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Conflitos Fotos do Dia Geopolítica

Conselho de Segurança aprova zona de exclusão aérea na Líbia

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O Conselho de Segurança da ONU aprovou nesta quinta-feira uma zona de exclusão aérea na Líbia e autorizou “todas as medidas necessárias” para “proteger civis e áreas povoadas por civis sob ameaça de ataque” pelas forças leais ao líder líbio, Muamar Kadafi. Os EUA, Reino Unido e França propuseram a resolução ao conselho, que autoriza ataques internacionais por ar, terra e mar contra as forças de Kadafi.

Entre os 15 membros do órgão, houve dez votos favoráveis à resolução e cinco abstenções, incluindo a Rússia e China – que se opõem ao uso da força contra a soberania do país, argumentando que ela estabelece um precedente perigoso.

A votação ocorreu no mesmo dia em que Kadafi anunciou um grande ataque contra Genghaz, a segunda maior cidade líbia, localizada no leste do país. Nesta quinta-feira, aviões do governo líbio bombardearam o aeroporto da cidade, que é reduto rebelde e epicentro dos protestos contra o ditador.

O primeiro-ministro francês, Francois Fillon, disse que, se a resolução fosse aprovada, a França apoiaria uma ação militar contra Kadafi dentro de poucas horas. Os EUA disseram estar se preparando para uma ação. Espera-se que várias nações árabes ofereçam apoio logístico para as ações.

O texto da resolução pede que os países “estabeleçam uma proibição a todos os voos no espaço aéreo líbio de Jamahiriya para ajudar a proteger civis”.

Antes da votação, os EUA defenderam uma ação mais contundente contra o regime de Kadafi, além das sanções que já foram adotadas. Em visita à Tunísia, a secretária de Estado americana, Hillary Clinton, disse que a imposição de uma zona de exclusão aérea na Líbia inevitavelmente envolveria ataques contra as forças do líder líbio.

Hillary disse que a Casa Branca deseja que o Conselho de Segurança autorizasse ataques a tanques e à artilharia pesada da Líbia. O chanceler britânico, William Hague, disse a parlamentares que a resolução “incluía demandas por um cessar-fogo imediato, um fim completo da violência, um veto a todos os voos sobre o espaço aéreo líbio, com a exceção de voos humanitários”.

Ameaças de Kadafi

Antes da votação, Kadafi ameaçou atacar navios e aviões civis no Mediterrâneo caso “qualquer ato militar” contra a Líbia fosse autorizado e prometeu acabar definitivamente com os rebeldes em Benghazi com a ofensiva durante a noite desta quinta-feira. Kadafi disse que não “haverá misericórdia com os traidores”.

No pronunciamento, o líder disse que a “hora da decisão chegou”. “O assunto foi decidido. Estamos indo (para Benghazi).” Segundo Kadafi, os opositores que depuserem as armas serão anistiados, mas “não haverá misericórdia nem compaixão” com os restantes. Ele afirmou que suas forças “resgatariam” o povo de Benghazi de “traidores” e “filhos de cães”.

Ao mesmo tempo, porém, também afirmou que realizará um cessar-fogo na noite de sábado para domingo para “permitir a rendição” dos rebeldes.

As mesmas ameaças foram feitas por forças líbias pela TV estatal, afirmando que qualquer operação estrangeira contra o país exporá ao perigo navios e aviões no Mediterrâneo. “Todas as atividades civis e militares serão alvo de um contra-ataque líbio. O Mar Mediterrâneo estará em sério perigo não só no curto prazo mas também no longo prazo”, disseram os militares.

Fonte: Último Segundo

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Conflitos Obama no Brasil

EUA voltam a descumprir acordo do algodão

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Sugestão: Lucena

Governo americano adia abertura do mercado para carne bovina

Os Estados Unidos atrasaram o cumprimento dos compromissos assumidos com o Brasil no acordo do algodão. Por exemplo, o início da consulta pública sobre a abertura do mercado americano para a importação da carne bovina nacional deveria ter ocorrido até o dia 31 de janeiro, mas vem sendo adiado. A questão era uma das compensações estabelecidas pelos EUA para que o Brasil adiasse a retaliação que faria ao país até 2012 na questão do algodão. O assunto pode ser discutido na visita do presidente americano, Barack Obama, neste fim de semana.

Em 2003, o Brasil abriu um processo na OMC (Organização Mundial do Comércio) contra os EUA, alegando que os produtores de algodão americanos estavam recebendo ajuda financeira do governo. Segundo o argumento brasileiro, o subsídio fazia com que os agricultores produzissem mais, sem gastar tanto, o que provocava distorções nos preços dos produtos no mercado internacional, prejudicando os produtores brasileiros.

A organização condenou os EUA a retirar o apoio, mas como isso não aconteceu, a OMC autorizou o Brasil a usar o direito de retaliação. Esse mecanismo funciona como uma forma de fazer pressão ao governo de determinado país que não aceita seguir as decisões estipuladas pelo órgão. Assim, o Brasil elevou as tarifas de importação para produtos americanos.

O governo brasileiro concordou em suspender a retaliação até 2012, depois que os EUA ofereceram algumas compensações. Entre elas, estava a abertura do mercado americano para as carnes brasileiras. Atualmente, a situação está praticamente concluída para a carne suína, mas não avançou para a carne bovina.

A última reunião sobre o acordo do algodão ocorreu no início de março em Brasília, quando os negociadores brasileiros fizeram perguntas sobre o impasse na carne bovina. Os americanos, no entanto, não deram nenhum prazo para cumprir a proposta. Segundo o embaixador do Brasil em Genebra, Roberto Azevedo, a liberação do mercado americano para a carne bovina nacional está sendo negociada desde 1999.

– É tempo demais e esperamos a cooperação das autoridades americanas.

Acordo do algodão

Em junho do ano passado, o governo brasileiro aprovou um projeto de lei que permite que o Brasil aplique sanções autorizadas pela OMC contra os EUA. A medida tornava possível a suspensão de obrigações decorrentes do Acordo sobre Direitos de Propriedade Intelectual Relacionados ao Comércio.

Em dezembro do ano passado, no entanto, os dois países chegaram a um acordo que adiava a retaliação até 2012. O governo americano se comprometeu a fazer modificações imediatas nos programas de subsídios, além de criar um fundo de compensação para o Brasil, enquanto o apoio aos agricultores continuar. O plano é de que o Congresso dos EUA reveja a Lei Agrícola e a questão tenha uma solução definitiva.

Fonte: R7

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Conflitos Inteligência

Argentina pediu visita de Obama, revela WikiLeaks

http://2.bp.blogspot.com/-CMumKSFNftw/TXt0Oh22naI/AAAAAAAAPoM/Qvjfy_YMG3E/s400/cristina-kirchner.jpgO governo argentino pediu à Embaixada dos Estados Unidos em Buenos Aires que a Argentina fosse incluída no roteiro de um eventual giro do presidente norte-americano, Barack Obama, pela América Latina, segundo um telegrama diplomático secreto obtido pelo WikiLeaks e ao qual a Associated Press teve acesso hoje.

O pedido da Casa Rosada foi feito pelo ministro argentino da Economia, Amado Boudou, à embaixadora norte-americana em Buenos Aires, Vilma Martínez, durante encontro ocorrido na representação diplomática dos EUA, em novembro de 2009.

Obama iniciará amanhã seu primeiro giro pela América Latina como chefe de Estado desde que assumiu o cargo, no início de 2009. Ele passará por Brasil, Chile e El Salvador. Segundo analistas políticos e a imprensa local, a ausência da Argentina no roteiro descontentou o governo do país sul-americano.

O telegrama diplomático indica que Boudou sabia de rumores sobre uma possível viagem de Obama pela região em 2010 e que, caso ela se confirmasse, “seria importante” a inclusão da Argentina no itinerário do presidente norte-americano.

Boudou afirmou, segundo o telegrama, que a política econômica internacional da Argentina avançava rumo a uma orientação pró-mercado e de maior cooperação bilateral e que uma visita de Obama poderia acelerar essa transição. As informações são da Associated Press.

Fonte: Estadão

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Obama no Brasil

Brasil quer relação de igual para igual com Estados Unidos, diz Patriota

http://2.bp.blogspot.com/_jYweWSDYV5U/TJwnQJLv-uI/AAAAAAAAAFc/a77fTc_K2jQ/s1600/logo_brasil_usa1.jpgSugestão: Gérsio Mutti

O ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, afirmou hoje (17) que a visita ao Brasil do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, no próximo fim de semana deve representar, sobretudo, o estabelecimento de um novo patamar nas relações entre os dois países. Ele disse que o Brasil quer uma relação de igual para igual, sem confrontação.

“O Brasil quer uma relação de igual para igual. As circunstâncias no mundo de hoje favorecem isso”, afirmou o chanceler. “O Brasil se consolidou como democracia”, acrescentou, lembrando que as fontes renováveis no Brasil são 45% da matriz e que os brasileiros estão envolvidos em vários temas de interesse global.

Patriota disse que o governo do Brasil participa de várias frentes de articulação na América Latina, na África, no Oriente Médio e nos países desenvolvidos. “Estamos em articulação com os nossos vizinhos e com o mundo em desenvolvimento, que oferecem frentes múltiplas de cooperação. Queremos multipolaridade da cooperação, não da rivalidade, do protagonismo e da confrontação”, afirmou.

Segundo o chanceler, a expectativa é que Obama sinalize favoravelmente à reforma do Conselho de Segurança das Nações Unidas e ao ingresso do Brasil como membro permanente. Ele reconheceu, no entanto, que apenas a sinalização não resolverá o impasse que há no órgão em decorrência da divergência interna – dos favoráveis e dos contrários à reestruturação do conselho.

“Uma manifestação dos Estados Unidos não vai afetar dramaticamente os acontecimentos, pois envolve entendimentos nas Nações Unidas, a aprovação da maioria de dois terços [dos 15 integrantes do conselho, ou seja,  o apoio de dez países] e a ratificação dos cinco membros permanentes. [Mas] um discurso dos Estados Unidos é um dado significativo”, disse Patriota.

O ministro ressaltou que Obama, em 2009, já havia indicado que tinha interesse em conhecer o Brasil. Segundo ele, esta é a nona visita de um presidente norte-americano ao Brasil e ocorre na melhor fase vivida no país.

“Dos nove presidentes americanos que visitaram o Brasil, esta será a ocasião em que um presidente norte-americano encontrará o país em melhores condições econômicas, políticas e com um perfil internacional elevado, uma diplomacia muito ativa, um alcance verdadeiramente global da diplomacia”, afirmou.

Fonte: UOL

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Defesa Sistemas de Armas

Casco do Navio-Patrulha Oceânico -Gowind- concluído

http://www.segurancaedefesa.com/Gowind.jpgA empresa francesa DCNS completou dentro do prazo o casco do Navio-Patrulha Oceânico “Gowind”, para a Marinha da França. As partes dianteira e traseira foram soldadas na semana passada, no estaleiro da empresa em Lorient (foto: DCNS).

Com comprimento de 87m, o navio terá uma autonomia de até três semanas no mar, alcance de 8.000 milhas náuticas, velocidade máxima de 21 nós e tripulação de 30 pessoas.

O projeto do navio inclui um passadiço com visão de 360º, mastro com arco de 360º para os sensores, capacidade de lançar lanchas rápidas furtivamente em menos de 5 minutos e capacidade de operar veículos não tripulados aéreos e de superfície. A entrega do navio está prevista para o final de 2011.

Fonte: Segurança&Defesa

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Tecnologia

Reator fotoquímico brasileiro inova com tecnologia de LEDs

http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/imagens/010160110317-reator-fotoquimico-led-1.jpgCientistas brasileiros desenvolveram uma nova versão de um reator fotoquímico usando a tecnologia dos LEDs – diodos emissores de luz.

Reatores fotoquímicos são usados, entre outros, na investigação de reações fotoquímicas, nos estudos da fotossíntese artificial e da terapia fotodinâmica, técnica utilizada no tratamento do câncer.

Reator fotoquímico

A maior inovação do novo reator fotoquímico é a substituição das lâmpadas fluorescentes por LEDs, uma nova tendência em tecnologia que aumenta consideravelmente a eficácia luminosa do aparelho.

O equipamento nacional foi desenvolvido ao longo de três anos por João Fernando Possato, do Instituto de Física de São Carlos (IFSC) da USP, e Alzir Azevedo Batista, da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar).

“As vantagens oferecidas pelos LEDs são inúmeras, incluindo menor consumo de energia elétrica, maior durabilidade – os LEDs são até mil vezes mais duráveis do que as lâmpadas fluorescentes – menor geração de calor e, o mais importante, a seletividade luminosa que eles oferecem, permitindo selecionar eletronicamente o LED com pico de emissão luminosa ideal para a reação fotoquímica que se deseja irradiar”, afirma Possatto.

Um reator convencional, fabricado na Inglaterra, chega a custar cerca de US$ 5 mil.

Reator inteligente

O reator convencional exigia que o controle de cada um dos fatores fosse manual: para diminuir ou aumentar a intensidade da luz era necessário reduzir ou aumentar a quantidade de lâmpadas no interior do reator, o que demandava tempo e trabalho.

O tempo de funcionamento do aparelho também era cronometrado por ação humana, ou seja, ao fim da reação, o equipamento precisava ser desligado manualmente. “Para uma reação simples, de duas ou três horas, não há grandes transtornos, mas no caso de uma reação demandar doze horas, o que é comum, há problemas”, explica Possatto.

Pensando nisso, os pesquisadores planejaram um reator inteligente, controlado eletronicamente.

Já que os LEDs têm a característica de permitir um maior controle do seu funcionamento, Possatto desenvolveu um sistema embarcado no reator, microcontrolado, com uma interface gráfica de fácil utilização para o usuário.

Esse sistema permite a programação eletrônica da intensidade da emissão de luz, a seleção da energia, o tempo de excitação luminosa e monitoramento da temperatura.

Química verde

Outra vantagem dessa tecnologia é o menor impacto ao meio ambiente. Afinal, a substituição das lâmpadas incandescentes ou fluorescentes pelos LEDs, além de mais eficiência, causa um impacto menor no ambiente.

O aparelho inglês, convencional, é composto por um conjunto de lâmpadas fluorescentes que, por conter mercúrio, acabava contaminando o meio ambiente no processo de descarte.

“Os LEDs são considerados uma tecnologia limpa, reciclável, por isso mais seguros e compatíveis com o projeto Química Verde, que é uma tentativa de reduzir os contaminantes e trabalhar por uma química mais sustentável”, explica o professor Batista.

O reator de LEDs está agora em fase de patenteamento e o próximo passo será a fabricação e a comercialização do reator fotoquímico.

Os pesquisadores já foram procurados por empresas interessadas: “Estaremos prontos para começar a produção em cerca de seis meses, e estamos iniciando a etapa de procura por parceiros para essa produção,” conclui o professor Batista.

Fonte: Inovação tecnológica

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Fotos do Dia Obama no Brasil

Cândido Mendes garante compromisso de Obama em levar Brasil ao Conselho de Segurança da ONU

http://www.cbsnews.com/i/tim//2010/03/25/image6325735x_370x278_370x278_370x278.jpgDurante almoço que homenageou o cardeal arcebispo do Rio de Janeiro, D. Orani Tempesta, na Academia Brasileira de Letras, o imortal Cândido Mendes, recém-chegado dos Estados Unidos, onde participou da reunião do Grupo de Alto Nível da ONU para a Aliança das Civilizações, garantiu aos acadêmicos que Obama deve comunicar à presidenta Dilma Rousseff  que o Brasil terá, sim, assento permanente no Conselho de Segurança da ONU.

Como se sabe, Obama, quando visitou a Índia, defendeu a entrada do país no Conselho.

Fonte: Último Segundo

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Tecnologia

Pré-sal pode aprofundar dependência em matérias-primas e afetar ainda mais a indústria, diz FT

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Uma reportagem do diário britânico Financial Times avalia nesta quarta-feira que a exploração do petróleo pré-sal pode aprofundar a dependência do Brasil em relação às exportações de matérias-primas e prejudicar ainda mais a indústria nacional.

Na reportagem, de página inteira, o jornal lembra que a extração de petróleo de camadas a mais de 2 mil quilômetros de profundidade tem o potencial de “lançar o país ao status de nação desenvolvida”, mas também o de “transformar o país para bem ou para mal”.

“O perigo para o Brasil, caso os recursos não sejam manejados de forma sábia, é o de se tornar uma vítima da ‘doença holandesa'”, diz o jornal, em referência à situação econômica da Holanda nos anos 1970, quando importantes descobertas de gás elevaram a taxa de câmbio e os preços de energia, golpeando a indústria.

“Pior, o Brasil poderia sofrer um tipo ainda mais grave de doença, a ‘maldição do petróleo’, na qual nações ricas em recursos naturais – como Nigéria e Venezuela – se tornam cada vez mais viciadas no dinheiro que eles proveem, o que leva à má governabilidade e a corrupção.”

Dependência

Sem limitar sua análise ao campo petroleiro, o artigo recorda que analistas já consideram que o país está “nos estágios iniciais da doença holandesa”.

“Exportadores e a indústria doméstica estão tendo dificuldade para competir globalmente, à medida que a demanda chinesa pelas commodities do país impulsiona o valor do real”, relata o jornal.

O boom do preço das commodities criado e mantido pelo enorme volume de compras da China tem causado uma apreciação da moeda brasileira o que acaba por encarecer os preços dos produtos produzidos no Brasil.

O Brasil já é líder ou está entre os primeiros na produção e exportação de commodities como minério de ferro, carne, açúcar, café, suco de laranja e soja.

“O câmbio se apreciou cerca de 40% em relação à cotação que vigorava há dois anos.”

Citado pelo jornal, o professor de Harvard Kenneth Rogoff, ex-economista-chefe do Fundo Monetário Internacional (FMI), opina que “a doença holandesa do Brasil vem de todo tipo de recursos naturais” e “o petróleo pode levar o problema a um novo patamar”.

A reportagem lembra que, para tentar evitar a dependência, o governo e a Petrobras elevaram de 30% para 53% a proporção de conteúdo local para novos projetos – uma tentativa de usar a estatal como locomotiva para a manufatura brasileira.

Entretanto, o texto também aponta para as avaliações de que tal uso da Petrobras como motor do desenvolvimento pode acabar levando a uma “politização” da empresa.

Para o professor Rogoff, o caminho para o Brasil seria focar menos nos possíveis efeitos negativos da “doença holandesa” e mais em desenvolver áreas que garantirão desenvolvimento de longo prazo, como infra-estrutura e educação.

“Embora o Brasil tenha feito avanços em melhorar a educação, e sua infraestrutura seja melhor que a de outros mercados emergentes, como a Índia, o país ainda deixa a desejar em relação às economias desenvolvidas em ambas as áreas”, afirma a reportagem.

Fonte: BBC Brasil

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Fotos do Dia Obama no Brasil

Planalto está pessimista com visita de Obama

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Desânimo é reforçado por risco de presidente não comparecer a jantar oferecido por Dilma e antecipar ida ao Rio

NATUZA NERY

O Palácio do Planalto começa a revelar pessimismo em relação à visita de Barack Obama, neste final de semana, e reclama da resistência dos EUA em discutir temas de interesse do Brasil, apesar do discurso corrente de implantar um novo capítulo nas relações entre os dois países.

Segundo a Folha apurou, a declaração de um funcionário da Casa Branca, publicada na edição de ontem do jornal, ajudou a “azedar” o clima pré-visita. Mike Froman, vice-conselheiro de segurança nacional de Obama, afirmou que a “viagem é fundamentalmente a respeito da recuperação econômica e exportações americanas”.

Nas palavras de um integrante da Presidência, trata-se de um visão utilitarista dos EUA sobre o Brasil, principalmente diante da preocupação da presidente Dilma Rousseff com o deficit comercial brasileiro em relação ao mercado americano- US$ 7,731 bilhões em 2010, em dados do Ministério do Desenvolvimento.

O desânimo foi reforçado pela informação de que o mandatário não iria a um jantar que Dilma havia sugerido no Palácio da Alvorada.

A equipe que negocia os termos do encontro oficial comunicou que Obama gostaria de deixar Brasília rumo ao Rio de Janeiro no fim da tarde de sábado, não por volta das 20 horas, como inicialmente pensado. Até segunda ordem, o evento se transformou em um rápido encontro de despedida.

Representantes da diplomacia brasileira, porém, evocam outro tipo de visão. Consideram que a chegada do presidente da mais importante economia do planeta em menos de três meses de governo já é, por si só, um “êxito”.

Apesar da contrariedade entre não diplomatas, o Itamaraty não faz reparos à lista de acordos e termos de cooperação que sairá da visita.

Dilma, embora reconheça o simbolismo da visita, tem dito a assessores que desejava ver do parceiro sinalizações mais concretas de aproximação. Na pauta de seus sonhos, o apoio à campanha brasileira por um assento permanente no Conselho de Segurança da ONU.

À medida que as negociações avançavam, multiplicavam-se as críticas no Planalto. Um interlocutor palaciano argumenta que os EUA tentam vender seus caças F18, mas dizem não aos aviões da Embraer.

Afirma que os americanos desejam entrar na indústria do pré-sal e cooperar na área energética, mas não discutem as tarifas à importação do etanol brasileiro.

Nas reuniões preparatórias, ministros relembram o financiamento de US$ 10 bilhões que a China concedeu à Petrobras no passado

Um acordo para tratar de uma futura e gradativa eliminação da exigência de vistos a visitantes brasileiros nos EUA não deve sequer entrar nas conversas oficiais.

Fonte: FSP via NOTIMP

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Conflitos Fotos do Dia Geopolítica

Zoom Libia: “A guerra de ninguém”

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Trípoli suspende operações no domingo para que rebeldes se rendam

O Exército líbio anunciou nesta quinta-feira que, a partir de domingo, supenderá as operações militares contra a insurreição para que “os terroristas possam entregar suas armas’, informou a agência líbia Jana.

“O Comitê Central Provisório do Ministério da Defesa decidiu anular as operações militares contra os terroristas armados, a partir de domingo 00H00 (19H00 de Brasília), para dar-lhes uma oportunidade (aos rebeldes) de deixar as armas e se beneficiar de uma anistia geral”, acrescentou a agência.

O ministério da Defesa, em compensação, não precisou quanto tempo vai durar a suspensão das operações militares.

As forças do dirigente líbio Muamar Kadhafi chegaram às portas de Benghazi, a segunda cidade do país e reduto da oposição, informou a tv estatal líbia.

“A cidade de Zuwaytinah está sob controle (das forças leais a Kadhafi) e as forças armadas estão se aproximando de Benghazi”, afirmou a tv.

Zuwaytinah fica a 150 km ao sul de Benghazi.

Desmentindo outras informações à estatal líbia, um porta-voz dos rebeldes disse à AFP que a cidade de Misrata, 200 km a leste de Trípoli, continua sob controle dos rebeldes.

O porta-voz também informou que os combates de quarta-feira entre o exército governamental líbio e os rebeldes em Misrata deixaram 18 mortos, entre eles três civis.

Anteriormente, a televisão estatal líbia anunciou que as forças do coronel Muamar Kadhafi tomaram o controle da cidade de Misrata.

“As Forças Armadas tomaram o controle da cidade de Misrata e a estão limpando dos grupos criminosos armados”, afirmou a emissora.

Muamar Kadhafi afirmou na quarta-feira que as forças do regime efetuariam nesta quinta-feira “uma batalha decisiva” por Misrata, a terceira cidade do país.

Fonte: AFP via YAHOO

França acredita em resolução do conselho da ONU para a Líbia

PARIS (Reuters) – A França acredita que pode reunir apoio suficiente no Conselho de Segurança da ONU para aprovar uma resolução sobre a Líbia nesta quinta-feira, e a intervenção militar poderia ocorrer dentro de algumas horas após a aprovação, disse uma fonte diplomática da França.

Qualquer medida poderia incluir a França, Grã-Bretanha, e possivelmente os Estados Unidos e um ou mais Estados árabes, disse a fonte.

“Seria uma surpresa se houvesse um veto por parte de um dos membros permanentes. Estamos convencidos de que teremos os nove votos”, disse a fonte a jornalistas. “Uma vez que a resolução for votada, uma operação poderia começar dentro de algumas horas.”

(Reportagem de John Erich e Emmanuel Jarry)

Fonte: Reuters via YAHOO

Otan se prepara para eventual ação militar na Líbia

Os líderes da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) estão fazendo planos de contingência para uma intervenção militar na Líbia, caso isso seja requisitado pelo Conselho de Segurança (CS) da Organização das Nações Unidas (ONU) e por outros países africanos. O secretário-geral da Otan, Anders Fogh Rasmussen, destacou que a aliança “não espera intervir na Líbia”, mas quer estar preparada caso uma ação seja necessária.

Fogh Rasmussen disse hoje aos jornalistas em Varsóvia, na Polônia, que a Otan só vai intervir na Líbia se três condições forem atendidas: necessidade, apoio da região e base legal, como uma resolução do Conselho de Segurança. Ele afirmou que os ataques do governo líbio contra sua própria população “podem ser considerados crimes contra a humanidade”. Partidários de uma zona de exclusão aérea sobre a Líbia pediram hoje que a ONU vote uma resolução. As informações são da Associated Press.

Fonte: Estadão via YAHOO

Centro de combates, leste da Líbia volta a ser alvo de bombardeios aéreos

Forças do governo líbio e rebeldes voltaram a entrar em confrontos nesta quinta-feira, disputando o controle da cidade de Benghazi, até agora mantida sob controle da oposição.

Testemunhas dizem ter visto aviões de guerra do regime de Muamar Khadafi atacar as forças rebeldes.

O porta-voz da oposição, Mustafa Gheriani, confirmou à BBC que o aeroporto nos arredores da cidade foi atingido.

A ofensiva vem horas depois que os rebeldes afirmaram ter contido o avanço das forças de Khadafi no leste da Líbia.

Um repórter da BBC na cidade de Ajdabiya – a última localidade antes de Benghazi – disse que os oposicionistas usaram armas pesadas e pelo menos um avião caça para resistir às tropas do governo.

Um novo ataque a Benghazi já era esperado. Na quarta-feira, o Comitê Internacional da Cruz Vermelha chegou a retirar o seu pessoal da cidade temendo a iminente chegada da violência.

Enquanto os combates prosseguem na frente de batalha, no plano diplomático continuam as discussões sobre a decretação de uma possível zona de exclusão aérea sobre a Líbia para evitar mais ataques do governo.

Ainda nesta quinta-feira o Conselho de Segurança da ONU pode votar uma resolução sobre o assunto. China e Rússia se opõem a um bloqueio aéreo e preferem uma resolução impondo primeiro um cessar-fogo.

Negociações

Na quarta-feira, os Estados Unidos disseram estar preparados para apoiar a imposição do bloqueio aéreo, mas apenas se a medida tiver a autorização da ONU.

Entre os diplomatas, as negociações têm sido longas e difíceis. Na Europa, Grã-Bretanha e França foram os mais fortes defensores de um bloqueio aéreo. Após uma hesitação inicial, os países que integram a Liga Árabe também se manifestaram favoravelmente.

Em um primeiro momento, os Estados Unidos haviam manifestado restrições em relação à imposição de uma zona de exclusão aérea, assim como Alemanha, Rússia e China.

Agora, os americanos acreditam que a medida está entre as ações necessárias para colocar Khadafi sob pressão.

Ainda assim, a embaixadora americana na ONU, Susan Rice, disse acreditar que a restrição aérea não seja suficiente para proteger a população da Líbia.

“Esse tipo de medida possui limitações inerentes em termos de proteção de civis que estão sob risco imediato”, afirmou Rice.

Linguagem polêmica

A correspondente da BBC na ONU, Barbara Plett, afirma que a polêmica envolvendo a resolução da ONU reside em sua linguagem polêmica, que prevê todas as ações necessárias para a proteção de civis.

Alguns interpretaram este trecho como uma autorização de ataques contra forças terrestres do governo, caso civis estejam sob ataque.

A Rússia e a China possuem sérias restrições em relação a uma ação militar, assim como a China. Como contrapartida, os russos propuseram uma resolução impondo primeiro um cessar-fogo.

De acordo com diplomatas ocidentais, a proposta foi rejeitada por ter sido considerada excessivamente branda.

Fonte: BBC Brasil

EUA pressionam ONU para aprovar resolução contra Líbia

Os Estados Unidos dizem estar preparados para apoiar a imposição de um bloqueio aéreo sobre a Líbia, mas afirmam que o Conselho de Segurança da ONU deve estar preparado para aprovar uma resolução que imponha medidas ainda mais restritivas ao regime do coronel Muamar Khadafi na Líbia.

A embaixadora americana na ONU, Susan Rice, acredita que a criação de um bloqueio aéreo talvez não seja o suficiente para proteger a população da Líbia.

”A posição dos Estados Unidos é a de que nós precisamos estar preparados para contemplar passos que estabeleçam, e possivelmente vão além, uma zona de exclusão aérea, já que esse tipo de medida possui limitações inerentes em termos de proteção de civis que estão sob risco imediato”, afirmou Rice.

A embaixadora disse esperar que o conselho consiga votar em breve a versão preliminar de uma resolução.

Tropas leais ao coronel Khadafi estão avançando em cidades antes ocupadas por rebeldes contrários ao regime e os militantes anti-governo temem que se a ONU não agir rapidamente poderão ser vítimas de um ”genocídio”

Forças governistas dizem ter capturado Ajdabiya, a última cidade no caminho de Benghazi, que se converteu na capital improvisada dos milicianos anti-Khadafi. Mas os rebeldes negam a informação.

Negociações

Na quarta-feira, o Conselho de Segurança da ONU deu início a longas e difíceis negociações para a aprovação de uma resolução autorizando um bloqueio aéreo.

Em princípio, os Estados Unidos haviam manifestado restrições em relação à imposição de uma zona de exclusão aérea, assim como Alemanha, Rússia e China.

Na Europa, Grã-Bretanha e França foram os mais fortes defensores de um bloqueio aéreo. Os países que integram a Liga Árabe também se manifestaram favoravelmente, após uma hesitação inicial.

Agora, os americanos acreditam que a medida está entre as ações necessárias para colocar Khadafi sob pressão.

Linguagem

A correspondente da BBC na ONU, Barbara Plett, afirma que a versão inicial da resolução utiliza uma linguagem polêmica, autorizando todas as ações necessárias para a proteção de civis, o que alguns interpretaram como a permissão de ataques contra forças terrestres do governo, caso civis estejam sob ataque.

A repórter da BBC afirma que provavelmente o embaixador russo na ONU tenha se referido aos termos da resolução quando afirmou que alguns países membros haviam introduzido propostas com profundas implicações.

A Rússia e a China possuem sérias restrições em relação a uma ação militar, assim como a China. Como contrapartida, os russos propuseram uma resolução impondo primeiro um cessar-fogo.

De acordo com diplomatas ocidentais, a proposta foi rejeitada por ter sido considerada excessivamente branda.

Os defensores da versão inicial do documento defenderam a urgência da ação e estão pressionando por uma votação ainda nesta quinta-feira.

”Nós seguimos negociando nesta quinta-feira, concentrando-nos na gravidade da situação e minha esperança é de que uma resolução séria possa ser votada ainda na quinta-feira. Estamos trabalhando muito duro nesse sentido.”

Fonte: BBC Brasil

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Zoom Libia: "A guerra de ninguém"

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Trípoli suspende operações no domingo para que rebeldes se rendam

O Exército líbio anunciou nesta quinta-feira que, a partir de domingo, supenderá as operações militares contra a insurreição para que “os terroristas possam entregar suas armas’, informou a agência líbia Jana.

“O Comitê Central Provisório do Ministério da Defesa decidiu anular as operações militares contra os terroristas armados, a partir de domingo 00H00 (19H00 de Brasília), para dar-lhes uma oportunidade (aos rebeldes) de deixar as armas e se beneficiar de uma anistia geral”, acrescentou a agência.

O ministério da Defesa, em compensação, não precisou quanto tempo vai durar a suspensão das operações militares.

As forças do dirigente líbio Muamar Kadhafi chegaram às portas de Benghazi, a segunda cidade do país e reduto da oposição, informou a tv estatal líbia.

“A cidade de Zuwaytinah está sob controle (das forças leais a Kadhafi) e as forças armadas estão se aproximando de Benghazi”, afirmou a tv.

Zuwaytinah fica a 150 km ao sul de Benghazi.

Desmentindo outras informações à estatal líbia, um porta-voz dos rebeldes disse à AFP que a cidade de Misrata, 200 km a leste de Trípoli, continua sob controle dos rebeldes.

O porta-voz também informou que os combates de quarta-feira entre o exército governamental líbio e os rebeldes em Misrata deixaram 18 mortos, entre eles três civis.

Anteriormente, a televisão estatal líbia anunciou que as forças do coronel Muamar Kadhafi tomaram o controle da cidade de Misrata.

“As Forças Armadas tomaram o controle da cidade de Misrata e a estão limpando dos grupos criminosos armados”, afirmou a emissora.

Muamar Kadhafi afirmou na quarta-feira que as forças do regime efetuariam nesta quinta-feira “uma batalha decisiva” por Misrata, a terceira cidade do país.

Fonte: AFP via YAHOO

França acredita em resolução do conselho da ONU para a Líbia

PARIS (Reuters) – A França acredita que pode reunir apoio suficiente no Conselho de Segurança da ONU para aprovar uma resolução sobre a Líbia nesta quinta-feira, e a intervenção militar poderia ocorrer dentro de algumas horas após a aprovação, disse uma fonte diplomática da França.

Qualquer medida poderia incluir a França, Grã-Bretanha, e possivelmente os Estados Unidos e um ou mais Estados árabes, disse a fonte.

“Seria uma surpresa se houvesse um veto por parte de um dos membros permanentes. Estamos convencidos de que teremos os nove votos”, disse a fonte a jornalistas. “Uma vez que a resolução for votada, uma operação poderia começar dentro de algumas horas.”

(Reportagem de John Erich e Emmanuel Jarry)

Fonte: Reuters via YAHOO

Otan se prepara para eventual ação militar na Líbia

Os líderes da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) estão fazendo planos de contingência para uma intervenção militar na Líbia, caso isso seja requisitado pelo Conselho de Segurança (CS) da Organização das Nações Unidas (ONU) e por outros países africanos. O secretário-geral da Otan, Anders Fogh Rasmussen, destacou que a aliança “não espera intervir na Líbia”, mas quer estar preparada caso uma ação seja necessária.

Fogh Rasmussen disse hoje aos jornalistas em Varsóvia, na Polônia, que a Otan só vai intervir na Líbia se três condições forem atendidas: necessidade, apoio da região e base legal, como uma resolução do Conselho de Segurança. Ele afirmou que os ataques do governo líbio contra sua própria população “podem ser considerados crimes contra a humanidade”. Partidários de uma zona de exclusão aérea sobre a Líbia pediram hoje que a ONU vote uma resolução. As informações são da Associated Press.

Fonte: Estadão via YAHOO

Centro de combates, leste da Líbia volta a ser alvo de bombardeios aéreos

Forças do governo líbio e rebeldes voltaram a entrar em confrontos nesta quinta-feira, disputando o controle da cidade de Benghazi, até agora mantida sob controle da oposição.

Testemunhas dizem ter visto aviões de guerra do regime de Muamar Khadafi atacar as forças rebeldes.

O porta-voz da oposição, Mustafa Gheriani, confirmou à BBC que o aeroporto nos arredores da cidade foi atingido.

A ofensiva vem horas depois que os rebeldes afirmaram ter contido o avanço das forças de Khadafi no leste da Líbia.

Um repórter da BBC na cidade de Ajdabiya – a última localidade antes de Benghazi – disse que os oposicionistas usaram armas pesadas e pelo menos um avião caça para resistir às tropas do governo.

Um novo ataque a Benghazi já era esperado. Na quarta-feira, o Comitê Internacional da Cruz Vermelha chegou a retirar o seu pessoal da cidade temendo a iminente chegada da violência.

Enquanto os combates prosseguem na frente de batalha, no plano diplomático continuam as discussões sobre a decretação de uma possível zona de exclusão aérea sobre a Líbia para evitar mais ataques do governo.

Ainda nesta quinta-feira o Conselho de Segurança da ONU pode votar uma resolução sobre o assunto. China e Rússia se opõem a um bloqueio aéreo e preferem uma resolução impondo primeiro um cessar-fogo.

Negociações

Na quarta-feira, os Estados Unidos disseram estar preparados para apoiar a imposição do bloqueio aéreo, mas apenas se a medida tiver a autorização da ONU.

Entre os diplomatas, as negociações têm sido longas e difíceis. Na Europa, Grã-Bretanha e França foram os mais fortes defensores de um bloqueio aéreo. Após uma hesitação inicial, os países que integram a Liga Árabe também se manifestaram favoravelmente.

Em um primeiro momento, os Estados Unidos haviam manifestado restrições em relação à imposição de uma zona de exclusão aérea, assim como Alemanha, Rússia e China.

Agora, os americanos acreditam que a medida está entre as ações necessárias para colocar Khadafi sob pressão.

Ainda assim, a embaixadora americana na ONU, Susan Rice, disse acreditar que a restrição aérea não seja suficiente para proteger a população da Líbia.

“Esse tipo de medida possui limitações inerentes em termos de proteção de civis que estão sob risco imediato”, afirmou Rice.

Linguagem polêmica

A correspondente da BBC na ONU, Barbara Plett, afirma que a polêmica envolvendo a resolução da ONU reside em sua linguagem polêmica, que prevê todas as ações necessárias para a proteção de civis.

Alguns interpretaram este trecho como uma autorização de ataques contra forças terrestres do governo, caso civis estejam sob ataque.

A Rússia e a China possuem sérias restrições em relação a uma ação militar, assim como a China. Como contrapartida, os russos propuseram uma resolução impondo primeiro um cessar-fogo.

De acordo com diplomatas ocidentais, a proposta foi rejeitada por ter sido considerada excessivamente branda.

Fonte: BBC Brasil

EUA pressionam ONU para aprovar resolução contra Líbia

Os Estados Unidos dizem estar preparados para apoiar a imposição de um bloqueio aéreo sobre a Líbia, mas afirmam que o Conselho de Segurança da ONU deve estar preparado para aprovar uma resolução que imponha medidas ainda mais restritivas ao regime do coronel Muamar Khadafi na Líbia.

A embaixadora americana na ONU, Susan Rice, acredita que a criação de um bloqueio aéreo talvez não seja o suficiente para proteger a população da Líbia.

”A posição dos Estados Unidos é a de que nós precisamos estar preparados para contemplar passos que estabeleçam, e possivelmente vão além, uma zona de exclusão aérea, já que esse tipo de medida possui limitações inerentes em termos de proteção de civis que estão sob risco imediato”, afirmou Rice.

A embaixadora disse esperar que o conselho consiga votar em breve a versão preliminar de uma resolução.

Tropas leais ao coronel Khadafi estão avançando em cidades antes ocupadas por rebeldes contrários ao regime e os militantes anti-governo temem que se a ONU não agir rapidamente poderão ser vítimas de um ”genocídio”

Forças governistas dizem ter capturado Ajdabiya, a última cidade no caminho de Benghazi, que se converteu na capital improvisada dos milicianos anti-Khadafi. Mas os rebeldes negam a informação.

Negociações

Na quarta-feira, o Conselho de Segurança da ONU deu início a longas e difíceis negociações para a aprovação de uma resolução autorizando um bloqueio aéreo.

Em princípio, os Estados Unidos haviam manifestado restrições em relação à imposição de uma zona de exclusão aérea, assim como Alemanha, Rússia e China.

Na Europa, Grã-Bretanha e França foram os mais fortes defensores de um bloqueio aéreo. Os países que integram a Liga Árabe também se manifestaram favoravelmente, após uma hesitação inicial.

Agora, os americanos acreditam que a medida está entre as ações necessárias para colocar Khadafi sob pressão.

Linguagem

A correspondente da BBC na ONU, Barbara Plett, afirma que a versão inicial da resolução utiliza uma linguagem polêmica, autorizando todas as ações necessárias para a proteção de civis, o que alguns interpretaram como a permissão de ataques contra forças terrestres do governo, caso civis estejam sob ataque.

A repórter da BBC afirma que provavelmente o embaixador russo na ONU tenha se referido aos termos da resolução quando afirmou que alguns países membros haviam introduzido propostas com profundas implicações.

A Rússia e a China possuem sérias restrições em relação a uma ação militar, assim como a China. Como contrapartida, os russos propuseram uma resolução impondo primeiro um cessar-fogo.

De acordo com diplomatas ocidentais, a proposta foi rejeitada por ter sido considerada excessivamente branda.

Os defensores da versão inicial do documento defenderam a urgência da ação e estão pressionando por uma votação ainda nesta quinta-feira.

”Nós seguimos negociando nesta quinta-feira, concentrando-nos na gravidade da situação e minha esperança é de que uma resolução séria possa ser votada ainda na quinta-feira. Estamos trabalhando muito duro nesse sentido.”

Fonte: BBC Brasil

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Obama no Brasil

Obama chega de olho em potencial energético do Brasil para suprir demanda dos EUA

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Alessandra Corrêa

Da BBC Brasil em Washington

Em um momento em que o petróleo registra preços recordes e nações produtoras no Oriente Médio e no norte da África estão em crise, o presidente americano, Barack Obama, chega ao Brasil neste sábado de olho no potencial do país de se tornar um grande fornecedor para os Estados Unidos no futuro.

O próprio Obama anunciou, ainda na semana passada, que a importação de petróleo será um dos temas de sua agenda com a presidente Dilma Rousseff, em Brasília. O governo americano busca reduzir sua dependência de petróleo, mas também diversificar seu portfólio de fornecedores.

“O Brasil vai se tornar um ator principal nos mercados globais de energia com suas recentes descobertas de petróleo em águas profundas”, disse o vice-conselheiro de segurança nacional para assuntos de economia internacional da Casa Branca, Mike Froman.

Além de ministros do setor de energia, Obama viaja acompanhado também de dezenas de empresários. Segundo o diretor-executivo do Conselho Empresarial Brasil-Estados Unidos da Câmara de Comércio americana, Steven Bipes, depois de passarem por Brasília, esses empresários irão ao Rio analisar as perspectivas de investimento nas áreas de petróleo e gás.

“Considerando as circunstâncias atuais enfrentadas pelos países árabes, o Brasil é um candidato muito importante a fornecedor dos Estados Unidos em termos de petróleo no médio prazo”, disse em visita a Washington o presidente da Câmara de Comércio Americana para o Brasil, Gabriel Rico.

Importância estratégica

O Brasil já é auto-suficiente em petróleo, com produção diária de 2,1 milhões de barris, equivalente ao consumo doméstico. A exploração do pré-sal, porém, amplia em muito esse potencial. Segundo projeção da consultoria IHS Cera, até 2030 o Brasil poderia exportar cerca de 2,5 milhões de barris de petróleo bruto por dia.

“A título de comparação, este volume seria equivalente ao exportado pelo Irã, o terceiro maior exportador de petróleo, em 2009”, disse à BBC Brasil a analista de energia para América Latina da consultoria, Carla Cohen.

Esse potencial, no entanto, depende de investimentos e de alta tecnologia, devido às dificuldades de extração de petróleo na camada do pré-sal, a uma profundidade de até 7 quilômetros abaixo do leito do mar.

Há entre os americanos um grande interesse em investir no setor. “O pré-sal vai criar muitas oportunidades de comércio e investimentos para empresários americanos das cadeias de petróleo e gás”, diz o Conselho Empresarial Brasil-Estados Unidos.

No entanto, o conselho alerta que, apesar das oportunidades, “ações regulatórias” por parte do governo brasileiro, como restrições a estrangeiros em processos de exploração e produção, podem dificultar a participação de empresas americanas. Porém, mesmo com as dificuldades envolvidas, analistas afirmam que as descobertas do pré-sal podem aumentar a importância estratégica do Brasil para os Estados Unidos.

“Cria oportunidades para os Estados Unidos diversificarem seu portfólio de importação de petróleo, para longe do Oriente Médio, potencialmente longe da Venezuela”, disse à BBC Brasil a analista Julia Sweig, do Council on Foreign Relations, em Washington. “A dimensão energética das capacidades do Brasil é de importância estratégica para os Estados Unidos.”

Etanol

O interesse dos americanos não é apenas em petróleo, mas também em outros setores, como energia renovável, biocombustível e energia nuclear. O fato de o Brasil ser destaque na produção mundial de biocombustíveis, com o etanol, representa um outro atrativo para os Estados Unidos – também um grande produtor – em um momento em que o país busca diversificar suas fontes de energia e reduzir a dependência de petróleo.

Os dois países já têm um memorando de entendimento em biocombustíveis, assinado em 2007. Esse acordo prevê cooperação em pesquisa e o estímulo ao uso de biocombustíveis em terceiros países. Em visita a São Paulo no mês passado, o secretário-adjunto de Estado dos EUA, José Fernandez, citou a Jamaica como exemplo de país que, estimulado por Brasil e Estados Unidos, aprovou a mistura de 10% de etanol em seu combustível.

Segundo o ministro diretor do Departamento de Energia do Itamaraty, André Aranha Corrêa do Lago, o principal objetivo dessa cooperação em outras nações é ajudar a transformar o etanol em commodity internacional. Há estudos de viabilidade do uso em países como Senegal e Guiné-Bissau, com o objetivo de estabelecer leis que favoreçam o plantio da cana e o uso do etanol.

No entanto, a análise do setor no Brasil é de que a parceria com os Estados Unidos não avançou muito. Segundo o diretor-executivo da Unica (União da Indústria da Cana-de-Açúcar), Eduardo Leão de Souza, a visita de Obama traz expectativas de avanço, já que o ritmo tem sido “lento” até o momento.

A relação dos dois países no setor é dificultada pelas barreiras à entrada de etanol brasileiro nos Estados Unidos, que além de subsidiarem seu produto, impõem uma tarifa de importação de 16 centavos de dólar por litro. A eliminação da tarifa, que acaba sobretaxando o produto brasileiro, é uma reivindicação antiga do Brasil. A decisão, porém, não cabe a Obama, e sim ao Congresso, que desde as eleições de novembro passado está dividido, com a oposição republicana no comando da Câmara dos Representantes.

Representantes do setor esperam que Dilma peça a Obama que use sua liderança no Congresso para impedir uma nova renovação da tarifa no fim do ano. Mas diante do forte lobby agrícola nos Estados Unidos, e às vésperas das eleições presidenciais de 2012, muitos duvidam da possibilidade de mudança no curto prazo.

A própria Casa Branca já diminuiu as possíveis expectativas sobre o tema durante a visita. “Nós não esperamos um anúncio sobre as tarifas ao etanol nesta viagem”, disse Froman.

Colaborou Paula Adamo Idoeta, da BBC Brasil em São Paulo

Fonte: BBC Brasil