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Vídeo: Veículo de Combate Anfíbio BMD-4M ‘Tropas Paraquedistas’

Este veículo de combate russo foi desenvolvido para missões de apoio às Tropas Aerotransportadas.

A principal diferença entre o BMD-4M e seus predecessores está nos seus armamentos. Ele possui uma torre Bakhcha-U que pode conter um canhão de 100 mm 2A70, um canhão de 30 mm 2A72 ou uma metralhadora de 7,62 mm PKT.

O canhão 2A70 é capaz de disparar projeteis de fragmentação e mísseis anti-tanque. Ele também tem armas secundárias para combate de infantaria inimiga e blindados leves.

O BMD-4M se mostrou muito ágil, superando as expectativas inclusive em deslocamentos em áreas de densa vegetação. Na estrada ele pode atingir velocidades de até 70 km / h.

Possui autonomia de quinhentos quilômetros e para deslocamento na água possui dois motores na parte traseira.

Pesando 14 toneladas, é o único veículo de sua classe no mundo que pode ser lançado de paraquedas ‘com sua tripulação’.

 

https://www.youtube.com/watch?v=HJfvu9RDMtQ

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Conflitos Destaques Estado Islãmico Geopolítica Negócios e serviços Opinião Rússia Síria

O que esperar do encontro entre Putin e Erdogan?

A reunião entre os líderes da Rússia e Turquia será realizada somente no mês que vem, mesmo assim, especialistas russos já estão cheios de opinião.

Vladimir Putin, juntamente com o seu homólogo Recep Tayyip Erdogan, terá agenda cheia de tópicos para discutir, admitiu o porta-voz do presidente russo, Dmitry Peskov. Os especialistas russos acham que o interesse-chave de Moscou é atrair a atenção de Ancara para a  necessidade de interromper o apoio dado pela Turquia aos terroristas na Síria.

Na terça-feira (26), Peskov confirmou que a reunião entre Putin e Erdogan será realizada em São Petersburgo no dia 9 de agosto. Mesmo assim, até o momento, não há informações sobre a agenda de negociações, de acordo com o porta-voz.

“Os tópicos da reunião não foram discutidos; há uma troca de diferentes propostas. Essa será a primeira reunião realizada há um tempo, sendo a primeira após os dois líderes conseguirem virar a página, levando a não faltar tópicos para discutir”, divulgou Peskov aos jornalistas.

Especialistas russos acreditam que os temas abrangerão política, economia e questões de segurança regional. Em particular, os especialistas que falaram com o site analítico independente Svobodnaya Pressa, sublinharam que o tema mais importante será o terrorismo.

O site afirma que as relações bilaterais durante os últimos seis meses estavam mudando drasticamente toda hora: em novembro de 2015, a Força Aérea turca abateu avião russo Su-24, matando o piloto, fazendo com que agravasse a relação, quase trazendo os países à margem de guerra. Depois do acontecido, houve um longo período “frio” na política e economia que trouxe muitas perdas à Turquia.

“Parece que Erdogan até pediu desculpas, esperadas pela Rússia”, escreveu a mídia russa.

Recentemente o ministro das Relações Exteriores da Turquia, Mevlut Cavusoglu, agradeceu ao presidente russo pelo apoio às autoridades turcas durante a tentativa de golpe de Estado. O Kremlin não confirmou a declaração do chanceler turco.

Mesmo assim, o país tenta “mudar o cenário” com a Rússia, escreveu o site. Tem como provas, recentes declarações do ministro da Economia da Turquia, Nihat Zeybakchi, sobre o fato de todas as decisões relativas ao projeto do gasoduto Corrente Turco e ao projeto da usina nuclear Akkuyu já terem sido feitas, mas tem o próximo encontro bilateral como ponto de partida para realização dos mesmos.

Especialista sênior do Centro de Estudos politico-militares do Instituto Estatal de Relações Internacionais de Moscou (MGIMO), Mikhail Aleksandrov, explicou à Sputnik que “a postura de Erdogan é muito racional”.

“Ele se encontra em uma situação difícil. Os países ocidentais organizaram uma tentativa de golpe contra ele o que, felizmente, acabou sem sucesso. Agora Erdogan de fato está isolado. Ele precisa acabar com a quinta coluna pró-ocidental no país; incluindo a ‘limpeza’ no exército e entre funcionários civis”.

De acordo com Aleksandrov, o Ocidente não gosta da postura do presidente turco e a pressão contra ele está aumentando. Nessas horas, é perceptível a necessidade de apoio enfrentada por Erdogan, fazendo com que busque à Rússia.

Aleksandrov ressaltou que, atualmente, é difícil compreender se Erdogan está sendo sincero ou está simplesmente fazendo jogo político. O especialista do MGIMO acha que isso ficará claro a partir das futuras ações turcas. Em particular, o apoio oferecido pelo país ao grupo terrorista Daesh (proibido na Rússia) bem como a outros grupos que operam na Síria.

“As portas da Turquia devem ser fechadas ao Daesh caso Erdogan queira se tornar amigo da Rússia. É completamente possível que esse tipo de acordo somente seja feito de forma oral. Erdogan, mesmo relutante, provavelmente concordará em dar este passo”, disse Aleksandrov.

Ele sublinhou também que “a questão está em como Ancara vai pôr em prática o acordo, levando em consideração que há uma possibilidade de conflito com os Estados Unidos… Só na prática será possível ver se Erdogan aceitará o desafio de dar este passo”.

Outro especialista russo, Aleksei Obrastsov, pesquisador-chefe do Centro de Estudos da Ásia e África da Escola Superior da Economia, está mais pessimista sobre o futuro.

“Eu não esperaria quaisquer decisões sensacionais deste encontro”, disse à Sputnik.

Ele acha que algumas decisões podem ser tomadas, mas em geral a visita do presidente turco é devido à situação econômica da Turquia já que o país perdeu muito após o conflito de interesses entre os países. Em particular, na área social e econômica.

No momento, só podemos esperar que o encontro contribua para resolução da crise síria que não só deixou o país em ruínas, mas também agravou a situação em todo o Oriente Médio.

Foto: © Sputnik/ Aleksei Druzhinin

Fonte: Sputnik News

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FAB PÉ DE POEIRA: BINFAE-MN e 2° GDAAE participam de cerimônia de apresentação para os Jogos Olímpicos no AM

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A Força Aérea Brasileira participou, nesta terça (26), da cerimônia militar de apresentação de tropas e de meios operacionais que serão utilizados nas atividades de segurança durante os Jogos Olímpicos 2016 em Manaus. A capital amazonense vai sediar partidas de futebol nos dias 04, 07 e 09 de agosto. O evento reuniu 3 mil militares das Forças Armadas e Auxiliares e representantes das organizações que também vão apoiar as ações de segurança na capital.

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Militares do Batalhão de Infantaria de Aeronáutica Especial de Manaus (BINFAE-MN) e do Segundo Grupo de Defesa Antiaérea (2° GDAAE) estiveram presentes no evento, representando a Força Aérea. Entre os participantes estava o Sargento Aristóteles Macedo de Mendonça, do BINFAE-MN. O graduado vai fazer a segurança das aeronaves F-5 EM, do Esquadrão Pacau, no Aeroporto Internacional Eduardo Gomes. Essas aeronaves serão utilizadas para defesa aérea durante o evento.

De acordo com o militar, esta é uma grande missão em sua carreira e significará uma grande experiência. “É uma honra participar dessa missão porque entre muitos eu fui escolhido. A expectativa é de que tudo vai dar certo porque a equipe está treinada e preparada para qualquer situação”, afirmou.

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O Secretário de Segurança Pública do Estado do Amazonas, Sérgio Fontes, falou sobre a importância da integração entre as organizações. “As instituições dos senhores são de excelência e reconhecidas por isso. O desafio é unir o trabalho que cada uma faz individualmente e trabalhar junto. Estamos bem intencionados, com uma missão importante”, disse.

Para o soldado Jefferson Costa Moura, também do BINFAE-MN, a missão é significativa. “Quando eu estiver mais velho poderei contar para os meus filhos que eu estive lá”, revelou.

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FAB PÉ DE POEIRA: Comandante do COMGAR inspeciona postos de segurança da FAB no Rio

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Tropa da FAB cumpre missão de Garantia da Lei e da Ordem

Tenente-Brigadeiro Machado esteve no Aeroporto do Galeão e nas vias públicas de acesso ocupadas pela FAB na Olimpíada

O Comandante-Geral de Operações Aéreas, Tenente-Brigadeiro do Ar Gerson Nogueira Machado de Oliveira, esteve no Rio de Janeiro (RJ), na manhã desta terça-feira (26/07), para conhecer a missão de Garantia da Lei e da Ordem (GLO), montada pela Aeronáutica para reforçar a segurança durante a Olimpíada. Desde as 6h do último domingo, 500 militares da Força Aérea Brasileira estão atuando como agentes de segurança pública no Aeroporto do Galeão e nas vias de acesso a ele, como a Estrada do Galeão e a Avenida 20 de janeiro.

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Antes de inspecionar os postos de segurança, o Tenente-Brigadeiro Machado reuniu parte da tropa envolvida na missão e destacou a importância da atividade dos militares para o sucesso dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016. O batalhão de GLO fica nas ruas até 19 de setembro. “Os protagonistas desse evento são os atletas, os espectadores e os turistas que vêm para o nosso País; nós somos meros coadjuvantes, mas realizando uma atividade de grande relevância para a Olimpíada”.

Comandante do COMGAR inspeciona o trabalho da tropa
Comandante do COMGAR inspeciona o trabalho da tropa

O oficial-general estava acompanhado do Comandante do Terceiro Comando Aéreo Regional, Major-Brigadeiro do Ar José Euclides da Silva Gonçalves, e do Chefe da Subchefia de Segurança e Defesa do Comando-Geral de Operações Aéreas, Brigadeiro de Infantaria Luiz Cláudio Topan. “O sucesso dessa missão depende da postura de cada um; a responsabilidade é grande, mas estamos preparados”, disse o Brigadeiro Topan à tropa.

Cães fazem parte do apoio à tropa de GLO
Cães fazem parte do apoio à tropa de GLO

O objetivo da presença das autoridades foi o de verificar a eficiência daquilo que está sendo executado a partir do planejamento. “Estou muito bem impressionado com a dedicação e empenho dos militares em resolver os problemas que aparecem e com o envolvimento de todos para o bom andamento das atividades”, avalia o Tenente-Brigadeiro Machado.

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FAB PÉ DE POEIRA: Infantaria da Aeronautica inicia operações de segurança para os Jogos Olímpicos e Paralímpicos

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Interoperabilidade das três Forças será destaque na segurança

Serão 22 mil militares da Marinha, do Exército e da Força Aérea Brasileira que atuarão em operações de Garantia da Lei e da Ordem

Faltando apenas 12 dias para o início dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016 (JO2016), aconteceu neste domingo (24/07), no Palácio Duque de Caxias, no Rio de Janeiro, uma solenidade que marcou a abertura das atividades de defesa das Forças Armadas para o evento internacional.

Serão 22 mil militares da Marinha, do Exército e da Força Aérea Brasileira, que dentre os próximos 64 dias atuarão em operações de Garantia da Lei e da Ordem (GLO), fazendo policiamento ostensivo nas principais vias e orla da cidade do Rio de Janeiro.

Durante a cerimônia, o Coordenador Geral de Defesa de área (CGDA), general de Exército Fernando Azevedo e Silva, falou do trabalho integrado, desenvolvido pelas três Forças. “Hoje termina o longo período de planejamento, de intensos exercícios, de apronto operacional que vivemos nesses últimos dias.”, e finalizou. “Estamos prontos para a operação!”.

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Solenidade foi presidida pelo Ministro da Defesa
Ainda na solenidade, que era composta por cerca de 250 militares das Forças Armadas, que representavam os homens e mulheres que irão atuar frente aos Jogos Rio 2016, o Ministro Jungmann, em discurso à tropa, lembrando-os que o sucesso e a paz para que o evento ocorra está nas mãos de cada um. “É importante dizer que as atenções do mundo estarão voltadas para os atletas, os recordes, mas está em vossas mãos permitir que isso tudo aconteça em paz e com segurança”, afirmou.

Ao final deixou um recado de apoio as tropas. “Digam aos seus demais companheiros de trabalho, quando voltarem aos alojamentos, que o trabalho deles, de cada um e de todos é essencial, porque em vossas mãos, e dos senhores comandantes, se encontra, sem sombra de dúvida, a realização e o bom término e o alcance dos objetivos desses jogos, e eles serão alcançados.”, concluiu.

Na coletiva, Raul Jungmann explicou que com a abertura da Vila Olímpica, as Forças Armadas passaram a exercer oficialmente os seus compromissos e atribuições no que desrespeito à defesa e segurança nas Olímpiadas e Paralímpiadas e apresentou aos jornalistas alguns dados recorrentes da atuação das Forças na segurança da cidade: “Dos 22 mil militares, 4.713 atuarão em Deodoro, 2.169 no Maracanã, 5.847 em Copacabana, 2.002 na Barra. Além disso, teremos 530 militares da FAB.”, disse.

Aeroporto do Galeão e vias públicas de acesso
Aeroporto do Galeão e vias públicas de acesso

A atuação dos militares acontecerá na Transolímpica, Linhas Vermelha e Amarela, parte da Avenida Brasil, Estrada do Galeão e Avenida 20 de janeiro. Além disso, irão operar em sete estações ferroviárias, no RIOGALEÃO/Aeroporto Internacional Tom Jobim, na orla do Rio e algumas estruturas estratégicas de energia elétrica, água, entre outras. Para a mobilização serão utilizados os seguintes meios: 12 navios, 1.169 viaturas, 70 blindados, 34 helicópteros, 48 embarcações e 174 motocicletas.

“Essa atuação é uma atuação conjunto, que vem coroar um conceito de defesa que é da nossa interoperabilidade das três Forças, Aeronáutica, Marinha, Exército.”, expressou o Ministro Jungmann.

Comandante da Aeronáutica destaca a atuação ininterrupta da FAB
Comandante da Aeronáutica destaca a atuação ininterrupta da FAB

A FAB tem por missão o Controle e Defesa do Espaço Aéreo, o receptivo de autoridades e agora o policiamento ostensivo na área do Galeão. “No controle e defesa do Espaço Aéreo vamos atuar como atuamos 24 horas por dia, 7 dias por semana, só que de forma mais intensa. E a partir de hoje, a infantaria da Aeronáutica tem a oportunidade de colocar em prática, todo o seu treinamento, nas atividades de Garantia da Lei e da Ordem.”, completou o Comandante da Aeronáutica.

Para a Força Aérea Brasileira, coube a segurança do Aeroporto Internacional do Galeão e das vias públicas de acesso a ele. Eram 6h da manhã quando os militares que compõem o Batalhão de Garantia da Lei e da Ordem (GLO) ocuparam seus postos, onde permanecem até dia 19 de setembro.

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Síria – O pragmatismo de EUA e Rússia na crise

John Kerry e Serguei Lavrov se encontrarão em Genebra para discutir plano de cooperação em Agosto.

Americanos e russos demonstram há anos pontos de vista diferentes em relação à guerra civil. Apesar disso, eles se encontram em Genebra para apresentar um novo plano de cooperação para o problema.

Faltam muitas coisas, tanto alimentos quanto segurança. Nas últimas três semanas, o Exército sírio mantém cercada a cidade de Aleppo – e, desde então, a situação humanitária piorou consideravelmente. Cerca de 300 mil habitantes permaneceram na cidade. Eles mal podem garantir o seu abastecimento. E também sofrem com os ataques da Força Aérea do presidente Bashar al-Assad.

Quase mil pessoas morreram desde o início dos combates em torno da segunda metrópole do país, localizada no norte da Síria, segundo o Observatório Sírio de Direitos Humanos, sediado em Londres. O Exército não estaria hesitando nem mesmo em atacar hospitais civis: somente no início desta semana, 18 pessoas morreram por bombardeio de helicóptero.

De acordo com a especialista em Oriente Médio Bente Scheller, diretora da Fundação Heinrich Böll em Beirute, o regime de Assad se vê no caminho da vitória. “Ele está significantemente mais forte que a oposição no momento”, afirma. “Para mim, o regime se sente ainda mais forte do que realmente está.”

Precisamente por essa razão, ele poderá vir a se engajar de forma mais determinada na reconquista da cidade, prossegue Scheller, acrescentando que as tropas de Assad conseguiriam então uma importante virada.

Diante desse contexto, o secretário de Estado americano, John Kerry, e seu colega russo, Serguei Lavrov, chegaram a um acordo, nesta terça-feira no Laos, sobre um novo plano de cooperação para a Síria. Tal proposta deverá ser apresentada nas próximas semanas. Para tal, o enviado especial das Nações Unidas para a crise na Síria, Staffan de Mistura, se reuniu nesta quarta-feira (27/07) com representantes dos EUA e da Rússia.

As conversações com o enviado americano Michael Raney e o vice-ministro do Exterior russo, Gennadiy Gatilov, acontecem em Genebra, na Suíça. Espera-se que as negociações iniciadas no começo deste ano levem a um acordo de paz.

Para uma solução pacífica do conflito, o governo sírio e a oposição devem realizar negociações diretas, afirmou Lavrov, citado por agências de notícias russas. Posteriormente, representantes dos EUA, Rússia e Nações Unidas pretendem se encontrar também em Bruxelas para discutir sobre novos passos com vista à resolução do conflito na Síria.

Sob pressão de tempo

Não se espera muito dessa nova rodada de negociações, afirma Bente Scheller. Segundo a especialista em Oriente Médio, já houve várias reuniões desse tipo, e é pouco provável que tais conversas possam mudar algo em agosto.

“Os EUA estão sob certa pressão, já que em breve vão ter que lidar com sua campanha presidencial. Então não deverá sobrar muito espaço para temas de política externa. Assim, existe por parte dos americanos certa pressão para que seja feito mais um avanço. Mas eu não consigo ver algo construtivo saindo disso, algo duradouro”, opina.

Durante anos, EUA e Rússia tiveram pontos de vista diferentes em relação à Síria, principalmente no que diz respeito ao destino político de Assad. Tais diferenças levaram os países ocidentais a atuar com contenção. Enquanto os russos ficaram do lado de Assad, os americanos exigem há muito a saída do ditador sírio. Nesse ponto, os EUA concordam com a oposição secular, a quem fornecem apoio militar não letal.

Cena de Aleppo, após bombardeio por Força Aérea síria

Faltam muitas coisas, tanto alimentos quanto segurança. Nas últimas três semanas, o Exército sírio mantém cercada a cidade de Aleppo – e, desde então, a situação humanitária piorou consideravelmente. Cerca de 300 mil habitantes permaneceram na cidade. Eles mal podem garantir o seu abastecimento. E também sofrem com os ataques da Força Aérea do presidente Bashar al-Assad.

Quase mil pessoas morreram desde o início dos combates em torno da segunda metrópole do país, localizada no norte da Síria, segundo o Observatório Sírio de Direitos Humanos, sediado em Londres. O Exército não estaria hesitando nem mesmo em atacar hospitais civis: somente no início desta semana, 18 pessoas morreram por bombardeio de helicóptero.

De acordo com a especialista em Oriente Médio Bente Scheller, diretora da Fundação Heinrich Böll em Beirute, o regime de Assad se vê no caminho da vitória. “Ele está significantemente mais forte que a oposição no momento”, afirma. “Para mim, o regime se sente ainda mais forte do que realmente está.”

Precisamente por essa razão, ele poderá vir a se engajar de forma mais determinada na reconquista da cidade, prossegue Scheller, acrescentando que as tropas de Assad conseguiriam então uma importante virada.

Diante desse contexto, o secretário de Estado americano, John Kerry, e seu colega russo, Serguei Lavrov, chegaram a um acordo, nesta terça-feira no Laos, sobre um novo plano de cooperação para a Síria. Tal proposta deverá ser apresentada nas próximas semanas. Para tal, o enviado especial das Nações Unidas para a crise na Síria, Staffan de Mistura, se reuniu nesta quarta-feira (27/07) com representantes dos EUA e da Rússia.

As conversações com o enviado americano Michael Raney e o vice-ministro do Exterior russo, Gennadiy Gatilov, acontecem em Genebra, na Suíça. Espera-se que as negociações iniciadas no começo deste ano levem a um acordo de paz.

Para uma solução pacífica do conflito, o governo sírio e a oposição devem realizar negociações diretas, afirmou Lavrov, citado por agências de notícias russas. Posteriormente, representantes dos EUA, Rússia e Nações Unidas pretendem se encontrar também em Bruxelas para discutir sobre novos passos com vista à resolução do conflito na Síria.

Sob pressão de tempo

Não se espera muito dessa nova rodada de negociações, afirma Bente Scheller. Segundo a especialista em Oriente Médio, já houve várias reuniões desse tipo, e é pouco provável que tais conversas possam mudar algo em agosto.

“Os EUA estão sob certa pressão, já que em breve vão ter que lidar com sua campanha presidencial. Então não deverá sobrar muito espaço para temas de política externa. Assim, existe por parte dos americanos certa pressão para que seja feito mais um avanço. Mas eu não consigo ver algo construtivo saindo disso, algo duradouro”, opina.

Durante anos, EUA e Rússia tiveram pontos de vista diferentes em relação à Síria, principalmente no que diz respeito ao destino político de Assad. Tais diferenças levaram os países ocidentais a atuar com contenção. Enquanto os russos ficaram do lado de Assad, os americanos exigem há muito a saída do ditador sírio. Nesse ponto, os EUA concordam com a oposição secular, a quem fornecem apoio militar não letal.

“Difícil aliado”

Quanto a isso, até hoje, não houve mudanças substanciais, sublinha Bente Scheller. No entanto, a especialista explica que a relação da Rússia com o regime Assad nunca foi fácil. “Pois, por um lado, a Rússia tem interesse em apoiar Assad e seu regime. Porém, o regime tem mostrado repetidamente que segue seus próprios caminhos, que não é somente um inimigo difícil, mas também um aliado complicado.”

Cada vez mais, continua Scheller, Moscou tem ficado ciente dos custos da assistência financeira e política a Assad. De fato, ao seguir tal curso, a Rússia tem feito poucos amigos no mundo sunita: com sua oposição ao presidente sírio, tais Estados – liderados pela Arábia Saudita – têm se posicionado também contra Moscou.

Se os EUA quiserem, realmente, atuar em prol de mudanças na Síria, agora seria o momento certo. Para Obama, esta seria a última oportunidade de acelerar, ao menos de certa forma, o fim da tragédia – deixando, assim, algo para a sua reputação nos futuros livros de história. Com sua política para o Oriente Médio, o presidente americano não pôde convencer o mundo árabe, muito menos com sua relutância frente à crise na Síria.

O regime Assad se beneficiou muito dessa relutância dos EUA. Mesmo assim, somente com muito esforço, o ditador sírio conseguiu reverter a situação na Síria a seu favor, afirma Bente Scheller, da Fundação Heinrich Böll.

Segundo Scheller, com a ajuda militar russa, Assad foi capaz de colocar a oposição na defensiva e talvez ele possa desmantelar, completamente, a força e o impacto militar de seus opositores. “Mas talvez a parte mais difícil comece mais tarde”, afirma a especialista: pois, com o fim da oposição secular, a sociedade também estaria inteiramente destruída.

Fonte: DW

 

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27 de Julho de 1945: Zona de Ocupação Soviética da Alemanha Oriental é dividida

Mapa da Alemanha – Em destaque a zona de ocupação soviética em vermelho. A União Soviética criou cinco novos estados alemães: Mecklemburgo, Saxônia, Turíngia, Saxônia-Anhalt e Brandemburgo.

No dia 27 de julho de 1945, dois meses após o fim da Segunda Guerra, a Administração Militar Soviética emitiu a ordem que dividiu o território alemão sob sua ocupação em estados da Alemanha Oriental, de regime comunista.

Tudo o que aconteceu na Alemanha após 1945 teve origem na Segunda Guerra Mundial e na forma como o conflito foi conduzido. O procedimento bárbaro de Adolf Hitler e seus seguidores provocou reações dos adversários que, inicialmente, eram caracterizadas pela vingança, exigência de reparação e a destituição dos alemães do poder.

Sobretudo as potências ocidentais viam na história alemã, desde Frederico, o Grande, até Hitler, uma linha contínua, marcada pelo imperialismo violento. Com o objetivo de eliminar definitivamente essa forma de domínio, elas planejaram tutelar os alemães e transformar o país num vácuo econômico e político.

É o que provam leis e decretos dessa época, publicados no diário oficial do governo militar dos Aliados. Eram proibidas, por exemplo, reuniões públicas e particulares de cinco ou mais pessoas. Podiam-se realizar cultos religiosos, mas era vedado tocar ou cantar o hino nacional ou outras canções patrióticas. Todos os cidadãos maiores de 12 anos de idade eram obrigados a portar sempre a carteira de identidade.

Aliados partilham território

Apesar de todas as restrições, o cotidiano e a vida política entraram numa certa rotina a partir de 1945. Pela chamada Declaração das Quatro Potências, de 5 de junho de 1945, o Conselho de Controle dos Aliados (formado pelos Estados Unidos, França, Inglaterra e União Soviética) decidiu criar zonas de ocupação na Alemanha e Áustria, ignorando as divisões político-administrativas internas anteriores.

Em princípio, as novas fronteiras foram fixadas de acordo com as posições ocupadas pelos respectivos exércitos no fim da guerra. Na Alemanha, os Estados Unidos fizeram uma exceção: em julho de 1945, cederam a Turíngia aos soviéticos, o que significou um deslocamento da fronteira alemã.

Berlim é a área quadripartite mostrado dentro da zona soviética vermelha. Bremen consiste nos dois enclaves americanos amarelos na área britânica verde. Áreas em bege foram ligadas a Polónia e a URSS (pelo Acordo de Potsdam)

A Conferência de Potsdam (17 de julho a 2 de agosto de 1945) confirmou a redução de quase 25% do território do antigo Império Alemão. Nesse encontro, em que os líderes Churchill, Truman e Stalin discutiram o futuro da Alemanha ocupada, foi decidido que o território alemão a leste dos rios Oder e Neisse passaria à administração da Polônia, e uma parte da Prússia Oriental, ao controle da União Soviética. Consequentemente, o destino da Alemanha do pós-guerra passou a depender das relações entre as potências vencedoras.

A Alemanha foi dividida em quatro zonas de ocupação: os russos no leste; os ingleses no noroeste; os franceses no sudoeste; os norte-americanos no sul. Berlim a ex-capital do Terceiro Reich foi partilhada entre as quatro potências.

Soviéticos organizam antifascismo

Mas nenhum dos países aliados iniciou a ocupação de forma tão bem elaborada quanto a União Soviética. Seu primeiro objetivo era fundar o Partido Comunista da Alemanha (KPD), registrado a 10 de junho de 1945.

“Na zona de ocupação soviética na Alemanha, é permitida a formação e atividade de todos os partidos antifascistas que tenham como objetivo a eliminação definitiva dos remanescentes do fascismo e o estabelecimento dos princípios da democracia, da liberdade e da participação política e o desenvolvimento da iniciativa própria da população nesse sentido”, dizia um decreto da Administração Militar Soviética.

Embora nas outras três zonas de ocupação os partidos políticos só fossem autorizados meses mais tarde, uma reorganização política da Alemanha parecia mais do que necessária. A estrutura administrativa estadual e municipal precisava ser urgentemente reformulada.

Nova Alemanha Oriental

Nesse campo, as forças de ocupação tinham objetivos distintos. Os soviéticos apostavam numa enxuta organização antifascista de poder. Os ingleses e norte-americanos depositavam suas esperanças num amplo processo de democratização, enquanto os franceses queriam transformar sua zona numa extensão do território da França, dependente de seus próprios interesses nacionais. À semelhança dos soviéticos, tinham por meta incorporar sua zona de ocupação.

Para isso, no entanto, era preciso definir claramente as fronteiras estaduais. A zona soviética instituiu uma nova divisão político-administrativa. Poucas semanas após o fim da guerra, a União Soviética criou cinco novos estados alemães: Mecklemburgo, Saxônia, Turíngia, Saxônia-Anhalt e Brandemburgo.

Por meio da chamada Ordem 17 da Administração Militar Soviética, de 27 de julho de 1945, foram instituídas administrações centrais que serviram de base para um novo regime estatal antifascista. Quatro anos depois, no dia 7 de outubro de 1949, foi fundada a República Democrática Alemã, de regime comunista.

Fonte: DW

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Brasil Defesa Destaques Espaço Estados Unidos Negócios e serviços Opinião Tecnologia

Chanceler Serra considera reativar acordo com os EUA sobre Base de Alcântara

Em reunião recente com o embaixador brasileiro em Washington, Sergio Amaral, o chanceler do governo interino do Brasil, José Serra, tratou da retomada das negociações com os EUA para o uso, por parte dos norte-americanos, da base de lançamento de foguetes de Alcântara, no Maranhão, segundo informou a colunista Tereza Cruvinel, do Brasil 247.

Segundo recorda a jornalista, o ex-presidente FHC, que teve Amaral como ministro, havia firmado no ano 2000 um acordo “denunciado como entreguista e lesivo à soberania nacional pelo então deputado que era o relator da matéria na Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional”, Waldir Pires, que foi responsável por alterações significativas nas cláusulas do contrato.

Além disso, militares e setores nacionalistas também regiram negativamente ao acordo de FHC. Isto porque o texto concedia amplos poderes aos locadores da base e renunciava a uma série de controles e prerrogativas que o Brasil teria enquanto dono da instalação, praticamente criando um enclave dos EUA no Maranhão.

Uma das cláusulas do documento original, por exemplo, proibia que os recursos obtidos pelo Brasil com a locação da base aos norte-americanos fossem aplicados em projetos nacionais de desenvolvimento tecnológico. Outra impedia o país de fazer acordos com outros Estados que sofressem sanções dos EUA, como era, naquela época, o caso do Iraque, do Sudão e de Cuba.

Eventualmente, o acordo foi retirado do Congresso com a subida de Lula ao poder, em 2003, mas os EUA nunca perderam o interesse pela possibilidade de usar a base brasileira, cuja localização privilegiada na linha do Equador reduz o custo de lançamento em até 30%, segundo especialistas.

“A volta do assunto à agenda bilateral, sob Temer e Serra, preocupa inclusive setores militares que temem novas cláusulas atentatórias à soberania nacional sobre a base”, escreve a jornalista.

Foto: Estadão Conteúdo / Lisandra Paraguassu

Fonte: Sputnik News

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Conflitos Estados Unidos Geopolítica Rússia Síria

Rússia e EUA debateram segurança de suas missões após incidente na Síria

Militares dos EUA e da Rússia realizaram uma video-conferência para discutir o memorando sobre a segurança dos voos sobre o espaço aéreo da Síria, informou nesta terça-feira (26) o porta-voz oficial do Pentágono Peter Cook.

“O Ministério da Defesa dos EUA realizou hoje uma conferência de vídeo com colegas do Ministério da Defesa da Rússia. Foi um diálogo regular no âmbito do memorando de entendimento mútuo sobre as garantias de segurança dos voos na Síria” – disse Cook através de um comunicado.

O documento destaca que o tema da segurança das missões foi levantado após a discussão das reivindicações do Pentágono contra ataques aéreos russos a uma base militar síria usada pelos EUA.

“Ambos os lados deram prosseguimento à discussão e ao desenvolvimento de medidas visando evitar incidentes como este. Eles destacam a necessidade de ampliar medidas para reforçar a segurança das missões e evitar incidentes e desentendimentos no espaço aéreo da Síria” – escreveu Cook.

O assunto veio à tona depois que, no sábado (23), o Wall Street Journal, citando uma fonte do Pentágono, acusou aviões de combate russos de atacar uma base militar usada pelos Estados Unidos e pelo Reino Unido perto da fronteira sírio-jordaniana.

Respondendo à acusação, o porta-voz do Ministério da Defesa russo Major General Igor Konashenkov declarou que os chefes da coalizão liderada pelos EUA contra o Daesh (Estado Islâmico) na Síria são os responsáveis pelo envio de tropas para áreas do país alvejadas pelos ataques aéreos russos.

Foto: © Sputnik/ Maksim Blinov

Fonte: Sputnik News

 

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MERCOSUL tem melhor comércio interno do que Aliança do Pacífico

A agenda de comércio interno dos países da Aliança do Pacífico quase não existe, ao contrário do MERCOSUL, cujas nações conseguiram construir a melhor plataforma para desenvolver as relações comerciais, contou Pablo Sanguinetti, o diretor das pesquisas socioeconômicas do Banco de Desenvolvimento Econômico da América Latina (CAF).

“O MERCOSUL têm países mais diversificados, tais como a Argentina e o Brasil, então existe um importante comércio interno e a maioria dos manufaturados deste comércio fazem parte da produção nacional”, afirmou Sanguinetti.

Na Aliança do Pacífico “isso [a agenda interna] quase não existe, no entanto, também é verdade que, embora as relações comerciais sejam fracas entre eles, os bens manufaturados também constituem a maior parte das transações comerciais entre os seus membros”, acrescentou ele.

O representante da CAF falou com a Sputnik nesta terça (26) depois de participar de um painel dedicado à promoção do crescimento e integração regional durante uma conferência em Montevideo, organizada pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) e o Governo do Uruguai.

Sanguinetti, doutor em economia, explicou que o comércio no âmbito do Mercosul (Mercado Comum do Sul) é importante porque oferece um padrão de trocas comerciais mais diversificadas. No entanto, segundo ele, o bloco deve liberar a carga tributária no mercado doméstico.

“Todos os países ainda têm uma série de reclamações mútuas que eles prometeram resolver”, disse ele.

Por outro lado, a agenda externa do MERCOSUL não tem cumprido a “promessa de um grande mercado comum”, o que prejudica diretamente os países menores, como o Uruguai e o Paraguai, mas também prejudica os países maiores.

Na conferência “América Latina: reformas estruturais para impulsionar o crescimento econômico”, organizada pelo FMI e o Governo do Uruguai, participaram altos funcionários das instituições multilaterais e acadêmicos de vários países da região.

O MERCOSUL é uma organização intergovernamental fundada a partir do Tratado de Assunção de 1991. Estabelece uma integração, inicialmente econômica, configurada atualmente em uma união aduaneira, na qual há livre comércio intrazona e política comercial comum entre os países-membros. Situados todos na América do Sul, são atualmente cinco membros plenos. Em sua formação original, o bloco era composto pela Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai; mais tarde, a ele aderiu à Venezuela.

A Aliança do Pacífico é um bloco comercial latino-americano criado formalmente em 6 de junho de 2012 no Chile no Observatório Paranal em Antofagasta, durante a 4ª Cúpula da organização. Os membros-fundadores foram o Chile, a Colômbia, o México e o Peru. A Costa Rica incorporou-se ao grupo em 2013.

Foto: © flickr.com/ Hamner_Fotos

Fonte: Sputnik News

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Hillary Clinton faz história – Democrata é indicada à Presidência dos EUA

A ex-secretária de Estado Hillary Clinton assegurou nesta terça-feira a nomeação do Partido Democrata para a disputa da Casa Branca neste ano, se tornando a primeira mulher na história norte-americana a encabeçar a chapa de um dos grandes partido.

Em uma demonstração simbólica de unidade do partido, o ex-rival de Hillary, senador Bernie Sanders disse que Hillary deveria ser escolhida como candidata do partido durante a votação nominal de Estado por Estado na convenção democrata na Filadélfia .

Mais cedo, delegados de Dakota do Sul deram a Hillary 15 votos, lhe assegurando mais do que os 2.383 necessários para ganhar a nomeação. Hillary teve um total de 2.842, ante 1.865 votos para Sanders.

Depois de uma disputa dura com Sanders, Hillary vai agora representar o partido contra o escolhido republicano, Donald Trump, nas eleições de 8 de novembro.

Delegados gritaram “Hillary, Hillary”, quando a senadora Barbara Mikulski, de Maryland, apresentou formalmente o nome da candidata para a votação em ordem alfabética.

“Sim, nós quebramos barreiras. Eu quebrei uma barreira quando me tornei a primeira mulher democrata eleita para o Senado por direito próprio”, disse Barbara Mikulski. “Então é de todo o coração que eu estou aqui para indicar Hillary Clinton para ser a primeira mulher presidente”, afirmou.

Sanders já tinha endossado Hillary, que foi primeira-dama e senadora, mas alguns dos simpatizantes do democrata protestaram na Filadélfia contra o aparente apoio da liderança do partido para Hillary durante as primárias democratas.

Apoiadores de Hillary dizem que a sua vivência em Washington mostra que ela tem a experiência necessária para estar na Casa Branca durante momentos difíceis, quando os EUA tentam acelerar a recuperação econômica e enfrentam desafios relacionados à segurança no exterior.

Críticos a veem como complacente demais com os poderosos.

Luciana Lopez / Amy Tennery

Fonte: Reuters

Partido Democrata confirma candidatura de Hillary Clinton

Ex-secretária de Estado entra para a história como a primeira mulher a concorrer à presidência dos EUA por um dos dois grandes partidos do país. “Este momento é para todas as garotas que sonham alto”, comemora Hillary.

A ex-secretária de Estado americana Hillary Clinton foi oficialmente nomeada candidata do Partido Democrata à presidência dos Estados Unidos na noite desta terça-feira (26/07), durante a convenção nacional da legenda que ocorre na Filadélfia.

Com a nomeação formal, Hillary torna-se a primeira mulher a concorrer à Casa Branca por um dos dois grandes partidos americanos. “Esse momento é para todas as garotas que sonham alto. Nós fizemos história”, disse a democrata no Twitter logo após o anúncio de sua candidatura.

A votação foi realizada por ordem alfabética, estado por estado. Hillary, que não esteve presente nesta terça-feira, ultrapassou os 2.383 votos de delegados – de um total de 4.763 – que precisava para oficializar a indicação.

O principal rival da ex-primeira dama na disputa, o senador Bernie Sanders, solicitou que seu estado, Vermont, fosse o último a votar. No palanque, ele cedeu todos os delegados que o apoiavam e pediu uma votação unânime em favor de Hillary.

“Eu proponho que Hillary Clinton seja escolhida candidata do Partido Democrata à presidência dos Estados Unidos”, declarou Sanders, numa tentativa simbólica de unificar o partido.

Os seguidores de Sanders, no entanto, não se deram por convencidos e engrossaram protestos dentro e fora da convenção contra a candidatura de Hillary.

A atitude do senador lembrou a postura adotada pór Hillary há oito anos, quando anunciou, na mesma convenção, seu apoio ao então rival à candidatura democrata e atual presidente, Barack Obama.

A senadora Barbara Mikulski, veterana no Congresso com quase 30 anos no cargo, ficou encarregada de apresentar Hillary como candidata nesta terça-feira.

“Sim, nós quebramos barreiras. Eu quebrei barreiras quando me tornei a primeira mulher democrata eleita ao Senado”, disse Mikulski. “Por isso, é com o coração cheio que eu estou aqui hoje para nomear Hillary Clinton para ser a primeira mulher presidente.”

Início da convenção

A convenção nacional democrata teve início nesta segunda-feira sob a sombra do vazamento de e-mails da liderança da legenda e marcada por troca de farpas entre os apoiadores de Hillary e Sanders.

Uma das estrelas da noite, porém, foi a primeira-dama Michelle Obama, que teceu elogios à candidata democrata em discurso emocionado.

“Quando Hillary não venceu há oito anos, ela não ficou com raiva ou desiludida”, disse, voltando-se para os apoiadores de Sanders. “Por causa de Hillary Clinton, minhas filhas e todos os nossos filhos e filhas agora consideram normal que uma mulher possa ser presidente dos Estados Unidos.”

Debates presidenciais

Hillary disputará a eleição presidencial de novembro com Donald Trump, confirmado na convenção do Partido Republicano em Cleveland na semana passada.

Nova York, local de residência de ambos, foi a cidade escolhida para a realização do primeiro debate entre os dois candidatos, segundo informou a comissão de debates presidenciais.

Os dois se enfrentarão no dia 26 de setembro na Universidade de Hofstra, em Long Island. Devem ocorrer pelo menos outros dois debates: na Universidade de Washington, em Saint Louis, em 9 de outubro, e na Universidade de Nevada, em Las Vegas, em 19 de outubro.

Por sua vez, os candidatos à vice-presidência ficarão frente a frente na Universidade de Longwood, na Virgínia, no dia 4 de outubro.

EK/afp/ap/dpa/efe/rtr/dw

Fonte: DW