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Defesa Sistemas de Armas

Sobre os Bell Helicopter/Boeing MV-22B e CV-22A/B

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Os convertiplanos (tiltrotores) militares Bell Helicopter/Boeing MV-22B e CV-22A/B respectivamente em dotação aos United States Marine Corps (USMC) – os Corpos dos Fuzileiros Navais Americanos – e à United States Air Force (USAF) – a Força Aerea Americana – superaram a marca de 100.000 horas de voo através de uma missão operada no Afeganistão por um MV-22B “Osprey” em dotação ao Marine Medium Tiltrotor Squadron 204 (VMMT-204) “Raptors” dos USMC.


http://www.militaryaircraft.de/pictures/military/aircraft/MV-22/MV-22B_RIAT2006_082_800.jpg

O VMMT-204 está atualmente sediado na Marine Corps Air Station (MCAS) New River, base aeronaval localizada no município americano de Jacksonville, Estado da North Carolina.

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Fonte: Marco Zappatori’s Agency / Boeing Company

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Geopolítica Opinião

Crise nos EUA: “O que estamos esperando para reagir?”

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Sugestão:Lucena

Um de cada três trabalhadores nos EUA tem o mesmo nível de salários da Wal-Mart. Cerca de 50 milhões de pessoas não têm seguro médico e, a cada ano, morrem aproximadamente 45 mil porque não conseguem um diagnóstico ou um tratamento. A pobreza infantil está subindo a medida que baixam as receitas familiares. O desemprego e o subemprego estão perto de 20%. O salário federal mínimo, ajustado segundo a inflação desde 1968, seria agora de US$ 10,00/hora, mas é de US$ 7,25. Este cenário se alastrou pela economia como um processo de metástase. O que estamos esperando para reagir. O artigo é de Ralph Nader.

Ralph Nader – Sin Permiso

Os 18 dias de protestos não violentos dos egípcios colocam a questão: o próximo levante popular se dará nos Estados Unidos? Se Thomas Jefferson e Thomas Paine estivessem aqui, seguramente diriam: o que estamos esperando? Estariam consternados pela concentração de poder político e econômico em tão poucas mãos. Recordemos o quanto frequentemente estes dois homens alertaram contra a concentração de poder.

Nossa Declaração de Independência (1776) enumerava as queixas contra o rei George III. Grande parte delas poderia ser dirigida contra o “rei” George W. Bush, que não somente eliminou a autoridade decisória do Congresso em matéria de guerras, conforme prevê a Constituição, como por meio de mentiras mergulhou o país em várias guerras ilegais que levou a cabo violando as leis internacionais. Inclusive conservadores letrados como os republicanos Bruce Fein e o ex-juiz Andrew Napolitano acreditam que tanto ele como Dick Cheney deveriam ser julgados por crimes de guerra e outros delitos relacionados. O conservador Colégio de Advogados Estadunidenses enviou a George W. Bush em 2005-2006 três informes que documentavam claramente suas violações da Constituição que jurou defender.

Em nosso país, o sistema político é uma ditadura bipartidária cujas falsificações manipulatórias convertem a maioria dos distritos eleitorais em feudos de um partido único. Os dois partidos impedem outros partidos e candidatos independentes de competir em igualdade de condições nas eleições e nos debates. Outra barreira para a realização de eleições democráticas e competitivas é o grande capital, principalmente comercial na origem, que envolve de covardia e sinecuras a maioria dos políticos.

Nossos poderes legislativos e executivos em nível federal e estatal podem muito bem ser chamados de regimes corporativos. Quando o governo é controlado pelo poder econômico privado se trata de corporativismo. O presidente Franklin Delano Roosevelt, em uma mensagem formal ao Congresso, em 1938, chamou isso de “fascismo”. O corporativismo fecha as portas à população e oferece a generosidade governamental, paga pelos contribuintes às insaciáveis corporações.

Notemos que, década após década, os resgates, subsídios, doações, benefícios e isenções fiscais para os grandes negócios vêm crescendo. A palavra “trilhões” é utilizada cada vez mais, por exemplo, na magnitude do resgate, por Washington, dos especuladores que saquearam as pensões e as economias da população.

Mas não parece que estas gigantescas companhias demonstrem gratidão alguma com o povo que as salva uma e outra vez. Pelo contrário, elas se apressam em abandonar o país no qual se estabeleceram e prosperaram. Estas corporações que foram construídas com o esforço dos trabalhadores estadunidenses estão enviando milhões de empregos e indústrias inteiras para o exterior, para regimes estrangeiros repressivos como a China.

Mais de 70% dos estadunidenses disseram em uma pesquisa realizada pela revista Business Week, em setembro de 2000, que as corporações tinham “demasiado controle sobre suas vidas”. Na última década, com a onda de corrupção e de crimes corporativos, a situação só piorou.

A Wal-Mart importa mais de 20 bilhões de dólares/ano em produtos fabricados em regime de exploração nas oficinas da China. Cerca de um milhão de trabalhadores da Wal-Mart ganham menos do que US$ 10,50 por hora, sem descontar os impostos, o que faz com que muitos deles recebam cerca de US$ 8,00 por hora. Enquanto isso, os altos executivos da empresa ganham cerca de US$ 11.000,00 por hora, sem contar outros benefícios e gratificações.

Este cenário se alastrou pela economia como um processo de metástase. Um de cada três trabalhadores nos EUA tem o mesmo nível de salários da Wal-Mart. Cerca de 50 milhões de pessoas não têm seguro médico e, a cada ano, morrem aproximadamente 45 mil porque não conseguem um diagnóstico ou um tratamento. A pobreza infantil está subindo a medida que baixam as receitas familiares. O desemprego e o subemprego estão perto de 20%. O salário federal mínimo, ajustado segundo a inflação desde 1968, seria agora de US$ 10,00/hora, mas é de US$ 7,25 .

A riqueza financeira do 1% dos estadunidenses mais ricos equivale à de 95% da população não rica. Os lucros empresariais e as gratificações pagas aos chefes corporativos atingiram um nível recorde. Ao mesmo tempo, as empresas, exceto as financeiras, têm por volta de dois bilhões de dólares em cash.

No dia 7 de fevereiro, o presidente Obama nos mostrou onde reside o poder ao andar por LaFayette Park desde a Casa Branca até a sede da Câmara de Comércio dos EUA. Ante uma ampla audiência de altos executivos, defendeu que investissem mais em empregos nos Estados Unidos. Imaginem altos executivos de megacompanhias mimadas, privilegiadas, frequentemente subvencionadas e com problemas legais, ali sentados enquanto o presidente lhes rende homenagens.

Nos anos 90, com Bill Clinton, os lobbies empresariais apertaram nosso país fazendo passar no Congresso os acordos NAFTA e OMC (Organização Mundial do Comércio), que subordinaram nossa soberania e sujeitaram os trabalhadores ao governo local das corporações empresariais.

Tudo isso vem somar-se ao crescente sentimento de impotência experimentado pela cidadania. A cada ano ocorrem centenas de milhares de mortes que poderiam ser evitadas e muitas outras desgraças nos postos de trabalho, no meio ambiente e no mercado. Os grandes orçamentos e as tecnologias não se dedicam a reduzir esses danos custosos. Ao invés disso, vão para os grandes negócios das exageradas ameaças à segurança.

Enquanto as guerras de Obama/Bush no Afeganistão e no Iraque, financiadas com o déficit, vão destruindo estas nações, nossas obras públicas aqui, como o transporte público, as escolas e os hospitais são sucateadas por falta de manutenção. E as execuções de hipotecas seguem crescendo.

A condição de escravidão dos consumidores por causa de seu endividamento está privando-os do controle sobre seu próprio dinheiro, já que a letra pequena dos contratos, as qualificações e as garantias creditícias arrocham os orçamentos familiares.

Só se manifesta a metade da democracia. É desesperador que não haja muitos estadunidenses participando nas eleições, nos encontros, nas manifestações de rua, em salas de tribunais ou em reuniões municipais. Se “nós, o povo” queremos reafirmar nossa própria soberania constitucional sobre nosso país, temos que poder começar a nos reunir massivamente nas praças públicas e diante dos gigantescos edifícios de nossos governantes.

Em um país que tem tantos problemas injustos e tantas soluções que não são aplicadas, tudo é possível quando as pessoas começam a considerar-se como portadoras do poder necessário para gerar uma sociedade justa.

(*) Ralph Nader tornou-se célebre pelas suas campanhas a favor dos direitos dos consumidores nos anos 60 desenvolvidas em conjunto com a associação Public Citizen. Promoveu a discussão de temas como os direitos dos consumidores, o feminismo, o humanismo, a ecologia e a governação democrática. Nader criticou duramente a política internacional exercida pelos Estados Unidos nas últimas décadas, que vê como corporativista, imperialista, contrária aos valores fundamentais da democracia e dos direitos humanos. Ralph Nader candidatou-se quatro vezes a presidente dos Estados Unidos da América (nas eleições de 1996, de 2000, de 2004 e de 2008).

Tradução: Marco Aurélio Weissheimer

Fonte: Carta Maior

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Geopolítica Opinião

Crise nos EUA: "O que estamos esperando para reagir?"

http://blackliberal.files.wordpress.com/2008/06/ralph-nader-2.jpg

Sugestão:Lucena

Um de cada três trabalhadores nos EUA tem o mesmo nível de salários da Wal-Mart. Cerca de 50 milhões de pessoas não têm seguro médico e, a cada ano, morrem aproximadamente 45 mil porque não conseguem um diagnóstico ou um tratamento. A pobreza infantil está subindo a medida que baixam as receitas familiares. O desemprego e o subemprego estão perto de 20%. O salário federal mínimo, ajustado segundo a inflação desde 1968, seria agora de US$ 10,00/hora, mas é de US$ 7,25. Este cenário se alastrou pela economia como um processo de metástase. O que estamos esperando para reagir. O artigo é de Ralph Nader.

Ralph Nader – Sin Permiso

Os 18 dias de protestos não violentos dos egípcios colocam a questão: o próximo levante popular se dará nos Estados Unidos? Se Thomas Jefferson e Thomas Paine estivessem aqui, seguramente diriam: o que estamos esperando? Estariam consternados pela concentração de poder político e econômico em tão poucas mãos. Recordemos o quanto frequentemente estes dois homens alertaram contra a concentração de poder.

Nossa Declaração de Independência (1776) enumerava as queixas contra o rei George III. Grande parte delas poderia ser dirigida contra o “rei” George W. Bush, que não somente eliminou a autoridade decisória do Congresso em matéria de guerras, conforme prevê a Constituição, como por meio de mentiras mergulhou o país em várias guerras ilegais que levou a cabo violando as leis internacionais. Inclusive conservadores letrados como os republicanos Bruce Fein e o ex-juiz Andrew Napolitano acreditam que tanto ele como Dick Cheney deveriam ser julgados por crimes de guerra e outros delitos relacionados. O conservador Colégio de Advogados Estadunidenses enviou a George W. Bush em 2005-2006 três informes que documentavam claramente suas violações da Constituição que jurou defender.

Em nosso país, o sistema político é uma ditadura bipartidária cujas falsificações manipulatórias convertem a maioria dos distritos eleitorais em feudos de um partido único. Os dois partidos impedem outros partidos e candidatos independentes de competir em igualdade de condições nas eleições e nos debates. Outra barreira para a realização de eleições democráticas e competitivas é o grande capital, principalmente comercial na origem, que envolve de covardia e sinecuras a maioria dos políticos.

Nossos poderes legislativos e executivos em nível federal e estatal podem muito bem ser chamados de regimes corporativos. Quando o governo é controlado pelo poder econômico privado se trata de corporativismo. O presidente Franklin Delano Roosevelt, em uma mensagem formal ao Congresso, em 1938, chamou isso de “fascismo”. O corporativismo fecha as portas à população e oferece a generosidade governamental, paga pelos contribuintes às insaciáveis corporações.

Notemos que, década após década, os resgates, subsídios, doações, benefícios e isenções fiscais para os grandes negócios vêm crescendo. A palavra “trilhões” é utilizada cada vez mais, por exemplo, na magnitude do resgate, por Washington, dos especuladores que saquearam as pensões e as economias da população.

Mas não parece que estas gigantescas companhias demonstrem gratidão alguma com o povo que as salva uma e outra vez. Pelo contrário, elas se apressam em abandonar o país no qual se estabeleceram e prosperaram. Estas corporações que foram construídas com o esforço dos trabalhadores estadunidenses estão enviando milhões de empregos e indústrias inteiras para o exterior, para regimes estrangeiros repressivos como a China.

Mais de 70% dos estadunidenses disseram em uma pesquisa realizada pela revista Business Week, em setembro de 2000, que as corporações tinham “demasiado controle sobre suas vidas”. Na última década, com a onda de corrupção e de crimes corporativos, a situação só piorou.

A Wal-Mart importa mais de 20 bilhões de dólares/ano em produtos fabricados em regime de exploração nas oficinas da China. Cerca de um milhão de trabalhadores da Wal-Mart ganham menos do que US$ 10,50 por hora, sem descontar os impostos, o que faz com que muitos deles recebam cerca de US$ 8,00 por hora. Enquanto isso, os altos executivos da empresa ganham cerca de US$ 11.000,00 por hora, sem contar outros benefícios e gratificações.

Este cenário se alastrou pela economia como um processo de metástase. Um de cada três trabalhadores nos EUA tem o mesmo nível de salários da Wal-Mart. Cerca de 50 milhões de pessoas não têm seguro médico e, a cada ano, morrem aproximadamente 45 mil porque não conseguem um diagnóstico ou um tratamento. A pobreza infantil está subindo a medida que baixam as receitas familiares. O desemprego e o subemprego estão perto de 20%. O salário federal mínimo, ajustado segundo a inflação desde 1968, seria agora de US$ 10,00/hora, mas é de US$ 7,25 .

A riqueza financeira do 1% dos estadunidenses mais ricos equivale à de 95% da população não rica. Os lucros empresariais e as gratificações pagas aos chefes corporativos atingiram um nível recorde. Ao mesmo tempo, as empresas, exceto as financeiras, têm por volta de dois bilhões de dólares em cash.

No dia 7 de fevereiro, o presidente Obama nos mostrou onde reside o poder ao andar por LaFayette Park desde a Casa Branca até a sede da Câmara de Comércio dos EUA. Ante uma ampla audiência de altos executivos, defendeu que investissem mais em empregos nos Estados Unidos. Imaginem altos executivos de megacompanhias mimadas, privilegiadas, frequentemente subvencionadas e com problemas legais, ali sentados enquanto o presidente lhes rende homenagens.

Nos anos 90, com Bill Clinton, os lobbies empresariais apertaram nosso país fazendo passar no Congresso os acordos NAFTA e OMC (Organização Mundial do Comércio), que subordinaram nossa soberania e sujeitaram os trabalhadores ao governo local das corporações empresariais.

Tudo isso vem somar-se ao crescente sentimento de impotência experimentado pela cidadania. A cada ano ocorrem centenas de milhares de mortes que poderiam ser evitadas e muitas outras desgraças nos postos de trabalho, no meio ambiente e no mercado. Os grandes orçamentos e as tecnologias não se dedicam a reduzir esses danos custosos. Ao invés disso, vão para os grandes negócios das exageradas ameaças à segurança.

Enquanto as guerras de Obama/Bush no Afeganistão e no Iraque, financiadas com o déficit, vão destruindo estas nações, nossas obras públicas aqui, como o transporte público, as escolas e os hospitais são sucateadas por falta de manutenção. E as execuções de hipotecas seguem crescendo.

A condição de escravidão dos consumidores por causa de seu endividamento está privando-os do controle sobre seu próprio dinheiro, já que a letra pequena dos contratos, as qualificações e as garantias creditícias arrocham os orçamentos familiares.

Só se manifesta a metade da democracia. É desesperador que não haja muitos estadunidenses participando nas eleições, nos encontros, nas manifestações de rua, em salas de tribunais ou em reuniões municipais. Se “nós, o povo” queremos reafirmar nossa própria soberania constitucional sobre nosso país, temos que poder começar a nos reunir massivamente nas praças públicas e diante dos gigantescos edifícios de nossos governantes.

Em um país que tem tantos problemas injustos e tantas soluções que não são aplicadas, tudo é possível quando as pessoas começam a considerar-se como portadoras do poder necessário para gerar uma sociedade justa.

(*) Ralph Nader tornou-se célebre pelas suas campanhas a favor dos direitos dos consumidores nos anos 60 desenvolvidas em conjunto com a associação Public Citizen. Promoveu a discussão de temas como os direitos dos consumidores, o feminismo, o humanismo, a ecologia e a governação democrática. Nader criticou duramente a política internacional exercida pelos Estados Unidos nas últimas décadas, que vê como corporativista, imperialista, contrária aos valores fundamentais da democracia e dos direitos humanos. Ralph Nader candidatou-se quatro vezes a presidente dos Estados Unidos da América (nas eleições de 1996, de 2000, de 2004 e de 2008).

Tradução: Marco Aurélio Weissheimer

Fonte: Carta Maior

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Defesa Fotos do Dia Sistemas de Armas

Abu Dhabi lança a primeira corveta da classe Baynunah construída localmente

http://www.meretmarine.com/objets/500/31344.jpg

Saiba mais sobre as covertas da classe Baybunah na matéria clicando no link que segue:

Corveta Combattante BR70

Texto e adaptação: Plano Brasil-E.M.Pinto

Informações: Mer et Marine

O Abu Dhabi Ship Building  (ADSB), estaleiro local de construção naval, efetuou no final de fevereiro o lançamento da terceira das seis corvetas  lança  mísseis da classe Baynunah, encomendadas pelos EAU entre 2003 e 2005. Modificada a partir do projeto combattante BR 71 desenvolvida pela empresa  CMN (França) e  ENGEPROM (Brasil), esta nova classe da coverta é a mais recente evolução da família.

Com um comprimento de 71 m e um deslocamento de 915 toneladas, a Baynunah é respeitavelmente bem armada para um navio de sua tonelagem, está equipada com oito lançadores de mísseis anti-navio Exocet MM40  Block3, dois sistemas de lançamento vertical para mísseis superfície-ar 8 RAM ESSM SAMs.

O navio dispões ainda de uma torre de 76 mm e dois canhões de 30 milímetros.

Está equipada com hangar e provisões para o embarque de um helicóptero de helicóptero de 4,5 ton.

A nova corveta é a primeira a ser construída localmente e se juntará em breve as outras duas da mesma família construídas na França, nos estaleiros CMN Normandia.

Os navios estão equipados com sistemas eletrônicos em estado-de-arte que incluem o radar Sea Giraffe Optronics e um sistema de monitoramento EOMS NG entregues pela Sagem (que também forneceu o sistema inercial SIGMA  40).

A Thales, por sua vez, desenvolveu o sistema de guerra eletrônica e a suite de inteligencia de comunicações COMINT. O sistema de batalha é, por sua vez, oriundo da italiana Celex, subsidiária do grupo Finmeccanica.
Por ocasião da IDEX, que teve lugar no Abu Dhabi, a Hesen Al, a premeira corveta da série foi exposta estáticamente no porto, o mesmo navio encontra-se atualemente em fase de testes.
Os estaleiros ADBS são o contatante principal no programa, lançado em 2003, sos demais navios serão todos construídos localmente no Abu Dahbi.

Fonte: Mer et Marine

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Defesa Fotos do Dia Negócios e serviços Sistemas de Armas

DCNS assina um acordo de cooperação com os estaleiros navais poloneses SMW

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Texto e tradução: Plano Brasil-E.M.Pinto

Informações: Mer et Marine

O grupo naval francês DCNS está pronto para entrar no capital da SMW estaleiros de submarinos Gdynia.

Isto será possível partir do acordo assinado ontem entre a DCNS e a  Stocznia Marynarki Wojennej, SMW. empresa polonesa especializada na produção de navios mercantes e de guerra.

Mantida pelo Estado polonês, o construtor naval atualmente está passando por dificuldades finaceiras e judiciais e portanto, procurando um parceiro.

Com esta parceria a DCNS espera investir no grupo e conseguir a encomenda por parte da Marinha Polonesa de submarinos SSK do tipo Scorpene, assim, a SMW poderia se beneficiar de um programa de  transferência de tecnologia. Tal programa iria reestruturar a base industrial da SMW e facilitar seu desenvolvimento.
A DCNS, no entanto, sustenta sua entrada no capital dos estaleiros de Gdynia a diversas condições. Além dos direitos exclusivos sobre o projeto dos submarinos de sua concepção, o grupo reclama  ainda a liderança e controle financeiro da SMW.
Warsóvia tem planos para substituir a sua atual frota de submarinos, composta basicamente de um submarino soviético da classe Kilo (de 3.000 toneladas submerso). O navio foi adiquirido à Rússia em 1986, a polônia conta também  e quatro outros pequenos submarinos do tipo Kobben (47,4 metros, 524 toneladas submerso) , encomendados entre 1964 e 1967 e transferidos pela Marinha da Noruega, entre 2002 e 2004. Estes quatrodevem devem ser substituídos a partir de 2015.

Fonte: Mer et Marine

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Fotos do Dia Sistemas de Armas Tecnologia

Militares usam simulador de paraquedas na Grã-Bretanha

Pela primeira vez em décadas, a Força Aérea britânica está mudando a forma como se ensinam e se aperfeiçoam técnicas de paraquedismo.

O instrutor afirma que o simulador é uma excelente forma de ensinar

Em vez de saltar e rolar sobre um piso acolchoado, os soldados agora usam paraquedas virtuais, nos quais veem e até ouvem os sons de um salto real.

Os soldados também têm que enfrentar, usando o sistema, situações de problemas no paraquedas.

Os paraquedas virtuais, que permitem a interação entre oito paraquedistas, custaram 500 mil libras (cerca de R$ 1,4 milhão).

Fonte: BBC Brasil

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Fotos do Dia Sistemas de Armas Tecnologia

Elisra revela sistema COMINT-DF portátil

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A empresa israelense Elisra está apresentando no Avalon Airshow 2011, evento que acontece na Austrália entre 01 e 06 de março, um sistema portátil COMINT-DF (Communications Intelligence Direction Finding– Inteligência de Comunicações- Detector Direcional). O novo equipamento de inteligência de comunicações, designado NEWS Portable foi concebido para ser usado por tropas que operam  sem apoio de viaturas mecanizadas.

O NEWS Portable permite que essas unidades táticas terrestres e comandos especiais rastreiem comunicações que utilizam freqüências situadas entre 25 e 3000MHZ, localizando, identificando e acompanhando em tempo quase real as emissões eletromagnéticas suspeitas, incluindo telefonia celular.

“Esse equipamento atende às necessidades de um sistema compacto e leve, cujas características incluem capacidades COMINT- DF em tempo real e possibilidade de integrar-se com uma ampla rede de inteligência, EW (alerta antecipado) e sistemas de Comando e Controle no campo de batalha”, explica Shlomo Yariv, vice-presidente e gerente geral da C³ EW  (Comando, Controle, COMINT e EW) & Systems Division. O sistema pode ser configurado com duas antenas diferentes: uma especialmente concebida para ser utilizada fixada a um tripé apoiado no solo e outra direcional, para operar em movimento. A seleção do tipo adequado é feito de acordo com o perfil da missão.

Os sistemas COMINT portáteis se tornaram uma necessidade padrão para as missões de patrulha durante operações de longo duração no Afeganistão. Eles proporcionam apoio de inteligência de comunicações vital para as forças especiais da coalizão, indicando atividade inimiga ao longo das rotas de circulação, aldeias remotas ou locais vulneráveis a ataques de emboscadas.

Fonte: Tecnologia&Defesa

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Conflitos Geopolítica Opinião

Ação militar seria tiro no pé

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Menos mal que o secretário de Defesa dos EUA, Robert Gates, disse dias atrás que “deveria ter a cabeça examinada” quem aconselhasse a Casa Branca a “mandar um grande contingente” para regiões conturbadas no Oriente Médio e na África. Nem grande nem pequeno, é o caso de corrigir, diante da notícia de que Washington decidiu deslocar para perto da costa líbia forças navais e aéreas acantonadas no Mediterrâneo, no Mar da Arábia e no Golfo Pérsico. Além disso, começou a examinar com os seus aliados da Otan estratégias para apressar o fim do regime do coronel Muamar Kadafi, que já perdeu para a insurreição popular desatada há menos de três semanas o controle de cerca de 80% do território, onde se localizam os seus principais campos petrolíferos.

Na segunda-feira, ao participar em Genebra da reunião do Conselho de Direitos Humanos da ONU convocada para suspender a Líbia do organismo e abrir uma investigação sobre as violências da ditadura contra a população desde o início do levante – segundo as estimativas, morreram entre mil e 2 mil civis -, a secretária de Estado Hillary Clinton anunciou que “todas as opções estão na mesa”, para não excluir de saída uma intervenção armada na Líbia. Mas fez questão de acrescentar que nenhum dos governos com os quais vem conversando coloca a opção militar “no topo da lista” e que o deslocamento das forças americanas tem a finalidade de dar eventual apoio logístico a missões humanitárias na Líbia.

Que assim seja. O uso de força estrangeira contra Kadafi deitaria a perder tudo o que, na batalha dos valores, os EUA ganharam – sem mover um único dedo – com o vendaval democrático que percorre o mundo árabe, semeando na região uma metamorfose política quem sabe comparável ao desmoronamento do Império Otomano, após a 1.ª Guerra Mundial. Na Tunísia, Egito, Líbia, Iêmen, Jordânia, Marrocos, Bahrein e agora em Omã em nenhum momento se repetiu o ritual até então indissociável das manifestações da chamada rua árabe – a queima de bandeiras americanas. E, em todos esses países, as multidões teriam motivos para denunciar o apoio ocidental às tiranias contra as quais se ergueram.

Em Washington se ouve que a movimentação ordenada pelo governo teria por objetivo, como se fala no Brasil, “botar pressão” sobre o regime líbio atingido desde o último fim de semana por uma sequência de sanções diplomáticas, econômicas e militares, em vias de serem ampliadas pela ONU. Um dos próximos passos poderia ser a abertura de processo contra Kadafi no Tribunal Penal Internacional – criado, ironicamente, contra a vontade dos EUA – por crimes contra a humanidade. A mobilização dos recursos armados norte-americanos na área não se dá, portanto, por nenhum daqueles motivos que levariam seus autores a “ter a cabeça examinada”, como diria o secretário Robert Gates – mesmo porque, uma intervenção armada seria tudo que o isolado Kadafi precisa para se aferrar heroicamente ao poder, em defesa de sua proclamada revolução anti-imperalista, infundir ânimo novo nos seus partidários e comprovar a sua litania de que o Ocidente incentiva a guerra civil na Líbia para se apropriar do seu petróleo.

As democracias já têm muito a fazer pelo povo líbio para dar munição ao coronel. Há uma brutal crise humanitária a ser enfrentada nas fronteiras do país com a Tunísia e o Egito, para onde convergem legiões de refugiados. E, se se trata de apoiar os combatentes líbios pela democracia, o desembarque maciço de víveres, medicamentos e hospitais de campanha, em portos como Benghazi e Tobruk, é incomparavelmente melhor do que exibir o revólver. Armas, só a pedido de um governo provisório na Líbia libertada – que ainda não se formou e, depois, precisará ser reconhecido pela comunidade internacional. A invasão americana do Iraque, em 2003, varreu da mesa a opção por ações unilaterais. A ajuda à liquidação da tirania do ensandecido Muamar (“o povo me ama”) Kadafi exige o respaldo da ONU e a aquiescência da Liga Árabe e da União Africana. A alternativa será um tiro no pé.

Fonte: O Estado de São Paulo via CCOMSEX 02.03.2011

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Defesa Fotos do Dia Sistemas de Armas

Rússia destaca helicópteros Mi-28N, sistemas Tor-M2 e mísseis Yakhont nas ilhas Curilas

http://cavok.com.br/blog/wp-contents/uploads/2011/03/mi-28n-night-hunter.jpg

A Rússia planeja colocar nas Ilhas Curilas seus sistemas de mísseis anti-aéreos, helicópteros de ataques e os novos modelos “Night Hunter”, disse um general das forças militares russsas. Adicionalmente, as ilhas terão os novos sistemas de mísseis costeiros “Bastion”.

“Planejamos colocar nas ilhas Curilas os sistemas de mísseis anti-aéreos Tor-M2. Além disso, na unidade da ilha de Iturup, serão destacados os novos helicópteros de ataque Mi-28N Night Hunter”- disse um representante do alto escalão da Força Aérea da Rússia.

http://img-fotki.yandex.ru/get/5301/wait4me90.3e/0_4c401_468b1004_XXL.jpg

http://www.defense-update.com/wp/wp-content/uploads/2010/09/yakhont_bastion_p.jpgOs sistema Tor-M2 possui um significativo aumento de performance comparado as versões anteriores. Foram instalados novos computadores baseados em modernos computadores, reduzindo o trabalho de automação através de uma maior automação. Se para o sistema de cálculo do Tor-M1 são necessários três militares, para o Tor-M2 somente dois conseguem fazer os cálculos de disparo. O Tor-M2 pode disparar simultaneamente em quatro alvos com quatro mísseis, contra dois lançados simultaneamente pelo Tor-M1.

O Mi-28N Night Hunter é projetado para detectar e destruir tanques e outros veículos blindados, bem como alvos aéreos em baixa velocidade. O helicópteros utiliza um canhão, e um completo sistema de mísseis, incluindo mísseis ar-ar, anti-tanques, e outras armas. Possui ainda grande manobrabilidade e capacidade de voar em grandes altitudes que aumentam a chance de sobreviver em combates aéreos.

Adicionalmente, as ilhas Curilas terão o sistema de mísseis costeiros “Bastion”, com mísseis cruzeiros supersônicos anti-navios Yakhont, capazes de atingir alvos em até 300 quilômetros.http://www.defense-update.com/wp/wp-content/uploads/2010/09/bastion_scheme.jpg

Fonte: Cavok

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Radio China International: EUA esperam que Brasil seja principal fornecedor de petróleo

http://www.agenciat1.com.br/wp-content/uploads/2011/02/brasil_petroleo_by_xenon2999.jpgSugestão: Gérsio Mutti

O chanceler brasileiro Antônio Patriota revelou recentemente que os Estados Unidos esperam que o Brasil seja o principal fornecedor de petróleo ao país.

Segundo Patriota, os EUA apresentaram interesse de importar petróleo do Brasil. Patriota foi recentemente aos EUA para fazer os preparativos para a visita do presidente norte-americano, Barack Obama, ao Brasil nos dias 19 e 20 de março.

O Brasil divulgou recentemente a descoberta de um grande reservatório de petróleo na Bacia de Santos, com um volume entre 5 bilhões e 6 bilhões de barris. Especialistas internacionais consideram que, por problemas de tecnologia, só daqui a dez anos o Brasil poderá será um dos dez maiores produtores de petróleo do mundo.

(por Zeng Yun)

FONTE: China Radio International

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Fotos do Dia Sistemas de Armas Tecnologia

KC-390: Embraer recomenda para a Força Aérea Brasileira fornecedores de componentes para a aeronave

http://www.jrlucariny.com/Site2008/ekc390hercfab/ekc390hercfabimagens/016ekc390hercfab.jpg

A Embraer apresentou para a Força Aérea Brasileira (FAB) uma lista recomendando fornecedores de motores, aviônicos, componentes estruturais e outros sistemas para o avião de transporte tático KC-390.

Como cliente de lançamento da aeronave e proprietária do projeto, a FAB irá tomar as decisões finais em breve sobre os parceiros que comporão a cadeia de abastecimento de componentes para a aeronave. Segundo a Embraer, essas definições poderão acontecer durante o corrente mês. A conclusão dessa etapa permitirá que o programa entre na fase de desenvolvimento conjunto com as empresas escolhidas e o congelamento do design do avião.

As recomendações apresentadas pela Embraer sobre os fornecedores foram baseadas em avaliações internas da empresa, disse Fernando Ikedo, diretor de Inteligência de Mercado de Defesa e Governo. A FAB também está conduzindo sua própria avaliação, e pode tomar decisões sobre a cadeia de fornecimento, independentemente das recomendações da Embraer.

“Esta é a forma com a qual trabalhamos há mais de 40 anos em conjunto com a FAB”, afirmou Ikedo, citando exemplos de sucessos anteriores, incluindo o turboélice A-29 Super Tucano e as três versões militares do jato regional  EMB-145. “Com o KC-390 percorreremos o mesmo caminho. Nós nos conhecemos bem”, finalizou.

Com uma capacidade projetada para carregar 23 toneladas de carga a uma distância de 2590 km, o KC-390 deverá ser equipado com um modelo de motor off-the-shelf (existente no mercado) com capacidade de gerar uma potência máxima de 130kN (13.600kg), categoria que inclui  os turbofan CFM56 da CFM International e o V2500 da International Aero Engines.

Como parte do programa de desenvolvimento, uma maquete em tamanho natural do compartimento de carga construída nas instalações do DCTA (Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial), localizado na cidade paulista de São José dos Campos, está servindo como ferramenta de avaliação funcional. Esta parte da aeronave está sendo dimensionada para acomodar até 80 passageiros ou até três veículos multi-uso sobre-rodas.

A Embraer revelou que está considerando a instalação de um boom de reabastecimento aéreo no avião, sem contudo, fornecer maiores detalhes. Anteriormente,  a intenção era dotar o KC-390 somente com sistemas do tipo hose-and-drogue (mangueira retrátil).

Fonte: Tecnologia&Defesa

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Novos rádios táticos para o Exército Brasileiro

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A companhia estadunidense Harris Corporation divulgou ontem (28) ter recebido encomendas das Forças Armadas Brasileiras no valor de US$ 14 milhões para o fornecimento de rádios táticos dos modelos Falcon II e III, além de treinamento e suporte. Os rádios, segundo divulgado em nota, serão usados em missões humanitárias, de segurança e desastres naturais.
http://defense-update.com/images/falconIII.jpgO Falcon III é um rádio tático que opera em VHF (Very-High Frequency), provendo comunicações de voz e dados em alta velocidade. Já o Harris II, de alta frequência, é ideal para operações em ambientes com restrições de linha de visão, tais como áreas montanhosas e de selva.

“Os rádios da Harris proverão nossas forças com comunicações superiores em voz e dados, que são significativas para a ampla variedade de missões que enfrentamos”, afirmou o general de brigada Antonio dos Santos Guerra Neto, comandante do Centro de Comunicações e Guerra Eletrônica do Exército Brasileiro. “A Harris está entregando rapidamente os equipamentos e dando apoio excepional em campo, e eu realmento aprecio o apoio deles em nossos programas de modernização de rádios táticos”, completou.

http://www.rfcomm.harris.com/media/AN_PRC_150_App_tcm26-9452.jpg

Fonte: Tecnologia&Defesa