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AFV-BRASIL: NEXTER JAGUAR EBRC

Autores:  Anderson Barros e Carlos Junior
Acompanhe a série de matérias clicando em AFV-BRASIL
DESCRIÇÃO
A matéria que segue abaixo é mais um fruto da forte parceria entre o WARFARE Blog e o Plano Brasil e tratará do moderníssimo veículo francês de combate e reconhecimento Jaguar EBRC (Engin Blindé de Reconnaissance et de Combat).
A origem do Jaguar se dá na percepção do Exército Francês da necessidade de se substituir três tipos de veículos de combate,  AMX-10RC, ERC-90 Sagaie e o veículo lança mísseis anti tanque VAB HOT por um modelo multifuncional que centrasse as capacidades destes três modelos em uma só viatura, permitindo a facilitação da cadeia de fornecimento de peças e facilitando a manutenção e, claro, levando a uma economia em custos operacionais. Além disso, o ambiente do campo de batalha é dinâmico, e a necessidade de um veículo de porte menor para operações em áreas urbanas, além de uma maior variedade de armas instalados para a flexibilizar o emprego operacional se fez necessário.
No âmbito desse programa o Jaguar EBRC substituirá os veículos AMX10RC , ERC-90 Sagaie e o VAB Hot produzidos nos anos 70 e 80 e que vem sendo usados extensivamente pelo Exército francês em diversos teatros de operação.
Dentro deste contexto, no final do ano 2014, três grandes empresas francesas, a Renault Trucks Defense; a Nexter Systems e a gigante Thales se uniram em um consórcio para desenvolver e fabricar dois tipos de veículos militares para o, agora chamado “programa Scorpion”. Um dos frutos deste programa foi o veículo multi-função blindado (VBMR) Griffon. O seu irmão mais “nervoso” foi o Jaguar EBRC, cujo perfil de equipamentos e armamentos instalado o coloca como um protagonista do combate bem dentro do campo de batalha.
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O Jaguar EBRC faz parte do programa Scorpion , que, também concebeu um veículo de transporte de tropas 6X6, batizado de Griffon VBMR.
ELEVADA MOBILIDADE
O Jaguar é equipado com um motor turbodiesel Renault DXi7, capaz de gerar 500 hp, acoplado a um sistema de transmissão automática de seis velocidades ZF Friedrichshafen de origem alemã.
Esse conjunto permite ao veículo atingir uma velocidade máxima de 110  km/h em estrada e superar elevações de inclinações de  60º.  A elevada agilidade e extrema mobilidade com tração 6×6 e esterçamento nas rodas traseiras são características que dão maior agilidade à viatura, conferindo um raio de giro que permite sua operação em ambiente urbano bem características dos conflitos mais recentes.
O Jaguar pode operar  em modo de tração  6×4, visando à economia de combustível em deslocamentos por rodovias ou vias públicas pavimentadas. Para deslocamentos fora da estrada, pode-se engatar a tração  6×6 no qual o veículo pode despejar uma grande potência somada a uma tração considerável, capaz de tracionar a viatura no mais acidentados terrenos com rapidez impressionante. O veículo possui um avançado sistema de suspensão, fornecida pela francesas Quiri Hydromécanique, caracterizado pelo controle individual da suspensão em cada uma das rodas.
Nesta imagem é possível observar o passo do controle individual da suspensão.
Isso permite que o veículo possa regular a altura da suspensão quando necessário. Para uso em estradas pavimentadas o mesmo utiliza uma altura mais baixa. Já em terrenos acidentados (off road) se utiliza uma altura maior proporcionando uma melhor mobilidade. Esse recurso oferece uma série de vantagens em relação a  adequação do terreno, giro da torre e disparo da arma em situações de inclinações críticas.
Detalhe do conjunto de suspensão do veículo.
Uma inovação aplicada ao projeto Jaguar é que o movimento inverso (ré) é obtido através de um sistema reversor e não através da transmissão, o que proporciona uma velocidade a “ré” muito maior que a de outros veículos.
Nesta foto podemos observar que as rodas do eixo traseiro estercem junto com as rodas da frente, o que permite uma capacidade de manobra em espaços reduzidos. Uma grande vantagem para operações urbanas.
SISTEMAS ELETRÔNICOS
Sendo um veículo que precisa ser eficiente dentro de um cenário de combate complexo que envolve combate em áreas urbanas ou em campo, lutando com inimigos de vários tipos, desde soldados armados com mísseis anti-taque portáteis, até um carro de combate pesado (MBT), a suíte eletrônica do Jaguar é bastante avançada para essa categoria de veículo.
Sistema de mira Safran Paseo do comandante do carro.
O sistema de mira Paseo, desenvolvido pela Safran Eletronics, foi instalado em diversos tipos de veículos de combate mais pesados e também foi escolhido para ser operado no Jaguar onde ele é composto por uma torre com uma câmera estabilizada para o artilheiro e para o comandante do Jaguar. O sistema garante detecção de alvos a longas distancias, de dia ou de noite (sistema Infravermelho IR) e visada para disparo das armas como o canhão de 40 mm, a metralhadora montada na torre principal, ou mesmo, fornecer dados para designar o alvo para um míssil lançado do próprio Jaguar ou por um lançador remoto, fornecendo dados de geo-localização do alvo.
Sistema de mira Safran Paseo do artilheiro.
O sistema Paseo possui um telémetro a laser que fornece dados precisos de distancia e de visada que aumenta a probabilidade de acerto logo no primeiro tiro. Outra importante capacidade desse sistema é a capacidade de imageamento por setor, dando uma visão panorâmica de alta qualidade e de alto contraste de fundo para busca de alvos escondidos. O sistema permite, inclusive, rastrear alvos, travando automaticamente o sistema em determinado alvo, tanto terrestre, quanto aéreo.
Para controle de fogo é usado o sistema SAVAN 11 que dado a suas compactas dimensões, pôde ser instalado no Jaguar fornecendo dados de alvos a longa distancias, trabalhando de forma integrada a o computador de controle de tiro, produzindo coordenadas para tiros direto ou indiretos.
Sistema de controle de fogo SAVAN 11.
Outro sistema eletrônico que usado pelo Jaguar é o sistema de defesa Antares da Thales. Este sistema fornece uma alta consciência situacional 360º ao redor do veículo, alertando a tripulação quando o veículo estiver sendo iluminado por um sistema de laser, permitindo que medidas evasivas sejam tomadas, e assim, evitando que um míssil guiado por laser atinja o Jaguar.
Thales Antares
O sistema de comunicação, também fornecido pela Thales coloca o recurso para operações centradas em rede, onde o jaguar recebe e transmite dados em tempo real da situação e de alvos no campo de batalha para outras viaturas ou centros de comando.
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ARMAMENTO
O armamento do Jaguar é particularmente pesado para um veículo de reconhecimento. Ele está equipado com a torre francesa Nexter 40 CTAS (Cased Telescoped Armament System)  composto por um canhão estabilizado automático 40 CTA, calibre 40 mm (40×255 mm) compatível com diversos tipos de munição, incluindo:
– APFSDS-T (Armor piercing, fin stabilized, discarding sabot – tracer) – Perfurante de blindagem, estabilizada por aletas com calço descartável – traçante com capacidade para perfurar até  140 mm de blindagem de aço.
– GPR-PD-T  (General Purpose Round Point Detonating – Tracer) Detonação pontual com capacidade de perfurar  210 mm de concreto armado com espoleta com retardo.
– GPR-AB-T (General Purpose Round Airburst – Tracer) Propósito geral
– TP-T (Target Practice – Tracer ) – Treinamento
– TPRR-T (Target Practice Reduced Range – Tracer ) – Treinamento
–  ANTI AERIAL AIRBURST-TRACER –  Munição de fragmentação com capacidade antiaérea  onde um timer eletrônico programável detona a uma distancia específica do alvo para causar danos em uma área ao redor do ponto do alvo. Ainda falando da munição, deve-se observar que a munição do canhão 40 CTA é 4 vezes mais potente que a munição em calibre 30 mm, e ela a granada fica inteira dentro da capsula, o que economiza espaço nos carregadores e na torre.
Torre Nexter T40 montada AMX10RC durante testes de integração do canhão Nexter 40 CTAS (Cased Telescoped Armament System)
Este canhão dispara a uma cadência de 200 tiros por minuto através de seu sistema de culatra rotativa com carregamento automático. Graças a esse sistema, o canhão possui regimes em 3 modos disparo, sendo:  Único (intermitente), Rajada curta (Burst) e modo contínuo (full auto). As munições ficam estocadas em um cofre blindado dentro da torre.
O sistema de carregamento automático (AMMUNITION HANDLING SYSTEM – AHS) proporciona ao artilheiro a opção de escolher qual munição será usada de acordo com o alvo a ser destruído. O canhão possui uma capacidade de elevação de  -10 ° a +75 °. Seu alcance efetivo, chega, dependendo do tipo de munição empregada, a 2.500 metros. É uma arma capaz de destruir veículos blindados leves e a maioria dos IFVs que encontrar pela frente, assim como derrubar uma parede com poucos tiros. São transportados 200 munições para este canhão no Jaguar.
Além do canhão, o Jaguar possui um lançador duplo de mísseis antitanque MMP (Missile Moyenne Portée) do lado direito da torre. Esses potentes mísseis são usados pelo Jaguar para se defender de carros de combate MBTs inimigos ou mesmo, se necessário, destruir edificações fortificadas.
O míssil MMP tem alcance máximo de 4 km e sua ogiva é do tipo HEAT (high-explosive anti-tank) configurada em tandem (possui detonação em dois estágios), ideal para atacar alvos com proteção reativa ERA ou ainda, blindagem tipo gaiola. O sistema de guiagem é dupla e usa um sistema de guiamento por calor (Infravermelho – IR) e por um sistema de TV.
O armamento secundário do Jaguar é composto pela torreta remotamente controlada T3 desenvolvida pela  Renault Trucks Défense (Atual Arquus Defense) especialmente para o Jaguar sendo equipada com metralhadora FN Minimi de 7.62x51mm com 500 cartuchos. Essa torreta é controlada pelo comandante e atua de forma totalmente independente da arma principal, contando com estabilizadores para garantir maior precisão nos disparos.
PROTEÇÃO
Para lidar com as novas ameaças do campo de batalha moderno com forte uso de artefato explosivo improvisado (Improvised explosive device, ou IED), RPGs e armamento de calibres pesados, o projeto do Jaguar deu ênfase a proteção da tripulação. Para isso o veículo incorpora os mais altos níveis de proteção disponíveis. O veículo utiliza o conceito de célula de sobrevivência – Survival cell. Sua blindagem é capaz de suportar impactos de projéteis  em calibre 14.5×114mm AP (perfurante de blindagem)  que segue o Padrão OTAN STANAG 4569 nível 4.
Escotilha de emergência para a tripulação montada no lado esquerdo do veículo.
O veículo possui o assoalho com formato de “V” para permitir uma proteção extra contra detonações de minas terrestres. Essa estrutura é constituída por várias camadas de materiais podendo suportar a explosão de 10 kg de TNT sob seu assoalho. Além disso sua blindagem foi desenvolvida para suportar a maioria das granadas propelidas por foguete.
Sistema Galix de lançadores de granadas fumígenas da torre.
Existe um kit para proteção da tripulação para operações em ambientes de guerra nuclear, bacteriológica e química (NBC), além do sistema Galix de lançadores de granadas fumígenas (4 de cada lado da torre) e mais 4 posicionadas duas em cada lado da traseira do veículo,  que geram uma cortina de fumaça, obstruindo a visão do inimigo assim como a iluminação do Jaguar por sistema de visada a laser para misseis inimigos.
Sistema Galix de lançadores de granadas fumígenas da traseira do veículo.
O Jaguar EBRC representa um tipo de veículo de combate que tem sua importância em franco crescimento devido a mudança do campo de batalha para o perímetro urbano. Com o Jaguar, a força terá uma viatura de menores dimensões, alta mobilidade dada pelas suas rodas com tração 6X6 e um armamento mais leve, mas com poder de destruição capaz de destruir um carro de combate inimigo, uma fortificação inimiga e ainda prestar suporte de fogo para as tropas. Seu menor peso, permite que seja facilmente transportado por aeronaves.
Mock-up do projeto Jaguar durante avaliação de embarque e desembarque de aeronaves. Notem que o veiculo é bem diferente que o modelo final.

 

Graças a sua suspensão com regulagem de altura o jaguar pode diminuir sua altura total e em relação ao solo que possibilita seu transporte em aeronaves e a diminuição de sua silhueta no campo de batalha sobretudo no ambiente urbano.
Sua blindagem, embora eficiente, como descrito anteriormente, ainda é menos capaz que a proteção que um tanque MBT possui. A alta mobilidade é um recurso que ajuda, mas não resolve, essa vulnerabilidade. De uma forma geral, pode-se concluir que a França vai otimizar sua letalidade com esta nova viatura e manterá seu status de uma força militar no estado da arte dentro do ambiente da guerra moderna.
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Jaguar EBRC ao lado de um de um VBCI (Véhicule Blindé de Combat d’Infanterie) 8X8.
FICHA TÉCNICA
Velocidade máxima: 110 Km/h (Em estrada).
Alcance Máxima: 800 Km (Em estrada).
Motor: Motor turbodiesel Renault DXi7 com 500 HP de potência.
Peso: 25 Toneladas (carregado).
Comprimento: 7,3 m.
Largura: 3,0 m.
Altura: 2,6 m.
Tripulação:3 tripulantes.
Inclinação frontal: 60º.
Inclinação lateral: 30º.
Passagem de vau: 1,2 m,
Obstáculo vertical: 0,60 m.
Armamento: Um canhão automático Nexter 40 CTAS em calibre 40 mm,  Um lançador de mísseis antitanque MMP (Missile Moyenne Portée), Uma torreta remotamente controlada T3 com uma metralhadora de uso geral Minimi em calibre 7,62X51 mm

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AFV-BRASIL: AVIBRAS GUARÁ 4WS

Imagem gentilmente cedida pela Avibras

Autor: Anderson Barros

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PREFÁCIO

Após as operações “Tempestade no Deserto (1991), desastre em Mogadíscio (1993),  Força Aliada (1999), o e as ações no Afeganistão (2001) e Iraque (2003)”, as forças armadas do mundo todo puderam comprovar a necessidade de novos veículos para lidar com as novas ameaças do campo de batalha moderno. Assim, os principais exércitos do mundo acabaram por substituir os veículos sem proteção por veículos mais sofisticados e logicamente mais caros e mais pesados, que embora se mantendo dentro de limites dimensionais aceitáveis e continuando a tradição de versatilidade, apresentassem melhor desempenho e maior mobilidade fora de estrada, bem como, oferecessem de um razoável nível de proteção para seus ocupantes. 

Imagem gentilmente cedida pela Avibras

A ORIGEM

Os esboços do projeto do AVIBRAS “Guará” surgiram há mais de uma década e, na sua concepção sempre levou em conta a possibilidade de basear uma nova família de blindados sobre rodas para equipar o Exército Brasileiro.

Desta forma, o então AV-VB4 RE “Guará” foi desenvolvido através de uma importante parceria entre Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento – IP&D da UNIVAP /Secretaria de Ciência e Tecnologia de SP (IP&D/SCTSP) e a AVIBRAS. O veículo foi projetado para atender aos requisitos de uma nova Família de Blindados de Rodas Leves. Porém, o projeto não foi adiante e apenas um protótipo foi construído, sendo este posteriormente para avaliações do Exército Brasileiro em operações no Haiti.

GALERIA AV-VB4 RE GUARÁ

Naquela altura, a então chamada “Nova Família de Blindados de Rodas” (NFBR), envolvia uma “Família de Blindados de Rodas Médios” (FBRM) que passou a se chamar “Viatura Blindada de Transporte de Pessoal-Média de Rodas” (VBTP-MR), projeto este, que culminou nas viaturas Iveco Guarani e a uma “Família de Blindados de Rodas Leves” (FBRL).

Em 2013 o Estado-Maior do Exército (EME), aprovou o Estudo de Viabilidade sobre a Viatura Blindada Multitarefa Leve de Rodas (VBMT-LR). Este estudo vinha como parte do Projeto Estratégico do Exército, denominado “Guarani” cuja viatura da classe 4×4 de massa total de 8,0 ton possuía a capacidade de carga de 1,0 ton e espaço para uma guarnição de 5 tropas.

Naquela ocasião a AVIBRAS apresentou o modelo AVIBRAS “Tupi” 4×4. O novo veículo era resultado da cooperação entre a empresa brasileira e a francesa RENAULT TRUCKS DEFENSE e foi baseado na Viatura SHERPA LIGHT SCOUT. O Consórcio Franco-Brasileiro figurou-se como um dos finalistas, sendo o Italiano, IVECO LMV (Lince) o vencedor do processo de seleção conduzido pelo Exército Brasileiro para aquisição da Viatura VBMT-LR.

Galeria Avibras “TUPI” (Mesmo perdendo a concorrência para o Iveco LMV e com a chegada do Guará 4WS o Tupi continua no Portfólio de produtos da Avibras)

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Nasce o Novo Lobo da Avibras

Todas estas experiências foram importantes para a AVIBRAS que colheu muitos frutos tanto das lições aprendidas com o protótipo do AV-VB4 RE “GUARÁ que operou no Haiti, como dos requisitos do Exército Brasileiro para a VBMT-LR. Todo este conhecimento absorvido permitiu a AVIBRAS lançar-se num projeto ainda mais ousado, o “Guará” 4WS.

A apresentação oficial do protótipo da viatura Guará 4WS 4X4, versão para emprego policial, ocorreu na LAAD Security (Feira Internacional de Segurança Pública e Corporativa) em 2016 no Rio de Janeiro. Imagem gentilmente cedida pela Avibras

Este novo veículo foi desenvolvido para ser um blindado inovador, mais ágil e com grande capacidade de carga e sobrevivência. O 4WS foi concebido de forma a reduzir a ameaça representada pelas minas terrestres e pelos explosivos improvisados (IED- improvised explosive device). O veículo também foi projetado para possuir excelente nível de proteção balística, com acréscimo de capacidade em função da concepção modular que permite adicionar novos itens de proteção.

Avibras Guará 4WS durante sua apresentação na BID Brasil 2016 . O mesmo ostenta a camuflagem no padrão do Corpo de Fuzileiros Navais da Marinha do Brasil. Foto Victor Barreira

O 4WS foi também projetado para possuir maior agilidade e extrema mobilidade fazendo uso de um moderno sistema de suspenção e tração 4×4. A direção nas quatro rodas são características diferencias da viatura e fundamentais para operação no cenário urbano e off road

Foto Luiz Medeiros


Anatomia de um Predador

 CHASSI

O “Guará” 4WS foi desenvolvido fazendo uso de um chassi tipo escada com desenho especial para aumento do espaço interno da cabine; o projeto foi desenvolvido e otimizado através de análise estrutural dinâmica e simulações de carga feito pelo Departamento de Engenharia Veicular da AVIBRAS e é 100% fabricado no Brasil. O conceito visou fornecer um veículo de construção modular, cujo compartimento do motor (Power Pack) pode ser blindado ou não.

Imagem Coleção do Autor

O 4Ws possui uma célula de sobrevivência (Survival cell), o compartimento da tripulação, que é pode ser configurado para comportar de 2 a 10 soldados, dependendo da variante.

Segundo a AVIBRAS o sistema de suspensão é do tipo independente nas quatro rodas com molas helicoidais progressivas com amortecedores hidráulicos. A suspensão faz um trabalho impressionante, absorvendo os impactos na cabine, reduzindo os solavancos comuns em terrenos irregulares e aliviando também o balanço lateral.

A suspensão do Guará 4WS permite uma excelente performance em terreno acidentado. Imagem Coleção do Autor

Os freios são do tipo à disco ventilado nas quatro rodas, com duplo circuito e atuação hidropneumática e ABS. O Sistema de tração permite a utilização da viatura na configuração 4×2, visando à economia de combustível em deslocamentos por rodovias ou vias públicas pavimentadas; para deslocamentos fora da estrada, pode-se engatar a tração 4×4 (tração 4WD – Four wheel drive ).

O sistema possui bloqueio de diferencial dos eixos dianteiro e traseiro para casos de terrenos mais difíceis com lama, areia ou neve.

A viatura possui ainda um sistema automático de monitoramento, enchimento e esvaziamento dos pneus que permite o ajuste individual da pressão dos pneus do eixo dianteiro e do eixo traseiro com a viatura em movimento. Este sistema foi integralmente desenvolvido pela AVIBRAS e é de fabricação 100% nacional.

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Entretanto o maior diferencial do “Guará” 4WS (Four Wheel Steering), reside no seu sistema de esterçamento das rodas traseiras, que proporciona um raio de giro de menor diâmetro de 16 para 6 metros, sendo essa uma característica fundamental para operação no cenário urbano. O conceito de se utilizar um eixo traseiro esterçante em viatura 4×4 reside em uma categoria até então não explorada pois esse tipo de sistema já é empregado em veículos 6×6 e 8×8.

Durante a produção desta matéria a AVIBRAS afirmou para Plano Brasil que há estudos sendo conduzidos de modo a ampliar ainda mais a agilidade do veículo de modo a capacitá-lo a efetuar esterçamento com raios de curva inferiores aos atuais seis metros.

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PROTEÇÃO

Quanto a proteção, o projeto do “Guará” 4WS faz uso de blindagem modular add-on, permitindo que o nível de proteção possa ser configurado em função da missão e do tipo de ameaça presente. A proteção balística atende aos requisitos de proteção da norma OTAN STANAG 4569 e é classificado em nível 3, capaz de suportar impactos de projéteis perfurantes em calibre 7,62X51 mm AP.

A cabine blindada possui 4 portas (duas de cada lado). As mesmas possuem pequenas escotilhas para disparo de armas de dentro do veiculo. Imagem gentilmente cedida pela Avibras

O compartimento da tripulação do “Guará” 4WS possui proteções modulares, sob a viatura (casco em V) contraminas e explosivos improvisados (IED), igualmente em conceito modular, estes itens podem ser conforme o nível de ameaça previsto e também em conformidade com os requisitos de proteção da norma OTAN STANAG 4569 sendo classificados como Nível 2b permitindo proteção contra explosivos de até 6 kg em qualquer uma das 4 rodas.

Painel do condutor do Avibras Guará 4WS Foto: Werther Santana/Estadão

Opcionalmente e dependendo do nível de blindagem solicitado, o compartimento da tripulação da viatura “Guará” 4WS pode ser equipado com sistema anti estilhaçamento (spall-liner).

A blindagem transparente usada nos para-brisas e vidros laterais possui película protetiva anti estilhaçante. Além disso, todos os ocupantes viajam perfeitamente ajustados e amarrados por cintos de segurança em bancos do tipo anti–crash capazes de resistir a explosões, conferindo também mais segurança em caso de tombamento ou capotamento do veículo. Esses componentes são os mesmos empregados na família de veículos Astros.

Foto: Werther Santana/Estadão
Painel do Guará 4WS Foto: Werther Santana/Estadão

Adicionalmente o compartimento da tripulação possui um sistema de pressão positiva, com sistema de filtragem, que assegura a qualidade do ar no interior da cabine. Opcionalmente é possível instalar um Sistema de proteção QBRN (Química, Biológica, Radiológica e Nuclear) com filtros padronizados, conforme preconiza a norma STANAG (NBQ).

Os quatro pneus da viatura possuem dispositivos toroidais tipo run-flat, que possibilitam a viatura se deslocar com segurança e dirigibilidade por muitos quilômetros mesmo quando estes estiverem furados ou rasgados.

PROPULSÃO

O “Guará” 4WS está equipado com um motor Cummins fabricado no Brasil que proporciona uma potência máxima de 250 cv.  O mesmo fica alojado no Power Pack situado a frente, do compartimento da tripulação e que pode ser configurado na forma blindado ou não de acordo com a ameaça. O compartimento é projetado de modo a evitar que o motor em caso de explosão ou choque seja direcionado contra o compartimento da tripulação.

De olho no suporte logístico em nível nacional, a AVIBRAS escolheu o motor de fabricação nacional de modo a otimizar a sua operacionalização em solo brasileiro. A utilização de um motor nacional facilita a manutenção e reduz custos de operação pois existe uma grande rede de fornecedores que trabalham com esse motor podendo dar apoio para o usuário juntamente com a AVIBRAS.

O veículo possui câmbio automático Allison de seis marchas e o veículo de 10 ton possui capacidade de carga para 2,5 toneladas. O sistema de transmissão, suspenção e motor permitem ao veículo trafegar em estradas preparadas ou semi-preparadas a uma velocidade máxima de 120 km/h com uma autonomia de 700 km.

Desenhado para operar em qualquer terreno, o “Guará” 4WS pode transpor trechos alagados com até 1,2 m de profundidade. A capacidade de operar em terrenos irregulares é elevada, e o 4WS é capaz de transpor obstáculos verticais de 50 cm de altura, bem como inclinação frontal de 60º.

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Quanto a mobilidade, além da velocidade e capacidade de giro inigualável a qualquer veículo de sua categoria atualmente existente, o “Guará” 4WS foi pensado para ser facilmente mobilizado por terra, ar e mar. Para tal o veículo é compatibilizado para ser aerotransportado por aeronaves do tipo, C-130 Hércules, KC-390 que por sua vez pode transportar até duas viaturas, podendo ser embarcado/desembarcado de maneira rápida não exigindo preparação alguma. O mesmo também pode ser igualmente aerotransportado utilizando helicópteros pesados o que facilita sua capacidade de deslocamento em casos especiais.

Imagem gentilmente cedida pela Avibras

SISTEMAS DE ARMAS

A Viatura “Guará” 4WS possui como item de série um reparo giratório em sua escotilha no teto que permite a instalação de uma metralhadora de emprego geral calibre 7,62mm ou de uma metralhadora pesada com calibre 12,7mm e plataforma de atirador. Internamente, a plataforma do atirador possui altura ajustável em função da estatura do atirador.

Opcionalmente, a elevada capacidade de carga da viatura e a estrutura da cabine permitem a instalação de diversos sistemas de armas que vão desde uma torreta fechada com acionamento manual, como a Torre PLATT já em uso pelos VBTP-MR “GUARANI” ou mesmo, uma Estação de Armas blindada de operação manual para diferentes tipos de metralhadoras como a REMAN desenvolvida no Brasil pela Ares.

Outra opção são as estações de armas remotamente controladas como a torre REMAx já em uso pelo Exército Brasileiro a qual permite a instalação de armas que vão desde calibre 7,62mm até canhão de 20 mm e integração da estação a arquitetura eletrônica da viatura. Graças as excepcionais qualidades e concepção do projeto uma grande variedade de armas podem ser integradas ao Guará 4WS.

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PERSPECTIVAS

Desde a sua concepção a viatura foi idealizada para atender tanto o mercado militar quanto as forças de segurança e mercado policial o que alarga ainda mais as possibilidades do 4WS.

Em nota ao Plano Brasil, a AVIBRAS afirma que apesar da escolha do Iveco LMV como vencedor do Programa Viatura Blindada Multitarefa, Leve de Rodas (VBMT-LR) a AVIBRAS segue confiante com uma possível aquisição do “Guará” 4WS pelo Exército Brasileiro. Inegavelmente outra possibilidade para a viatura é sua incorporação na família ASTROS como veículo de reconhecimento por exemplo além de outras atribuições dentro desta força.

Recentemente a viatura participou da Operação Formosa 2016 onde teve a oportunidade de operar com o Corpo de Fuzileiros Navais da Marinha do Brasil. Neste exercício o veículo foi apresentado pela empresa como uma opção interessante para o complemento dos veículos Mowag Piranha IIIC e um substituto de parte da frota de veículos Land Rover Defender.

Avibras Guará 4WS operando com o CFN durante a Operação Formosa 2016. Imagem Coleção do Autor

Na Força Aérea Brasileira o “Guará 4WS” poderia ser usado para o transporte de pessoal principalmente em operações de garantia da lei e da ordem e missões de medidas de controle de solo (MCS) onde a força encontra-se desprovida de qualquer tipo de veículo blindado que ofereça segurança aos militares envolvidos em tais missões.

Atualmente a Força Aérea Brasileiras vem participando cada veis mais de missões de Garantia da Lei e da Ordem alem das missões rotineiras de Medidas de Controle de Solo (procedimento de abordagem de aeronaves suspeitas no solo) e da Força de Paz no Haiti. Entretanto a força carece de uma viatura blindada capaz de prover segurança aos seus militares durante a realização de tais operações. Ilustração Athos Gabriel

Apesar de ser inegavelmente ser projetado para o cenário nacional, destacado pela preocupação com a capacidade logística e pós-venda, integração de sistema genuinamente nacionais, o conceito 4WS pode ainda vir a ser uma boa opção para clientes estrangeiros que necessitem de veículos semelhantes, algo que viria a ser mais atrativo caso houvesse o interesse nacional na aquisição do 4WS pelas nossas Forças Armadas e Forças de Segurança.

Mesmo com a escolha do Iveco LMV pelo Exercito a Avibras segue confiante com a aquisição do Guará 4WS pela Força Terrestre e pelo Corpo de Fuzileiros Navais. Foto Victor Barreira

Galeria LAAD Security 2016

CONCLUSÃO

Reconhecida mundialmente pela sua excelência e pela qualidade de seus produtos e sistemas de defesa, a AVIBRAS Indústria Aeroespacial desenvolveu uma excelente viatura que incorpora toda a tecnologia aplicada por ela em seus outros projetos de emprego militar de sucesso.  O 4WS traz consigo um elevado índice de nacionalização dos componentes, que incluem desde os chassis de projeto AVIBRAS e fabricação nacional, até subsistemas de sobrevivência e integração às armas e reparos nacionais de outros fornecedores. Tudo isso junto contribui para um produto de ótimo custo, com garantia de fornecimento e suporte pós-venda de uma empresa 100% brasileira.

O projeto da AVIBRAS é uma aposta nacional e visa resgatar neste nicho de mercado atualmente ocupado exclusivamente por viaturas importadas a inserção de um produto nacional de qualidade. O 4WS foi desenvolvido através de um projeto inovador, o qual rompeu com o modelo tradicional de projetos até então existentes no mercado nacional, oferecendo um veículo atual e modular cujo projeto pode ainda evoluir incorporando as mudanças e necessidades vigentes no futuro.

Galeria Mostra BID 2016

Galeria LAAD Defence & Security 2017

Ficha Técnica AVIBRAS GUARÁ 4WS

AGRADECIMENTOS

*Agradeço e dedico este trabalho ao Editor Chefe (e professor) Edílson Pinto pelas discussões técnicas e incentivos para o desenvolvimento desta matéria. Gostaria de agradecer também a Avibras Aeroespacial pelas informações e imagens cedidas para a realização desse artigo. Em especial  Graziela Marques (Acessora de Imprensa do grupo Avibras), Marcos Agmar de Lima Souza gerente de desenvolvimento de negócios da Avibras. Tambem meus agradecimentos a Luiz Medeiros, Victor Barreira pelas imagens cedidas. (Anderson Barros)

O Autor Anderson Barros ao lado de Marcos Agmar de Lima Souza gerente de desenvolvimento de negócios da Avibras.
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Com garras afiadas e DNA 100% Brasileiro... O lobo da AVIBRAS em breve no Plano Brasil

… Neste Sábado 12.08.2017,  fique plugado no AFV- Brasil…

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AFV-BRASIL: Krauss-Maffei Wegmann DINGO 2 4X4

 

Autor: Anderson Barros

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PREFÁCIO

Os famosos veículos tipo jipes usados a partir da 2º guerra até mesmo nos dias de hoje estão passando por mudanças radicais para poder permitir que seus ocupantes possam sobreviver nos campos de batalha atuais onde a letalidade dos armamentos empregados tem se mostrado mortais contra veículos leves. Mesmo os Humvee, usados pelas forças armadas dos Estados Unidos e seus aliados têm se mostrado excessivamente vulnerável nesses ambientes. Por isso o leve jipe acabou sendo substituído no campo de batalha por veículos maiores, mais pesados e blindados para poder permitir a sobrevivência maior no campo de batalha.

Neste artigo vou apresentar um desses novos veículos blindados leves 4X4; O Dingo 2, desenvolvido pela empresa alemã Krauss-Maffei Wegmann, uma das mais competentes fabricantes de blindados que existe, tendo em seu currículo o desenvolvimento do carro de combate pesado Leopard II, um dos melhores MBTs do mundo e já descrito no Plano Brasil pela série MBT Brasil.

A ORIGEM

Com o início das operações dos Exército Alemão (Bundeswehr ) durante a IFOR mostrou a necessidade de veículos blindados para transporte de tropas mais adequados. Os veículos existentes na época como o Funchs, caminhões MAN e utilitários Wolf (Mercedes Classe G) eram equipados com proteção modular (modularen Schutzausstattung – MSA)  sendo considerados apenas como uma solução paliativa e temporária.

De conceito ultrapassado e pouco eficiente dentro dos novos desafios do campo de batalha do seculo XXI, o popular WOLF (Mercedes-Benz classe G com proteção MSA) precisou ser substituído por um veículo muito mais capaz no final da década de 90 do século passado.

O pacote de proteção MSA oferecia uma baixa capacidade de sobrevivência para a tripulação sendo efetivo apenas conta explosões de uma granada de mão ou disparos de calibre 7,62 mm (não possuindo proteção contra o calibre 7,62 mm AP). Devido a esses fatores o Exercito alemão iniciou estudos para o desenvolvimento de um novo veiculo blindado  todo terreno de nova geração que substituiria todos os veículos táticos 4×4 então em operação no Bundeswehr. As  especificações alemãs visavam um veículo  especialmente projetados e equipados para resistir a explosão de artefatos explosivos improvisados, minas além de possuir blindagem contra projeteis balísticos. A Alemanha analisou modelos Sul Africanos que acabaram servindo de base para o desenvolvimento do conceito. O novo veículo recebeu a designação de Dingo e o primeiro protótipo foi terminado em 1995 desenvolvido sob o chassi do Mercedez-Benz UNIMOG 1550L, com o objetivo de reduzir custos de produção e facilitar a manutenção.

Protótipo do primeiro ATF (Allschutz Transport Fahrzeug) que posteriormente viria a se tornar DINGO.

O Dingo 1 foi aceito em serviço no exército alemão em 1999. Os primeiros veículos de produção foram entregues em 2000. Na Alemanha o Dingo recebeu a designação de ATF (Allschutz Transport Fahrzeug) que significa veículo de transporte protegido.

Três contratos de produção foram atribuídos à Krauss-Maffei Wegmann para um total de 147 unidades Dingo 1 (56 + 57 + 34) e todas foram entregues em meados de 2003.  Exército alemão é o único operador deste MRAP. O Dingo 1 foi destacado em várias operações de manutenção da paz no Kosovo, na Macedônia e no Afeganistão. A produção da primeira geração de Dingo foi encerrada pela Krauss-Maffei Wegmann devido a nova versão Dingo 2. O Dingo 2 está atualmente em serviço na Alemanha, Áustria, Bélgica, República Checa, Luxemburgo, Noruega e Iraque.

A empresa americana Textron Systems obteve a licença de produção local para uma versão do Dingo 2 para os EUA e seus contratos de vendas militares estrangeiras. As Forças de Defesa de Israel se interessaram pelo veiculo requisitando um pedido de aquisição para 60 veículos Dingo-2.  O Dingo destinavam-se a operações na Cisjordânia, em substituição de veículos blindados leves Sufa e Abir.   Posteriormente a IDF solicitou 103 veículos como opção para lotes adicionais sobre os 60 originalmente planejados. No entanto, o Governo Alemão vetou a venda para Israel.

VARIANTES

 O projeto do Dingo originou diversas versões para as mais variadas aplicações que no qual foram sendo desenvolvida mediante as implicações do campo de batalha. Podemos citar algumas dessas variantes:

Dingo 1 Primeira versão do Dingo ficou pronto em  1995, e fazia uso do chassi do Unimog U1550L possuindo uma capacidade de 1400 quilos de carga. Um total de 147 veículos foram construídos e apenas o  Exército alemão é o seu único operador.

Dingo 2 NBC variante para reconhecimento químico, biológicos e radio nucleares (QBRN ou NBC na sigla em inglês) –  vem com uma gama ampla de dispositivos integrados para identificar agentes nucleares, biológicos e químicos, além de outros materiais perigosos.

Dingo 2 GSR

O veiculo e equipado com um  radar de vigilância terrestre BUR (Bodenüberwachungsradar”) pode rastrear movimentos no terreno, no ar rente ao solo e sobre a água. A operação do sistema e do radar é totalmente feita a partir do interior protegido, sem a tripulação ter que deixar o veículo. 

Dingo 2 Ambulance versão  ambulância tática pode acomodar até três pacientes ambulatoriais ou de UTI, ou qualquer combinação dos mesmos, proporcionando maior capacidade e flexibilidade de configuração.

Dingo 2 PickUp veiculo voltado a operações de Logística apresenta um projeto modular capaz de acomodar vários tipos de estruturas, tais como Contêineres, Tanques de combustível, Guindastes entre outros.

Dingo 2 GSI versão configurada como  viatura oficina veicular e eletrônica. A viatura e preparada para manutenção eletrônica e veicular, equipado com ferramentas e equipamentos especiais projetados para suporte direto a outras viaturas.

Dingo 2 ARV versão configurado como viatura socorro equipado com guincho para prestar socorro a outros veículos. O chassi foi alongado e recebeu mais um eixo a fim de uma melhor distribuição do peso.

Dingo 2 EOD versão para a remoção e desativação de explosivos. Possui um braço articulado equipado com câmeras.

Dingo 2 Police versão voltada para operações e patrulhamento policial . Foi desenvolvida para a  Feldjäger  ( Polícia das Forças Armadas Alemãs) que é a equivalente Alemã ao que aqui no Brasil denominamos PE para Polícia do Exército, PA para Policia da Aeronáutica e SP Serviço de Policia na Marinha.

Dingo 2 Command Post

Veículo com capacidade de operação, destinada exclusivamente a prover o comando e controle entre os veículos. O dingo também possui um gerador de energia a diesel, integrado à viatura, que permite a operação de todos os equipamentos, sem a necessidade de manter o motor em funcionamento.

Dingo 2 HD (Heavy Duty)

Nova versão DINGO que fornece uma carga útil significativamente maior com as mesmas dimensões externas que o anterior DINGO 2. O peso bruto do veículo aumentou para 14,5 t. Baseado em um novo chassi Unimog e equipado tambem com um novo motor e transmissão totalmente automática. Possui uma rampa de desembarque na traseira

Dingo 2 Mine Roller Veículo especializado em detecção e limpeza de minas.

Dingo 2 PsyOps veiculo configurado para missões de Operações Psicológicas.

Dingo 2 Patrol Versão básica do veiculo

CHASSI

O projeto do DINGO 2 e bem simples fazendo intenso uso de peças de caminhão como forma de reduzir custos de produção e facilitar a manutenção. O veiculo  foi desenvolvido a partir do chassi do veículo fora de estrada alemão,  UNIMOG “UNIversal-MOtor-Gerät”) U-5000 cuja plataforma serviu de base para concebê-lo e atender a alguns requisitos importantes. Um ponto interessante e que o Dingo 2 não faz uso da carroceria monobloco muito comum em veículos militares modernos.

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O mesmo possui tem um design modular divididos em: chassi, célula de sobrevivência, compartimento de cargas, compartimento do motor e defletor inferior. Esses componentes são integrados ao chassi de forma separada tornando o quadro de chassis mais flexível aumentando sua grande mobilidade tática sem comprometer sua estrutura. Outra característica do chassi e que o mesmo pode ser oferecido em duas versões com 3,250 (3,5 toneladas de carga útil) e 3,850 mm (4 toneladas de carga útil) de distância entre eixos. 

O Dingo 2 é um veículo desenvolvido sob o chassi do UNIMOG , tendo os componentes agregados a este, de forma modular: célula de sobrevivência, compartimento de motor e assoalho anti-mina. Essa característica agiliza, em muito, sua manutenção em caso de impactos e explosões.

 Sua suspensão é de molas helicoidais progressivas com amortecedores, barras estabilizadoras  tem um excelente curso graças aos tubos de torção, que lhe dão uma maior capacidade de cruzamento de eixos e gama de movimentos.Seus eixo dianteiro e Traseiro são do tipo portal que ao contrário dos eixos da maioria dos veículos que ficam alinhados pelo centro das rodas, o Dingo (e os Unimog) usam eixos que ficam alinhados pelo topo das rodas, dando-lhe uma maior capacidade de ultrapassar todo o tipo de terrenos e obstáculos que seriam impossíveis de superar com eixos normais.

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Componentes do chassi Unimog: transmissão, eixo cardã,diferencia, suspensão e freios

Este sistema utiliza engrenagens de redução inseridos na própria roda, fazendo com que o esforço colocado sobre os eixos principais seja mais reduzido – e cabendo a cada roda “amplificar” a força.  Os freios são a disco nas quatro rodas, com ABS/ALB, duplo circuito hidráulico e freio motor de dois estágios, com direção servo assistida hidraulicamente.

A suspensão do Dingo 2 permite uma excelente performance em terreno acidentado.

 

Sistema central de calibragem dos pneus (CTIS) permite mobilidade elevada em qualquer tipo de terreno.

PROTEÇÃO

Sua blindagem é capaz de suportar impactos de projéteis  em calibre  7,62X51 mm AP que segue o Padrão OTAN STANAG 4569 nível 3. O mesmo faz uso de proteção blindada em ângulos de  20 ° ângulo com a perpendicular.

Dingo 2 vitima de um artefato explosivo improvisado ( Improvised explosive device, ou IED). Toda a estrutura da célula de sobrevivência resistiu salvando a tripulação.

A carroceria de ambas as versões têm formato de “V” (Minendeflektor ) para permitir uma proteção extra contra detonações de minas terrestres, um dos maiores problemas observados pelos alemães e aliados na guerra do Afeganistão e no Iraque. Alias, como dito antes, a característica mais importante que distingue esses veículos dos jipes tradicionais é justamente a capacidade de proteção da tripulação. O assoalho externo possui forma de “V” e está localizado abaixo da célula de segurança. É constituída por várias camadas de materiais especiais ( Mexas -Panzerung)  podendo suportar a explosão de até 8 kg de TNT sob qualquer um dois eixos e rodas. Além disso, todos os ocupantes viajam perfeitamente ajustados aos bancos do tipo anticrash capazes de resistir a explosões e amarrados por cintos de cinco pontos oque da mais segurança em caso de tombamento ou capotamento do veiculo.

 O DINGO 2 vem com proteção para ambientes NBQ (Nuclear Biológico e Químico) e sistemas contra incêndio no veículo como padrão de todas as versões. A cabine da tripulação possui uma configuração de quatro portas para embarque e desembarque da tripulação. 

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Comandante e motorista são acomodados na frente do veiculo o restante da tripulação e transportada na parte traseira que conta com seis assentos. O veiculo também possui uma escotilha no teto para operação de uma metralhadora manual.

O Dingo 2 é uma versão aprimorada do modelo Dingo 1 capaz de transportar mais carga e com melhor proteção balística. Reparem a altura do veiculo em relação ao solo e os degraus para embarque e desembarque. Um dos pontos negativos do projeto e a excessiva altura que dificulta a vida da tripulação.

PROPULSÃO

O Dingo 2 usa um motor Mercedes – Benz OM 924 de 4 cilindros e que proporciona uma potência máxima de 218 hp. O mesmo fica alojado no compartimento do motor situado a frente, do compartimento da tripulação. O compartimento do motor e projetado para evitar que o motor em caso de explosão seja direcionado contra o compartimento da tripulação.

compartimento de motor ou Power Pack. O motor Mercedez – Benz OM 924 possui fácil acesso de seus componentes o que agiliza e muito sua manutenção. Entretanto os demais componentes como cardã,transmissão, diferencial ficam alojados “dentro’ do chassi oque dificulta a manutenção.

Sua transmissão e uma Mercedes-Benz UG 3/65 automática com 8 marchas a frente e 8 à ré. Esse conjunto leva o Dingo 2, um veículo com 11900 kg, a uma velocidade máxima de 90 km/h em estradas. Sua autonomia chega nos 1000 km, graças ao seu tanque de combustível ( revestido com espuma seladora para evitar explosões) com capacidade de 220 litros de diesel. Esse desempenho é considerado muito bom para essa categoria de veículo.

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A capacidade de operar em terrenos irregulares é elevada, podendo passar por obstáculos verticais de 50 cm de altura e encarar inclinação frontal de 60º. Embora não seja um veículo anfíbio, ele pode transpor um rio (passagem de vau) com profundidade de até 1,20 metro.

O Dingo 2 não é um veículo anfíbio, mas sua boa altura do solo lhe permite transpor um rio com profundidade de até 1,20 metro.

SISTEMAS DE ARMAS

O Dingo 2 pode ser armado com uma torre  FLW-100  equipado com uma metralhadora MG-3 em calibre 7,62 mm controlada remotamente de dentro de veículo ou ainda uma torre FLW-200 com uma metralhadora pesada em calibre 12,7 mm (.50). Além de metralhadoras, o Dingo pode ser armado com um lança-granadas automático Heckler & Koch GMG de 40 mm capaz de atingir alvos até a 1500 metros e com uma cadência de tiro de 340 tiros por minuto. Embora não haja informações sobre outros armamentos que podem ser instalados no Dingo, certamente que não haveria nenhuma dificuldade de se armar este blindado com um lança-mísseis antitanque como o míssil TOW, por exemplo.

A torre FLW 100, remotamente controlada, está armada com uma metralhadora MG-3 em calibre 7,62X51 mm. Uma versão mais pesada desta torre, chamada FLW-200 pode ser equipada com uma metralhadora pesada M-3M calibre 12X7 mm (50 BMG)

CONCLUSÃO


Com melhorias em conceitos de modularidade e manutenção, na blindagem, motorização, mas acima de tudo em novos sistemas embarcados para maximizar as capacidades de combate do veículo o Dingo 2 é um dos veículos mais bem protegidos de sua categoria. Porém, como todo e qualquer veículo da atualidade, apesar de bem protegido, ainda sofre com ameaças assimétricas as quais enfrenta como visto no Afeganistão e Iraque.

[embedyt] https://www.youtube.com/watch?v=2f_Vqqi3ZUk[/embedyt]

Montado sobre chassi Unimog 4×4, o Dingo 2 possui alta capacidade de manobra e de transposição de terrenos difíceis. Sua altura em relação ao solo e um grande aliado na transposição de obstáculos porem dificulta o embarque e desembarque da tripulação sobretudo com o veiculo em movimento. Outra questão são suas 4 portas em particular as traseiras que não são muito ergonômicas para o embarque/desembarque dos seis membros da tripulação que são ali transportados. Seguindo a linha dos mais modernos veículos da atualidade o Dingo faz uso de pacotes de blindagem modulares e  pode receber um escudo protetor para a proteção do chassi  contra minas anticarro. Porem a instalação dessa proteção adicional dificulta a manutenção dos componentes do eixo de transmissão e todos os componentes relacionados pois os mesmos ficam localizados “dentro” do chassi (uma característica dos veículos Unimog).

O Dingo-2 pode ser aerotransportado por aeronaves do tipo C-160, C-130 Hércules, KC-390 e A400M (e outros cargueiros maiores) podendo ser embarcado/desembarcado de maneira rápida não exigindo preparação alguma. O mesmo também pode ser igualmente aerotransportado utilizando helicópteros pesados do tipo CH-47 (com preparação) ou CH-53 e Mi-26 o que facilita sua implantação em caso de conflito. A Krauss-Maffei Wegmann, KMW, produz um veiculo com excepcionais qualidades que foi testado e aprovado pelo Bundeswehr. O Dingo 2 e o Dingo HD pode-se dizer que esses veiculos são os mais moderno e atualizado que a KMW tem para oferecer a uma nação que almeje operar veiculos dessa categoria.

O Dingo pode ser transportado por uma aeronave C-130 Hercules, extremamente comum em muitas forças armadas do mundo.

AGRADECIMENTOS

*Agradeço e dedico este trabalho ao Editor Chefe (e professor) Edílson Pinto pelas discussões técnicas e incentivos para o desenvolvimento desta matéria. Gostaria de agradecer também a Krauss-Maffei Wegmann  e a Carlos Emílio Santis Junior (Editor do site Warfare) pelas informações cedidas para a realização desse artigo. (Anderson Barros)

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...Sinônimo de robustez, confiança, um veículo testado em combate e ainda mais aperfeiçoado... Vem ai no AFV Brasil- KMW DINGO II

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AFV-BRASIL: Gorkovsky Avtomobilny Zavod 233114 TIGR-M 4x4

 

Autor: Anderson Barros

 Acompanhe a série de matérias clicando em AFV-BRAZIL

 
 

   PREFÁCIO

Durante a Segunda Guerra Mundial, os veículos 4×4 de 1/4 t — vulgarmente conhecidos como jipes (General Purpose)  tornaram-se uma presença comum e numerosa nas unidades do exército americano. A grande quantidade de jipes disponíveis ao final daquele conflito tornou inevitável seu uso por um grande número de exércitos no período do pós-guerra, mormente para missões de reconhecimento e ligação. Apesar de suas conhecidas limitações, a simplicidade, rusticidade e praticidade do veículo acabaram resultando em uma espantosa longevidade. Um dos pontos negativos do jipe era o fato de não oferecer à guarnição praticamente nenhuma proteção contra minas, tiros, ou estilhaços.

As tentativas de blindar o jipe, parcial ou totalmente, não foram muito bem-sucedidas, pois a suspensão do veículo não reagia bem à carga adicional. Eventualmente, os principais exércitos do mundo acabaram por substituí-lo por veículos mais sofisticados e logicamente mais caros e mais pesados mesmo os Humvee, usado pelas forças armadas dos Estados Unidos e seus aliados têm se mostrado excessivamente vulnerável nesses ambientes. Isto porque,  a letalidade dos armamentos empregados tem se mostrado mortais contra veículos leves, que embora se mantendo dentro de limites dimensionais aceitáveis e continuando a tradição de versatilidade, apresentam melhor desempenho e maior mobilidade fora de estrada, bem como oferecessem um razoável nível de proteção para seus ocupantes.

A ORIGEM

O Gaz Tigr foi desenvolvido a pedido do exército Russo que viu a necessidade de dotar suas unidades motorizadas e mecanizadas com um veículo todo terreno de nova geração que substituiria todos os veículos táticos 4×4. Inicialmente este veículos seriam empregados pelo exercito Exercito russo e posteriormente das outras Forças militares e policiais.

A especificação russa previa um excelente desempenho off-road, capacidade de transportar uma grande carga útil, e capacidade sobrevivência para a tripulação.

GAZ 2975 Tigr I, Tigr II e Tigr III.  Os primeiros modelos do Tigr se pareciam  muito com os modelos norte americanos HMMWV devido a isso foram apelidados de “HumveeSky” ou “Hummer Russo”.

O primeiro protótipo do Gaz Tigr foi apresentado na feira  IDEX em 2001 tendo a produção do lote piloto se iniciando em 2004 com a produção de 96 veículos. Porém devido as experiências do Exercito russo nos conflitos da Chechena e observando a experiência americana no Afeganistão e no Iraque onde o uso de artefato explosivo improvisado (Improvised explosive device, ou IED) se mostrou cada vez mais intenso e os Humvee usados pelas forças armadas dos Estados Unidos e seus aliados se mostraram excessivamente vulneráveis nesses ambientes destacando a necessidade de revisões e atualizações nos seus projetos, os projetistas russos se viram na necessidade de igualmente rever seus conceitos.

Outro fator importante foi a mudança na doutrina militar aplicada às forças terrestres, visando a mobilidade, acima de tudo e a capacidade de combate em áreas urbanas, o que imperou para que o Ministério da defesa russo solicitasse uma nova viatura para atender aos novos requerimentos impostos pelas forças Russas.

No processo de desenvolvimento do Tigr (Tigre), foram sendo introduzidos e novas versões surgiram até culminar no  GAZ VPK-233114 Tigr-M. Este último sendo apresentado pela primeira vez durante a exposição Interpolitex em 2010 e se tornando o veículo padrão das forças russas no qual oferece grande mobilidade e proteção a tropa.

VARIANTES

A família de veículos blindados Gaz Tigr representam uma das mais bem sucedidas viaturas de sua categoria no mercado atualmente com mais de 15 países tendo adquirido veículos desse projeto.  O GAZ Tigr possui um design e tecnologia simples o que reduz os custos de aquisição e manutenção.

O veículo base possui aproximadamente o mesmo tamanho que o HMMWV. Seu conceito originou diversas versões para as mais variadas aplicações recebendo diversões equipamento de acordo com as necessidade de cada cliente ou natureza da missão. Podemos citar algumas dessas variantes:

– GAZ-2330/2975 versão utilitária não blindada para o mercado civil e militar

-GAZ-233001 / GAZ-233014 Tigr Scout: veículos blindados de transporte de pessoal da APC (armoured personnel carrier)

Gaz Tigr-2 – versão civil do Tigr. Lançado em uma pequena série a partir de 2008. O carro está disponível em dois níveis de acabamento luxo e regular.

Gaz SP-46 versão duas portas não blindada com capota removível 

Gaz 233034 SPM-1: versão 2 portas blindado adaptado para as s forças russas do  Ministério do Interior russo

Gaz 233036 SPM-2: versão 2 portas blindado lançado em 2006-2007. Variante melhorada em relação a versão anterior SPM-1.

Gaz Tigr SPM-2 da UNOE (Unidade Nacional de Operações Especiais), grupo da Guarda Republicana da República Oriental do Uruguay . Reparem as duas portinholas quadradas no teto, a frontal abrindo para trás e a traseira abrindo para a frente, proporcionando campo de visão de 360º a dois Operadores que as ocupem, bem como proteção balística às suas costas. Uma curiosidade é que uma unidade deste veículo foi extensivamente testada pelo famoso BOPE/RJ

DA SIBÉRIA PARA O RIO DE JANEIRO

O Batalhão de Operações Especiais da Policia Militar do Estado do Rio de Janeiro recebeu no final de 2010 um modelo do veiculo russo GAZ Tigr 233036 SPM-2 no qual recebeu a designação de VTL (Veículo Tático Leve) passou por uma série de análises de balística, de visibilidade e de progressão em área de risco. O veículo também circulou por diversas comunidades do Rio de Janeiro onde foi avaliada (e demonstrada) sua mobilidade.

Os russos realizaram modificações que se mostraram simples e funcionais. Porem ficou pendente a instalação de sistema de ar-condicionado de maior potência (afim de conferir maior conforto aos tripulantes durante as operações com o mesmo sob o calor extremo ao qual estamos acostumados aqui no Rio de Janeiro. ) requisito não atendido pelos russos. Outras modificações foram : 

  • Melhoria da proteção balística para a célula
  • Melhoria da proteção balística dos pneus
  • Melhoria da proteção balística do motor
  • Mais conforto na acomodação dos tripulantes
  • Janelas blindadas basculantes
  • Porta de desembarque modificada
  • Instalação de janelas laterais para pontaria de armas

A instalação de novos bancos para os tripulantes da frente foi mais um requisito imposto pelo BOPE

GAZ Tiger sobre fogo

O  GAZ Tigr, foi submetido a uma bateria de rigorosos testes de balística efetuados pelo próprio BOPE.

Na ocasião o veículo foi alvejado por disparos de armas de diversos calibres, dentre estes o 5,56mm e o 7,62mm, segundo a avaliação do fabricante, o veículo respondeu satisfatoriamente aos ensaios demonstrando robustez proteção tripulação.

O Tigr competiu com outros veículos, como Sul Africano Paramount Maverick  o Renault Sherpa APC francês dentre outros. No final o veiculo da empresa sul-africana Paramount saiu vencedor sendo adquirido oito unidades do Maverick.

Abaixo imagens dos testes balísticos 

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[embedyt] http://www.youtube.com/watch?v=MPmbpbCrs7U[/embedyt]

[embedyt] http://www.youtube.com/watch?v=zsKEgSI4-Ho[/embedyt]

[embedyt] http://www.youtube.com/watch?v=yWa9hYK_viI[/embedyt]

[embedyt] http://www.youtube.com/watch?v=SVLwREreXUo[/embedyt]

 

Gaz 233136 TIGR-6A

A modernização do veículo Tigr-6A foi a maior ocorrida atualmente na família Tigr. Ele foi criado em 2011, desenvolvido para reduzir a ameaça representada pelas minas terrestres e pelos dispositivos explosivos improvisados. Seu projeto deu atenção especial para a proteção da tripulação, de modo que a célula da guarnição recebeu um maior nível de segurança. Os assentos não estão diretamente ligados ao piso, proporcionando uma capacidade de sobrevivência superior aos demais veículos da Família Tigr. Porem o mesmo se encontra em fase de protótipo onde vem realizando diversos testes porem, sem encomendas das forças russas.

[embedyt] http://www.youtube.com/watch?v=GzaV1dJ9SxM[/embedyt]

Gaz Tigr-M

Neste artigo vou apresentar um desses veículos blindados leves 4X4; O Tigr M , atualmente esta sendo fabricado pela Arzamas Engineering Plant (AMZsendo a variante mais moderna da família de blindados Tigr atualmente em serviço.

O Tigr M foi desenvolvido pela empresa GAZ (Gorkovsky Avtomobilny Zavod ) uma das mais competentes fabricantes de veículos da Rússia. O veículo foi projetado pela VKP ( Voenno-Promyshlennaya Kompaniya ) que é uma divisão militar do grupo GAZ.

GAZ VPK-233114 Tiger-M

[embedyt] http://www.youtube.com/watch?v=zYdBaqny9l4[/embedyt]

CHASSI

O Tigr foi desenvolvido fazendo uso de um chassi do tipo escada com longarinas duplas, com reforço estrutural de alta flexibilidade torsional, apto para qualquer terreno. Projetado para ser um veículo com características modulares tem sua estrutura dividida em chassi, compartimento da tripulação (célula de sobrevivência – Survival cell) e compartimento de motor (Power Pack) que fica alojado na dianteira do veículo separados através de uma parede corta fogo e estrutural, com isolamento térmico/acústico. 

Vista traseira do compartimento da tripulação (célula de sobrevivência – Survival cell) acoplado o chassi porem sem as rodas.

Galeria de imagens do Chassi

O Tigr utiliza-se de um sistema de suspensão de barra de torção convencional. Esse sistema é tido pelos russos como além de mais simples muito mais confiável do que o caro e complexo sistema hidropneumático. A confiança que os russos possuem sobre esse sistema de suspensão, sua rigidez e robustez são comprovadas nas mais diversas exibições.  

Todos os braços da suspensão possuem amortecedores hidráulicos montados para limitar o deslocamento excessivo sendo um de cada lado do eixo dianteiro e dois de cada lado no traseiro.

Suspensão independente, com barras de torção e amortecedores hidráulicos telescópicos ( duplos na traseira).

Os freios são a tambor nas quatro rodas, com duplo circuito hidráulico e freio motor de dois estágios, com direção servo assistida hidraulicamente, diferencial autoblocante, tração 4WD (four wheel drive – podem tracionar nas quatro rodas, mas que também operam em 4×2) e sistema de regulação central da pressão dos pneus (CTIS). Alem disso, o Tigr usa alguns componentes automotivos do veiculo 8×8  BTR-80  e  do blindado leve 4x4 GAZ Vodnik.

Eixo dianteiro equipado com apenas um amortecedor hidráulico telescópico. notem o grande cubo de roda onde se aloja o freio a tambor.

[embedyt] http://www.youtube.com/watch?v=zB3CdbB_OdQ[/embedyt]

PROTEÇÃO

A carroceria monobloco é confeccionada em chapas de aço blindado com proteção balística que segue o Padrão OTAN STANAG 4569 nível 3 contra calibre 7.62 x 51 AP e Anti-minas Nível 2 para 6 kg de explosivos em qualquer das 4 rodas.

O assoalho possui revestimento interno Spall-Liner anti-estilhaçamento com três camadas para proteger contra detonações de minas e IED (Explosivos improvisados), muito usados em guerra irregular para destruir ou inutilizar os veículos inimigos.

[embedyt] http://www.youtube.com/watch?v=I50gabcc4kM[/embedyt]

 

[embedyt] http://www.youtube.com/watch?v=p6lQ1B09a2w[/embedyt]

 

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Vista interior do compartimento da tripulação. A carroceria e toda feita em aço balístico e estrutural. Essa técnica diminui os custos de produção pois e uma peça unica. Porem seu ponto fraco e a difícil manutenção em caso do mesmo ser alvejado. Sem partes moveis o compartimento tem que ser totalmente desmontado.

Vista da parte de baixo do chassi notem que não existe nenhuma proteção para o cardã e caixa de transferência. Em veículos de concepção mais moderna existe a opção de proteção para o chassi do veiculo.

 

Os vidros são montados em estruturas basculante e dependendo da versão ou gosto do cliente o mesmo pode ter pequenas escotilhas para disparo de armas de dentro do veiculo.

A cabine blindada tem duas portas na dianteira e uma grande porta traseira (existe a opção de quatro portas mais a porta traseira). O perfil padrão do veículo fornece capacidade de transporte nas seguintes configurações: motorista e 11 passageiros. Outras configurações acomodam 1 + 3, 2 + 4 ou 2 + 7 respectivamente .

GALERIA: 

Em recentes ataques no Daguestão  e Chechênia onde um veiculo Gaz-233014 TIGR Scout foi atacado recebendo disparos de fuzis Kalashnikov, lança-granadas e rifle sniper.SVD. Em outra ataque envolvendo um Gaz-233114 Tigr-M o mesmo foi vitima de um artefato explosivo improvisado ( Improvised explosive device, ou IED). Em ambos os casos a blindagem do veiculo resistiu salvando a tripulação

[embedyt] http://www.youtube.com/watch?v=9HNavtMNWXI[/embedyt]

 

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Todas as janelas são dotadas de seteiras para tiro do interior do veículo.

 

Detalhe do Interior do veiculo.

Existem algumas versões especializadas deste veículo sendo uma excelente plataforma que oferece alta capacidade de carga (1,5 toneladas) e um peso total de 7,200 kg. O compartimento da Tripulação é protegido para condições de guerra nuclear, biológica e química (NBQ). Os pneus do Tigr são do tipo “run flat”, extremamente resistente a tiros podendo trafegar mesmo que perfurado.

Filtros do sistema contra guerra QBN (Química, biológica e nuclear). Um detalhe curioso é que é possível o cliente optar pela proteção NBQ (nuclear, Bacteriológica e Química), sendo que esta proteção não vem de série.
Vista do Painel do Gaz Tigr SMP-2 reparem o monitor que mostra imagens das quatro câmeras externas que, em emergências, podem ser usadas pelo condutor para dirigir, bem como pelo chefe do carro para maior consciência situacional.

PROPULSÃO

A modularidade deste veículo permite a instalação de diversos tipos de motorização para ir de encontro com as necessidades do cliente. Ao todo, estão disponíveis, hoje, 5 modelos de motores, sendo eles: três modelos Cummins serie B :B-180 5.9 L 6 cilindros turbo diesel com 180 CV, B-205 5.9L 6 cilindros Turbo diesel com 205 CV e o B-215 5.9 L 6 cilindros turbo diesel com 215 cv.

Compartimento de motor (Power Pack) onde se pode ver o trem de força YAMZ-534 (de fabricação russa). Os tubos de alumínio fazem parte do compressor turbocharger que aumenta a potencia do motor dos originais 190 cv para os 240 cv de potencia.

Há uma opção com motores russos modelos GAZ-562 3,2L 6 cilindros turbo diesel com 197cv e o YaMZ-534, com 190 hp multicombustível (quando equipado com turbocharged a potencia aumenta para 240 cv). Com qualquer um desses motores podem usar três tipos de transmissão duas automáticas : Allison LCT-1000  de seis velocidades e GM 545RFE de cinco velocidades.

Gaz Tigr-M impossível, não notar o grande ressalvo no capô, necessário por causa do bloco mais alto do motor YaMZ-534 — ele se tornou seu elemento estético mais característico.

Também existe a opção de transmissão manual fabricada pela GAZ de cinco velocidades. O Tigr M, possui uma velocidade máxima de 140 km/h em estradas. Sua autonomia chega nos 900 km esse desempenho é considerado muito bom para essa categoria de veículo.

A capacidade de operar em terrenos irregulares é elevada, podendo passar por obstáculos verticais de 50 cm de altura e encarar inclinação frontal de 60º. Embora não seja um veículo anfíbio, ele pode transpor um rio com profundidade de até 1,20 metro.

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SISTEMAS DE ARMAS

O armamento básico que pode ser usado no Tigr M é composto por metralhadoras de uso geral PKP 6P41 “Pecheneg” em calibre 7,62X54 mm  ou  com uma metralhadora pesada Kord 6P50 em calibre 12,7 x 108 mm , porém não há problemas para instalar metralhadoras de modelos diferentes caso o cliente assim queira.

No lugar da metralhadora pode ser instalado um lança granadas automático AGS-17 Plamya de 30 mm capaz de lançar 400 granadas por minuto. Alternativamente pode ser instalado equipamentos para as mais variadas missões.

Veja alguns exemplos

Arbalet-DM (Crossbow) e uma Estação de Armas Remotamente Controlada (remote controlled weapon station – RCWS) equipada com uma metralhadora pesada Kord 6P50 em calibre 12,7 x 108 mm giro-estabilizada com cadencia de 450 disparos por minuto. A mesma pode operar durante o dia ou noite possuindo uma unidade de controle de fogo PC-SU IPTSYU.201219.026. A Arbalet-DM possui um peso de 250 kg. A estação Arbelet-DM foi desenvolvida pela empresa  Oruzhejnye Masterskie  (de capital privado) em conjunto com a  Oruzhejnye Masterskie . Como opcional a Arbalet pode ser equipada com 4 lançadores de granadas fulminígeras.

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Kornet D: O gaz Tigr pode ser equipado com duas torretas giro estabilizadas armadas com misseis do sistema antitanque Kornet 9M133-1 ( ogiva HEAT – High Explosive Anti Tank, Alto Explosivo Anti Tanque) com 8 km de alcance ou 9M133F-1 (com ogiva termobárica) com 10 km de alcance.

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A empresa russa VPK (Voenno-Promischlennaya Kompanya – “Complexo Industrial-Militar”), desenvolveu um sistema remotamente controlado armado com um canhão 2A72 de 30 mm.

 

[embedyt] http://www.youtube.com/watch?v=N0mcnnSeOqM[/embedyt]

 

A empresa joint stock company Research-and-production corporation Konstruktorskoye byuro ashynostroyeniya desenvolveu um novo sistema de defesa antiaérea de curto alcance ( Short Range Air Defense) Gibka-S. O sistema é composto por uma torreta, dotada de mísseis termo guiados do tipo 9K333 Verba tendo como opção o uso do Igla-S.  Seu objetivo básico é proporcionar proteção móvel contra mísseis de cruzeiro, veículos aéreos não-tripulados (drones), helicópteros e aviões que operem a uma distância de até 6.500 m, voando a menos de 4.500 m de altitude.

Galeria de modelos

Gaz Tigr-M x Iveco LMV

[embedyt] http://www.youtube.com/watch?v=UQSqaf9-hE0[/embedyt]

[embedyt] http://www.youtube.com/watch?v=VJOAZ8g1Ii8[/embedyt]

 Galeria de Imagens

Em Ação

Crimeia

O Veículo foi flagrado pelas câmeras já no inicio da  intervenção militar russa na Ucrânia, iniciada em 24 de fevereiro de 2014 quando as Forças Russas desembarcaram na península da Crimeia, no sul da Ucrânia e tomaram controle da região da mesma. Entre os veículos implantados na região a maioria eram do modelo Gaz Tigr em diversas configurações. Segundo informações a maioria dos veículos implantados no inicio da operação pertenciam a infantaria naval russa (Береговые войска ВМФ России, ou Beregovye Voyska VMF Rossii).

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Síria 

A intervenção russa na Guerra Civil Síria começou no fim de setembro de 2015. Consistindo de uma série de ataques aéreos e navais feitos pelas forças armadas da Rússia contra o grupo extremista autoproclamado Estado Islâmico (EI) na Síria.

Operações terrestres pontuais feitas por forças especiais russas também foram reportadas. Dentre os veículos usados pelas forças russas em operações em solo esta o Gaz Tigr o mesmo também e operado pelas Forças Sírias.

 

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FICHA TÉCNICA

Velocidade máxima: 140 Km/h.

Alcance Máximo: 900 Km.

Motor:  Um motor YaMZ-534 turbocharged  com 240cv de potência.;

Peso: 7,2 toneladas.

Altura: 2,40 m.

Comprimento: 5,7m.

Largura: 2,3 m.

Tripulação: 1+11 soldados equipados dependendo da versão.

Armamento: Diversos dependendo da versão

Trincheira: 0,50 m

Inclinação frontal: 60º

Inclinação lateral: 40º

Obstáculo vertical: 0,50 m

Passagem de vau: 1,20 m

 Especificações das Versões

Modelo

Especificações

Gaz-233034 Tigr SPM-1

Gaz-233036 Tigr SPM-2

Gaz-233014 TIGR Scout

Gaz-233114  Tigr-M

Gaz 233136  TIGR-6A

Massa de combate /ton

7,3

7,6

7,2

7,8

7,8

Massa Vazio /ton

5,8

6,1

6,0

6,6

7,1

Capacidade de Carga / ton

1,5

1,5

1,2

1,2

0,7

Comprimento/m

5,7

5,7

5,7

5,7

5,7

Altura/m

2,3

2,3

2,3

2,4

2,2

Largura/m

2,3

2,3

2,3

2,3

2,3

Distância entre eixo/m

3,3

3,3

3,3

3,3

3,3

Altura do solo/m

0,4

0,4

0,4

0,4

0,4

Velocidade Máxima/km.h-1

125

125

125

140

140

Proteção: Balistica  (Stanag OTAN 4569)

Nível 2

Nível 2

Nível 1

Nível 3

Nível 3

Proteção: Mina Terrestre/ Proteção Explosivo (Stanag OTAN 4569)

Nível 2

Nível 1 Nível 1 Nível 2 Nível 2
Motor/Modelo

Cummins

B180

Cummins

B-205

Cummins

B-205

YaMZ 534

Cummins

B-205

Potência / hp

180

205

205

190 /

240 (turbo)

205

CONCLUSÃO

A primeira vista o veículo impressiona pelas suas linhas e tamanho, embora no mundo existam veículos menores e maiores nesta categoria com muitas opções de diversas qualidades, capacidades e, acima de tudo, preço. . Com melhorias em conceitos de modularidade e manutenção, blindagem, motorização, maximizando as capacidades de combate do veículo torna o Tigr um veículo interessante e competitivo no disputado mercado de blindados 4×4 leves.

Apesar dos bancos estarem ligeiramente suspensos os mesmos não oferecem a adequada proteção para a tripulação ( pois não são capazes de dissipar a energia de uma explosão ). Alem disso não possuem cintos de segurança adequados (cinco pontos) para os ocupantes pois em caso de capotamento ou tombamento do veiculo os tripulantes podem sofrer ferimentos devido ao sistema de cinto de dois pontos .

O Gaz Tigr incorpora tecnologias e soluções que englobam um custo de aquisição e operação bem acessível o que o torna um veículo capaz de operar em ambiente dos mais variados cenários da guerra moderna. Um dos seus pontos negativos e não possuir proteção Modular que possa ser ajustada para se adequar às exigências da missão. Os veículos mais modernos utilizam de pacotes de blindagem modulares  podendo receber um escudo protetor para a proteção contra minas anticarro.

Isso acaba  tornando o Tigr um veículo pesado sem a opção de se reduzir esse peso com a diminuição da blindagem como nos outros veículos de sua categoria. Outro ponto  em relação a segurança que deve ser observado são os assentos, mesmo que não estejam  diretamente ligados ao piso,  apresentam uma baixa capacidade de absorção de explosões e não possuem cintos de segurança adequados o que aumenta os riscos da tripulação. Embora a maioria das deficiências encontradas nos veículos anteriores tenham sido sanadas na versão Gaz 233136 TIGR-6A ultimo membro da família Tigr que atualmente se encontra em fase de teste

 

AGRADECIMENTOS

*Agradeço e dedico este trabalho ao Editor Chefe (e professor) Edílson Pinto pelas discussões técnicas e incentivos para o desenvolvimento desta matéria. Gostaria de agradecer também a GAZ Group pelas informações cedidas, Vitaly Kuzmin, Rustam Bogaudinov e a Sergey Suvorov pelas imagens cedidas para a realização desse artigo. (Anderson Barros)

 

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Das estepes russas, Odiado por seus inimigos, difamado pelos seus concorrentes... Gaz 233114 o Tigre Russo no AFV- Brasil

… Neste domingo 12.02.2017,  fique plugado no AFV- Brasil…

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Vem ai - AFV- BRASIL mais uma série de matérias especiais do Plano Brasil

 

A partir de 12 de Fevereiro de 2017 e atendendo ao pedido dos leitores, o Plano Brasil em colaboração com seus parceiros iniciará uma nova série de reportagens especiais e análises dos principais veículos 4×4 hoje existentes.

As reportagens visam apresentar os principais aspectos e peculiaridades dos mais recentes projetos de veículos blindados existentes.

Deixamos para o público em geral as discussões a cerca dos modelos ideais, a  melhores máquinas, vantagens e desvantagens dos projetos.

E para lançar a série uma surpresa vinda de longe, neste domingo 12. 02.2017 esteja plugado no Plano Brasil e descubra mais sobre este fantástico veículo e suas mais recentes atualizações…

E.M.Pinto