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A realidade é outra

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Sugestão: Cel Paulo Ricardo
Adriano Benayon * – 30.09.2013
A presidente da Republica mantém a tradição de muitos predecessores, com discursos aparentemente nacionalistas, enquanto diariamente trata a soberania e o desenvolvimento do País como coisas descartáveis.
2.  Ela denunciou o que foi mostrado por Assange  e, depois,  por Snowden e Greenwald: o governo dos EUA, suas agências e empresas apropriam-se de informações econômicas, estratégicas e até das das pessoas físicas de todos os países sem meios de impedi-lo.
3. A presidente disse que fará proposta para estabelecer um marco civil multilateral para a governança e uso da internet, em nível mundial, visando a “efetiva proteção dos dados”. Essa proposta não tem chance alguma de ser adotada, mesmo porque  os EUA não  aceitam regras internacionais que se sobreponham às leis deles.
4. O jornalista Fernando Rodrigues foi ao ponto: “Dilma faria melhorse buscasse equipar o Brasil contra ataques cibernéticosA presidente faz o oposto. Engavetou um projeto de Política Nacional de Inteligência que cria diretrizes para o Estado brasileiro se prevenir de ações de espionagemO texto está pronto e parado, no Planaltodesde novembro de 2010.”
5. Em ótimo artigo, “O Discurso e a  Prática”  Paulo Passarinho, âncora do Faixa Livre da Bandeirante, recorda ter Assange  apontado que  China,  Inglaterra,  França, Alemanha e Rússia, entre outros, têm investido pesadamente nessa área estratégica e defende que o Brasil adote sistema de criptografia de tecnologia nacional.
6. Passarinho comenta: “Mas nossa realidade está muito distante dessa possibilidade. Graça Foster, a presidente da Petrobrás, por exemplo, declarou que a criptografia usada na empresa é de empresas americanas, porque não existem companhias brasileiras que prestem esse tipo de serviçoSnowden denunciou que a criptografia fornecida por empresas privadas norte-americanas é propositalmente falha e têm as chamadas “portas dos fundos”, para que a NSA possa driblar seus códigos e acessar os dados.”
7. Pior: após o discurso no palco da ONU, Dilma dirigiu-se a executivos de  300 grandes bancos e empresas transnacionais, em seminário sobre oportunidades de investimento no Brasil, promovido pelo Goldman Sachs, banco líder da oligarquia financeira.
8.  Pediu mais investimentos estrangeiros no petróleo e no programa de privatizações de portos, aeroportos, rodovias, ferrovias etc.  Deseja, inclusive,  “a capacidade de gestão” dos estrangeiros.
9. Diz Passarinho:  O show de subserviência aos gringos foi total. Lembrou que “risco jurídico no Brasil não existe”, procurando destacar que ‘se tem um país que respeita contratos é o Brasil. E disso  nos orgulhamos’. É evidente que a presidente não se referia à Constituição, diariamente desrespeitada, especialmente no que tange aos direitos fundamentais dos brasileiros, por exemplo, aos  direitos sociais.”
10. Faz tempo que Dilma cede aos carteis mundiais. Consolidou a destruição do Estado, intensificada a partir de Collor, conforme o modelo imposto pelos saqueadores: o Estado desmonta suas estruturas,  sucateia sua experiência administrativa e afasta seus quadros competentes.
11. Assim, diz-se que o Estado brasileiro é  incapaz de fazer qualquer coisa, e então ele só faz  editais para concessões dos serviços e das atividades que lhe competem, um método que custa caríssimo ao País, mas arranja dinheiro, por exemplo,  para as campanhas eleitorais.
12. Seria incorreto atribuir a Dilma toda a responsabilidade pelo descalabro a que o Brasil foi empurrado, pois a coisa vem de longe. Acontece, desde janeiro de 1955, através dos favorecimentos propiciados ao capital estrangeiro.
13. Aí  foi dada a partida para chegar-se à  presente e avassaladora desnacionalização da economia e sua desindustrialização. Também à ascendência do poder econômico estrangeiro nas eleições e na política, envolvendo todos os poderes da República.
14.  De certa forma, Dilma segue  os passos de Juscelino Kubitschek, que jogou para a plateia, “rompendo com o FMI”,  após entregar o mercado brasileiro, a entre outras, à indústria automotora transnacional, até hoje a maior sugadora dos brasileiros.
15.  Se as atuais instituições brasileiras e os que as pilotam tivessem compromisso com a Nação, deveriam repudiar as privatizações criminosa e corruptamente realizadas, desde Collor e do notório FHC, em lugar de irem pelo mesmo caminho.
16. Esses crimes, que surripiaram da União e dos Estados patrimônios incalculáveis e avaliáveis, só no imediato,  em dezenas de trilhões de reais, e ainda custaram centenas de bilhões de reais, foram “justificados” até  por tribunais superiores, apesar das flagrantes ilegalidades,  sob a alegação de que a receita dos leilões serviria para reduzir a dívida pública.
17. Sim, a mesma dívida que, após a Constituição de 1988, já fez a União despender mais de 11 trilhões de reais, e, ainda assim,  cresce sem parar.  Sim, a dívida causada pelo modelo da entrega dos mercados às empresas transnacionais.
18. Só que, durante os oito anos da gerência de FHC –   auge das  privatizações – a dívida mobiliária federal interna cresceu de R$ 65,6 bilhões de reais para R$ 841 bilhões (12,8 vezes).
19. No mesmo período (dezembro de 1994 a dezembro de 2002), a dívida externa foi de US$ 73,6 bilhões para US$ 212 bilhões.
20. Nos oito anos de Lula a dívida mobiliária interna federal subiu para R$ 2,3 trilhões (2,7 vezes) e chegou a R$ 2,8 trilhões após dois anos de Dilma, no final de 2012.
21. Em 2013 o déficit de conta corrente vai para  US$ 90 bilhões (em 2012 foi U$ 54,2 bilhões), repetindo o filme de n outras crises causadas pelas  transferências das transnacionais.
22. Ora, no exato momento em que o País afunda sob a desnacionalização, o governo quer intensificá-la. A submissão aos diktats do poder mundial manifesta-se agora com o petróleo e obriga os que se interessam pela sobrevivência do País, a lutar para sustar o leilão do campo de Libra, marcado para 21 deste mês.
23. As reservas desse campo (estimadas em 90% do total das reservas provadas do País) dão a medida desse escandaloso leilão, mas não deveriam fazer esquecer outro deste ano, que é  imperioso anular:   a 13ª rodada, na qual os carteis internacionais do petróleo adquiram o grosso dos blocos. Nessa levam tudo, já que o marco legal dessa rodada é a lei 9.478, da época de FHC, que os  governos petistas não se interessaram em revogar.
24. Lula apenas tomou a iniciativa da Lei  12.351/2010, que instituiu regras diferentes só para o pré-sal, embora aquém do que exige o interesse nacional.
25. O Eng. Paulo Metri citou dados da ANP, de 2001, segundo os quais é  65% a média do que cabe aos países exportadores em óleo equivalente, nos contratos de partilha.  Venezuela, Colômbia e Noruega exigem retorno próximo a 90%.
26. Já o Eng. Fernando Siqueira mostrou que o edital da ANP determina  a partilha em função dos preços no mercado mundial e do volume da produção,  não garantindo  sequer o suposto mínimo de  41,65% para o País.
27. Ilustrativa do absurdo do próximo leilão de Libra, foi esta resposta de Graça Foster, presidente da Petrobrás, ao jornal Valor: “Quando se fala em 30% de Libra, fico muito satisfeita. Custa R$ 4,5 bilhões. Mas a Petrobras sabe fazer, conhece cada centímetro desse poço de 6.036 metros de Libra que ela perfurou… o objetivo do governo é levar recursos para educação …”
28. Foster confirma o óbvio, pois a Petrobrás descobriu o campo e já extraiu óleo do pré-sal. Ora, país nenhum leiloa áreas cujo potencial de produção já é conhecido. Os 30% que cabem à Petrobrás são determinados pela Lei 12.351, operadora necessária. Assim, as estrangeiras levam petróleo sem trabalhar.
29.   Confessando que o objetivo do governo é financeiro, o  absurdo fica maior, pois a produção só se iniciará daqui a anos, nada gerando a curto prazo.
30. As  verbas para a educação  têm aumentado muito.  Porém, são mal aplicadas: grande parte vai para estabelecimentos privados, a maioria dos quais vem sendo adquirida por grupos estrangeiros
31. Além disso, não há necessidade alguma de captar os recursos do bônus (15 bilhões de dólares), uma migalha diante do serviço da dívida programado para 2014: 1,2 trilhão de reais.
32. Para melhorar  as finanças públicas, basta diminuir os juros dos títulos do Tesouro. Dois pontos percentuais de redução nas taxas representam, em apenas um ano,  muito mais que os 35 bilhões reais do  bônus do petróleo, que é só um empréstimo oneroso: o dinheiro só entra uma vez e depois vai saindo.
33. A exploração do petróleo por companhias estrangeiras não cria elos positivos para a economia, já que elas não contratam empresas nem técnicos brasileiros para os equipamentos e serviços de exploração.
34. Não só o óleo, mas também o grosso dos ganhos vai para o exterior, o que torna pequeno o reinvestimento em capital fixo no País, que perde também a oportunidade de desenvolver mais tecnologia na área.
35. A abundância de divisas com a exportação dá enorme poder financeiro às companhias exploradoras, incrementando ainda mais  fator a desnacionalização e a desindustrialização do País. A valorização da taxa de câmbio incentiva as importações de   maior valor agregado Tudo isso significa subdesenvolvimento programado.
37. Poucos parlamentares tomaram iniciativas contrárias ao leilão de Libra: projeto de decreto-legislativo do senador Requião e mais três;  ação popular de parlamentares do PSOL e senador Pedro Simon. Mais de 80 organizações protocolizaram carta no Palácio do Planalto pedindo sustar o leilão. Movimentos sociais acamparam em frente à Petrobrás.
38. Tudo isso é louvável, mas é pouco. Para ter algum resultado,  os poderes da República teriam de perceber forte pressão de massa, suficiente para equilibrar as pressões que sofrem permanentemente dos interesses antinacionais.
* – Adriano Benayon é doutor em economia e autor do livro Globalização versus Desenvolvimento.

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Geopolítica

Petrobras confirma reservas de óleo em águas profundas no Sergipe

Sugestão: Barca

A Bacia Sergipe-Alagoas apresentou dados relevantes de acumulação de óleo próximo à costa. A informação foi confirmada nesta sexta-feira pela presidente da Petrobras, Graça Foster. De acordo com ela, não é possível ainda divulgar a quantidade, “mas tem bastante coisa”.

 “A Petrobras é muito zelosa e não confirma nenhum número. O que a gente diz é que se trata, de fato, de uma nova província petrolífera na Bacia Sergipe-Alagoas, bem em frente a Sergipe. É uma atividade que a gente iniciou há muitos anos, em 2008 veio a decisão de fazer uma investigação bastante detalhada e os resultados que a gente tem tido são muito bons”.

 De acordo com Graça, a produção já foi incluída na curva de óleo do Plano de Negócios e Gestão da empresa, com a previsão de entrada de 100 mil barris por dia em 2018, além de um volume de gás “relevante de fato”. Graça explica que em 2016 será iniciado um teste de longa duração no local.

 “Tudo indica que esse projeto seja tratado como um projeto integrado, com duas áreas colocadas em produção integrada, que são Muriú e Farfan. É algo em que nós já estamos em uma fase além da expectativa, porque já entrou no plano de negócios e os dados que vieram confirmam que se trata de descobertas relevantes, mais próximas da costa, com variação de 50 a 100 quilômetros da costa, são acumulações diferenciadas. É uma bela descoberta”.

 De acordo com a Petrobras, “a campanha de exploração em Sergipe apresentou 16 poços perfurados na área, sendo 13 portadores de hidrocarbonetos. Atualmente, as descobertas se encontram em fase de delimitação”.

Graça falou com a imprensa dentro das comemorações dos 60 anos da empresa e também abordou os projetos para as refinarias Premium 1 e 2 no Maranhão e no Ceará, que estão em fase de projeto para serem licitadas em março ou abril, a parceria com uma empresa chinesa para a Premium 1 e a construção da Abreu e Lima, em Pernambuco, que está com 80% pronto, e do Comperj, no Rio de Janeiro, com 60% concluído. Sobre o plano de eficiência, implantado há um ano, Graça disse que foi possível aumentar o refino em 196 mil barris por dia apenas com otimizações da produção.

 Sobre os 60 anos de Petrobras, Graça disse que a empresa está atualmente em uma situação que ela nunca imaginou que seria alcançada. “Eu vejo a Petrobras hoje, com 60 anos, eu estou nela há mais de 30 anos, nunca imaginei que chegaríamos a ter esse portfólio tão grande, com tantas oportunidades claras, objetivas e materiais. Com esse orçamento que exige uma dedicação muito grande no que se refere a disciplina de capital”.

 Graça informou que a empresa não vai precisar fazer novas captações no mercado este ano e que fechou o segundo trimestre com R$ 73 bilhões em caixa. A presidenta da Petrobras informa que estão para entrar em operação nove novas plataformas, algumas antes do prazo previsto, como a P58 e a P62.

Fonte: Terra

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Defesa Sistemas de Armas

Exclusivo, imagens do Boomerang se preparando para a RAE-2013

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Rustam (Moscou)

veja também:

Primeiras imagens do veículo blindado de infantaria russo Boomerang

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Artigos Exclusivos do Plano Brasil Defesa Negócios e serviços Sistemas de Armas

Chengdu Aircraft Industry Group vai produzir 1.200 caças J-10 para a Força Aérea do PLA

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Sugestão: Red Dragon (Taiwan)

Tradução e Adaptação: E.M.Pinto

A Chengdu Aircraft Industry Group vai produzir um total de 1200 caças J-10  para a Força Aérea do PLA, segundo os analistas, a poderosa força de caças é planejada para fazer frente à Força Aérea Taiwanesa e seus caças  F-16  ao longo do Estreito de Taiwan e do Pacífico Ocidental.

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Segundo a “Voz da Rússia”,  o J-10A utiliza as turbinas AL-31FN motor turbofan Lyulka-Saturn importado da Rússia, esta escolha se deve segundo a nota às dificuldades chinesas no desenvolvimento da sua turbina nacional WS-10 motor Taihang da China.

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Porém analistas chineses e ocidentais já admitem que o motor chegou a sua maturidade e que a nova variante do caça J-1 0B com inúmeros melhoramentos aerodinâmicos e eletrônicos, bem como expressiva furtividade em relação aos caças da sua categoria, já serão equipados com a motorização chinesa o WS-10 Taihang.

Geng Ruguang, vice-presidente sênior da China Aviation Industry Corporation, afirmou que o desenvolvimento do J-10, do motor Taihang  e dos novos mísseis BVR PL-12 demonstram que a China tornou-se o quarto país do mundo capaz de para projetar e produzir a sua própria aeronave de combate avançada.

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Geng afirmou que o radar AESA incorporado no J-10B permite ao caça rastrear seis alvos e envolver quatro deles simultaneamente, segundo ele o radar também pode Jammear e bloquear as variantes  norte americanas  e japonesas do F 16 e F-2 sem dificuldade.

Além disso, o PL-12  projetado para o J-10, possui especificações similares aos mísseis americanos AIM-120  usados pelos F-16A / B  da Força Aérea de Taiwan.

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Taiwan possui em seu inventário atualmente 388 caças, dos quais 145 são F-16A/B comprados dos Estados Unidos. O desequilíbrio no tamanho da dimensão das frotas de caça sobre os lados do Estreito de Taiwan é uma questão de grave preocupação para a segurança de Taiwan.

Entre 2014 e 2015, 36 caças J-10B serão fornecidos para a Força Aérea do Paquistão sob o nome de FC-20.

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Fonte: Asian Defense News

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Conflitos Geopolítica Inteligência

Rebeldes sírios receberam armas químicas da Líbia

Rebeldes sírios receberam armas químicas da Líbia

 

EPA

As armas químicas acabaram nas mãos dos fundamentalistas, que combatem contra o governo na Síria, procedendo da Líbia, após o colapso do governo de Muammar Kadhafi, em 2011, disse o vice-primeiro ministro da Síria, Qadri Jamil, em entrevista ao jornal britânico The Guardian.

Depois da guerra de 2011, a Líbia está dominada por um caos, escrevem especialistas ocidentais. O novo governo não é capaz de controlar os grupos armados que se recusam a depor as armas. No meio de crise de segurança, no país foram descobertos arsenais de armas químicas, escondidos da OPCW ainda nos tempos de Kadhafi.
Fonte: Voz da Rússia

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Conflitos Geopolítica Inteligência

“A guerra irá se alastrar longe para além do Oriente Médio”

jihad

Viktor Cheburashkin

A comunidade mundial ficou comovida com um vídeo arrepiante difundido na rede global. As imagens mostram islamistas radicais, partidários da oposição síria, massacrando brutalmente o padre católico François Murad e outros dois cristãos. Gritando “Allahu Akbar”, os terroristas rebeldes decapitam três homens, enquanto as pessoas reunidas em torno, entre as quais há crianças, estão observando a execução pública e inclusive a filmam com celulares. De acordo com a agência de notícias do Vaticano, os rebeldes atacaram o mosteiro em que moravam suas vítimas.

Esses assassinatos tornaram-se mais uma prova de perseguições a cristãos no Oriente Médio, agora na Síria, declarou em entrevista à Voz da Rússia José Manuel Vidal, prestigioso especialista espanhol em assuntos relativos ao Vaticano e diretor do portal católico Religión Digital:

“É evidente a perseguição aos cristãos na Síria, sobretudo após a guerra civil ter começado no país. O assassinato foi cometido, é um fato confirmado pelos franciscanos e pelo próprio Vaticano.”

Síria: rebeldes decapitaram publicamente um padre católico

José Manuel Vidal mostrou-se preocupado com o fato de os cristãos sírios, tal como outros compatriotas seus, abandonarem em massa o país devido à escalada do conflito interno e por temor de uma possível chegada ao poder de islamistas radicais em caso de queda do regime de Bashar Assad:

“Se os islamistas tomarem o poder na Síria, os cristãos enfrentarão maiores dificuldades do que as que tinham tido até agora. No Vaticano se dão conta disso perfeitamente. O Papa Francisco em várias ocasiões exortou as partes beligerantes a pôr fim à guerra e se sentarem à mesa de negociações. Além disso, ele apelou a altos representantes do Vaticano, em particular, a Nunciatura de Damasco, para mediarem no conflito.”

Por sua vez, o presidente da Associação Catalã de Vítimas de Organizações Terroristas (ACVOT), José Vargas, disse à Voz da Rússia que é imprescindível pôr termo o mais depressa possível à violência na Síria, visto que já ameaça a segurança internacional:

“Estou muito preocupado com o fato de a maioria dos rebeldes sírios serem islamistas radicais e extremistas que têm uma mentalidade expressamente terrorista. A comunidade internacional tem que tomar medidas a respeito; caso contrário, nesse país nunca haverá paz, e, por conseguinte, a guerra irá se alastrar longe para além do Oriente Médio.”

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Defesa Sistemas de Armas

Caças Su-34 chegaram à base aérea de Voronezh

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Sugestão: Rustam, Moscou, Rússia.

Três caças Su-34 chegaram à base aérea de Voronezh, onde deverão ficar permanentemente estacionados, ao serviço do Distrito Militar do Oeste. As aeronaves serão incluídas em esquadrilhas regulares desta base.

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Segundo os engenheiros, Su-34 são caças de nova geração, assim chamada 4+, e usam tecnologias e equipamentos mais modernos. Os “Tanques Voadores” – nome não oficial dos Su-34 na Rússia, ou “Fullback” na classificação da OTAN – irão substituir os bombardeiros obsoletos na Força Aérea da Rússia.

Fonte: Voz da Rússia

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Tecnologia Vídeo

Vídeo: Lockheed Martin Skunk Works® 70 anos, o legado…

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Lockheed Martin Skunk Works

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Defesa Mísseis Sistemas de Armas Tecnologia

Vídeo: Lockheed Martin – LCS Sistema ofensivo de mísseis Superfície-superfície

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LCS-3

 

 

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Defesa Mísseis Sistemas de Armas

Club-K: a morte que vem do contentor

Klub Ks

A Rússia acabou de criar o sistema móvel modular de mísseisClub-K que não tem análogos em todo o mundo. Os especialistas dizem que esse equipamento abre uma nova página na criação de armamentos defensivos de nova geração.

O novo aspeto de uma arma conhecida

O sistema de mísseis Club é a versão para exportação dos mísseis russos Kalibr, já conhecidos do mercado há vários anos. Esses mísseis equipam muitos dos navios e submarinos de fabrico russo que foram exportados nos anos 2000 e, além disso, muitos clientes instalam-nos nos seus navios de superfície e submarinos que são modernizados.

Club K

Club-K, uma modificação dessa arma para a sua instalação em contentores, representa um ciclo completamente novo na evolução desse sistema. A rampa de lançamento, o sistema de comando e o sistema de comunicações e de navegação são instalados num módulo universal executado com a forma de um contentor marítimo ISSO de 40 pés (para os mísseis 3M-54 e 3M-14 do sistema Kalibr) ou de 20 pés (para os mísseis 3M-24 do sistema Uran).

A instalação de mísseis em estruturas desse tipo fornece um grau elevadíssimo de dissimulação do sistema e a possibilidade do seu baseamento em qualquer local que seja conveniente, incluindo os terminais de carga portuários e as cobertas de navios porta-contêinere s.

container-Club-KClaro que não se pode dizer que esse tipo de arma é capaz de transformar qualquer navio de transporte num navio de guerra, contudo este tipo de “surpresas” podem se revelar muito desagradáveis mesmo para as grandes potências navais.

Tornar a guerra demasiado cara

O fato de nenhum país do terceiro mundo ser capaz de enfrentar uma superpotência sozinho e de que, sem um apoio externo, ele estará condenado a ser derrotado é um axioma. No entanto, existe um determinado conjunto de meios que permite tornar demasiado caro um potencial conflito para que alguém se arrisque a começá-lo. Um caso extremo da aplicação dessa ideologia é a Coreia do Norte, país que escolheu a bomba atômica como um meio para tornar a guerra proibitivamente dispendiosa, mas as relações e os conflitos internacionais têm muitos cambiantes e por vezes a ameaça do uso de mísseis de ataque pode ser suficiente para que o adversário busque uma solução de compromisso.club-k003

Os sistemas do tipo Club-K são os típicos representantes dessa ideologia. Nas guerras modernas, em que o conflito armado com grande frequência não impede a navegação marítima comercial, este tipo de arma, se existir um sistema indicador de alvo elementar, poderá ser mortal mesmo para navios equipados com o sistemaAegis ou com sistemas semelhantes. Só se pode excluir essa ameaça, e ainda assim não completamente, com a introdução de zonas muito extensas de exclusão da navegação, o que significa enormes prejuízos financeiros e ainda maiores gastos indiretos. Mesmo que, por exemplo, o Pentágono esteja disposto a isso, já o Capitólio e Wall Street poderão ter uma opinião completamente oposta. Essa diferença na admissão de opções poderá determinar de forma decisiva a questão da guerra e da paz.

Fonte: Voz da Rússia

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Inteligência

Saiba como é a vida de um espião britânico hoje

Peter TaylorBBC News Magazine
A maioria das pessoas está familiarizada com o universo dos espiões representado na literatura e no cinema por personagens carismáticos como James Bond ou Jason Bourne. Mas o quanto esses retratos se assemelham à realidade?A BBC teve acesso a funcionários dos serviços secretos britânicos M15 (o serviço doméstico de segurança) e M16 (o serviço internacional de segurança) para tentar responder a essa pergunta.
Os funcionários, cujos nomes foram alterados, não foram autorizados a discutir operações específicas ou questões políticas.Após uma série de entrevistas, o que se conclui é que, embora as operações descritas nos livros e telas sejam fortemente inspiradas na realidade, os responsáveis por essas secretas – e potencialmente perigosas – atividades têm pouco a ver com os espiões fictícios.

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Defesa Geopolítica

No Rio, o Vice-Almirante Kurt W. Tidd, Comandante da Quarta Frota da US Navy

Sugestão: Gérsio Mutti

Almirante Kurt W. Tidd, Comandante da IV Frota da U. S. Navy.

Esteve recentemente no Brasil, a convite da Marinha do Brasil, o Vice-Almirante Kurt Tidd, atual Comandante da IV Frota da U. S. Navy. O Almirante Tidd tem tido uma carreira variada e intensa na Marinha americana, e entre as funções que desempenhou destaca-se a de Comandante do Grupo de Ataque a bordo do navio-aeródromo USS “Dwight D. Ensenhower” durante a Operação “Enduring Freedom”. Ultimamente, o Almirante atuava como vice-diretor de Operações no Estado-Maior Conjunto, em Washington, D.C.

Por ocasião de sua visita, tivemos no dia 16 de março de 2012 oportunidade de conversar por aproximadamente 45 minutos com o oficial americano, ao qual agradecemos a gentileza de nos ter concedido esse tempo, apesar da exigüidade do tempo livre em sua agenda.