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Conflitos Geopolítica

Brasil só apoiará intervenção na Líbia com aval da ONU

Ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota

Em viagem à Índia e ao Sri Lanka, o ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, reiterou hoje que o Brasil só apoiará uma intervenção internacional na Líbia se houver o aval do Conselho de Segurança das Nações Unidas. O porta-voz do Itamaraty, Tovar Nunes, que acompanha Patriota, disse ainda que o assessor de Segurança Nacional da Índia, Shivshankar Menon, afirmou que os indianos também têm a mesma posição.

Parte da comunidade internacional, liderada pelos Estados Unidos, Inglaterra e França, defende a intervenção ou exclusão aérea – que determina que o espaço aéreo líbio fique sob supervisão de militares estrangeiros – para pressionar a renúncia do presidente da Líbia, Muamar Kadafi. No entanto, Brasil e Índia só chancelam a proposta em meio à decisão do Conselho de Segurança Nacional.

Assessor de Segurança Nacional da Índia, Shivshankar Menon

Na visita a Nova Délhi, Patriota conversou também com o ministro dos Negócios Estrangeiros indiano, S. M. Krishna, que reiterou que, a exemplo do Brasil, a Índia é defensora da ampliação do Conselho de Segurança para que brasileiros e indianos também integrem o órgão. Ambos se comprometeram a intensificar as articulações sobre o assunto.

As conversas sobre a reforma do Conselho de Segurança e o incremento das relações comerciais na região fazem parte da 7ª Reunião da Comissão Mista Ministerial do Fórum de Diálogo Índia-Brasil-África do Sul (Ibas), marcada para este ano.

As informações são da Agência Brasil.

Fonte:  YAHOO!

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Defesa Sistemas de Armas

MSBS-5,56: O moderno fuzil de assalto polonês

Acima as duas versões do MSBS-5,56; O primeiro fuzil está na sua configuração bullpup, o segundo esta na versão ‘tradicional’ .

A Polônia na década de 90 projetou um fuzil em menos de um ano. De 95 a 96 a Polônia desenvolveu um bom fuzil, o Kbs wz. 1996 Beryl, que entrou em serviço no Exército daquele país no ano seguinte, ou seja, em 97. Menos de 10 que o fuzil estava em serviço, a Polônia modernizou esse fuzil, colocou Picatinny rail, guarda-mão, um novo carregador… Depois da modernização o fuzil passou a suportar uma vasta gama de acessórios. Depois da modernização, o ‘novo Beryl’ passou a receber a nomenclatura Wz.2004 Beryl.

Wz.2004 Beryl

As novas versões desse novo Beryl não deixam a desejar os mais modernos fuzis ocidentais existentes no mundo de hoje. Sua única ‘deficiência’ é não ser modular.

Não sabe o que é modularidade para um fuzil? É um fuzil que pode ter seu calibre mudado rapidamente em campo de batalha de acordo com as necessidades.

O fuzil que me chamou a atenção ainda é um protótipo que está sendo testado na Polônia, trata-se do MSBS-5,56. O fuzil destaca-se por ter duas versões: Uma versão ‘comum’ e a outra bullpup, que poderia ser muito útil para forças especiais que atuam em ambientes confinados.

A versão ‘comum’ chama a atenção por lembrar um pouco aquele fuzil que reza a lenda esta sendo desenvolvido pela IMBEL. Seria o novo fuzil da IMBEL inspirado nesse novo fuzil polonês? Sempre lembrando que o Brasil tem uma parceria técnico-militar em vigor com a Polônia.

Fonte:  O Informante

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Geopolítica

Suíça: Um país neutro, mas armado até os dentes!

No dia 13 de fevereiro, os suíços expressaram sua negativa a entregar suas armas, para que essas sejam guardadas em arsenais especiais.

Em um referendo convocado para tal efeito, a maioria dos cidadãos da Suíça votaram a favor do direito dos cidadãos do país terem em casa fuzis automáticos e outras armas que recebem durante o serviço militar.

Os idealizadores do referendo, argumentam que na República Alpina, há uma taxa demasiada alta de suicídios, esses cometidos com as armas do Exército, recebidas durante o serviço militar.

Fim de aula, o recruta volta para casa com seu fuzil.

Já que o povo tem o poder, também deveria ter armas

Os dados oficiais do referendo ainda não se fizeram público, mas já está claro que 19 dos 26 cantões (estados) decidiram optar pela a atua política de armamento, o que representa 55 a 57% da população.

As opiniões se dividiram de uma maneira curiosa: A campanha que era à favor de “depor as armas”, em sua maioria eram organizações do orgulho feminino, meio médico, ecologistas e social-democratas, foi rechaçada nos estados de fala alemã e italiana e apoiada pelas províncias francófonas.

Na cosmopolita Genebra, 60% do eleitorado votou contra a atual política de armamento, mas o resultado foi inútil. O governo suíço, aliás, de manifesta contra a iniciativa, considerando que as leis existentes podem ser muito bem prevenir o uso indevido dos fuzis de assalto SIG SG-550, SG-551, SG-552 em suas mais variadas versões, e as espingardas de ar comprimido (algumas dessas armas são as mais seguras do mundo).

O mais curioso de tudo é que ninguém na Suíça sabe ao certo quantas armas estão armazenadas nas casas dos habitantes do país: não há um cadastro nacional e só o referendo apenas, se o resultado tivesse sido positivo, teria permitido a criação desse registo e da proibição da venda de fuzis e espingardas de ar.

Segundo o ministério da Defesa suíço, dois milhões de armas circulam no país, o equivalente a uma para pouco mais de três habitantes. No total, 240.000 armas não estão registradas. Muitas dessas armas são pistolas e espingardas de caça esportiva, dentre outros tipos de armas.

Nem se quer nos Estados Unidos algo assim seria possível

A Suíça é um dos poucos países da Europa, onde o serviço militar segue sendo obrigatório para os jovens de 18 a 20 anos. Durante os períodos de serviço ativo (cerca de 4 a 5 meses) e de reserva, as armas são guardas em casa. Todos os suíços permanecem na reserva até os 42 anos e cada um tem que fazer um treinamento a cada dois anos, durante 3 semanas. Ao chegar aos 42 anos, o cidadão suíço pode adquirir sua arma por um preço irrisório e é isso o que faz a maioria.

Sendo assim, de acordo com as estatísticas disponíveis, quase todos os homens que ingressaram no serviço militar dispõe de armas, que significa que nenhum país da Europa, tampouco no mundo, poderia se comparar a Suíça em número de pessoas armadas. Nem se quer os EUA resiste a comparação com a Confederação Suíça nesse sentido: é possível que os norte-americanos disponham de uma quantidade maior de armas, cerca de 120 milhões de armas, para 300 milhões de habitantes. No entanto, na Suíça quase um terço da população tem em casa fuzis de assalto automáticos. Algo parecido não existe nos EUA.

Os suíços, não obstante, têm um conceito muito próprio do direito de guardar armas em casa que difere consideravelmente da visão dos americanos, do seu direito pessoal e, como diz o ditado: “Concedido por Deus” para preservar sua segurança.

O primordial para os guardiões para tesouro do mundo, fabricante de relógios e queixos não é a segurança pessoal, mas sim da nação. O lema nacional da Suíça é “Unus pro omnibus, omnes pro uno”, o que significa em português “Um por todos, todos por um” . Portanto, um fuzil de assalto em casa para o suíço é parte do sistema coletivo de segurança do país. Algo muito parecido idealizou Leon Trótski, que sonhava em criar uma população militarizada de campesinos-soldados.

A caminho da Festa Federal de Tiro em Emmenbrücke, cantão de Lucerna. (Keystone/Sigi Tischler)

O legado de Guilherme Tell

Os defensores da manutenção de armas em casa, garantem que esta prática é apenas uma parte da cultura nacional da Suíça e da antiga tradição enraizada na época do lendário Guilherme Tell, e, portanto, nada será permito destruí-la. Guilherme Tell é tão venerado na Suíça, que de tempos e tempos, os suíços voltam a buscar rastros da existência real do grandioso arqueiro, que em 1307, supostamente matou o governador austríaco, Hermann Gessler, por ter obrigado Guilherme Tell a disparar seu arco e flecha contra uma maçã colocada na cabeça de seu próprio filho. Seria uma pena que se averiguassem que a história de Guilherme Tell fosse apenas fábula.

Aqueles que se pronunciam contra o armazenamento das armas em casa, insistem precisamente que essas armas são instrumentos de um quarto de todos os suicídios na Suíça (1300 casos registrados no ano passado). No entanto, as estatísticas não podem assegurar que para esse objetivo foram usadas as armas compradas do Exército Suíço. O governo, por sua vez, em 2008 aprovou uma lei que proíbe os reservistas e os soldados tenham em casa munições para suas armas.

Nos encontramos ante um paradoxo: A Suíça é o país mais democrático do mundo e que sempre optou pela neutralidade internacional, mas ao mesmo tempo, literalmente, é uma nação armada até os dentes.

Na República Alpina, com seu sistema único de democracia direta, existem dois tipos de plebiscito: O obrigatório e o opcional.

Fonte:  O Informante

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Conflitos Geopolítica

Senadores republicanos dos EUA cogitam “armar rebeldes” líbios

Líder republicano no Senado dos EUA, Mitch McConnell

EFE  –  O líder republicano no Senado dos Estados Unidos, Mitch McConnell, assinalou neste domingo a possibilidade do país contribuir para “armar os rebeldes” na Líbia contra as Forças do coronel Muammar Kadafi.

McConnell mencionou a opção durante uma entrevista no programa “Face the Nation” da “CBS” ao compará-la com outras ações similares realizadas durante a Guerra Fria.

“Outra opção que utilizamos frequentemente durante a Guerra Fria é simplesmente ajudar e armar os insurgentes”, disse.

No entanto, assinalou que primeiro é necessário saber “com quem estamos tratando” antes de fornecer armas aos rebeldes que se levantaram contra o regime de Kadafi.

Na mesma linha se expressou também neste domingo o senador republicano pelo Arizona e ex-candidato presidencial, John McCain, que declarou em entrevista na “ABC” que a ajuda humanitária até agora iniciada pelos EUA poderia incluir “assistência técnica, em inteligência e treino”.

“Claramente, estamos do lado dos rebeldes”, disse McCain.

“Uma intervenção no terreno por parte dos EUA seria contraproducente, mas podemos assistir de muitos modos: em ajuda humanitária, treino, assim como formando um Governo provisório em Benghazi”, acrescentou o senador republicano.

A estas declarações uniu-se o antigo conselheiro de segurança nacional de George W. Bush, Stephen Hadley, que ressaltou neste domingo que seria de “utilidade” a provisão de “material antiaéreo” às Forças insurgentes que controlam o leste da Líbia.

Por sua parte, a Administração do presidente Barack Obama fez um discurso de apoio ao povo líbio, no qual pediu a renúncia do líder líbio Muammar Kadafi, mas assinalou que a solução do problema tem que ser “multilateral”.

O chefe de Gabinete da Administração do presidente Barack Obama, Bill Daley, reiterou neste domingo que “Estados Unidos e seus aliados seguem falando para conseguir um esforço coordenado que pressione Kadafi”.

No entanto, remarcou que “deve ser um esforço internacional. Não pode ser realizado só por um país”.

Fonte:  YAHOO!

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Conflitos Geopolítica

Senadores republicanos dos EUA cogitam "armar rebeldes" líbios

Líder republicano no Senado dos EUA, Mitch McConnell

EFE  –  O líder republicano no Senado dos Estados Unidos, Mitch McConnell, assinalou neste domingo a possibilidade do país contribuir para “armar os rebeldes” na Líbia contra as Forças do coronel Muammar Kadafi.

McConnell mencionou a opção durante uma entrevista no programa “Face the Nation” da “CBS” ao compará-la com outras ações similares realizadas durante a Guerra Fria.

“Outra opção que utilizamos frequentemente durante a Guerra Fria é simplesmente ajudar e armar os insurgentes”, disse.

No entanto, assinalou que primeiro é necessário saber “com quem estamos tratando” antes de fornecer armas aos rebeldes que se levantaram contra o regime de Kadafi.

Na mesma linha se expressou também neste domingo o senador republicano pelo Arizona e ex-candidato presidencial, John McCain, que declarou em entrevista na “ABC” que a ajuda humanitária até agora iniciada pelos EUA poderia incluir “assistência técnica, em inteligência e treino”.

“Claramente, estamos do lado dos rebeldes”, disse McCain.

“Uma intervenção no terreno por parte dos EUA seria contraproducente, mas podemos assistir de muitos modos: em ajuda humanitária, treino, assim como formando um Governo provisório em Benghazi”, acrescentou o senador republicano.

A estas declarações uniu-se o antigo conselheiro de segurança nacional de George W. Bush, Stephen Hadley, que ressaltou neste domingo que seria de “utilidade” a provisão de “material antiaéreo” às Forças insurgentes que controlam o leste da Líbia.

Por sua parte, a Administração do presidente Barack Obama fez um discurso de apoio ao povo líbio, no qual pediu a renúncia do líder líbio Muammar Kadafi, mas assinalou que a solução do problema tem que ser “multilateral”.

O chefe de Gabinete da Administração do presidente Barack Obama, Bill Daley, reiterou neste domingo que “Estados Unidos e seus aliados seguem falando para conseguir um esforço coordenado que pressione Kadafi”.

No entanto, remarcou que “deve ser um esforço internacional. Não pode ser realizado só por um país”.

Fonte:  YAHOO!

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Conflitos Geopolítica

Após ataque a crianças, Karzai pede fim de mortes de civis

AFP  —  O presidente afegão, Hamid Karzai, pediu neste domingo às forças da Otan que “deixem de matar civis” e considerou insuficientes as desculpas apresentadas por seu comandante após a morte de nove crianças em um novo erro militar, o que provocou a ira da população afegã. Cerca de 500 pessoas se manifestaram neste domingo no centro de Cabul para denunciar as recentes vítimas civis das operações militares da Otan, entre elas as crianças mortas na terça-feira no leste do país.

“Em nome do povo afegão, quero que deixem de matar civis”, declarou o presidente Karzai ao general americano David Petraeus durante um conselho de ministros, no qual o comandante da força da Otan no Afeganistão (Isaf) esteve presente. “As desculpas do general Petraeus não são suficientes”, advertiu, ressaltando que “as vítimas civis são a principal causa do deterioramento das relações entre Afeganistão e Estados Unidos”. “A população está farta destes incidentes, e nem as desculpas nem as condenações aliviam a dor” das famílias das vítimas, acrescentou.

A Isaf é acusada de ter matado diversos civis em duas ocasiões na província de Kunar (leste), feudo talibã localizado na fronteira com Paquistão, reativando assim uma recorrente polêmica entre Cabul e seu aliado internacional. Segundo testemunhas afegãs, a Isaf matou na terça-feira nove crianças que recolhiam lenha. A Isaf já foi acusada de matar 65 civis 10 dias antes.

Karzai denunciou estes dois incidentes e exortou a Otan a pôr fim a estes “assassinatos” que, segundo ele, colocam a população do lado da rebelião liderada pelos talibãs. A morte das nove crianças adquiriu tal magnitude que o presidente americano, Barack Obama, fez chegar a Karzai seu “profundo pesar”. Na véspera, o general Petraeus já havia se desculpado por esta “tragédia”, assumindo sua responsabilidade.

Segundo a Isaf, que iniciou uma investigação, as vítimas foram mortas por erro por um helicóptero de combate convocado como reforço depois que rebeldes atacaram uma base militar americana. Em Cabul, os manifestantes se reuniram no centro da cidade gritando “morte aos Estados Unidos, morte ao invasor”, ou “morte ao governo do presidente Karzai”, que chegou ao poder no fim de 2001 com o apoio dos Estados Unidos e de seus aliados.

“Ocupação = assassinatos + destruição”, podia ser lido em um cartaz carregado por uma mulher com véu, entre outros diversos slogans contra os Estados Unidos. Por outro lado, no instável sudeste do país, fronteiriço com o Paquistão, 12 civis morreram após a explosão de uma bomba na passagem de seus veículos, segundo as autoridades locais, que responsabilizaram os talibãs.

Os civis são as maiores vítimas do conflito afegão. Pelo menos 2,4 mil morreram em 2010, segundo a ONG afegã Afghan Rights Monitor, que considera que dois terços delas foram vítimas de bombas e ataques dos insurgentes e 21% das operações das forças internacionais.

Fonte:  Terra

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Conflitos Inteligência

EUA disseram que havia “punhaladas pelas costas” dentro do Mercosul

http://direitoearte.blog.lemonde.fr/files/2009/11/glauco-mercosul-01-11-09.1257628303.gifSugestão: Lucena

Documentos relevados pelo site WikiLeaks revelam análise americana

O Mercosul exibiu “importantes disputas e frequentes punhaladas pelas costas”, e o Uruguai foi “vítima da falta de solidariedade” do bloco, avaliou em 2006 a diplomacia americana, segundo documentos do site WikiLeaks divulgados pelo jornal uruguaio El Pais neste sábado (5).

“Argentina, Brasil e Venezuela” realizam “acordos bilaterais sem consultar os sócios pequenos”, afirmou em novembro de 2006 o então encarregado de negócios americano no Uruguai, James D. Nealon, ao mencionar estes três países.

O diplomata afirmou que, apesar de “uma imagem de coesão”, no Mercosul havia “importantes disputas e frequentes punhaladas pelas costas nos bastidores” e que o Uruguai “foi vítima da falta de solidariedade de seus sócios”, como no longo conflito com a Argentina pela instalação de uma fábrica de celulose.

http://4.bp.blogspot.com/_57P3SqGjkE8/SU6L2R-CoWI/AAAAAAAALj0/5KlvtgD6bpA/s400/Rico35.jpgPor outro lado, em outubro de 2006 fracassaram as negociações por um TLC (Tratado de Livre Comércio) com os Estados Unidos, apesar do forte interesse do governo uruguaio, majoritariamente a favor do acordo, e Nealon se referiu ao episódio dizendo que o Uruguai havia perdido “um oportunidade de ouro de revitalizar a economia”.

Os documentos sobre o Uruguai divulgados pelo WikiLeaks nesta semana revelaram que o embaixador brasileiro, Eduardo dos Santos, advertiu em junho de 2006 a responsável de negócios interina da Embaixada dos EUA, Linda González, que um TLC entre Uruguai e este país era “incompatível com o Mercosul”.

Nealon observou em um documento enviado ao Departamento de Estado que a agenda do Mercosul, que considerava “como pouco mais que um fracasso”, havia se “chocado” com a de seu país, sobretudo desde a aproximação da Venezuela ao bloco.

http://direitoearte.blog.lemonde.fr/files/2009/12/iotti-mercosul.1260105812.jpg

O diplomata afirmou que a imprevisibilidade de Néstor Kirchner, então presidente da Argentina, e de Hugo Chávez, presidente da Venezuela, complicaram ainda mais a política do bloco.

Copyright AFP – Todos os direitos de reprodução e representação reservados.

Fonte: AFP via R7

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Conflitos Inteligência

EUA disseram que havia "punhaladas pelas costas" dentro do Mercosul

http://direitoearte.blog.lemonde.fr/files/2009/11/glauco-mercosul-01-11-09.1257628303.gifSugestão: Lucena

Documentos relevados pelo site WikiLeaks revelam análise americana

O Mercosul exibiu “importantes disputas e frequentes punhaladas pelas costas”, e o Uruguai foi “vítima da falta de solidariedade” do bloco, avaliou em 2006 a diplomacia americana, segundo documentos do site WikiLeaks divulgados pelo jornal uruguaio El Pais neste sábado (5).

“Argentina, Brasil e Venezuela” realizam “acordos bilaterais sem consultar os sócios pequenos”, afirmou em novembro de 2006 o então encarregado de negócios americano no Uruguai, James D. Nealon, ao mencionar estes três países.

O diplomata afirmou que, apesar de “uma imagem de coesão”, no Mercosul havia “importantes disputas e frequentes punhaladas pelas costas nos bastidores” e que o Uruguai “foi vítima da falta de solidariedade de seus sócios”, como no longo conflito com a Argentina pela instalação de uma fábrica de celulose.

http://4.bp.blogspot.com/_57P3SqGjkE8/SU6L2R-CoWI/AAAAAAAALj0/5KlvtgD6bpA/s400/Rico35.jpgPor outro lado, em outubro de 2006 fracassaram as negociações por um TLC (Tratado de Livre Comércio) com os Estados Unidos, apesar do forte interesse do governo uruguaio, majoritariamente a favor do acordo, e Nealon se referiu ao episódio dizendo que o Uruguai havia perdido “um oportunidade de ouro de revitalizar a economia”.

Os documentos sobre o Uruguai divulgados pelo WikiLeaks nesta semana revelaram que o embaixador brasileiro, Eduardo dos Santos, advertiu em junho de 2006 a responsável de negócios interina da Embaixada dos EUA, Linda González, que um TLC entre Uruguai e este país era “incompatível com o Mercosul”.

Nealon observou em um documento enviado ao Departamento de Estado que a agenda do Mercosul, que considerava “como pouco mais que um fracasso”, havia se “chocado” com a de seu país, sobretudo desde a aproximação da Venezuela ao bloco.

http://direitoearte.blog.lemonde.fr/files/2009/12/iotti-mercosul.1260105812.jpg

O diplomata afirmou que a imprevisibilidade de Néstor Kirchner, então presidente da Argentina, e de Hugo Chávez, presidente da Venezuela, complicaram ainda mais a política do bloco.

Copyright AFP – Todos os direitos de reprodução e representação reservados.

Fonte: AFP via R7

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Brasil Geopolítica

Presidente do Chile qualifica Brasil como potência e critica Venezuela

http://3.bp.blogspot.com/_-r1m3UIHznE/S8_O8EB1LDI/AAAAAAAAAdo/P0iWjI7sy9M/s1600/sebastian_pinera.jpg

O presidente do Chile, Sebastián Piñera, disse que o Brasil é a potência que deve representar a América Latina, ao mesmo tempo em que afirmou que o modelo da Venezuela “não está no caminho correto”.

Em entrevista publicada neste domingo (6) pelo jornal espanhol El País, o presidente do Chile disse que o papel do Brasil à frente da América Latina “é um fato”.

– Nós reconhecemos isso [a liderança brasileira] como um fato.

Piñera disse esperar que o Brasil possa representar os interesses da América Latina no mundo.

– Esperamos que o Brasil possa representar cada vez com mais força não apenas sua própria voz, mas também a voz da América Latina neste mundo novo que está emergindo.

Ao falar sobre a Venezuela, Piñera afirmou que os problemas internos do país, como a inflação e a crise energética, dificultam a “exportação” do modelo bolivariano de governo.

– Eu penso que a difícil situação que a Venezuela está vivendo dentro dela diminuiu consideravelmente a intenção que em algum momento surgiu de exportar esse modelo e intervir em outros países.

Para o presidente do Chile, o modelo de governo que Hugo Chávez adota na Venezuela “não vai pelo caminho correto”.

– Não quero qualificar meus colegas presidentes, apenas dizer que o modelo que estamos seguindo no Chile é o melhor para o Chile, e que o modelo que a Venezuela está seguindo não vai pelo caminho correto.

Fonte: R7