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Fotos do Dia Geopolítica

Brasil ultrapassa Reino Unido e França e já tem 7º maior PIB, segundo Mantega

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Manuel Pérez Bella.

Rio de Janeiro, 3 mar (EFE).- O Brasil obteve em 2010 seu maior crescimento em 25 anos – uma alta de 7,5% no Produto Interno Bruto (PIB) – embora o governo tenha confirmado nesta quinta-feira que a economia esfriou nos últimos meses.

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, qualificou a alta como “excepcional”, e explicou que ela aconteceu no fim da crise, após a queda de 0,6% registrada em 2009.

“Se considerarmos o PIB a preços de paridade e poder de compra, em conta ainda não oficial, a ser feita pelo FMI ou pelo Banco Mundial, atingimos um PIB de R$ 3,6 trilhões, o que nos coloca em sétimo lugar, superando a França e o Reino Unido”,

afirmou Mantega em entrevista coletiva em Brasília.

O ministro se apressou em advertir que a economia

“não está superaquecida”,

já que para este ano se espera um crescimento menor, “sustentável”, de 4,5 a 5%.

A forte expansão se apoiou no consumo interno do país e, especialmente, na alta de 7% das despesas das famílias, que se beneficiaram do aumento dos salários, a expansão do crédito e o baixo nível de desemprego, que afeta 6,1% da população ativa, segundo dados oficiais.

O investimento em bens de capital aumentou a uma forte taxa de 21,8%, o que “sugere que os empresários brasileiros têm confiança nas perspectivas da economia para este e os próximos anos”, segundo comunicado do Banco Central.

Estes dois fatores compensaram a menor contribuição ao PIB por parte do setor externo, que foi negativa (-2,8%) devido à força do real frente ao dólar e à crise que ainda afeta clientes tradicionais do Brasil, como Estados Unidos e Europa.

A fatura das importações disparou no ano para 36,2%, especialmente pelo grande aumento das compras de produtos industrializados, o que contrasta com as exportações do país, que estão lideradas por matérias-primas como minerais, soja e petróleo.

O setor que mais contribuiu para o crescimento econômico de 2010 foi a indústria, que registrou alta de 10,1%, puxada, em boa parte, pela mineração. A Vale, maior produtora de minério de ferro do mundo, triplicou seu lucro em 2010 e registrou um recorde de US$ 17,264 bilhões.

Apesar dos bons números gerais de 2010, a atividade industrial não teve bom resultado, com queda de 0,3% no último trimestre.

“A atividade industrial está estagnada desde o início do segundo trimestre (…) e a alta das taxas de juros vai esfriar ainda mais a economia em um futuro próximo”,

advertiu a Federação de Indústrias de São Paulo (Fiesp) em comunicado.

O alerta dos industriais ocorreu após o Banco Central anunciar, na última quarta-feira, um aumento da taxa básica de juros (Selic) para 11,75% ao ano, medida que visa frear a inflação.

O governo também anunciou recentemente um plano de corte orçamentário de R$ 50 bilhões para evitar uma alta nos preços, que em 2010 subiram 5,91%.

Na entrevista coletiva desta quinta, Mantega admitiu que a inflação subiu, especialmente nas matérias-primas e no setor de serviços, mas garantiu que ela está “sob controle”.

“A boa notícia é que a inflação já está desacelerando. Está sob controle, e o governo está tomando as medidas necessárias”,

disse. EFE

Fonte: EFE via YAHOO

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Geopolítica Opinião

O Brasil e o Tribunal de Haia

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Em março de 2005, o Brasil se absteve de votar a favor de uma resolução do Conselho de Segurança da ONU que condenava o governo islâmico do Sudão pelos massacres cometidos nos dois anos anteriores contra a população da província separatista de Darfur, matando 300 mil civis (muitos deles cristãos) e transformando mais de 2 milhões em refugiados.
A posição brasileira foi uma resposta à insistência dos EUA em excluir da ação que se seguiria no Tribunal Penal Internacional (TPI) de Haia cidadãos de países que não aderiram ao Tratado de Roma, de julho de 1998, o qual deu origem ao TPI. Foi o caso dos próprios EUA, de Israel e do Sudão. De toda maneira, a resolução passou e surtiu efeito.
Em 2008, a Corte abriu processo por genocídio e crimes de guerra contra o presidente sudanês Omar Hassan al-Bashir e três membros do seu governo. Foi a primeira vez que o Tribunal, instalado em 2002, se pôs a julgar um governante no exercício do poder. Bashir assumiu o governo em 1993 e nele se mantém até hoje. O processo ainda não terminou.
No sábado passado, a divergência entre Brasília e Washington sobre a jurisdição do TPI teve um desfecho diferente. Os EUA enxertaram no corpo da Resolução 1.970, contendo as primeiras sanções efetivas do Conselho de Segurança contra o regime de Muamar Kadafi na Líbia, um parágrafo que excluiria da alçada do Tribunal de Haia os 34 países que firmaram, mas não ratificaram o Tratado de Roma. São parte do TPI 114 Estados.
Desta vez, porém, o Brasil seguiu um caminho mais assertivo. “Em face da gravidade da situação na Líbia e da urgente necessidade de o Conselho enviar uma mensagem forte e unificada”, disse na sua declaração de voto a chefe da representação brasileira, embaixadora Maria Luiza Ribeiro Viotti, “minha delegação aprovou a resolução”. A diplomata não deixou, contudo, de reiterar o duradouro apoio do Brasil à “integridade e universalidade” do Tratado de Roma e a oposição às iniciativas para limitar a jurisdição do TPI aos cidadãos das nações que ratificaram o documento.
Não há como lhe negar razão. O Tribunal é a primeira instituição permanente criada por amplo acordo internacional para não deixar impunes os perpetradores de crimes contra a humanidade, como o genocídio. A sua raiz está nos Tribunais de Nuremberg e Tóquio, criados depois da 2.ª Guerra Mundial pelos aliados para julgar os responsáveis pelos monstruosos crimes cometidos pelo nazismo alemão e o militarismo japonês.
Meio século depois vieram outros tribunais ad hoc para levar ao banco dos réus os mandantes e executores de atrocidades em massa na antiga Iugoslávia e em Ruanda. O iugoslavo Slobodan Milosevic morreu na prisão em 2006 antes do término do seu processo. Em 50 julgamentos, 29 ruandeses foram condenados. Onze outros processos continuam.
Mas essas cortes tratam de crimes cometidos durante um dado período em um conflito específico. Essa limitação só poderia ser superada pela instituição de um órgão internacional permanente – e independente. O TPI, que resultou da costumeira impunidade dos culpados pelos assassinatos em massa por motivos políticos, étnicos e religiosos, não é um organismo da ONU. É sustentado pelos países que fazem parte do Tratado de Roma e por contribuições voluntárias de entidades e doações individuais.
Os EUA rejeitam esse tribunal, embora sejam os primeiros a denunciar violadores de direitos humanos – nem todos, é bem verdade. O Irã, seu inimigo, está na lista; a Arábia Saudita, sua aliada, está fora. A razão por que Washington contesta a legitimidade da Corte é um segredo de Polichinelo: os crimes de guerra de que podem ser acusados os seus comandantes e as suas tropas no Iraque e Afeganistão, a entrega (rendition) de prisioneiros suspeitos de ligações com movimentos terroristas a governos que os interrogarão sob tortura – e a mera existência de Guantánamo.
O momento, disse a representante brasileira no Conselho de Segurança, é de “fortalecer o papel do Tribunal”

Fonte: O Estado de São Paulo via Resenha CCOMSEX, 03,03.2011

Em março de 2005, o Brasil se absteve de votar a favor de uma resolução do Conselho de Segurança da ONU que condenava o governo islâmico do Sudão pelos massacres cometidos nos dois anos anteriores contra a população da província separatista de Darfur, matando 300 mil civis (muitos deles cristãos) e transformando mais de 2 milhões em refugiados.
A posição brasileira foi uma resposta à insistência dos EUA em excluir da ação que se seguiria no Tribunal Penal Internacional (TPI) de Haia cidadãos de países que não aderiram ao Tratado de Roma, de julho de 1998, o qual deu origem ao TPI. Foi o caso dos próprios EUA, de Israel e do Sudão. De toda maneira, a resolução passou e surtiu efeito.
Em 2008, a Corte abriu processo por genocídio e crimes de guerra contra o presidente sudanês Omar Hassan al-Bashir e três membros do seu governo. Foi a primeira vez que o Tribunal, instalado em 2002, se pôs a julgar um governante no exercício do poder. Bashir assumiu o governo em 1993 e nele se mantém até hoje. O processo ainda não terminou.
No sábado passado, a divergência entre Brasília e Washington sobre a jurisdição do TPI teve um desfecho diferente. Os EUA enxertaram no corpo da Resolução 1.970, contendo as primeiras sanções efetivas do Conselho de Segurança contra o regime de Muamar Kadafi na Líbia, um parágrafo que excluiria da alçada do Tribunal de Haia os 34 países que firmaram, mas não ratificaram o Tratado de Roma. São parte do TPI 114 Estados.
Desta vez, porém, o Brasil seguiu um caminho mais assertivo. “Em face da gravidade da situação na Líbia e da urgente necessidade de o Conselho enviar uma mensagem forte e unificada”, disse na sua declaração de voto a chefe da representação brasileira, embaixadora Maria Luiza Ribeiro Viotti, “minha delegação aprovou a resolução”. A diplomata não deixou, contudo, de reiterar o duradouro apoio do Brasil à “integridade e universalidade” do Tratado de Roma e a oposição às iniciativas para limitar a jurisdição do TPI aos cidadãos das nações que ratificaram o documento.
Não há como lhe negar razão. O Tribunal é a primeira instituição permanente criada por amplo acordo internacional para não deixar impunes os perpetradores de crimes contra a humanidade, como o genocídio. A sua raiz está nos Tribunais de Nuremberg e Tóquio, criados depois da 2.ª Guerra Mundial pelos aliados para julgar os responsáveis pelos monstruosos crimes cometidos pelo nazismo alemão e o militarismo japonês.
Meio século depois vieram outros tribunais ad hoc para levar ao banco dos réus os mandantes e executores de atrocidades em massa na antiga Iugoslávia e em Ruanda. O iugoslavo Slobodan Milosevic morreu na prisão em 2006 antes do término do seu processo. Em 50 julgamentos, 29 ruandeses foram condenados. Onze outros processos continuam.
Mas essas cortes tratam de crimes cometidos durante um dado período em um conflito específico. Essa limitação só poderia ser superada pela instituição de um órgão internacional permanente – e independente. O TPI, que resultou da costumeira impunidade dos culpados pelos assassinatos em massa por motivos políticos, étnicos e religiosos, não é um organismo da ONU. É sustentado pelos países que fazem parte do Tratado de Roma e por contribuições voluntárias de entidades e doações individuais.
Os EUA rejeitam esse tribunal, embora sejam os primeiros a denunciar violadores de direitos humanos – nem todos, é bem verdade. O Irã, seu inimigo, está na lista; a Arábia Saudita, sua aliada, está fora. A razão por que Washington contesta a legitimidade da Corte é um segredo de Polichinelo: os crimes de guerra de que podem ser acusados os seus comandantes e as suas tropas no Iraque e Afeganistão, a entrega (rendition) de prisioneiros suspeitos de ligações com movimentos terroristas a governos que os interrogarão sob tortura – e a mera existência de Guantánamo.
O momento, disse a representante brasileira no Conselho de Segurança, é de “fortalecer o papel do Tribunal”.

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Geopolítica

Obama pode adiar viagem ao Brasil

http://jangadeiroonline.com.br/uploads/2011/01/1296050225obamafotoricardostuckertpr.jpg“New York Times” diz que razão seria atraso na votação do Orçamento dos EUA


Fernanda Godoy NOVA YORK e WASHINGTON. Prevista para os dias 19 e 20 de março, a visita ao Brasil do presidente dos Estados Unidos, Barak Obama, corre o risco de não acontecer. Segundo o blog The Caucus, do site do “New York Times”, o atraso na votação do Orçamento no Congresso americano seria o motivo do possível adiamento da viagem. O prazo para a votação expira no dia 18, véspera da data prevista para o embarque de Obama para o Brasil. O problema é que, caso não haja acordo, o país pode viver um momento de impasse legislativo, como aconteceu em 1995, quando o então presidente Bill Clinton viveu exatamente essa mesma situação de obstrução na votação do Orçamento após haver perdido a maioria na Câmara, como ocorreu com Obama nas eleições legislativas de novembro passado.


A Casa Branca disse ontem que não houve alteração na agenda da viagem programada do presidente Obama.
– Hoje (ontem) continua tudo como está. Pode ser que daqui a um, dois dias ocorra alguma mudança, nunca 3030se sabe. Mas a posição hoje é a de que a viagem ocorrerá na data prevista – disse uma assessora.
No Brasil, o Itamaraty diz que não foi informado do possível cancelamento.


No ano passado, Obama havia marcado viagem para a Ásia em março, adiada devido à votação da reforma da saúde. A visita foi reagendada, mas teve que ser adiada mais uma vez devido ao vazamento de petróleo no Golfo do México. O presidente finalmente embarcou rumo à Índia e à Coreia do Sul em novembro, sob críticas por estar deixando o país em meio à crise aberta com a derrota do Partido Democrata nas eleições.


Christopher Sabatini, diretor de Política da organização de negócios Council of the Americas, disse ontem temer o cancelamento e destacou a importância da viagem para marcar um novo momento nas relações dos EUA com a América do Sul. Sabatini, que trabalhou na campanha de Obama, reconhece que, nos dois primeiros anos, o governo Obama não deu a devida atenção à América Latina, e é preciso sinalizar a mudança. O fato de Obama “pôr os pés abaixo da linha do México” já será um feito, avalia ele.
– Especialmente no caso do Brasil, essa visita é o reconhecimento da necessidade de uma relação mais madura entre os dois países – disse Sabatini.


Colaborou Fernando Eichenberg

Fonte: O Globo via CCOMSEX 03.03.2011

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Conflitos Geopolítica

País quer barganhar novo status à China

Brasil deve usar reconhecimento da potência asiática como economia de mercado para ter vantagens em negociações Devem fazer parte da barganha a abertura do mercado chinês para os produtos brasileiros e a redução de barreiras.

JULIANA ROCHA

O governo brasileiro pretende usar o reconhecimento da China como economia de mercado como um trunfo na negociação comercial com o país asiático.

A Folha apurou que a ratificação desse status será posta na mesa na hora de discutir, por exemplo, a compra de aviões da Embraer. A empresa estuda fechar sua fábrica no país por causa da falta de encomendas. Também farão parte da barganha a abertura do mercado chinês para os produtos brasileiros, a redução de barreiras comerciais, e acordos de cooperação para o desenvolvimento de tecnologias, em especial de satélites e aviões.

Como mostrou a Folha na edição de ontem, o governo chinês classificou como “lamentável” o atraso em ratificar o país asiático como economia de mercado.

Em 2004, o Brasil assinou acordo em que reconhece o status, mas não tem validade sem a assinatura da Camex (Câmara de Comércio Exterior), formada pelos ministérios das áreas econômica e internacional.

Reconhecer o gigante asiático como economia de mercado pode trazer prejuízos para setores da indústria que hoje estão protegidos por ações de defesa comercial de antidumping. Atualmente, o Brasil usa preços em outros mercados como ponto de referência para determinar se os produtos são vendidos no Brasil por um valor desleal.

Ao assinar o status, o governo terá que levar em conta os preços internos da China, mais baixos que na Europa e nos Estados Unidos, por exemplo. Com isso, algumas medidas de proteção comercial terão que ser retiradas.

O governo também estuda medidas para conter o avanço das importações chinesas.
Uma ideia é exigir que produtos vindos do exterior apresentem certificados de qualidade no ato do pedido de licença de importação. E a fiscalização da qualidade dos produtos será feita na alfândega e não mais na loja.
O Inmetro prepara também a exigência de certificação para eletroeletrônicos e autopeças, a serem aplicados ainda no primeiro semestre deste ano.

Fonte: FSP via NOTIMP

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Espaço Tecnologia

O lançador, Liberty: Uma parceria entre a ATK e a Astrium

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Recentemente, a empresa norte-americana ATK e a europeia Astrium anunciaram a intenção de desenvolverem em conjunto um foguetão que aproveite todo o trabalho de desenvolvimento já empenhado no programa Constellation – entretanto abandonado pela NASA – nomeadamente o seu foguetão de combustível sólido e o primeiro estádio do foguetão europeu Ariane 5. O combinado receberia a designação “Liberty” e conseguiria produzir um sistema poderoso e barato, aproveitando todo o trabalho de desenvolvimento já existente e concorrendo aos 200 milhões de dólares do programa de estímulo de Obama.


O “Liberty” seria capaz de transportar até 20,185 quilogramas, ou seja a capacidade suficiente para levar mais do que um astronauta até ao Espaço e até mesmo a cápsula Orion (também praticamente cancelada por Obama). Os dois parceiros esperam realizar o primeiro voo deste sistema até finais de 2015.

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Fonte:Discovery via Quintus

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Conflitos Geopolítica

França envia navios de guerra para a líbia

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Uma força composta por dois navios de guerra franceses partiu no dia 28 de fevereiro em direção a Líbia.

O grupo composto pelo BPC (BPC) Mistral e pela  fragata Georges Leygues tem por missão efetuar a evacuação de milhares de refugiados que se encontram na fronteira da Tunísia, bem como prover ajuda humanitária.

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O BPC transporta helicópteros de transporte e de ataque da ALAT avição do exército francês, o navio conta com um espaçoso Deck que pode comportar centenas de refugiados e está equipado com um hospital de campanha interno capaz de atender feridos e doentes.

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Fonte: Mer et Marine

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Defesa Sistemas de Armas

SAAB comenta proposta do orçamento das forças armadas da Suécia

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Ontem as Forças Armadas da Suécia divulgaram sua proposta orçamentária que inclui gastos planejados e aquisições planejadas para os próximos quatro anos. Um claro comprometimento para os caças JAS 39 Gripen por mais 30 anos foi expressado.

O Parlamento Sueco havia anteriormente decidido que o sistema Gripen seria a espinha dorsal da defesa aérea da Suécia até 2040. Na proposta orçamentária está claro que as Força Armadas solicitam uma modernização para a frota de caças JAS-39 Gripen durante o período de 2020-2030 para manter eles competitivos.

“Este claro comprometimento com o sistema Gripen é claro positivo para nós. Nós somos parte da capacidade de modernização e podemos apoiar as necessidades das Força Armadas Suecas. Este também é um modo de eficiência de custos para Suécia para ter um caça competitivo nos próximos 30 anos,” disse Jonas Hjelm, Vice Presidente senior e Chefe de Marketing da SAAB. “Ao mesmo tempo é importante lembrar que a proposta orçamentária é parte de uma largo processo e de questões políticas.”

Fonte: Cavok

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Sistemas de Armas Tecnologia

Ondas eletromagnéticas destroem minas terrestres à distância

http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/imagens/010115110303-robo-mina.jpgSugestão: Eduardo Nicácio

Um grupo de cientistas colombianos e suíços desenvolveu uma técnica para detonar explosivos à distância usando ondas eletromagnéticas.

Bombas móveis e minas terrestres

As chamadas “bombas móveis” – ou IED (Improvised Explosive Device) – causam milhares de mortes e mutilações em países como Colômbia, Afeganistão e Iraque.

“A Colômbia tem uma das mais altas taxas de vítimas de minas antipessoais do mundo,” diz Nicolás Mora, pesquisador colombiano e estudante de pós-graduação na Escola Politécnica Federal de Lausanne (EPFL) na Suíça.

“Os IED são instalados por guerrilheiros para barrar o avanço do exército. São colocados em trilhas no mato, porém são lugares habitados onde tem gente que passa para ir à escola ou ao hospital,” conta Mora.

Entre 2005 e 2010, na Colômbia, as bombas móveis provocaram aproximadamente mil mortes por ano, um terço das quais de civis.

O problema das minas terrestres é muito mais antigo e mais conhecido.

As minas antipessoais são fabricadas principalmente de plástico, para evitar os detectores convencionais de metal. A maior parte utiliza corrente elétrica ou dois fios para detonação.

Pulso eletromagnético

Dois anos atrás, Nicolás Mora começou a trabalhar em um novo mecanismo, primeiro com estudos teóricos de eletromagnetismo e simulações em computador, juntamente com Felix Veja, a Universidade Nacional da Colômbia, em Bogotá.

Uma das principais dificuldades que os pesquisadores encontraram foi como induzir uma corrente eletromagnética suficientemente forte para explodir um detonador de uma mina que pode estar a uma certa profundidade.

Eles também tiveram que calcular as frequências de ressonância compatíveis com os muitos tipos de minas fabricadas.

“Não existem duas minas iguais”, explica Farhad Rachidi, chefe do Laboratório de Compatibilidade Eletromagnética da EPFL. “As formas, as capas dos detonadores e os fios usados são todos diferentes e os sistemas de resposta a uma onda eletromagnética dependem desses parâmetros.”

Detonador à distância

Mas a equipe descobriu que, apesar da ampla gama de bombas improvisadas, todas tinham gamas similares de frequência, explica Mora.

“Então desenvolvemos um sistema que concentra nisso e assim perdemos menos energia,” acrescenta.

Os pesquisadores testaram o sistema na Colômbia em novembro do ano passado e em janeiro de 2011 e deu certo.

Eles usaram minas improvisadas fornecidas por técnicos em desativação de bombas profissionais. O dispositivo foi instalado com controle remoto a uma distância média de 20 metros.

“Agora temos que desenvolver um protótipo menor, a prova d’água e mais fácil de transportar no terreno”, explica Vega.

O instrumento atual compreende um pesado gerador e uma antena de 1,5 metro.

Desativação de minas

Ainda que o novo dispositivo não tivesse sido originalmente pensado para as minas terrestres convencionais, Rachidi está entusiasmado com os resultados obtidos.

“Esta é a primeira vez que usamos ondas eletromagnéticas em um projeto humanitário. Estudávamos apenas os efeitos biológicos dos campos magnéticos em seres humanos,” acrescenta.

“Temos recebido muitas mensagens e chamadas nos últimos dias de pessoas de meios distintos, incluindo militares. Recebemos uma mensagem da Marinha dos Estados Unidos, dizendo que está muito interessada no que fazemos.

“Atle Carlson, especialista em desminagem da Norwegian Peoples’ Aid, elogiou nosso projeto,” conta Rachidi.

“Os IED são um problema na Colômbia”, acrescenta. “Desativar minas é um trabalho perigoso, então estamos muito interessados em qualquer tecnologia que possa facilitar essa tarefa.”

Fonte: Inovação tecnológica

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Fotos do Dia Tecnologia

Novo chip brasileiro oferece alternativa para miniaturização

http://www.blogcdn.com/www.engadget.com/media/2007/07/mag_dif.jpgSugestão: Eduardo Nicácio

Pesquisadores da Universidade Federal do Mato Grosso do Sul (UFMS) começaram a ingressar em uma área até então dominada no Brasil por cientistas situados nos estados de São Paulo e Rio Grande do Sul.

No início de janeiro eles concluíram o desenvolvimento do primeiro chip (circuito integrado) projetado e implementado no Mato Grosso do Sul.

Conversor analógico-digital

Voltado para utilização em qualquer aparelho eletrônico, como computadores, celulares e tocadores de música digitais, o dispositivo apresenta uma tecnologia inédita no mercado de equipamentos eletroeletrônicos.

Enquanto os chips atuais possuem dois níveis lógicos de tensão elétrica, que convertem os sinais analógicos da energia recebida diretamente de uma tomada convencional em sinais digitais, o novo dispositivo é um conversor analógico-digital que trabalha com múltiplos níveis lógicos.

Em função disso, o chip é bem menor e pode agregar mais funcionalidades do que um circuito integrado convencional.

“Essa tecnologia pode ser uma alternativa para a redução do tamanho e para a agregação de mais funcionalidades pelos chips, que são duas das principais tendências na indústria de microeletrônica hoje”, disse Ricardo Ribeiro dos Santos, professor da Faculdade de Computação da UFMS.

Sem fábrica

Para desenvolver o novo dispositivo, pesquisadores da UFMS iniciaram nos últimos anos projetos de pesquisas em universidades e instituições de pesquisa em São Paulo, em busca de capacitação em microeletrônica e em projetos de chips.

Após o intercâmbio com a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e com o Centro de Tecnologia da Informação Renato Archer (CTI), eles iniciaram o projeto do desenvolvimento do dispositivo no Centro Tecnológico em Informática e Eletrônica (CTIE) do Mato Grosso do Sul.

Mas, como o Brasil ainda não possui uma fábrica de chips que domine a tecnologia de produção de transistores com 350 nanômetros (bilionésima parte do metro), ao terminar de projetar o dispositivo, os pesquisadores decidiram encaminhá-lo para a França, para ser fabricado pela empresa Circuits Multi-Projets (CMP), que realiza a prototipagem e produz processadores em pequenos lotes.

No início de janeiro, a empresa francesa enviou para os pesquisadores um lote com oito unidades do dispositivo, que estão sendo testadas nos laboratórios da UFMS.

“A proposta com esse primeiro processador está mais focada em demonstrar a viabilidade de se desenvolver um conversor analógico digital que atue em múltiplos níveis. Mas temos uma leva de outros chips que pretendemos prototipar baseados na tecnologia de lógica de múltiplos níveis”, disse Santos.

Lógica de multiníveis

De acordo com o pesquisador, essa tecnologia, originada na década de 1960, ainda não é muito pesquisada no Brasil e até hoje não conseguiu emplacar no mercado de eletroeletrônicos, uma vez que os circuitos eletrônicos baseados em lógica binária, adotados pelos fabricantes de equipamentos, funcionaram muito bem até recentemente.

Mas, nos últimos dez anos, começou a se verificar que a lógica binária apresenta limitações para miniaturizar os processadores, que têm a demanda de se tornar cada vez mais ínfimos e imperceptíveis nos aparelhos eletrônicos.

“Os pesquisadores que atuam nessa área passaram a olhar para várias alternativas para atingir esse objetivo, como outros tipos de materiais em vez do silício ou para outras áreas, como a física quântica. A lógica de multiníveis seria outra via para projetar chips cada vez mais menores e com diversas funções”, afirmou Santos.

Fonte: Inovação Tecnológica

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Defesa Fotos do Dia Opinião

Caso perca o MMRCA, Mig 35 pode selar o adeus da MIG

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Com informações: Ria Novosti

Texto e adaptação: E.M.Pinto- Plano Brasil

As disputas para vitória à proposta indiana para aquisição de 126 caças do programa MMRCA, (aviões de combate médio multi-função que pode chegar a 200) tem se desenrolado à algum tempo, mas somente recentemente o “dog fight” entre Russos e Americanos chegou ao público geral. A concorrência entre os dois rivais – os Estadoos F/A-18E/F Super Hornet e Rússia MiG-35 tem sido dura e tem se intensificado desde que a Rússia anunciou que o seu modleo MiG-35 não estaria em exposição no show aéreo em Bangalore, na última exposição da Aero Índia 2011. Muitos especialistas tomaram a ausência do modleo Russo, como um claro sinal de que a estava se retirando da corrida pelo MMRCA.http://cdn-www.airliners.net/aviation-photos/photos/5/4/1/1261145.jpg

Por um lado o Super Hornet, que atingiu a maturidade do projeto e é de fato impressionante. Entrou em produção em série a mais de 10 anos e carrega um radar AESA já operacional. A Boeing conta com total capacidade para iniciar a curto prazo a produção do caça para Índi, caso vença a concorrência.

Por sua vez o MiG-35 possui vantagens que incluem a  experiência da Índia na operação do MiG-29 além do fato de que a manutenção da infra-estrutura para eles está em vigor em todo o país, bem como a prontidão da Rússia para compartilhar a tecnologia de produção com a Índia.

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O MiG-35 apresenta como principal defeito o seu radar que ainda está em desenvolvimento, o que deve levar ainda um ou até dois anos. Além disso, apesar de ser uma evolução do MiG-29, o MiG-35 ainda precisa ser refinado antes que ele possa entrar em produção em série. Fundamentalmente, a única coisa que o MiG-35 partilha com o MiG-29 é a sua aparência. Sua aviônica e sistemas passaram por uma reforma radical. A aeronave é agora capaz de operar armas e munições ar superfície e ar-ar mais recentes o que o tornou num caça verdadeiramente multi-função, ao contrário do MiG-29, que é genuinanemente um caça de superioridade  aérea.

http://www.bharat-rakshak.com/media/4228-3/MiG-35+Nose+Radar+01.jpg

O Mig 35 está em consonância com os maiores avanços mundiais no que se refere aos sistemas embarcados, está, é equipado com MFDs de cristal líquido, enquanto o HOTAS (mãos no acelerador e-stick) permitem ao piloto controlar todos os sistemas de armas sem que seja necessário tirar as mãos dos controles da aeronave e do motor. Os motores possuem sistemas de vetoração de empuxo, o que não é encontrado em nenhum outro vetor da concorrência, recentemente o consórcio Eurofighter apresentou esta tecnologia como pacote parafuturas conversões do Typhoon o que agradou aos indianos.

Os Indianos desejam esta tecnologia pois isto torna a aeronave mais manobrável, aumentando suas chances de vencer em combate aproximado (WVR) e permite manobrar e evitar o fogo de longo alcance dos mísseis.http://www.aereo.jor.br/wp-content/uploads/2008/10/mig-35-4.jpg

Uma versão biplace – o MiG-35D – está disponível, com o mesmo tipo de aviônicos que o monoplace, permite que as tripulações treinadas numa aeronave seja facilmente convertipda para outra. O Mig 35D foi desenhado para poder servir de aeronave comando para grupos de caças, um único caça Mig 35 pode coordenar os movimentos um esquadrão inteiro.Porém, nuvens negras nos céus indianos ameaçam os sonhos do MIG 35.

Ao contrário da Rússia, que decidiu não colocar o seu MiG-35 em exposição, os Estados Unidos aumentaram a sua atividade e apresentaram o seu último conceito, a última versão do F/A-18, o Silent  Hornet. Estes aviões são equipados com tanques de combustíveis conformais e motores de elevada performance, além de sistemas de transporte interno de armas e cockpits próxima geração.

A aeronave foi exibida na mostra como parte do roteiro do Programa Internacional doo Super Hornet, que a Boeing anunciou na Farnborough Air Show no ano passado. O caça é considerado como uma nova geração da família Super Hornet, que contará com melhor capacidade de sobrevivência em combate, consciência situacional e performance melhorada.

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O vice-presidente da Boeing, Vivek Lall, disse que aos oficiais Indianos que estas tecnologias estariam disponíveis caso o Super Hornet fosse o vencedor deste contrato. “Estamos criando uma plataforma que será apta ao combate nos próximos 30 ou 40 anos”.

Este anúncio não tem precedentes nas companhias americanas – até agora apenas os “aliados mais próximos têm acesso total a este tipo de tecnologia. Todos os outros tinham de se contentar com o que lhes era oferecido”.


http://adiewicaksono.files.wordpress.com/2009/02/mig35.jpg?w=640&h=600 Segundo se estipula o resultado do MMRCA deverá ser anunciado neste verão. Eles são particularmente importantes para o MiG: se o MiG-35 não conseguir obter uma ordem de exportação, os caças da Sukhoi estarão em uma posição de predomínio incontestável no mercado de exportação de aviões de combate.

Apesar do potencial inquestionável das plataformas Sukhoi e de suas qualidades comprovadas, tal monopólio é improvável ser útil para a Rússia.

As opiniões expressas neste artigo são do autor e não necessariamente representam as dos RIA Novosti.

Fonte: Ria Novosti

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Conflitos Fotos do Dia Geopolítica

Brasil assume comando da Força-Tarefa Marítima da ONU no Líbano

Sugestão: Gérsio Mutti

C Alte Luiz Henrique Caroli, Comandante da Força-Tarefa Marítima da Força Interina das Nações Unidas no Líbano.

Atendendo a convite das Nações Unidas, o Brasil passou a comandar no dia 24 de fevereiro, no Líbano, a Força-Tarefa Marítima (MTF, sigla em inglês), unidade composta por 800 militares procedentes de 33 países.

Equipada com oito embarcações, a MTF é um contingente da Força Interina das Nações Unidas no Líbano (Unifil), criada em 1978 pelo Conselho de Segurança da ONU com o propósito de reduzir as tensões entre o Líbano e Israel e manter a paz na região. Esta é a primeira operação de paz, de caráter naval, que o Brasil participa no exterior a pedido da ONU.

Escolhido para assumir o Comando da Força-Tarefa Marítima da UNIFIL, o Contra-Almirante Luiz Henrique Caroli assumiu a missão a bordo de uma Fragata turca. O destacamento brasileiro é composto também por outros oito militares: quatro Oficiais e quatro Praças. Desde o último dia 15, o grupo brasileiro encontra-se em solo libanês.

Esta também é a primeira vez que o comando do MTF está a cargo de país não-membro da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN). Desde que chegaram ao país, os militares brasileiros vêm recebendo inúmeras manifestações de carinho pela população local. Eles estão hospedados no Quartel General da ONU situado na cidade de Naquora, Líbano.

No total, a Unifil agrupa um total de 11.961 militares, 330 funcionários civis internacionais e 657 nacionais. A participação de brasileiros no comando da MTF, uma das unidades mais importantes da Unifil, elevou o Brasil à condição de 12º maior contribuinte de tropas.

O Brasil possui um histórico de participação em operações de manutenção de paz, sendo uma das mais importantes a contribuição brasileira à missão de paz no Haiti (Minustah). Esta é uma das razões que levaram a ONU a convidar o Brasil para os esforços de manutenção de paz no Líbano. Há, porém, motivações de caráter cultural e histórico, já que o território brasileiro foi, durante décadas, o destino de milhões de imigrantes libaneses.

A Unifil recebeu inicialmente (em 1978) um mandado da ONU para garantir a paz no Líbano até que as tropas de Israel desocupassem o território libanês. Posteriormente, em 2006, a ONU baixou outra resolução determinando que a Unifil passasse a adotar os seguintes procedimentos: monitorar a cessação de hostilidades; acompanhar as forças libanesas, inclusive ao longo da fronteira em disputa; apoiar o acesso de assistência humanitária à população civil e o retorno de populações deslocadas.

A Unifil conta, atualmente, com contingentes da Alemanha, Bangladesh, Bélgica, Brunei, Catar, China, Chipre, Croácia, Dinamarca, El Salvador, Eslovênia, Espanha, França, Gana, Grécia, Guatemala, Hungria, Índia, Indonésia, Irlanda, Itália, Luxemburgo, Macedônia, Malásia, Nepal, Nigéria, Portugal, Coreia, Serra Leoa, Tanzânia e Turquia. O atual comandante é o general espanhol Alberto Asarta Cuevas. O orçamento anual da missão é de U$ 519 milhões.

Fonte: Ministério da Defesa

C Alte Luiz Henrique Caroli, Comandante da Força-Tarefa Marítima da Força Interina das Nações Unidas no Líbano

Atendendo a convite das Nações Unidas, o Brasil passou a comandar no dia 24 de fevereiro, no Líbano, a Força-Tarefa Marítima (MTF, sigla em inglês), unidade composta por 800 militares procedentes de 33 países.

Equipada com oito embarcações, a MTF é um contingente da Força Interina das Nações Unidas no Líbano (Unifil), criada em 1978 pelo Conselho de Segurança da ONU com o propósito de reduzir as tensões entre o Líbano e Israel e manter a paz na região. Esta é a primeira operação de paz, de caráter naval, que o Brasil participa no exterior a pedido da ONU.

Escolhido para assumir o Comando da Força-Tarefa Marítima da UNIFIL, o Contra-Almirante Luiz Henrique Caroli assumiu a missão a bordo de uma Fragata turca. O destacamento brasileiro é composto também por outros oito militares: quatro Oficiais e quatro Praças. Desde o último dia 15, o grupo brasileiro encontra-se em solo libanês.

Esta também é a primeira vez que o comando do MTF está a cargo de país não-membro da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN). Desde que chegaram ao país, os militares brasileiros vêm recebendo inúmeras manifestações de carinho pela população local. Eles estão hospedados no Quartel General da ONU situado na cidade de Naquora, Líbano.

No total, a Unifil agrupa um total de 11.961 militares, 330 funcionários civis internacionais e 657 nacionais. A participação de brasileiros no comando da MTF, uma das unidades mais importantes da Unifil, elevou o Brasil à condição de 12º maior contribuinte de tropas.

O Brasil possui um histórico de participação em operações de manutenção de paz, sendo uma das mais importantes a contribuição brasileira à missão de paz no Haiti (Minustah). Esta é uma das razões que levaram a ONU a convidar o Brasil para os esforços de manutenção de paz no Líbano. Há, porém, motivações de caráter cultural e histórico, já que o território brasileiro foi, durante décadas, o destino de milhões de imigrantes libaneses.

A Unifil recebeu inicialmente (em 1978) um mandado da ONU para garantir a paz no Líbano até que as tropas de Israel desocupassem o território libanês. Posteriormente, em 2006, a ONU baixou outra resolução determinando que a Unifil passasse a adotar os seguintes procedimentos: monitorar a cessação de hostilidades; acompanhar as forças libanesas, inclusive ao longo da fronteira em disputa; apoiar o acesso de assistência humanitária à população civil e o retorno de populações deslocadas.

A Unifil conta, atualmente, com contingentes da Alemanha, Bangladesh, Bélgica, Brunei, Catar, China, Chipre, Croácia, Dinamarca, El Salvador, Eslovênia, Espanha, França, Gana, Grécia, Guatemala, Hungria, Índia, Indonésia, Irlanda, Itália, Luxemburgo, Macedônia, Malásia, Nepal, Nigéria, Portugal, Coreia, Serra Leoa, Tanzânia e Turquia. O atual comandante é o general espanhol Alberto Asarta Cuevas. O orçamento anual da missão é de U$ 519 milhões.

Fonte: Ministério da Defesa