Defesa & Geopolítica

Marinha do Paraguai e PF trocam tiros

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Guaíra – Uma reportagem publicada na edição da Revista Veja desta semana revela um sério problema diplomático na fronteira entre o Brasil e Paraguai, em Guaíra. Segundo denúncias feitas por policiais à Federação Nacional dos Policiais Federais (Fenapef), em Brasília, oficiais da Marinha paraguaia estariam trocando tiros com a Polícia Federal brasileira para acobertar traficantes e contrabandistas no Rio Paraná.
A polêmica teve início em 18 de março quando um agente da PF que atua em Guaíra, enviou um e-mail pedindo socorro à Fenapef. Ele informou que, em pelo menos três ocasiões recentes, oficiais da Marinha paraguaia trocaram tiros com policiais brasileiros para acobertar traficantes e contrabandistas com armas pesadas. Em outro email, enviado no último dia 21, um dos agentes informou que nos últimos dois anos houve no mínimo cinco confrontos entre a Marinha Paraguaia. O policial ainda reclamou das condições precárias das embarcações brasileiras e revelou que integrantes da PF recomendaram o abafamento da ocorrência do tiroteio no Rio Paraná.
O assessor de imprensa da Fenape, César Luis concedeu uma entrevista a reportagem do Jornal O Presente neste final de semana. De acordo com ele ainda não houve uma resposta da União depois da publicação da carência estrutural em Guaíra para encarar os problemas no Lago. “Imagino que na próxima semana tenhamos algum retorno”, estima o jornalista. O problema estrutural na Delegacia de Guaíra não é isolado na PF, lamenta o assessor. “Nos últimos três meses dois policiais federais foram mortos no Amazonas, também por essa questão. Eles estavam abordo de lanchas inadequadas, foram atacados por traficantes e morreram”, cita.
Apreensões
A Marinha paraguaia passou a vigiar a fronteira com o Brasil em março de 2005, depois que um advogado avisou o Ministério Público do Paraguai que a ‘policia’ facilitava o contrabando feito por embarcações na região. A Fenapef informou que os tiroteios estão cada vez mais frequentes porque os policiais brasileiros estão frustrando muitas travessias de barcos criminosos pelo Rio Paraná. De 2007 a 2011, 163 embarcações foram apreendidas pela Polícia Federal na fronteira paranaense.

Delegado da PF se reúne com Marinha Paraguaia

O delegado chefe da Polícia Federal em Guaíra, Ricardo Cubas César, na função desde outubro passado, falou sobre o caso. De acordo com ele, o Paraguai ainda não se manifestou sobre o problema. “Na semana que vem [esta semana] vou para Foz do Iguaçu para ter uma reunião com o comando da Marinha do Paraguai, em Foz, que é responsável pela Marinha em Salto Del Guairá”, informou. O problema com o Paraguai se concentra com o órgão da Marinha, informou o delegado, afirmando que a PF tem boa parceria com a Secretaria Nacional AntiDrogas (Senad). Cubas disse que a situação estrutural da Delegacia de Guaíra foi oficializada à Superintendência do órgão, em Curitiba, que repassou as informações a Direção Geral, em Brasília.” Agora, esperamos uma resposta”, comenta. “Temos embarcação e armamentos, mas não para fazer frente a armamento de guerra. Num confronto com uma Marinha que está usando barco de ferro, blindado, metralhadora, arma de grosso calibre, nosso armamento, que é para outro tipo de trabalho, não é compatível”, finalizou o delegado.

Marinha Paraguaia se defende

De acordo com um comunicado feito pelo comandante da Marinha paraguaia instalada em Salto Del Guairá, Edgar Cantero Quintana, a denúncia sobre o confronto no último dia 18 ‘carece de veracidade’. Segundo Quintana, “não há relatos de confrontos e tiroteios na sua área de responsabilidade”, diz o capitão. Segundo ele, no referido dia foi avistado um barco blindado, presumivelmente da PF, com dois tripulantes. O barco, diz o capitão, foi para as águas brasileiras sem problemas. Ele informou que a Marinha não tem barco com as características citadas na denúncia dos policiais brasileiros.


Fonte: Umuarama Ilustrado

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