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Conflitos Geopolítica

Muammar Gaddafi voltou a ser inimigo do Ocidente

Muammar al-Gaddafi

Eduardo Febbro – De Paris

Muammar Kadafi foi retirado definitivamente do altar ao qual havia sido conduzido pela gula ocidental, pelos petronegócios e pela desfaçatez do sistema financeiro internacional. O tirano, que durante quase duas décadas foi considerado o “inimigo número um” do Ocidente para logo converter-se no vistoso aliado de seus inimigos de agora, voltou ao seu estatuto originário. A resolução adotada pelo Conselho de Segurança da ONU não deixa nenhum espaço para a ambiguidade: o dispositivo militar já está preparado e só faltava a famosa “base jurídica” reclamada pela OTAN. Paris e Londres levaram até um final tardio sua ideia de instaurar uma zona de exclusão aérea para neutralizar a força aérea de Kadafi.

As provocações mútuas tornaram inevitável a participação árabe-ocidental em uma nova cruzada militar contra um país árabe. A Líbia se soma assim ao Iraque e ao Afeganistão à lista de países que passarão uma temporada sob as bombas de uma coalizão onde o poderio militar do Ocidente marcará as orientações. Era necessário o voto a favor de 9 dos 15 membros do Conselho de Segurança e também que nenhum dos integrantes permanentes do Conselho vetasse a resolução. China e Rússia se abstiveram e com isso abriram passagem ao operativo militar.

A comunidade internacional, fragmentada, salvará no fio da navalha a já asfixiada oposição líbia. Cercada em seu feudo de Benghazi pelas forças leais ao regime, a participação direta do Ocidente era a única cartada que podia salvar a oposição do despenhadeiro. “Preparem-se, esta noite chegamos”, disse Kadafi aos habitantes de Benghazi. Talvez, as primeiras a chegar sejam as bombas ocidentais apoiadas por alguns países árabes como Emirados Árabes Unidos, Qatar e Egito. Washington conseguiu seu propósito de transferir a responsabilidade da ação principal aos países vizinhos, ou seja, os europeus com costas mediterrâneas e os árabes. França e Inglaterra, promotores da resolução, assumirão a maior parte da responsabilidade do Ocidente, apesar de os Estados Unidos serem a força dominante na OTAN.

Não é certo que a guerra total seja a aposta definitiva. O Guia Supremo da desgastada revolução libia soube dar marcha ré diante do abismo. A partir de 2003, Kadafi demonstrou seu sentido de realismo quando, impressionado pela invasão do Iraque e a captura de Saddam Hussein, retrocedeu em seu principal projeto, a acumulação de armas de destruição massiva, e reconheceu a responsabilidade em dois atentados: contra o avião da PanAm que explodiu sobre a localidade de Lockerbie (1988, 270 mortos) e contra o avião francês da companhia UTA (1989, 170 mortos). Esse foi o início do idílio público entre o coronel e seus juízes de anos anteriores. Investimentos e visitas de Kadafi às grandes capitais do mundo e viagens dos democratas a Trípoli consagraram o retorno do coronel ao “eixo do bem”. Ou seja, os negócios ficaram seguros ainda que as mãos que firmavam os contratos estivessem manchadas de sangue.

Pode ser que faça o mesmo agora. A resolução da ONU é ampla e explícita. A OTAN e a Liga Árabe apoiaram a instauração de uma zona de exclusão e isso os converte em aliados diretos da intervenção. Pressionado internamente pelos rebeldes, monitorado pelo céu e cercado pelo mar, Kadafi tem as horas contadas. Kadafi ofereceu a repressão selvagem a seu povo e uma fonte de água benta para que o Ocidente lave a sua má consciência.

Não cabe a mais remota dúvida de que as armas já estão preparadas. Na noite de quinta, tanto o primeiro ministro francês, François Fillon, como o chefe da diplomacia, Alain Juppé, adiantaram que a força seria empregada quando a resolução fosse aprovada. Alain Juppé precisou inclusive o modo da operação: “Está excluído que se faça algo em terra. Está claro. A alternativa é a utilização da força aérea”. Talvez Kadafi tenha calculado mal a convicção de seus sócios do Oeste. Pensou que suas divisões profundas e suas debilidades morais e energéticas permitissem que ele sufocasse a revolta com um custo mínimo. O Ocidente também se equivocou com ele e com as reais capacidades da oposição. As demoras e o duplo erro resultaram em centenas e centenas de mortos, destruição e êxodo de centenas de milhares de pessoas para as fronteiras.

O movimento democrático líbio terminou condicionado à pior opção para triunfar: derrubar Kadafi com o respaldo de forças estrangeiras. Os movimentos de uns e outros condenaram a contrarrevolução líbia a uma assistência estrangeira. Kadafi não deixaria o poder sem matar e sem zombar da OTAN e da ONU. O Ocidente, por sua vez, não podia deixá-lo ganhar sem cair no ridículo. Kadafi foi um sócio perfeito, na paz e na guerra. Sua previsível derrota se forjou segundo suas condições. Matou seu povo sem concessões e provocou o Ocidente para que viessem buscá-lo. A história volta a se repetir com uma pontualidade sangrenta, como no Panamá, Iraque e Afeganistão: outra vez é preciso armar uma coalizão e lançar bombas para extirpar um mal que foi se arraigando com a cumplicidade e até a ajuda direta daqueles que hoje se mobilizam para derrotá-lo. Noriega foi um aliado das superpotências, do mesmo modo que Saddam Hussein no Iraque e os talibãs no Afeganistão. Tirá-los do poder custou milhares de vidas humanas inocentes. Kadafi e seus sócios tardios fizeram cair sobre o povo líbio o mesmo e repetitivo destino.

Tradução: Katarina Peixoto

Fonte:  Carta Maior

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Conflitos Geopolítica

Milicianos de Gaza lançam 50 morteiros em direção a Israel

http://stopthewarnow.net/Gaza2009/Qassam02.jpgSugestão: Cmdt Maranhão

Maior parte dos projéteis lançados pelos palestinos caiu em zonas não povoadas do Neguev

GAZA – Milicianos palestinos lançaram nas últimas horas cerca de 50 morteiros contra o território israelense, o que deixou duas pessoas levemente feridas no oeste do país.

A maior parte dos projéteis lançados caiu em zonas não povoadas do Neguev, sem provocar danos nem vítimas, segundo dados proporcionados por fontes policiais ao serviço de notícias israelense Ynet.

O escritório de informação do Exército israelense confirmou que dois civis israelenses ficaram levemente feridos por estilhaços na região do Conselho Regional de Eshkol, fronteiriço com Gaza, embora tenham evitado confirmar o número de ataques por “motivos de segurança”.

As Brigadas Izz al-Din al-Qassam, braço armado do Hamas, assumiram a autoria de dez disparos de bombas contra uma base militar israelense situada ao sudeste de Gaza.

Testemunhas na Faixa de Gaza asseguraram que a aviação israelense bombardeou quatro alvos em Gaza em represália e que um tanque disparou contra uma casa desabitada no sudeste do território, destruindo-a.

Na sexta-feira, outros dez morteiros foram lançados por milicianos de Gaza, alguns dos quais caíram dentro da faixa palestina sem provocar danos nem feridos.

Na quarta-feira, dois milicianos das Brigadas Izz al-Din al-Qassam morreram em um bombardeio do Exército israelense sobre o centro da Faixa de Gaza.

Fonte: Estadão

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Obama no Brasil

Dilma a Obama: Brasil quer exportar petróleo e também derivados

http://blog.planalto.gov.br/wp-content/uploads/timeline/fotos/2008-2009.jpgEla destacou que o país quer evitar a chamada “doença holandesa” com as exportações do pré-sal e falou até em exportar gasolina

A presidenta Dilma Rousseff declarou diretamente ao hoje seu colega dos EUA, Barack Obama, que o Brasil não quer apenas exportar petróleo do pré-sal sem contrapartidas. Segundo o assessor especial da Presidência para assuntos internacionais, Marco Aurélio Garcia, Obama ratificou o seu interesse em importar petróleo.

Já o Brasil, diz Garcia, não quer exportar apenas derivados do petróleo, mas também seus derivados. Entre eles, estariam produtos petroquímicos e até gasolina.

O assessor explicou que o governo brasileiro quer evitar a chamada “doença holandesa”, termo financeiro que explica a situação daqueles países que atrelaram boa parte da sua economia à exportação de petróleo e acabaram comprometendo suas contas, com dificuldade em converter esses recursos em desenvolvimento social interno.

Segundo Garcia, com o apoio dos EUA, o Brasil quer estimular a cadeia produtiva do petróleo, que envolve fornecedores e os petroquímicos.

Fonte: Último Segundo


http://i0.ig.com/fw/8b/ae/08/8bae08gjflwidtd89p9zbwe7e.jpgPor pouco, americanos ficam de fora de um novo Tupi do pré-sal

Governo deve anunciar outra reserva gigante na Bacia de Santos, “bem pertinho” do bloco sob concessão da petroleira ExxonMobil

Enquanto Brasil e Estados Unidos fecham acordo de cooperação na área de petróleo, a americana ExxonMobil tenta contornar o que pode ser chamado de tremendo azar. A maior petroleira de capital aberto do mundo possui um bloco no pré-sal da Bacia de Santos que, quando licitado, no começo da década passada, chegou a ser considerado por geólogos uma das áreas mais promissoras do País.

Com o passar do tempo, o mito do bloco da Exxon foi derrubado. As perfurações da empresa no BM-S-22 contrariaram as perspectivas dos mais renomados especialistas. Duas descobertas foram realizadas, mas sem quantidade comercial de petróleo. Um terceiro poço também não teria apontado grandes volumes de óleo. Na verdade, o reservatório que todos esperavam existe, sim, segundo uma fonte que participa do processo. Só que esta grande jazida está fora da concessão da companhia americana, ao sul do seu bloco, “bem pertinho”, como define a fonte.

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O iG apurou que uma empresa que realiza análises geológicas com procedimentos de alta tecnologia acaba de finalizar um grande trabalho ao sul do BM-S-22. Com autorização da Agência Nacional do Petróleo (ANP), a CGG coletou dados sísmicos na região e ainda vai processá-los para a interpretação geológica. Desta análise, que será entregue à reguladora nos próximos meses, pode sair outro grande anúncio de reserva, nos moldes de Tupi (rebatizado de Lula) e Libra.

Procurada pelo iG, a ExxonMobil confirma que foram encontradas “quantidades não-comerciais de hidrocarbonetos” no poço Sabiá-1 e Azulão. O poço foi reconhecido como despesa no quarto trimestre de 2010, assim como o poço chamado de Azulão.

Para um executivo do setor, a Exxon deu muito azar. A Petrobras tem sucesso exploratório superior a 90% no pré-sal, com petróleo em praticamente todos os blocos que perfurou.

“Vamos continuar a analisar os dados coletados nos três poços perfurados no BM-S-22 e trabalharemos junto à ANP e nossos parceiros”, informa a empresa, por meio de nota. A Exxon é a operadora do bloco, com 40% da área. A americana Hess possui 40% e a Petrobras, 20%.

Um relatório sobre o bloco operado pela Exxon estaria sendo concluído, segundo outra fonte. A empresa não deverá devolver o bloco, porque ainda há chances de ser bem-sucedida na área, mas “com perspectivas bem mais modestas das que se imaginava inicialmente”.

A ExxonMobil é a única operadora privada dos blocos do pré-sal da Bacia de Santos. A Petrobras opera todos os demais blocos, em parceria com outras empresas minoritárias, como BG e Galp.

Fonte: Último Segundo

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Conflitos Geopolítica

Líbia afirma ter abatido avião francês, Paris nega informação

AFP  –  A TV estatal líbia anunciou neste sábado que um avião francês foi abatido sobre Njela, distrito de Trípoli, por baterias antiaéreas das forças leais ao coronel Muammar Kadhafi.

Fonte: Terra

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Conflitos Geopolítica

TV líbia denuncia ataques contra alvos civis em Trípoli, Zuara, Misrata e Benghazi

AFP  – “Objetivos civis” nas cidades costeiras de Trípoli, Misrata, Zuara e Benghazi foram alvo de ataques aéreos neste sábado dos “inimigos”, informou um porta-voz do Exército líbio citado pela TV estatal.

“O inimigo tomou como alvo objetivos civis em Trípoli, Misrata, Zuara (oeste) e Benghazi (leste)”, revelou a TV líbia, acrescentando que um dos locais atingidos é o hospital de Bir Osta Miled, 15 km a leste de Trípoli.

A TV estatal já havia informado que um ataque aéreo tinha deixado vários civis feridos em Trípoli, onde bolas de fogo e colunas de fumaça eram visíveis no leste da capital.

Um alto oficial líbio qualificou os ataques de “agressão bárbara” contra objetivos civis e militares que provocou “numerosas vítimas” e “graves danos materiais”.

Estados Unidos e Grã-Bretanha dispararam mais de 110 mísseis de cruzeiro Tomahawk contra a Líbia neste sábado, segundo o Pentágono.

Os mísseis foram disparados de navios e submarinos e atingiram “mais de 20 alvos”, incluindo instalações do sistema integrado de defesa antiaérea e de comunicações estratégicas, todos situados na costa, afirmou o almirante americano William Gortney.

Fonte:  Terra

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Conflitos Fotos do Dia Geopolítica

EUA e GB disparam 110 mísseis de cruzeiro contra Líbia

Míssil de cruzeiro Tomahawk

AFP – Estados Unidos e Grã-Bretanha dispararam uma salva de 110 mísseis de cruzeiro Tomahawk contra a Líbia, informou neste sábado o almirante americano William Gortney.

Os mísseis foram disparados de navios e submarinos de Estados Unidos e Grã-Bretanha e atingiram “mais de 20 alvos”, incluindo instalações do sistema integrado de defesa antiaérea e de comunicações estratégicas, todos situados na costa, segundo o almirante.

O ataque ocorreu durante a noite e será necessário “algum tempo” para avaliar seu resultado.

Fonte:  Terra


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Obama no Brasil

Obama: Chegou a hora de tratar Brasil como China, Índia e Rússia

http://i2.ig.com/fw/87/q7/1j/87q71j2abaxzg3bi69bg7pfvo.jpgPresidente dos EUA foi recebido com honras militares na primeira etapa de seu giro pela América Latina

Em discurso para empresários no encerramento do Fórum Empresarial Brasil-EUA, no Centro Empresarial 21, o presidente dos EUA, Barack Obama, anunciou a assinatura de uma série de acordos com a líder brasileira, Dilma Rousseff, para ampliar as relações comercias e econômicas entre os dois países, destacando que chegou o momento de lidar com o Brasil de forma mais séria.

“Tenho o prazer de anunciar que eu e a presidenta Dilma assinamos um Acordo de Diálogo Econômico e Financeiro, porque chegou a hora de tratar o Brasil como China e Índia”, afirmou, sob aplausos. Segundo Obama, as empresas americanas estão prontas para ajudar o Brasil com financiamentos para infraestrutura para a Copa e as Olimpíadas.

O discurso foi feito depois de pronunciamento conjunto com a presidenta do Brasil, Dilma Rousseff, no Palácio do Planalto. No discurso, Dilma Rousseff pediu uma “parceria entre iguais” com o presidente americano, Barack Obama, e a eliminação das barreiras que dificultam a entrada de produtos brasileiros nos EUA como como etanol, carne bovina, suco de laranja e aço. “Nossa relação é um construção entre iguais, por mais distintos que sejam os paises em população, em poderio militar”, disse.

Em seu discurso, Dilma citou “contradições” que precisam ser superadas, pedindo o fim de medidas protecionistas no comércio com os EUA e reformas em instituições como o Banco Mundial, o FMI e o Conselho de Segurança da ONU. “Buscamos relações econômicas mais justas e equilibradas”, afirmou.

Ao reiterar a aspiração do Brasil a um assento permanente órgão, a líder brasileira disse que o País pleitea a vaga porque “um mundo mais multilateral é fundamental para promover a paz”, e não para ocupar um espaço burocrático.

A líder brasileira traçou um paralelo entre as modificações feitas nos órgãos econômicos após a crise iniciada em 2008 e a reforma que o Brasil reivindica para o órgão de 15 membros da ONU – em que apenas EUA, Rússia, China, Reino Unido e França têm poder de veto. “Foi preciso uma crise econômica para forçar a reformar dos órgãos econômicos, no caso do Conselho de Segurança podemos nos antecipar”, afirmou.

Dilma também destacou a importância de estabelecer parcerias com EUA nas áreas de infraestrutura e energia, tendo em vista a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas do Rio, em 2016.

Em seu pronunciamento, o presidente americano afirmou que o Brasil é cada vez mais um líder mundial, e não somente regional, no contexto de uma nova realidade geopolítica global. Apesar disso, não declarou um apoio explícito à reivindicação brasileira ao Conselho de Segurança, afirmando apenas que os EUA continuarão trabalhando com o País e outros parceiros para tornar o órgão mais representativo, com a participação de novos atores importantes no cenário mundial.

Um comunicado conjunto publicado depois do pronunciamento, e assinado pelos dois presidentes, afirma que Obama “manifestou seu apreço” pela intenção do Brasil de se tornar membro permanente do Conselho de Segurança e reconheceu as “responsabilidades globais” assumidas pelo País.

Em sua fala, Obama disse que o Brasil, como uma das maiores democracias do hemisfério, promove uma maior integração entre as Américas. O presidente americano destacou o “crescimento extraordinário” do Brasil, que passou de receptor de ajuda externa para doador de recursos a outros países. Ele também expressou a vontade de seu país de se transformar em “um grande cliente” das fontes de energia brasileiras.

Obama citou o “sacrifício” feito por pessoas como Dilma para transformar o Brasil de uma ditadura para uma democracia, e disse ter certeza de que a sua colega brasileira exercerá a liderança para viabilizar o progresso na relação entre os dois países.

Após o encontro no Palácio do Planalto, Dilma e Obama seguiram para o Itamaraty, onde encerraram um encontro de CEOs brasileiros e americanos e assinaram um acordo de Previdência. Posteriormente, vão participar de almoço com empresários e outros convidados.

Antes do almoço, Dilma relembrou as características multiétnicas dos dois países e reiterou as grandes possibilidades econômicas de parceria entre os dois países.

Chegada ao Brasil

Obama foi recebido na manhã deste sábado por Dilma Rousseff em uma cerimônia que começou às 10h28. O líder americano passou as tropas em revista antes de subir a rampa do Planalto, onde encontrou Dilma e o ministro das Relações Exteriores, Antônio Patriota. A primeira-dama Michelle Obama já estava no topo da rampa, onde chegou separadamente do marido. Após execução dos hinos americano e brasileiro, Obama entrou no palácio, onde posou para fotos ao lado de Dilma, cumprimentou ministros e autoridades e viu uma exposição de artistas brasileiros.

Durante a amnhã, Obama e Dilma participaram de uma reunião avançada para acertar os detalhes dos tratados e acordos entre EUA e Brasil. No total, são oito atos e dois acordos relativos a parcerias nas áreas comercial, econômica, social, cultura e ciência e tecnologia. Michelle não ficou para a reunião no Planalto para poder participar de um evento cultural com jovens brasileiros no restaurante Oca da Tribo, no Setor Clube Esportivo Sul de Brasília

A cerimônia no Planalto começou um pouco mais de duas horas depois de Obama chegar, com sua família, à Base Aérea de Brasília, para começar a primeira etapa de um giro latino-americano de cinco dias que incluirá o Chile e El Salvador e foi descrito pela Casa Branca como “emblemático”.

Em sua mensagem semanal, que coincidiu com o início de sua primeira viagem pela região, Obama afirmou neste sábado que a aliança com a América Latina é cada vez mais “vital” para os EUA. “Sempre tivemos um vínculo especial com nossos vizinhos do sul. É um vínculo que nasce de uma história e de valores comuns, e milhões de americanos com raízes na América Latina o reforçam”, afirmou Obama em seu discurso gravado, divulgado nos EUA na manhã deste sábado. Já em entrevista concedida à revista Veja, o líder americano disse que os EUA não estão em declínio e buscam uma relação mais próxima com o Brasil.

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Com sua mulher, Michelle, e as filhas Malia e Sasha, o líder americano desembarcou às 7h42 na Base Aérea depois de o avião Air Force One ter pousado às 7h31. Após o desembarque, Obama e sua comitiva seguiram para o hotel Golden Tulip, onde ficaram antes do encontro com Dilma e receberam camisetas e chinelos de dedo de presentes.

Logo após a chegada à base aérea, representantes do governo brasileiro e americano assinaram os dez acordos e tratados de cooperação anunciados posteriormente na declaração oficial no Planalto. Entre os documentos há memorandos para o Comércio e para parcerias em grandes eventos esportivos, como a Copa do Mundo e as Olimpíadas de 2016

A viagem, que ocorre em meio à tragédia do Japão e à crise na Líbia, foi descrita como muito importante pelo governo americano. “Vemos uma enorme convergência de interesses entre Brasil e EUA, e um momento enorme de oportunidades”, afirmou nesta semana o conselheiro adjunto de Segurança Nacional dos EUA, Ben Rhodes.

No Planalto, Obama não se esqueceu da crise na Líbia, reiterando que os EUA estão preparados “para atuar rapidamente” para proteger a população líbia dos ataques do regime de Muamar Kadafi.

Washington quer aproveitar o enorme potencial econômico da relação bilateral com o Brasil, que se transformou na sétima potência econômica e cujas trocas comerciais com os EUA dobraram na década passada.

Depois que China superou os EUA como principal comprador das exportações brasileiras, Washington quer recuperar a iniciativa e está interessado, segundo a Casa Branca, em desenvolver uma colaboração em energia e infraestruturas – principalmente em relação aos investimentos que o Brasil terá de fazer para os Jogos Olímpicos de 2016 e a Copa do Mundo de 2014. Além disso, o Brasil conta com reservas de petróleo que equivalem ao dobro das americanas e vê a perspectiva de se transformar em exportador da matéria-prima.

Antes de embarcar às 18h20 para o Rio de Janeiro, para a segunda etapa de sua viagem no Brasil, o líder americano comparece às 17h20 de uma recepção no Palácio do Alvorada oferecida por Dilma. A despedida será com um quitute tipicamente brasileiro: pão de queijo.

*Com BBC e EFE

Fonte: Último Segundo

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Fotos do Dia Geopolítica

Para analistas, Brics se articularam em voto sobre Líbia na ONU

http://i.telegraph.co.uk/telegraph/multimedia/archive/01375/Sarkozy_1375359c.jpgCamila Viegas-Lee

De Nova York para a BBC Brasil

A abstenção de Brasil, Rússia, Índia e China (que juntos formam o grupo conhecido como Bric) na votação no Conselho de Segurança da ONU na quinta-feira, que autorizou ações militares na Líbia, refletiu uma articulação desses países no órgão, segundo analistas ouvidos pela BBC Brasil.

A resolução, proposta pela Grã-Bretanha, França e Líbano, foi aprovada com dez votos a favor, nenhum contra e cinco abstenções. A medida estabeleceu uma zona de exclusão aérea na Líbia e autorizou “todas as medidas necessárias” para “proteger civis e áreas habitadas por civis” de ataques das forças do coronel Muamar Khadafi.

Para Paulo Sotero, diretor do Instituto Brasil do Centro Woodrow Wilson, em Washington, “não devemos menosprezar o grau de articulações que há entre esses países (membros do Bric) (…) sobretudo às vésperas de um encontro (do grupo) na China”.

Segundo Sotero, o voto da resolução sobre a Líbia pode ser visto como um teste do futuro Conselho de Segurança.

“O dia em que o Conselho for reformado, esses quatro países estarão lá”, diz o analista. Rússia e China são membros permanentes do órgão e têm o poder de veto; Índia e Brasil ocupam vagas rotativas no Conselho, mas pleiteiam o mesmo status dos primeiros.

‘Voto do Bric’

Segundo Riordan Roett, diretor do programa de estudos de América Latina da Universidade Johns Hopkins, também de Washington, “não há dúvidas de que foi um voto do Bric”.

“Acho que veremos mais solidariedade no futuro em questões relacionadas. As prioridades da política internacional do Bric vão se diferenciar cada vez mais do G7 (grupo que integra as sete economias mais desenvolvidas do globo). Na minha opinião, o voto foi mais um desejo de se diferenciar dos países industrializados.”

Apesar da articulação e do interesse de Índia e Brasil em integrar permanentemente o Conselho, Roett diz que se trata de uma “questão de política muito complicada” e que levará tempo até que um acordo seja alcançado.

“Será interessante ver se o voto terá qualquer impacto na viagem de (Barack) Obama ao Brasil.”

Para Thomas Trebat, ex-diretor da divisão de América Latina do Citigroup, professor e atual diretor-executivo do Centro de Estudos Brasileiros da Universidade de Columbia, em Nova York, “é possível que tenha havido um tipo de acordo prévio dos quatro países, mas, do ponto de vista do Brasil, que conheço melhor, essa ação de abstinência de voto é completamente consistente com a linha do Brasil na ONU”.

“A intervenção brasileira tradicionalmente tenta evitar ações militares”, diz Trebat.

Justificativas

Ao justificar a abstenção na votação, os países usaram argumentos semelhantes. A embaixadora brasileira na ONU, Maria Luisa Viotti, disse que o Brasil teme que ações militares exacerbem tensões e façam “mais mal do que bem aos próprios civis com cuja proteção estamos comprometidos”.

O representante da Índia no Conselho, Hardeep Singh Puri, afirmou que não havia clareza sobre detalhes da intervenção e como ela seria executada. Puri também expressou preocupação com possíveis vítimas civis das ações militares.

O Ministério de Relações Exteriores da China afirmou que o país se opõe “ao uso de força em relações internacionais e tem sérias reservas com parte da resolução”.

Um representante do governo da Rússia, por sua vez, disse à agência russa Interfax que um ataque ao território líbio poderia desencadear uma guerra entre o Ocidente e o mundo árabe.

O conceito dos Brics, acrônimo que agrupa os três maiores países em desenvolvimento (China, Índia e Brasil) mais a Rússia, foi formulado em 2001 por Jim O’Neil, economista-chefe do banco americano de investimentos Goldman Sachs.

Em 2006, segundo texto no site do Itamaraty, chanceleres dos quatro países se reuniram durante a 61ª Assembleia Geral da ONU. A partir de então, os países começaram a atuar coletivamente em alguns foros mundiais, embora o grupo tenha um caráter informal, sem possuir um documento constitutivo nem fundos destinados a financiar suas atividades.

Fonte: BBC Brasil

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Obama no Brasil

Obama diz a Dilma ser difícil apoio explícito sobre ONU, diz ministro

http://i1.r7.com/data/files/2C92/94A4/2ECC/F64B/012E/CF3C/10FA/35EA/OBAMA-dilma-cumprimento-20110319-G.jpg

Sugestão: Lucena

O presidente americano, Barack Obama, disse à presidente Dilma Rousseff que concorda com a ambição do Brasil de ter um assento permanente no Conselho de Segurança da ONU (Organização das Nações Unidas), durante reunião entre os dois no Palácio do Planalto neste sábado (19). Mas, segundo o relato de um ministro que pediu para não ter seu nome revelado, Obama explicou que, para os Estados Unidos, é difícil deixar sua posição explícita nesse tema.

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Obama vai ao Rio ainda neste sábado

Conheça a trajetória de Barack Obama

Obama visita o Brasil pela primeira vez. Opine

– Ele comentou que quando apoia o pleito de algum país ganha um amigo, mas também adquire outros inimigos. Ele falou isso para explicar como é difícil para os EUA defenderem sua posição publicamente.

Durante a declaração à imprensa, Dilma foi enfática ao defender a reforma do conselho e disse que o Brasil está preparado para ocupar uma vaga permanente.

– Não nos move o interesse menor pela ocupação burocrática de espaços da representação, o que nos mobiliza é a certeza de que um mundo mais multilateral produzirá benefícios para a paz e harmonia entre os povos.

No comunicado conjunto dos dois presidentes, eles também manifestaram a necessidade de reforma no Conselho de Segurança para “responder aos desafios do século 21”.

– [Os presidentes] expressaram seu apoio a uma expansão limitada do Conselho de Segurança que aprimore suas efetividade e eficiência, bem como sua representatividade. O presidente Obama manifestou seu apreço à aspiração do Brasil de tornar-se membro permanente do conselho.

Brasil e EUA discordam sobre intervenção na Líbia

Mas, ao mesmo tempo em que busca uma reforma no Conselho de Segurança e o apoio dos EUA para sua demanda de ter uma vaga como membro permanente, o Brasil mais uma vez foi em direção diferente da americana na última votação do órgão da ONU.

Nesta quinta-feira (17), o Brasil se absteve na votação da resolução que autorizou uma zona de exclusão aérea sobre a Líbia e “todas as medidas necessárias” para proteger os civis contra as forças do líder líbio Muammar Gaddafi.

No encontro com Obama, Dilma disse que “nem sempre a ação militar é o melhor caminho”. Segundo relato do ministro à agência de notícias Reuters, foi a presidente quem tomou a iniciativa de tratar do assunto, reforçando que o Brasil sempre defende a paz em lugar da guerra, e ponderou a alternativa do diálogo.

Em sua declaração pública, após o encontro com Dilma, Obama reafirmou a posição norte-americana sobre o assunto.

– O povo da Líbia precisa ser protegido e, na ausência de um fim imediato à violência contra civis, nossa coalizão está preparada para agir, e agir com urgência.

Fonte: R 7

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Obama no Brasil

Ao lado de Dilma, Obama diz que Brasil é cada vez mais um líder mundial

http://wscdn.bbc.co.uk/worldservice/assets/images/2011/03/19/110319173221_obama_rousseff_226x170_abr_nocredit.jpgAlessandra Corrêa

Enviada especial da BBC Brasil a Brasília

O presidente americano, Barack Obama, disse neste sábado, em Brasília, que o Brasil é cada vez mais um líder mundial, e não somente regional, no contexto de uma nova realidade geopolítica global.

Em pronunciamento conjunto com a presidente Dilma Rousseff, feito no Palácio do Planalto, Obama não expressou diretamente seu apoio ao ingresso do Brasil como membro permanente do Conselho de Segurança da ONU.

No entanto, o presidente americano afirmou que os Estados Unidos vão continuar trabalhando “ao lado do Brasil e de outros países” para tornar o Conselho mais representativo, com a participação de novos atores importantes no cenário mundial.

Um comunicado conjunto publicado depois do pronunciamento, e assinado pelos dois presidentes, afirma que Obama “manifestou seu apreço” pela intenção do Brasil se tornar membro permanente do Conselho de Segurança e reconheceu as “responsabilidades globais” assumidas pelo país.

Segundo uma fonte do governo brasileiro, o fato de Obama ter manifestado, no comunicado final, seu “apreço” à ambição brasileira de ter uma vaga permanente no Conselho de Segurança foi considerado positivo, por ter sido um apoio dado por escrito.

No entanto, o gesto esperado pelo lado brasileiro era uma manifestação pública de apoio ao Brasil, assim como a oferecida pelo presidente americano à Índia, no ano passado, em discurso feito em Nova Déli.

Em sua fala, Obama disse que o Brasil, como uma das maiores democracias do hemisfério, promove uma maior integração entre as Américas. O presidente americano destacou o “crescimento extraordinário” do Brasil, que passou de receptor de ajuda externa para doador de recursos a outros países.

Obama citou o “sacrifício” feito por pessoas como Dilma para transformar o Brasil de uma ditadura para uma democracia, e disse ter certeza de que a sua colega brasileira exercerá a liderança para viabilizar o progresso na relação entre os dois países.

O presidente americano afirmou que sua visita ao Brasil é uma oportunidade para estreitar a parceria entre os dois países nas áreas de energia renovável e de comércio. Ele também destacou as ações conjuntas entre EUA e Brasil em ações humanitárias, no combate ao tráfico de drogas e contra o trabalho infantil.

Dilma

Em seu discurso, Dilma ressaltou o fato de ela ser a primeira mulher na Presidência brasileira, recebendo em visita oficial o primeiro presidente negro da história dos Estados Unidos.

Dilma citou “contradições” que precisam ser superadas, pedindo o fim de medidas protecionistas no comércio com os Estados Unidos.

Ela reconheceu os esforços tomados pelo governo americano para sair da crise, mas disse que é necessário romper as barreiras aos produtos brasileiros e corrigir “desequilíbrios” na relação comercial entre os dois países.

A presidente pediu reformas em instituições como o Banco Mundial, o FMI e o Conselho de Segurança da ONU.

Quanto ao Conselho de Segurança, a presidente pediu um assento permanente no órgão, afirmando que o Brasil é um país comprometido com a paz, a tolerância e o diálogo, e que não pretende realizar uma “ocupação burocrática” de espaços como este.

Dilma destacou a importância de estabelecer parcerias com Estados Unidos nas áreas de infraestrutura e energia, tendo em vista a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas do Rio, em 2016.

Almoço

Depois do pronunciamento, em almoço promovido para mais de 150 pessoas no Palácio Itamaraty, Dilma afirmou que o Brasil está pronto para dar sua “contribuição à paz internacional” no Conselho de Segurança da ONU. “Queremos contribuir para uma multipolaridade benigna”, disse.

A presidente também ressaltou a importância da cooperação entre Brasil e Estados Unidos na exploração do petróleo da camada do pré-sal e no desenvolvimento de tecnologias de energia renovável.

Sobre comércio, Dilma afirmou que tanto Brasil quanto Estados Unidos esperam uma conclusão bem-sucedida na rodada Doha, iniciada em 2001 para estimular o comércio entre os países e reduzir o protecionismo, mas que acabou suspensa em 2008 devido a desacordos sobre questões agrícolas.

Por sua vez, Obama citou o ex-presidente Juscelino Kubitschek (1956-61) ao dizer que Brasília seria “o raiar de um novo dia”, e afirmou que sua visita cria as bases para cooperação não apenas para os povos americano e brasileiro, mas para todo o mundo.

O presidente americano afirmou que pretende ajudar o Brasil no que for possível em seu caminho de progresso econômico. “O crescimento do Brasil é um dos principais empreendimentos da nossa era”, disse Obama.

Fonte: BBC Brasil

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Aviões franceses atacam tanques militares da Líbia

http://4.bp.blogspot.com/-eU4BgfsYtl4/TYKPyRhOr-I/AAAAAAAADCU/anIgXlQw2Rk/s400/Hajo%2B%2528%25C2%25ABno-fly-zone%25C2%25BB%2529.jpgOs aviões franceses que neste sábado começaram a operação militar na Líbia abriram fogo contra as forças de Muamar Kadafi, anunciou o Ministério da Defesa francês, que ressaltou que a missão pretende garantir a exclusão do espaço aéreo e evitar ataques contra a população civil. Segundo o presidente francês, Nicolas Sarkozy, ação acontece para impedir que as forças do governo líbio ataquem o reduto rebelde de Benghazi.

Thierry Burkhard, coronel do Estado-Maior do Exército, indicou em entrevista coletiva que um dos caças franceses envolvidos nas operações desta tarde realizou “um tiro por volta das 17h45 contra um veículo militar”. Citando fontes dos rebeldes, o canal de televisão “Al Jazeera”, a emissora disse que os caças franceses Rafale destruíram pelo menos quatro tanques, sem dar mais detalhes.

A ação começou horas depois de líderes ocidentais e árabes terem se reunido em Paris para chegar a um acordo sobre a ação para confrontar o líder líbio, Muamar Kadafi. “Nossa Força Aérea se oporá a qualquer agressão”, disse o presidente Nicolas Sarkozy, que previamente havia anunciado que aviões franceses já sobrevoavam a Líbia.

Segundo Sarkozy, caças franceses Rafale sobrevoavam a Líbia para realizar uma missão de reconhecimento do território. A aviação francesa tem o objetivo de “impedir ataques aéreos contra a população em Benghazi”, no leste do país.

Outros aviões estão “prontos para intervir contra blindados” do exército líbio, disse o presidente francês.

Sarkzoy confirmou as operações militares na Líbia após uma reunião extraordinária em Paris sobre a crise no país africano. O encontro contou com a presença de 22 representantes de governos e de organizações internacionais (ONU, Liga Árabe e União Africana).

O clima de urgência da cúpula foi aumentada após informações de que Benghazi continuou sendo palco de enfrentamentos apesar de um cessar-fogo anunciado pelas forças do regime líbio. Neste sábado, um avião caça chegou a ser abatido e caiu, em chamas, sobre Benghazi.

“Se não houver um cessar-fogo imediato, nossos países recorrerão a meios militares”, disse Sarkozy, após o encontro.

O presidente francês afirmou que o líder líbio, Muamar Kadhafi, “desdenhou” o ultimato da comunidade internacional, “intensificando seus ataques assassinos nas últimas horas”.

Mas Sarkozy deixou uma porta aberta e afirmou que “ainda é tempo para Kadafi evitar o pior”. Se respeitar a resolução da ONU, indicou o presidente francês, também que “as portas da diplomacia se abrirão quando os ataques cessarem”.

Sinal verde

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Na quinta-feira, a ONU adotou a resolução 1.973, que instaura uma zona de exclusão aéra na Líbia para proteger os civis de bombardeios e autoriza os Estados membros a tomarem “todas as medidas necessárias” para proteger os civis dos ataques, excluindo a possibilidade de envio de forças de ocupação estrangeiras.

“Nossas forças irão se opor a todas as agressões”, disse Sarkozy. “Nossa determinação é total”, acrescentou o líder francês. O presidente francês afirmou que “todos os meios necessários, particularmente militares serão aplicados para garantir o respeito das decisões do Conselho de Segurança da ONU”.

O governo líbio anunciou um cessar-fogo na sexta-feira, mas desde o princípio os rebeldes e líderes da comunidade internacional se mostraram reticentes em relação ao anúncio. Neste sábado, a reportagem de BBC em Benghazi testemunhou a entrada de tanques das forças do coronel Muamar Khadafi entraram na cidade.

Por volta das 9h da manhã do horário local, um avião caça foi atingido, pegou fogo e caiu sobre a cidade em um movimento dramático. A violência em Benghazi fez com que centenas de carros deixassem a cidade em direção à fronteira com o Egito, ainda mais ao leste do país. Outros tentam fugir a pé.

A agência de refugiados da ONU, Acnur, diz que está se preparando para receber 200 mil pessoas que tentam se afastar dos combates.

‘Hora de agir’

Com a popularidade baixíssima nas pesquisas de opinião na França, o presidente Sarkozy, que reconheceu ter minimizado a importância dos levantes populares na Tunísia e no Egito, quis tomar a dianteira na crise líbia.

Analistas creem que o país de Sarkozy deve liderar a operação na Líbia ao lado da Grã-Bretanha. Ao fim da reunião em Paris, o primeiro-ministro britânico, David Cameron, acusou Khadafi de desrespeitar o cessar-fogo anunciado pelo seu governo e pôs sobre líder líbio a responsabilidade pela ação militar europeia.

“O coronel Khadafi fiz isto acontecer, porque mentiu para a comunidade internacional. Ele prometeu um cessar-fogo e quebrou o cessar-fogo. É hora de agir”, disse Cameron à BBC. Ele acrescentou que a necessidade de ação militar é “urgente”.

“Temos de pôr em ação o desejo das Nações Unidas. Não podemos permitir que continue o massacre de civis.” A coalizão de forças também pelos Estados Unidos e diversos países europeus e árabes.

Na sexta-feira, o presidente americano, Barack Obama, subiu o tom contra o líder líbio e afirmou que Kadafi deve cessar as hostilidades contra opositores ou “enfrentar consequências”. “Todos os ataques contra civis devem parar. Khadafi deve impedir que suas tropas continuem avançando para Benghazi e retirá-las de Ajdabiyah, Misrata e Zawiya.”

“Deixe-me ser muito claro: Esses termos não são negociáveis. Se ele não acatar, a comunidade internacional irá impor conseqüências”, afirmou Obama.

*Com BBC

Fonte: Último Segundo

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Detalhes sobre a missão Rafale sobre a Líbia

http://cavok.com.br/blog/wp-contents/uploads/2010/02/rafale-photo_sirpa_air-site-armee-de-l-air.jpg

Ao todo, cerca de 20 aeronaves estão realizando as primeiras missões sobre a Líbia.

11h00 PM (Horário da França) 4 Rafale C (esquadrão Provence) armados com mísseis mica deixaram   a Base Aérea de Saint Dizier para  aplicar a Zona de Exclusão Aérea sobre a Líbia, mediante resolução da ONU.

11h10 AM Uma patrulha de dois outros Rafale B com um pod-NG Reco  deixaran a Base Aérea de Saind Dizier para realizar uma missão reconhecimento sobre a Líbia.

02h30 PM 2 Mirage 2000D (Ardenas esquadrão / Nancy Base Aérea), escoltado por dois Mirage 2000-5 (Cigognes esquadrão / Base Aérea de Dijon), bem como dois Rafale com bombas AASM para operações CAS na Líbia.

Outros meios aéreos que participam neste primeiro dia: francês Boeing C135 (esquadrão Bretagne) e E-3F de Istres e bases Avor Aérea.

Caças F-18G Growler americanos também foram vistos em uma base aérea italiana e são (ou serão) usados  na operação.

05h45PM, o Ministério da Defesa francês revelou que um desses caças tiro contra um veículo militar líbio.

A emissora de TV Al Jazzeera está relatando que, pelo menos, 4 tanques líbio teria sido detruídos por caças franceses.

Abaixo segue uma foto que mostra os supostos meios utilizados na operação.

https://lh5.googleusercontent.com/-Duc_pl4EHac/TYTwUXiLHsI/AAAAAAAAAmQ/7eadCAAQaCY/s1600/Rafale_over_Libya2.jpg

Fonte: Rafale News