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Brasil, Índia e África do Sul pedem reforma urgente da ONU

EFE   —  Brasil, Índia e África do Sul concordaram nesta terça-feira em Délhi sobre a necessidade de dar maior impulso às relações entre eles e reiteraram o compromisso de reformar a estrutura da ONU, durante visita do ministro das Relações Exteriores brasileiro, Antonio Patriota, ao país asiático.

Os chanceleres Patriota, S.M. Krishna (Índia) e Maite Nkoana-Mashabane (África do Sul) participaram da 7ª Reunião Ministerial do Fórum de Diálogo Índia-Brasil-África do Sul (Ibas).

Em comunicado conjunto, os titulares de Exteriores reiteraram seu desejo de conseguir que as Nações Unidas se tornem “mais sensíveis e coerentes com as prioridades dos países em vias de desenvolvimento”.

Os ministros sublinharam a “necessidade de uma reforma urgente do Conselho de Segurança da ONU que inclua a expansão do número de membros permanentes e não-permanentes, com uma maior participação dos países emergentes em ambas as categorias”, diz a nota.

Brasil, Índia e África do Sul ocupam atualmente assentos não-permanentes no Conselho de Segurança, algo que, segundo eles, “oferece uma oportunidade única para fortalecer a voz do sul”.

Patriota, Krishna e Nkoana-Mashabane se reuniram também com o primeiro-ministro da Índia, Manmohan Singh.

Segundo outro comunicado oficial, Patriota se reuniu separadamente com Krishna, com quem concordou na necessidade de reforçar o comércio bilateral entre Índia e Brasil, com o objetivo de elevar o intercâmbio comercial bilateral para US$ 10 bilhões anuais – que no ano passado foi de US$ 7,8 bilhões.

Os ministros concordaram em facilitar a expedição de vistos de negócio para atrair investimentos bilaterais, e encorajaram as grandes companhias brasileiras e indianas a explorar novas áreas de cooperação.

Segundo a nota, os chefes das diplomacias indiana e brasileira conversaram sobre uma ampla gama de assuntos, como mudança climática, direitos humanos e não-proliferação nuclear.

Durante sua visita a Délhi, o brasileiro também manteve encontros com o ministro de Aviação Civil indiano, Vayalar Ravi, com quem assinou um acordo bilateral de serviços aéreos, e com o ministro do Comércio indiano, Anand Sharma.

Fonte: Terra

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Conflitos Geopolítica

Dividida, oposição líbia se contradiz sobre acordo com Kadafi

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Com mostras de sua divisão interna, membros da oposição da Líbia deram relatos conflitantes nesta terça-feira sobre um suposto acordo para que o líder Muamar Kadafi, de 68 anos, deixe o poder.

Membros do Conselho Nacional de Transição Interino (CNTR), com sede em Benghazi (epicentro dos protestos e reduto da oposição no leste do país), desmentiram que negociações estivessem em curso. O porta-voz do órgão, Abdel Hafez Ghoga, também negou informações de que a oposição prometeu não processar Kadafi criminalmente se ele deixasse o poder nos próximos três dias. “Não há nenhuma iniciativa de Kadafi (para um acordo), e como Conselho Nacional nós não fomos comunicados”, afirmou.

A imposição de um ultimato de 72 horas havia sido relatado pela rede de TV Al-Jazeera citando o ex-ministro da Justiça Mustafa Abdel Jalil, presidente do CNTR. “Se ele deixar a Líbia imediatamente, em 72 horas, e parar com os bombardeios, nós, líbios, não vamos persegui-lo por seus crimes”, teria dito à rede de televisão Al-Jazeera.

Mais cedo, Amal Bugaigis, membro do grupo de oposição chamado Coalizão 17 de fevereiro, disse que Kadafi havia proposto deixar o poder se tivesse a garantia de que sairá em segurança do país e a promessa de que nem ele ou sua família enfrentarão a Justiça. Bugaigis disse que submeteu contrapropostas com várias demandas, incluindo a estipulação de que Kadafi teria de reconhecer imediatamente que não é o governante da Líbia.

Mas Musa Ibrahim, um porta-voz do governo líbio, negou com veemência a informação, afirmando que relatos sobre uma negociação com a oposição eram “mentiras”. Os rumores sobre a possível oferta de diálogo de Kadafi haviam sido antecipados na segunda-feira pelo jornal árabe Asharq Alawsat.

Editado em Londres e com grande influência no mundo árabe, o jornal disse que, “segundo fontes líbias da cidade de Benghazi”, Kadafi teria pedido a um delegado para que falasse em seu nome anunciando sua disposição em abandonar o poder. O líder líbio teria imposto como condição que o ajudem a dirigir-se ao país de sua escolha e garantam que não seja perseguido no exterior e convocado perante tribunais internacionais.

Indagados sobre a suposta oferta de diálogo feita por um representante de Kadafi, Abdel Jalil indicou que o ditador não enviou ninguém pessoalmente, mas um grupo de advogados ativistas de Trípoli os procuraram voluntariamente com o objetivo de mediar a situação. “Ele não mandou ninguém. As pessoas estão se oferecendo como intermediários para acabar com o derramamento de sangue e para pôr fim ao que as pessoas em Misrata estão sendo submetidas”, explicou à AFP, referindo à terceira maior cidade da Líbia.

Bara Al-Khatib, também do CNTR, disse que a oposição não admitiria de forma alguma que a renúncia fosse feita perante o Parlamento, em referência à suposta oferta de Kadafi de entregar o poder ao comando rebelde diante da Casa.

“Que se reúna o Congresso Geral do Povo (Parlamento) para que Kadafi, durante a sessão de sua renúncia, entregue a autoridade ao Conselho Nacional sob a condição de que se garanta sua segurança, de sua família e seu dinheiro”, indicaram fontes citadas pelo jornal árabe. Para Khatib, aceitar tão proposta “seria outorgar a Kadafi uma legitimidade da qual carece”.

A oposição líbia não é composta por um único grupo monolítico, mas por vários grupos e indivíduos em todo o país com o objetivo de derrubar o regime de quase 42 anos do líder.

O Conselho Nacional é composto de 31 membros representando a maioria das áreas do país, com ênfase na organização de uma estrutura governamental para um eventual período pós-Kadafi.

Confrontos internos

Os relatos conflitantes sobre uma possível tentativa de negociação surgem quando a Líbia entra na quarta semana de choques violentos nesta terça-feira, com poucas dúvidas de que a crise se transformou em uma guerra civil.

Os rebeldes tomaram o controle de várias cidades, enquanto as forças leais a Kadafi vêm lutando com dureza para recapturar algumas delas.

Depois de manter Zawiya sitiada por cinco dias, as forças de Kadafi conseguiram retomar o controle de boa parte da cidade, a 50 quilômetros de Trípoli, informou nesta terça-feira a Al-Jazeera. Os rebeldes, porém, ainda controlam a Praça dos Mártires, a principal da cidade, disse uma testemunha.

Zawiya, onde fica uma das mais importantes refinarias do país, foi castigada com fogo de artilharia e morteiros, além das incursões dos carros de combate, que foram rechaçados durante pelo menos três dias. A comunicação com o interior da cidade foi perdida na noite do domingo, depois de a telefonia celular e a energia elétrica terem sido cortadas.

As sucessivas tentativas das forças leais a Kadafi de tomar a Praça dos Mártires, onde os rebeldes empreenderam uma desesperada defesa, causaram uma “carnificina”, segundo moradores pró-revolucionários citados pela rede de TV árabe.

Por mais um dia seguido, aviões do regime líbio continuaram bombardeando o deserto ao leste do de Ras Lanuf, base mais avançada da oposição no leste da Líbia. Não foi possível saber se o ataque provocou vítimas ou danos. A cidade, que fica a 300 km ao sudoeste de Benghazi, é controlada desde sexta-feira pelos insurgentes.

Também há relatos de choques em torno da cidade litorânea de Ben Jawad, terminal petrolífero entre Sirte e Ras Lanuf, que também é alvo de bombardeios. Nos últimos dias, os rebeldes reforçaram suas tropas com mais combatentes e sobretudo de artilharia pesada.

Segundo a Al-Jazeera, os opositores apressam o envio de seus reforços, enquanto as brigadas de Kadafi mobilizam mais efetivos para conter o avanço revolucionário a Sirte, cidade natal do ditador líbio, de vital importância por ter armas e constituir o bastião das redes tribais pró-regime.

Os opositores redobraram sua determinação de chegar a Sirte como passo para libertar Misrata, isolada a leste pela terra natal de Kadafi e a oeste por Trípoli. O porta-voz do comitê revolucionário em Misrata, Hussam al Gherini, apelou por bombardeios seletivos da comunidade internacional para impedir a contraofensiva das brigadas leais ao líder líbio. As forças que apoiam Kadafi fizeram até o momento uma incursão blindada na cidade, repelida pelos rebeldes, deixando ao menos 21 mortos. Gherini exigiu que a comunidade internacional “deixe de fingir que faz algo quando não está fazendo nada”.

A queda de Sirte, onde Kadafi estabeleceu a sede de alguns departamentos ministeriais e, sobretudo, montou um gigantesco pavilhão para abrigar cúpulas internacionais pode ser essencial para o desenrolar do conflito.

*Com EFE, AFP e Reuters

Fonte: Último Segundo

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Geopolítica

‘The Guardian’ põe Dilma em lista de cem mulheres mais inspiradoras

A presidente brasileira Dilma Rousseff

O jornal descreve Dilma Rousseff como “uma guerrilheira socialista adolescente que enfrentou prisão e tortura”

BBC BRASIL   —  O jornal britânico The Guardian colocou a presidente brasileira Dilma Rousseff em sua lista das cem mulheres mais inspiradoras da atualidade, publicada nesta terça-feira. Na lista, publicada no Dia Internacional da Mulher, Dilma aparece na categoria “Política” ao lado de outras dez personalidades, como a ex-primeira-ministra britânica Margaret Thatcher, a secretária de Estado americana, Hillary Clinton, a presidente da Libéria, Ellen Johnson Sirleaf, e a ativista birmanesa Aung San Suu Kyi.

O jornal descreve a presidente brasileira como “uma guerrilheira socialista adolescente que enfrentou prisão e tortura” e que é considerada uma “administradora dura e pragmática”. O texto cita ainda a promessa de Dilma de melhorar as condições de vida das mulheres e de ter mulheres no comando de nove dos 37 Ministérios de seu governo, um número recorde na história do Brasil.

No entanto, o The Guardian fala também sobre as críticas de que, durante a campanha presidencial, Dilma ignorou assuntos relacionados à mulher e reverteu publicamente sua posição sobre o aborto para acalmar os religiosos, além de que teria, segundo os críticos, feito diversas cirurgias plásticas para “ganhar o seu lugar”. “Ela já está enfrentando um grande teste – as enchentes recentes que mataram centenas e enterraram cidades inteiras”, diz o jornal.

Inspiração
Segundo a colunista do The Guardian Jane Martinson, a lista é composta de mulheres que são modelo de comportamento em diversas áreas em todo o mundo e que, além de conquistar direitos, ajudaram outras mulheres. Mais de 3 mil sugestões de leitores foram consideradas por uma equipe de doze mulheres que incluía ativistas políticas, membros de organizações não-governamentais e jornalistas.

As cem mulheres escolhidas para a lista final estão divididas entre as categorias Política; Ativistas; Arte, Cinema, Música e Moda; Negócios e Sindicatos; Direito; Ciência e Medicina; Esporte e Aventura; Escrita Literária e Academia; Tecnologia e Televisão. “Ordenamos a lista por categorias e não em uma ”lista de poder” numérica porque é impossível comparar mulheres que põem sua vida em risco por uma causa, como Malaya Joya (ativista pelos direitos humanos no Afeganistão) com artistas como Lady Gaga”, disse Martinson.

“Não é uma lista de poder ou riqueza. Em vez disso, é um grupo inspirador de mulheres cuja influência irá durar.” Outros destaques da seleção são a ativista indiana Sampat Pal Devi, líder do grupo Gulabi, que pune homens por maus-tratos a mulheres no norte da Índia; a diretora-executiva da Avon, Andrea Jung; a tenista e ativista pelos direitos homossexuais Martina Navratilova e a autora iraniana Marjane Satrapi, conhecida pela história em quadrinhos autobiográfica Persépolis.

Fonte: Terra


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'The Guardian' põe Dilma em lista de cem mulheres mais inspiradoras

A presidente brasileira Dilma Rousseff

O jornal descreve Dilma Rousseff como “uma guerrilheira socialista adolescente que enfrentou prisão e tortura”

BBC BRASIL   —  O jornal britânico The Guardian colocou a presidente brasileira Dilma Rousseff em sua lista das cem mulheres mais inspiradoras da atualidade, publicada nesta terça-feira. Na lista, publicada no Dia Internacional da Mulher, Dilma aparece na categoria “Política” ao lado de outras dez personalidades, como a ex-primeira-ministra britânica Margaret Thatcher, a secretária de Estado americana, Hillary Clinton, a presidente da Libéria, Ellen Johnson Sirleaf, e a ativista birmanesa Aung San Suu Kyi.

O jornal descreve a presidente brasileira como “uma guerrilheira socialista adolescente que enfrentou prisão e tortura” e que é considerada uma “administradora dura e pragmática”. O texto cita ainda a promessa de Dilma de melhorar as condições de vida das mulheres e de ter mulheres no comando de nove dos 37 Ministérios de seu governo, um número recorde na história do Brasil.

No entanto, o The Guardian fala também sobre as críticas de que, durante a campanha presidencial, Dilma ignorou assuntos relacionados à mulher e reverteu publicamente sua posição sobre o aborto para acalmar os religiosos, além de que teria, segundo os críticos, feito diversas cirurgias plásticas para “ganhar o seu lugar”. “Ela já está enfrentando um grande teste – as enchentes recentes que mataram centenas e enterraram cidades inteiras”, diz o jornal.

Inspiração
Segundo a colunista do The Guardian Jane Martinson, a lista é composta de mulheres que são modelo de comportamento em diversas áreas em todo o mundo e que, além de conquistar direitos, ajudaram outras mulheres. Mais de 3 mil sugestões de leitores foram consideradas por uma equipe de doze mulheres que incluía ativistas políticas, membros de organizações não-governamentais e jornalistas.

As cem mulheres escolhidas para a lista final estão divididas entre as categorias Política; Ativistas; Arte, Cinema, Música e Moda; Negócios e Sindicatos; Direito; Ciência e Medicina; Esporte e Aventura; Escrita Literária e Academia; Tecnologia e Televisão. “Ordenamos a lista por categorias e não em uma ”lista de poder” numérica porque é impossível comparar mulheres que põem sua vida em risco por uma causa, como Malaya Joya (ativista pelos direitos humanos no Afeganistão) com artistas como Lady Gaga”, disse Martinson.

“Não é uma lista de poder ou riqueza. Em vez disso, é um grupo inspirador de mulheres cuja influência irá durar.” Outros destaques da seleção são a ativista indiana Sampat Pal Devi, líder do grupo Gulabi, que pune homens por maus-tratos a mulheres no norte da Índia; a diretora-executiva da Avon, Andrea Jung; a tenista e ativista pelos direitos homossexuais Martina Navratilova e a autora iraniana Marjane Satrapi, conhecida pela história em quadrinhos autobiográfica Persépolis.

Fonte: Terra


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Conflitos Geopolítica

União Africana não permitirá intervenção na Líbia, diz TV

Teodoro Obiang Nguema Mbasogo

O coronel Muammar Kadafi falou por telefone com o chefe de Estado da Guiné Equatorial e presidente rotativo da União Africana (UA), Teodoro Obiang Nguema, que, segundo anunciou a televisão estatal líbia, não permitirá uma “intervenção estrangeira”. O governante teria dito ao coronel Muammar Kadafi que defenderá como, presidente rotativo da UA, a política de não-intervenção nos assuntos internos da organização pan-africana.

A televisão estatal líbia exibiu um grupo de detidos, supostamente prisioneiros capturados nos combates em Ben Jawad, no meio do caminho entre Sirte e o enclave petrolífero de Ras Lanuf em mãos rebeldes. Cerca de 10 supostos milicianos, com as mãos amarradas às costas e com os rostos no chão, foram exibidos nas imagens gravadas nessa localidade e tachados de “máfia terrorista”, que é reiteradamente associada com a Al Qaeda nos telejornais estatais líbios.

Embora as imagens tomadas pela televisão estatal mostrassem os restos dos combates na localidade, não foram exibidas em nenhum momento concentrações de tropas ou movimentos dos brigadistas de Kadafi e o povo aparecia totalmente deserto nas imagens do informativo. As televisão líbia continua atribuindo a homens armados e apoiados pela Al Qaeada os conflitos no país, e nesta terça-feira exibiu um brigadista, que com uma metralhadora em ristre, ameaçava os rebeldes em árabe e em inglês.

Fonte: Terra

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Diferença militar entre Leste e Oeste está caindo rapidamente

REUTERS  —  Cortes de orçamento no Ocidente e um rápido aumento no gasto militar em economias emergentes estão redesenhando o mapa estratégico global, afirmou um grupo de pesquisa nesta terça-feira, sustentando que o risco de conflitos entre Estados também está crescendo.

Em seu relatório anual Global Military Balance, o Instituto Internacional de Estudos Estratégicos (IISS) afirma que a mudança no poder econômico já começou a ter impacto militar real e está eliminando qualquer diferença estratégica.

“Os orçamentos para defesa dos Estados ocidentais estão sob pressão e suas compras estão restringidas”, disse o diretor geral do IISS, John Chipman. “Mas em outras regiões, notadamente na Ásia e Oriente Médio, o gasto com defesa e aquisição de armas estão crescendo. Há evidência suficiente para dizer que uma redistribuição global do poderio militar está a caminho.”

Nações da região Ásia-Pacífico, particularmente a China, estão aumentando os investimentos em defesa a taxas de dois dígitos anualmente, afirmou ele. Enquanto isso, há evidências crescentes de que os Estados Ocidentais estão perdendo vantagem tecnológica em áreas como tecnologia de camuflagem e guerra cibernética.

A maior parte das estimativas sugere que Washington ainda é responsável por cerca de metade de todo o gasto militar global a cada ano, com grande parte sendo gasta em guerras no Iraque e Afeganistão. Estimativas sobre os gastos chineses variam muito, mas muitos analistas suspeitam que são dramaticamente subestimados.

“Metade de uma geração”
Segundo o relatório, os Estados Unidos investiram US$ 693 bilhões na área militar em 2010, equivalente a 4,7% do PIB. Enquanto isso, a China gastou US$ 76 bilhões (1,3% do PIB) e a Inglaterra US$ 57 bilhões ou 2,5% do PIB.

Falando à Reuters após a publicação do relatório, Chipman afirmou que se a atual tendência se mantiver, a China vai precisar de 15 a 20 anos para atingir a paridade militar com os EUA.

“Estamos falando de cerca de metade de uma geração”, disse ele. “Os Estados Unidos sempre disseram que nunca deixariam outra potência conseguir a paridade, então, nos próximos anos, o país terá que tomar algumas decisões muito significativas.”

No curto prazo, Chipman afirma que muito do equipamento que a China quer obter, como submarinos e mísseis, são parte de esforço para reduzir a dominância dos porta-aviões dos EUA em águas próximas a seu território, particularmente no estreito de Taiwan.

Enquanto isso, o próprio crescimento militar de Pequim está motivando outros países da Ásia a aumentar suas compras, disse Chipman, em meio a preocupações de que o Irã financiado por fortes receitas do petróleo está também guiando uma rápida expansão nos gastos na região do Golfo Pérsico.

Ainda é muito cedo para dizer se a série de revoltas populares disparadas no norte da África e no Oriente Médio farão com que regimes autoritários se dediquem mais em ameaças à segurança interna, afirma o analista.

As trocas de tiros nas fronteiras entre a Tailândia e o Camboja, bem como entre as Coreias, mostraram que o risco de guerras locais entre Estados está de volta ao mapa após uma década de foco em ameaças como militância, disse ele.

“Tinha se tornado senso comum o clichê de que conflitos entre Estados eram coisa do passado, mas agora isso está sendo colocado em dúvida.”

Fonte:  Terra

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Homenagem ao dia internacional das Mulheres

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Para todas as leitoras do Plano Brasil, em especial para nossas mulheres fardadas, militares, policiais, bombeiras, diplomatas  e todas as demais,  o Plano Brasil felicita a vocês pelo dia internacional das mulheres.

E.M.Pinto

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Defesa Fotos do Dia Sistemas de Armas

Fincantieri lança na água a “comandante” do Abu Dhabi

http://www.meretmarine.com/objets/500/31218.jpgA corveta Abu Dhabi, após  flutuar

Texto: E.M.Pinto

Com informações: Mer et Marine


Em 15 de fevereiro, a Fincantieri Muggiano (La Spezia) lançou na água  a corveta  do  Abu Dhabi e as quilha do primeiro Patrulha stealth Falaj 2.

http://www.meretmarine.com/objets/500/31212.jpg

O navio lançado ao mar é na verdade uma Versão melhorada do navio de patrulha oceânica comandante  Cigala Fulgosi da marinha italiana, que também está sendo oferecido à Marinha do Brasil na sua concorrência para aquisição de5 patrulheiros de um total de 12.

Fulgosi do Abu Dhabi recebe lá  a designação de corveta e mede  88,4 m de comprimento e 12,2 m de largura.

http://www.meretmarine.com/objets/500/31207.jpg

Apresenta um deslocamento de 1650 ton, e atinge a velocidades de 25 nós. As armas incluem quatro mísseis anti-navio, um canhão de 76mm e duas torres 30 milímetros operadas remotamente. Possui um sonar de casco e comporta um helicóptero médio.

http://www.meretmarine.com/objets/500/31206.jpg

http://www.meretmarine.com/objets/500/31208.jpg
Já a Faluja 2 que estará disponível a partir de 2012, mede  55,7 m de comprimento com uma largura de 8,8 m.

http://www.meretmarine.com/objets/500/28853.jpg

A embarcação possui um deslocamento de 650 ton e pode navegar em torno de 20 knt (velocidade reduzida a essa classe de navio), estes patrulhas stealth transportam quatro mísseis anti-navio e ou de superfície de um lançamento vertical e um canhão de  76 mm.

Fonte: Mer et Marine

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Fincantieri lança na água a "comandante" do Abu Dhabi

http://www.meretmarine.com/objets/500/31218.jpgA corveta Abu Dhabi, após  flutuar

Texto: E.M.Pinto

Com informações: Mer et Marine


Em 15 de fevereiro, a Fincantieri Muggiano (La Spezia) lançou na água  a corveta  do  Abu Dhabi e as quilha do primeiro Patrulha stealth Falaj 2.

http://www.meretmarine.com/objets/500/31212.jpg

O navio lançado ao mar é na verdade uma Versão melhorada do navio de patrulha oceânica comandante  Cigala Fulgosi da marinha italiana, que também está sendo oferecido à Marinha do Brasil na sua concorrência para aquisição de5 patrulheiros de um total de 12.

Fulgosi do Abu Dhabi recebe lá  a designação de corveta e mede  88,4 m de comprimento e 12,2 m de largura.

http://www.meretmarine.com/objets/500/31207.jpg

Apresenta um deslocamento de 1650 ton, e atinge a velocidades de 25 nós. As armas incluem quatro mísseis anti-navio, um canhão de 76mm e duas torres 30 milímetros operadas remotamente. Possui um sonar de casco e comporta um helicóptero médio.

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Já a Faluja 2 que estará disponível a partir de 2012, mede  55,7 m de comprimento com uma largura de 8,8 m.

http://www.meretmarine.com/objets/500/28853.jpg

A embarcação possui um deslocamento de 650 ton e pode navegar em torno de 20 knt (velocidade reduzida a essa classe de navio), estes patrulhas stealth transportam quatro mísseis anti-navio e ou de superfície de um lançamento vertical e um canhão de  76 mm.

Fonte: Mer et Marine

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Hillary Clinton: “ESTAMOS PERDENDO A GUERRA DA INFORMAÇÃO”

http://fr.altermedia.info/images/al-jazira1.jpgSugestão: Harry Ferreira
“No dia 2 de março, diante de comitê de Política Externa do Congresso, a secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton, disse que o país está perdendo a “guerra da informação“. “A Al Jazeera está ganhando“, resumiu.

Muito citados nos últimos meses, Wikileaks, Twitter e Facebook tornam-se quase insignificantes em comparação com o papel exercido pela Al Jazeera no Oriente Médio. A Al Jazeera em inglês está fora da programação de TVs a cabo nos EUA, com exceção dos que estão em Toledo, Ohio; Burlington, Vermont e Washington DC. Isso não impede, é claro, que tanto Obama como a senhora Clinton critiquem a censura no Irã.

O artigo é de Alexander Cockburn, no “Counterpunch”

Nem mais nem menos do que a própria secretária de Estado dos EUA rendeu um incômodo tributo a Al Jazeera no dia 2 de março. Diante de um comitê de Prioridades da Política Externa dos EUA, o senador Richard Lugar pediu a Hillary Clinton que apresentasse seus pontos de vista sobre em que medida o país está promovendo sua mensagem em todo o mundo. Clinton disse de imediato que os EUA estão envolvidos em uma guerra da informação e estão perdendo. “A Al Jazeera está ganhando”, acrescentou.

Falemos francamente em termos de realpolitik”, prosseguiu a secretária de Estado. “Estamos em imensa competição por influência global e mercados globais. China e Rússia lançaram redes de televisão funcionando em várias línguas, quando os EUA faz cortes nessa área. Estamos pagando preço elevado por desmantelar redes de comunicação internacional depois do fim da Guerra Fria. Nossos meios privados não podem preencher essa brecha”.

Como temos assinalado durante a última quinzena, há florescente pequena indústria da internet que afirma que a derrubada de Mubarak ocorreu por cortesia do comando Twitter-Facebook dos EUA. O New York Times publicou numerosos artigos sobre o papel do Twitter e do Facebook enquanto ignora ou vilipendia ao mesmo tempo Julian Assange e Wikileaks. Por certo, em qualquer discussão sobre o papel da internet na convocação dos levantes no Oriente Médio, deveria se dar o maior crédito ao Wikileaks. Mas Wikileaks, junto com Twitter e Facebook, tornam-se quase insignificantes em comparação com o papel exercido pela Al Jazeera.

Milhões de árabes não podem tuitar e não estão familiarizados com o Facebook. Mas a maioria vê televisão, o que significa que todos assistem à Al Jazeera, a qual detonou o “

artefato explosivo improvisado” que estourou sob a Autoridade Palestina, a saber, o conjunto de documentos conhecidos como “Palestine Papers“.

Houve imensas ironias na confissão de Clinton diante do senador Lugar e seus colegas. Ao final dos anos setenta, os radicais nas Nações Unidas promoveram com entusiasmo a necessidade de “

Nova Ordem Mundial da Informação” (NWIO, em sua sigla em inglês) para se contrapor ao controle sobre as comunicações mundiais da propaganda por parte dos países ricos, EUA à frente.

Ronald Reagan, em sua campanha para a presidência ao final dos anos setenta, denunciava quase que diariamente a visão da NWIO, fazendo-a parecer como braço particularmente sinistro da conspiração comunista internacional. Sob esse ataque, as Nações Unidas abandonaram o NWIO e se dedicaram ao negócio do Aquecimento Global, investindo fortemente no Grupo Intergovernamental de Especialistas sobre a Mudança Climática (IPCC) como meio de restaurar o peso da ONU em todo o mundo. No que diz respeito à informação, o mundo sintonizou a CNN de Ted Turner, fundada em 1980, que se converteu precisamente no veículo de propaganda em escala global contra o qual os países do Terceiro Mundo tinham se queixado nas Nações Unidas.

E então aparece o emir do Qatar, o xeique Hamad bin Khalifa, patrono fundador e financiador da Al Jazeera, em 1996. O colaborador de “CounterPunch”, Afshin Rattansi, ex-BBC, foi o primeiro jornalista em idioma inglês que trabalhou na rede de televisão. Foi momento de grande importância na história do Oriente Médio. Seu poder foi reconhecido tacitamente há algum tempo pelo governo dos EUA que pressionou as empresas de TV a cabo dos EUA para que não transmitissem suas emissões.

Nos primeiros dias da rebelião no Egito, os telespectadores nos EUA tiveram a experiência algo surrealista de ver a Al Jazeera, transmitida em um dos monitores da sala de Obama, ainda que a Al Jazeera em inglês esteja suprimida para os usuários de tv a cabo nos EUA, com exceção dos que estão em Toledo, Ohio; Burlington, Vermont e Washington DC. (Isso não impediu que tanto Obama como a senhora Clinton criticassem a censura no Irã).

Pobre senhora Clinton. Ela imagina vasta rede imperial de comunicações que dissemine propaganda sofisticada ao estilo estadunidense. Insinua que deveria ser financiada com fundos públicos, uma versão reforçada da “Voz da América” que seguia com devoção o público por trás da Cortina de Ferro há meio século. O modelo de propaganda é o “Poderoso Wurlitzer”, como chamavam o aparato de propaganda comandado por Frank Wisner, da CIA.

Mas o mundo seguiu adiante. Basta olhar a televisão estadunidense durante dez minutos para concluir que os comunicadores dos EUA já não têm os recursos intelectuais nem a capacidade política para montar uma propaganda exitosa bem informada. O Canal Fox é para idiotas em casa. Além disso, o que poderiam alardear os propagandistas subvencionados pelo Estado? Os ataques dos drones Predator (aviões não tripulados) no Afeganistão? Guantánamo? Trinta milhões de pessoas com trabalho precário ou desempregadas nos EUA? Os EUA já não são o que eram quando a taxa de crescimento econômico estava em alta e o capitalismo parecia capaz de cumprir suas promessas.

O 2 de março foi um dia muito atarefado. O Exército dos EUA apresentou 22 novas acusações contra o soldado Bradley Manning, suspeito de passar informação confidencial para Wikileaks. As acusações incluem “ajuda ao inimigo”, um delito capital. Essas acusações coincidiram com o pedido de desculpas do general Petraeus, também no 2 de março, ao dirigente títere afegão Karzai pelas mortes, por fogo de metralhadoras dos helicópteros Apache, de 9 crianças que recolhiam lenha em uma área montanhosa do oeste do Afeganistão. Uma décima criança ficou ferida. O general disse que sentia muito e que “

lamentavelmente parece ter ocorrido um erro entre a informação sobre a localização de insurgentes e o envio dos helicópteros de ataque que realizaram as operações subsequentes”.

Entre o material entregue a Wikileaks -e que integra a acusação contra Manning– estão as sequências de ataques de helicópteros Apache em Bagdá. A internet ficou petrificada quando no dia 5 de abril de 2010, Wikileaks apresentou no Youtube um vídeo de 38 minutos e uma versão editada de 17 minutos, realizado do interior de um helicóptero Apache do Exército dos EUA, que disparou contra um grupo de iraquianos em Bagdá, na esquina de uma rua, em julho de 2007. Morreram doze civis, incluindo um fotógrafo da Reuters, Namir Noor-Eldeen, de 22 anos, e um motorista da Reuters, Saeed Chmagh, de 40 anos.

Dois mortíferos ataques de helicópteros, dois resultados diferentes para os que os divulgaram. Petraeus recebeu um tapinha nas costas por seu rápido esforço de controle de danos. Manning enfrenta acusações que podem levar à pena de morte.

Um de meus vizinhos, aqui em Petrolia, é o doutor Dick Scheinman, que escreveu o seguinte para a sua lista de email’s:

Recentemente li um artigo horripilante no New York Times sobre o Afeganistão e não pude deixar de escrever a meus representantes. Talvez vocês possam fazer o mesmo. Nos dias próximos à data de pagamento das nossas contribuições, a resistência ao pagamento de impostos é uma opção. Queria chamar a atenção de vocês sobre um artigo de 2 de março do New York Times intitulado “Nove crianças afegãs que buscavam lenha assassinados por helicópteros da OTAN”.

Eu vivo com meu neto de 12 anos e, para ganharmos a vida, entre outras coisas, recolhemos e vendemos lenha. Nathan recebe 25 dólares para carregar e descarregar um punhado de lenha de nosso caminhão. Quando li esse artigo não pude deixar de pensar na pura sorte que converteu Nathan em um saudável menino estadunidense que pode recolher lenha e ganhar dinheiro, em lugar de ser um pobre menino afegão cuja vida foi destruída por homens (mulheres?) da OTAN (estadunidenses?) em um helicóptero a milhares de quilômetros de suas casas. Meu coração está repleto de amargura”.

David Petraeus pediu desculpas. Talvez tenha filhos e netos. Talvez devesse enviar seus filhos ao Afeganistão para que recolham lenha para as irmãs desses meninos durante o resto de suas vidas com o fim de expiar esse indignante assassinato a sangue fio (“mataram os meninos um depois do outro”). Talvez os homens do helicóptero devessem fazer o mesmo. Talvez as duas filhas de Barack Obama pudessem ajudar. Talvez devessem vestir alguns trapos, beijar seus pés e pedir perdão. Mas o mínimo, o mínimo que vocês poderiam fazer é não votar nunca, jamais, que haja mais dinheiro para continuar essa guerra”.

Como disse, não é muito difícil compreender por que os EUA está perdendo a guerra da propaganda.”

FONTE:

Artigo de Alexander Cockburn, no “Counterpunch”. Publicado no site “Carta Maior” com tradução de Katarina Peixoto. O autor, Alexander Cockburn, escreve sobre temas de segurança nacional e outros relacionados. Seu livro mais recente é: “Rumsfeld: His Rise, Fall and Catastrophic Legacy”.

É coprodutor de “American Casino”, o documentário longa metragem sobre o atual colapso financeiro. (http://www.counterpunch.org/cockburn03042011.html)
e
(http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=17511).
Fonte: Democracia Política

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Fotos do Dia Inteligência

Hillary Clinton: "ESTAMOS PERDENDO A GUERRA DA INFORMAÇÃO"

http://fr.altermedia.info/images/al-jazira1.jpgSugestão: Harry Ferreira
“No dia 2 de março, diante de comitê de Política Externa do Congresso, a secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton, disse que o país está perdendo a “guerra da informação“. “A Al Jazeera está ganhando“, resumiu.

Muito citados nos últimos meses, Wikileaks, Twitter e Facebook tornam-se quase insignificantes em comparação com o papel exercido pela Al Jazeera no Oriente Médio. A Al Jazeera em inglês está fora da programação de TVs a cabo nos EUA, com exceção dos que estão em Toledo, Ohio; Burlington, Vermont e Washington DC. Isso não impede, é claro, que tanto Obama como a senhora Clinton critiquem a censura no Irã.

O artigo é de Alexander Cockburn, no “Counterpunch”

Nem mais nem menos do que a própria secretária de Estado dos EUA rendeu um incômodo tributo a Al Jazeera no dia 2 de março. Diante de um comitê de Prioridades da Política Externa dos EUA, o senador Richard Lugar pediu a Hillary Clinton que apresentasse seus pontos de vista sobre em que medida o país está promovendo sua mensagem em todo o mundo. Clinton disse de imediato que os EUA estão envolvidos em uma guerra da informação e estão perdendo. “A Al Jazeera está ganhando”, acrescentou.

Falemos francamente em termos de realpolitik”, prosseguiu a secretária de Estado. “Estamos em imensa competição por influência global e mercados globais. China e Rússia lançaram redes de televisão funcionando em várias línguas, quando os EUA faz cortes nessa área. Estamos pagando preço elevado por desmantelar redes de comunicação internacional depois do fim da Guerra Fria. Nossos meios privados não podem preencher essa brecha”.

Como temos assinalado durante a última quinzena, há florescente pequena indústria da internet que afirma que a derrubada de Mubarak ocorreu por cortesia do comando Twitter-Facebook dos EUA. O New York Times publicou numerosos artigos sobre o papel do Twitter e do Facebook enquanto ignora ou vilipendia ao mesmo tempo Julian Assange e Wikileaks. Por certo, em qualquer discussão sobre o papel da internet na convocação dos levantes no Oriente Médio, deveria se dar o maior crédito ao Wikileaks. Mas Wikileaks, junto com Twitter e Facebook, tornam-se quase insignificantes em comparação com o papel exercido pela Al Jazeera.

Milhões de árabes não podem tuitar e não estão familiarizados com o Facebook. Mas a maioria vê televisão, o que significa que todos assistem à Al Jazeera, a qual detonou o “

artefato explosivo improvisado” que estourou sob a Autoridade Palestina, a saber, o conjunto de documentos conhecidos como “Palestine Papers“.

Houve imensas ironias na confissão de Clinton diante do senador Lugar e seus colegas. Ao final dos anos setenta, os radicais nas Nações Unidas promoveram com entusiasmo a necessidade de “

Nova Ordem Mundial da Informação” (NWIO, em sua sigla em inglês) para se contrapor ao controle sobre as comunicações mundiais da propaganda por parte dos países ricos, EUA à frente.

Ronald Reagan, em sua campanha para a presidência ao final dos anos setenta, denunciava quase que diariamente a visão da NWIO, fazendo-a parecer como braço particularmente sinistro da conspiração comunista internacional. Sob esse ataque, as Nações Unidas abandonaram o NWIO e se dedicaram ao negócio do Aquecimento Global, investindo fortemente no Grupo Intergovernamental de Especialistas sobre a Mudança Climática (IPCC) como meio de restaurar o peso da ONU em todo o mundo. No que diz respeito à informação, o mundo sintonizou a CNN de Ted Turner, fundada em 1980, que se converteu precisamente no veículo de propaganda em escala global contra o qual os países do Terceiro Mundo tinham se queixado nas Nações Unidas.

E então aparece o emir do Qatar, o xeique Hamad bin Khalifa, patrono fundador e financiador da Al Jazeera, em 1996. O colaborador de “CounterPunch”, Afshin Rattansi, ex-BBC, foi o primeiro jornalista em idioma inglês que trabalhou na rede de televisão. Foi momento de grande importância na história do Oriente Médio. Seu poder foi reconhecido tacitamente há algum tempo pelo governo dos EUA que pressionou as empresas de TV a cabo dos EUA para que não transmitissem suas emissões.

Nos primeiros dias da rebelião no Egito, os telespectadores nos EUA tiveram a experiência algo surrealista de ver a Al Jazeera, transmitida em um dos monitores da sala de Obama, ainda que a Al Jazeera em inglês esteja suprimida para os usuários de tv a cabo nos EUA, com exceção dos que estão em Toledo, Ohio; Burlington, Vermont e Washington DC. (Isso não impediu que tanto Obama como a senhora Clinton criticassem a censura no Irã).

Pobre senhora Clinton. Ela imagina vasta rede imperial de comunicações que dissemine propaganda sofisticada ao estilo estadunidense. Insinua que deveria ser financiada com fundos públicos, uma versão reforçada da “Voz da América” que seguia com devoção o público por trás da Cortina de Ferro há meio século. O modelo de propaganda é o “Poderoso Wurlitzer”, como chamavam o aparato de propaganda comandado por Frank Wisner, da CIA.

Mas o mundo seguiu adiante. Basta olhar a televisão estadunidense durante dez minutos para concluir que os comunicadores dos EUA já não têm os recursos intelectuais nem a capacidade política para montar uma propaganda exitosa bem informada. O Canal Fox é para idiotas em casa. Além disso, o que poderiam alardear os propagandistas subvencionados pelo Estado? Os ataques dos drones Predator (aviões não tripulados) no Afeganistão? Guantánamo? Trinta milhões de pessoas com trabalho precário ou desempregadas nos EUA? Os EUA já não são o que eram quando a taxa de crescimento econômico estava em alta e o capitalismo parecia capaz de cumprir suas promessas.

O 2 de março foi um dia muito atarefado. O Exército dos EUA apresentou 22 novas acusações contra o soldado Bradley Manning, suspeito de passar informação confidencial para Wikileaks. As acusações incluem “ajuda ao inimigo”, um delito capital. Essas acusações coincidiram com o pedido de desculpas do general Petraeus, também no 2 de março, ao dirigente títere afegão Karzai pelas mortes, por fogo de metralhadoras dos helicópteros Apache, de 9 crianças que recolhiam lenha em uma área montanhosa do oeste do Afeganistão. Uma décima criança ficou ferida. O general disse que sentia muito e que “

lamentavelmente parece ter ocorrido um erro entre a informação sobre a localização de insurgentes e o envio dos helicópteros de ataque que realizaram as operações subsequentes”.

Entre o material entregue a Wikileaks -e que integra a acusação contra Manning– estão as sequências de ataques de helicópteros Apache em Bagdá. A internet ficou petrificada quando no dia 5 de abril de 2010, Wikileaks apresentou no Youtube um vídeo de 38 minutos e uma versão editada de 17 minutos, realizado do interior de um helicóptero Apache do Exército dos EUA, que disparou contra um grupo de iraquianos em Bagdá, na esquina de uma rua, em julho de 2007. Morreram doze civis, incluindo um fotógrafo da Reuters, Namir Noor-Eldeen, de 22 anos, e um motorista da Reuters, Saeed Chmagh, de 40 anos.

Dois mortíferos ataques de helicópteros, dois resultados diferentes para os que os divulgaram. Petraeus recebeu um tapinha nas costas por seu rápido esforço de controle de danos. Manning enfrenta acusações que podem levar à pena de morte.

Um de meus vizinhos, aqui em Petrolia, é o doutor Dick Scheinman, que escreveu o seguinte para a sua lista de email’s:

Recentemente li um artigo horripilante no New York Times sobre o Afeganistão e não pude deixar de escrever a meus representantes. Talvez vocês possam fazer o mesmo. Nos dias próximos à data de pagamento das nossas contribuições, a resistência ao pagamento de impostos é uma opção. Queria chamar a atenção de vocês sobre um artigo de 2 de março do New York Times intitulado “Nove crianças afegãs que buscavam lenha assassinados por helicópteros da OTAN”.

Eu vivo com meu neto de 12 anos e, para ganharmos a vida, entre outras coisas, recolhemos e vendemos lenha. Nathan recebe 25 dólares para carregar e descarregar um punhado de lenha de nosso caminhão. Quando li esse artigo não pude deixar de pensar na pura sorte que converteu Nathan em um saudável menino estadunidense que pode recolher lenha e ganhar dinheiro, em lugar de ser um pobre menino afegão cuja vida foi destruída por homens (mulheres?) da OTAN (estadunidenses?) em um helicóptero a milhares de quilômetros de suas casas. Meu coração está repleto de amargura”.

David Petraeus pediu desculpas. Talvez tenha filhos e netos. Talvez devesse enviar seus filhos ao Afeganistão para que recolham lenha para as irmãs desses meninos durante o resto de suas vidas com o fim de expiar esse indignante assassinato a sangue fio (“mataram os meninos um depois do outro”). Talvez os homens do helicóptero devessem fazer o mesmo. Talvez as duas filhas de Barack Obama pudessem ajudar. Talvez devessem vestir alguns trapos, beijar seus pés e pedir perdão. Mas o mínimo, o mínimo que vocês poderiam fazer é não votar nunca, jamais, que haja mais dinheiro para continuar essa guerra”.

Como disse, não é muito difícil compreender por que os EUA está perdendo a guerra da propaganda.”

FONTE:

Artigo de Alexander Cockburn, no “Counterpunch”. Publicado no site “Carta Maior” com tradução de Katarina Peixoto. O autor, Alexander Cockburn, escreve sobre temas de segurança nacional e outros relacionados. Seu livro mais recente é: “Rumsfeld: His Rise, Fall and Catastrophic Legacy”.

É coprodutor de “American Casino”, o documentário longa metragem sobre o atual colapso financeiro. (http://www.counterpunch.org/cockburn03042011.html)
e
(http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=17511).
Fonte: Democracia Política

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Defesa Sistemas de Armas

Força aérea líbia poderá ser o triunfo de Gaddafi

http://www.xairforces.com/images/country/libya/wall/MiG-21UM_LARAF_1131_800.jpgMiG-21

O ditador líbio Muammar Gaddafi sempre deu uma atenção especial à sua força aérea, colocando nela os seus seguidores mais leais e suprindo-a com os melhores equipamentos e treinamentos disponíveis. Os recentes bombardeios contra a cidade de Brega podem ser apenas um pequeno exemplo do poder avassalador do arsenal aéreo de Gaddafi.

Embora uma grande parte do exército da Líbia tenha desertado e se juntado às forças rebeldes, a força aérea do país parece ter permanecido quase que inteiramente leal a Muammar Gaddafi. De fato, esse é um dos principais fatores que ainda mantém o regime dele no poder, sendo também a ameaça mais séria aos insurgentes que controlam a parte oriental do país.

MiG-23

A força aérea da Líbia é integrada por cerca de 18 mil homens e mulheres, em sua maioria aliados ferrenhos do regime. Esta força militar de elite deu preferência, durante o processo de seleção e recrutamento, a membros que tinham uma lealdade integral ao regime, bem como aos integrantes da Gaddafi, a tribo de Gaddafi, e da tribo Magariha, uma forte aliada do ditador. Eles mostraram que têm uma obediência cega ao seu comandante-em-chefe. Somente uns poucos pilotos e oficiais da força aérea mudaram de lado e juntaram-se à oposição.

Em troca dessa lealdade, Gaddafi sempre assegurou que os membros da força aérea recebessem os melhores equipamentos e treinamentos. O grupamento de aviões de caça do país seria composto por cerca de 100 aeronaves MiG-21 e MiG-23, além de 15 Mirages F-1 e 40 Sukhois SU-22. Os depósitos de armas da força aérea estariam cheios até o topo de munições.

SU-22

Os mísseis que equipam essas aeronaves são oriundos dos arsenais da antiga União Soviética e, mais recentemente, da Rússia, segundo um relatório do Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais, de Washington. O relatório também declara que o sistema de defesa antiaérea da Líbia é muito bem equipado. Conforme declarou à revista britânica “The Economist” o general David Deptula, que recentemente aposentou-se do seu cargo de especialista em forças aéreas no Pentágono, se o Ocidente decidir impor uma zona de interdição aérea sobre a Líbia, os mísseis terra-ar (SAM, na sigla em inglês) do país poderiam representar uma grave ameaça aos caças aliados.
Os aviões da força aérea líbia estão estacionados em 13 bases espalhadas pelo país. As bases abrigam também helicópteros de ataque russos Mi-25, que podem se constituir em uma arma letal, tanto em combates em campo aberto quanto em confrontos urbanos. As forças rebeldes que avançarem sobre Trípoli, a capital do país, podem esperar encontrar um poder de fogo maciço proveniente desses helicópteros.

Mirages F-1

No fim das contas, porém, o fator realmente decisivo na batalha poderá ser o grande número de aeronaves de transporte militar que Gaddafi comprou de companhias russas e norte-americanas. Em apenas algumas horas, os sete esquadrões de helicópteros e aviões de transporte são capazes de transportar unidades leais ao governo e reforços para palcos de batalhas em qualquer região do país. E o exército rebelde que está sendo organizado na região leste do país não conta com quase equipamento nenhum para conter essa ameaça. Embora eles disponham de alguns aviões bombardeiros que pilotos desertores aterrissaram em território inimigo, o único equipamento que os rebeldes possuem para suprir e transportar as suas forças são caminhões e veículos civis.

SU-24

Testando um inimigo com poder de fogo inferior

Por ora, no entanto, Gaddafi tem evitado enviar as suas tropas de elite para a luta. É verdade que na quinta-feira (03/03) os seus aviões de combate bombardearam a cidade portuária oriental de Brega pelo segundo dia consecutivo. Mas isso foi apenas uma pequena amostra do que a força aérea líbia é capaz de fazer.

Os especialistas consideram uma manobra tática a aparente decisão de Gaddafi i de manter os seus pilotos contidos em uma espécie de capacidade bélica de reserva. “Não houve nenhum grande massacre, o poder aéreo está sendo usado de uma forma calculada e ele está lançando ataques como testes”, disse ao jornal “The New York Times” Shashank Joshi, um especialista militar da organização Royal United Services Institute. Ainda que Gaddafi tenha dado a impressão de estar mentalmente instável durantes as suas recentes aparições na televisão, Joshi acredita que as suas manobras táticas não indicam “decisões tomadas por um homem que se encontre totalmente fora de contato com a realidade”.

Por ora, também não se sabe quantos dos cerca de 45 mil soldados das forças terrestres desertaram e passaram para o lado da oposição. O fato de que regimentos inteiros aparentemente desertaram no leste da Líbia parece ter sido algo que Gaddafi previu corretamente. Gaddafi jamais confiou no seu exército, já que este é formado basicamente por recrutas, muitos dos quais pertencentes a tribos que são inimigas da tribo dele. “Gaddafi reteve elementos significativos do exército e perdeu os indivíduos que ele sempre temeu que poderia vir a perder, aqueles vinculados às tribos que ele oprimia”, disse ao “New York Times” George Joffé, especialista em norte da África da Universidade de Cambridge.

Tendo ele próprio chegado ao poder por meio de um golpe militar em 1969, Gaddafi com certeza calculou que um dia poderia também ser alvo de um golpe. Como medida preventiva contra o perigo de uma rebelião, Gaddafi sempre se assegurou de que os regimentos estacionados na notoriamente rebelde região leste do país recebessem um treinamento de pior qualidade e equipamentos militares velhos. Além do mais, ele teria também criado um exército paralelo composto por até 20 mil mercenários oriundos da África subsaariana.

A Líbia poderá agora enfrentar uma guerra civil. Se Gaddafi decidir continuar lutando, as chances de vitória dos rebeldes serão pequenas, argumenta Yehudit Ronen, uma especialista em Líbia da Universidade Bar-Ilan, em Israel. “A aliança anti- Gaddafi só pode contar com os soldados que desertaram”, afirma Ronen. Mesmo se esses soldados receberem reforços de voluntários, eles estarão enfrentado um inimigo quase invencível: a força aérea e os mercenários, que nada têm a perder. Ronen prevê que a luta durará muito tempo e que, depois disso, “a Líbia não será mais como era antes”.

Fonte: O Informante