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Espaço Tecnologia

A marca do nosso projeto aeroespacial é o atraso, a culpa é da sociedade cientifíca

Novo presidente da AEB diz que atraso marca ações do País

Ele prometeu uma revisão completa do programa espacial ao longo do próximo mês.
O matemático Marco Antonio Raupp, novo presidente da Agência Espacial Brasileira (AEB), tomou posse ontem (21) dizendo que a maior marca do programa espacial brasileiro é o atraso. Ele prometeu uma revisão completa do programa ao longo do próximo mês. “A marca do nosso projeto é o atraso”, afirmou.

Segundo Raupp, será discutida a possibilidade de a agência contratar empresas privadas para executarem projetos espaciais — como os Estados Unidos fazem. “Empresas como a Embraer, que criou uma filial para defesa, têm tudo para ser integradoras”, afirmou.

Ele também afirmou que avaliará qual é “realmente a possibilidade” de lançar o foguete ucraniano Cyclone-4 da base de Alcântara – no Maranhão – em 2012, como planeja a empresa binacional ACS (Alcântara Cyclone Space).

O ministro da Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante, condicionou a continuidade do programa Cyclone ao aporte de dinheiro da Ucrânia. “A evolução desse programa depende de eles assumirem a parte deles, tanto na capitalização da empresa quanto no cronograma tecnológico para o Cyclone-4.”

O Brasil já colocou R$ 207 milhões no capital da ACS, mas a Ucrânia, em apuros financeiros após a crise de 2008, não deu sua contrapartida nem conseguiu ainda dinheiro para concluir o foguete.
(Folha de São Paulo)

Fonte:Jornal da Ciência

Raupp assume presidência da AEB
22/03/2011

O físico Marco Antonio Raupp assumiu nesta segunda-feira (21/3) a presidência da Agência Espacial Brasileira (AEB). Em cerimônia no auditório da agência, em Brasília, Raupp foi empossado pelo ministro da Ciência e Tecnologia (MCT), Aloizio Mercadante.

Participaram da solenidade autoridades da comunidade científica, representantes dos ministérios da Defesa, das Relações Exteriores, da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE).

Com um discurso voltado para ideias de um novo desenvolvimento nacional, Raupp disse que desenvolverá uma gestão focada no crescimento econômico com justiça social. “Para o pleno êxito do Programa Espacial Brasileiro existem tarefas a serem cumpridas por todos os protagonistas”, afirmou o novo presidente. Para ele, a AEB precisa convencer a sociedade e o governo de que o investimento no programa traz retorno essencial para o País nos serviços públicos, nas necessidades estratégicas, na capacitação tecnológica/inovativa, nas oportunidades de participação no mercado espacial mundial, entre outros.

Graduado em Física pela Universidade do Rio Grande do Sul, Raupp também é PhD em Matemática pela Universidade de Chicago e livre-docente pela Universidade de São Paulo (USP). Ex-diretor do INPE, foi presidente da Sociedade Brasileira de Matemática Aplicada e Computacional (SBMAC) e da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC). Nos últimos anos, trabalhou como diretor do Parque Tecnológico de São José dos Campos (SP).

Ao discursar, o ministro Mercadante lamentou o corte no orçamento para as áreas de C&T, inclusive o Programa Espacial Brasileiro. De acordo com ele, a sociedade científica não tem conseguido mobilizar o Congresso Nacional para a importância de investimentos em ciência, tecnologia e inovação. “Precisamos apresentar resultados para mobilizar a sociedade. Esse ano será de grande reflexão sobre o Programa Espacial Brasileiro e a importância do setor para o desenvolvimento do País”, disse o ministro.

Mercadante está confiante na atuação de Raupp e disse que a larga experiência do novo presidente da AEB não permitirá erros na gestão do Programa Espacial Brasileiro. Segundo o ministro, Raupp tem espírito público, é dedicado, otimista e motivado.

Fonte : INPE

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Espaço Tecnologia

Nasa testa na Antártida traje espacial para uso em Marte

Projetado pelo argentino Pablo de León, o NDX-1 suportou ventos de até 75 km/h

Uma equipe da Nasa testou um traje espacial em uma região de condições ambientais extremas, em uma base da Argentina na Antártida que tem características parecidas com algumas das encontradas em Marte, para um possível uso numa visita ao planeta vermelho.

O traje espacial NDX-1, projetado pelo engenheiro aeroespacial argentino Pablo de León, suportou temperaturas glaciais e ventos de mais de 75 km/h enquanto pesquisadores testavam técnicas de coleta de amostras em Marte.

“Esta foi a primeira vez que levamos os trajes para um meio tão extremo, isolado, de modo que se algo desse errado não pudéssemos simplesmente ir até a ‘loja’ e comprar material para os reparos”, disse De León, depois de retornar da expedição de uma semana de duração.

O protótipo do traje, no valor de R$ 166,7 mil (US$ 100 mil) e criado com recursos da Nasa, é feito de mais de 350 materiais, incluindo fibras de carbono e fibras sintéticas de aramida Kevlar para diminuir seu peso sem perder resistência.

Durante a missão Marte em Marambio, que leva o nome da base da força aérea argentina, uma equipe de cientistas da Nasa realizou caminhadas espaciais simuladas, operou equipamentos e coletou amostras enquanto usava a roupa. O próprio De León vestiu o traje pressurizado, que, segundo ele, é propenso a fazer com que qualquer um se sinta claustrofóbico.

Os pesquisadores escolheram Marambio porque, em comparação com outras bases na Antártida, ela tem acesso mais fácil à camada de permafrost, o subsolo que permanece congelado a maior parte do ano.

De León, que dirige o laboratório de trajes espaciais na Universidade de Dakota do Sul, nos Estados Unidos, disse que a Antártida é ideal para coleta de amostras, por ser um dos lugares menos contaminados da Terra e também por permitir algumas observações sobre o impacto no traje.

– Marte é uma mistura de muitos ambientes diferentes: desertos e temperaturas e ventos como na Antártida. Por isso, nós tentamos pegar porções de diferentes lugares e ver se nosso sistema pode suportar os rigores de Marte se formos para lá.

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse, no ano passado, que até meados dos anos 2030 seria possível enviar astronautas para a órbita de Marte e trazê-los de volta à Terra com segurança. A etapa seguinte seria o pouso em Marte.

Mas uma missão tripulada ao planeta mais parecido com a Terra no Sistema Solar pode estar ainda mais distante, já que a Nasa está tendo de apertar seu orçamento.

Fonte: R7

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Conflitos Geopolítica

Dilma diz que não é ‘concebível’ reforma da ONU sem o Brasil

http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/4/45/Brazil-flag-paper.png
A presidente Dilma Rousseff (PT) afirmou nesta terça-feira que o “apreço” sinalizado pelo presidente norte-americano Barack Obama à aspiração do Brasil de ter um assento permanente no Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) foi um reconhecimento ao papel do País.

Saiba mais…
Dilma diz que vai intensificar viagens pelo Brasil Dilma é aprovada por 47% da população, diz pesquisa Discurso de apreço por Brasil em conselho da ONU é visto como avanço Obama fala em reforma da ONU, mas não cita cadeira permanente para o Brasil
Para Dilma, não é “concebível” o Brasil continuar sem um assento permanente no conselho da ONU. “Hoje, somos a sétima economia do mundo, amanhã seremos a quarta, quinta. Não é concebível uma ONU reformada sem o Brasil”, afirmou. A presidente fez o comentário em uma entrevista coletiva após o lançamento do programa de Prevenção e Tratamento de Câncer de Colo de Útero e de Mama, em Manaus (AM).

Dilma disse ainda que o posicionamento do Brasil em relação à Líbia é o mesmo de sempre. “Somos a favor de uma solução pacífica e, diante do que está acontecendo, continuamos com nossa posição de cessar-fogo. Essa não é uma posição só nossa, é também da Alemanha, China e Rússia”, comentou. Ontem, o Itamaraty pediu o fim dos ataques na Líbia “no mais breve prazo possível”.

Fonte:EM

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Conflitos Geopolítica

Dilma diz que não é 'concebível' reforma da ONU sem o Brasil

http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/4/45/Brazil-flag-paper.png
A presidente Dilma Rousseff (PT) afirmou nesta terça-feira que o “apreço” sinalizado pelo presidente norte-americano Barack Obama à aspiração do Brasil de ter um assento permanente no Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) foi um reconhecimento ao papel do País.

Saiba mais…
Dilma diz que vai intensificar viagens pelo Brasil Dilma é aprovada por 47% da população, diz pesquisa Discurso de apreço por Brasil em conselho da ONU é visto como avanço Obama fala em reforma da ONU, mas não cita cadeira permanente para o Brasil
Para Dilma, não é “concebível” o Brasil continuar sem um assento permanente no conselho da ONU. “Hoje, somos a sétima economia do mundo, amanhã seremos a quarta, quinta. Não é concebível uma ONU reformada sem o Brasil”, afirmou. A presidente fez o comentário em uma entrevista coletiva após o lançamento do programa de Prevenção e Tratamento de Câncer de Colo de Útero e de Mama, em Manaus (AM).

Dilma disse ainda que o posicionamento do Brasil em relação à Líbia é o mesmo de sempre. “Somos a favor de uma solução pacífica e, diante do que está acontecendo, continuamos com nossa posição de cessar-fogo. Essa não é uma posição só nossa, é também da Alemanha, China e Rússia”, comentou. Ontem, o Itamaraty pediu o fim dos ataques na Líbia “no mais breve prazo possível”.

Fonte:EM

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Defesa

Investimentos no Programa Espacial Brasileiro?

http://www.iae.cta.br/fotos/vls.jpgDilma anuncia investimentos no programa espacial brasileiro

Brasília – A presidente brasileira, Dilma Rousseff, anunciou nesta terça-feira que o Governo fará investimentos para fortalecer o programa espacial do país, pois, segundo ela, o Brasil não pode renunciar à sua meta de construir, lançar e operar satélites.

A presidente afirmou que seu Governo vai investir no programa espacial brasileiro por meio da contratação de novos profissionais para a Agência Espacial Brasileira (AEB) e para os órgãos executores desse programa. Além disso, haverá injeção de recursos.

Dilma negou que o Brasil tenha suspendido seu programa espacial após a explosão ocorrida em 2003 que destruiu parte da base espacial de Alcântara, no Maranhão, e que provocou a morte de 21 cientistas.

Segundo a governante, os novos investimentos permitirão alcançar as metas propostas.

Ela ressaltou que a meta é ter um programa espacial autônomo, capaz de atender às demandas da sociedade brasileira e de fortalecer a soberania do país.

Para Dilma, o programa espacial é estratégico para o país, pois o Brasil necessita de satélites para vigiar o território, auxiliar na previsão do tempo e prevenir os danos causados pelos desastres naturais.

Ela acrescentou que os satélites também são estratégicos para o país em áreas como defesa, comunicações e a segurança hídrica e alimentar.

Além do desenvolvimento e da operação de satélites, que o Brasil já alcançou graças a um acordo com a China, o programa espacial brasileiro prevê o desenvolvimento de um foguete próprio para transportar os satélites.

Dilma anunciou recursos para o programa um dia depois de o ministro de Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante, admitir a possibilidade de negociar um novo acordo de cooperação para lançar foguetes americanos a partir da base de Alcântara.

Em 2000, Brasil e EUA assinaram um acordo para permitir à Nasa (agência espacial americana) o uso da base espacial brasileira que não foi ratificado pelo Congresso devido à oposição do PT.

Na ocasião, o partido alegou que o acordo violava a soberania do Brasil por não permitir a participação de técnicos brasileiros nos lançamentos americanos.

Mercadante admitiu que, após a assinatura no sábado de um acordo de cooperação espacial entre os dois países durante a visita ao Brasil do presidente americano, Barack Obama, é possível negociar um novo tratado para compartilhar a base de Alcântara sem os mecanismos vetados no passado.

Fonte: EFE via Panorama Esp.

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Conflitos Geopolítica

Coalizão ‘irá longe’ para evitar mortes de civis líbios, dizem EUA

O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Robert Gates, afirmou nesta terça-feira que a coalizão internacional está disposta a “ir longe” para evitar mortes de civis na Líbia, onde realiza bombardeios contra posições das tropas fieis ao líder líbio Muamar Khadafi.

Em Moscou, onde se encontrou com seu colega russo, Anatoliy Serdyukov, Gates alegou que a maior parte dos locais atacados são pontos de defesa aérea do regime de Khadafi que ficam longe de áreas densamente povoadas.

O secretário americano chamou de “mentiras completas” as alegações do regime líbio de que os ataques da coalizão mataram civis e se disse preocupado com o fato de que algumas pessoas na Rússia acreditem nisso.

Ao mesmo tempo, porém, a rede britânica Channel 4 informou que, na operação de resgate de um piloto americano – cujo avião de guerra caiu -, ao menos seis civis líbios teriam sido feridos a tiros.

Estas seriam as primeiras vítimas confirmadas dos ataques estrangeiros no país. Ainda assim, a repórter do Channel 4 afirma que não havia sentimento antiestrangeiros no local da operação, que fica próximo ao reduto rebelde de Benghazi.

Cessar-fogo

Falando a jornalistas, Serdyukov criticou os ataques na Líbia, pedindo o imediato cessar-fogo e o início do diálogo entre as partes rivais. Brasil, China e Índia também pediram o fim dos bombardeios na Líbia.

Clique Leia mais na BBC Brasil: Governo brasileiro pede diálogo e cessar-fogo na Líbia

No entanto, a cúpula de poder na Rússia se mostra dividida sobre a questão. O presidente Dmitry Medvedev culpou Khadafi pelo conflito, e defendeu a decisão do Kremlin de não bloquear ações militares na região.

Por sua vez, o primeiro-ministro russo, Vladimir Putin, chamou de “incompleta” e “falha” a resolução do Conselho de Segurança da ONU que autorizou a intervenção. Além disto, ele comparou as ações militares a uma “cruzada”, e o uso desse termo foi considerado “inaceitável” por Medvedev.

Clique Leia mais: Medvedev critica declaração de Putin sobre conflito líbio

Clique Veja um mapa dos locais atacados na Líbia

Feridos e refugiados

A ONG Médicos Sem Fronteiras afirma que não há relatos de pessoas feridas na Líbia devido aos bombardeios da coalizão.

Falando em Genebra, Ivan Gayton, um porta-voz da entidade, afirma que os feridos que chegam até a fronteira com a Tunísia são vítimas de ferimentos de bala – o Médicos Sem Fronteiras não tem a entrada permitida em território líbio.

Gayton também afirma que existem informações sobre milhares de feridos sem atendimento médico na Líbia.

Já o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) alertou para o fato de que, entre os refugiados, há cada vez mais mulheres e crianças.

Bombardeios

A capital da Líbia, Trípoli, foi alvo na última madrugada, pela terceira noite seguida, de ataques aéreos e com mísseis promovidos pela coalizão internacional que tenta impor uma zona de exclusão aérea no país.

Segundo o governo líbio, os ataques deixaram vários civis mortos. As informações não puderam ser confirmadas de maneira independente.

Explosões e disparos de artilharia antimísseis foram ouvidos perto do complexo onde vive Khadafi em Trípoli, no bairro de Bab Al-Aziziya.

As forças de Khadafi estão apertando o cerco a Misrata, cidade no oeste da Líbia, que está controlada por rebeldes. Um médico residente no local disse à BBC que, na noite passada, pelo menos 22 pessoas foram mortas e outras cem ficaram feridas.

Um oposicionista, também residente em Misrata, pediu ajuda da comunidade internacional, alegando que o regime líbio cortou luz e água na cidade, prejudicando os trabalhos no hospital local. O rebelde pede que ajuda médica seja enviada pelo mar.

Já a rede de TV árabe Al Jazeera relata que violentos combates estão ocorrendo na cidade de Ajdabiya, no leste da Líbia. Segundo a emissora, os combates de oposição estão se retirando devido ao avanço das forças do governo.

Ainda nesta terça-feira, o Comando Militar dos Estados Unidos na África confirmou a queda do avião de guerra do país na Líbia.

O porta-voz do Comando da África Kenneth Fidler disse à BBC que a aeronave que caiu – um caça F-15 Eagle, sofreu o acidente na noite passada. Os dois tripulantes do caça foram resgatados.

Clique Leia mais sobre a queda do avião

Khadafi está no poder na Líbia há mais de 40 anos. Um levante contra ele começou no mês passado em meio a uma onda de revoltas em países árabes ou muçulmanos que já provocou as renúncias dos presidentes da Tunísia e do Egito.

Além dos Estados Unidos, participam da coalizão França, Grã-Bretanha, Estados Unidos, Canadá e Itália. Outros países, incluindo Espanha, Bélgica, Dinamarca e Catar já anunciaram que se juntarão à coalizão.

Fonte: BBC Brasil

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Conflitos Geopolítica

Coalizão 'irá longe' para evitar mortes de civis líbios, dizem EUA

O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Robert Gates, afirmou nesta terça-feira que a coalizão internacional está disposta a “ir longe” para evitar mortes de civis na Líbia, onde realiza bombardeios contra posições das tropas fieis ao líder líbio Muamar Khadafi.

Em Moscou, onde se encontrou com seu colega russo, Anatoliy Serdyukov, Gates alegou que a maior parte dos locais atacados são pontos de defesa aérea do regime de Khadafi que ficam longe de áreas densamente povoadas.

O secretário americano chamou de “mentiras completas” as alegações do regime líbio de que os ataques da coalizão mataram civis e se disse preocupado com o fato de que algumas pessoas na Rússia acreditem nisso.

Ao mesmo tempo, porém, a rede britânica Channel 4 informou que, na operação de resgate de um piloto americano – cujo avião de guerra caiu -, ao menos seis civis líbios teriam sido feridos a tiros.

Estas seriam as primeiras vítimas confirmadas dos ataques estrangeiros no país. Ainda assim, a repórter do Channel 4 afirma que não havia sentimento antiestrangeiros no local da operação, que fica próximo ao reduto rebelde de Benghazi.

Cessar-fogo

Falando a jornalistas, Serdyukov criticou os ataques na Líbia, pedindo o imediato cessar-fogo e o início do diálogo entre as partes rivais. Brasil, China e Índia também pediram o fim dos bombardeios na Líbia.

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No entanto, a cúpula de poder na Rússia se mostra dividida sobre a questão. O presidente Dmitry Medvedev culpou Khadafi pelo conflito, e defendeu a decisão do Kremlin de não bloquear ações militares na região.

Por sua vez, o primeiro-ministro russo, Vladimir Putin, chamou de “incompleta” e “falha” a resolução do Conselho de Segurança da ONU que autorizou a intervenção. Além disto, ele comparou as ações militares a uma “cruzada”, e o uso desse termo foi considerado “inaceitável” por Medvedev.

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Feridos e refugiados

A ONG Médicos Sem Fronteiras afirma que não há relatos de pessoas feridas na Líbia devido aos bombardeios da coalizão.

Falando em Genebra, Ivan Gayton, um porta-voz da entidade, afirma que os feridos que chegam até a fronteira com a Tunísia são vítimas de ferimentos de bala – o Médicos Sem Fronteiras não tem a entrada permitida em território líbio.

Gayton também afirma que existem informações sobre milhares de feridos sem atendimento médico na Líbia.

Já o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) alertou para o fato de que, entre os refugiados, há cada vez mais mulheres e crianças.

Bombardeios

A capital da Líbia, Trípoli, foi alvo na última madrugada, pela terceira noite seguida, de ataques aéreos e com mísseis promovidos pela coalizão internacional que tenta impor uma zona de exclusão aérea no país.

Segundo o governo líbio, os ataques deixaram vários civis mortos. As informações não puderam ser confirmadas de maneira independente.

Explosões e disparos de artilharia antimísseis foram ouvidos perto do complexo onde vive Khadafi em Trípoli, no bairro de Bab Al-Aziziya.

As forças de Khadafi estão apertando o cerco a Misrata, cidade no oeste da Líbia, que está controlada por rebeldes. Um médico residente no local disse à BBC que, na noite passada, pelo menos 22 pessoas foram mortas e outras cem ficaram feridas.

Um oposicionista, também residente em Misrata, pediu ajuda da comunidade internacional, alegando que o regime líbio cortou luz e água na cidade, prejudicando os trabalhos no hospital local. O rebelde pede que ajuda médica seja enviada pelo mar.

Já a rede de TV árabe Al Jazeera relata que violentos combates estão ocorrendo na cidade de Ajdabiya, no leste da Líbia. Segundo a emissora, os combates de oposição estão se retirando devido ao avanço das forças do governo.

Ainda nesta terça-feira, o Comando Militar dos Estados Unidos na África confirmou a queda do avião de guerra do país na Líbia.

O porta-voz do Comando da África Kenneth Fidler disse à BBC que a aeronave que caiu – um caça F-15 Eagle, sofreu o acidente na noite passada. Os dois tripulantes do caça foram resgatados.

Clique Leia mais sobre a queda do avião

Khadafi está no poder na Líbia há mais de 40 anos. Um levante contra ele começou no mês passado em meio a uma onda de revoltas em países árabes ou muçulmanos que já provocou as renúncias dos presidentes da Tunísia e do Egito.

Além dos Estados Unidos, participam da coalizão França, Grã-Bretanha, Estados Unidos, Canadá e Itália. Outros países, incluindo Espanha, Bélgica, Dinamarca e Catar já anunciaram que se juntarão à coalizão.

Fonte: BBC Brasil

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Conflitos Geopolítica

Voto do Brasil na ONU irrita rebeldes na Líbia

O comboio leal ao ditador líbio, Muamar Kadafi, que se dirigia para Benghazi quando foi destruído pelos caças-bombardeiros franceses na noite de sábado, estendia-se por uma faixa de 30 quilômetros na saída oeste da “capital rebelde”. Os benghazis visitam agora esse cemitério de veículos militares e têm certeza daquilo que os esperava naquela noite: seriam trucidados.

“Veja o presente que Kadafi trazia para Benghazi”, brinca Najib Shekey, engenheiro eletricista de 30 anos. Sua sensação é a de que todos os habitantes da cidade foram salvos pelo presidente francês, Nicolas Sarkozy.

Quando ficam sabendo que o repórter é brasileiro, muitos balançam a cabeça em sinal de desaprovação e perguntam por que o Brasil se absteve na votação do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) que autorizou a zona de exclusão aérea.

Os líbios são fanáticos por futebol e, por isso, têm – ou tinham – apreço pelo Brasil. Agora, tentam entender por que esse apreço, na sua interpretação, não é retribuído. “O governo brasileiro apoia Kadafi”, constata Shekey. “Deve ser por causa de dinheiro. Talvez vocês tenham medo de que seus investimentos sejam prejudicados.”

Mohamed Sherif, de 50 anos, prefere lembrar que há uma diferença entre o governo e o povo de um determinado país. “O governo brasileiro é mau, mas o povo é bom.” As informações são do jornal.

Fonte: O Estado de São Paulo

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Defesa Negócios e serviços Sistemas de Armas

Exclusivo: Os Mi 35 P do Perú

Texto: E.M:Pinto

Plano Brasil

Com informações e imagens- Rustam, Moscow para o Plano Brasil

Em meados de Março de 2011 foram vistos sendo preparados para o embarque e deslocamento para o Perú, dois helicópteros Rostvertol Mi-35P.

As aeronaves serão transladadas até o final do mês a bordo de um Antonov 124 “Ruslan” cumprindo-se assim a 1ª fase do contrato assinado no último verão, entre as autoridades Peruanas e a Rosoboronexport e que contempla a a entrega de dois novos helicópteros Mi-35P, bem como seis aeronaves Mi-171SH.

As novas aeronaves serão utilizadas para combater o tráfico de drogas bem como em operações de apoio conduzidas pelas forças armadas peruanas contra unidades de extremistas maoístas do grupo Sendero Luminoso. Todas as entregas ao abrigo do presente contrato serão concluídas antes do final de 2011

O Perú sempre adiquiriu equipamentos militares de procedência soviética, em 1982, este país latino-americano adquiriu 12 helicópteros armados Mi-25 (versão de exportação do Mi-24D), tornando-se o primeiro país latino-americano a se equipar com helicópteros de ataque puros.

A versão atual o Mi-35P difere daqueles usados até agora no Peru, o Mi-25 usando um poderoso canhão dvuhstvolnoy de instalação fixa,  GSh calibre 30K 30 mm ao invés do canhão giratório quádruplo de 12,7 mm.

A aeronave também será equipada com mísseis 9K113 Штурм-В ( Storm-in) e aviônicos mais modernos. Vale ressaltar que a última série do Mi-24P, com base no qual em seu tempo foi projetado pela exportação foram liberados Rostvertol mais de 20 anos atrás, em 1989.

A produção dos novos Mi-35 foi retomada em Rostov-na apenas cinco anos atrás, quando o governo venezuelano solicitou modificações nos helicópteros Mi-35M. Dez aeronaves forem entregues para aquele país entre 2006-2008. Então, em Outubro de 2008, foi a vez do Brasil adquirir 12 máquinas semelhantes, com as primeiras aeronaves já entregues em 2009.

Sendo assim, o Perú torna-se o terceiro cliente latino americano do Mi 35.

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Conflitos Defesa Fotos do Dia

Foto dos caças Dassault Rafale envovidos na Operação “Odyssey dawn”

Tradução e adaptação: E.M.Pinto

Na imagem revelada pelo site Rafale News mostram os caças Rafale “Odyssey dawn”.

A França destacou para a operação, 8 caças Rafale e 6 super Etendard,a imagem captada pelo fotógrafo francês “Ben” foi tirada na base aeronaval Landivisiau, Neste último domingo às  02h15 antes dos caças se juntarem ao grupo de combate locado no Porta Aviões Charles De Gaulle.

Segundo o fotógrafo “Ben” da Delta Reflex os números de série dos caças eram :

  • Rafale M12, M15, M19, M20, M21, M23 M24 e  M26 (
  • Super Etendard : 10, 37, 43, 44, 53, 65

Fonte: Rafale News

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Foto dos caças Dassault Rafale envovidos na Operação "Odyssey dawn"

Tradução e adaptação: E.M.Pinto

Na imagem revelada pelo site Rafale News mostram os caças Rafale “Odyssey dawn”.

A França destacou para a operação, 8 caças Rafale e 6 super Etendard,a imagem captada pelo fotógrafo francês “Ben” foi tirada na base aeronaval Landivisiau, Neste último domingo às  02h15 antes dos caças se juntarem ao grupo de combate locado no Porta Aviões Charles De Gaulle.

Segundo o fotógrafo “Ben” da Delta Reflex os números de série dos caças eram :

  • Rafale M12, M15, M19, M20, M21, M23 M24 e  M26 (
  • Super Etendard : 10, 37, 43, 44, 53, 65

Fonte: Rafale News

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Gripens da SwAF prontos para Operar na Líbia

http://cavok.com.br/blog/wp-contents/uploads/2010/04/Saab-Gripen-Hungria_2.jpg

Sugestão: Lucena

O ministério da Defesa da Suécia informou ao Governo que estarão prontos para enviar de 6 a 8 caças Gripen, em um período de até 10 dias, para ações militares na Líbia.

“A Flygvapnet (Força Aérea) informou ao governo que é capaz de deslocar de seis a oito caças. Estes aviões já estão em alerta permanente, e não levaria mais de 10 dias para movimentá-los,” informou um assessor do Ministério da Defesa à imprensa.

Em que base aérea os aviões  ficariam estacionados e quanto de equipe de terra será necessário ainda deve ser determinado..

O período de deslocamento dos aviões depende ainda de uma decisão política.

Fontes com acesso à OTAN informaram ao jornal sueco  Dagens Nyheter que a Suécia seria convocada a participar as operações até terça ou quarta-feira desta semana no mais tardar.

O Partido Liberal (Folkpartiet) e os Democratas Cristãos criticaram o ministro do Exterior  Carl Bildt e o governo, pela opção de esperar a solicitação da OTAN e não oferecer de imediato a ajuda sueca.

Allan Widman do  Partido Liberal gostaria que o governo oferecesse a  ‘Expeditionary Air Wings’, um esquadrão de oito caças, que opera no Nordic Battle Group.

“Eu penso que nós (Suécia) necessitamos enviar a mensagem que podemos e desejamos participar,” comentou  ao DN.

O ministro do Exterior  Carl Bildtnão compartilha da mesma visão do seu colega de coalizão governamental. Em uma entrevista à radio no Domingo, Bildtafirmou que a Suécia deve esperar para oferecer a ajuda até ser solicitada.

Entretanto se a OTAN solicitar à Suécia, Bildt não descarta uma possível participação militar.

“Todas as alternativas estão na mesa no caso de uma solicitação. Verificaremos as diferentes maneiras da participação de que a Suécia pode ter,” ele afirmou.

De acordo com o Tenente-Coronel Stefan Ring, estrategista militar do Swedish National Defense College (Försvarshögskolan), há a necessidade de mais poder aéreo nas operações na Líbia.

“A França deslocou cerca de uma centena de aviões, o que parece ser bastante. Mas compare com as operações aéreas em Kosovo e na Sérvia, em 1989.  Eram  poucos aviões em ação no início, mas logo alcançou a marca de  700-800 missões por dia,”afirmou à agência TT.

Os pilotos suecos e o comando da Flygvapnet têm pleiteado participar das Operações da ISAF no Afeganistão já há vários anos. Porém razões de política interna da Suécia e também um não declarado boicote de certos países tem impedido a ação dos Gripen nos céus do Afeganistão.


Agora tanto os militares como grupos políticos tentam romper estas amarras ao propor que o Governo Sueco não aguarde uma demanda da OTAN mas tome a dianteira e ofereça a participação nas ações da Líbia.

Sempre de forma alternada um esquadrão é mantido de prontidão por todo um ano. Assim nesse período seus treinamentos são acelerados e tem prioridade no recebimento da cadeia logística.

Assim como deve estar com a dotação de pilotos e tripulantes 100% completa. A chance de participar nestas operações da líbia seriam de grande relevância para a Flygvapnet e também a indústria sueca.

Fonte: Defesa@Net