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Piada Sem Graça: FT ironiza e sugere anexação de Portugal pelo Brasil

http://www.culturamix.com/wp-content/gallery/crise-portuguesa/crise-portuguesa-11.jpg

O jornal Britânico Financial Times (FT) ironiza esta sexta-feira com a situação portuguesa e sugere a anexação de Portugal pelo Brasil.

Claro, o antigo colonizador ia ressentir-se da perda de status. Mas a anterior colónia tem algo a oferecer, além de spreads mais baixos no crédito e défices corrente e do Estado proporcionalmente muito inferiores. O Brasil é um dos BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China), o centro emergente do poder mundial. Para casa, soa melhor do que a velha e cansada União Europeia», conclui a coluna.rnal Financial Times (FT) ironiza esta sexta-feira com a situação portuguesa e sugere a anexação de Portugal pelo Brasil.

Na coluna , o jornal sugere que Portugal passe a província do Brasil, assegurando que as maiores vantagens seriam para Portugal.

A União Europeia considera Portugal problemático: sem governo, com alta resistência à austeridade e fraca performance económica crónica (o PIB estagnou na última década). As negociações são duras», refere o texto. Aqui está uma ideia inovadora para lidar com a situação: a anexação pelo Brasil», prossegue, elencando as virtudes brasileiras: um país onde se fala português e onde o PIB tem crescido, em média, 4% ao ano na última década.

Portugal seria uma grande província, mas longe de ser dominante: 5% da população e 10% do PIB», acrescenta.

Fonte: Dinheiro Digital

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Deu no Voo Tático:O que é uma missão TRAP

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Antes de entrar nessa seara vou responder uma pergunta que eu mesmo fiz no final do artigo sobre a queda do F-15E: os fuzileiros americanos tem tropas especializadas em CSAR?

A resposta, como eu já desconfiava, é NÃO. A Marine Expeditionary Unity (MEU) é responsável por manter uma equipe Tactical Recovery of Aircraft and Personnel (TRAP). Normalmente, por acaso ou por algum capricho do destino, essa atribuição recai sobre o Pelotão de Morteiros Médios do Batalhão. São esses os soldados que se adestram, complementarmente, nas missões de resgate.

E porque se fala TRAP e não CSAR de uma vez?

Doutrinariamente, uma missão de CSAR tem um “pacote fechado”: existem coisas que precisam existir numa missão de CSAR – para a constituição de uma Força-Tarefa CSAR (CSARTF), por exemplo – que apenas a Força Aérea tem. Ou seja: apenas a Força Aérea realiza missões de CSAR.

Para saber mais sobre as diferenças entre a missão CSAR e a missão TRAP, consulte o manual JP 3-50.2 Doctrine for Joint Combat Search and Rescue.

De maneira geral, uma missão TRAP é uma missão comum de uma Marine Air-Ground Task-Force (MAGTF). Mal comparando com a doutrina do Exército Brasileiro, uma TRAP se enquadraria como uma incursão aeromóvel com o objetivo de resgatar um tripulante ou partes de uma aeronave. Ela só é realizada em um ambiente de baixa (ou, no máximo, média) ameaça e apenas quando a localização do evasor é conhecida e confirmada (uma Força-Tarefa CSAR tem condições de realizar a busca do evasor e operar em ambientes de alta ameaça)

Embora isso pareça (e realmente é) uma grande elucubração teórico-doutrinária, faz diferença para quem está decidindo nos escalões mais altos.

Para quem está na ponta da linha – a tripulação e a equipe que irão realizar o resgate e a criatura que irá ser resgatada – os procedimentos são exatamente os mesmos, quer seja uma missão TRAP seja uma missão CSAR. Tem que ser assim, porque o evasor nunca sabe quem irá vir buscá-lo.

O resgate do piloto do Strike Eagle

A tripulação se ejetou às 23h33, hora local. A 26ª MEU recebeu a missão de resgatar o piloto às 00h55.

MV-22 Osprey, semelhante aos que participaram da missão (Foto: Mass Communication Specialist 2nd Class Coleman Thompson/Released)

As aeronaves decolaram do navio de desembarque USS Kearsarge. Eram dois MV-22B Osprey, dois CH-53E e dois AV-8B Harrier II. Também participou da operação um avião de reabastecimento em voo KC-130J da USAF.

Os Harrier II decolaram às 00h50, pouco antes da missão ser aprovada. Os Ospreys com a equipe TRAP decolaram às 01h33 e os CH-53, levando um pelotão de reconhecimento para manter a segurança do local, decolou às 01h51.

Os Ospreys chegaram ao local onde o piloto se encontrava às 02h19 e um deles pousou às 02h38. Às 03h00, o piloto estava embarcado no MV-22B.

Durante a missão, os Harriers lançaram ao menos duas bombas.

Eu achei relativamente longo o tempo entre a chegada e o pouso do Osprey: 19 minutos. alguém pode me dizer se esse intervalo é normal?

Fonte: Voo Tático

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Odebrecht Compra Controle da Mectron

http://www.militarypower.com.br/laad09_42.jpgSugestão: Santa Catarina BR
Virgínia Silveira
Valor Econômico
25/03/2011
O grupo Odebrecht deu ontem um importante passo para se consolidar no negócio de defesa. Depois de meses de negociação, formalizou a aquisição do controle acionário da Mectron Engenharia, fabricante de mísseis e de produtos de alta tecnologia para o mercado aeroespacial. O valor da operação não foi divulgado por ambos, mas pelo acordo a Odebrecht passou a deter mais de 50% do capital da Mectron.
A aquisição da Mectron pela Odebrecht também confirma a tendência de fusão das grandes empresas do setor com as companhias de pequeno e médio porte que hoje atuam em áreas promissoras. Este é o caso da Embraer, que no dia 15 deste mês anunciou a compra de 64,7% do capital social da divisão de radares da OrbiSat da Amazônia S.A. Segundo fontes do mercado, a Embraer também estaria em negociação para o controle da Atech, empresa brasileira que atuou no projeto Sivam e é especializada na integração de sistemas estratégicos.
O superintendente da Odebrecht Engenharia Industrial, Roberto Simões, disse que a compra da Mectron demonstra que a empresa acredita muito no mercado de defesa, apesar das dificuldades enfrentadas pelo setor, especialmente agora, com os cortes orçamentários anunciados recentemente pelo governo, um grande cliente.
Independentemente disso, a Odebrecht tem como meta se tornar o maior “player” nesse segmento no Brasil. Com a aquisição da Mectron, segundo Simões, o grupo pretende diversificar seu portfólio de produtos militares e ampliar a sua atuação, tanto no mercado de defesa nacional quanto no internacional.
“A Mectron é uma empresa estratégica para o Brasil e a Odebrecht ajudará a companhia a se fortalecer para que continue atendendo as demandas das Forças Armadas e, principalmente, para que se torne uma base de exportação de produtos de alta tecnologia”, afirmou. “A Odebrecht tem um modelo de gestão consagrado no país e no exterior. Sua estrutura financeira sólida ajudará a Mectron a obter, com mais facilidade, linhas de crédito que acelerem o desenvolvimento e a conclusão de nossos projetos”, disse o presidente da Mectron, Rogério Salvador.
O executivo afirmou que a parceria com a Odebrecht vai abrir oportunidades, não só na área de defesa, mas também no setor civil. “Trata-se do uso dual da tecnologia de defesa, que poderá ser aproveitada para o desenvolvimento de outros produtos e em atividades importantes de engenharia da Odebrecht”, disse.
Dos cinco sócios controladores da Mectron, quatro continuarão na companhia. “Essa foi uma condição que impusemos. Só entraríamos se ficassem, pois são eles que detêm todo o conhecimento estratégico da empresa”, explicou Simões. A participação do BNDES na Mectron, de 27%, também será mantida, segundo o executivo. A empresa tem 300 funcionários e faturou R$ 80 milhões em 2010.
A Odebrecht começou a atuar mais fortemente nesse setor com a participação no projeto do submarino para o governo brasileiro, como subcontratada da francesa DCNS. No ano passado, fechou parceria com o grupo europeu Cassidian, da européia EADS, visando negócios em radares e sistemas de proteção de fronteiras.

FONTE: NOTIMP da FAB Via BrazilianSpace

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Conflitos Geopolítica Opinião

Os Senhores da Guerra

http://www.yalibnan.com/wp-content/uploads/2011/03/libyan-rebels-gaddafi-planes.jpg


Quem são os “rebeldes” líbios? Procuro informações a respeito, e não acho. Provavelmente são tão ruins ou piores do que o Kadafi.
Prometi a mim mesmo não blogar até segunda, mas o bombardeio da Líbia por forças americanas, francesas e britânicas me intriga e me perturba.
Obama, que tanto prometia ser o “presidente da paz”, conseguiu deixar os EUA envolvidos em três conflitos ao mesmo tempo, um recorde: além das tropas que ainda estão no Iraque e no Afeganistão, agora interfere na Líbia.
Minha pergunta é: se era para bombardear algum país, então por que não o Irã? São eles que mais massacraram seu próprio povo (após a fraude eleitoral do ano passado); são eles que estão desenvolvendo armas nucleares; são eles os que recentemente mataram soldados americanos e seqüestraram soldados britânicos, são eles os que mais apoiam o terrorismo internacional. Ou por que não a Arábia Saudita? (Bem, nesse caso já sabemos por que não).
A Líbia? Sim, Kadafi não é flor que se cheire, mas tampouco representa uma grande ameaça internacional. Promoveu atentados nos anos 80 e 90, mas nas últimas décadas estava até quietinho. Pode até estar matando rebeldes em seu próprio país, mas e daí? No mundo pós-Guerra Fria, devem os países mais poderosos intervir em todos os conflitos ao redor do globo? No Sudão, houve matanças muito piores, mas nenhum país ocidental interveio (e olha que há petróleo também por lá). Na escaramuça entre Rússia e Georgia, ninguém foi maluco de se meter.
Sempre desconfio quando dizem que “a razão de tudo é o petróleo”, mas neste caso talvez seja mesmo. Em tempos de crise, acreditar que há países que se mexem exclusivamente por “razões humanitárias” é algo que não é muito engolido pelo cínico que estou me tornando ultimamente. A zona ocupada pelos rebeldes, curiosamente, é a parte do país onde tem mais poços de petróleo.
E, no entanto, essa explicação tampouco me convence. De que forma o acesso ao petróleo ficaria mais fácil com os rebeldes no comando? Isso sem falar que, com a guerra, o preço tende a aumentar, o que beneficia ditadores e fundamentalistas árabes e não aos países ocidentais importadores.
O objetivo da ação militar parece ser apenas a de promover uma “zona de exclusão aérea” na parte ocupada pelos rebeldes. Isto é, evitar que eles sejam bombardeados por Kadafi. Ao mesmo tempo, segundo os últimos comunicados, as forças da coalizão não pretendem atacar diretamente Kadafi. Ou seja: estão organizando um “empate”. Nem Kadafi vence, nem os rebeldes. A situação pode se alastrar por anos a fio. Quem sabe vire um novo conflito Israel-palestinos, que só existe mesmo porque idiotas de fora insistem em manter um inexistente “processo de paz”.
Por falar nisso, quem são os “rebeldes” líbios? Procuro informações a respeito, e não acho. Provavelmente são tão ruins ou piores do que o Kadafi. Não entendo por que EUA, França e Inglaterra apoiam um grupo de pessoas que, claramente, seria ingenuidade acreditar que sejam democratas à maneira ocidental.
E os franceses? Por que os franceses, ou ao menos o Sarkozy, estão tão ansiosos em bombardear o Kadafi? Será que é por isto? Ou tem algo a ver com isto?
Como é que Obama conseguiu ordenar o uso de força militar sem pedir autorização ao Congresso americano? (Lembrem que esta foi necessária para invadir o Iraque, e demorou vários meses). Será que a autorização só é necessária quando soldados entram de fato no país?
Demasiadas perguntas, poucas respostas. Se me perguntarem se sou a favor dessa nova ação militar, digo que não. (Ainda que isso pareça me colocar do lado da esquerda chavista.) É que parece-me um desperdício de dinheiro, de tempo e de vidas, no momento mais equivocado possível. Mas deve haver muita coisa por trás de tudo isso que ainda não sabemos, ou ao menos que eu não sei.
Se alguém souber, me avise.

Fonte: Mídia Sem Máscara

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Fotos do Dia Inteligência

A Importância da Contrainteligência no COMAER

http://www.ciaer.aer.mil.br/imagens/index_r3_c2_f2.gifCentro de Inteligência da Aeronáutica

A Atividade de Inteligência gera o conhecimento necessário à assessoria das autoridades que conduzem uma organização em prol da execução de suas variadas missões. Porém, tão importante quanto a produção do conhecimento é a proteção do conhecimento que já se detém ou daquele que se busca.

A Contrainteligência é o ramo da Inteligência que se ocupa da proteção do conhecimento de posse de uma organização.

A Contrainteligência é inseparável de toda e qualquer atividade de caráter sigiloso relacionada aos interesses do COMAER. Suas ações decorrem das necessidades estabelecidas pela Inteligência, sendo efetivadas conforme decisão das autoridades competentes, em todos os níveis. Os principais ramos de atuação da Contrainteligência são: A Segurança Orgânica, a Contraespionagem e a Desinformação. No caso mais prático, o da Segurança Orgânica, se foca a segurança física das áreas, instalações (barreiras, sensores, alarmes, cofres, prédios, sistemas de segurança etc), documentação (classificação de documentos, manuseio conforme a classificação, trâmites sigilosos, desclassificação, destruição etc), TI (segurança lógica e física, compartimentação, criptografia etc), comunicações (meios seguros de comunicação e criptografia) e, também, do pessoal (seleção, acompanhamento, desligamento, treinamento, capacitação etc).

É muito importante que todo o pessoal do COMAER sinta-se responsável pela integridade e preservação da segurança das áreas e instalações, materiais, documentação e meios de TI, pois não apenas o setor de contrainteligência é responsável por isso. Podemos exemplificar: o cumprimento de todos os protocolos, normas e demais procedimentos relacionados com o acesso às organizações, o envio e recebimento de documentação e de mensagens (de quaisquer tipos), aquilo que se fala, para quem se fala e onde se fala, os cuidados com senhas, códigos, identificações, cartões de acesso e etc.

Toda e qualquer atividade ou ocorrência suspeita que fira os preceitos de conduta de sigilo da organização, o acesso indevido aos diversos setores, o extravio de documentação ou de materiais, questionamentos estranhos por parte de pessoas externas ao COMAER, entre outros, devem ser comunicados ao setor de segurança ou de inteligência de sua organização ou da organização mais próxima do COMAER.

Deve-se lembrar, constantemente, que por mais sofisticados, caros, estruturados e bem montados que sejam os sistemas de proteção dos conhecimentos eles serão tão fortes ou vulneráveis conforme o pessoal que os suporta.

Fonte: Jornal “NOTAER” Via Brazilian Space

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Conflitos Tecnologia

Perde a Embrapa, perde o Brasil

http://3.bp.blogspot.com/_T6KtCq1BABM/SsfnoQKY0fI/AAAAAAAAAA8/u7E1Hxd7mcg/s320/Sat%C3%A9lite+EMBRAPA+low.jpgSugestão: Lívio Oliveira

Rodrigo Lara Mesquita – O Estado de S.Paulo

No momento em que o País discute no Congresso Nacional a reforma do Código Florestal e enfrenta grandes desafios de planejamento, a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) extingue, em Campinas, a sua única área de excelência em gestão territorial estratégica.

A Embrapa Monitoramento por Satélite foi criada há mais de 20 anos com a finalidade de ser um instrumento estratégico do Ministério da Agricultura e do Estado brasileiro em planejamento e monitoramento territorial.

A equipe do centro desenvolveu sistemas inéditos, baseados no uso de satélites, para monitorar queimadas e desmatamentos na Amazônia; controlar a febre aftosa na faixa de fronteira; avaliar o alcance territorial das mudanças introduzidas na legislação ambiental; mapear a irrigação no Nordeste, a urbanização nos municípios brasileiros e a expansão da agroenergia; monitorar o andamento das obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) em todo o País e outros estudos. A maior parte dos resultados inovadores dessas pesquisas e prestações de serviços está disponível no site da Embrapa Monitoramento por Satélite (www.cnpm.embrapa.br).

Tendo em perspectiva a Eco-92 e as questões relacionadas à gestão territorial estratégica da Amazônia, apoiei a instituição, criada em 1989 por determinação do presidente José Sarney, e contribui para seu crescimento por meio do Comitê Assessor Externo (CAE). Rapidamente o centro passou a fornecer informações para diversos órgãos da Presidência da República, para as diversas cadeias produtivas da agricultura, para a mídia, para organizações não governamentais e para a sociedade brasileira em geral.

Os dados à disposição em seu site chegaram a receber mais de 1 milhão de hits diário, com picos em lançamentos de resultados de projetos inovadores como O Brasil Visto do Espaço, O Brasil Visto em Relevo ou ainda Rio Demene – um caminho para a Amazônia. O centro passou a receber e a formar estagiários, bolsistas, mestrandos e doutorandos da Universidade de São Paulo, da Unicamp, da Unesp, da Unip e outras, além de participar de diversos projetos de pesquisa internacionais e bilaterais em sua área de atuação.

Em razão dessa história exemplar, ao prestar serviços e trazer soluções tecnológicas adequadas, competitivas e viáveis na temática da gestão territorial, o centro angariou reconhecimento público por seu trabalho, gerando em 2008 – enquanto a problemática em torno das questões de ordenamento territorial ainda constava do seu norte estratégico – 461 notícias sobre suas atividades, em 253 veículos distintos de imprensa no Brasil e no exterior. Esse processo culminou, em 2009, com a inauguração de suas modernas instalações pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, acompanhado de cinco ministros e autoridades do Judiciário e do Legislativo.

Em 20 anos de existência o centro gerou mais de uma centena de zoneamentos e sistemas de gestão e monitoramento territorial para a agricultura e o agronegócio, desde a escala local até a planetária. Foram mais de 100 mil mapas e publicações, e suas informações científicas beneficiaram milhões de usuários no Brasil e no exterior, além de mais de 2 mil parceiros e clientes diretos. Mapas mundi e do Brasil, gerados a partir de imagens de satélite pela área de Gestão Territorial Estratégica do centro, ainda decoram várias salas da presidente da República, do ministro da Agricultura e de autoridades do governo federal.

Com a mudança na direção do centro, no final de 2009, teve início um processo de paralisação de diversas atividades de prestação de serviços aos Ministérios da Agricultura, do Planejamento, aos órgãos da Presidência da República e às organizações da sociedade, acompanhada de uma pressão sobre pesquisadores que já rendeu um processo por assédio moral contra a atual chefia na Justiça do Trabalho. Em 2010, o centro deixou de utilizar mais de R$ 6 milhões disponíveis para o monitoramento de obras do PAC!

No início deste ano, a atual chefia tentou apagar o passado do centro, ao retirar do acesso público os resultados de cerca de 50 projetos e ações de pesquisa, num total de milhares de páginas. Os dados só retornaram ao site, dois meses depois, após intervenção do ministro Wagner Rossi. Ele atendeu aos reclamos de parceiros e usuários do site, numa movimentação que envolveu até o prefeito de Campinas em manifestação pública sobre o tema (http://www.campinas.sp.gov.br/noticias-integra.php?id=5111).

Essa ação destrutiva culmina agora com o desmonte injustificável da área de Gestão Territorial Estratégica e a destituição de sua liderança, efetivada sem nenhuma consulta prévia ao CAE, aos parceiros e beneficiários de seu trabalho na Casa Civil e no gabinete de Segurança Institucional da Presidência, em outros Ministérios e, principalmente, no da Agricultura.

É inacreditável a ousadia dos projetos pessoais de alguns e dos interesses escusos de outros, ao agir com a res publica como se fosse sua propriedade privada. Oxalá o governo federal e, em particular, o ministro Wagner Rossi e a presidente Dilma Rousseff saibam que o País não pode prescindir de um trabalho tão essencial para a defesa da agricultura brasileira, aqui e no exterior.

Se o ministro Rossi e a diretoria da Embrapa não reverterem esse descalabro do atual gestor do centro, serão no futuro responsabilizados pela sociedade civil pela perda de um precioso cabedal de gestão estratégica territorial. Por não compartilhar tal irresponsabilidade na gestão de um serviço estratégico para o Brasil, apresento publicamente minha demissão do Comitê Assessor Externo da Embrapa Monitoramento por Satélite.

JORNALISTA, É DIRETOR DA RADIUMSYSTEMS – PEABIRUS
TWITTER: @RMESQUITA

Fonte: Estadão

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Conflitos Geopolítica

Brasil vota a favor do envio de relator especial da ONU ao Irã

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Sugestão: F.B. Lecádio

GENEBRA – O Brasil mudou sua posição em relação ao Irã e votou na manhã desta quinta-feira, 24, a favor de uma resolução no Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas, em Genebra, proposta pelos Estados Unidos para investigar as violações do governo persa.  O órgão aprovou o envio de um relator especial ao país.

Veja também:
link Nova posição em relação a Teerã estaria vinculada à vaga no CS

A criação de uma relatoria especial para analisar abusos de direitos humanos no Irã não é uma condenação em si, mas chega perto disso. Até hoje oito países passaram por medida semelhante, entre eles Sudão, Coreia do Norte e Camboja. A avaliação brasileira é que o CDH é o local adequado para essa discussão e a criação de um relator especial, uma medida eficaz.

Nos últimos 10 anos, o Brasil se absteve em votações que condenavam o Irã ou era contrário a resoluções, como no caso das últimas sanções aprovadas no Conselho de Segurança da ONU, em junho.

Nas abstenções anteriores, na Assembleia-geral das Nações Unidas, a alegação brasileira era a de que esse não era o fórum adequado para a discussão. Em 2010, o Brasil aplicou as sanções aprovadas para tentar interromper o avanço do programa nuclear iraniano, mas foi contrário na votação com a justificativa de que as medidas “não eram um instrumento eficaz”.

Fonte: O Estado de São Paulo

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Geopolítica

Otan assume comando de zona de exclusão aérea na Líbia

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A secretária de Estado dos EUA, Hillary Rodham, anunciou nesta quinta-feira que Washington está transferindo para a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) o comando e o controle da zona de exclusão aérea sobre a Líbia. Hillary indicou que a Aliança eventualmente protegerá os civis líbios, assegurará a aplicação do embargo de armas e apoiará os esforços de ajuda humanitária no país do norte da África.
“Estamos tomando o próximo passo: juntamente com nossos outros aliados da Otan concordamos em transferir para a organização o controle do bloqueio aéreo”, disse. “Todos os 28 países-membros também autorizaram suas autoridades militares a desenvolver um plano de operações para que a Otan assuma a missão mais ampla de proteção dos civis.”
Washington esperava que a Aliança chegasse a um consenso nesta quinta-feira sobre assumir o total controle da missão militar autorizada pela ONU, incluindo a proteção dos civis líbios e o apoio aos esforços de ajuda humanitária em campo. Ainda não está claro quando os aliados poderão chegar a um acordo sobre a questão.
O anúncio de Hillary foi feito depois de o secretário-geral da Otan, Anders Fogh Rasmussen, ter anunciado que a Aliança assumirá o comando das operações de vigilância da zona de exclusão aérea sobre o país do norte da África. De acordo com fontes da Aliança, o controle do bloqueio aéreo será entregue domingo à noite.
“Decidimos implementar a zona de proibição de voo sobre a Líbia” para impedir a ação dos aviões do líder Muamar Kadafi e proteger a população, disse após reunião em Bruxelas. Rasmussen também anunciou que a Otan começará o planejamento militar para possivelmente assumir o controle de todas a operações, o que incluiria os ataques a alvos terrestres para proteger a população civil líbia.
Hillary disse que viajará para Londres para participar de um encontro internacional sobre a situação no país na terça-feira. “A Otan tem condições de coordenar esse esforço internacional e assegurar que todas as nações participantes trabalhem juntas de forma efetiva para nossos objetivos comuns. Essa coalizão inclui países além da Otan, como nossos parceiros árabes, e esperamos que todos eles ofereçam uma importante direção política.”
Segundo a chefe da diplomacia americana, vem caindo o número de aviões dos EUA em uso na missão, enquanto aumenta a participação de outros países. Ela afirmou que a coalizão internacional está em controle dos céus sobre a Líbia e a ajuda humanitária está chegando para as pessoas que dela precisam. De acordo com Hillary, a coalizão forçou o recuo das forças de Kadafi, mas que elas ainda continuam “uma séria ameaça à segurança da população” local.
As declarações foram feitas após o chanceler turco, Ahmet Davutoglu, ter afirmado que o comando das operações militares do Ocidente no país do norte da África seria transferido dos EUA para a Otan dentro de um a dois dias. “O compromisso foi alcançado em um tempo muito curto”, disse o chanceler turco, de acordo com a agência Anatolia, depois de uma teleconferência com os colegas dos EUA, Hillary Clinton; da França, Alain Juppé; e do Reino Unido, William Hague.
Já o almirante americano William Gortney disse que os EUA estão trabalhando para ceder o comando das operações militares na Líbia “tão breve como esse fim de semana”. Apesar disso, explicou, os EUA continuarão participando das ações contra Kadafi, especialmente “fornecendo capacidades que a coalizão não tem, como porta-aviões”, disse o almirante.
A Turquia era até agora um dos principais obstáculos para que a Aliança coordenasse as operações militares na Líbia, como reivindicam vários Estados-membros como Estados Unidos, Reino Unido e Itália. Já a França defendia que o controle político da operação ficasse nas mãos de uma coalizão internacional que incluísse os países árabes.
O governo turco, dirigido por Recep Tayyip Erdogan, vinha criticando os ataques lançados pela coalizão internacional contra as forças de Kadafi. Nos últimos dias, diversas negociações com o governo americano suavizaram a postura turca.
“Queremos que essa operação (da Otan) não ultrapasse os limites estabelecidos pela resolução (1973) da ONU. Que ela seja destinada a impor um embargo às armas ou assegurar uma assistência humanitária” aos líbios, disse o chanceler turco na quarta-feira à noite. “Todas as operações devem ser executadas sob a tutela da ONU e sob o comando e o controle da Otan”, afirmou.
As declarações de Davutoglu foram feitas depois de o Parlamento turco ter autorizado a participação da Turquia nas operações na Líbia, com cinco navios e um submarino sob comando da Otan para assegurar o cumprimento do embargo de armas imposto ao país do norte da Áfricano.
O anúncio do possível acordo ocorreu no sexto dia da ofensiva da coalizão internacional lançada no sábado para estabelecer a zona de exclusão prevista em resolução aprovada pelo Conselho de Segurança da ONU há uma semana.
Aviões militares franceses derrubaram nesta quinta-feira uma aeronave das forças leais ao líder da Líbia, Muamar Kadafi, segundo informaram autoridades americanas. A França também disse ter bombardeado uma base aérea líbia. Segundo jornalistas da AFP e testemunhas, disparos da defesa antiaérea foram ouvidos na noite desta quinta-feira em Trípoli e em Tajura, a 30 km da capital, e em Sirte, a cidade natal de Kadafi.
Apesar dos ataques franceses, confrontos entre rebeldes e forças pró-governo da Líbia continuaram nesta quinta-feira. Durante a madrugada, várias explosões foram ouvidas na capital, Trípoli. Também há relatos de combates intensos entre rebeldes e forças leais a Kadafi na cidade de Ajdabiya. Moradores da cidade relataram ter visto disparos de mísseis e de artilharia e casas incendiadas.
Acusação de mortes de civis
Líbios se reuniram nesta quinta-feira em um cemitério na capital para o enterro de 33 pessoas que, segundo o regime de Muamar Kadafi, foram vítimas de um ataque aéreo das forças internacionais, informou a rede de TV americana CNN.
A televisão estatal do país transmitiu os funerais ao vivo, chamando os mortos de vítimas da “agressão colonial cruzada”. Mais cedo, um oficial do governo líbio disse que aviões da coalizão atingiram o subúrbio residencial de Tajura, em Trípoli, e a TV estatal mostrou imagens de incêndios, veículos destruídos e corpos.

Líbios participam em cemitério de Trípoli de enterro de pessoas mortas durante ataques da coalizão, segundo o regime de Muamar Kadafi
Segundo um balando provisório divulgado nesta quinta-feira pelo porta-voz do regime, Mussa Ibrahim, os ataques da coalizão teriam deixado cerca de 100 mortos entre os civis na Líbia depois do início da ofensiva contra as posições de Kadafi. As informações não puderam ser verificadas por fontes independentes.
Por outro lado, um médico de um hospital de Misrata, reduto rebelde a leste de Trípoli, disse nesta quinta-feira que as forças leais a Kadafi deixaram 109 mortos e 1,3 mil feridos em uma semana durante sua ofensiva contra a cidade. “Desde sexta-feira, os ataques das forças Kadafi deixaram 109 mortos e 1,3 mil feridos, dos quais 81 estão em estado grave graves”, afirmou o médico sob condição de anonimato.
O Comitê Internacional da Cruz Vermelha exigiu nesta quinta-feira que os combatentes na Líbia autorizem o acesso das equipes de ajuda humanitária aos feridos e aos civis que precisam de ajuda urgente. “Não há pausa para os civis que vivem nas zonas de combate na Líbia. Além dos ataques aéreos das forças internacionais, violentos confrontos são registrados entre as forças do governo e a oposição armada em diferentes locais”, disse o CICV em um comunicado.
O CICV considera que as necessidades aumentam a cada dia em meio à ofensiva das forças leais a Kadafi contra os rebeldes em Misrata e depois dos ataques de quarta-feira da coalizão internacional contra as tropas em terra nessa cidade.
A organização, presente em Benghazi (bastião da rebelião contra o líder líbio no leste), lamenta não ter acesso a grande parte do país. “As organizações humanitárias precisam de acesso às regiões afetadas pelo conflito. Além disso, equipes médicas e ambulâncias devem ser autorizadas a atender os feridos”, disse a organização.
A Cruz Vermelha pede também a todas as partes envolvidas nos combates que facilitem o mais rápido possível a distribuição da ajuda humanitária.


Fonte: Último Segundo

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Defesa

Copa e Olimpíada atraem mais de 4 bilhões de dólares em investimentos em segurança

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Alexa Salomão

A Copa do Mundo de 2014 e a Olimpíada Rio 2016 já começaram a aquecer o mercado de equipamentos e sistemas de defesa e segurança. Estima-se que ambos os eventos vão demandar mais de 4 bilhões de dólares em investimentos ajudando a reaquecer um setor que andou meio esquecido e vive uma espécie de renascimento.
Além dos eventos esportivos, duas outras ações são responsáveis pela volta dos negócios. De um lado pesa a favor o Plano Estratégico Nacional de Defesa, que está reaparelhando o exército, a marinha e a aeronáutica com submarinos, navios, helicópteros, caças, entre outros equipamentos de porte. Estão sendo fechados contratos de 10, 20 anos, que exigem a transferência de tecnologia para o Brasil e vão gerar um efeito dominó de novos negócios no mercado interno.
De outro lado, ocorre a modernização dos aparatos de segurança das polícias. Nos últimos cinco anos, os investimentos em segurança pública triplicaram, passando de pouco mais de 1 bilhão de reais para quase 3,5 bilhões de reais no ano passado.
Um termômetro desse ambiente favorável aos negócios é a LAAD, feira do setor que ocorre a cada dois anos no Rio de Janeiro. Na próxima edição, em abril, o número de expositores praticamente dobrou e passa de 600, e o de visitantes, em sua maioria representantes de governos ligados às áreas de segurança – como ministros, secretários de estados, delegados, brigadeiros e generais – teve um aumento de 30%. Boa parte das empresas estrangeiras de mais de 40 países não querem apenas vender produtos no Brasil. Querem estreitar relações comerciais com empresas locais e sondar oportunidades de fusões e aquisições.


Fonte: Exame