Categories
Defesa Fotos do Dia

FX 2 A história

Nota:

Ainda não vi um histórico tão completo. Este que apresento aqui é apenas um trecho do excelente trabalho feito pelo MilitaryPower, a  quem gostaria de congratular e dar os parabéns pelo trabalho.

Depois de ler isto, inclusive as notas oficiais (dos governos)  tirem suas conclusões.

A minha se resume na foto que segue

http://1.bp.blogspot.com/_zDDkR-k-0xg/SlEIghsrLZI/AAAAAAAAD3c/4FDuuvrTxUM/s400/homem_envelhecendo_progressivamente_450.jpg

E.M.Pinto

+++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++

01/08/2001 – O Comando da Aeronáutica apresenta o pedido de oferta (request of proposal) para o FX a diversos fornecedores de aeronaves de vários países. Além dos aspectos técnicos, logistícos e comerciais, as empresas deverão apresentar propostas de compensação comercial (offset).

03/08/2001 – Sete empresas se apresentam para retirar o edital da concorrência: a brasileira Embraer associada à francesa Dassault (Mirage 2000-5 Mk2), a italiana Alenia Aerospazio (Eurofighter 2000), as americanas Boeing (F-18E Hornet) e Lockheed Martin (F-16C Falcon), as russas RAC-MIG (Mig 29) e Rosoboronexport (Sukhoi SU-27/SU-35), e o consórcio anglo-sueco SAAB BAE Systems (JAS-39 Gripen).

06/09/2001 – O Projeto FX ganha espaço na mídia e as empresas concorrentes começam a montar seus lobbys em Brasília, para tentar influir no processo, iniciando uma fase de intrigas, pressões e até espionagem.

18/09/2001 – A Boeing Company se retira da disputa, anunciando que o modelo F-18E Hornet não possui preço compatível com o orçamento da FAB. Pelos mesmos motivos a Alenia também abandona a concorrência.

12/12/2001 – A Força Aérea anuncia que a primeira fase do processo de seleção foi concluída no dia 07/12, sem a eliminação de quaisquer propostas e que a decisão final deverá ser no primeiro semestre de 2002.

16/01/2002 – A brasileira Avibrás assinou acordo com o consórcio russo Rosoboronexport, prevendo a futura fabricação do caça Sukhoi SU-35 no Brasil, caso seja o vencedor, e cooperação em outras áreas de interesse militar.

23/02/2002 – O consórcio anglo-sueco SAAB-BAE prometeu ao governo brasileiro a instalação de uma fábrica de componentes e peças para aviões, num investimento de US$ 30 milhões, se o JAS-39 Gripen for escolhido como o vencedor.

04/04/2002 – A Embraer anuncia no Chile, durante a FIDAE, a formação do “Consórcio Mirage 2000 BR” numa parceria estratégica com suas sócias francesas Dassault Aviation, Snecma Moteurs e Thales Airbone Systems. Será desenvolvida uma versão específica para o Brasil, com a montagem, integração e testes finais da aeronave serão feitas na fábrica da empresa em Gavião Peixoto(SP).

22/04/2002 – Inicia-se a última fase do Projeto FX, com testes em vôo por pilotos da FAB e visitas técnicas de especialistas do Comando da Aeronáutica às instalações dos cinco fabricantes dos caças que disputam o processo.

20/05/2002 – Termina o prazo para que os consórcios entreguem suas propostas finais, revisadas e com novas ofertas, ao Comando da Aeronáutica. Os franceses, russos e suecos (estes com algumas limitações) admitem a transferência de tecnologias e softwares de suas aeronaves, além de compensações em outras áreas, mas os americanos concordam apenas em autorizar a venda de mísseis BVR e aviônicos avançados, porém sem acesso à tecnologia.

12/06/2002 – A reunião do Conselho de Defesa Nacional para decidir o vencedor é adiada e a Comissão de Licitação exige maior detalhamento das ofertas, principalmente no que diz respeito ao offset.

21/08/2002 – O processo de escolha do FX entra em compasso de espera, aguardando uma definição das eleições presidenciais em outubro, as pressões aumentam para que a escolha seja feita pelo novo presidente.

01/11/2002 – O presidente Fernando Henrique, em meio a pressões políticas e diplomáticas, se exime da responsabilidade de conduzir a escolha do novo caça FX, anunciando que a definição será feita pelo presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva, assim que empossado, em janeiro de 2003.

03/01/2003 – O ministro da Defesa, José Viegas Filho anuncia oficialmente o adiamento da licitação do caça FX, em até um ano, para uma apreciação mais detalhada do novo governo e a concentração dos poucos recursos disponíveis na área social.

01/10/2003 – A Força Aérea Brasileira recebe autorização para dar prosseguimento ao processo de licitação para os novos caças de superioridade aérea, convidando as empresas concorrentes para uma reunião de orientação e atualização, quando receberão instruções relativas aos procedimentos que irão regular essa nova fase.

03/11/2003 – Os fabricantes preparam as propostas finais, atualizando-as sob os aspectos técnico, comercial, industrial, de compensação e de logística, para serem entregues à Comissão de Licitação no dia 11 de novembro, em reunião no CTA, em São José dos Campos(SP).

10/11/2003 – Após uma semana de reuniões individuais com os fabricantes, realizadas de 03 a 07/11 no CTA, para as ponderações finais de cada um e os ajustes necessários em suas propostas, as mesmas foram entregues nesta data à Comissão de Licitação. O Comando da Aeronáutica pretende encaminhar o parecer técnico ao Conselho de Defesa Nacional, para a escolha do vencedor, até o próximo dia 15 de dezembro.

05/12/2003 – O ministro da Defesa, José Viegas, anuncia a formação de um grupo de trabalho para analisar detalhadamente cada uma das propostas apresentadas, item por item inclusive nas questões que envolvam off set, para que quaisquer dúvidas dos membros do Conselho de Defesa Nacional no dia da reunião para a escolha do caça FX possam ser esclarecidas devidamente.

09/12/2003 – Se não ocorrerem novos adiamentos, a reunião do Conselho deverá ser marcada para a primeira quinzena de janeiro de 2004, quando finalmente teremos o nome do tão aguardado novo caça de superioridade aérea da FAB.

23/12/2003 – Governo determina a criação de Comissão Especial para assessoramento ao Conselho de Defesa Nacional (CDN), no processo do Projeto FX. Com representantes de vários ministérios e dos três comandos militares, a equipe terá 30 dias para emitir parecer sobre todos os aspectos da licitação (estratégico, comercial, geração de empregos, transferência de tecnologia, industrial, etc). O prazo para a conclusão dos trabalhos poderá ser prorrogado, por igual período, se necessário.

Notícias de 2004:

09/01/2004 – Como terá que aguardar o parecer da Comissão, provavelmente o resultado da licitação só será conhecido no final do primeiro trimestre deste ano, aumentando ainda mais a expectativa de todos que acompanham de fora ou estão envolvidos diretamente com o processo.

02/02/2004 – A empresa russa RAC-MIG envia nota à imprensa reafirmando que continua na disputa pelo contrato dos caças da FAB, ao contrário do que vinha sendo noticiado, com a aeronave Mig 29-M (MRCA – Multi Role Combat Aircraft) que traz inúmeros avanços tecnológicos em relação às versões anteriores.

09/02/2004 – O Ministro da Defesa, José Viegas, afirma que a participação da indústria aeronáutica brasileira está garantida, seja qual for o vencedor da concorrência do FX-BR. A transferência de tecnologia para o setor beneficiará empresas como a Embraer e Avibrás e centros de pesquisa como o CTA e INPE, com reflexos positivos também para o programa espacial brasileiro.

12/02/2004 – Nos últimos dias parece ter crescido o favoritismo da Sukhoi, com seu caça SU-35, levando-se em consideração alguns comentários em “off” de autoridades civis e militares. Além das excelentes qualidades técnicas do modelo, os russos estariam oferecendo um pacote completo, com total e irrestrita transferência de tecnologia, contrapartidas comerciais e parcerias nas áreas petrolífera e aeroespacial.

05/03/2004 – A Comissão Especial criada em dezembro de 2003 para assessorar o CDN, realizou duas reuniões e praticamente já tem pronto o parecer sobre cada uma das propostas, que tornará mais fácil para os membros do Conselho entenderem os termos técnicos usados pelos fabricantes e as perspectivas reais de transferência de tecnologia.

08/03/2004 – O Ministro José Viegas acredita que não haverá necessidade de novos adiamentos para a decisão sobre o novo caça da FAB, dependendo agora somente da disponibilidade na agenda dos membros do Conselho de Defesa Nacional para que a reunião seja marcada, devendo ocorrer no final de março ou início de abril.

15/03/2004 – O governo sueco quer financiar a venda de caças ao Brasil, com quatro anos de carência e mais quinze anos para pagar. A SAAB e a BAE Systems estão dispostas a transferir toda tecnologia do Gripen, inclusive os códigos-fonte dos softwares de seus sistemas.

17/03/2004 – A Embraer garante o uso do míssil MICA pelo Mirage 2000BR, do radar RDY-2 que poderá receber componentes do radar Detexis-RBE/2 do caça Rafale, com transferência de 100% das tecnologias envolvidas.


20/03/2004
– Os russos também prometem transferir todas as informações de projeto, de sistemas e do conjunto de armas aos parceiros nacionais, conforme definido no edital da FAB.

25/03/2004 – O relatório da Comissão Especial que explicita as propostas de cada consórcio é entregue ao Gabinete de Segurança Institucional, para que seja apreciado pelo Presidente Lula, antes de levá-lo ao Conselho de Defesa Nacional (CDN).

26/03/2004 – O Ministro da Defesa José Viegas vai se reunir nos próximos dias com o presidente Lula, para definir uma agenda que viabilize a convocação imediata do (CDN), de preferência dentro do mês de abril. A decisão do CDN será baseada no relatório técnico da FAB, que também emitiu parecer sobre as propostas de offset. Reafirmou que as empresas brasileiras terão participação elevada na negociação dos contratos específicos, após a escolha do vencedor.

26/03/2004 – O Conselho de Defesa Nacional (CDN) é composto pelos seguintes membros: Presidente da República, Vice-Presidente, Ministro da Defesa, presidentes da Câmara e do Senado, pelos três Comandantes militares e pelos Ministros da Justiça, Relações Exteriores e do Planejamento.

05/04/2004 – Em Brasília circulou a notícia de que o Presidente Lula poderia adiar mais uma vez ou mesmo cancelar definitivamente o Projeto FX, devido ao ambiente político desfavorável ao seu governo, que tornaria díficil justificar um investimento de US$ 700 milhões em equipamentos de defesa, principalmente se o vencedor não for a Embraer. O Ministro da Defesa José Viegas não acredita em novo adiamento e ressalta a urgência da substituição de diversos meios aéreos da FAB.

07/04/2004 – A FAB estuda uma alternativa ao possível adiamento da decisão do FX: planeja revisar os motores dos veteranos Mirage IIIE BR, a um custo unitário de US$ 800 mil, para que possam continuar operando pelo menos por mais quatro anos, até a chegada dos novos caças. O problema é que a aviônica e o radar de nossos Mirage IIIE BRestão totalmente obsoletos e assim continuariam, prejudicando ainda mais a efetividade da defesa aérea do país.

07/04/2004 – Se inviabilizada a revisão total dos motores dos Mirage IIIE BR, entre as possibilidades de compra de aviões usados, com poucas horas de uso, a FAB poderia analisar propostas de fornecimento de F-16 A/B modernizados (MLU), da Holanda ou Bélgica; Mirage 2000 dos Emirados Árabes Unidos; ou F-16 ex-paquistaneses, hoje operando no esquadrão “Agressor” da US Navy.

30/04/2004 – Chegamos ao final do mês de abril sem que o Conselho de Defesa Nacional tivesse se reunido para decidir sobre os novos caças da FAB, contrariando expectativas do Ministério da Defesa e dos militares, principalmemente da Aeronáutica.

08/05/2004 – Grandes jornais do Rio e de São Paulo noticiam o provável adiamento, pela terceira vez, da compra dos novos caças do Projeto FX. O governo já teria tomado esta decisão e aguarda um momento ideal para divulgá-la. Assim se evitaria um desgaste político ainda maior, uma vez que o governo vem sendo acusado de gastar demais com aviões, o Airbus da presidência acrescido dos supersônicos da FAB, mas alega não ter dinheiro para investimentos no país nem para o aumento do soldo dos militares. Depois, segundo algumas fontes, evitaria anunciar um vencedor que não seria a Embraer, uma empresa brasileira que é a terceira maior exportadora, notícia que certamente seria mal interpretada pela maioria da sociedade.

21/05/2004 – Apesar dos boatos sobre novo adiamento ou cancelamento da licitação, o Ministro da Defesa José Viegas tinha agendada uma reunião dia 19/05 com o presidente Lula para tratar, entre outros assuntos, da possível convocação do Conselho de Defesa Nacional, mas devido a viagem do presidente à China de 23 a 27 de maio, o encontro acabou não ocorrendo e a definição sobre o Projeto FX deverá ficar para o próximo mês de junho.

18/06/2004 – Segundo fontes do governo, o Ministro da Defesa José Viegas estaria desprestigiado junto ao presidente Lula, por ter tentado favorecer os russos na disputa do FX e por tomar algumas decisões equivocadas no âmbito de seu ministério. Já se fala até em uma possível substituição do ministro, que ocorreria depois das eleições de outubro.

20/06/2004 – Na Aeronáutica já há um consenso de que qualquer decisão sobre os novos caças da FAB só sairá após a definição de um novo ministro da Defesa, pois José Viegas não conta nem mais com o apoio dos Comandantes militares, além de ter perdido a administração das verbas do Sivam e a coordenação do Projeto FX.

15/07/2004 – Os rumores sobre a saída do ministro José Viegas arrefeceram e ele permanece no cargo, com um pouco mais de prestígio com os militares depois de anunciar um aumento nos soldos e a liberação de uma verba extra no orçamento da União de R$ 900 milhões para investimento nas três Armas. Mas apesar de uma definição sobre outro programa da FAB, a modernização dos AMX / A-1, a decisão sobre o projeto FX continua em compasso de espera.

02/08/2004 – O presidente Lula estaria indeciso entre cancelar a licitação do FX e a subseqüente aquisição ou leasing de caças usados, a um custo bem menor ou convocar o Conselho de Defesa Nacional para declarar o vencedor antes das eleições de outubro, que segundo alguns seria a Embraer, o que traria dividendos políticos para o presidente e seu partido por ser uma empresa nacional e que poderia gerar novos empregos no país.

09/08/2004 – A vitória do consórcio liderado pela Lockheed Martin, do qual a Embraer é integrante como fornecedora da plataforma ERJ-145, na concorrência do Pentágono para o ACS (Aerial Common Sensor) que irá fornecer aeronaves de vigilância e inteligência para o Exército e para a Marinha dos Estados Unidos, reforçou ainda mais a posição da empresa brasileira no Projeto FX, onde oferece à FAB o Mirage 2000 BR.

16/08/2004 – Pelo sim pelo não, oficiais da Aeronáutica já estudam uma alternativa ao Projeto FX, chamado entre eles de Projeto FX-B, que prevê a compra ou leasing de caças usados, mas em perfeitas condições operacionais, pois mesmo que se decida pela compra de caças novos estes serão entregues em um prazo de dois a três anos e os Mirage III-BR precisarão ser substituídos a partir de janeiro de 2005.

28/09/2004 – Durante todo o mês de setembro, pouco se falou ou se escreveu nos principais meios jornalísticos do país sobre a concorrência do FX-BR. O governo, propositadamente, deixou o debate arrefecer devido à proximidade das eleições municipais, que desaconselhavam qualquer indicação de gastos excessivos em uma área pouco compreendida pela sociedade, como a área militar. Isto só demonstra a miopia com que se encara o problema da Defesa Nacional.

15/10/2004 – Após a visita do vice-presidente José Alencar a Moscou, onde manteve encontros com diversas autoridades, inclusive com o primeiro-ministro russo Vladimir Putin, o secretário executivo adjunto do Ministério da Ciência e Tecnologia concedeu uma polêmica entrevista onde defendeu a aquisição dos aviões Sukhoi SU-35 para a FAB, pois segundo ele seriam os melhores caças da atualidade. Naturalmente os concorrentes protestaram e o secretário se retratou, alegando que suas palavras foram mal interpretadas pelo jornal.

20/10/2004 – Em um novo lance no xadrez do FX-BR, o primeiro-ministro russo Vladimir Putin anunciou que irá propor ao governo brasileiro, quando de sua visita oficial ao Brasil em novembro próximo, a aquisição de 50 aeronaves comerciais EMB-170/190 da Embraer para a companhia russa Aeroflot em troca da compra de 12 aeronaves SU-35 para a Força Aérea Brasileira.

02/11/2004 – O ministro da Defesa José Viegas pede demissão do cargo, devido a desentendimentos com o Comandante do Exército, e para o seu lugar o presidente Lula nomeia o vice-presidente José Alencar, em uma atitude inédita na história do Brasil, mas que demonstra o prestígio dos militares junto ao governo.

08/11/2004 – Toma posse o novo ministro da Defesa, o vice-presidente José Alencar. Analistas de assuntos militares acreditam que este fato possa favorecer o caça russo SU-35 na concorrência do FX, uma vez que quinze dias antes o novo ministro, em visita oficial à Rússia, esteve na fábrica da Sukhoi onde conheceu a linha de montagem e assistiu demonstração do caça.

22/11/2004 – Durante a visita oficial do primeiro-ministro russo Vladimir Putin à Brasília, o ministro da Defesa José Alencar anunciou que o Programa FX deverá ser adiado mais uma vez, provavelmente por três ou quatro anos, mas quem dará a palavra final será o presidente Lula. Segundo o ministro, a tecnologia aeronáutica evolui rapidamente e o país poderia correr o risco de escolher uma aeronave que se tornaria obsoleta em pouco tempo.

23/11/2004 – A realidade é que infelizmente há pouco interesse sobre o assunto dentro do governo, a despeito da extrema urgência de se substituir os veteranos Mirage III da FAB. Independente do que venha a ocorrer nos próximos meses, fatalmente deverá ser colocado em ação um plano alternativo, para a compra de caças de segunda mão pois os Mirage serão retirados do serviço operacional em 31 de dezembro de 2005. Ou não teremos como defender a soberania de nosso espaço aéreo. Lamentável.

20/01/2005 – Após longo silêncio das autoridades e dos fabricantes envolvidos na licitação, surge a notícia de que o governo americano estaria oferecendo ao Brasil a possibilidade de adquirir caças F-16A usados, com uma modernização de meia-vida (MLU), que os deixaria com a configuração de um F-16 Block 50, podendo até ser criada uma linha de montagem no país em associação com alguma empresa nacional, porém permanecendo as restrições quanto aos mísseis BVR e aos códigos-fonte.

19/02/2005 – Reportagem em revista semanal cita o fato dos americanos estarem preocupados com a perda gradual do mercado militar brasileiro e estariam montando uma estratégia para que seus caças sejam os escolhidos pela FAB, mas se negam a transferir tecnologia nos termos do offset e a entregar mísseis de última geração integrados à aeronave. Na mesma reportagem fala-se numa possível oferta por parte da Embraer e da Dassault, dos novos caças Rafale, agora com um preço por unidade mais acessível. Volta a se falar também no Eurofighter Typhoon e no F-35 JSF como possibilidades para o futuro.

24/02/2005 – Agora é oficial. A FAB encaminhou nesta data, carta a todas as empresas envolvidas no Projeto FX indicando que o processo de seleção foi encerrado e que sua participação terminou com a entrega do relatório técnico no ano passado. A percepção geral é de que o governo não desistiu da compra, mas irá adquirir os caças sem licitação, valendo-se de um dispositivo da legislação que permite compras diretas em casos de interesse para a segurança nacional.

03/03/2005 – A Força Aérea Brasileira trabalha em plano alternativo para a premente substituição dos Mirage III-BR no fim deste ano. Há opções de compra de aviões usados ou leasing, entre elas a dos Kfir C-10 israelenses, os Atlas-Cheetas sul-africanos, ambos caças desatualizados, os Sukhoi SU-27 da reserva russa, os Mirage 2000-5 franceses ou dos Emirados Árabes, e os F-16A holandeses ou americanos. Não há consenso entre os técnicos da Aeronáutica sobre qual destas seria a melhor solução.

07/03/2005 – Segundo especialistas do setor aeronáutico, qualquer que seja a escolha ela será apenas paliativa, somente cobrindo o período entre a escolha de um novo e moderno caça de superioridade aérea e a sua efetiva entrega, o que normalmente leva cerca de quatro anos. A FAB sonha agora com o F-35 Joint Strike Fighter, o Eurofighter Typhoon e o Rafale. Este último parece ser o preferido, não só por suas excelentes qualidades técnicas mas também por ser fabricado pela francesa Dassault, sócia da brasileira Embraer. Aguarde-se uma queda no seu preço dos atuais US$ 80 milhões para cerca de US$ 50 milhões por unidade.

19/03/2005 – De concreto mesmo surge a notícia nos corredores do Ministério da Defesa, da provável decisão de se utilizar entre 12 e 16 unidades dos F-5E Tiger do inventário da FAB, após o processo de modernização pelo qual estão passando na Embraer, para prover a defesa aérea do país em substituição aos Mirage III, até que seja processada a solução definitiva. Os novos Tiger, agora denominados F-5 BR, com seu novo radar multi-modo, modernos aviônicos e a possibilidade de utilizar armas inteligentes, seria uma escolha econômica e lógica, não ficando a dever em nada aos caças usados oferecidos ao Brasil.

29/04/2005 – Nos bastidores da quinta edição da Latin America Aero & Defence – LAAD 05, no Rio de Janeiro, circularam informações, não confirmadas oficialmente, sobre ofertas de caças usados por parte da França que cederia 12 Mirages 2000C, da Rússia que estaria disponibilizando caças SU-27 SKM ao invés do SU-35, dos suecos que propuseram o leasing de 12 a 24 aeronaves novas JAS-39 Gripen, todas como solução interina para suprir a retirada dos Mirage III ao final deste ano.

13/05/2005 – Ganha força a proposta de governo a governo feita pela França de venda de 12 Mirage 2000-5 da Força Aérea Francesa, em bom estado de conservação e entregues à FAB após revisão da estrutura e dos sistemas, por apenas US$ 60 milhões o lote. Além do custo baixo, que seria coberto com as despesas de manutenção dos atuais Mirage III, a FAB estaria operando caças relativamente modernos e vistos como sucessores naturais de seu irmão mais velho. O governo francês vislumbra uma possível participação do Brasil no programa do Rafale num futuro próximo, através da Embraer/Dassault, podendo ceder mais adiante um novo lote de Mirage 2000-5. Especula-se que o anúncio da aquisição seria feito nos próximos dias.

08/06/2005Importante – O governo brasileiro confirmou a aquisição de um lote de 12 caças Mirage 2000C usados, pertencentes à Força Aérea Francesa, por US$ 57 milhões. Equipados com o radar RDI (alcance de 100 km), os modelos da versão “C” operam como interceptadores, estando aptos a usarem mísseis ar-ar Matra Magic 2 (curto alcance) e Matra Super 530 (médio alcance), mas têm limitações no emprego para ataque ar-solo. Já estão sendo revisados para que possam ser entregues à FAB até dezembro deste ano, ficando baseados em Anapólis onde utilizarão a mesma logística dos atuais Mirage III BR, que irão substituir. O anúncio oficial será feito no dia 14 de julho em Paris, quando o presidente Lula participará das festividades pelo dia nacional da França.
Nota do Military Power Review – Não é o que a Força Aérea queria, nem o que um país como o nosso mereceria, mas é o que se pode conseguir com o orçamento atual, conjugado com o total desinteresse do governo por uma política de Defesa Nacional. Restam algumas questões a serem respondidas: 1) O Projeto FX está encerrado em definitivo ou será reaberto no médio prazo com novos requisitos?; 2) O Brasil participará de algum projeto internacional de caça (Joint Strike Fighter, Eurofighter ou Rafale) visando sua produção ou aquisição no futuro?; 3) Dentro de alguns anos escolherá um caça novo, sem licitação, e fará a aquisição direta? 4) Desenvolverá um projeto de caça genuinamente nacional?; 5) Comprará novos lotes de caças usados quando os atuais estiverem no fim de sua vida úitl?. As únicas certezas que temos são o reaparelhamento das Forças Aéreas de nossos vizinhos, alterando o balanço militar do continente, a crescente instabilidade política de vários países da região e a continuidade de sobrevôos de aeronaves de sensoreamento americanas em nosso território sem quaisquer reação ou questionamentos de nossa parte. Uma última pergunta fica no ar: Quando iremos agir como uma Nação com “N” maiúsculo?

15/07/2005 – Formalizada em Paris, entre os governos do Brasil e da França, a aquisição de um lote de 12 Mirage 2000C a um custo unitário de 5 milhões de euros, acrescidos de 20 milhões de euros relativos à compra de suprimentos e capacitação do pessoal da FAB. O valor total de 80 milhões de euros será pago em seis parcelas anuais com término previsto para 2010. Os armamentos, como mísseis e bombas inteligentes, serão negociados numa segunda etapa. Os Mirage 2000 operam em mais de sete forças aéreas e a Armée de l’Air pretende mantê-los no serviço ativo até 2025.

04/08/2005 – Os Mirage 2000C passarão por uma revisão completa antes de serem entregues à FAB em três lotes de quatro aeronaves, nos meses de dezembro de 2006, 2007 e 2008. Até que se complete a dotação do 1º GDA, a defesa aérea estará a cargo de um número não especificado de caças F-5BR que serão deslocados para Anápolis. O Mirage 2000C não está apto a operar o míssil BVR MICA, nem possui datalink e a integração de armas nacionais como o míssil ar-ar Piranha não está prevista nesta etapa. Há uma negociação para antecipar a entrega dos primeiros quatro Mirage 2000C para setembro do próximo ano, quando da realização da operação Cruzex 2006 no Centro-Oeste, onde também participariam do desfile de 7 de setembro em Brasília.

10/01/2006 – O Comandante da Aeronáutica assina Portaria nº R-10/GC1, que designou os militares relacionados para viajarem a Orange – França, a fim de constituirem a Comissão de Fiscalização e Execução de Contratos junto à Força Aérea Francesa – COMFIREM-FRANÇA, composta de cinco oficiais e sub-oficiais, que acompanharão o processo de transferência das aeronaves Mirage 2000C para a FAB.

06/03/2006 – Seis pilotos do 1º GDA, sediado em Anápolis(GO), e um oficial da COMFIREM iniciaram o curso teórico da aeronave Mirage 2000C na Base Aérea de Dijon. O curso tem duração prevista de seis semanas, e em seguida, dois futuros instrutores irão para a Base Aérea de Orange iniciar o curso prático e os demais pilotos retornarão ao Brasil, onde aguardarão a data de início do curso prático.

21/03/2006 – As quatro primeiras aeronaves Mirage 2000C a serem entregues para a FAB estão em processo avançado de manutenção. Todo o processo está sendo acompanhado pelos militares da COMFIREM. O primeiro dos seis motores a serem entregues este ano, já completamente montado, realizou o Giro de teste no banco de provas da Base Aérea de Orange. Técnicos da COMFIREM realizarão visita de verificação das condições de manutenção nos equipamentos de apoio no solo e nos lançadores de mísseis na cidade de Bourdeaux.

07/04/2006 – A COMFIREM realiza o acompanhamento da manutenção das aeronaves que serão entregues para a FAB. A inspeção a que estão sendo submetidas é o equivalente a uma grande “Revisão Geral”, com a desmontagem completa da aeronave, testes para identificação de rachaduras, verificação de existência de corrosão e desgastes nas conexões e verificação de todos os grandes componentes e sistemas.

27/04/2006 – Pilotos iniciam o curso prático de formação operacional em aeronave Mirage 2000C. Após realizar o curso Teórico em Dijon, com duração de seis semanas, e várias missões em simulador de vôo, os dois pilotos iniciaram o curso prático de formação operacional no caça. Nos dias seguintes serão realizados mais três vôos duplo comando com cada um dos pilotos brasileiros, e em seguida será realizado o primeiro vôo solo.

08/05/2006 – Como parte integrante do contrato de aquisição das 12 aeronaves Mirage 2000C está prevista a formação de Instrutores da aeronave na França, com o objetivo de que os mesmos possam dar seqüência na formação de novos pilotos no Brasil. Após a quinta missão, considerada como uma missão de check, os pilotos foram aprovados e receberam a autorização para efetuar o vôo solo na aeronave Mirage 2000, em território Francês. No dia 04 de abril, às 15:50h, um piloto, do efetivo do 1 º GDA, decolou para efetuar o seu primeiro vôo solo pilotando uma aeronave Mirage 2000C.

07/06/2006 – No dia 7 de junho foi realizada reunião para definição dos parâmetros básicos para a realização do traslado das aeronaves Mirage 2000C da França para o Brasil, com o apoio de reabastecimento em vôo de aeronaves KC-137 brasileiras. Estavam presentes à reunião pilotos de Mirage 2000 brasileiros e franceses, pilotos de reabastecedores franceses e do 2º/2º Grupo de transporte, membros da COMFIREM e representantes do Estado-Maior francês.

23/06/2006 – Apesar de não estar previsto no Acordo, a Força Aérea Francesa concordou com que os pilotos que estão fazendo curso de instrutores de vôo realizassem missões de Tiro Aéreo Foto e Real. Para realizar este treinamento os dois pilotos deslocaram juntos com a Unidade Aérea para a Base Aérienne 126, Capitaine Prezios, na Córsega, onde toda a Força Aérea Francesa realiza este tipo de missão.

13/07/2006 – Junto com os futuros instrutores, que já estão voando na França desde abril, mais quatro Pilotos realizaram o curso teórico em Dijon, no período de 06 de março a 10 de abril. Após o término do curso teórico, estes pilotos retornaram ao Brasil, onde permaneceram até o dia 06 de junho, quando se deslocaram para Orange e realizaram diversas missões em Simulador de Vôo e, na seqüência, cinco missões de vôo duplo comando, cumprindo o perfil estabelecido para a Fase de Adaptação à aeronave.

19/05/2007 – A Força Aérea Brasileira deverá anunciar em breve a retomada do programa de aquisição de caças de superioridade aérea, agora informalmente chamado Projeto FX-2, em face das recentes mudanças no cenário continental, principalmente as aquisições do Chile (F-16C/D Block 50) e Venezuela (Sukhoi SU-30 MKV). Agora os fabricantes apresentam aeronaves mais modernas do que as propostas anteriores, como o francês Rafale C, o europeu Eurofighter Typhoon, o sueco Gripen N, o russo Sukhoi SU-35 ou mesmo os americanos F-16 C Block 60, F-18 E/F Super Hornet e F-35 Lightning II. Porém há a possibilidade de que seja dispensada a licitação, com a aquisição direta de 24 a 36 caças no curto prazo, podendo chegar a 120 unidades no longo prazo. Se assim for, surgem como principais candidatos o Rafale C (preferido por boa parte dos oficiais da FAB), favorecido ainda pelo bom relacionamento entre os dois países, e o Sukhoi SU-35 que apesar de ser uma excepcional máquina de guerra, pode ser prejudicado pela falta de tradição no uso de aeronaves russas em nossas Forças Armadas e por possíveis pressões do governo americano.

07/11/2007 – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva autorizou o comandante da Aeronáutica, brigadeiro Juniti Saito, a reiniciar o processo de renovação da frota de caças da FAB, a partir de janeiro de 2008, que não deverá ser feito por licitação internacional e sim por compra direta do fabricante, após analisadas as qualidades técnicas de cada aeronave e concluídos os estudos orçamentários. Estão previstos recursos de US$ 2,1 bilhões para aquisição de 24 a 36 unidades. Como já se passou algum tempo desde o adiamento do Projeto FX, agora se apresentam novas opções de caças de quarta geração, como o Rafale C, o F-35 Lightning II, o Eurofighter Typhoon e a mais nova versão do SU-35 Flanker, mas o governo só admite fechar negócio se houver transferência de tecnologia e até a possibilidade de fabricação futura do caça no Brasil.

10/02/2008 – O ministro da Defesa Nelson Jobim retornou da viagem à França e à Rússia, com boas impressões sobre o interesse desses países em atender as demandas da FAB, com os caças Rafale C e o SU-35 respectivamente, porém a proposta mais concreta partiu dos franceses que assinaram com o Brasil uma “Aliança Estratégica” e se disseram dispostos a transferir diversas tecnologias sensíveis caso o Rafale fosse o escolhido pela Aeronáutica.

05/03/2008 – O secretário do Conselho de Segurança do Kremlin, Igor Ivanov, em encontro com o ministro extraordinário de Assuntos Estratégicos Mangabeira Unger, disse que o governo russo deseja assinar um acordo de parceria estratégica com o Brasil, nas áreas civil e militar. Nesta última especula-se a oferta para que o país participe, juntamente com Rússia e Índia, do desenvolvimento e produção do caça de quinta geração PAK-FA T-50, que deverá estar operacional por volta de 2012, com custos totais de US$ 20 bilhões.

15/05/2008 – Notícia veiculada por alguns jornais afirma que o comandante da Aeronáutica, após reunir-se com seu Estado-Maior, onde foi apresentado um estudo sobre a possibilidade de o Brasil vir a desenvolver um caça de quinta geração, em parceria com uma potência estrangeira, teria autorizado a criação de uma comissão especial, para que no prazo de um ano, estabeleça os requisitos operacionais da aeronave ideal para a FAB, o que poderia decretar o fim do Projeto F-X2.

19/05/2008 – Em nota oficial sobre as notícias veiculadas pelos meios de comunicação no dia 15/05/08, a Força Aérea Brasileira presta as seguintes informações:
“1) O desenvolvimento de um caça brasileiro de quinta geração, atualmente em estudo, faz parte de um planejamento estratégico de longo prazo;e
2) No dia 15 de maio de 2008, o Comando da Aeronáutica instituiu Comissão Gerencial do Projeto F-X2, com o objetivo de efetuar os processos de aquisição de aeronaves de superioridade aérea a serem incorporadas ao acervo da Força Aérea Brasileira”.

02/07/2008Importante – Em nota oficial a Comissão Gerencial do Projeto F-X2 informa que pretende definir em breve o caça padrão para a FAB, que deverá iniciar sua operação no Brasil em 2015 e para tanto seis empresas foram pré-selecionadas e receberam solicitação para apresentarem informações (Request For Information – RFI): as norte-americanas Boeing (F/A-18 E/F Super Hornet) e Lockheed Martin (F-35 Lightning II); a francesa Dassault (Rafale); a russa Rosoboronexport (Sukhoi SU-35); a sueca Saab (Gripen); e o consórcio europeu Eurofighter (Typhoon). O processo de escolha da aeronave vencedora levará em conta, principalmente, o atendimento aos requisitos operacionais estipulados pela FAB. Outros critérios a serem utilizados na avaliação dizem respeito à logística, aos custos, às condições das ofertas de compensação comercial e o grau de transferência de tecnologia para a indústria aeronáutica brasileira.

02/10/2008 – Importante – A Comissão Gerencial do F-X2, após exaustivas avaliações de toda a documentação apresentada pelos seis concorrentes (alguns dossiês continham mais de quatro mil páginas), levando-se em consideração os aspectos das áreas operacional, logística, técnica, propostas de offset e transferência de tecnologia, elaborou uma short list visando uma avaliação mais detalhada dos requisitos operacionais e dos sistemas de armas dos candidatos. Para esta segunda fase do processo foram selecionadas as seguintes aeronaves: F-18E Super Hornet, da Boeing, Rafale C, da Dassault e Gripen NG, da Saab. Na sequência será solicitada aos fabricantes uma proposta comercial concreta, enquanto a FAB avalia separadamente cada um deles, concentrando-se em especial em duas características relacionadas a performance dos caças: desempenho em superioridade aérea e em interdição. Concluídas estas fases, no decorrer de 2009 deverá ser anunciado o vetor escolhido, colocando-se então a encomenda do 1º lote com 36 unidades a serem entregues a partir de 2014.

30/10/2008Nota oficial – “Em continuidade ao processo de seleção dos novos caças multi-emprego para a Força Aérea Brasileira (FAB) e cumprindo o cronograma pré-estabelecido, o Comando da Aeronáutica informa que, por meio da Gerência do Projeto F-X2, nesta quinta-feira, 30 de outubro, procedeu à entrega do Pedido de Oferta às empresas participantes selecionadas na short list, listadas aqui em ordem alfabética: Boeing F-18 E/F Super Hornet, Dassault Rafale e Saab Gripen NG. A partir do recebimento do Pedido de Oferta (Request For Proposal – RFP, em inglês), as empresas terão até o dia 2 de fevereiro de 2009 para apresentarem suas propostas, as quais serão submetidas a profundas análises, com base nos requisitos estabelecidos pelo Comando da Aeronáutica. Nesta etapa, as empresas devem detalhar os aspectos comerciais, técnicos, operacionais, logísticos, industriais, de compensação comercial (Off set) e de transferência de tecnologia”

02/02/2009Nota Oficial – “O Comando da Aeronáutica informa que, em cumprimento ao cronograma de seleção dos novos caças multi-emprego para a Força Aérea Brasileira (FAB), recebe em 2 de fevereiro as propostas das empresas participantes selecionadas na short list, listadas aqui em ordem alfabética: BOEING (F-18 E/F SUPER HORNET), DASSAULT (RAFALE) e SAAB (GRIPEN NG). Em outubro passado, a Gerência do Projeto F-X2 (GPF-X2) procedeu à entrega aos fabricantes selecionados dos Pedidos de Oferta (do inglês Request For Proposal – RFP), através do qual as empresas detalham suas propostas com base nos requisitos estabelecidos pelo Comando da Aeronáutica. A partir desta etapa, a GPF-X2 efetua minuciosa análise técnica dos aspectos comerciais; técnicos; operacionais; logísticos; de compensação comercial, industrial e tecnológica (Offset), e de transferência de tecnologia, informados pelos participantes em resposta ao RFP.”

30/03/2009 – Nota oficial – “O Comando da Aeronáutica, em continuidade ao cronograma de seleção dos novos caças multiemprego para a Força Aérea Brasileira (FAB), inicia, a partir de hoje, 30 de março, as visitas técnicas às empresas ofertantes e os voos de avaliação das respectivas aeronaves participantes do Projeto F-X2, cujo objetivo é de verificar aspectos técnicos, operacionais, logísticos e industriais. Para cumprir tais objetivos e obter maior detalhamento das ofertas apresentadas pelas empresas (aqui listadas em ordem alfabética) BOEING (F-18 E/F SUPER HORNET), DASSAULT (RAFALE) e SAAB (GRIPEN NG), serão visitadas e avaliadas instalações industriais e logísticas, oficinas de manutenção, laboratórios de desenvolvimento de sistemas e esquadrões operacionais, bem como as aeronaves oferecidas serão voadas e testadas por pilotos e engenheiros integrantes da comissão de avaliação.”

04/05/2009 – Nota oficial – “Mantendo a política de transparência do processo de seleção das novas aeronaves de caça multiemprego para a Força Aérea Brasileira (FAB), denominado projeto F-X2, o Comando da Aeronáutica recebe hoje, 4 de maio de 2009, das empresas participantes (listadas a seguir em ordem alfabética) BOEING (F-18 E/F SUPER HORNET), DASSAULT (RAFALE) e SAAB (GRIPEN NG), as ofertas revisadas para análise pelos integrantes da Gerência do Projeto F-X2 (GPF-X2).”

12/06/2009 – Nota oficial – “Mantendo a política de transparência do processo de seleção das novas aeronaves de caça multiemprego para a Força Aérea Brasileira (FAB), denominado Projeto F-X2, o Comando da Aeronáutica (COMAER) encerra hoje, 12 de junho de 2009, a coleta de informações das empresas participantes do Processo de Seleção (listadas aqui em ordem alfabética: BOEING F-18 E/F SUPER HORNET, DASSAULT RAFALE e SAAB GRIPEN NG) para a avaliação final. A fase que se encerra constituiu a última rodada de esclarecimentos entre o COMAER e as empresas participantes. Cada empresa teve iguais oportunidades de trocar informações com a Gerência do Projeto F-X2 (GPF-X2) e apresentar suas respectivas melhores e últimas ofertas – BAFO (do inglês Best and Final Offer). De posse de todas as informações obtidas agora e nas fases anteriores, os integrantes da GPF-X2 prosseguem com a avaliação final das respostas das empresas até o final do mês de junho.”

04/08/2009 – A Força Aérea Brasileira deverá entregar nos próximos dias ao ministro da Defesa o relatório final do Projeto F-X2, com o resultado da avaliação técnica dos três caças finalistas. Segundo fontes oficiais o relatório não apontará um vencedor, mas descreverá os prós e os contras de cada aeronave em todos os requisitos solicitados, deixando a decisão final, que inclui um componente político, para o ministro da Defesa e para o Presidente da República, que poderá ainda convocar o Conselho de Defesa Nacional antes de indicar o caça vitorioso.

07/08/2009 – Aguardado para os próximos dias, o relatório técnico da Força Aérea Brasileira (FAB) sobre os novos caças de múltiplo emprego ficou para setembro. As três concorrentes estão respondendo as últimas dúvidas da FAB sobre aspectos legais do futuro contrato. O comandante da FAB, Juniti Saito, disse que a análise final será encaminhada ao ministro da Defesa, Nelson Jobim, até o fim do próximo mês. Em seu relatório, a Aeronáutica fará uma análise de aspectos técnicos, operacionais, logísticos, de compensação comercial/industrial e de transferência de tecnologia. Algumas fontes disseram que a decisão final deverá ser anunciada em 23 de outubro, “Dia do Aviador”.


07/09/2009 – IMPORTANTE – Mensagem divulgada pela assessoria da Presidência da República na tarde de hoje:

“Comunicado Conjunto: O Presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o Presidente Sarkozy decidiram fazer do Brasil e da França parceiros estratégicos também no domínio aeronáutico, onde ambos os países possuem vantagens importantes e complementares. Neste contexto, o Presidente francês comunicou ao Presidente brasileiro a intenção da França de adquirir uma dezena de unidades da futura aeronave de transporte militar KC-390, e manifestou a disposição dos industriais franceses de contribuir para o desenvolvimento do programa desta aeronave. Por seu lado, levando em contra a amplitude das transferências de tecnologia propostas e das garantias oferecidas pela parte francesa, o Presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou a decisão da parte brasileira de entrar em negociações com o GIE Rafale para a aquisição de 36 aviões de combate.

Nota do editor: Parece que finalmente temos um vencedor para o Projeto FX, agora F-X2, após mais de dez anos de estudos técnicos e diversos adiamentos. Mas a prudência manda que aguardemos o avanço das negociações e o anúncio oficial do Ministério da Defesa.


11/09/2009 – Nota do Ministério da Defesa
– “A empresa francesa Dassault terá até o próximo dia 21 de setembro para formalizar junto à Força Aérea Brasileira uma nova proposta comercial para os caças Rafale que esteja compatível com os parâmetros referidos pelo presidente francês Nicolas Sarcozy. A data limite vale também para que as outras duas empresas concorrentes Boeing (F-18) e SAAB (Gripen NG) apresentem eventuais propostas que busquem equiparar-se à francesa. A expectativa da FAB é concluir o processo de análise técnica até o fim de outubro, para que as informações sejam entregues ao ministro da Defesa, que as conduzirá ao Presidente da República. Ao presidente caberá fazer a análise política e estratégica e tomar a decisão final.”

21/09/2009Nota oficial – “O Comando da Aeronáutica informa que, por solicitação das empresas concorrentes, a Comissão Gerencial do Projeto F-X2 resolveu estender o prazo, até o dia 2 de outubro de 2009, para os três competidores (Boeing, Dassault e SAAB) apresentarem possíveis melhorias em suas ofertas para o processo de seleção dos novos aviões de caça da Força Aérea Brasileira.”

02/10/2009 – Nota oficial – “Em consonância com o cronograma do processo de seleção dos novos aviões de caça multiemprego para a Força Aérea Brasileira (FAB), o Comando da Aeronáutica informa que, por meio da Gerência do Projeto F-X2 (GPF-X2), recebeu das empresas participantes, listadas aqui em ordem alfabética: BOEING (F-18 E/F SUPER HORNET), DASSAULT (RAFALE) e SAAB (GRIPEN NG), nesta sexta-feira, 2 de outubro, último prazo estabelecido, as propostas de melhorias de suas ofertas. A partir do recebimento desse material, que se somará ao já existente, a GPF-X2 e sua equipe, composta por mais de 60 especialistas em diversas áreas, procederá à elaboração do relatório final de análise técnica das aeronaves concorrentes, bem como a sua apresentação aos Oficiais Generais integrantes do Alto Comando da Aeronáutica. Após, o Comando da Aeronáutica o encaminhará, em data a ser definida, ao Ministério da Defesa.”

05/01/2010Segundo o jornal “Folha de São Paulo” apurou, o “sumário executivo” do relatório da FAB, com as conclusões finais das mais de 30 mil páginas de dados, apontou o Gripen NG em primeiro lugar na avaliação, e o F-18 Super Hornet em segundo, cabendo ao Rafale a última colocação. O fator financeiro foi decisivo para a classificação do caça sueco: o Gripen NG, até por ser monomotor e ainda em fase de projeto (se baseia no Gripen atual, uma versão inferior em performance), é o mais barato dos três concorrentes finais. A diferença de valores é tanto no quesito preço do produto como no custo de manutenção. A Saab teria oferecido o Gripen pela metade do preço do Rafale, algo na casa dos US$ 70 milhões. Pesou também o compromisso de transferência de tecnologia, visto que o Gripen NG é um projeto em desenvolvimento que oferece em tese mais acesso a tecnologias para empresas futuramente parceiras, como a Embraer. O relatório da FAB não considerou como negativo o fato de o jato sueco ser monomotor, já que em aviões modernos isso é visto com um problema menor na incidência de acidentes. Já o Rafale apresentou três obstáculos, na análise da FAB: 1) Continuou com valores considerados proibitivos, ao contrário do que o presidente da França, Nicolas Sarkozy, havia prometido a Lula; 2) O prometido repasse de tecnologia foi considerado muito aquém da ambição brasileira, trata-se de um “produto pronto”, que teria, ou terá, dificuldades para ser vendido a outros países a partir do Brasil e 3) A Embraer, consultada pela Aeronáutica, declarou que, se fosse o Rafale, não teria interesse em participar do projeto, pois lucraria muito pouco em tecnologia e em negócios. O relatório foi feito pela Copac (Comissão Coordenadora do Programa Aeronaves de Combate) e ratificado pelo Alto Comando da Aeronáutica no dia 18 de dezembro.

05/01/2010 – Em Nota Oficial, a FAB esclarece que o relatório ainda não foi entregue ao Ministro da Defesa e ressalta que o relatório de análise técnica permanece pautado na valorização dos aspectos comerciais, técnicos, operacionais, logísticos, industriais, compensação comercial (Offset) e transferência de tecnologia.

04/02/2010 – Em nova reportagem do jornal “Folha de São Paulo”, o governo brasileiro já teria decidido pelo caça francês Rafale, depois que a fabricante Dassault aceitou reduzir o preço o final do pacote de 36 aviões que serão adquiridos pela Força Aérea Brasileira (FAB). Segundo o jornal, a Dassault teria aceitado rever o preço das aeronaves, reduzindo de US$ 8,2 bilhões (R$ 15,1 bilhões) para US$ 6,2 bilhões (R$ 11,4 bilhões), depois de uma revisão concluída no último sábado, 30, quando o ministro da Defesa, Nelson Jobim, passou por Paris na volta de uma viagem a Israel. A assessoria do Ministério da Defesa indicou, no entanto, que a decisão sobre a compra dos caças ainda não foi tomada.

03/03/2010O ministro da Defesa, Nelson Jobim, afirmou hoje que vai se posicionar a respeito de qual proposta é a melhor para o Brasil na escolha do novo caça para renovar a frota nacional e que deve apresentar a proposta de compra dos caças ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 20 dias. O Conselho de Defesa Nacional, órgão consultivo do qual fazem parte os presidentes da Câmara dos Deputados e do Senado Federal, também dará uma opinião final sobre as propostas ao presidente Lula.

09/03/2010 – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta terça-feira, em sua coluna semanal para os jornais, que a decisão sobre a compra dos caças ainda não foi tomada por causa da importância da escolha na capacidade de defesa. “A FAB já fez sua análise e pré-selecionou três modelos que atendem às suas necessidades técnicas. Agora é a hora de o governo fazer a análise estratégica, política e econômica para apontar qual proposta trará mais benefícios para a sociedade. Temos que ser muito cautelosos”. Segundo o presidente, a escolha vai ser feita após “concluída a análise do Ministério de Defesa, de ouvir o Conselho de Defesa Nacional e considerando as diretrizes da Estratégia Nacional de Defesa. “Posso adiantar que a empresa a ser escolhida, seja qual for, terá que se comprometer com a transferência irrestrita de toda a tecnologia de ponta”.

17/03/2010 – Após dois dias de reuniões em Brasília, o Alto Comando da Aeronáutica entregou hoje ao ministro da Defesa, Nelson Jobim, um ofício-resposta em que diz que não é da competência da Força Aérea a decisão política de escolher o novo caça. Na mesma resposta, a FAB reitera que, nos aspectos operacionais e logísticos, os três modelos que participam da concorrência – Gripen, F-18 e Rafale – atendem à Aeronáutica. Dessa forma, a FAB endossa a possibilidade de o governo escolher o Rafale, da Dassault, mesmo sendo o mais caro dos três concorrentes. Tanto Lula quanto Jobim já disseram em público que a preferência é pelo caça francês porque a Dassault oferece o melhor pacote de transferência de tecnologia.

03/11/2010 – O Ministério da Defesa informou que a decisão sobre o caça vencedor do Projeto FX-2 deverá ser anunciada ainda no governo do presidente Lula, mas somente depois que houver uma reunião na qual também participará a presidente eleita Dilma Rousseff, já que a a assinatura do contrato de compra e as despesas iniciais ocorrerão ao longo de seu mandato.

20/01/2011Decisão sobre Projeto FX-2 fica para 2012. Por conta da situação fiscal preocupante e de dúvidas sobre a melhor opção, a presidente Dilma Rousseff definiu que a compra dos novos caças da FAB pode até ser decidida no fim deste ano, mas qualquer gasto só será feito a partir de 2012. Com um corte em estudo que deve superar os R$ 40 bilhões no Orçamento e o trauma gerado pela tragédia no Rio, seria politicamente difícil para o governo decidir por um negócio tão caro neste momento em que o discurso é de austeridade. Empenhada em minimizar o desgaste provocado pela compra de 36 caças para a Força Aérea Brasileira (FAB), a presidente Dilma Rousseff só vai anunciar uma decisão final sobre o negócio depois de obter um parecer do Conselho de Defesa Nacional. Alvo de pressão internacional por uma definição, Dilma deve convocar uma reunião do órgão especificamente para tratar do assunto, assim que concluir a análise do relatório que encomendou ao Ministério da Defesa sobre a negociação.

Fonte: Military Power

Categories
Conflitos Geopolítica

Forças de Gbagbo atiram contra pessoal da ONU na Costa do Marfim

http://4.bp.blogspot.com/_288VeLRvaqY/TRee0LoqWdI/AAAAAAAAAvM/3ecdPaG5gj0/s1600/gbagbo-a-l-onu1.jpgSugestão: Cmdt Maranhão

NOVA YORK — Forças leais ao presidente da Costa do Marfim, Laurent Gbagbo, atiraram contra funcionários das Nações Unidas no aeroporto de Yamusukro, sem deixar vítimas, informou um representante da ONU nesta segunda-feira.

Especialistas da missão de paz da ONU estavam no aeroporto de Yamusukro (capital política da Costa do Marfim) para verificar a presença de três helicópteros de ataque procedentes da Belarus e destinados às forças de Gbado, o que violaria o embargo das Nações Unidas, quando foram alvo de disparos.

O grupo “foi obrigado a se retirar”, mas ninguém ficou ferido, revelou o responsável. Após o incidente, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, pediu uma reunião urgente do Conselho de Segurança.

Alassane Ouattara, adversário de Gbagbo, é reconhecido como presidente da Costa do Marfim por quase toda a comunidade internacional, após a eleição presidencial de 28 de novembro, mas Gbagbo ignora sua vitória na votação.

Fonte: AFP via Google

Categories
Conflitos Geopolítica

EUA posicionam navios e aviões perto da Líbia

http://3.bp.blogspot.com/_cys2T5FgJdo/SLOcGmGPZPI/AAAAAAAADYw/ogoaYFpGFqA/s320/IwoJimaESG.jpg

WASHINGTON (Reuters) – As Forças Armadas dos Estados Unidos estão posicionando navios e aviões militares perto da Líbia, afirmou um oficial do Pentágono na segunda-feira, no momento em que o governo do presidente Barack Obama intensifica a pressão para que o líder líbio, Muamar Kadafi, deixe o poder.

Os navios poderão ser usados para missões humanitárias e de resgate, afirmou a secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, em Genebra, onde ela disse ao Conselho de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU) que Kadafi estava usando “mercenários e bandidos” para reprimir uma manifestação popular.

“Não há qualquer ação militar pendente envolvendo embarcações navais dos Estados Unidos”, ela disse, depois que o Pentágono anunciou que estava posicionando navios de guerra e unidades da Força Aérea perto do litoral líbio.

“Nós estamos aproximando navios da Líbia em caso de necessidade”, afirmou o coronel David Lapan, um porta-voz do Pentágono.

O coronel afirmou que aviões também estavam sendo reposicionados perto da Líbia, onde Líbia: oposição controla o petróleo e Kadhafi se faz de surdo a apelos permanece irredutível diante da pressão do Ocidente e do seu próprio povo para acabar com seu regime de 41 anos.

O governo norte-americano afirmou que a ação militar é uma das opções que está considerando, embora muitos analistas dizem ser muito improvável que os Estados Unidos lancem uma invasão terrestre ou ataques aéreos por causa da situação volátil no país norte-africano.

O Pentágono não deu detalhes de quais forças estavam sendo mobilizadas, mas o anúncio deve ter o objetivo de enviar um sinal para Kadafi e seu governo de que os Estados Unidos estavam agindo.

Não estava imediatamente claro quais navios a Marinha norte-americana têm no mar Mediterrâneo, mas o país possui dois porta-aviões estacionados mais a leste. A Sexta Frota dos Estados Unidos tem sua base perto de Nápoles, na Itália, no Mediterrâneo, em frente à Líbia.

Os Estados Unidos também estão conversando com aliados sobre criar uma zona de “restrição aérea” na Líbia, afirmou o porta-voz da Casa Branca, Jay Carney.

Essa condição poderia impedir que Kadafi usasse aviões de guerra ou helicópteros para atacar rebeldes que tomaram grandes áreas do país.

(Reportagem de Missy Ryan, Jeff Mason, Steve Holland, Glenn Somerville e Alister Bull, em Washington; de Andrew Quinn, em Genebra; e de Peter Apps, em Londres).

Fonte: Yahoo

Categories
Defesa Fotos do Dia

Mantega diz que país não tem dinheiro para comprar caças

Nota do Editor

Senhor Ministro, o País não ia lançar mão de um empréstimo (financiamento) no exterior o qual deveria cobrir a aquisição? de tal forma que isto não dependeria do orçamento adjudicado as forças armadas e portanto não sujeito ao corte? não seria este tal empréstimo de respensobilidade do contratante vencedor da “consulta” ( não se trata de licitação) para a compra dos caças?

O que aconteceu com o Brasil brilhante e pujante econômico que o senhor próprio declarou meses atrás ser o nosso?

Quanto tempo mais o governo vai empurrar com a barriga o assunto?

Fico preocupado com esta quebradeira, pode ser que não tenhamos estádio de futebol novo para o coríntians e a copa tá ai em cima da hora…

E.M.Pinto


O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse que o governo não tem dinheiro para comprar caças novos para as Forças Armadas neste ano. “Não temos previsões para a aquisição de caças neste ano. Não há recursos disponíveis, portanto, acho bastante improvável que se faça aquisição de caças neste ano. Não há espaço fiscal”, afirmou.

Há uma disputa para a compra dos aviões militares desde o governo Lula. Esperava-se uma definição da presidente Dilma Rousseff.

A declaração foi feita durante entrevista coletiva em Brasília para detalhar os cortes de mais de R$ 50 bilhões no Orçamento do governo.

O governo reajustou a receita líquida e as despesas do Orçamento deste ano. Segundo o ministro da Fazenda, Guido Mantega, houve redução de R$ 18,087 bilhões nas receitas. A maior queda na estimativa de receitas foi a da Contribuição Social sobre Lucro Líquido (CSLL), que caiu R$ 6,185 bilhões.

“Temos que ser realistas com a projeção de arrecadação”, disse Mantega. Já o corte nas despesas ficou em R$ 50,087 bilhões.

Houve redução de R$ 15,762 bilhões de despesas obrigatórias. Além disso, foi acrescentado um crédito extraordinário de R$ 3,5 bilhões.

O corte das despesas discricionárias chegou a R$ 36,2 bilhões, enquanto os vetos a Lei Orçamentária Anual (LOA) somaram R$ 1,623 bilhão. Segundo Mantega, a política econômica segue a mesma linha.

Fonte: UOL


Categories
Brasil

Comunicado aos leitores

http://thumbs.dreamstime.com/thumblarge_453/12582794811r206N.jpgEstimados Leitores, não se assustem com as novas cores do site, elas não são definitivas.

Estamos efetuando um trabalho de melhora visual e em breve alteraremos o padrão visual do site.

Portanto, estamos alterando algumas cores para experimentar e avaliar quais as que se enquadram melhor nas nossas intenções.

Aproveito também para informar que estamos atrasados no concurso para a escolha do novo Logo do Plano Brasil, mas que nesta semana lançaremos a campanha de votação, temos mais de 20 propostas diferentes  e contamos com a sua votação para escolher aquela que melhor se apresentar.http://a4.phobos.apple.com/us/r1000/020/Purple/d0/35/d8/mzi.rzvyonfg.175x175-75.jpg

Não a lançamos ainda pois tinhamos um “bug” no sistema de votação devido a um problema do “plugin”, porém já o corrigimos e estamos testando, não queremos marmelada na votação.

Aqueles que ainda quiserem enviar suas propostas, por favor podem fazê-lo enviando para o email blog.p.brasil@gmail.com.

Obrigado pela atenção

E.M.Pinto

Categories
Conflitos Geopolítica Opinião

Parece que Bin Laden está vencendo a grande guerra contra o terror

http://0.tqn.com/d/politicalhumor/1/0/B/m/2/Osama-bin-Laden-Address.jpg
Qual o resultado dessa guerra, dez anos depois do 11 de setembro? Vijav Prashad resumiu bem o quadro: A guerra dos EUA no Iraque levou o país a um regime pró-Irã. Em janeiro, o candidato apoiado pelo Hezbollah (Najib Mikati) se tornou primeiro ministro do Líbano e o Hamas se fortaleceu, enquanto os restos de legitimidade da Autoridade Palestina esfacelaram-se, quando a Al-Jazeera publicou os Palestine Papers. Os exílios de Ben Ali e Mubarak retiraram a Tunísia e o Egito do rol de apoiadores dos EUA na região. Enquanto isso, Kadafi na Líbia e Saleh no Iêmen têm sido aliados leais na “guerra contra o terror”.

De Washington DC escutamos uma brava conversa a respeito de Tio Sam liderando a batalha pela democracia pelo mundo árabe, e assim restaurando a autoestima aos olhos árabes como outra coisa que não o patrocínio da tirania e da tortura pelo neoliberalismo, os eletrodos e o “waterboarding” [método medieval de tortura que consiste em simular fisicamente na vítima o seu afogamento, mediante o uso da força, num tanque de água]

As únicas pessoas da multidão de Washington enganadas por esse tipo de conversa são eles mesmos. Barack Obama pode ter zizagueado na direção de uma conversa dura sobre a tirania, mas não titubeou quanto ao único veto, em 18 de fevereiro, no Conselho de Segurança da ONU à resolução condenando os assentamentos israelenses. Vocês pensam que a Al-Jazeera não transmitiu isso para o mundo todo?

(Washington invoca as ferramentas made-in-America, Twitter e Facebook, na luta pela democracia no Oriente Médio. Comparadas em significância à Al-Jazeera elas são como lascas de bife de búfalo de água.)

Nos idos do outono de 2001, Osama bin Laden habitualmente citava, dentre os motivos da AlQaeda para o ataque de 11 de setembro, o seguinte: “A opressão da América sobre os mundo muçulmano, mais especificamente no período das sanções contra o Iraque (a afirmação de [Madeleine] Albright de que “achamos que o preço vale à pena” foi o singelo chamado de recrutamento na história do Terror) e bombardeio; a condição da Arábia Saudita como lacaio do Império americano; e a opressão israelense sobre os palestinos.

Abra-se o mapa do Oriente Médio e da África do Norte dez anos depois.

Como disse Vijav Prashad em Counterpunch:

“A guerra dos EUA no Iraque levou o país a um regime pró-Irã. No último janeiro, o candidato apoiado pelo Hezbollah (Najib Mikati) se tornou primeiro ministro do Líbano e o Hamas se fortaleceu, enquanto os restos de legitimidade da Autoridade Palestina esfacelaram-se, quando a Al-Jazeera publicou os Palestine Papers. Os exílios de Ben Ali e Mubarak retiraram a Tunísia e o Egito do rol de apoiadores do status quo [i.e., dos lacaios do Império]. Kadafi na Líbia e Saleh no Iêmen têm sido aliados leais na Guerra contra o Terror”.

E eis o Rei Saudtia, assistindo a Al-Jazeera e vendo o círculo se fechar: Iraque, Síria, Líbano, o Iêmen instável, Bahrein muito problemático, com todos esses xiitas do lado de lá.

Mas estão as massas árabes marchando em direção a um novo Califato, como advertiu temerariamente Glen Beck? Não, é claro que não. Como escreve Prashad:

“Enquanto o status quo definha, seus cães leais tentam entoar a velha cantilena da ameaça do fundamentalismo islâmico. O coro de Mubarak sobre a Irmandade Muçulmana foi silenciado. Quando o sheik Yusuf al Qaradawi retornou de seu exílio no Qatar, ele não desempenhou o papel de Khomeini. O sheik começou o seu sermão na praça Tahrir com boas vindas tanto à Irmandade Muçulmana como aos cristãos. O espernear de Kadafi sobre um potencial posto da Al Qaeda no Mahgreb sendo formado no nordeste da Líbia repetiam as ilusões paranóicas dos planejadores da Africom [O Estado Maior do Comando Militar Estadunidense para a África]”.

Eu imagino que Osama está feliz com o tumulto atual, e podemos acrescentar à lista de Prashad o desejo crescente estadunidense de remendar algum tipo de desculpa para se retirar do Afeganistão, com planos dissecados pelo nosso elegante e muito bem informado ex-brigadeiro Shaukat Qadir, também em nossa página. Petraeus é uma força em declínio. Gostaria de ver um general com mais cérebro e menos medalhas de ouro?

Esses signos de solidariedade e apoio mútuo na Praça Tahrir e ao redor do prédio do Capitólio em Madison, Wisconsin, tiveram um forte suporte econômico. Tiveram apoio moral nas expressões de confiança, respeito e autoestima, e o Império do Capital estabelecido desde o colapso da União Soviética em 1991 está irremediavelmente desmoronando, enquanto o neoliberalismo cria seus milhares de bilionários e seus bilhões de pobres ao redor do mundo.

Como escreveu Andrew Levine em nossa página, a propósito da importância de Madison:

“O que está em jogo é o fim do jogo da assim chamada Revolução Reagan. Um ataque vitorioso e organizado contra o mundo do trabalho iria resolver o assunto de uma vez por todas. Scott Walker e sua laia sabem o que está em jogo. Graças às suas predações, trabalhadores e aliados agora sabem também…a financeirização do capitalismo contemporâneo, a globalização da indústria e do comércio e, mais genericamente, a tomada ao redor do mundo dos ganhos econômicos teve um grande custo sobre o último século e meio. O problema, em resumo, é que, para o capitalismo sobreviver, deve se expandir – e, com tão poucas áreas restantes para expansão, a esfera pública se tornou um alvo muito tentador para se resistir. O que está sob ataque é a esfera pública ela mesma. Os sindicatos dos servidores públicos são sua primeira (e última?) trincheira de defesa”.

O que teria sido bom de ver ao redor do prédio do Capitólio em Madison seria sinais – talvez eu sinta saudade deles – do apoio dos estudantes da Universidade de Porto Rico que enfrentaram ocupação militar, prisões e pancadas por suas greves contra os preços das mensalidades e a privatização crescente. Durante o levante no Egito, estudantes e faculdade entraram em greve pela segunda vez no ano e forçaram o governador, que estava assistindo à republicana Conferência Anual da Ação Política Conservadora [CPAC em sua sigla em inglês] em Washington a retornar e ordenar a retirada dos militares do campus.

Eu sempre achei que a receita Piven-Cloward para derrotar o capitalismo, nos anos 60 de levar o bem estar a todos era uma coisa reformista. O capital poderia descobrir isso. Acabem com o bem estar! Ponham Bill Clinton para acabar com o AFDC [programa do governo federal estadunidense chamado Ajuda a Famílias com Crianças Dependentes, ou Aid to Families with Dependent Children, que vigorou de 1935 a 1997] e então ter esse dócil negro Obama para garantir o Medicare e talvez o Social Security.

Osama teve uma ideia melhor. Deixar a guerra sangrar até o Império secar. Pensem nos confetes do lado esquerdo do peito de Petraeus como o aumento do orçamento militar desde as modestas condecorações de Eisenhower.

Da próxima vez que Petraeus se mover por uma promoção terá de ter uma ajuda do idiota do Taylor [Taylor Marsh] por trás dele para acomodar todas as medalhas simbolizando como o orçamento militar dos EUA vai aparecer daqui a uma década ou mais, no futuro.

Fonte: Carta Maior

Categories
Conflitos História

Último veterano americano da Primeira Guerra Mundial morre aos 110 anos

http://hypervocal.com/wp-content/uploads/2011/02/frank-buckles-at-age-107.jpg

Sugestão: Feh

Frank Buckles, considerado o último veterano americano da Primeira Guerra Mundial, morreu aos 110 anos, segundo a imprensa dos EUA nesta segunda-feira (28).

Em depoimento ao jornal americano “The Washington Post”, a filha de Buckles disse que ele morreu neste domingo em sua fazenda em Virgínia Ocidental.

http://3.bp.blogspot.com/_35kDzNt-gTQ/TUi6kTpbb3I/AAAAAAAAEao/Kx46Ijxb0is/s400/Frank-Buckles-Young.jpegBuckles comemorou seu aniversário de 110 anos no último dia 1º de fevereiro. Ele se juntou ao  Exército aos 16 anos. Natural de Missouri, Buckles estava entre os cerca de cinco milhões de americanos que, entre 1917 e 1918, participaram da Primeira Guerra Mundial.

Buckles foi motorista de ambulância durante a guerra. Em 1941, enquanto trabalhava como civil em Manila, nas Filipinas, foi capturado pelos invasores japoneses e mantido preso por 38 meses durante a Segunda Guerra Mundial.

Segundo o “The Washington Post”, com a morte de Buckles, um australiano de 109 anos e uma britânica de 110 anos são considerados os últimos sobreviventes dos 65 milhões de pessoas que serviram na guerra entre 1914 e 1918.

* Com informações da Reuters

Fonte: UOL

Categories
Conflitos Defesa Sistemas de Armas

Rússia deve perder US$ 4 bilhões em exportações de armas à Líbia

http://altair.com.pl/files/news/2009/03/i-i09-03-063s400.jpg

A Rússia poderá perder até US$ 4 bilhões em contratos de exportação de armas para a Líbia, depois de Moscou ter se unido a outras potências mundiais em um embargo ao regime de Muammar Kadafi, informou um relatório divulgado neste domingo.

A agência Interfax, citando uma fonte militar, informou que a Rússia ordenou uma série de contratos com a Líbia estimados em US$ 2 bilhões, enquanto as negociações já em andamento são avaliadas em US$ 1,8 bilhão.

“Entre os países do Oriente Médio e do Norte da África, a Líbia é um dos principais compradores das armas russas”, afirmou à agência a fonte não identificada.

“Até agora, contratos militares de cerca de US$ 2 bilhões já foram fechados com a Líbia.”

“Outros contratos de equipamentos de aviação e de defesa aérea também estavam em estágio final. Estes são avaliados em US$ 1,8 bilhão”, informou a mesma fonte.

A Rússia demorou para ecoar a condenação ocidental ao regime de Kadafi, em meio às revoltas populares, mas no sábado uniu-se aos membros do Conselho de Segurança da ONU, que decretou embargo ao envio de armas à Líbia, além de outras sanções.


Líbios enfrentam repressão e desafiam Kadafi


Impulsionada pela derrocada dos presidentes da Tunísia e do Egito, a população da Líbia iniciou protestos contra o líder Muammar Kadafi, que comanda o país desde 1969. As manifestações começaram a tomar vulto no dia 17 de fevereiro, e, em poucos dias, ao menos a capital Trípoli e as cidades de Benghazi e Tobruk já haviam se tornado palco de confrontos entre manifestantes e o exército.

Os relatos vindos do país não são precisos, mas tudo leva a crer que a onda de protestos nas ruas líbias já é bem mais violenta do que as que derrubaram o tunisiano Ben Ali e o egípcio Mubarak. A população tem enfrentado uma dura repressão das forças armadas comandas por Kadafi. Há informações de que Força Aérea líbia teria bombardeado grupos de manifestantes em Trípoli. Estima-se que centenas de pessoas, entre manifestantes e policiais, tenham morrido.

Além da repressão, o governo líbio reagiu através dos pronunciamentos de Saif al-Islam , filho de Kadafi, que foi à TV acusar os protestos de um complô para dividir a Líbia, e do próprio Kadafi, que, também pela televisão, esbravejou durante mais de uma hora, xingando os contestadores de suas quatro décadas de governo centralizado e ameaçando-os de morte.

Além do clamor das ruas, a pressão política também cresce contra o coronel Kadafi. Internamente, um ministro líbio renunciou e pediu que as Forças Armadas se unissem à população. Vários embaixadores líbios também pediram renúncia ou, ao menos, teceram duras críticas à repressão. Além disso, o Conselho de Segurança das Nações Unidas fez reuniões emergenciais, nas quais responsabilizou Kadafi pelas mortes e indicou que a chacina na Líbia pode configurar um crime contra a humanidade.

Fonte: AFP via Defesa@Net

Categories
Fotos do Dia Tecnologia

Corte vai atingir indústria bélica

http://www.swifteconomics.com/wp-content/uploads/2011/02/military-spending.gif

Roxana Tiron
Bloomberg Businessweek

Nas últimas audiências no Congresso, o secretário de Defesa dos EUA, Robert Gates, enviou uma mensagem forte à indústria bélica: a era dos orçamentos ultragenerosos do Pentágono está prestes a acabar. A última lembrança da nova austeridade do Pentágono veio o almirante Michael G. Mullen, chefe do Estado-Maior conjunto, que advertiu em 17 de fevereiro que a dívida é a “maior ameaça à nossa segurança nacional”.

Após uma década de aumentos recordes de gastos com defesa, impulsionados pelas operações no Iraque e no Afeganistão, a indústria bélica deve agora lidar com o zelo do corte orçamentário por parte de Gates, dos democratas liberais e dos conservadores republicanos, todos à procura de maneiras para cortar déficits. As empresas “deveriam estar preocupadas”, diz Michael H. Herson, presidente da American Defense International, empresa de consultoria e lobby. “Elas precisam se adaptar às mudanças que estão chegando.”

Gates, que anunciou que vai deixar o cargo este ano, tem como alvo US$ 78 bilhões em cortes até 2016 para reduzir o déficit e um adicional de US$ 100 bilhões em economia com a melhoria da eficiência. O secretário da Defesa já havia anunciado o cancelamento alguns contratos de alto peso, incluindo do veículo anfíbio que a General Dynamics (GD) estava desenvolvendo para os fuzileiros navais, os mísseis da Raytheon (RTN) para o Exército e o sistema de defesa antiaérea desenvolvido pelo Lockheed Martin (LMT) para a Otan.http://1.bp.blogspot.com/_3ZObCqclk7g/TB-54W0uiCI/AAAAAAAAAGg/8UI04tBCI3c/s1600/0.jpg

O plano de defesa de US$ 703 bilhões da administração Obama para 2012 é um alvo atraente, enquanto o Congresso inicia um debate sobre o que cortar. O plano de defesa, ajustado pela inflação, é 23% maior do que o que o Pentágono recebeu em 1985, o auge da era de altos gastos militares do governo Reagan. Nos anos seguintes, a defesa viu anos de corte de orçamento sob os presidentes George H. Bush e Bill Clinton, que colheram dividendos da paz com o final da Guerra Fria. Uma contração semelhante pode estar chegando, diz Herson, cujos clientes incluem a General Dynamics, Raytheon e United Technologies (UTX).

Um bom exemplo veio no dia 16, quando a Câmara dos Deputados, incluindo mais da metade dos 87 novos deputados republicanos, votou para cortar US$ 450 milhões de orçamento deste ano para um motor alternativo de caça que a General Electric (GE) e a Rolls-Royce são em desenvolvimento. A GE informou em outubro que tinha gasto US$ 8,2 milhões desde meados de 2009 para fazer lobby no Congresso para financiar o motor. O motivo alegado: cerca de 2,5 mil postos de trabalho estão ligados ao desenvolvimento do motor.

No entanto, mesmo a ameaça de perdas de emprego não poderia salvar o programa na Câmara. O Senado ainda pode resgatá-lo, mas é improvável. Robert Stallard, analista da RBC Capital Markets, em Nova York, diz que “os políticos podem apoiar cortes na defesa e não temer por seus empregos”.

O déficit não é a única ameaça à indústria bélica. No ano passado, o comprador-chefe de armas do Pentágono, Ashton Carter, anunciou que seu gabinete iria buscar contratos de preço fixo para substituir os chamados acordos de custo acrescido, que cobrem todas as despesas e pagam uma taxa extra de incentivo, mesmo para programas problemáticos. Sob o novo acordo, o Pentágono e as partes contratantes terão de dividir os custos imprevistos. As empresas teriam um incentivo para entregar armas abaixo do preço acordado, apesar de tais negócios também poderem “acabar com o lucro” ou causar uma perda, diz Todd Harrison, um analista do Centro para Avaliação Estratégica e Orçamentária. Isso é um conceito novo para muitos fabricantes de armas.

Nota do Editor.

A Charge da Águia e da Galinha, não é uam provocação aos EUA e sim, ao pensamento de Robert Gates e da filosofia que está sendo posta em prática.

E.M.Pinto

Fonte: Valor via NOTIMP

Categories
Fotos do Dia Tecnologia

Petrobras e militares se unem em pesquisas

http://pbrasil.files.wordpress.com/2011/02/1c2b0bec-plano-brasil.jpg

Leia Também a matéria exclusiva do Plano Brasil

Exército Brasileiro: Engenharia de construção em ação pelo Brasil

A Petrobras firmou um convênio com o Instituto militar de Engenharia (IME), no Rio de Janeiro, para implantação de um laboratório que estudará motores dedicados ao desenvolvimento de combustíveis. O projeto encontra-se em fase de especificação de equipamentos. Outra iniciativa de pesquisa entre a empresa e as Forças Armadas envolverá estudos sobre solos e recuperação de rodovias. “A Petrobras entrou com a montagem do laboratório, enquanto o IME entrou com a massa crítica de engenheiros”, afirma o general Jorge Ernesto Pinto Fraxe, diretor de Obras de Cooperação do Exército.

O IME é hoje o sistema nervoso que alimenta as obras tocadas pelo Exército, que, em todas as áreas, conta com um time de 600 engenheiros. Na duplicação da BR-101, por exemplo, no trecho de Goiana (PE), soldados estão usando grandes blocos de isopor para reduzir o peso da rodovia em trajetos de brejo, onde a sedimentação não é firme. A tecnologia – já utilizada nos EUA e Japão, com experiências pontuais no Brasil – foi o caminho mais viável encontrado pelos engenheiros para executar a obra.

A parceria com a Petrobras não se limita à colaborações científicas. Hoje, um batalhão de cem soldados trabalha em obras de terraplenagem para expansão da refinaria Isaac Sabbá (Reman), em Manaus. O convênio com o Departamento de Engenharia e Construção (DEC) teve início em setembro do ano passado, com término previsto para outubro deste ano.

Por meio de nota, a Petrobras informou que a ação militar inclui a retirada de vegetação, terraplenagem, drenagem, cercamento de área e construção de guarita de vigilância. “A execução desse objeto já atingiu 89% de avanço físico, apresentando, no atual momento baixa produtividade em virtude das chuvas sazonais características do período (de dezembro a maio) nessa região da Amazônia”, informou a empresa. Segundo a Petrobras, há a expectativa da assinatura de um segundo convênio para a construção de uma “Vila de Empreiteiras”, nos moldes de um acampamento militar, para suporte logístico das obras de modernização da Reman. (AB)

Fonte: Valor Via NOTIMP

Categories
Fotos do Dia Tecnologia

O novo avião de Dilma

http://fl410.files.wordpress.com/2009/12/vc-2.jpg

Enquanto o Aerolula faz manutenção, a presidente usará o mais luxuoso jato da Embraer em viagens pelo País e pelo Exterior

Bruna Cavalcanti

http://www.fab.mil.br/sis/enoticias/imagens/notimp/1116/aerodilma.jpg

As amargas lembranças deixadas pelo Sucatão, o carinhoso apelido do Boeing 707 que serviu à Presidência da República entre 1986 e 2005, parecem mesmo ter ficado no passado e na memória daqueles que voaram no avião, fabricado no fim da década de 60. Após quase ter matado de susto o então vice-presidente Marco Maciel quando uma de suas turbinas simplesmente pegou fogo em pleno voo para a China, em 1999, o Sucatão foi finalmente trocado por um moderno Airbus 319. Depois de correr o mundo levando o presidente Lula e sua comitiva nos últimos oito anos, a aeronave, que também ganhou um simpático apelido – Aerolula –, não vai poder voar pelo menos nos próximos 30 dias, por conta de manutenções. Dilma, no entanto, não precisará recorrer aos préstimos do Sucatão nem de seus primos menores, os Sucatinhas, em suas viagens pelo Brasil ou mundo afora. A Embraer emprestou, sem nenhum custo para a Presidência da República, um de seus aviões mais caros, o Lineage 1000, uma aeronave preparada para servir xeques árabes, bilionários russos ou magnatas do mundo dos negócios. Repleto de luxos, extravagâncias e conforto, o avião mais se parece com um palácio voador. Trata-se de uma ação que promove a empresa brasileira no Exterior e ao mesmo tempo não traz gastos ao governo.

http://www.fab.mil.br/sis/enoticias/imagens/notimp/1116/aerodilma5.jpg

Durante a manutenção do Ae­ro­lula, Dilma até poderia usar outros dois jatos executivos da Presidência. Trata-se de duas aeronaves da Embraer, modelo ERJ 190, uma espécie de primo pobre do Lineage 1000. Os dois aviões, no entanto, também estão com manutenção programada para este ano e, em algum momento, terão que ir para o hangar. Para não causar contratempos aos deslocamentos de Dilma, o Grupo de Transporte Especial, uma divisão da Força Aérea Brasileira dedicada a prestar serviços ao governo, ficará com o Lineage 1000, uma aeronave de mais de US$ 50 milhões, por quase um ano. Com este jato executivo, Dilma poderá fazer viagens internacionais de média duração sem escalas. Com os tanques cheios, o Lineage pode levar a presidente e sua comitiva de Brasília a Paris, por exemplo. Com ele, a presidente também poderá participar da abertura da Assembleia-Geral da ONU, em Nova York, sem precisar parar em nenhum país da América Central para reabastecer.

Imagem

Mas o que realmente impressiona no Lineage 1000 não são suas características técnicas, seu desempenho ou mesmo o fato de tudo isso ter sido fabricado aqui mesmo no Brasil. É na configuração interna que o avião que Dilma agora tem a sua disposição se destaca. Com capacidade para apenas 19 pessoas, a aeronave é uma espécie de suíte presidencial voadora. Tendo cinco áreas privativas, a decoração foi feita com o que há de mais luxuoso no mundo: tapetes de lã de carneiro, sofás de lã irlandesa, mesas de madeira de lei e televisores de cristal líquido sensíveis ao toque. São quatro salas, todas com conexão de alta velocidade à internet: uma de jantar, uma de estar, uma apenas para reuniões e até um escritório particular. Quando se cansar de discussões complexas com sua equipe, Dilma ainda poderá dormir em uma cama tamanho king-size ou relaxar tomando uma ducha. Por enquanto, Dilma é a primeira brasileira a desfrutar de toda essa mordomia. Até agora, apenas oito unidades dos Lineage 1000 foram entregues pela Embraer.

http://www.fab.mil.br/sis/enoticias/imagens/notimp/1116/aerodilma3.jpg

Fonte: Isto É via NOTIMP

Categories
Conflitos Defesa

Anistia de ex-cabos da FAB será revista

http://gilsonaguiar.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/01/sombras-da-hipocrisia-295x300.jpg

Os ministros da Defesa, Nelson Jobim, e da Justiça, José Eduardo Cardoso, além do advogado-geral da União, Luis Adams, estiveram reunidos esta semana, em Brasília, para tratar da revisão de 2.530 anistias de ex-cabos da Força Aérea Brasileira (FAB) concedidas durante os governos Fernando Henrique Cardoso e Luiz Inácio Lula da Silva.

De acordo com Jobim, o grupo de trabalho vai verificar “o enquadramento da hipótese constitucional de perseguição política”.

Fonte: Diário Catarinense via NOTIMP

Dilma quer Comissão da Verdade neste ano

Maria do Rosário, Jobim e Cardozo vão procurar líderes partidários para aprovar projeto de lei já enviado ao Congresso no primeiro semestre

Jamil Chade

Os ministros Nelson jobim (Defesa), José Eduardo Cardozo (Justiça) e Maria do Rosário (Direitos Humanos) vão procurar líderes partidários no Congresso para articular a criação da Comissão da Verdade e Justiça, para esclarecer mortes, desaparecimentos e torturas durante a ditadura militar, ainda neste semestre.

A mobilização dos ministros começará nas próximas semanas, segundo informou ontem Maria do Rosário, em Genebra. Apesar dessa articulação pela Comissão da Verdade, a ministra afirmou que a presidente Dilma Rousseff não tem planos de propor uma revisão da Lei da Anistia. “Não cabe ao Executivo propor isso. Essa deve ser uma questão da sociedade”, disse Maria do Rosário.

Segundo a ministra, a criação da comissão está entre as prioridades do governo. “Vamos ter um diálogo mais direto com os líderes, sobre o significado disso”, explicou. Mas insistiu que o Executivo não irá além disso. “Alguns acham que pode ser a porta para buscar a revisão da Lei da Anistia. Mas nós nos movemos dentro do que está no ordenamento jurídico do Brasil”, afirmou. “É uma comissão do resgate da memória, do direito de saber o que ocorreu. Não cabe ao Executivo hoje, com os limites que temos, iniciar o debate da anistia. Não é nossa proposta e nem está dentro das nossas possibilidades.”

Cronograma. No Congresso, os líderes dos partidos aliados vão tentar a aprovação do projeto de lei que cria a Comissão da Verdade ainda no primeiro semestre deste ano.

O texto em discussão no Legislativo foi enviado pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em maio do ano passado e diz que a comissão tem por objetivo “promover a reconciliação nacional” e “o esclarecimento circunstanciado dos casos de torturas, mortes, desaparecimentos forçados, ocultação de cadáveres e sua autoria, ainda que ocorridos no exterior”. Na época, houve reação de setores militares, que temeram tratar-se de proposta revanchista.

“O ideal é votarmos a proposta como ela veio do Executivo”, disse ontem o líder do PT na Câmara, Paulo Teixeira (SP). “O projeto já foi costurado com os Direitos Humanos, a Defesa e a Justiça”, afirmou.

Em janeiro, Maria do Rosário já havia se comprometido a trabalhar pela aprovação do projeto. Ministro da Defesa desde o governo Lula, jobim travou duros embates com o antecessor da ministra, Paulo Vannuchi. Após a posse de Dilma, reafirmou apoio à criação da comissão. / COLABOROU EUGÊNIA LOPES

Fonte: O Estado de São Paulo via NOTIMP