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Defesa Sistemas de Armas

ATK vai transformar dois CASA C-235 da Jordânia em aeronaves ‘gunships’

O projeto do novo CASA-235 gunship que a ATK vai desenvolver para Jordânia.

A empresa norte americana ATK anunciou que recebeu um contrato do Escritório de Desenvolvimento e Projetos Rei Abdullah II (KADDB) do Reino da Jordânia para modificação de duas aeronaves de transporte CASA C-235 do país numa aeronave gunship para missões especiais altamente capaz e com bom custo benefício, de acordo com projetos de modificações feitos pela KADDB e ATK.  Sujeito a aprovação de exportação do governo dos EUA, a aeronave modificada deve ser entregue no final do segundo trimestre de 2013. Os termos do contrato não foram anunciados.

A nova aeronave de missão especial da ATK oferece sensores integrados de inteligência, vigilância e reconhecimento (ISR), equipamento de controle de disparos, e um sistema de alimentação de canhões LW30mm. Essas capacidades são controladas por um Sistema de Missões STAR da ATK, o qual oferece capacidades de disparo e reconhecimento de dia e noite, e a habilidade de adquirir, monitorar e rastrear alvos de interesse. O CASA-235 gunship oferece aos clientes uma avançada capacidade de conduzir uma resposta defensiva, contrainsurgência, e missões de vigilância de fronteira e segurança.

“Weaponized aircraft is an emerging international opportunity specifically tailored for ATK’s unique capabilities,” said Mike Kahn, President of ATK Missile Products Group. “Our expertise in mission systems architecture and design, and aircraft integration and certification of complex subsystems positions us well for growth in this area.”

Pela KADDB, em nome das Forças Armadas da Jordânia, a ATK instalará e integrará um sistema de aquisição eletro-óptico, um designador laser, equipamento de auto-defesa, e uma capacidade de armamentos que inclui mísseis guiados a laser Hellfire, foguetes de 2,75 polegadas, e um canhão rotativo de 30mm M230. A família de canhões M230 da ATK são os mesmos que equipam os helicópteros Apache.

O escopo do trabalho da ATK inclui o desenvolvimento, integração de sistemas, modificação das aeronaves, e testes. Os trabalhos serão executados na Jordânia e nas unidades da ATK em Fort Worth, Texas; Mesa, Arizona; e Pelham, Alabama.

Fonte: CAVOK

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Conflitos Fotos do Dia Geopolítica

Uma pedra chamada amiga

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O Mercosul na encruzilhada

Bloco completa 20 anos
Patrick Cruz, iG 26/03/2011
“o Mercosul não vai morrer, mas vai ficar cada vez mais irrelevante – ao menos do ponto de vista do Brasil”

Em 1991, as vendas brasileiras ao exterior somaram US$ 31,6 bilhões. Em 2011, isso é o que Minas Gerais exporta sozinho. Em 1991, Bill Gates, fundador da Microsoft, apareceu em segundo lugar na lista dos bilionários do mundo elaborada pela revista “Forbes” com uma fortuna de US$ 4,8 bilhões. Em 2011, a lista tem Bill Gates em segundo na lista – e o brasileiro Eike Batista em oitavo, com fortuna avaliada em US$ 27 bilhões. Em 1991, o ex-ministro da Fazenda, Delfim Netto, disse que o então presidente Fernando Collor, que estava para visitar Moçambique, viajaria “para conhecer o futuro do Brasil”. Em 2011, o Brasil é a sétima maior economia do mundo, à frente da Itália – e com potencial de chegar à quinta posição ainda nesta década.

Mudou o Brasil, mudou a percepção internacional sobre o Brasil. O agigantamento da economia brasileira, no entanto, não faz o País mais assertivo na definição dos rumos do Mercosul, do qual o futuro é uma incógnita, segundo especialistas. Neste sábado, o bloco comemora exatos 20 anos de assinatura do Tratado de Assunção, com o qual Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai selaram sua criação.

“Do ponto de vista econômico e comercial, o Mercosul ficará em banho-maria”, afirma Rubens Barbosa, embaixador brasileiro em Washington por cinco anos e em Londres também por cinco. “Ele não vai morrer, mas ficará cada vez mais irrelevante”. Barbosa, coordenador da seção nacional do Mercosul na época de sua criação, reconhece que o bloco foi importante para que as empresas brasileiras se preparassem para ganhar o mercado externo. Hoje, contudo, recorrentes decisões da Argentina de impor barreiras às exportações brasileiras têm reforçado o carimbo de “união aduaneira imperfeita” afixado ao Mercosul nos últimos anos.

O ex-embaixador é hoje consultor de negócios e presidente do Conselho Superior de Comércio Exterior da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). Ele lançou no fim de 2010 “Mercosul e a Integração Regional”, livro com uma coletânea de artigos que explicam as origens do bloco, mas, principalmente, os meneios que o fizeram chegar à atual encruzilhada – que tem, de um lado, membros que não conseguem resolver impasses, especialmente Brasil e Argentina, e de outro, a iminência da entrada de novos membros, com a Venezuela à frente. Leia a seguir os principais tópicos da entrevista com Barbosa.

Objetivos iniciais e mudança de foco
O Mercosul foi criado como um exercício de integração econômica e comercial. O objetivo do Tradado de Assunção foi criar a médio e longo prazo uma união aduaneira e depois um mercado comum. Mas, ao longo desses 20 anos, com as crescentes dificuldades econômicas e comerciais, o tratado foi sendo desvirtuado. Hoje, o Tratado de Assunção tem uma ênfase muito maior na parte social e política. Na área econômica, o Tratado de Assunção tem uma grande debilidade institucional. Ele deixou de ser respeitado. As instituições do Mercosul criadas pelo tratado, como o mecanismo de solução de controvérsias, não estão funcionando.

Perda de peso
O Mercosul foi muito importante no início para os empresários não só abrirem mercados, mas para que os países-membros fossem mais conhecidos e para que as empresas treinassem na negociação internacional – em 1991, isso era muito incipiente. Em 1998, o Mercosul representava 16% do comércio exterior brasileiro. Hoje representa menos de 10%. Ele perdeu atrativo para as empresas brasileiras. No comunicado conjunto do Brasil com os Estados Unidos, o Mercosul foi citado apenas no último parágrafo. Ele não tem a menor importância no contexto da política comercial do Brasil.

União aduaneira imperfeita
Argentina amplia barreiras contra importados.
Argentina trava compra de tratores brasileiros.
Do ponto de vista comercial, o Mercosul virou um acordo que privilegia entendimentos políticos e na área social. O balanço desses últimos 20 anos foi positivo até certo momento, mas hoje ele é uma união aduaneira imperfeita porque a a Tarifa Externa Comum (TEC, cobrada de países de fora do bloco para que eles vendam aos membros do Mercosul) não é aplicada plenamente. Nos dois últimos anos, sob a ação da Argentina, ela ficou ainda mais imperfeita porque as perfurações da TEC aumentaram muito.

A entrada da Venezuela e de outros países
A entrada da Venezuela acentuaria (a perda de relevância do Mercosul). Vai complicar ainda mais, ao menos enquanto o (presidente venezuelano Hugo) Chávez estiver lá, porque do ponto de vista político vai ser muito difícil o Mercosul fazer acordos com Estados Unidos, com a União Europeia, já que o Chávez é declaradamente contra isso. (A entrada da Venezuela precisa ser aprovada por todos os membros atuais do bloco. O Paraguai foi o único país que ainda não se manifestou sobre o assunto, que segue nas mãos do Parlamento. Os outros três membros já aprovaram).

Negociação com países de fora do bloco
Do ponto de vista do Brasil, não tem outra saída. Não precisa o Brasil insistir (na mudança da resolução 32, que estabelece limites para vendas para fora do bloco). É só não cumprir a resolução. Como nada está sendo cumprido, você deixa de cumprir a resolução e começa a negociar sob a égide do Mercosul. Eu não estou falando para o Brasil fazer acordos sozinho. Ele faz um acordo-quadro com o Mercosul e depois negocia a abertura comercial – como, aliás, já foi feito: esse último acordo com Israel (anunciado em 2010) foi feito assim. Já há precedentes.

Interesse nacional
A Argentina tem colocado barreiras aos produtos brasileiros, mas em vez de isso servir de estímulo à indústria local, a Argentina passa a importar esses produtos da China. O Brasil precisa ter claro qual o interesse nacional. Há 20 anos que a gente ouve sobre o suco de laranja nos Estados Unidos, sobre o aço. Não é possível. Por que não muda? Porque os Estados Unidos têm interesse em não mudar. Eles estão defendendo os interesses deles. Nós temos que defender os nossos. Os países têm interesses, não têm amigos. É o que a Argentina está fazendo.

Rusgas com a Argentina
Se a gente quer mediar o conflito no Oriente Médio, por que não podemos ter uma posição aqui na América do Sul de acordo com o nosso interesse? Estamos dando palpite na Líbia, no Haiti. Por que não podemos fazer isso na região? A Argentina está colocando barreiras que dificultam o acesso a seu mercado. Não é possível ficar cheio de dedos. O que vai acontecer se o Brasil levar para a OMC (Organização Mundial do Comércio) essa situação da Argentina? Eles vão chiar? Tudo bem. E depois? Eles vão fechar o comércio com o Brasil? Não vão.

Problemas do vizinho
Brasil cresce e muda a vida do Mercosul.
Safra agrícola brasileira continua a bater recorde.
Em Buenos Aires, dinheiro do campo vira imóvel.
A Argentina perdeu competitividade e por isso precisa colocar essas barreiras. A indústria argentina foi arrasada por políticas deles – e isso não é problema nosso. Desde o Martínez de Hoz (ministro da Economia argentino entre 1976 e 1981), passando pelo Domingo Cavallo (ministro da Economia do país no processo de dolarização da economia, ocorrido em 1991), eles acabaram com a indústria argentina. O Ulysses Guimarães dizia que a generosidade é a antessala da ingratidão. Quanto mais generoso você for, mais a Argentina vai se sentir inferiorizada – e mais ela vai retaliar o Brasil. A Argentina não votou com o Brasil em nenhuma das candidaturas brasileiras e é contra o ingresso do Brasil no conselho de segurança da ONU. E então, qual é a reciprocidade?

O futuro do Mercosul
Do ponto de vista do Brasil, o Mercosul comercial e econômico , que já está irrelevante, vai ficar ainda mais irrelevante. O Mercosul comercial vai ficar em banho-maria. O político e social vai ter algumas iniciativas na área de educação, coordenação na área de meio ambiente, mas aí a agenda nessas duas áreas se confunde com a da Unasul (União de Nações Sul-Americanas). Você tem uma superposição de competências da Unasul com o Mercosul, o que contribui ainda mais para esvaziar o Mercosul. Ele não vai desaparecer. O Mercosul é uma marca. Nenhum presidente hoje gostaria de assumir o risco de propor seu fim. Ele vai continuar, mas cada vez mais irrelevante – ao menos do ponto de vista do Brasil


Fonte: IG Economia

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Artigos Exclusivos do Plano Brasil Defesa Fotos do Dia

An-225 Mriya

Autor: konner

Plano Brasil

O An-225 Mriya, é uma aeronave cargueiro estratégico, foi construída pela Antonov Design Bureau, União Soviética.

É a maior aeronave de asa fixa do mundo. Construída para transportar o ônibus espacial russo Buran, foi um desenvolvimento do bem sucedido An-124 Ruslan.

Para se ter noção de seu tamanho, ele comportaria, facilmente, mais de mil e quinhentas pessoas. Sua capacidade de carga é de até 250.000 kg internamente, ou ainda 200.000 kg na área superior à fuselagem.

A carga na parte superior da fuselagem pode ter até 70m de comprimento, é necessário apenas que, essa carga tenha o mínimo de aerodinâmica.

Ele é o maior avião em operação, atualmente.

Em uma tradução simples do ucraniano, Мрiя ou Mriya, significa algo como, “Sonho” ou uma Inspiração.

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Conflitos Geopolítica

Premiê israelense defende que Irã sofra intervenção como a Líbia

Primeiro ministro de Israel, Benjamin Netanyahu

O primeiro ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, disse que o governo iraniano devia ser “interrompido” assim como o regime do coronel Muamar Kadafi na Líbia. O ditador é alvo de ofensiva militar comandada por potências ocidentais e respaldada pelo Conselho de Segurança da ONU.

Netanyahu disse em comunicado à TV  russa Vesti que a ambição nuclear do Irã e seus “sonhos de supremacia internacional” representam uma ameaça imediata à segurança global”. Ele afirmou ainda que “se temos que domar Kadafi, temos que parar o regime de Teerã da mesma forma”. O presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, já afirmou diversas vezes sua inimizade com Israel, e a tensão na relação entre os dois países vem crescendo ano após ano.

O primeiro-ministro israelense chegou em Moscou nesta quinta-feira, 24, um dia depois de o presidente russo Dimitri Medvedev ter recebido o presidente da Autoridade Nacional Palestina, Mahmoud Abbas. Especialistas afirmam que essas visitas são parte de um processo para superar barreiras nas conversas entre israelenses e palestinos, que estão atualmente estagnadas.

Rússia, Estados Unidos, a União Europeia e as Nações Unidas compõem o quarteto de mediadores do Oriente Médio.

Fonte: Estadão

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Defesa Fotos do Dia Sistemas de Armas

Deu no Cavok: Turquia adia aquisição de caças F-35

O caça Lockheed Martin F-35A Lightning II sobrevoa a Base Aérea de Edwards, California, durante um voo de testes. (Foto: JSF)

A Turquia adiou a compra de 100 caças Lockheed F-35 Joint Strike Fighters em objeção à negativa dos EUA em compartilhar a tecnologia da aeronave stealth de caça de quinta geração.

O Ministro de Defesa da Turquia Vecdi Gonul disse na terça-feira que as negociações com os membros do Pentágono sobre a aquisição dos códigos fontes do programa desenvolvido para o F-35 Joint Strike Fighter (JSF), e os códigos utilizados externamente para operar a aeronave não atingiram “resultados satisfatórios,” informou nessa quinta-feira o jornal Today’s Zaman.

O ministro disse que uma ampla variedade de tópicos foram vistos na negociação mas salientou que não conseguiram chegar numa base que pudesse convencer a Turquia de comprar os caças.

“Nós vamos avaliar a encomenda no próximo encontro com o Comitê de Implementação da Indústria de Defesa da Turquia,” disse Gonul.

Os engenheiros turcos reportaram que não teria condições de efetuar qualquer modificação nos programas que operam nos caças F-35 sem os códigos fontes. Os códigos externos de voo também são necessários para navegação dos caças.

Os países Estados Unidos, Reino Unido, Itália, Holanda, Canadá, Turquia, Austrália, Noruega e Dinamarca contribuiram financeiramente para o desenvolvimento do F-35. Israel e Cingapura uniram-se ao projeto como parceiros externos.

Fonte: CAVOK

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Conflitos Fotos do Dia Geopolítica

Embaixador russo na OTAN adverte contra ‘ocupação’ da Líbia

Dimitri Rogozin, embaixador da Rússia na OTAN

AFP — Dimitri Rogozin, embaixador da Rússia na Otan, afirmou neste sábado que qualquer intervenção terrestre na Líbia equivaleria a uma ocupação do país, e destacou que a operação militar atualmente em curso deve respeitar e ajustar-se à resolução do Conselho de Segurança das Nações Unidas.

“Empreender uma operação terrestre seria interpretado como uma ocupação da Líbia, e isto contradiz diretamente os termos da resolução aprovada pelo Conselho de Segurança da ONU”, indicou Rogozin em Bruxelas, citado pela agência russa Ria Novosti.

As operações da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) na Líbia devem “ser executadas em rígido respeito aos termos da resolução, sem ir além dos limites permitidos”, explicou o alto funcionário russo.

A Rússia, que tem direito de veto no Conselho de Segurança, absteve-se da votação do dia 17 de março que aprovou a resolução 1973, autorizando a intervenção da coalizão internacional na Líbia para estabelecer uma zona de exclusão aérea e proteger a população civil.

Fonte: BOL

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Conflitos Geopolítica

EUA pedem desculpa por fotografias de soldados com civis afegãos mortos

http://wwwimage.cbsnews.com/images/2010/02/23/image6234266g.jpg

21.03.2011 – Por PÚBLICO
NATO diz que imagens podem causar mais danos do que as de Abu Ghraib.
O Exército norte-americano pediu desculpa por imagens de soldados sorrindo sobre cadáveres de civis que tinham alegadamente morto, fotografias de “troféu” que poderão causar mais danos do que as de soldados americanos torturando presos em Abu Ghraib, no Iraque.

“Pedimos desculpas pela angústia que estas fotos causaram”, indica o comunicado do exército.

As fotografias foram publicadas pela revista alemã “Der Spiegel” e estarão entre muitas encontradas por investigadores do Exército norte-americano. As imagens fazem parte da acusação num processo em tribunal marcial de cinco membros de uma unidade que operava em Kandahar pela morte de três civis, assassínios premeditados que foram disfarçados de acções de auto-defesa.
Numa das fotografias, um soldado levanta, com um cigarro na mão, a cabeça de um homem coberto de sangue e aparentemente morto. Na segunda, outro soldado sorri enquanto segura o mesmo homem.
Uma terceira foto mostra dois corpos, aparentemente sem vida, apoiados contra um poste.
Alguns membros da unidade americana de 12 elementos, conhecida como “kill team”, terão mesmo tirado pedaços dos cadáveres das pessoas que mataram: num dos casos, um sargento, Calvin Gibbs, cortou o dedo mindinho de um cadáver, retirando-lhe ainda um dente.
De acordo com a “Der Spiegel”, que afirma ter investigado a equipa durante cinco meses, os militares americanos terão tentado impedir a publicação das fotos, com receio de uma possível reacção contra as suas tropas no Afeganistão.

“Der Spiegel publica apenas três das quatro mil fotografias e vídeos, apenas as necessárias para a história que precisa de ser contada aqui”, explica a publicação.

Um membro do Conselho de Segurança Nacional do Afeganistão disse à BBC que este acontecimento poderia intensificar a tensão entre os dois países: “Esta é a última coisa que esperamos nesta altura. A nossa posição é muito clara, parem de mater civis e estas mortes não são aceitáveis para o Presidente, para o país e para o povo afegão.”

Fonte: O Público

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EUA: Soldados têm “radar de balas”

http://cdn.slashgear.com/wp-content/uploads/2011/03/gunshotradar-sg.jpg

https://lh5.googleusercontent.com/-VwIR9iHNUnY/TYLLUKjG2hI/AAAAAAAAdZU/x56gc7qUYqM/s1600/gunshot_spotter.jpgSoldados norte americanos no Afeganistão vão ser equipados com o Individual Gunshot Detector – um sistema que permite saber de onde vêm os disparos do inimigo.

Chama-se Individual Gunshot Detector (IGD) e é um sistema composto por quatro sensores acústicos que analisam as ondas sonoras de um disparo de bala.
Depois, apresentam dados geográficos num pequeno ecrã monocromático. O equipamento pesa menos de 900 gramas e os Estados Unidos vão mandar, no final deste mês, 13 mil IGDs para as tropas estacionadas no Afeganistão.
O equipamento não é uma mais-valia durante um grande confronto entre as forças americanas e o inimigo (porque o IGD não consegue distinguir o que é fogo “amigável” de fogo inimigo). No entanto, é muito útil para detetar atiradores furtivos ou disparos de um reduzido número de forças inimigas.
O objetivo é equipar pequenas equipas que possam ir à frente e proteger pelotões e outras forças de maior dimensão.

Fonte: Póvoa Semanário

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O novo brinquedo do Exército americano

Letícia Resende em 2.03.2011
O Pentágono, sede do Departamento de Defesa dos EUA, encomendou de uma empresa particular uma nova arma para o Exército. Trata-se de um lote de projéteis de eletro-choque de longo alcance para teste. O novo armamento está sendo chamado de “granada de Taser”, que será produzida para ser atirada por lançadores.

http://www.coolthings.com/wp-content/uploads/2009/11/taserlauncher1.jpg
O Taser de Interrupção Elétrica Intramuscular (ou HEMI, na sigla em inglês) tem o formato de uma pistola que lança dois eletrodos ligados a dois fios de cobre que podem ter quatro, seis ou oito metros. Ele é considerado uma arma de eletro-choque não-letal, usada para defesa pessoas, mas existem registros de caso de morte. Ao atingir a vítima, a arma aplica uma descarga elétrica por cinco segundos que imobiliza o alvo. Se o gatilho for mantido pressionado, uma carga é disparada a cada 1,5 segundo. Após o disparo, os eletrodos são descartados e trocados para um novo disparo.
A granada de Taser não ficará limitada pelos fios e poderá alcançar uma distância de até 100 metros. O tempo de paralisação também será maior, podendo deixar o alvo incapacitado por até 30 segundos, que poderão se estender a alguns minutos. O Major General Richard Mills, da Marinha americana, declarou ao site Marine Corps Times que gostaria de ver mais armas não-letais como o Taser no campo de batalha. Ele disse que seu comando no Afeganistão considerou equipar todos os marines que entrarem em contato com civis afegãos com algum tipo de Taser. Se os testes com a granada obtiverem sucesso, a arma deverá ser enviada prontamente ao Afeganistão. [NewScience].

Fonte: Hyperscience

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Conflitos Fotos do Dia Geopolítica

UA, RÚSSIA, CHINA, EUA E FRANÇA CONVERSAM COM GOVERNO LÍBIO

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Membros da união africana (ua) e dos governos de rússia, china, estados unidos e frança participam nesta sexta-feira de uma reunião com representantes das autoridades da líbia na capital etíope para tentar encontrar uma saída pacífica ao conflito líbio.
Ao encontro, convocado pela ua, também foram convidados os líderes do conselho nacional de transição (cnt), embora não tenha sido confirmada sua presença, informou na noite de quinta-feira o presidente da comissão da ua, jean ping.
Segundo ping, o presidente da líbia, muammar kadafi, aceitou o convite e afirmou que enviaria o primeiro-ministro, embora acabou enviando mohamad zawi, porta-voz do congresso popular da líbia, que foi a adis-abeba junto a uma delegação.
“Com esta convocação, a ua tenta chegar à raiz do conflito líbio através de uma conversa entre as partes em confronto, o que deveria levar à realização de eleições para nomear instituições democráticas no país”, anunciou ping.
“Estamos convencidos de que existe uma base suficiente para alcançar um acordo e encontrar uma solução duradoura na líbia”, acrescentou.

Fonte: Terra

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Obama ‘perdeu oportunidade’ ao não dar apoio explícito ao Brasil, diz Amorim

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Ex-ministro das Relações Exteriores diz que EUA poderiam ter criado relação ‘sólida’ e de ‘confiança’.
Ex-ministro afirma que Obama perdeu oportunidade em visita ao Brasil
O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, “perdeu uma grande oportunidade” em sua visita ao Brasil ao não dar apoio explícito ao ingresso do país no Conselho de Segurança da ONU, na opinião do embaixador Celso Amorim, ex-ministro das Relações Exteriores.
“Ele teria criado uma aliança mais sólida e isso teria contribuído para uma relação de confiança profunda”, disse Amorim à BBC Brasil, afirmando que agora “vai continuar tudo como estava”.
Para Amorim, se os Estados Unidos estão preocupados com a crescente presença comercial da China no Brasil, o país deve tomar medidas concretas para abrir seu mercado a produtos brasileiros – como o etanol – e reduzir o desequilíbrio comercial nas relações bilaterais.
“É desta maneira que você neutraliza a influência dos outros”, diz Amorim. “O Brasil tem o maior superavit comercial com a China. O maior deficit comercial é com os Estados Unidos”.
Ministro das Relações Exteriores durante os oito anos do governo Lula, Amorim recebeu a BBC Brasil em seu apartamento em Copacabana, na Avenida Atlântica, onde já organizou seus livros, gravatas e a coleção de obras de arte e esculturas de diversos países que acumulou durante a carreira diplomática.
Ele agora divide seu tempo entre Rio de Janeiro, Brasília e os convites internacionais que recebe, como o que o levará a Washington nesta sexta-feira para uma palestra.
O embaixador se diz muito satisfeito “por ter sido ministro de um governo que transformou o Brasil”, e vem recebendo convites “para falar na Harvard ou falar na UNE (União Nacional dos Estudantes)”. “Pretendo atender aos dois”, diz o embaixador.
Leia abaixo os principais trechos da entrevista.
BBC Brasil – O senhor escreveu um artigo para a revista Foreign Policy antes da visita de Obama dizendo que seria uma decepção se ele não aproveitasse a ocasião para apoiar concretamente a entrada do Brasil no Conselho de Segurança da ONU. Ele veio e manifestou apenas “apreço” pelo pleito do Brasil. O senhor está decepcionado?
Celso Amorim – Acho que a democracia brasileira fez o que pôde. Não sei nem se eu teria conseguido tanto. A Condoleezza (Rice, Secretária de Estado durante o governo George W. Bush) várias vezes conversou comigo sobre o assunto, mas ele nunca tinha figurado num comunicado conjunto. Isso é um avanço.
Agora, quando se compara com o que os americanos fizeram em relação à Índia, evidentemente é decepcionante. Qual é o sinal que os Estados Unidos estão dando? Qual é a diferença fundamental entre Brasil e Índia?
A Índia é mais populosa que o Brasil, mas o Brasil em compensação tem três vezes o território indiano. Ambos são democracias estáveis, com influência regional. A diferença fundamental é que a Índia tem bomba atômica e o Brasil não tem. Como você pode ser ao mesmo tempo a favor da não proliferação (de armas nucleares), e, no caso de dois países que são razoavelmente comparáveis, apoiar um país e não apoiar o outro?
Para falar a verdade, não vou dizer que eu fiquei decepcionado porque eu não tinha grandes expectativas de que Obama viesse a fazer isso. Mas acho que, do ponto de vista norte-americano, ele perdeu uma grande oportunidade. Os EUA continuam imbuídos daquela visão de hemisfério. Traduzido em bom português, hemisfério, no fundo, é o quintal. E no quintal você tem que tratar todos mais ou menos igual.
O fato de ele não entender que o Brasil tem hoje um trânsito internacional mundial… Isso você vê na opinião das outras pessoas. Por que convidaram a mim e uma semana depois ao presidente Lula para falar na Al-Jazeera? Quando isso acontecia antes? O Brasil está ali, é tido como um exemplo.
BBC Brasil – Mas quais oportunidades o senhor acha que Obama perdeu em sua visita?
Amorim – A grande coisa que ele podia ter feito era dar um apoio explícito e claro ao Brasil. Um reconhecimento de que o Brasil pode contribuir no mundo. Ele teria criado uma aliança mais sólida, e isso teria contribuído para uma relação de confiança profunda. Essa coisa assim, com a xícara meio cheia, meio vazia… Vai continuar tudo como estava.
O Obama simbolicamente é um presidente muito importante, porque é o primeiro presidente negro dos Estados Unidos. Tem um apelo natural para a população brasileira, o que é bom. Antes da visita, analistas americanos diziam que essa era grande coisa que ele poderia fazer, uma vez que na área comercial os avanços seriam limitados.
Os EUA estão vivendo um momento de dúvida sobre o próprio poder. Mesmo na questão da Líbia, apesar de estarem engajados, há dúvida de quem está liderando.
Os EUA precisarão de outros países, precisarão discutir mais. Você não pode pensar que a pluralidade no mundo se obtém pela terceirização. “Ah, você faz isso, mas faz do jeito que eu quero.” Não. “Você faz isso, então vou ter que levar em conta a sua opinião.” É uma realidade diferente, e países como o Brasil, a Turquia, a Índia, totalmente diversos, podem atuar. Então, acho que ele perdeu essa oportunidade.
BBC Brasil – Em abril, a presidente Dilma Rousseff faz sua primeira visita de Estado à China. Há notícia de que os Estados Unidos se preocupam com a crescente influência da China na América Latina e nos países africanos. Como o Brasil se encaixa nesse contexto?
Para Amorim, EUA vivem momento de dúvida sobre o próprio poder
Amorim – Se os Estados Unidos estão preocupados com isso, podia ter feito duas coisas: uma é apoiar o Brasil para o Conselho de Segurança. Outra é abrir o mercado de etanol. Porque é dessa maneira que você neutraliza a influência dos outros. Não é só ficar preocupado em teoria.
As pessoas criticam que o nosso comércio com a China não é bom do ponto de vista qualitativo. Mas o Brasil tem, como país individual, o maior superavit comercial com a China. O maior deficit comercial é com os Estados Unidos.
Quando dizem que a bola está no nosso campo, eu discordo totalmente. A bola ainda está do lado dos americanos, eles é que têm que fazer os gestos que resultem numa mudança. Eles que abram os seus mercados, não como a Alca (Área de Livre Comércio das Américas) queria fazer – porque ia abrir muito parcialmente o mercado americano e fazia exigências tremendas.
BBC Brasil – O Brasil exporta principalmente commodities para a China, e importa manufaturados. Há uma grita em setores da indústria brasileira, que se sentem prejudicados pela entrada de produtos chineses…
Amorim – Primeiro, é preciso reconhecer que, quando falamos de commodities hoje, não é como no início do século 20, quando eram produtos de baixíssimo valor agregado. Seja no agronegócio, no etanol, em outros produtos, há um alto grau de pesquisa tecnológica agregado ali.
Mas veja bem. Os grandes deficits comerciais que o Brasil tem hoje não são com a China, são com os países desenvolvidos, os países produtores de manufaturados, EUA, Alemanha… O maior deficit que o Brasil tem é com os EUA, de quase US$ 10 bilhões. E o maior superávit que os EUA tem no mundo é com o Brasil.
Se eles querem mudar a relação, o que tem que ser reformado é por aí. Facilitar a importação do etanol brasileiro, concluir a Rodada de Doha. Com isso, ele nos conquistaria no bom sentido. Ainda que a China esteja comprando commodities, a gente precisa vender para sustentar o nível de vida que se alcançou no Brasil. Se ele (Obama) não faz isso, aí não pode evitar que a influência chinesa aumente. BBC Brasil – Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.

Fonte: Estadão

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Obama 'perdeu oportunidade' ao não dar apoio explícito ao Brasil, diz Amorim

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Ex-ministro das Relações Exteriores diz que EUA poderiam ter criado relação ‘sólida’ e de ‘confiança’.
Ex-ministro afirma que Obama perdeu oportunidade em visita ao Brasil
O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, “perdeu uma grande oportunidade” em sua visita ao Brasil ao não dar apoio explícito ao ingresso do país no Conselho de Segurança da ONU, na opinião do embaixador Celso Amorim, ex-ministro das Relações Exteriores.
“Ele teria criado uma aliança mais sólida e isso teria contribuído para uma relação de confiança profunda”, disse Amorim à BBC Brasil, afirmando que agora “vai continuar tudo como estava”.
Para Amorim, se os Estados Unidos estão preocupados com a crescente presença comercial da China no Brasil, o país deve tomar medidas concretas para abrir seu mercado a produtos brasileiros – como o etanol – e reduzir o desequilíbrio comercial nas relações bilaterais.
“É desta maneira que você neutraliza a influência dos outros”, diz Amorim. “O Brasil tem o maior superavit comercial com a China. O maior deficit comercial é com os Estados Unidos”.
Ministro das Relações Exteriores durante os oito anos do governo Lula, Amorim recebeu a BBC Brasil em seu apartamento em Copacabana, na Avenida Atlântica, onde já organizou seus livros, gravatas e a coleção de obras de arte e esculturas de diversos países que acumulou durante a carreira diplomática.
Ele agora divide seu tempo entre Rio de Janeiro, Brasília e os convites internacionais que recebe, como o que o levará a Washington nesta sexta-feira para uma palestra.
O embaixador se diz muito satisfeito “por ter sido ministro de um governo que transformou o Brasil”, e vem recebendo convites “para falar na Harvard ou falar na UNE (União Nacional dos Estudantes)”. “Pretendo atender aos dois”, diz o embaixador.
Leia abaixo os principais trechos da entrevista.
BBC Brasil – O senhor escreveu um artigo para a revista Foreign Policy antes da visita de Obama dizendo que seria uma decepção se ele não aproveitasse a ocasião para apoiar concretamente a entrada do Brasil no Conselho de Segurança da ONU. Ele veio e manifestou apenas “apreço” pelo pleito do Brasil. O senhor está decepcionado?
Celso Amorim – Acho que a democracia brasileira fez o que pôde. Não sei nem se eu teria conseguido tanto. A Condoleezza (Rice, Secretária de Estado durante o governo George W. Bush) várias vezes conversou comigo sobre o assunto, mas ele nunca tinha figurado num comunicado conjunto. Isso é um avanço.
Agora, quando se compara com o que os americanos fizeram em relação à Índia, evidentemente é decepcionante. Qual é o sinal que os Estados Unidos estão dando? Qual é a diferença fundamental entre Brasil e Índia?
A Índia é mais populosa que o Brasil, mas o Brasil em compensação tem três vezes o território indiano. Ambos são democracias estáveis, com influência regional. A diferença fundamental é que a Índia tem bomba atômica e o Brasil não tem. Como você pode ser ao mesmo tempo a favor da não proliferação (de armas nucleares), e, no caso de dois países que são razoavelmente comparáveis, apoiar um país e não apoiar o outro?
Para falar a verdade, não vou dizer que eu fiquei decepcionado porque eu não tinha grandes expectativas de que Obama viesse a fazer isso. Mas acho que, do ponto de vista norte-americano, ele perdeu uma grande oportunidade. Os EUA continuam imbuídos daquela visão de hemisfério. Traduzido em bom português, hemisfério, no fundo, é o quintal. E no quintal você tem que tratar todos mais ou menos igual.
O fato de ele não entender que o Brasil tem hoje um trânsito internacional mundial… Isso você vê na opinião das outras pessoas. Por que convidaram a mim e uma semana depois ao presidente Lula para falar na Al-Jazeera? Quando isso acontecia antes? O Brasil está ali, é tido como um exemplo.
BBC Brasil – Mas quais oportunidades o senhor acha que Obama perdeu em sua visita?
Amorim – A grande coisa que ele podia ter feito era dar um apoio explícito e claro ao Brasil. Um reconhecimento de que o Brasil pode contribuir no mundo. Ele teria criado uma aliança mais sólida, e isso teria contribuído para uma relação de confiança profunda. Essa coisa assim, com a xícara meio cheia, meio vazia… Vai continuar tudo como estava.
O Obama simbolicamente é um presidente muito importante, porque é o primeiro presidente negro dos Estados Unidos. Tem um apelo natural para a população brasileira, o que é bom. Antes da visita, analistas americanos diziam que essa era grande coisa que ele poderia fazer, uma vez que na área comercial os avanços seriam limitados.
Os EUA estão vivendo um momento de dúvida sobre o próprio poder. Mesmo na questão da Líbia, apesar de estarem engajados, há dúvida de quem está liderando.
Os EUA precisarão de outros países, precisarão discutir mais. Você não pode pensar que a pluralidade no mundo se obtém pela terceirização. “Ah, você faz isso, mas faz do jeito que eu quero.” Não. “Você faz isso, então vou ter que levar em conta a sua opinião.” É uma realidade diferente, e países como o Brasil, a Turquia, a Índia, totalmente diversos, podem atuar. Então, acho que ele perdeu essa oportunidade.
BBC Brasil – Em abril, a presidente Dilma Rousseff faz sua primeira visita de Estado à China. Há notícia de que os Estados Unidos se preocupam com a crescente influência da China na América Latina e nos países africanos. Como o Brasil se encaixa nesse contexto?
Para Amorim, EUA vivem momento de dúvida sobre o próprio poder
Amorim – Se os Estados Unidos estão preocupados com isso, podia ter feito duas coisas: uma é apoiar o Brasil para o Conselho de Segurança. Outra é abrir o mercado de etanol. Porque é dessa maneira que você neutraliza a influência dos outros. Não é só ficar preocupado em teoria.
As pessoas criticam que o nosso comércio com a China não é bom do ponto de vista qualitativo. Mas o Brasil tem, como país individual, o maior superavit comercial com a China. O maior deficit comercial é com os Estados Unidos.
Quando dizem que a bola está no nosso campo, eu discordo totalmente. A bola ainda está do lado dos americanos, eles é que têm que fazer os gestos que resultem numa mudança. Eles que abram os seus mercados, não como a Alca (Área de Livre Comércio das Américas) queria fazer – porque ia abrir muito parcialmente o mercado americano e fazia exigências tremendas.
BBC Brasil – O Brasil exporta principalmente commodities para a China, e importa manufaturados. Há uma grita em setores da indústria brasileira, que se sentem prejudicados pela entrada de produtos chineses…
Amorim – Primeiro, é preciso reconhecer que, quando falamos de commodities hoje, não é como no início do século 20, quando eram produtos de baixíssimo valor agregado. Seja no agronegócio, no etanol, em outros produtos, há um alto grau de pesquisa tecnológica agregado ali.
Mas veja bem. Os grandes deficits comerciais que o Brasil tem hoje não são com a China, são com os países desenvolvidos, os países produtores de manufaturados, EUA, Alemanha… O maior deficit que o Brasil tem é com os EUA, de quase US$ 10 bilhões. E o maior superávit que os EUA tem no mundo é com o Brasil.
Se eles querem mudar a relação, o que tem que ser reformado é por aí. Facilitar a importação do etanol brasileiro, concluir a Rodada de Doha. Com isso, ele nos conquistaria no bom sentido. Ainda que a China esteja comprando commodities, a gente precisa vender para sustentar o nível de vida que se alcançou no Brasil. Se ele (Obama) não faz isso, aí não pode evitar que a influência chinesa aumente. BBC Brasil – Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.

Fonte: Estadão