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Brasil Defesa Geopolítica

As maiores potências militares do mundo em 2016

O site Global Firepower (GF) realiza todos os anos uma abrangente análise na estrutura das forças armadas de 125 países. A partir dessa investigação, é calculado o Power Index, um índice cujo objetivo é o de classificar os locais de acordo com o seu poderio militar.

Para tanto, os especialistas avaliam mais de 50 fatores, que incluem os recursos logísticos e até os aspectos geográficos. O estudo não leva em conta a quantidade de armas que um país detém, mas sim a variedade, assim como não considera a existência de arsenal nuclear. Quanto mais próxima de 0 for a pontuação, mais poderosas são as forças armadas.

Alguns fatores, no entanto, impactam mais ou menos no desempenho de um país. Quando se avalia a mão de obra disponível, locais com populações enormes, como China e Índia, pontuam melhor que outros. Além disso, o GF concede mais pontos para quem é parte da Otan, aliança militar composta majoritariamente pelos Estados Unidos e nações europeias. Isso porque, segundo o GF, esses países podem dividir recursos.

A edição 2016 do ranking proposto pelo GF trouxe novidades em relação ao ano passado. O Reino Unido, por exemplo, caiu uma posição e foi ultrapassado pela França. O Brasil, único representante da América Latina no topo da lista, obteve um bom desempenho na comparação com 2015 e pulou do 22º lugar para o 15º.

A avaliação proposta pelo site é complexa, mas os dados levantados trazem à tona um retrato interessante sobre como os países se comparam entre si quando o tema é o poder do seu exército, marinha e força aérea. Veja na galeria.

Fonte: Super. Abril

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Geopolítica Opinião

Theresa May é nomeada primeira-ministra pela rainha

Líder do Partido Conservador promete governar para todos, respeitar a decisão pelo Brexit e forjar novo papel para o Reino Unido no mundo. Boris Johnson assume Ministério do Exterior e Philip Hammond, as Finanças.

A líder do Partido Conservador, Theresa May, tornou-se primeira-ministra britânica nesta quarta-feira (13/07), depois de ser nomeada pela rainha Elizabeth 2ª em audiência no Palácio de Buckingham, em Londres. Pouco antes, a monarca aceitara o pedido de renúncia do ex-premiê David Cameron.

May, de 59 anos, é a segunda mulher a ocupar o cargo, depois da também conservadora Margaret Thatcher, que foi primeira-ministra de 1979 a 1990. Logo após a audiência com a rainha, May se mudou para a residência oficial do primeiro-ministro, no número 10 da rua Downign Street, em Londres.

Poucas horas depois, May divulgou a composição do seu gabinete. O ministro do Exterior será o ex-prefeito de Londres Boris Johnson, um dos principais defensores da saída do Reino Unido da União Europeia (UE). Philip Hammond é o novo ministro das Finanças.

Theresa May ao lado do marido Philip, diante da residência número 10 da rua Downing Street.

Governo para todos

Em suas primeiras declarações após a posse, May afirmou que seu governo vai combater a injustiça social, trabalhando para todos os cidadãos e não apenas para “alguns poucos privilegiados”, e assim “construir um Reino Unido melhor”.

“Depois do referendo, temos diante de nós uma época de grandes mudanças”, afirmou a premiê, diante da residência oficial. Ela manteve o compromisso do governo com o Brexit e disse que vai forjar um novo papel positivo para o país no mundo.

“O Reino Unido estará à altura do desafio”, disse May. Acompanhada do marido, Philip May, a nova premiê elogiou o trabalho do seu antecessor, que renunciou ao cargo depois do resultado do referendo de 23 de junho.

May disse que Cameron conseguiu estabilizar a economia, reduzir o deficit fiscal e contribuir para que milhares de pessoas encontrassem emprego. “Mas o verdadeiro legado de David não é a economia, mas a justiça social. Mas, como já disse antes, lutar contra as injustiças não é suficiente.”

Unionismo

May, que se classificou como “unionista”, destacou a importância de manter juntas as nações que formam o Reino Unido – Inglaterra, Escócia, País de Gales e Irlanda do Norte. “Juntos vamos construir um Reino Unido melhor”, ressaltou, antes de entrar na residência oficial.

A nova premiê assumiu o cargo antes do previsto. Os conservadores planejavam uma campanha de nove semanas pela liderança do partido, mas a disputa foi encerrada de forma abrupta na segunda, com a surpreendente desistência da rival Andrea Leadsom. May teve apenas 48 horas para preparar seu novo governo.

Enquanto os líderes da campanha pelo Brexit Michael Gove e Boris Johnson se acotovelavam – antes de desistirem da campanha pela liderança do Partido Conservador –, May enfatizava que era uma candidata “séria” e “adulta” para conduzir o Reino Unido nesse período tumultuado.

AS/KG/rtr/efe/dpa

Fonte: DW

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Conflitos Segurança Pública Terrorismo

Agentes da Força Nacional ameaçam abandonar segurança da Olimpíada

620583-970x600-1MARCO ANTÔNIO MARTINS
DO RIO

Policiais e bombeiros da Força Nacional que estão no Rio para a Olimpíada realizaram protesto na tarde desta terça (12) por atraso nos pagamentos das diárias e pelas más condições dos apartamentos em que estão alojados, na zona oeste da cidade.

Atualmente, são 3.000 servidores da Força no Rio. Outros 3.000 chegarão à cidade para os Jogos. A Força Nacional será responsável pela segurança no interior das arenas e na área entorno dos locais de competição.

Os agentes da Força estão em apartamentos de dois quartos do programa Minha Casa, Minha Vida. Como vizinhos há favelas dominadas por milicianos e por traficantes da facção Comando Vermelho. No imóvel, recém-entregue, em Jacarepaguá, na zona oeste do Rio, não há chuveiro ou camas. Por isso, há servidores dormindo no chão.

Na reunião desta terça, os agentes pedem uma solução até a sexta (15). Caso não aconteça, prometem pedir baixa e retornar aos seus Estados.

O governo federal já enviou à tropa informações de que solucionará o problema até quinta (14). Nesta manhã de quarta (13), o secretário nacional de Segurança Pública, Celso Perioli, se reuniu em Brasília com representantes da categoria para tentar resolver o problema. Oficialmente, o Ministério da Justiça ainda não se pronunciou.

“Eles fizeram panelaço nesta terça e alguns estão pedindo para ir embora, desmobilizando. O que acontece ali é um absurdo. Existe hoje no Brasil uma falta de respeito das autoridades com os direitos dos trabalhadores da segurança pública”, afirmou o cabo Elisandro Lotim, presidente da Associação Nacional dos Praças, entidade que representa soldados, cabos, sargentos e subtenentes da PM e do Corpo de Bombeiros.

“Os policiais estão passando fome em ambientes insalubres. E isso na preparação para um evento como a Olimpíada”, disse.

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Há um ano, o planejamento era que 9.600 agentes da Força Nacional fossem deslocados para o Rio para atuar na Olimpíada. Serão apenas 6.000. A apresentação do grupo aconteceu no último dia 5 e contou com a presença do ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, no Parque Olímpico da Barra da Tijuca, zona oeste do Rio.

Por conta do efetivo, abaixo do previsto, as escalas de trabalho estão em 12h com 24h de folga. A Folha apurou que o comando da Força no Rio promete mudar a escala até o dia 30 de julho, mas que voltará ao horário atual a partir de 1º de agosto, quatro dias antes da abertura da Olimpíada.

Em cada apartamento usado como alojamento há seis policiais ou bombeiros.

Todos receberam os imóveis sem chuveiros. Os colchões foram comprados pelos servidores que improvisam armários com sapateiras ou espalham as roupas pelo chão. Alguns apartamentos têm vazamento nas paredes ou têm as pias entupidas. A água é cortada constantemente, já que a concessionária de água realiza ajustes no condomínio recém concluído.

Na madrugada de segunda (11), alguns policiais foram para as janelas durante a madrugada e começaram a gritar pedindo por água. Segundo bombeiros, que pediram para não serem identificados, eram 3.000 agentes nas janelas.

DIÁRIA

Outra preocupação do grupo tem sido o pagamento das diárias. Em missões, os integrantes da Força recebem R$ 220 por dia. Para a Olimpíada, a promessa é de que o vencimento será dobrado. Nesta terça, boa parte da revolta dos agentes era que não haveria o pagamento dobrado.

Um policial do Rio Grande do Norte conta que o grupo que veio do Estado pensava com a Olimpíada garantir um melhor salário, mesmo que temporário, mas que há colegas que até agora sequer receberam a diária paga em missões. Um outro de Santa Catarina lamenta a situação que chama de “bagunça”.

Ele ainda conta que as comidas servidas nas arenas, neste período pré-Olimpíada, chegam azedas ou com pouca variedade: só carne e arroz. Segundo o agente, quem está de folga precisa procurar por alimentação já que, diferente do combinado, não há “quentinhas” para todos os policiais e bombeiros que estão no Rio.

Fonte: Folha de São Paulo

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Mísseis Sistemas de Armas Vídeo

Vídeo: Sistemas modulares russo- “Todas as Nações tem direito a Liberdade”

https://www.youtube.com/watch?v=TSXLlJrpM2I

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Aviação Defesa Negócios e serviços Sistemas de Armas Sistemas Navais

Reino unido decide-se pela aquisição de nove Patrulheiros multimissão P-8A Poseidon

RAFE.M.Pinto

O Ministério da Defesa (MOD) do reino Unido confirmou a assinatura do acordo para a compra de nove aeronaves de patrulha marítima P-8A Poseidon para a Royal Air Force (RAF).

As novas aeronaves, serão baseadas em Lossiemouth na Escócia, e desempenharão um papel vital na proteção de dissuasão nuclear do Reino Unido juntamente com os dois novos porta aviões da Royal Navy.

Os P-8 também serão capazes de localizar e rastrear submarinos hostis, e reforçarão as tarefas de resgate (SAR) e Pesquisa marítima do Reino Unido. Esta capacidade também trará benefícios econômicos para a Escócia e mais amplamente para o Reino Unido. O MOD afirma que haverá um aumento de cerca de 400 funcionários na base da RAF em Lossiemouth para apoiar as operações dos Patrulheiros (MPA).

“As aeronaves são parte do plano de incremento do poder defensivo  que será apoiado por um igual aumento gradual dos recursos destinados a defesa a cada ano, pela próxima década. Isso significa mais navios, mais aviões, mais tropas disponíveis em prontidão, melhores equipamentos para forças especiais, mais investimentos na guerra cibernética, tudo isto para lidar com as crescentes ameaças ao nosso país “.  afirmou o secretário de defesa Michael Fallon.

O contrato que prevê o fornecimento dos MPA, treinamento e infraestrutura de apoio é avaliado em torno de US $ 3,96 bilhões a serem pago ao logo de uma década.

Apesar de ter que esperar pela disponibilidade de produção do MPA a RAF avalia como positivo a inserção do Reino Unido no grupo de nações aliadas operadoras desta aeronave, esta medida propicia a colaboração com alguns dos principais aliados do Reino Unido que incluem os EUA e a Força Aérea Real Australiana.

O P-8A pode operar a longa distância a partir da sua base operacional sem reabastecimento e tem autonomia para realizar missões sobre o mar e efetuar vigilância terrestre por períodos prolongados. É capacitada para realizar busca e salvamento em mar aberto e localizar pequenos barcos, lançar botes salva-vidas e equipamentos para navios e pessoas em perigo.

O anúncio deste acordo também marca a transferência de responsabilidade do Programa MPA, que sai do Comando Conjunto das Forças para a RAF. Como a primeira aeronave deve chegar no Reino Unido entre 2019/2020, a RAF terá até então, a incumbência de  manter as habilidades necessárias para operar nas áreas marinhas protegidas através do programa “seed-corn“, dos quais participam os MPA da RAF dentro dos esquadrões MPA da Austrália, Canadá, Nova Zelândia e EUA.

“A iniciativa “seed-corn” tem sido vital para assegurar que o futuro das tripulações dos MPA estejam preparadas para restabelecer a capacidade de patrulha marítima do Reino Unido. Ao manter essas habilidades essenciais, as nossas tripulações já dão um passo a frente quando começarem a operar estas novas aeronaves”.afirmou o  Vice-Air Marshal Gerry Mayhew, comandante da força de jatos de Inteligência, Vigilância e meios de reconhecimento.

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Conflitos Destaques Estados Unidos Geopolítica Opinião Rússia

A Rússia e a expansão da OTAN para o Leste

Expansão da OTAN em direção ao Leste para a Rússia

Provocação do ponto de vista dos russos, imperativo de segurança na argumentação de antigos países satélites da União Soviética: expansão da OTAN para o leste é polêmica e muito criticada. Confira na coluna desta semana.

Para os russos, talvez seja mais uma provocação que o recente encontro de cúpula da OTAN tenha acontecido justamente em Varsóvia. Afinal, a aliança militar liderada pela antiga União Soviética, contraponto à OTAN, carregava justamente o nome da capital polonesa.

O Pacto de Varsóvia é história, e boa parte dos membros de então ingressou na OTAN. A expansão da Aliança Atlântica para o leste começou em 1999, com os ingressos da Polônia, da República Tcheca e da Hungria. Em 2004, seguiram-se Bulgária, Estônia, Letônia, Lituânia, Romênia, Eslováquia e Eslovênia. Em 2009, a Albânia e a Croácia.

Esse processo, ainda em andamento, incomoda a Rússia, que o encara como provocação. Pelo artigo 5 da OTAN, o ataque a um país-membro é um ataque a todos. Se a Ucrânia fosse membro da Otan, a presença de tropas russas em território ucraniano seria automaticamente uma afronta a toda a aliança militar.

A proteção é o principal argumento de países do Leste Europeu para o ingresso na OTAN. Eles temem a Rússia e citam os recentes conflitos na Geórgia e na Ucrânia como exemplos.

Já a Rússia vê a expansão da OTAN como provocação, se não ameaça, e invoca um argumento controverso: durante as negociações que levaram à reunificação da Alemanha, em 1990, políticos ocidentais teriam prometido que a OTAN não ampliaria sua fronteira oriental.

Não existe um acordo conhecido que sustente essa afirmação, mas transcrições de conversas da época (por alguns anos secretas, mas hoje de livre acesso) mostram que diplomatas ocidentais de fato fizeram promessas nesse sentido para conquistar a anuência russa à reunificação alemã.

Em 2009, a revista alemã Der Spiegel publicou trechos de uma conversa entre o ministro alemão do Exterior, Hans-Dietrich Genscher, e o seu colega soviético, Eduard Shevardnadze, na qual o diplomata alemão fala claramente que a OTAN não vai se expandir para o leste. Promessa semelhante teria sido feita pelo então secretário de Estado dos EUA, James Baker.

A questão de por que a União Soviética não exigiu esse compromisso por escrito pode ser encontrada numa declaração de Shevardnadze, citado pela revista alemã: “No início dos anos 1990 ainda existia o Pacto de Varsóvia. A possibilidade de que a OTAN iria se expandir para países dessa aliança soava então absurda”.

Controvérsia à parte, vários historiadores, diplomatas e políticos americanos consideram a política de expansão oriental da OTAN um erro, argumentando que ela serve para acirrar tendências nacionalistas, antiocidentais e militaristas na Rússia.

Coluna Zeitgeist

Edição/Imagens: Plano Brasil

Fonte: DW

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Artigos Exclusivos do Plano Brasil Defesa Estados Unidos Sistemas de Armas Terrorismo

USAF planeja o “Super Warthog”, o Substituto do A-10

A 10E.M.Pinto

A USAF pretende iniciar o quanto antes os trabalhos e definição de uma nova plataforma para substituição do lendário A-10 Wartog. O plano prevê uma aeronave capaz de prover suporte aéreo às tropas terrestres para as próximas décadas. O DOD já trabalha para a definição dos aviônicos, requisitos, engenharia, armas, blindagens e sistemas necessários para esta nova aeronave aguardando apenas a autorização para formalizar os requisitos.

A-10
Os conflitos recentes na luta contra o ISIS, destacaram a importância e a capacidade única do A-10 em prover o Suporte Aéreo Aproximado, garantindo-lhe a permanência por alguns anos mais.

Após o Pentágono anunciar que o  A-10 não será retirado do serviço pelo menos até 2022, a Força Aérea e funcionários do Departamento da Defesa estão agora na esperança de manter a aeronave por mais tempo, uma vez que a luta contra o ISIS exige uma  aeronave com a capacidade do A-10. Altos oficiais da USAF defendem a sua permanência uma vez que o Wartog é único na capacidade  de  transportar e entregar um amplo arsenal de bombas  guiadas a laser e de precisão que junto com o seu poderoso canhão, o tornam o pesadelo dos insurgentes.

Os planos anteriores para se aposentar a frota de A-10s eram puramente pautados no orçamento.  Entretanto, a tarefa de substituir o Wartog não é tão simples assim, embora alguns altos oficiais da USAF acreditem que o mais moderno caça multi-função da USAF, o F-35A, seja capaz de cobrir esta função por possuir sensores e um canhão de 25 mm, além da exímia capacidade de manobra. O F-35 é segundo alguns analistas a melhor escolha.

A-29
Testado em combate no Afeganistão o A-29 é segundo o Pentágono uma das opções para a aeronave sucessora do A-10 no Suporte Aéreo Aproximado.

Porém ao mesmo tempo, custo é algo que a USAF não pode deixar de se preocupar, uma vez que também há um consenso de que o A-10 proporciona um conjunto extremamente único de  capacidades no campo de batalha que associados ao seu relativo baixo custo, os tem conservado no serviço ao longo das últimas décadas.

O poder de fogo, juntamente do seu canhão de 30 mm, blindagem de Titânio  e redundância de sistemas tornaram-no  uma plataforma valiosa para a função de suporte aéreo aproximado. O A-10 tem um papel único e valioso na USAF pois é capaz de atuar nos mais variados cenários de combate que incluem contra-insurgência, apoio tropas no terreno, tudo isso em estreita proximidade o que provê proteção e apoio à infantaria para uma guerra desde a grande escala até conflitos assimétricos.

De olho na concorrência que deve ser aberta para a substituição do A-10 o T-100 que concorre ao Programa T-X também apresenta-se como uma opção caso a escolha da USAF se concentre em uma aeronave já existente e que será adaptada para esta função.
De olho na concorrência que deve ser aberta para a substituição do A-10 o T-100 que concorre ao Programa T-X também apresenta-se como uma opção caso a escolha da USAF se concentre em uma aeronave já existente e que será adaptada para esta função.

Oficiais da Força Aérea disseram relataram nesta quarta feira que a abordagem atual do “Super Wartog” (o substituto do A-10) envolve um esforço galgado e, três opções:

  • A Força Aérea pode considerar simplesmente atualizar a frota existente de A-10 de forma substancial, a fim de estender sua vida útil.
  • A USAF pode Adquirir uma aeronave existente off-the-shelf e adaptá-la para esta função
  • Ou simplesmente desenvolver uma nova plataforma de apoio aéreo aproximado do zero.

Obviamente as  questões orçamentárias serão levadas em consideração e portanto  a última opção apesar de possuir o apoio por exemplo ao F-35 parece ser a menos exequível por hora, e amenos que o cenário orçamental se altere, s duas outras opções parecem ser as mais prováveis.

Nesse contexto, várias plataformas da indústria, já se apresentam para esta importante tarefa, pode-se destacar  T-100 da Raytheon e a aeronave A-29 Embraer EMB Super Tucano, que segundo o próprio DOD estão entre as opções a serem encarados como aeronaves que poderiam potencialmente ser configuradas para esta destacada função.

 

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América do Sul América Latina Economia Geopolítica

Crise econômica na Venezuela contagia Cuba

Avenida Malecon em Havana

Após otimismo gerado pela reaproximação com EUA, colapso venezuelano pesa sobre cubanos. Com cortes de gastos públicos e energia pela frente, teme-se reviver dificuldades dos anos 90, quando caiu o socialismo europeu.

Ramón é um entre as centenas de motoristas de Havana, que, com admirável talento improvisador, trafegam pelas ruas da capital cubana em carros históricos recauchutados transformados em táxis coletivos. Agora ele tem que explicar a seus fregueses que a tarifa aumentou, devido à alta da gasolina.

Enquanto isso, repartições e empresas estatais decidiram encurtar a jornada de trabalho e limitar o uso dos aparelhos de ar condicionado, a fim de poupar energia. Tudo indica que o verão vai ser duro no país caribenho.

Em seu discurso à Assembleia Nacional, na semana passada, o presidente Raúl Castro preparou a população para tempos difíceis na economia, e novas restrições. Os cortes de gastos públicos e energia, afirmou, se devem à queda dos preços dos clássicos produtos de exportação cubanos, como níquel, petróleo refinado ou açúcar, ao mesmo tempo em que está sendo importado menos petróleo da Venezuela.

Dependência do petróleo

No primeiro semestre de 2016, a economia cubana cresceu 1%, apenas a metade do previsto. No mesmo período do ano anterior, o crescimento foi de 4,7%.

Embora a escolha do momento para o anúncio de Castro possa surpreender, ele já havia alertado em dezembro passado para possíveis dificuldades. A reaproximação com o ex-inimigo Estados Unidos gerou decerto muito otimismo, mas a Venezuela – aliado mais próximo e principal parceiro comercial de Cuba – está seriamente abalada pela queda continuada dos preços do petróleo no mercado mundial. E sua crise econômica agora contagia Cuba.

A própria república caribenha produz quase 25 milhões de barris de petróleo por ano, o equivalente a 40% de sua demanda de energia. O restante, ela compra dos venezuelanos a condições especiais. Em contrapartida, cerca de 25 mil médicos e profissionais da saúde cubanos trabalham na Venezuela.

Lealdade a Caracas

Analistas calculam que nos últimos tempos o Estado sul-americano só vinha fornecendo 53.500 barris de petróleo por dia para os cubanos, 40% a menos do que no primeiro semestre de 2015.

Computados os produtos de petróleo refinado, a redução ainda fica em 20%, segundo a agência de notícias Reuters. No passado Cuba utilizava uma parte do combustível venezuelano e revendia o resto. Esses ganhos adicionais, portanto, também teriam agora encolhido.

Por isso, o país teria que cortar gastos desnecessários, substituir importados por artigos de produção nacional, investir em setores que rendam divisas e empregar a própria energia de forma mais eficaz, instou Castro em seu discurso. No entanto, a cooperação com Caracas não deve ser restringida.

“É nos momentos difíceis que se reconhecem os verdadeiros amigos, e nós, cubanos, não esqueceremos jamais o apoio da Venezuela quando estivemos em dificuldades”, prometeu o presidente cubano.

Independentemente disso, há anos a ilha caribenha tenta conter seu consumo através de programas de racionamento de energia, para diminuir a dependência dos combustíveis fósseis. Havana declarou a independência energética como prioridade nacional: até 2030, pretende ter elevado dos atuais 4% para 24% a participação das fontes renováveis em sua matriz energética.

Sinal de crise: venezuelanos atravessam fronteira para comprar remédios e alimentos na Colômbia.

Como nos anos 90?

A população já teme um “período de exceção em tempos de paz”, como é denominada em Cuba a crise econômica do início dos anos 1990, quando o país esteve à beira do colapso devido à queda dos “Estados irmãos” socialistas no Leste Europeu. Na época, a eletricidade era cortada quase diariamente. Hoje, poucos podem sequer imaginar passar os meses do verão caribenho sem ar condicionado nem ventilador.

Mas, segundo o chefe de Estado cubano, a coisa não deverá chegar a tal ponto. “Já há especulações sobre um colapso iminente da nossa economia, como na época do período de exceção”, admitiu Castro. “Nós não negamos que possa haver consequências, até maiores do que no momento. Mas estamos preparados e em melhores condições para lidar com a situação do que naquela época.” As conquistas sociais serão defendidas e gradualmente melhoradas, assegurou.

Castro também apelou à compreensão dos credores internacionais. O país cumprirá suas obrigações como devedor: “Não vamos desistir da meta de restabelecer a confiança internacional na economia cubana.”

Nos últimos anos, Havana entrou em entendimento com quase todos aqueles que lhe concederam empréstimos, entre os quais o Clube de Paris, um grêmio informal em que credores estatais e devedores se encontram. Desse modo, Cuba se livrou de grande parte de suas dívidas.

Em contrapartida, passados mais de três meses desde o anúncio de Washington de que permitiria a Cuba o emprego de dólares em seus pagamentos internacionais, continua não sendo possível para o país executar transações em moeda americana, criticou Castro.

Cortes energéticos futuros

A semana de sessões parlamentares na Assembleia Nacional – que só se reúne em ritmo semestral, uma vez que os deputados não são políticos de profissão e exercem suas ocupações regulares no período sem sessões – foi marcada por debates sobre a atualização das diretrizes econômicas e sociais para os planos de reforma de 2016 a 2021, aprovada no congresso do Partido Comunista em abril.

O ministro responsável por essa atualização, Marino Murillo, mencionou, entre as restrições planejadas, uma redução total de 6% do consumo de energia. Contudo as residências particulares, que consomem 60% da energia no país, não serão afetadas. Também poupados dessas medidas serão o setor turístico e a produção de níquel e açúcar.

Mas nem todos os cubanos confiam nos anúncios. “Alguns de meus conhecidos e amigos já cancelaram as férias de verão reservadas, e pegaram seu dinheiro de volta. Porque, quem sabe o que realmente vem pela frente?”, comenta o taxista Ramón. Ele mesmo é otimista por natureza, ressalva, e parte em seu calhambeque recauchutado, explicando aos passageiros sobre o aumento dos preços.

Fonte: DW

 

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Conflitos Estado Islãmico Geopolítica Iraque Síria

Turquia precisa “aumentar seus amigos e reduzir inimigos”

A Turquia pretende desenvolver boas relações com Síria e Iraque, e ambos países precisam alcançar estabilidade para que as ações de contraterrorismo funcionem, disse nesta quarta-feira o primeiro-ministro turco, Binali Yildirim.

A Turquia tem sido por muito tempo um forte oponente do presidente sírio, Bashar al-Assad, sob argumento de que somente sua saída do poder poderia dar estabilidade ao país. Isso acabou deixando o governo turco em lado oposto à Rússia, país aliado de Assad, e distante da coalizão liderada pelos Estados Unidos, mais focada em combater o Estado Islâmico.

Desde que assumiu em maio, no entanto, Yildirim vem reiterando que a Turquia precisa “aumentar seus amigos e reduzir inimigos”, assumindo tácitamente que as políticas passadas deixaram o país de lado.

“É nosso maior e irrevogável objetivo: desenvolver boas relações com Síria e Iraque, e com todos os nossos vizinhos que rodeiam o Mediterrâneo e o Mar Negro”, afirmou Yildirim, em declarações divulgadas ao vivo na TV.

Gulsen Solaker e Orhan Coskun

Fonte: Reuters

 

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América do Sul América Latina Aviação Defesa Espaço Sistemas de Armas Tecnologia Terrorismo

Peru vai lançar primeiro satélite espacial para luta contra narcotráfico

Imagem meramente ilustrativa
Imagem meramente ilustrativa

Espaçonave também vai apoiar trabalhos agrícolas e elaborar mapas.Imagens de alta resolução serão feitas do espaço.

O Peru vai entrar na era espacial em setembro, quando lançará seu primeiro satélite. Segundo as autoridades, a espaçonave vai reforçar a luta contra o narcotráfico, apoiar trabalhos agrícolas e silvícolas, além de elaborar mapas.

O satélite submétrico peruano, chamado PerúSat-1, é de última geração e vai permitir registrar imagens em alta resolução. É feito de carbeto de silício e tem aproximadamente 400 quilos – um terço do peso de outros do mesmo tipo.

“Inicialmente estava previsto lançá-lo em julho, mas não vai ser assim. Será transportado no foguete Vega, que vai levar também quatro satélites do Google, e estes ainda não estão prontos. Assim que se calcula que tudo será na segunda quinzena de setembro”, disse o general da Força Aérea do Peru Carlos Rodríguez, chefe da Comissão Nacional de Pesquisa e Desenvolvimento Aeroespacial (Conida), agência estatal Andina.

O adiamento estava previsto no contrato. “Somos a carga principal, se em setembro os satélites do Google não estiverem prontos, o foguete será lançado com o principal, que é o satélite peruano”, acrescentou Rodríguez.

O satélite foi construído em Toulouse pela empresa Airbus Defense and Space, no marco de um acordo entre os governos do Peru e da França, que também permite o acesso a outros seis satélites franceses que registram imagens com diferentes tipos de resolução (submétricos, ópticos e imagem de radar).

A fase de testes foi concluída em junho, e o satélite peruano permanece no seu contêiner em Toulouse. Será trasladado entre o final de julho e o início de agosto para a Guiana Francesa, onde será feito o lançamento, informou a Conida.

O PerúSat-1 será o satélite mais moderno da América Latina. O detalhe das imagens que gerará será de 0,7 metro. O satélite do Chile, por exemplo, lançado em 2011, tem uma resolução de 1,45 metro.

Fonte: G1

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Aviação BINFA Brasil Infantaria da Aeronautica PÉ DE POEIRA

FAB PÉ DE POEIRA: BINFA-14 “Batalhão Bandeirante” recebe visita do comandante do COMGAR

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Ainda no contexto das atividades de inspeção ora em andamento, o BATALHÃO BANDEIRANTE recebeu em suas dependências a visita do Exmo Sr Ten Brig Ar MACHADO, Comandante do COMGAR. Acompanhado pelo Exmo. Sr. Maj Brig Ar LOURENÇO, Comandante do IV COMAR e pelo Sr. Comandante do BINFA-14, Cap LON LOPES, o Ten Brig MACHADO pode conhecer as condições atuais do Batalhão, tanto no que diz respeito as instalações, como também em relação aos aspectos materiais, de recursos humanos e atividades desenvolvidas.

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Colaborou Reduto dos Cararás 

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América do Sul Aviação BINFAE Brasil Defesa Infantaria da Aeronautica PÉ DE POEIRA Segurança Pública Sistemas de Armas Sugestão de Leitura

FAB PÉ DE POEIRA: BINFAE-BR realiza treinamento voltado as Olimpíadas Rio 2016

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O Batalhão de Infantaria da Aeronáutica Especial de Brasília (BINFAE-BR) realizou operações de  Posto de Bloqueio e Controle de Vias no VI COMAR como parte da preparação do Batalhão Alvorada para a chegada dos jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016.

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O treinamento das atividades previstas para atuação dos militares no evento procurou mostrar na prática se o planejamento atende as necessidades ou se precisa de alguma correção.

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Colaborou Amigos do BINFAE-BR