do Japão, horas depois do violento terremoto que abalou essa região do país, informou a imprensa local citando fontes policiais.

A explosão aconteceu numa grande usina de Shiogama, localidade perto da metrópole de Sendai. As imagens da televisão mostravam gigantescas chamas devastando a instalação petroquímica.

*Com AP, AFF e EFE

Fonte: Último Segundo

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Defesa Fotos do Dia Sistemas de Armas

Marinhas da Alemanha, Finlândia e Peru encomendam sistemas de contramedidas MASS

http://www.defpro.com/data/gfx/news/37c29ed24df5480291c80e15cb560d87e95a4e2e_big.jpg

Com a finalidade de aumentar a proteção de suas frotas, as Marinhas da Alemanha, Finlândia e Peru encomendaram o sistema MASS (Multi Ammunition Softkill System), um avançado sistema de defesa desenvolvido pela Rheinmetall AG contra ataques de mísseis dotados de avançados sensores de engajamento de alvos. O principio de funcionamento do MASS consiste no lançamento de iscas (decoys) que operam em todos os comprimentos de onda do espectro eletromagnético (ultra-violeta, luz visível, infravermelho, laser e radar) para desorientar os mísseis atacantes, formando uma espécie de escudo ao redor dos navios. As três encomendas estão avaliadas em € 15,5 milhões.http://images.gizmag.com/hero/4776_25100593645.jpg

Como parte do programa de modernização de suas fragatas da Classe Lupo, a Marinha do Peru colocou inicialmente uma encomenda para dotar duas embarcações do modelo com o MASS. O contrato inclui também a opção para equipar mais duas fragatas em breve.
http://www.globaldefencemedia.com/news_daily/03_03_2011/MASS_firing.jpg
A Marinha da Alemanha assinou com a Rheinmetall outra encomenda para prosseguir o programa de dotação de seus navios draga-minas com o sistema MASS, refletindo assim a prioridade que as autoridades navais germânicas estão dando para a proteção da frota. Após a atualização executada no ano de 2008 em dois navios draga-minas em resposta a um requisito operacional urgente (UNFIL), mais duas embarcações da mesma Classe foram equipadas com o sistema em 2009. http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/b/bd/Pori_MASS_decoy.JPG/220px-Pori_MASS_decoy.JPGA encomenda agora contratada prevê que o sistema de auto-proteção da Rheinmetall seja instalado em mais dois navios do tipo, desta vez com uma configuração do MASS composta por dois lançadores integrados com a unidade de detecção de aproximação de mísseis.

A Marinha da Finlândia contratou a Rheinmetall para adaptar seis porta-mísseis da Classe RAUMA. Em 2002 a empresa alemã equipou com tecnologia MASS embarcações finlandesas de ataque rápido da Classe Hamina.

Fonte: Tecnologia&Defesa

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Tecnologia

Brasil construirá laboratório marítimo em plataforma desativada

http://2.bp.blogspot.com/_9fNKRyQxUNw/TS4qKgxPB0I/AAAAAAAAIE0/ECYO3QxCdTU/s1600/amazonia_azul.jpg

Estudos do mar

Governo e cientistas buscam caminhos para avançar nas pesquisas sobre o mar.

Uma das propostas em discussão é viabilizar a primeira plataforma oceânica brasileira, um laboratório em alto mar voltado para pesquisas científicas e tecnológicas.

A ideia foi apresentada aos pesquisadores pelo ministro da Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante, em simpósio promovido na sede do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), em Brasília.

Estudos da Petrobras apontam para a possibilidade de aproveitamento da estrutura de plataformas de exploração de petróleo que estão sendo desativadas pela companhia, que podem ser convertidas para laboratórios científicos.

No laboratório serão feitas pesquisas marinhas de alto nível relacionadas às correntes oceânicas, vida marinha, biotecnologia e geologia, sobretudo geologia do petróleo, em apoio à exploração do pré-sal.

Pesquisas oceanográficas

As discussões foram desenvolvidas a partir de três vertentes: Pesquisa e Desenvolvimento, Recursos Humanos e Aspectos Institucionais e Logística.

Ao final dos debates, o grupo chegou ao consenso de que um laboratório oceânico dessa natureza é importante para alavancar as pesquisas oceanográficas no Brasil, sendo um grande investimento, tanto do ponto de vista político-estratégico quanto científico.

Os cientistas prepararam uma série de sugestões, que serão apresentadas ao ministro como subsídio para desenvolvimento de pesquisas, formação e capacitação de recursos humanos em Ciências do Mar, utilizando a Plataforma Oceânica como base para os avanços das pesquisas.

Projeto Pirata

Outra iniciativa para facilitar a coleta de dados sobre o mar é o Projeto Pirata, implantado desde 1997.

Trata-se de uma cooperação entre Brasil, Estados Unidos e França, que trabalha com um conjunto de boias oceânicas ancoradas no Atlântico Tropical, tendo no Brasil a coordenação do INPE (Instituto Nacional de Pesquisa Espaciais), em parceria com a Marinha.

Os equipamentos mantêm registros diários dos valores de temperatura, de salinidade e de precipitação, dados utilizados para o estudo do clima e do oceano. “Essas boias são essenciais para entendermos de que forma o Oceano Atlântico Tropical afeta o clima do Brasil”, ressalta o pesquisador titular do Inpe, Paulo Nobre.

O especialista reforça que o conhecimento na área é importante para se entender a influência do mar em ocorrências como grandes secas e inundações, cada vez mais intensas no País. “Essa variabilidade do clima sobre o Brasil é muito impactada pela dinâmica do Oceano Atlântico. O Oceano Atlântico era, até então, recentemente, um vazio de dados e de conhecimento, então essas boias visam sanar essa falta,” sustenta.

Os dados são coletados pelas boias a cada hora e transmitidos por satélites brasileiros e europeus. As informações são processadas e disponibilizadas na internet, na página do Inpe e de outras instituições nos Estados Unidos e na França, e enviadas a centros de meteorologia para serem utilizados para as previsões de tempo e de clima.

No Brasil, o projeto é estruturado através do Comitê Nacional do Projeto Pirata, que conta com a presidência do Inpe e a participação da Diretoria de Hidrografia e Navegação da Marinha do Brasil, do Instituto Oceanográfico da Universidade de São Paulo (USP), do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), e da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), entre outros.

Boias e sensores

A novidade é que o Projeto Pirata começa a trabalhar na consolidação e capacitação dos laboratórios de calibração de sensores na construção das boias no Brasil.

“Esse é um processo que, até então, vinha sendo feito pela NOAA (na sigla em inglês – Administração Oceânica e Atmosférica Nacional) nos Estados Unidos, e agora nós estamos dando mais esse passo que é para que todo o processo das boias – coleta dos dados, retirada anual do mar para calibrações – sejam feitas no Brasil”, informa Nobre.

Os novos rumos do projeto, os investimentos e a operacionalização também já foram discutidos em uma outra reunião no Ministério da Ciência e Tecnologia.

Fonte: Inovação Tecnológica

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Tecnologia

Mais fortes que aço, novos metais são moldáveis como plástico

http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/imagens/010170110311-metal-moldavel-1.jpg

Os pesquisadores construíram várias peças em pequena escala para demonstrar o potencial da técnica para a miniaturização.

Imagine um material mais forte do que o aço mas tão moldável quanto o plástico, capaz de assumir uma variedade aparentemente infinita de formas.

Este, que tem sido o sonho dos cientistas dos materiais há séculos, parece estar sendo finalmente alcançado, graças ao trabalho de uma equipe da Universidade de Yale, nos Estados Unidos.

Vidros metálicos

Em busca de uma substância ideal, que possa ser moldada em formas complexas com a mesma facilidade e baixo custo do plástico, mas sem sacrificar a resistência e a durabilidade do metal, Jan Schroers e seus colegas voltaram sua atenção para os chamados vidros metálicos.

Esta é a mesma categoria de material que recentemente permitiu a construção de um vidro mais forte do que o aço e que promete a construção de asas de aviões resistentes à fadiga.

Os vidros metálicos são ligas metálicas amorfas, com uma estrutura atômica desordenada, ao contrário da estrutura cristalina ordenada dos metais.

Moldagem por sopro

Os pesquisadores criaram um vidro metálico que pode ser moldado por sopro como o plástico – algo que não pode ser feito com os metais -, em formatos complexos, mas com a resistência e a durabilidade característica dos metais.

“Estas ligas se parecem com o metal comum, mas podem ser moldadas por sopro tão barato e tão facilmente como o plástico,” disse Schroers.

A moldagem é feita sob baixas temperaturas e baixas pressões, em um processo no qual o vidro metálico amolece drasticamente e flui tão facilmente como o plástico, mas sem cristalizar, como o metal comum.

“O truque é evitar o atrito normalmente presente em outras técnicas de moldagem,” conta Schroers. “A moldagem por sopro elimina completamente o atrito, permitindo criar qualquer forma complexa, até mesmo em nanoescala.”

Zircônio, titânio, níquel e cobre

A equipe demonstrou a capacidade do novo material criando uma série de formatos complexos, incluindo garrafas metálicas sem soldas, caixas de relógios, ressonadores miniaturizados para MEMS, giroscópios e implantes biomédicos.

Todas as peças foram moldadas em menos de um minuto e são duas vezes mais fortes do se fossem feitas de aço.

Segundo o pesquisador, o custo do material é similar ao do aço, mas o processamento é tão barato quanto o do plástico.

Os vidros metálicos são compostos por ligas de diferentes metais, incluindo zircônio, titânio, níquel e cobre.

Fonte: Inovação Tecnológica

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Fotos do Dia Tecnologia

Projeto inovador divide motor de carro em dois

http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/imagens/010170110310-dois-motores.jpg

Quer ter um carro mais “verde”, que aproveite melhor a energia contida no combustível e emita menos gases poluentes?

Basta dividir o motor em dois.

Esta é a proposta de Oded Tour, que está desenvolvendo o já devidamente batizado Tour Engine (motor de Tour), na Califórnia, Estados Unidos.

Fases conflitantes

Um motor de combustão interna convencional, como o que equipa carros e motos, converte no máximo 30 por cento da energia disponível no combustível em movimento.

Isso porque seu projeto inclui uma eterna luta entre duas fases do seu ciclo: a compressão e a combustão.

Quando o ar e o combustível entram no motor, eles são comprimidos. Para que isso funcione bem, a câmara de combustão precisa estar fria.

Em um motor convencional, isto significa que o radiador constantemente extrai energia para resfriar o cilindro, reduzindo a quantidade de energia disponível para empurrar o cilindro e mover o carro.

“Estamos pedindo aos motores convencionais para executarem uma tarefa impossível,” explica Tour. “Nós queremos que eles sejam máquinas eficientes, mas lhes pedimos para fazer duas coisas contraditórias.”

Motor siamês

O projeto do motor de Tour divide o motor em duas metades conectadas por uma válvula – uma metade trabalha fria e a outra quente.

A metade fria do motor tem um cilindro que abriga as fases de admissão e compressão do ciclo, enquanto a metade quente realiza as fases de combustão e escape – completando os chamados quatro tempos do motor.

Segundo Tour, essa separação permite que os cilindros tenham dimensões mais adequadas às suas tarefas muito diferentes.

Em projeto inovador, motor de carro é dividido em dois

A metade fria do motor tem um cilindro que abriga as fases de admissão e compressão do ciclo, enquanto a metade quente realiza as fases de combustão e escape. [Imagem: Tour Engine]

Para garantir que o ar seja comprimido de forma eficiente, o cilindro em um motor convencional é menor do que é desejável para o estágio de combustão.

Isto significa que a mistura ar-combustível que queima não tem espaço suficiente para se expandir totalmente, de forma que uma quantidade substancial de energia é simplesmente perdida na forma de calor através do tubo de escapamento.

“Nos motores convencionais você perde cerca de 40 por cento da energia disponível para o sistema de arrefecimento, e cerca de 30 por cento pelo escapamento,” diz Tour.

Carros mais verdes

Já tendo construído um primeiro protótipo para demonstrar a viabilidade mecânica do motor, a empresa emergente está agora construindo um segundo protótipo, no qual a câmara de combustão terá o dobro do tamanho da câmara de compressão.

Isto irá aumentar a eficiência do motor em 20 por cento, em comparação com modelos convencionais, garante Tour.

Em última análise, porém, a tecnologia pode aumentar a eficiência dos motores em 50 por cento e reduzir as emissões de dióxido de carbono em um terço, diz ele.

Fonte: Inovação Tecnológica

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Conflitos Geopolítica

Polícia abre fogo contra manifestantes na Arábia Saudita

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A polícia saudita abriu fogo contra manifestantes que pediam reformas políticas durante manifestação nesta quinta-feira na cidade de Qatif, no leste do país.

Testemunhas afirmam que três pessoas ficaram levemente feridas.

Apesar de avisos do governo de que os protestos seriam reprimidos, centenas de manifestantes foram às ruas pelo segundo dia consecutivo pedir a libertação de prisioneiros políticos.

Muitos manifestantes vestiam máscaras para evitar identificação, durante o protesto iniciado após o entardecer.

A polícia disparou bombas de efeito moral e tiros para o alto, dispersando a multidão.

Valores

Correspondentes dizem que a Arábia saudita vem tentando evitar a onda de protestos pró-democracia que assola o mundo árabe e causou a queda dos governos de Egito e Tunísia.

No mês passado o regime anunciou um pacote inédito de US$ 36 bilhões que proporcionará aos cidadãos empréstimos sem juros, assistência a desempregados e o perdão de dívidas.

O governo também reiterou que as manifestações são proibidas por serem anti-islâmicas e contra os valores da sociedade saudita.

Até agora, as manifestações têm sido pequenas e concentradas no leste, entre a minoria xiita que pede a libertação de prisioneiros políticos.

Os xiitas representam 10% da população saudita e acusam o governo sunita de discriminação.

Ativistas disseram que pretendem organizar uma grande manifestação na capital saudita, Riad, na sexta-feira.

O regime saudita é considerado bastante repressor, com uma das imprensas mais controladas do mundo.

Fonte: BBC Brasil