Zoom Libia: "A guerra de ninguém"

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Trípoli suspende operações no domingo para que rebeldes se rendam

O Exército líbio anunciou nesta quinta-feira que, a partir de domingo, supenderá as operações militares contra a insurreição para que “os terroristas possam entregar suas armas’, informou a agência líbia Jana.

“O Comitê Central Provisório do Ministério da Defesa decidiu anular as operações militares contra os terroristas armados, a partir de domingo 00H00 (19H00 de Brasília), para dar-lhes uma oportunidade (aos rebeldes) de deixar as armas e se beneficiar de uma anistia geral”, acrescentou a agência.

O ministério da Defesa, em compensação, não precisou quanto tempo vai durar a suspensão das operações militares.

As forças do dirigente líbio Muamar Kadhafi chegaram às portas de Benghazi, a segunda cidade do país e reduto da oposição, informou a tv estatal líbia.

“A cidade de Zuwaytinah está sob controle (das forças leais a Kadhafi) e as forças armadas estão se aproximando de Benghazi”, afirmou a tv.

Zuwaytinah fica a 150 km ao sul de Benghazi.

Desmentindo outras informações à estatal líbia, um porta-voz dos rebeldes disse à AFP que a cidade de Misrata, 200 km a leste de Trípoli, continua sob controle dos rebeldes.

O porta-voz também informou que os combates de quarta-feira entre o exército governamental líbio e os rebeldes em Misrata deixaram 18 mortos, entre eles três civis.

Anteriormente, a televisão estatal líbia anunciou que as forças do coronel Muamar Kadhafi tomaram o controle da cidade de Misrata.

“As Forças Armadas tomaram o controle da cidade de Misrata e a estão limpando dos grupos criminosos armados”, afirmou a emissora.

Muamar Kadhafi afirmou na quarta-feira que as forças do regime efetuariam nesta quinta-feira “uma batalha decisiva” por Misrata, a terceira cidade do país.

Fonte: AFP via YAHOO

França acredita em resolução do conselho da ONU para a Líbia

PARIS (Reuters) – A França acredita que pode reunir apoio suficiente no Conselho de Segurança da ONU para aprovar uma resolução sobre a Líbia nesta quinta-feira, e a intervenção militar poderia ocorrer dentro de algumas horas após a aprovação, disse uma fonte diplomática da França.

Qualquer medida poderia incluir a França, Grã-Bretanha, e possivelmente os Estados Unidos e um ou mais Estados árabes, disse a fonte.

“Seria uma surpresa se houvesse um veto por parte de um dos membros permanentes. Estamos convencidos de que teremos os nove votos”, disse a fonte a jornalistas. “Uma vez que a resolução for votada, uma operação poderia começar dentro de algumas horas.”

(Reportagem de John Erich e Emmanuel Jarry)

Fonte: Reuters via YAHOO

Otan se prepara para eventual ação militar na Líbia

Os líderes da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) estão fazendo planos de contingência para uma intervenção militar na Líbia, caso isso seja requisitado pelo Conselho de Segurança (CS) da Organização das Nações Unidas (ONU) e por outros países africanos. O secretário-geral da Otan, Anders Fogh Rasmussen, destacou que a aliança “não espera intervir na Líbia”, mas quer estar preparada caso uma ação seja necessária.

Fogh Rasmussen disse hoje aos jornalistas em Varsóvia, na Polônia, que a Otan só vai intervir na Líbia se três condições forem atendidas: necessidade, apoio da região e base legal, como uma resolução do Conselho de Segurança. Ele afirmou que os ataques do governo líbio contra sua própria população “podem ser considerados crimes contra a humanidade”. Partidários de uma zona de exclusão aérea sobre a Líbia pediram hoje que a ONU vote uma resolução. As informações são da Associated Press.

Fonte: Estadão via YAHOO

Centro de combates, leste da Líbia volta a ser alvo de bombardeios aéreos

Forças do governo líbio e rebeldes voltaram a entrar em confrontos nesta quinta-feira, disputando o controle da cidade de Benghazi, até agora mantida sob controle da oposição.

Testemunhas dizem ter visto aviões de guerra do regime de Muamar Khadafi atacar as forças rebeldes.

O porta-voz da oposição, Mustafa Gheriani, confirmou à BBC que o aeroporto nos arredores da cidade foi atingido.

A ofensiva vem horas depois que os rebeldes afirmaram ter contido o avanço das forças de Khadafi no leste da Líbia.

Um repórter da BBC na cidade de Ajdabiya – a última localidade antes de Benghazi – disse que os oposicionistas usaram armas pesadas e pelo menos um avião caça para resistir às tropas do governo.

Um novo ataque a Benghazi já era esperado. Na quarta-feira, o Comitê Internacional da Cruz Vermelha chegou a retirar o seu pessoal da cidade temendo a iminente chegada da violência.

Enquanto os combates prosseguem na frente de batalha, no plano diplomático continuam as discussões sobre a decretação de uma possível zona de exclusão aérea sobre a Líbia para evitar mais ataques do governo.

Ainda nesta quinta-feira o Conselho de Segurança da ONU pode votar uma resolução sobre o assunto. China e Rússia se opõem a um bloqueio aéreo e preferem uma resolução impondo primeiro um cessar-fogo.

Negociações

Na quarta-feira, os Estados Unidos disseram estar preparados para apoiar a imposição do bloqueio aéreo, mas apenas se a medida tiver a autorização da ONU.

Entre os diplomatas, as negociações têm sido longas e difíceis. Na Europa, Grã-Bretanha e França foram os mais fortes defensores de um bloqueio aéreo. Após uma hesitação inicial, os países que integram a Liga Árabe também se manifestaram favoravelmente.

Em um primeiro momento, os Estados Unidos haviam manifestado restrições em relação à imposição de uma zona de exclusão aérea, assim como Alemanha, Rússia e China.

Agora, os americanos acreditam que a medida está entre as ações necessárias para colocar Khadafi sob pressão.

Ainda assim, a embaixadora americana na ONU, Susan Rice, disse acreditar que a restrição aérea não seja suficiente para proteger a população da Líbia.

“Esse tipo de medida possui limitações inerentes em termos de proteção de civis que estão sob risco imediato”, afirmou Rice.

Linguagem polêmica

A correspondente da BBC na ONU, Barbara Plett, afirma que a polêmica envolvendo a resolução da ONU reside em sua linguagem polêmica, que prevê todas as ações necessárias para a proteção de civis.

Alguns interpretaram este trecho como uma autorização de ataques contra forças terrestres do governo, caso civis estejam sob ataque.

A Rússia e a China possuem sérias restrições em relação a uma ação militar, assim como a China. Como contrapartida, os russos propuseram uma resolução impondo primeiro um cessar-fogo.

De acordo com diplomatas ocidentais, a proposta foi rejeitada por ter sido considerada excessivamente branda.

Fonte: BBC Brasil

EUA pressionam ONU para aprovar resolução contra Líbia

Os Estados Unidos dizem estar preparados para apoiar a imposição de um bloqueio aéreo sobre a Líbia, mas afirmam que o Conselho de Segurança da ONU deve estar preparado para aprovar uma resolução que imponha medidas ainda mais restritivas ao regime do coronel Muamar Khadafi na Líbia.

A embaixadora americana na ONU, Susan Rice, acredita que a criação de um bloqueio aéreo talvez não seja o suficiente para proteger a população da Líbia.

”A posição dos Estados Unidos é a de que nós precisamos estar preparados para contemplar passos que estabeleçam, e possivelmente vão além, uma zona de exclusão aérea, já que esse tipo de medida possui limitações inerentes em termos de proteção de civis que estão sob risco imediato”, afirmou Rice.

A embaixadora disse esperar que o conselho consiga votar em breve a versão preliminar de uma resolução.

Tropas leais ao coronel Khadafi estão avançando em cidades antes ocupadas por rebeldes contrários ao regime e os militantes anti-governo temem que se a ONU não agir rapidamente poderão ser vítimas de um ”genocídio”

Forças governistas dizem ter capturado Ajdabiya, a última cidade no caminho de Benghazi, que se converteu na capital improvisada dos milicianos anti-Khadafi. Mas os rebeldes negam a informação.

Negociações

Na quarta-feira, o Conselho de Segurança da ONU deu início a longas e difíceis negociações para a aprovação de uma resolução autorizando um bloqueio aéreo.

Em princípio, os Estados Unidos haviam manifestado restrições em relação à imposição de uma zona de exclusão aérea, assim como Alemanha, Rússia e China.

Na Europa, Grã-Bretanha e França foram os mais fortes defensores de um bloqueio aéreo. Os países que integram a Liga Árabe também se manifestaram favoravelmente, após uma hesitação inicial.

Agora, os americanos acreditam que a medida está entre as ações necessárias para colocar Khadafi sob pressão.

Linguagem

A correspondente da BBC na ONU, Barbara Plett, afirma que a versão inicial da resolução utiliza uma linguagem polêmica, autorizando todas as ações necessárias para a proteção de civis, o que alguns interpretaram como a permissão de ataques contra forças terrestres do governo, caso civis estejam sob ataque.

A repórter da BBC afirma que provavelmente o embaixador russo na ONU tenha se referido aos termos da resolução quando afirmou que alguns países membros haviam introduzido propostas com profundas implicações.

A Rússia e a China possuem sérias restrições em relação a uma ação militar, assim como a China. Como contrapartida, os russos propuseram uma resolução impondo primeiro um cessar-fogo.

De acordo com diplomatas ocidentais, a proposta foi rejeitada por ter sido considerada excessivamente branda.

Os defensores da versão inicial do documento defenderam a urgência da ação e estão pressionando por uma votação ainda nesta quinta-feira.

”Nós seguimos negociando nesta quinta-feira, concentrando-nos na gravidade da situação e minha esperança é de que uma resolução séria possa ser votada ainda na quinta-feira. Estamos trabalhando muito duro nesse sentido.”

Fonte: BBC Brasil

6 Comentários

  1. Acho este kadafi é um Facínora,mas estes rebeldes que não se entendem e ainda por cima são apoiados pelo ocidente não ficam nem um pouco atraz.São um verdadeiro exécito de Brancaleone.

  2. O que não entendo é o que a OTAN tem com isso. Até onde sei, a OTAN é uma aliança militar para defesa de seus membros. Qual membro da OTAN está sob ataque? O Kadaffi que está aí hoje é o mesmo que estava décadas atrás, é o mesmo que armava tendas em Paris e em N. York. De um dia pro outro, passou de Presidente Kadaffi, para Ditador Kadaffi.

  3. O ONU vai deixar de existir e isso vai levar a humanidade a III GM.
    É melhor o Brasil se armar até os dentes, pois será cada um por si.

  4. Notícia quentinha:
    ONU autoriza intervenção na Líbia
    Por 10 votos a zero, Conselho de Segurança autoriza zona de exclusão aérea; Brasil se abstém
    17 de março de 2011 | 19h 34

    Luiz Raatz – estadão.com.br

    O Conselho de Segurança das Nações Unidas aprovou nesta quinta-feira, 17, a imposição de uma zona de exclusão aérea na Líbia e a adoção de todas as medidas necessárias para impedir o massacre de civis por tropas do ditador Muamar Kadafi. A medida recebeu dez votos favoráveis (EUA, Reino Unido, França, Líbiano, Bósnia e Herzegovina, Colômbia, África do Sul, Nigéria, Gabão e Portugal) e cinco abstenções: Brasil, China, Rússia, Índia e Alemanha. Tropas americanas, francesas, britânicas e de dois países árabes devem participar da ação militar.

    O governo brasileiro me decepcionou.
    Apoia ditadores.

    http://www.estadao.com.br/noticias/internacional,onu-autoriza-intervencao-na-libia,693415,0.htm

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