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Tupaciguara vai fabricar aviões

Sugestão: Santa Catarina BR

Parceria do Governo de Minas, Prefeitura de Tupaciguara e UFU

O Governo de Minas, por meio da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Sectes), anunciou parceria com a Universidade Federal de Uberlândia (UFU) para a implantação de uma plataforma de produção de energias renováveis em Tupaciguara, no Triângulo Mineiro, tendo como foco a energia solar. Segundo o secretário Narcio Rodrigues, que esteve na cidade na segunda-feira (28), o Ministério da Educação deve liberar R$ 6 milhões para a construção da sede do Instituto de Energias Renováveis e Inovações Tecnológicas, por meio do programa Brasil Profissionalizado.

O instituto, de acordo com o secretário, é uma das várias plataformas de produção de energia que serão implantadas no Estado, obedecendo a uma estratégia de privilegiar as características de cada região. Um exemplo é o Triângulo Mineiro, vocacionado para a produção de etanol, açúcar e energia solar. Dessa forma, explicou o secretário, a região vai abrigar uma plataforma de bioenergia e energia solar.

Avião Tupã
Durante a visita a Tupaciguara, o secretário Narcio Rodrigues e o presidente da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig), professor Mario Neto Borges, anunciaram o encaminhamento de liberação de R$ 700 mil, de um total de R$ 2,2 milhões que cabem ao Governo do Estado. O recurso, segundo Narcio, irá para o desenvolvimento do avião Tupã. Outros R$ 5 milhões serão disponibilizados pelo Governo Federal.

O professor Mario Neto Borges disse que o desenvolvimento e a montagem em Tupaciguara do avião AX-2 Tupã obedece a uma estratégia de tornar Minas um polo aeronáutico no país, que já dispõe de uma fábrica de helicópteros em Itajubá. “Tupaciguara entra como produtora de aeronaves com asa fixa e Itajubá com asa móvel, que são os helicópteros. E o fato da universidade oferecer um curso de Engenharia Aeronáutica é um ativo de viabilização do projeto”, disse o professor. De acordo com o prefeito de Tupaciguara, Alexandre Berquo, serão gerados 4 mil empregos diretos e indiretos, quando tudo estiver funcionando plenamente.

O Tupã é um avião de seis lugares, com características inovadoras, que proporcionará a viabilidade da popularização do transporte aéreo nacional, por conjugar características expressivas em termos de redução de custos, aumento de segurança, redução de emissões ambientais e redução de ruído externo em aeroportos em números nunca antes vistos no mercado mundial.

Parceria
O encontro do secretário Narcio Rodrigues com o prefeito de Tupaciguara teve como objetivo ajustar a parceria entre o Governo de Minas , a Prefeitura Municipal e a UFU para a implantação do Instituto de Energias Renováveis e Inovações Tecnológicas. Durante a visita, o secretário conheceu a área de 90 mil metros quadrados onde será construída a parte física do instituto, incluindo laboratórios. Outros 30 hectares serão cedidos pela prefeitura para a universidade desenvolver experimentos de campo. Em seguida, Narcio Rodrigues participou de uma reunião de trabalho no gabinete do prefeito Alexandre Berquo.

Fonte: Farol Comunitário

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Conflitos Geopolítica Opinião

Bloqueio aéreo não evitou ataque a civis no Iraque e na Bósnia

Um Boeing E-3A da OTAN, com a pintura comemorativa de 50 anos da Organização do Tratado do Atlântico Norte, sendo acompanhado por um caça CF-18 do Canadá. (Foto: Mike Reyno / Skytech Images)

(*)Fabrizio Símula
Em Madri (Espanha)

El País

Os dois precedentes do estabelecimento de zonas de exclusão aérea remontam aos anos 1990, durante os conflitos do Iraque e da Bósnia, quando a comunidade internacional recorreu a essa medida para deter os massacres dos regimes de Saddam Hussein e Slobodan Milosevic contra a população civil. No caso do Iraque, a decisão não se fundamentou em uma resolução da ONU, mas foi acordada por EUA, Reino Unido e França para proteger as populações curda e xiita que se sublevaram contra o regime de Saddam depois da guerra do Golfo.

Em abril de 1991 explodiu o protesto dos curdos no norte do país, e o Conselho de Segurança da ONU aprovou uma resolução de condenação ao Iraque que serviu para legitimar a “ingerência humanitária” de forças internacionais na região. Mas essa resolução não autorizava explicitamente uma zona de exclusão aérea; no entanto, os EUA a impuseram ao norte do paralelo 36 para a força aérea iraquiana. O então secretário-geral da ONU, Butros Butros-Ghali, considerou essa medida militar “ilegal”.

Em 1992 os mesmos aliados estabeleceram uma nova zona de exclusão ao sul do paralelo 32 para proteger a população xiita dos bombardeios da aviação iraquiana. Além de sua legalidade internacional, se questionou também a eficácia da medida, já que não impediu que as forças de Saddam Hussein utilizassem helicópteros para reprimir com violência os protestos dos xiitas. Os especialistas reconhecem que a proibição aérea tem pouco impacto sobre a interceptação dos helicópteros, porque voam mais baixo e em menor velocidade. Esses aparelhos estão atualmente à disposição exclusiva do regime de Gaddafi.

Em 1996, os EUA estenderam a zona de exclusão até o paralelo 33, mas continuaram os massacres contra os civis e o regime de Saddam Hussein acabou esmagando a revolta xiita. Além disso, a legitimidade se viu crescentemente questionada depois da retirada da França dessas missões em 1998. A proibição aérea ao norte do paralelo 36 terminou em 1996, enquanto a do paralelo 33 se manteve até 2003.

No caso da Bósnia, a zona de exclusão aérea se apoiava em uma resolução da ONU de 1993 que proibia qualquer voo, civil e militar, em todo o território do país, para conter os ataques indiscriminados do regime de Milosevic contra a população civil. A operação foi ampliada até chegar a uma campanha de bombardeios da Otan contra posições sérvias. A zona de exclusão aérea se manteve até dezembro de 1995, mas não evitou as piores tragédias do conflito, como o ataque a Sarajevo e o massacre de Srebrenica em julho de 1995.

Tradução: Luiz Roberto Mendes Gonçalves

Bloqueio aéreo é uma equação militar complicada e de risco

(**)Roberto Godoy

Estadão

A criação de uma zona de exclusão aérea sobre a Líbia significa intervenção militar e apoio, ainda que indireto, ao movimento rebelde. Há um complicador, a mudança das dezenas de rotas internacionais que utilizam o corredor do espaço líbio – medida que, na prática, já está sendo executada. As regras do bloqueio são duras. Qualquer aeronave que invada os limites da área impedida, será abatida. A vigilância prevista é por meio de radares fixos da Otan e dos sistemas de alerta avançado embarcados em grandes jatos, carregados de sistemas eletrônicos. O braço armado desse complexo fica por conta da frota de caças pesados da aliança atlântica – joias finas do arsenal europeu e americano como o Typhoon, resultado de um consórcio de quatro países. Cada jato não sai por menos de 90 milhões. Ainda seria necessário transferir amplos recursos – pessoal de terra estimado em milhares, e não menos de 350 aeronaves para cumprir cerca de 200 missões por dia. As bases da Itália são as mais próximas do Norte da África. Estão todas na região centro-sul, ao longo do litoral do Mediterrâneo. Ontem, o Conselho de Defesa, em Roma, decidiu que seguirá as decisões da ONU e da Otan.

Resolvida a questão dos meios, a resistência de certos governos, como o da Grécia, em aplicar a zona de exclusão, passa pelas implicações políticas de um gesto de força, no momento em que o conflito interno em um Estado nacional reconhecido,está indefinido e segue ganhando contornos de guerra civil. “Não é nada que se assemelhe ao que houve nos Bálcãs nos anos 90, em que se cometia um genocídio, e a logística do bloqueio era mais fácil – na Líbia, a luta é mesmo pelo poder”, disse o analista Benjamin Barry, do Instituto de Estudos Estratégicos de Londres.

Mas a principal dúvida envolve o Conselho de Segurança da ONU. A França apoiará a proposta dos Estados Unidos. A Rússia e a China concordam com a aplicação de sanções econômicas e consideram uma intervenção armada. A Otan pode começar, em oito horas após o sinal verde, a mobilização da sua Força de Pronta Resposta, formada por 14 mil combatentes. A equação militar é complicada e custa caro . O território líbio é cinco vezes maior que a Alemanha, 65% deserto. É pouco provável que a coalizão do atlântico siga adiante sem uma autorização internacional.

(*)Fonte: UOL

(**)Fonte: Estadão

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Defesa Negócios e serviços Sistemas de Armas

Rússia negocia com a França a aquisição de 500 veículos blindados ligeiros

O Serviço Federal de Vigilância de Fronteiras da Rússia está negociando junto a companhia francesa Panhard, a aquisição de 500 veículos blindados ligeiros, comunicou hoje o Center for the Analysis of the World Arms Trade.

“Trata-se dos veículos blindados VBL (Véhicule Blindé Léger) de 3,1 toneladas e com tração 4×4. Caso seja acordado a venda, o contrato alcançará o valor de US$ 260 milhões”, disse uma fonte.

Também se comenta que a Rússia já realizou os testes com os blindados durante vários meses que planeja incorporá-los ao Serviço de Vigilância de Fronteiras.

A Rússia deseja montar os blindados em seu território sob licença.

O veículo VBL está em uso em 16 países. Estão equipados com um motor a diesel M14 VTI da Steyr Motors de 125 cc, pode alcançar a velocidade de 95 km/h e tem autonomia de 1000 km (com tanques externos).

Fonte:  O Informante

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Defesa Fotos do Dia Sistemas de Armas

Irã apresenta seu novo obus de 155mm – HM41

Obus HM41 de 155mm

País revelou a imprensa a nova peça de artilharia do Exército desenvolvido integralmente no país domingo passado.

O Irã exibiu no último domingo o novo obus de 155mm do país, em uma cerimônia na sede da Organização das Indústrias de Defesa, a qual contou com a participação do ministro da Defesa, o brigadeiro-general Ahmad Vahidi.

Falando aos repórteres durante a cerimônia, disse que a produção do obus HM41 visava aumentar a mobilidade das unidades de artilharia do país.

Vahidi disse que a nova peça de artilharia foi projetada e materializada por engenheiros iranianos e não contou com a ajuda de um segundo país. Ele disse também que o novo obus foi projetado sob medida e de acordo com as necessidades do país.

Segundo Vahidi, o Irã é o sétimo país a dominar por completo o processo de desenvolvimento desse tipo de instrumento de artilharia.

Em outro momento da entrevista, o ministro disse que o obus recém-revelado goza de maior velocidade de reação, maior mobilidade, é de mais fácil manutenção e um preço muito baixo se comparado com outras armas do tipo produzidas pelo Irã.

Fonte: O Informante

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Conflitos Geopolítica

Por que protegem a ajuda a Israel?

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Sugestão: Rafael

Há muito tempo atrás, considerava-se a segurança social como o “terceiro trilho” da política americana. O “terceiro trilho”é um ferrovia carregada de alta energia: tocá-la significa morte instantânea.

Há décadas aplica-se essa metáfora à segurança social: um programa do governo que é tão popular, que lhe propor mudanças significaria a morte política para o político que o fizesse.

Mas isso é passado. Apesar de a segurança social continuar tão popular como sempre o foi, políticos amiúde propõem mudanças no programa – mudanças como privatização e limites na eligibilidade de quem recebe a ajuda segundo a sua renda. Apesar de, felizmente, terem sido infrutíferas propostas assim, os políticos que as apóiam continuam a viver para continuar a lutar no dia seguinte. Hoje, com todos os défices gigantescos e o débito nacional astronômico, nem a segurança social é mais sagrada.

Poucos programas do governo o são – poucos ou nenhum.

Mas a ajuda dos EEUU a Israel o é. Com efeito, os 3 bilhões de dólares do pacote de ajuda a Israel são o novo terceiro trilho da política americana: toque-a e morra. Eles são também o único programa em que todos – esquerdistas, conservadores, Democratas, Republicanos e ativistas do Tea Party – concordam não dever sofrer nem sequer um dólar de corte.

Na verdade, a coisa não é bem assim. Esses partidos e facções não acham que eles sejam mesmo intocáveis, aqueles 3 bilhões de dólares de ajuda a Israel. Eles apenas dizem que acham porque um poderoso lobby, o Comitê Americano de Assuntos Públicos de Israel (AIPAC), deixa-lhes claro que tocar no pacote de ajuda lhes trará um grande problema na próxima eleição.

Cortes a programas sociais

Que o Democrata ou o Republicano médio decidam que cortes na ajuda a Israel não são negociáveis, já não surpreende muito. E isso, mesmo que apóiem cortes em programas como o head start, que educa crianças pobres, ou o WIC, que fornece assistência alimentar a mulheres de poucos recursos e a seus filhos.

Isso não surpreende porque todos sabem que os comitês de finanças de campanhas de Democratas e Republicanos alertam a seus membros sobre as temíveis consequências que podem se lhes abater caso eles ousem se afirmar contra o lobby.

É por isso que até os membros mais esquerdistas do congresso americano nunca apontam o absurdo de apoiar o financiamento completo da ajuda a Israel, enquanto se mutila programas domésticos de importância vital. Com efeito, apenas dois membros do congresso sugerem que Israel compartilhe dos sacrifícios [nos cortes]: o deputado Ron Paul (R-Texas) e seu filho, o senador Rand Paul (R-Kentucky), que cortariam quase todos os programas do orçamento, até a ajuda a Israel.

Apesar de estarem completamente sós aqui, os dois Pauls assustaram a AIPAC: assustaram-na o bastante para que ela fosse certificar-se de que Republicanos de mentalidade similar – aqueles da frente “corte tudo” – não se extraviem e sigam o mesmo caminho dos Pauls, em nome, digamos, da lógica e da consistência.

Conservadores fiscais?

A maior preocupação da AIPAC era com Republicanos em seu primeiro mandato, aqueles que foram eleitos com o apoio de ativistas do Tea Party. Esses ativistas são geralmente conservadores fiscais radicais, e eles tendem a rejeitar que haja exceções – quaisquer exceções – nos cortes no orçamento.

Quase que imediatamente, a AIPAC produziu uma carta para que esses Republicanos a assinassem. A carta lhes pedia que se comprometessem a poupar Israel de cortes, não importa o que mais eles cortassem. E quase que imediatamente, 65 dos 87 novatos Republicanos assinaram a carta. Outros o fizeram mais tarde.

Entre os signatários estão alguns dos apoiadores mais veementes de cortes em quase todos os programas domésticos. Estas são pessoas que apóiam planos que eliminam empregos em seus próprios distritos. Elas apontam com orgulho à sua devoção ao princípio de que o sacrifício deve ser compartilhado por todos.

Mas não por Israel.

Que quase todos os outros programas estão sofrendo cortes, a carta da AIPAC o reconhece. Ela fala de “gastos desenfreados e défices de um trilhão de dólares”. Ela até concede que “escolhas duras precisam ser feitas para controlar gastos federais” e que “precisamos fazer um trabalho melhor ao decidir quais são as prioridades do orçamento”. Essas prioridades, pode-se vê-las na lista de cortes orçamentais draconianos que os novatos apóiam.

Mas aí diz a carta: “Portanto, como este congresso considera a continuação da resolução [relativa a Israel], nós lhes instamos [à liderança da Câmara dos Deputados] que incluam o compromisso dos Estados Unidos com Israel de lhe enviar três bilhões de dólares sem cortes para o Ano Fiscal de 2011 sob o Memorando de Entendimento EEUU-Israel de 10 anos”.

Eis o instante em que os falcões se tornam pombos dóceis: quando se trata de Israel.

Ajuda condicional

Isso não quer dizer que os Estados Unidos devem eliminar a ajuda militar a Israel. Muito do pacote de ajuda pode ser justificado no fato de que Israel é um aliado – um aliado com muitos inimigos que buscam sua destruição.

Mas que, de todo o orçamento federal, se escolha esse programa e se diga dele, sem nenhuma discussão, que ele merece financiamento completo, sem escrutínio algum, enquanto quase todos os outros programas são cortados – como se pode justificar isso?

O fato é que tanto os Estados Unidos quanto Israel estariam em condição melhor se os americanos atrelassem condições à sua ajuda, como nós fazemos com outros programas de assistência externa.

Por exemplo, podíamos dizer que, para cada dólar que Israel gaste com a expansão de assentamentos, subtrairemos um dólar do pacote de ajuda. Ou podíamos segurar uma parte do pacote até que Israel venha a concordar a congelar os assentamentos – algo que possibilitaria o recomeço das negociações com os palestinos.

Ou podíamos simplesmente examinar o orçamento do pacote, item por item, e, assim, assegurarmo-nos de que cada programa seu apóie metas da política dos EEUU. Por exemplo, aquelas bombas de fragmentação que os EEUU fornecem e que ainda estão explodindo no Líbano: elas servem mesmo aos nossos interesses?

Mas nós aqui não fazemos nada disso. Israel prepara uma lista de compras e membros do congresso fornecem os itens. Compre até cair.

Isso está errado. O pacote de ajuda a Israel, o congresso deveria tratá-lo como o faz com todos os programas que beneficiam diretamente aos americanos. Aqueles que o apóiam deviam ser forçados a defendê-lo, linha por linha.

Mas o triste fato é que grupos de interesses especiais – grupos como o AIPAC, a Câmara de Comércio e o Clube pelo Crescimento – intimidam o Congresso a livrar seus projetos prediletos até de discussão. O pacote de ajuda a Israel nem sequer será discutido este ano, salvo por membros do Congresso informando a AIPAC de sua firme devoção a ele.

Quem dera se as crianças, os americanos da classe trabalhadora e os pobres fossem do interesse especial de alguém. Talvez então eles pudessem algum dia intimidar o congresso. Como diz uma antiga expressão judaica: quiséramos nós ver este dia.

Autor: MJ Rosenberg
Fonte: Aljazeera

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Conflitos Geopolítica

Rebeldes recebem novas armas e haxixe para enfrentar forças de Gaddafi

Rémy Ourdan
Enviado especial a Ras Lanouf e Ben Jawad
Le Monde

Os jovens insurgentes da frente do leste líbio agora dispõem de canhões e de lança-mísseis comparáveis aos das forças leais a Muammar Gaddafi

Foi o dia em que as manobras dos insurgentes líbios, que combatem o governo do coronel Gaddafi, mudaram irremediavelmente de dimensão militar. Ao lançarem um novo ataque, na quarta-feira (9), contra as posições do exército líbio, na estrada que separa Ras Lanouf e Ben Jawad, os rebeldes revelaram suas novas armas.

Os chabab (jovens) do leste do país haviam sido reunidos discretamente, na noite anterior, em Ras Lanouf, por militares líbios que escolheram o lado dos rebeldes. Esses oficiais, saídos de Benghazi, quartel-general da oposição em Trípoli, não vieram com tropas: aparentemente ainda não era hora de ofensivas de infantaria. Em compensação, eles vieram com canhões e lança-mísseis.

O posto fronteiriço de Ras Lanouf, na estrada da frente de Ben Jawad, foi fechado pela primeira vez durante algumas horas, na quarta-feira. Tempo de fazer os preparativos. Quando finalmente foi possível avançar cerca de cinco quilômetros, por volta do meio-dia, foi para revelar um lança-mísseis Katyusha  abaixo da estrada, atrás de uma duna.

Bateria de Foguetes Katyusha
Enquanto não chega a guerra, uma pequena inspeção de cinco posições, no deserto, permite compreender que os chabab não receberam somente armas. Alguns se jogam ao chão, com o olhar brilhante, e sorrisos idiotas nos lábios. “Gaddafi é louco!”, diz um. “Gaddafi é estúpido”, reforça o outro. “E Gaddafi é também muito, muito bonito!”, exclama o primeiro, morrendo de rir. Não há dúvidas: o haxixe chegou ao mesmo tempo que os Katyusha.

Depois da calma da manhã, nessa estrada desértica do Golfo da Síria, veio a tempestade. Um míssil rebelde, atirado de uma posição afastada da estrada, foi lançado ao céu. E depois um segundo. E um terceiro. Mísseis SAM (terra-ar), segundo um chabab. Os primeiros tiros foram mal mirados. Os mísseis explodiram em posições rebeldes, longe do exército líbio.
E depois os Katyusha entraram em ação. Dessa vez, os mísseis chegaram até as posições inimigas, a cerca de dez quilômetros de distância.

MANPADSOs chabab de Ras Lanouf não conseguem acreditar no poder de fogo que adquiriram. A cada disparo de míssil, eles gritam “Alá é grande!” Depois de terem sofrido na véspera um bombardeio ao qual eles não podiam replicar, dessa vez eles têm as mesmas armas que os batalhões de Trípoli. “Gaddafi deveria deixar o poder. Assim, ele está levando a Líbia para uma guerra terrível. Ele é louco”, pensa um combatente.

A réplica do exército líbio chega cerca de quinze minutos mais tarde, e é terrível. Disparos de canhão, de morteiros, de foguetes: um dilúvio de fogo cai sobre os rebeldes. Quando um projétil cai na areia, os danos são limitados, mas quando cai na estrada ou pedregulhos, os  fragmentos são devastadores. Picapes são atingidas, e carros são traspassados. Foguetes passam em rasantes por toda a estrada, buscando seus alvos.

Estendidos no chão, insurgentes rezam. Muitos apontam um dedo para cima, sinal de que Alá é único, e que ele é o único, naquele momento, que pode decidir se eles viverão ou morrerão. Um homem permanece de pé, com os braços estendidos para o céu: ele se remete a seu Deus. Ele sobreviverá. Pelo menos à primeira salva.

Aviões passam, e nesse momento as explosões são tantas que é impossível saber se eles soltaram bombas.

Três colunas de fumaça sobem ao céu, sendo que uma delas emana de uma refinaria, que pode ter sido atingida tanto de um lado como de outro. Depois de um incêndio de uma hora, há uma explosão, com chamas de dezenas de metros de altura. O céu escurece. Quando o Sol cair, ele estará preto das fumaças de petróleo bruto.

No hospital de Ras Lanouf, no final do dia, o desfile das ambulâncias é incessante. Os feridos chegam às dezenas. Um homem tem metade do rosto arrancada, e muitos foram atingidos nas pernas por fragmentos. Nenhum ferimento por bala: não houve nenhum combate direto no deserto, nenhum avanço. Foi um dia de duelo de artilharia, a primeira dessa dimensão para os insurgentes.

Cada vez que um ferido sai de uma ambulância, os chabab gritam “Alá é grande!”. Os enfermeiros tentam passar com as macas entre os combatentes furiosos e em lágrimas. Dois homens têm crises nervosas e colapsam, gritando.

O alto-falante da mesquita de Ras Lanouf crepita, mas não é hora da prece. É outra coisa, um longo apelo à grandeza de Alá, um agradecimento por seu apoio nessa jornada de devastação.

Na encruzilhada da entrada de Ras Lanouf, principal posto fronteiriço na estrada de Ben Jawad, centenas de combatentes estão reunidos, quando a noite começa a cair. Eles atiram para cima rajadas de kalashnikov, para comemorar sua nova potência militar.

Eles também atiram para criar coragem para o dia seguinte, porque junto com esse poder também vem o medo. Muitos são amedrontados por rumores, que se revelarão falsos, de que o exército líbio estaria avançando na direção de Ras Lanouf. As tropas de Trípoli também tiveram de sofrer perdas, e não devem estar contentes de descobrir as armas das quais os insurgentes agora dispõem.

Fonte: UOL

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Conflitos Geopolítica

Karzai exige que Otan pare com suas operações no Afeganistão

Presidente afegão Hamid Karzai

AFP  — O presidente afegão Hamid Karzai exigiu neste sábado que a Otan interrompa suas operações no país, durante um discurso na província de Kunar (leste), onde a Aliança Atlântica foi acusada de ter matado recentemente dezenas de civis.

“Gostaria de pedir à Otan e aos Estados Unidos com honradez, humildade e sem arrogância que parem com suas operações em nossa terra”, afirmou. Em aparente referência às áreas de fronteira com o Paquistão, onde os insurgentes se escondem, Karzai acrescentou: “Se essa é uma guerra contra terroristas e o terrorismo internacional, então eles deveriam ir lutar essa guerra onde indicamos que estão nos últimos nove anos”. “Somos um povo muito tolerante, mas nossa tolerância esgotou”, concluiu.

Fonte:  Terra

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Explosão em usina nuclear fere quatro e aumenta tensão no Japão

Uma explosão destruiu um dos prédios de uma usina nuclear japonesa neste sábado, um dia depois de um terremoto seguido de tsunami ter devastado o país. Imagens de TV mostravam grande quantidade de fumaça saindo da usina de Fukushima 1, onde quatro trabalhadores ficaram feridos. Pouco depois, a imprensa local informou que as autoridades ampliaram a zona de isolamento de 10 km para 20 km em torno de Fukushima 1.

Antes da explosão deste sábado, o primeiro-ministro japonês, Naoto Kan, informou sobre o vazamento de “quantidades mínimas de radiação” na usina de Fukushima, segundo a agência local Kyodo.

A Agência Japonesa de Segurança Nuclear e Industrial descartou que a explosão tenha causado “danos sérios” ao reator nuclear da usina, enquanto o porta-voz do governo, Yukio Edano, disse que ainda está sendo analisado o que “está por trás dessa explosão”. A Tokyo Power Electric Co., responsável pela usina, confirmou o número de feridos mas não deu mais informações.

Na sexta-feira, após o terremoto, o sistema de resfriamento de reatores falhou em duas usinas. Com isso, o governo declarou estado de emergência em cinco unidades de reatores – dois na planta Fukushima 1 e três na vizinha Fukushima 2. As cinco instalações fecharam depois do grande tremor.

Sob a lei japonesa, uma emergência deve ser declarada se um sistema de resfriamento falha. No total, o país tem 55 reatores fornecendo cerca de um terço da eletricidade do país. Segundo um especialista brasileiro, o risco de contaminação ambiental ainda é pequeno.

Nas centrais nucleares de Fukushima 1 e 2, localizadas a cerca de 250 quilômetros de Tóquio, as autoridades liberaram vapor radioativo para reduzir a pressão excessiva nos reatores.

A radioatividade registrada na sala de controle de um reator da central de Fukushima 1 atingiu um nível mil vezes superior ao normal, após os problemas de refrigeração provocados pelo terremoto.

Fukushima 2 também é centro de uma área de isolamento, de 3 km de raio, decretada pelas autoridades para afastar a população. As duas centrais nucleares estão separadas por 12 km.


Momento da explosão  da usina de Fukushima 1

Maior tremor da história do Japão

O terremoto de 8,9 graus de magnitude atingiu a costa nordeste do Japão e provocou um tsunami em cidades na região norte. De acordo com o Instituto de Geofísica dos Estados Unidos (USGS), trata-se do maior tremor já registrado no Japão e o 7° maior da história mundial.

Até hoje, o mais forte terremoto do Japão tinha acontecido em 1933. Com 8,1 graus de magnitude, o tremor atingiu a região metropolitana de Tóquio e matou mais de 3 mil pessoas.

Os tremores de terra são comuns no Japão, um dos países com mais atividades sísmicas do mundo, já que está localizado no chamado “anel de fogo do Pacífico”. O país é atingido por cerca de 20% de todos os terremotos de magnitude superior a 6 que acontecem em todo o planeta.

Fonte: BR News.NET

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CENTRO ESPACIAL DE ALCÂNTARA RECEBE RECURSOS

Sugestão: Harry

Vista áerea da área residencial do Centro de Lançamento de Alcântara, no Maranhão. Foto: Arquivo/CLA

LIBERADOS R$ 8,696 MILHÕES PARA CENTRO ESPACIAL DE ALCÂNTARA (no Maranhão)

“O presidente da Agência Espacial Brasileira (AEB), Thyrso Villela Neto, liberou R$ 8,696 milhões para implantação do Centro Espacial de Alcântara, situado no Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), no Estado do Maranhão. A autorização foi feita por meio da Portaria nº 18-AEB publicada no Diário Oficial da União, na edição de sexta-feira (11/3).

“A Diretoria de Transporte Espacial e Licenciamento – DTEL, com o apoio da Diretoria de Planejamento, Orçamento e Administração – DPOA, exercerá o acompanhamento da execução do objeto da presente descentralização, de modo a evidenciar a boa e regular aplicação dos recursos transferidos”, diz o texto da portaria.

Lançamento do VLS-1

Em seguida, informa que “o órgão executor beneficiário expressamente submeteu-se aos ditames normativos em vigor, e, em especial, ao teor da Portaria Normativa PRE/AEB nº 9, de 29 de janeiro de 2010 e deverá restituir à AEB, até o final do exercício de 2011, os créditos não empenhados e os saldos financeiros”.

CENTRO DE ALCÂNTARA

O Centro de Lançamento de Alcântara – CLA, organização do Comando da Aeronáutica, é subordinado ao Comando-Geral de Tecnologia Aeroespacial – CTA, e atua nas missões de lançamento e de rastreio de engenhos aeroespaciais, coleta e processamento de dados de suas cargas úteis, incluindo testes e experimentos científicos de interesse da Aeronáutica, relacionados com a política nacional de desenvolvimento aeroespacial.

Desse modo, todas as atividades exercidas pelo CLA decorrem de projetos e programas previamente aprovados em diretrizes governamentais.

Os meios operacionais utilizados para o cumprimento dessa missão são organizados e configurados sempre de acordo com as especificidades de cada operação e disponíveis nos sistemas alocados.

Atividades no Centro de Lançamento de Alcântara (MA). Foto: Arquivo/CLA

De maneira geral, o CLA não exerce apenas o conjunto de operações de lançamentos, estabelecido em cronograma de eventos. Está voltado, também, para a permanente manutenção e atualização de equipagens, aperfeiçoamento e treinamento de técnicos e engenheiros e modernização dos sistemas dedicados.

Complementarmente, são realizados testes em artefatos aeroespaciais nacionais, ensaios e instrumentação de meios embarcados, bem como a constante aferição do complexo operacional instalado.

O CLA participa, também, como estação remota de atividades conjuntas de rastreio nas operações de lançamentos suborbitais coordenadas pelo Centro de Lançamento da Barreira do Inferno – CLBI, em Natal – RN, e em parceria com o Centro Espacial Guianês – CSG, em Kourou – Guiana Francesa, do Consórcio Europeu – ESA.

HISTÓRICO

Nas últimas décadas, o avanço nos setores tecnológico, industrial e econômico restringiu a poucos países a capacidade de colocar no espaço equipamentos altamente sofisticados de pesquisa, de coleta de dados, de telecomunicação, de sensoriamento remoto e de inúmeras outras aplicações.

Em 1979, por proposta da Comissão Brasileira de Atividades Espaciais – COBAE, o governo federal aprovou a realização da Missão Espacial Completa Brasileira – MECB, que visava a estabelecer competência no país para gerar, projetar, construir e operar um programa espacial completo, tanto na área de satélites e de veículos lançadores, como de centros de lançamentos.

Dentro da MECB, coube ao Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais – INPE, do Ministério da Ciência e Tecnologia, o desenvolvimento de satélites e do segmento de solo correspondente. E coube à Aeronáutica a implantação do centro de lançamento e o desenvolvimento dos veículos lançadores de satélites. Foi designado o Centro Técnico Aeroespacial – CTA, sediado em São José dos Campos – SP, por intermédio do Instituto de Aeronáutica e Espaço – IAE, para conduzir o projeto desses veículos, em decorrência da capacitação obtida desde a década de 60, com o desenvolvimento de foguetes de sondagem.

Nos estudos da MECB, ficou evidenciado que o Centro de Lançamento da Barreira do Inferno – CLBI, da Aeronáutica, situado na cidade de Natal – RN, apesar de possuir várias características vantajosas, experiência acumulada e qualidade comprovada, apresenta importantes restrições para lançamentos de veículos maiores, do porte do atual VLS-1 e superiores.

Em face disso, a Aeronáutica propôs ao governo federal a implantação de um novo centro de lançamento que atendesse às necessidades da MECB e com capacidade de crescimento para o futuro.

Após criteriosa avaliação dos possíveis locais, foi selecionada uma área na região de Alcântara – MA para abrigar todo o complexo de instalações e de sistemas do novo centro de lançamento.

Foi então criado o Grupo para Implantação do Centro de Lançamento de Alcântara – GICLA, em 1982, com a incumbência de gerenciar todas as atividades necessárias à implementação desse centro.

Já em 1º de março de 1983, foi ativado o Núcleo do Centro de Lançamento de Alcântara – NUCLA, com finalidade de proporcionar o apoio logístico e de infraestrutura local, assim como garantir segurança à realização dos trabalhos a serem desenvolvidos na área do futuro centro espacial no Brasil.”

Com informações do Centro de Lançamento de Alcântara (CLA)


FONTE: Blog do Planalto,via
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Emergentes, uni-vos!

http://www.novosdialogos.com/imgconteudo/generaciones%20emergentes2.jpgSugestão: Harry
10 de Março de 2011 22:38

Eliane Cantanhêde


Devagar e sem pirotecnias, o Brasil atuou decisivamente para uma posição consensual dos países emergentes diante da crise — ou guerra civil, como admite o Itamaraty — em que mergulhou a Líbia.
Enquanto EUA e Reino Unido, por exemplo, ameaçavam com ‘ações militares’, os países do Bric e do Ibas bateram pé para evitar um novo Iraque: qualquer reação armada e até uma zona de proibição de voos na Líbia têm de passar pelo Conselho de Segurança da ONU.

O mundo é outro. Os EUA entraram no Iraque sem saber como sair, e o rastro é desolador. Depois, contaminaram todos os continentes com a sua crise financeira. Barack Obama tem de ter um olho na opinião pública interna, que não quer nem ouvir falar em guerra e em crise, e outro no cenário internacional, que está mais equilibrado.
Olhar o mundo, hoje, significa olhar e ouvir também os emergentes. A China, sobretudo, mas também Brasil, Índia, Rússia e África do Sul têm peso crescente não só na economia, mas também na política. As decisões, antes exclusivas de Washington, passeiam pela Europa e por todos esses países antes de se transformarem em ações.

Para a diplomacia brasileira, é hora de administrar ganhos, recuperar perdas e agir em bloco, não de buscar protagonismo. Discreto e demasiadamente formal em suas entrevistas, o chanceler Antonio Patriota aparece pouco, mas não está calado nem parado.

Ele se reuniu com chineses e indianos e depois passou a terça-feira de Carnaval com ministros da Índia e da África do Sul (grupo Ibas). Resultado: uma nota que, nos itens 23 e 24, apoia exclusivamente posições consensuais na ONU.

Com dificuldades internas, diante de novas eleições e sob os traumas do Iraque e da crise de 2009, é improvável que Obama queira desdenhar dos emergentes. Logo, os países árabes estão exibindo de fato um novo mundo — interna e internacionalmente.

FONTE: Em Tempo

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Tsunami no Japão, 18 Caças F2 e aeronves UH 60 são danificados pelas ondas devastadoras

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Testes dos F-35s suspensos após falhas ocorridas em voo

http://cavok.com.br/blog/wp-contents/uploads/2011/03/031111dn_f35a_af4_800.jpg

Os testes de voo dos caças F-35 Lightning II Joint Strike Fighters foram suspensos após a variante F-35A destinada para a U.S. Air Force apresentar um duplo problema no gerador e um vazamento de óleo durante uma surtida de testes no dia 9 de março, informou a fabricante Lockheed Martin no dia 11 de março.

A aeronave F-35A retornou em segurança para base, mas adicionais testes estão postergados enquanto os engenheiros investigam a causa do problema.

“Como uma medida de precaução de segurança, a Agência do Programa Conjunto temporariamente suspendeu as operações de voo até que uma equipe da agência e especialistas técnicos da Lockheed determinem a causa raíz da falha do gerador e do vazamento de óleo. Uma vez que a causa seja conhecida, os reparos apropriados e as melhorias serão feitas antes das operações de voo serem retomadas,” disse o porta-voz da Lockheed, John Kent.

Diferentemente de versões de caças anteriores, as superfícies de controle de voo do F-35 são movidas por atuadores eletro-hidrostáticos alimentados por eletricidade. Devido a isso, uma falha elétrica poderia ser especialmente problemática.

O incidente ocorrei na Base Aérea de Edwards, California, a qual é a principal unidade de testes de voo da USAF, na aronave AF-4, a quarta aeronave de testes da Força Aérea dos EUA. existem 10 caças F-35 sendo testados operacionalmente em Edwards e na Estação Naval de Patuxent River, Maryland.

Fonte: DefenseNews – Tradução: Cavok