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Geopolítica Negócios e serviços

Embraer anuncia venda de 20 aviões para Alitalia

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São Paulo, 21 mar (EFE).
A fabricante brasileira de aviões Embraer anunciou nesta segunda-feira que assinou um acordo para vender 20 aeronaves à Alitalia por um valor que pode chegar a US$ 793 milhões.
O acordo compreende na venda de 15 aviões do modelo Embraer 175 e cinco Embraer 190 por meio de uma operação de leasing estruturada por terceiros, informou o quarto fabricante de aviões do mundo em comunicado.
A companhia brasileira não divulgou o valor do contrato, mas pelo valor comercial das aeronaves pode chegar a US$ 793 milhões levando em conta que um Embraer 175 custa cerca de US$ 38,6 milhões e um Embraer 190 vale US$ 42,8 milhões.
Os primeiros aparelhos serão entregues no terceiro trimestre deste ano, segundo o comunicado da empresa.
Os Embraer 175 encomendados pela Alitalia terão uma configuração para 88 passageiros e os Embraer 190 poderão transportar até 100 pessoas.
A companhia aérea italiana pretende utilizá-los em seus voos domésticos e europeus a partir de sete aeroportos nas cidades de Roma, Milão, Nápoles, Turim e Veneza.
“Este grande investimento se soma aos realizados recentemente na frota de médio e longo alcance da Alitalia”, disse por sua parte Rocco Sabelli, presidente da companhia aérea italiana, que conta com uma frota de 149 aviões e que no ano passado transportou 23,4 milhões de passageiros a 92 destinos. EFE

Fonte: Notícias BR

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Defesa

VII Reunião entre os Estados-Maiores da Marinha do Brasil e da Marinha Militar Italiana

Entre os dias 21 e 24 de fevereiro, em Roma, na Itália, ocorreu a VII Reunião entre os Estados-Maiores da Marinha do Brasil (MB) e da Marinha Militar Italiana (MMI). Dentre os diversos assuntos tratados, destacaram-se os projetos comuns para o estabelecimento de requisitos de meios navais, visitas, cursos, estágios, intercâmbios e embarques de militares como observadores em meios de ambas as Marinhas.

Como parte do incremento das relações entre a MB e a MMI, foram visitados o Destróier “Caio Duilio” (Classe Horizonte), o Navio-Aeródromo “Cavour” e o Comando-em-Chefe da Esquadra (CINCNAV).

A Ata que registrou os pontos a serem desenvolvidos nos próximos dois anos foi assinada pelo Chefe do Departamento de Planejamento Geral do Estado-Maior da Marinha Militar Italiana, Vice-Almirante Alessandro Piroli, e pelo Subchefe de Estratégia do Estado-Maior da Armada, Contra-Almirante Carlos Alberto Matias.

Fonte: Marinha do Brasil

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Defesa Negócios e serviços Sistemas de Armas

Venezuela gastou US$ 15 bilhões em armamentos

Sugestão: Santa Catarina BR

De acordo com a organização não-governamental Controle Cidadão para a Segurança, a Defesa e a Força Armada Nacional, as Forças Armadas da Venezuela atuam como “braço armado” do Poder Executivo.

A entidade informou que nos últimos seis anos, o governo venezuelano gastou US$ 15 bilhões em armamentos.

Desse total, US$ 8,5 bilhões foram destinados a compras militares da Rússia, principal provedor de armas da Venezuela à frente de China e Espanha.

O documento revela que Hugo Chávez comprou apenas da Rússia 105 mil fuzis, 2 mil lança mísseis e foguetes, 92 tanques, 36 aviões de caça e nove submarinos, bem como canhões e sistemas de mísseis.

A ONG acredita ainda que as compras militares venezuelanas podem alcançar US$ 30 bilhões já que existe uma brecha entre o que é anunciado pelo governo e o que realmente chega ao país.

A Venezuela adquiriu material militar de 14 países e realizou 18 anúncios de compras. Não se sabe em que etapa do processo caminham esses acordos militares.

Além disso, a maioria dos acordos militares firmados pela Venezuela não passam pelo Congresso do país o que dificulta qualquer tipo de controle ou fiscalização.

Para a presidente do Controle Cidadão, o futuro profissional dos integrantes das Forças Armadas está em jogo por conta da politização da instituição. Rocío San Miguel afirmou que “as Forças Armadas são um braço armado do Executivo Nacional”.

Ela manifestou preocupação também com a militarização da Sociedade Civil.

“A Milícia Nacional Bolivariana se converteu no quinto componente das Forças Armadas, o que viola a Constituição do país”, destacou. O governo pretende constituir 60 batalhões de milícias apenas em Caracas.

San Miguel denunciou também que a inclusão de pessoal cubano em cargos estratégicos dentro das Forças Armadas é outro ponto desestabilizador.

Segundo ela, cubanos estariam desenvolvendo atividades de inteligência e contra-inteligência dentro das Forças Armadas do país o que pode ser considerado como um ato de traição à pátria.

FONTE: InfoRel

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Geopolítica Opinião

O arrepedimento no mundo arabe

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Liga Árabe não quer ataques a civis na Líbia, diz líder

Domingo, 20 de março de 2011 11:27 BRT

CAIRO (Reuters) – O chefe da Liga Árabe afirmou neste domingo que os árabes não queriam que ataques militares por potências ocidentais atingissem civis quando a Liga pediu uma zona de exclusão aérea na Líbia.
Em nota divulgada pela agência de notícias estatal do Egito, o secretário-geral Amr Moussa também disse que estava solicitando uma reunião de emergência da Liga Árabe para discutir a situação no mundo árabe e, particularmente, na Líbia.
“O que está acontecendo na Líbia difere do objetivo de impor uma zona de exclusão aérea, e o que nós queremos é a proteção de civis e que não haja mais bombardeios a eles”, disse.
(Por Edmund Blair)

Fonte:Reuters

Líbia: Liga Árabe e Rússia criticam ataques


O secretário-geral da Liga Árabe, Amr Moussa, criticou hoje os bombardeamentos da coligação internacional na Líbia por considerar que eles vão além «do objetivo de impor uma zona de exclusão aérea».

Crítica semelhante foi feita hoje pela diplomacia russa, que apelou para a suspensão do uso indiscriminado da força que já fez vítimas civis.

«O que se passou na Líbia é diferente do objetivo de impor uma zona de exclusão aérea e o que nós queremos é a proteção dos civis, não o bombardeamento de outros civis», disse o secretário-geral da Liga Árabe.

Diário Digital / Lusa

Fonte: http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?section_id=10&id_news=500666

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Conflitos Geopolítica

ATUALIZAÇÃO – EUA lançam segunda fase de operação contra forças de Gaddafi

Marinha dos EUA – Mísseis de cruzeiro Tomahawk

Aviões militares dos Estados Unidos lançaram neste domingo ataques contra a Líbia, na segunda fase da operação Aurora da Odisseia. A operação internacional visa a proteger os civis líbios das forças do ditador Muammar Gaddafi e impor uma zona de restrição aérea no país.

A informação foi confirmada pelo comandante das Forças Armadas dos Estados Unidos, almirante Michael Mullen, em entrevista à rede de TV CNN. Ele não deu mais detalhes.

Mais cedo, o canal CBS afirmou que três bombardeiros furtivos americanos US B-2 lançaram 40 bombas contra um importante aeroporto líbio, em esforço para destruir a Força Aérea de Gaddafi.

Veículos militares das forças de Gaddafi explodem em ataque aéreo internacional contra a Líbia

Um porta-voz do Comando África dos Estados Unidos (Africom), citado pela agência France Presse, disse que ao menos 19 aviões americanos, entre eles três bombardeiros furtivos B2 (“Stealth bomber”), atacaram alvos na Líbia no amanhecer de domingo.

O bombardeio foi executado por “três B2 da Força Aérea americana, assim como por aviões F15 e F16 da Força Aérea, e por um AV8-B Harrier do corpo de marines”, declarou o porta-voz Kenneth Fidler, de Stuttgart (Alemanha).

Mais cedo, Mullen afirmou que a primeira fase da operação foi bem-sucedida, instaurando a zona de restrição aérea na Líbia e impedindo a ofensiva das tropas do ditador Gaddafi contra o reduto rebelde de Benghazi, no leste do país.

As forças de Gaddafi “já não marcham sobre Benghazi”, disse Mullen, em entrevista ao programa “This Week”, da americana ABC, horas após a primeira fase da operação ser confirmada pelo Pentágono. Ele afirmou ainda que a zona de restrição aérea está “efetivamente aplicada” na Líbia.

A operação internacional foi criada após aprovação, na quinta-feira (17), pelo Conselho de Segurança da ONU (Organização das Nações Unidas).

PRIMEIRA FASE

Nesta primeira fase, no sábado, França, Estados Unidos e Reino Unido lançaram um ataque por terra e por ar contra as forças de Gaddafi em Benghazi e mais de 20 alvos do sistema integrado de defesa aérea no oeste.

Os alvos incluem bases de ataque de mísseis terra-ar e os sistemas de comunicação das Forças Aéreas. O primeiro ataque foi lançado às 16h e, no total, 112 mísseis foram lançados.

O objetivo primário era destruir a defesa de Gaddafi contra os aviões militares que entrarão nas próximas etapas da operação, que tem como objetivo final impor a zona de exclusão aérea no país. A operação visava ainda a evitar ataques das forças do governo contra os rebeldes da oposição e civis, principalmente em Benghazi.

O destróier americano USS Barry lança míssel Tomahawk contra a Líbia, parte da operação Odyssey Dawn

Também no sábado, um caça francês lançou o primeiro ataque internacional contra as forças de Gaddafi. O alvo foi um veículo militar líbio, segundo o Ministério de Defesa francês. O porta-voz do ministério, Thierry Burkhard, disse que o ataque foi lançado às 16h45 GMT (13h45 em Brasília), quando o jato atirou contra o veículo militar.

O canal de TV árabe Al Jazeera, que cita fontes anônimas, diz que os aviões de guerra franceses destruíram quatro tanques líbios, no sudoeste da cidade de Benghazi. O relato não foi confirmado.

O Reino Unido também enviou aviões de caça Tornado para ataques coordenados contra importantes instalações militares da Líbia. A Força Aérea Real lançou mísseis Stormshadow de seus jatos Tornado GR4.

As forças de Gaddafi teriam lançado sua primeira reação aos ataques dos aliados na madrugada de domingo (noite de sábado em Brasília). Explosões, aparentemente causadas por um bombardeio na capital da Líbia, Trípoli, foram seguidas por rajadas sustentadas de artilharia antiaérea.

Os disparos de artilharia antiaérea foram seguidos de gritos de ‘Deus é grande’. O céu noturno foi iluminado pelo traçado dos disparos, segundo um correspondente da agência de notícias Reuters.

LONGA BATALHA

Neste domingo, Gaddafi desafiou o Ocidente e assegurou que o país está preparado para uma “longa guerra” contra as forças aliadas.

Em mensagem de voz transmitida pela televisão estatal líbia, Gaddafi mostrou que não está disposto a se render diante do poderio militar internacional e prometeu uma vitória contra o que qualificou como “o novo nazismo”.

Ele afirmou ainda que os líderes dos EUA, França e Reino Unido “cairão como [Adolf] Hitler e como [Benito] Mussolini”, os ex-ditadores da Alemanha e da Itália. “Todos os tiranos caem sob a pressão das massas populares”, afirmou, em uma frase que se encaixaria bem na situação que ele próprio vive na Líbia.

“Nós somos os vitoriosos, vocês são os vencidos. Jamais abandonaremos o campo de batalha, pois defendemos nossa terra e nossa dignidade”, assegurou Gaddafi.

O ditador líbio voltou a dizer que está armando todos os líbios para lutarem. A Líbia, alertou, se prepara “para uma longa guerra”, com “paciência ilimitada e fé profunda” que as forças aliadas não poderão enfrentar.

Gaddafi disse ainda que nunca permitirá que o Ocidente tome posse e explore o petróleo líbio.

Ele lançou ainda um alerta de que vai liquidar “qualquer traidor ou colaborador da coalizão militar internacional”.

Editoria de Arte/Folhapress

Fonte: Folha


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Geopolítica

Obama propõe reforma política e econômica na Líbia

AFP  —  O presidente americano, Barack Obama, propôs uma reforma política e econômica para conseguir estabilidade na Líbia e Oriente Médio e assegurou que seu país manterá seu compromisso com a segurança, em entrevista à imprensa chilena divulgada neste domingo.

“Acreditamos que o status quo é insustentável. Apenas haverá estabilidade real na região se houver um processo de reforma política e econômica. Mantemos nosso compromisso com a segurança na região”, disse Obama na entrevista publicada pelo jornal El Mercurio.

Obama completou que as últimas revoltas iniciadas na Líbia e no Oriente Médio são um “momento promissor”, já que, na opinião dele, “as pessoas buscam respeito aos direitos universais. Os EUA acreditam que isso seja positivo”.

“Esses são os direitos que defendemos em todo lugar, seja no Egito ou no Irã; na Líbia ou na Tunísia”, afirmou Obama, que desde sábado está em visita ao Brasil como parte de uma viagem pela América Latina que na segunda-feira o levará ao Chile e, na terça-feira, a El Salvador.

Obama autorizou no sábado, em meio à visita ao Brasil, uma ação militar limitada das forças americanas na Líbia contra o regime de Muammar Kadafi, junto a outros países europeus como Grã-Bretanha e França. A decisão foi tomada depois da resolução de quinta-feira do Conselho de Segurança das Nações Unidas, que autorizaram o uso da força contra as tropas de Kadafi para deter os ataques contra redutos rebeldes nesse país.

Fonte: Terra

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Conflitos Geopolítica

EUA negam que objetivo na Líbia seja derrubar Kadafi

Almirante Michael Mullen

AFPO imediato objetivo da coalizão internacional na Líbia é proteger os civis com uma zona de exclusão aérea e não necessariamente tentar derrubar o líder Muammar Kadafi, disse neste domingo o máximo responsável do exército dos Estados Unidos.

“O objetivo (da resolução) do Conselho de Segurança das Nações Unidas realmente é Benghazi e proteger os civis”, disse o almirante Michael Mullen à Fox News, referindo-se ao reduto dos rebeldes no leste da Líbia. “Não se trata de ir atrás de Kadafi ou atacá-lo nesse momento em particular”, disse Mullen, chefe do Estado Maior Conjunto americano. “Trata-se de alcançar esses estreitos e relativamente limitados objetivos, para que (Kadafi) deixe de matar seu povo e seja possível proporcionar ajuda humanitária”, completou.

Esses comentários ocorrem depois que uma coalizão internacional liderada pelos Estados Unidos, França e Grã-Bretanha iniciou no sábado sua ofensiva contra o regime de Kadafi, enquanto o presidente Barack Obama descartou a mobilização de tropas terrestres no que chamou de uma “ação armada limitada”.

Fonte:  Terra

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Obama no Brasil

No Rio, Obama diz que Brasil é exemplo de democracia para mundo árabe

Jason Reed/Reuters

Barack Obama acena à plateia no Theatro Municipal do Rio antes de discuso a mais de 2.000 pessoas

O presidente americano, Barack Obama, afirmou neste domingo em discurso no Theatro Municipal, no Rio, que a transição feita pelo Brasil da ditadura para a democracia é um modelo para o mundo árabe, governado há décadas por líderes fortes mas que passa por um momento em que o povo exige mais liberdades. O líder americano disse ainda que deseja “fortalecer a amizade” dos EUA com o país.

Falando a uma plateia de mais de 2.000 pessoas, Obama disse que “a transição para a democracia no Brasil nos anos 1980 pode servir de exemplo às nações do Oriente Médio”.

“Esse é o exemplo do Brasil, um país que mostra que a ditadura pode se transformar em uma vibrante democracia, um país que mostra que a democracia leva liberdade e oportunidades ao povo”.

Segundo Obama, nos últimos meses, o mundo árabe tem sido palco de manifestações populares que pedem mais liberdade e democracia. “Em toda a região, nós vimos jovens se levantando. Uma nova geração exigindo o direito de decidir seu próprio futuro”, disse.

O presidente americano citou a Líbia: “Temos visto o povo da Líbia assumir uma corajosa posição contra um regime determinado a brutalizar seus próprios cidadãos”.

Marcelo Sayão/Efe

Barack Obama gesticula durante seu discurso no Theatro Municipal do Rio de Janeiro

PARCERIAS E JAPÃO

Como no dia anterior, Obama citou as diversas áreas em que Brasil e EUA são parceiros e que podem ser reforçadas. Isso inclui os setores de energia limpa, cooperação científica, tecnologia e falou em derrubar os obstáculos que estão impedindo o crescimento das relações comerciais bilaterais.

“Da África ao Haiti, estamos trabalhando lado a lado para combater a fome, a doença e a corrupção que podem apodrecer uma sociedade.”

O presidente americano também comentou sobre a maior comunidade japonesa fora do Japão que vive em São Paulo para pregar ajuda do Brasil aos japoneses na sua hora de maior necessidade, uma referência ao terremoto seguido de tsunami registrado no último dia 11 que já deixou mais de 7.000 mortos no país asiático.

“Nos EUA, nós criamos um laço de mais de 60 anos com o Japão”, disse. “O povo japonês é um dos nossos amigos mais próximos e estaremos lado a lado com o povo japonês para superar esse momento.”

O discurso de Obama no Theatro Municipal estava previsto inicialmente para ser realizado na Cinelândia, que encerraria a agenda do mandatário na cidade. O local havia sido escolhido em detrimento de outras opções, como a praia de Copacabana, por questões de segurança. No entanto, o evento foi transferido na sexta-feira (18) para o interior do teatro.

Entre os mais de 2.000 convidados estavam grupos de mulheres e idosos de Santa Cruz e Bangu (bairros de classe média baixa da zona Oeste do Rio), que conduzem projetos sociais com apoio da Prefeitura e do governo do Estado.

Também integrava a plateia uma representação do Instituto Empreender, cujo objetivo é promover programas nas áreas de empreendedorismo, com acesso ao crédito e desenvolvimento de microempresas. O projeto é apoiado pela Usaid, agência norte-americana de assistência econômica e humanitária.

Na plateia, há ainda representantes do movimento negro e expoentes da cultura afro-brasileira, como os atores Lázaro Ramos, Taís Araújo, a ministra Luiza Bairros (Igualdade Racional) e o ativista, ex-político e intelectual Abdias do Nascimento, 97.

Fonte:  Folha

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BRASIL – Onde estão os Brasileiros?

Por Angelo D. Nicolaci – GeoPolítica Brasil em parceria com Plano Brasil

O problema social brasileiro é resultado principalmente pela falta de Brasileiros. Basta olharmos a postura da nossa população, sempre valorizam excessivamente o que é estrangeiro, sempre idolatram figuras, estilos sonham sonhos que não são os nossos.

Os interesses nacionais? Não importam a nossa população em geral, salvo um pequeno número de Brasileiros aguerridos aos valores de nossa pátria e cultura. Cultura essa que não é o samba, futebol e as belas brasileiras desnudas a beira-mar. Somos mais que estes valores que incutem nas cabeças de nossos jovens, uma cultura que desde cedo ensina a ser servil, a se menosprezar e a desacreditar tudo que é nacional, tudo que realmente tem sentido democrático, social e que nos levará a um futuro promissor.

Ao ver as pessoas nas ruas esperando a passagem de Obama em sua limousine escoltado por seus compatriotas, há uma cena que em muito me incomoda, o que vejo são pessoas ostentando a bandeira americana e não nosso maior símbolo nacional, nossa belíssima bandeira, que representa mais que um tecido ou um Estado, mas representa nosso povo, nossos trabalhadores que dão seu suor sagrado para manter em crescimento nossa economia, embora tenhamos uma grande deficiência em relação à cultura política.

Vejo que na comunidade onde o presidente americano irá realizar sua visita, não temos brasileiros, mas sim americanos, pois onde esta nosso símbolo nacional? Ou viramos colônia do imperialismo americano e esqueceram-se de me avisar?

Sei que temos um grande problema nacional que vai além dos déficits em saúde e educação, é a identidade política e o conhecimento desta importante ferramenta democrática pela qual podemos realizar mudanças em nossas bases estruturais e desenhar um Brasil que sonhamos, onde haja saúde, educação, emprego e principalmente dignidade a nosso povo. Mas enquanto vivermos infectados pelo vírus do viralatismo brasileiro, nada mudará, continuaremos a nos sujeitar ao domínio externo, uma postura que se perpetua desde nossa independência, que nada mais foi do que uma proteção aos interesses da pequena e retrograda elite brasileira.

Não critico aqui a posição do Obama, pois como chefe de estado da nação que preside ele é digno de ser homenageado, pois defende sua bandeira, seu povo e principalmente os valores de sua nação, uma lição que o nosso povo deveria absorver, e não apenas ficar ingerindo as balelas do American way of life. Temos de nos valorizar e começar a nos impor como uma nação forte que somos, e isso depende de cada um de nós, pois a política quem faz somos nós, o povo, o cidadão que exercer seus direitos através do voto e do acompanhamento das decisões e projetos que seus representantes lançam nas esferas políticas de nosso país. Afinal nossos políticos são o puro e simples reflexo de nosso povo, que é conivente com a corrupção, despreparo político e irresponsabilidades fiscais, pois se eles estão lá hoje é porque foram eleitos, e se foram eleitos alguém votou neles.

Enquanto não houver Brasileiros no Brasil, não seremos uma nação forte e robusta, não deixaremos de ser uma nação medíocre que vive sonhando e nunca luta para realizar seus intentos. Precisamos de educação de verdade, de politização do povo, de debate sobre as questões essenciais, onde não deve participar apenas a elite entreguista e burra ou os ditos especialistas formados pelas universidades estrangeiras, mas sim o povo que ama e deseja ver um país justo, um Brasil de Brasileiros.

Angelo D. Nicolaci

Editor GeoPolítica Brasil

Fonte: GeoPolítica Brasil

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Conflitos Geopolítica

Irã diz que ataques na Líbia são pretexto para novo colonialismo

Ministério de Relações Exteriores do Irã, Ramin Mehmanparast

EFE – O porta-voz do Ministério de Relações Exteriores do Irã, Ramin Mehmanparast, acusou neste domingo o Ocidente de utilizar a defesa do povo líbio como uma desculpa para impor uma nova forma de colonialismo.

Em declarações divulgadas pela imprensa estatal, Mehmanparast disse, no entanto, que seu país ainda apoia a revolta popular e “as reivindicações legítimas do povo líbio”.

“A posição da República Islâmica se baseia sempre no apoio aos povos de qualquer país e a suas reivindicações legítimas”, afirmou.

Mas, ao se referir à aliança que no último sábado começou a bombardear posições das tropas leais ao líder líbio Muammar Kadafi, o porta-voz fez críticas.

“Essas potências normalmente entram em cena com o pretexto de apoiar o povo. No entanto, unicamente perseguem seus próprios interesses”, declarou.

Esses interesses, prosseguiu, “se fundamentam no domínio sobre outras nações, no estabelecimento de bases militares e na continuidade de uma política colonial mais moderna”.

Mehmanparast pediu para que os países do norte da África e do Oriente Médio permaneçam em alerta e persistam em suas exigências, mas também para que impeçam que estrangeiros “dominem seus territórios”.

Fonte: UOL