Categories
Conflitos Geopolítica Opinião

Nicolas Sarkozy : Eles precisam de ajuda

O presidente francês diz que a transição para a democracia entre os árabes vai exigir esforços do Ocidente e que ainda tem esperança de o Brasil comprar os caças Rafale

O presidente francês Nicolas Sarkozy, de 56 anos, demorou para se posicionar em relação aos protestos que acabaram por derrubar os ditadores da Tunísia e do Egito, nas últimas semanas. A Líbia o obrigou a reagir mais rapidamente. Ele pediu a renúncia de Muamar Kadafi e defendeu a ideia de levá-lo a julgamento pela repressão à população Civil. Também propôs sanções ao governo líbio, o congelamento de bens da família do ditador e a suspensão da importação de petróleo daquele país. A França, contudo, tem se mostrado o mais comedido dos principais aliados dos Estados Unidos na Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) no que se refere a uma intervenção militar na Líbia. Na entrevista a seguir, Sarkozy discorreu sobre a situação no mundo árabe, sua campanha contra a volatilidade nos preços de produtos agrícolas e a decisão do governo brasileiro de desfazer a promessa de comprar aviões de combate franceses.

O que pode ser feito para evitar que as revoluções árabes resultem em governos opressores de seu povo e hostis ao Ocidente?
O que está ocorrendo no mundo árabe é histórico. Sem a ajuda de ninguém, com uma coragem incrível, esses povos derrubaram regimes em nome de valores caros para nós, como liberdade, democracia, justiça e direitos humanos. Pela primeira vez na história, esses princípios podem triunfar em ambos os lados do Mediterrâneo. Não acho que essas revoluções devam ser temidas. Na Tunísia e no Egito, nenhum manifestante gritou “abaixo o Ocidente” e não se ouviram palavras de ordem extremistas ou fundamentalistas. O que se pediu nas ruas foi respeito aos direitos básicos dos cidadãos. Obviamente, ninguém pode descartar cenários indesejáveis no futuro, mas para isso não ocorrer precisamos ajudar esses povos na transição para a democracia. A melhor forma de fazer isso é com apoio financeiro, técnico e humano.

Por que a França se recusou a receber tunisianos que tentaram emigrar para a Europa?
Dissemos que aplicaríamos à Tunísia as regras de visto vigentes, nada mais, nada menos. A Europa tem um papel importante a desempenhar no processo de democratização no norte da África. Refiro-me às questões de ensino e formação de jovens africanos. Dessa forma, poderemos apoiar a Tunísia, ajudando-a a proporcionar um futuro à sua juventude e impedindo a perda dos talemos de que tanto necessita. Além disso, não haveria pior cenário do que aceitarmos a chegada maciça de pessoas, as quais não teríamos condições de receber com dignidade.

A França sabe como evitar uma guerra civil na Líbia?
Pedimos a criação de um Conselho Europeu Extraordinário para tratar do fim da violência e do resgate de estrangeiros no país. Estamos estudando a melhor forma de impedir Kadafi de continuar usando sua força aérea contra a população civil e o melhor modo de aliviar o sofrimento do povo libio. Já começamos a enviar comboios humanitários para a região. O mundo precisa estar do lado do povo líbio nesta hora histórica, tão trágica e, ao mesmo tempo, cheia de esperança.

Um dos fatores econômicos das revoltas no mundo árabe foi a alta no preço dos alimentos. Como atacar esse problema?
O mundo tem, hoje, 1 bilhão de desnutridos, os preços dos produtos agrícolas dispararam e nada nos garante que não veremos novas revoltas causadas pela fome ainda neste ano. A França é o país que mais esforços faz para reverter esse cenário. Em 2008, propus a criação de uma parceria global para a alimentação e a agricultura. Depois, destaquei a questão como prioritária para a presidência francesa no G20 (grupo que reúne as principais economias desenvolvidas e emergentes).

Alguns economistas dizem que a medida mais eficaz para acabar com a fome global é derrubar o protecionismo agrícola dos países ricos. O que a França pretende fazer a respeito na presidência rotativa do G20?
Para reduzir a fome no mundo temos, sim, de abrir nossos mercados aos países mais pobres. Foi o que nós, europeus, fizemos ao aprovar, em 2001, o programa Tudo Menos Armas, que liberou o acesso ao nosso mercado para produtos de países menos desenvolvidos, com exceção de armas e munições. Para estar à altura do desafio gigantesco que temos diante de nós, contudo, é preciso aumentar em 70% a produção agrícola mundial, se quisermos alimentar os 9 bilhões de pessoas que habitarão o planeta em 2050. Isso significa que há lugar para agriculturas fones, como a brasileira. Precisamos de vocês para alimentar o planeta, mas é preciso também lutar contra a excessiva volatilidade nos preços das commodities. Da mesma forma que regulamos os mercados financeiros, temos de regular os mercados agrícolas.

Como é possível regulá-los?
Primeiro, temos de aumentar a transparência nos mercados, principalmente em relação aos estoques. Segundo, precisamos regular melhor os mercados financeiros de commodities, definindo, por exemplo, regras básicas para conter abusos. Terceiro, temos de criar instrumentos sólidos, como estoques de emergência, para enfrentar as crises alimentares. Também é necessário abrir aos países mais pobres o acesso aos seguros, de modo que eles possam se proteger contra a alta de preços ou de eventos que atinjam tragicamente as safras.

A regulação não pode ser um empecilho a mais ao desenvolvimento dos países de economia agrária?
De forma alguma. Não se trata de limitar o desenvolvimento da agricultura, nem de impedir que países como o Brasil vendam seus produtos a preços interessantes. A prioridade é desenvolver a produção. Precisamos de agriculturas fortes, e o faro de o Brasil ser um dos celeiros do mundo é positivo. Mas quem pode garantir que a atual alta das cotações dos alimentos não é uma ameaça à retomada econômica e à estabilidade global, se o preço da tonelada de trigo passou de 120 euros para 300 euros em seis semanas? Quem pode afirmar que a especulação não vem cumprindo um papel nesse cenário quando, em um único dia, um operador pode comprar 15% da produção mundial de cacau e revendê-la, embolsando a diferença na alta de preços que ele mesmo provocou – sem precisar tirar 1 centavo do bolso? Não estou dizendo que se devam tabelar os preços. Quem define os valores são os mercados, mas eles têm de ser regulados porque, no fim das contas, quem paga por isso é a população. Isso interessa inclusive às grandes agriculturas emergentes como o Brasil, porque uma alta de preços brutal e desgovernada sempre é seguida de uma baixa brutal e desgovernada.

A França é o país que mais se opõe a um acordo de livre-comércio entre Mercosul e União Europeia. Por quê?
Há mais de dez anos trabalhamos nesse acordo. Fomos até o limite do que poderíamos aceirar, principalmente no que diz respeito às questões agrícolas. Ir além significaria pôr em risco muitos produtores e agropecuaristas, não só da França, mas também de outros países europeus. A União Europeia já vem dando ampla abertura às importações agrícolas do Mercosul. Somos, de longe, o maior comprador do bloco. Sou a favor de um acordo, desde que ele seja equilibrado e o Mercosul esteja disposto a mostrar abertura às solicitações europeias sobre serviços e indústrias. Eu respeito a determinação do governo brasileiro na defesa de seus agricultores, mas peço que tentem entender a minha determinação. Não serei o presidente que deixou a agricultura francesa morrer.

Como a França viu, no ano passado, o apoio do Brasil ao direito do Irã de desenvolver um programa nuclear?
Nós apoiamos os esforços realizados pelo Brasil e pela Turquia na questão iraniana. A resposta do Irã à proposta brasileira e turca, no entanto, chegou tarde demais, quando já não fazia semido. Por isso, nós, do Conselho de Segurança da ONU, adotamos novas sanções ao Irã. Emendo que essa situação tenha criado certo ressentimento no governo brasileiro, mas nunca questionamos as intenções positivas do Brasil, e sim a protelação iraniana. A França jamais contestou o direito do Irã à energia nuclear civil. Mas os iranianos só multiplicaram os subterfúgios protelatórios e as provocações às propostas nesse semido feitas pela comunidade internacional. Prosseguiram na proliferação nuclear e balística, ignoraram seis resoluções do Conselho de Segurança e dez da Agência Internacional de Energia Atômica. Hoje, ninguém pode afirmar seriamente que o programa iraniano de enriquecimento de urânio tem fins pacíficos. Ele foi criado na clandestinidade e não encontra nenhuma justificativa civil ou industrial. Existe apenas um reator no Irã, e os russos fornecem todo o combustível necessário. Para mim, a perspectiva de o Irã ter a bomba nuclear é inaceitável, pois seria um risco muito alto para a segurança da região e do mundo.

A demora da União Europeia em aceitar a adesão da Turquia ao bloco não está empurrando-a para os braços do Irã?
A ideia de um grande país como a Turquia definir sua política externa exclusivamente em função da integração com a União Europeia me parece não apenas uma extravagância, mas um desrespeito com os turcos. A Turquia tem uma diplomacia muito ativa na região. Sempre defendi a ideia de que a Turquia e a União Europeia precisam desenvolver uma aproximação maior, mas sem chegarmos até a integração, que não traria benefícios a nenhuma das panes. A Turquia tem um papel único, que nunca foi tão relevante para o mundo quanto agora, que é ser uma ponte entre o Ocidente e o Oriente. Para comunicar desempenhando esse papel, deve manter essa posição única, de onde rira sua força.

A França apoia a candidatura brasileira a um assento permanente no Conselho de Segurança?
Sim. Primeiro, porque o Brasil já é um protagonista global e o será cada vez mais. Tem peso, capacidade e, principalmente, vontade de contribuir para a estabilidade mundial. Isso pode ser visto no Haiti, onde o Brasil é a espinha dorsal da missão de paz da ONU. Segundo, se quisermos que o conselho continue sendo a principal instância para a segurança e a paz internacionais, ele precisa ser mais representativo do equilíbrio mundial. Os países emergentes devem ser mais bem representados ali. A reforma do Conselho de Segurança não deve ser protelada. É uma questão de legitimidade e eficiência para a própria ONU. Por isso a França, junto com a Inglaterra, propôs uma reforma interina do conselho, possibilitando a ampliação agora, dando a alguns países um mandato mais longo como membros não permanentes. Seria uma etapa rumo à ampliação definitiva.

Qual justificativa do governo brasileiro o senhor recebeu por ele ter voltado atrás na compra dos caças franceses Rafale, dada como certa pela gestão anterior?
O governo brasileiro disse que precisa de mais tempo para tomar uma decisão tão relevante; e entendo perfeitamente essa necessidade. Trata-se de uma escolha estratégica, que significará um compromisso pelos próximos anos. Não vejo essa decisão como um retrocesso e não estou preocupado porque tenho certeza de que a oferta francesa é a mais adaptada às necessidades brasileiras. Primeiro, porque o Rafale é o avião de caça com o melhor desempenho e a maior versatilidade no mercado. Segundo, porque já mostrou seu valor em missões militares. Terceiro, porque a oferta que fizemos é acompanhada de transferência irrestrita de tecnologia, garantida pelo estado francês, o que nenhum dos outros dois concorrentes tem condições de fazer com credibilidade. Relações simples de fornecedor e cliente estão ultrapassadas. Essa cooperação com os caças deve também contribuir para o desenvolvimento da indústria de defesa do Brasil. O objetivo de independência e soberania é considerado legítimo pela França, pois foi o que norteou o desenvolvimento de nossa própria indústria de defesa.

Fonte: Veja via NOTIMP

Categories
Defesa Fotos do Dia Sistemas de Armas

A AgustaWestland divulgou as imagens do seu primeiro helicóptero militar não tripulado

http://sitelife.aviationweek.com/ver1.0/Content/images/store/0/14/00116426-4228-48c2-bec3-5bb758627a5e.Full.jpg

A indústria aeronáutica estatal italiana AgustaWestland divulgou as imagens do seu primeiro helicóptero militar não tripulado, o SW-4, aeronave produzida pela indústria aeronáutica polonesa PZL.
O primeiro protótipo desta aeronave, atualmente em fase de construção, realizará seu primeiro voo de teste em 2012.

Fonte: Aeroworldnews


Categories
Defesa Sistemas de Armas

MD Helicopters e Boeing produzirão em parceria o helicóptero AH-6i

Concepção do novo modelo de helicóptero de ataque leve e reconhecimento AH-6i, desenvolvido em parceria entre a Boeing e MD Helicopters. (Foto: Boeing)

As empresas MD Helicopters e Boeing anunciaram significativos processos no contrato de produzir em cooperação o helicóptero de reconhecimento e ataque leve Boeing AH-6i para o mercado mundial.

Consistente com o Memorando de Entendimento assinado em julho de 2010, ambas companhias estão agora finalizando o Contrato de Exigências de Longo Prazo para o modelo Boeing AH-6i.

Conforme parte do acordo de julho, a Boeing e a MD Helicopters estabeleceram equipes para buscar oportunidades de produção, montagem e venda das aeronaves AH-6i, produtos e serviços oferecidos a militares, não-militares e outros clientes governamentais.

O novo helicóptero AH-6i (internacional) é a mais recente versão do modelo provado em combate AH-6M que voam com as Forças de Operações Especiais do U.S. Army e é projetado para rapidamente atender as necessidades de reconhecimento e ataque leve das forças de defesas internacionaus enquanto mantém a capacidade de rapidamente integrar futuras melhorias.

Fonte: CAVOK

Categories
Acidentes e Catástrofes Fotos do Dia Tecnologia

ENTREVISTA-Japão não abala programa nuclear brasileiro

Esboço de Angra 3, ao fundo Angra 1 e Angra 2

Assessor especial da presidência da Eletronuclear, Leonam Guimarães

Reuters – O Brasil está preparado para enfrentar acidentes nucleares e não deverá retroceder nos planos de aumentar o seu parque nuclear por causa do acidente em uma usina no Japão, após o forte terremoto e tsunami que abalaram o país asiático na semana passada.

A avaliação é do assessor especial da presidência da Eletronuclear, braço da Eletrobras, Leonam Guimarães, que já prevê que o assunto dará munição aos opositores da expansão da energia nuclear no Brasil.

“Esse problema sem dúvida vai causar perturbação em todos os planos (de novas usinas). Mas o que aconteceu no Japão não muda os cenários individuais de cada país que levam à necessidade da geração elétrica nuclear”, afirmou Guimarães à Reuters nesta segunda-feira.

O Japão se esforçava nesta segunda para evitar o colapso em um reator nuclear atingido por uma segunda explosão de hidrogênio, dias depois dos desastres naturais que mataram ao menos 10 mil pessoas. O maior temor é de um grande vazamento de radiação do complexo em Fukushima, a 240 quilômetros de Tóquio, onde engenheiros lutam para evitar um colapso nos reatores.

Para o representante da Eletronuclear, decisões como a da Suíça, que anunciou ter suspendido a aprovação de novas usinas nucleares, “são puramente emocionais” e um país que necessita de energia não poderá agir dessa forma.

“O fato de ter ocorrido esse acidente não muda em nada as necessidades e os critérios que levaram vários países do mundo a recorrer à energia nuclear.”

O Brasil pretende decidir este ano o local para a construção de quatro novas usinas nucleares de 1 mil megawatts cada, que devem estar prontas até 2030. O país finaliza também a usina Angra 3, a terceira usina nuclear brasileira, com capacidade para gerar cerca de 1,3 mil MW.

Para Guimarães, o clima de catástrofe que está se dando à questão nuclear no Japão é exagerado, e fazer um paralelo com o Brasil é ainda mais complicado.

Uma comparação com o grave acidente de Chernobyl também é descartado por Guimarães, já que as tecnologias atuais são bem diferentes. “Ficar brandindo com o fantasma de Chernobyl chega a ser irresponsável e desrespeitoso com os milhões de japoneses que estão hoje procurando seus desaparecidos e chorando seus mortos”, disse.

De acordo com Guimarães, das 440 usinas nucleares existentes no mundo, 65 por cento usam sistema de água pressurizada, como o Brasil, e 25 por cento de água fervente, como o Japão. Apenas 10 por cento delas usam grafite ou moderador ou gás com fluído de resfriamento, que foi o caso de Chernobyl.

GEOLOGIA FAVORECE BRASIL

Além de não estar sujeito a terremotos na escala vista no Japão, o Brasil está preparado para enfrentar eventuais fenômenos naturais de médio porte. As usinas Angra 1 e 2 aguentariam terremotos de até 7 graus e ondas de até 6 metros, informou o assessor especial da presidência da Eletronuclear, assim como estão preparadas para ciclones de alta velocidade.

Para evitar que ondas afetem o funcionamento das usinas em Angra foi construído um quebra-mar, explicou Guimarães, apesar de não imaginar um tsunami abalando o país.

“Um abalo sísmico daquele porte é inviável pelo ponto de vista da geologia no Brasil”, afirmou. “O que acontece lá (no Japão) é o choque de placas tectônicas no Pacífico. No Atlântico é inviável, porque aqui existe também o encontro de duas placas tectônicas, mas as placas estão se afastando e isso não dá tsunami.”

Por Denise Luna

Fonte:  UOL

Categories
Conflitos Geopolítica

Arábia Saudita envia tropas ao Bahrein

http://www.estadao.com.br/fotos/bahrein_ficha.gif

Sugestão: Helvético

MANAMA – A Arábia Saudita enviou cerca de mil militares para o Bahrein nesta segunda-feira, 14. O efetivo está a serviço do Conselho de Cooperação do Golfo (CCG), bloco de países da região formado também por Kwait, Omã, Catar e Emirados Árabes Unidos, e foi enviado a pedido da monarquia sunita que controla o pequeno país de maioria xiita, abalado pela recente onda de protestos no mundo árabe. As tropas do CCG chegaram a Manamá no final da manhã.

Veja também:
especialInfográfico:
A revolta que abalou o Oriente Médio
mais imagens Galeria de fotos: Veja imagens dos protestos na região

A oposição xiita bareinita qualificou a intervenção como ‘declaração de guerra’. Mais cedo, o Parlamento bloqueou uma tentativa do governo de declarar estado de sítio no país.

“Qualquer intervenção militar estrangeira será considerada uma ocupação e um ato de guerra”, disse um porta-voz do movimento à AFP.

De acordo com Nabeel al-Hamer, ex-ministro da Informação e conselheiro do rei Hamad al-Khalifa, as tropas sauditas já estão na ilha.

“As tropas do Conselho de Cooperação do Golfo chegaram ao Bahrein para manter a ordem e a segurança”, disse.

Segundo reportagem do jornal Gulf Daily News, ligado ao primeiro-ministro bareinita, as tropas devem apenas proteger locais estratégicos. ” A missão (das tropas) será limitada a proteger pontos vitais, como instalações de combustível, eletricidade e água, e serviços bancários e financeiros”, diz o texto.

Os protestos da minoria xiita do Bahrein voltaram a ganhar força no final de semana após a oposição bloquear estradas e voltar a enfrentar a polícia no domingo. No mês passado, ao menos sete pessoas morreram em confronto com as forças de segurança.

Os manifestantes xiitas chegaram a ocupar a Praça das Pérolas, no centro de Manama, para exigir igualdade de direitos e o fim da monarquia. Eles formam cerca de 70% da população do reino, governada pela monarquia sunita ligada à Arábia Saudita. O Bahrein tem uma posição estratégica no Golfo Pérsico e sedia a 5ª frota da Marinha americana.

Fonte: Estadão

Categories
Brasil Humor

Humor, chamem o PROCON deu a louca nas armas

http://4gifs.com/gallery/d/180170-1/Mortar_fail.gif

http://www.welcometowallyworld.com/storage/IED.gif

http://www.gifsoup.com/webroot/animatedgifs/294343_o.gif

http://chzgifs.files.wordpress.com/2010/09/owowowp1.gif

http://static.funnyjunk.com/gifs/7a686037_5406_0e33.gif

Categories
Fotos do Dia Tecnologia

Flight Technologies firma acordo com Grupo Synergy

http://www.flighttech.com.br/img_lateral_21.jpgSugestão: Santa Catarina BR

Investimentos garantem nova sede e novos laboratórios para desenvolvimento de Sistemas de Integrados e Sistemas Não-Tripulados de Inteligência, Comando e Controle

A Flight Tecnologies, empresa especializada em Sistemas Aviônicos e Sistemas de Inteligência, Comando e Controle, baseados em veículos aéreos não-tripulados (VANTs), firmou um acordo com o Grupo Sinergy, um conglomerado de empresas que atua na América Latina e possui operações no setor Aéreo, Naval, Óleo & Gás. Objetivo é alavancar o plano de negócios da Flight Technologies no sentido de atender as demandas das Forças Armadas Brasileiras e do mercado em geral.

http://www.flighttech.com.br/img_lateral_20.jpgJá como resultado deste acordo, a partir de março, a Flight Technologies vai ganhar novas instalações, maiores e mais bem equipadas. São 600 metros quadrados de área no Centro Empresarial do Parque Tecnológico de São José dos Campos, a poucos metros de onde hoje a empresa funciona. Além do novo espaço, a empresa vai passar a contar com laboratórios de desenvolvimento de softwares e de integração de sistemas.

Para o diretor executivo e co-fundador da Flight, Nei Brasil, o acordo com o Grupo Sinergy vai ser fundamental para o desenvolvimento da empresa. “Nossa expectativa é poder atender a demanda das Forças Armadas e das Forças de Segurança do Brasil”, disse ele.

A Flight Technologies foi fundada em 2005 como o primeiro empreendimento apoiado pela Incubadora de Negócios do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA/CTA). E foi uma das primeiras empresas a se instalar no Cecompi (Centro de Competitividade e Inovação do Cone Leste Paulista), antes mesmo da criação oficial do centro.

Saiba mais sobre a Flight Technologies

Desde sua criação, a Flight Technologies passou a atuar para dar suporte ao desenvolvimento de sistemas robóticos em projetos do Ministério da Defesa Brasileiro. Participou do Projeto VANT, sob Gerência do Comando-Geral de Tecnologia Aeroespacial (CTA).

A partir de 2007, a Flight Technologies passou a praticar uma estratégia de negócios mais ampla, voltada para o desenvolvimento e a comercialização de produtos estratégicos para o país em duas áreas principais: Sistemas Aviônicos e Sistemas de Inteligência, Comando e Controle, baseados em veículos aéreos não-tripulados. Durante o mesmo ano, a empresa conquistou importantes contratos com o Centro Tecnológico do Exército (CTEx), através de sua controladora Flight Solutions, e com a Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP).

A partir daí, alavancou a capacidade científica e tecnológica, com o desenvolvimento de tecnologias próprias em Sistemas Aviônicos e Sistemas de Inteligência, Comando e Controle.

Ao apresentar resultados positivos no Projeto VANT, bem como ao realizar as primeiras entregas para o Exército Brasileiro, em 2008, a Flight Technologies consolidou sua posição como liderança e referência latino-americana. Detentora de tecnologias próprias de interesse para o país, passou a ser considerada como uma empresa estratégica para as Forças Armadas Brasileiras. Mais informações www.flighttech.com.br

Saiba mais sobre o Grupo Sinergy

O Grupo Synergy é um conglomerado de empresas que atua na América Latina e possui operações no setor Aéreo, Naval, Óleo & Gás. Mais recentemente, começou a atuar no Setor de Defesa e Segurança através dos contratos com a Marinha do Brasil e com a Força Aérea Brasileira. Participa, também, das operações de Sistemas Aéreos Não-Tripulados da Polícia Federal.

FONTE: Flight Technologies

Categories
Fotos do Dia Geopolítica Obama no Brasil Vídeo

Vale a pena ver: Entrevista com o Embaixador dos EUA no Brasil, Thomas Shannon

http://3.bp.blogspot.com/_YILnYHWBWfU/TSrrTFbiYLI/AAAAAAAANuY/oeBKvzi_I2Q/s1600/THOMAS%2BSHANON.jpg

Acabo de assistir ao programa “É Notícia” da Rede TV na qual o Jornalista Kennedy Alencar entrevistou o embaixador dos Estados Unidos no Brasil  Thomas Shannon.

A entrevista muito descontraida e bastante informativa, foi muito bem conduzida tanto pelo entrevistador quanto pelo entrevistado. Nela foram tocados pontos polêmicos e questões sempre abordadas aqui no Plano Brasil.

Demonstrando-se muito a vontade e com uma desenvoltura ímpar, o embaixador responde as questões mais polêmicas com uma sutileza e tranquilidade admirável.

Vale a pena assistir ao vídeo, pois Shannon responde a muitas questões levantadas pelos leitores dando-nos uma visão bem distinta da apresentada pela mídia em geral, com tranquilidade aborda inclusive assuntos bem polêmicos, como a questão do Irã, a posição do Brasil no conselho de segurança da ONU e a posição dos EUA quanto a isso.

Fala também a sua visão quanto ao fenômeno “Wikileaks”, o Papel dos EUA na nova “Revolução Árabe”, bem como o que aguarda ser a nova aliança traçada entre Brasil e os Estados Unidos.

Trata-se de uma ótima entrevista e portanto sugiro aos nossos leitores.

Vale a apena ver.

E.M.Pinto


Segundo o embaixador dos Estados Unidos no Brasil, a visita de Barack Obama no próximo final de semana é sinal de “respeito”ao Brasil.

Afirma que os EUA têm interesse numa parceria com o Brasil para investir na África. Diz que os americanos respeitam o desejo brasileiro de ocupar um assento permanente no Conselho de Segurança da ONU.

“Nós reconhecemos o papel do Brasil não como um poder emergente, mas como um poder já emergido.” Shannon acredita que, no prazo de cinco a dez anos, será possível eliminar a exigência de visto para brasileiros que queiram visitar o seu país. Fã de bossa nova, ele fala das ligações com a cultura brasileira.

Fonte: Rede TV