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“Temos de rechaçar a mentalidade do ‘nós contra eles’ que os cínicos tentam nos vender”

O presidente dos EUA Barack Obama, é recebido pelo rei da Espanha Felipe VI ao chegar na noite deste sábado em Madri.

O presidente dos Estados Unidos Barack Obama, volta à Espanha – país que visitou nos anos oitenta, quando era um jovem mochileiro em busca de sua identidade – para uma visita mais breve do que se previa.

Agora Obama (Havaí, EUA, 1961) chega ao momento em que seu mandato presidencial de oito anos se aproxima do final, em uma semana difícil para os Estados Unidos, depois das mortes filmadas de dois homens negros por disparos da polícia e da matança de cinco policiais por um franco-atirador durante um protesto contra o racismo em Dallas.

Chega, também, a um país instalado há alguns meses na provisoriedade política, após duas eleições para definir a composição do Governo espanhol.

Em resposta por escrito às perguntas do EL PAÍS, Obama reforça a necessidade de que os Estados Unidos e seus parceiros europeus se reforcem e aumentem o investimento em defesa.

Apesar de comemorar a volta do crescimento da economia espanhola, sustenta que as políticas de austeridade aplicadas na Europa, Espanha incluída, contribuíram para o descontentamento social.

Opina que o voto favorável à saída do Reino Unido da União Europeia (Brexit) reflete a sensação, por parte de muitos europeus, de que a globalização lhes deixou em desvantagem.

O democrata Obama, que vê em seu país o candidato republicano Donald Trump colocar seu legado em perigo, reflete sobre a resposta que os Governos devem dar às forças do populismo. E comemora que um dos fatos de sua presidência, o restabelecimento das relações com Cuba, tenha retirado um obstáculo para situar as relações com a América Latina em um dos melhores momentos da história.

Pergunta. Senhor presidente, sua visita à Espanha acontece duas semanas depois das eleições gerais, com um Governo interino e em meio a uma enorme incerteza na Europa. O que o sr. espera do futuro Governo espanhol?

  • “Restabelecer as relações diplomáticas com Cuba teve um efeito transformador”

Resposta. Em primeiro lugar, quero dizer que tinha muita vontade de visitar a Espanha, um parceiro europeu indispensável, apesar dos terríveis assassinatos ocorridos nos Estados Unidos me obrigarem a encurtar minha estadia. Tive a oportunidade de percorrer o país com vinte e poucos anos, viajando de mochila pela Europa. Nunca esqueci da hospitalidade do povo espanhol nem de sua maravilhosa cultura, e sempre quis voltar. Michelle se emocionou profundamente com a acolhida dos espanhóis durante sua recente visita. Tivemos a honra de receber suas majestades o rei Felipe VI e a rainha Letícia na Casa Branca no outono passado, e agradeço muito o convite de vir à Espanha.

Apesar de o voto pelo Brexit ter criado, de fato, certa incerteza, é importante recordar que algumas coisas não vão mudar, como os laços indestrutíveis dos Estados Unidos com a Europa, que incluem uma profunda amizade e a sólida aliança entre os Estados Unidos e a Espanha. A relação entre nós existe há séculos. Estamos unidos por vínculos familiares e culturais, incluindo milhões de norte-americanos que celebram sua herança hispânica. A Espanha é um sólido aliado na OTAN, somos muito agradecidos por todas as décadas de acolhida às nossas Forças Armadas e importantes parceiros comerciais. Por isso, os Estados Unidos têm o firme compromisso de manter nossa relação com uma Espanha forte e unida.

Espero e prevejo que o próximo Governo espanhol terá esse mesmo empenho em uma relação sólida com os Estados Unidos e a Europa. Precisamos que a Espanha continue contribuindo para a campanha contra o ISIS, os esforços antiterroristas para prevenir atentados e os esforços da OTAN para fortalecer nossa posição de defesa e dissuasão. Precisamos de uma economia espanhola que cresça, que ajude a sustentar as relações comerciais, o crescimento na UE e o espírito empreendedor, para que a globalização crie postos de trabalho e oportunidades para todo mundo, não só para uns poucos no topo. Precisamos da cooperação da Espanha para enfrentar os desafios internacionais, desde os migrantes desesperados que cruzam o Mediterrâneo até a mudança climática. Tenho confiança de que, qualquer que seja o próximo Governo, a Espanha continuará sendo um aliado sólido.

  • “A Europa integrada é um dos maiores triunfos políticos e econômicos de nossa época”

Levando em conta que em uma entrevista recente à revista The Atlantic o sr. afirmou que os norte-americanos “nem sempre têm de ser os que estão na primeira fila”, e que devemos ter consciência de que os Estados Unidos não podem resolver automaticamente todos os problemas, que novas responsabilidades devem assumir Europa e Espanha para lidar com a instabilidade que vai da Síria ao Magreb e a ameaça do terrorismo local?

Diferentemente das ameaças tradicionais, como as guerras entre as grandes potências, os perigos mais agudos de hoje são transnacionais, como vemos no norte da África e no Oriente Médio. A guerra civil na Síria causou centenas de milhares de mortos, criou uma catástrofe humanitária, enviou ondas de migrantes e refugiados à Europa e permitiu que o ISIS [Estado Islâmico] tomasse o controle de uma faixa de território no coração do Oriente Médio. As desordens e os conflitos no Magreb empurraram para a fuga muitos homens, mulheres e crianças desesperados, buscando a segurança da Europa. De seus bastiões na Síria e no Iraque, o ISIS dirigiu ou inspirou atentados —alguns cometidos por militantes locais— em muitos países, nos Estados Unidos e em outros membros da OTAN.

Creio que a liderança dos Estados Unidos é indispensável para a segurança e a prosperidade do mundo. Por isso estamos à frente da coalizão mundial para destruir o ISIS, trabalhamos sem descanso em busca de uma solução diplomática para a guerra civil na Síria, oferecemos mais ajuda humanitária que qualquer outro país e promovemos um encontro mundial de refugiados no próximo outono para colocar em andamento novos compromissos.

De outro lado, é evidente que nenhuma nação —sequer uma tão poderosa quanto os Estados Unidos— pode resolver este tipo de problemas transnacionais sozinha. Precisamos de coalizões e acordos de parceria que aproveitem as melhores vantagens de cada país. Vivemos mais seguros quando os países compartilham a obrigação e os custos de manter a segurança e a paz internacional. Por isso agradecemos à Espanha sua contribuição com pessoal para ajudar a treinar as forças iraquianas em sua luta contra o ISIS. É o primeiro país à frente da nova força militar conjunta da OTAN, que estará preparado para ser implantando rapidamente em toda a Europa, e as tropas espanholas são cruciais para as tarefas de segurança marítima da UE e da OTAN no Mediterrâneo. Além disso, a Espanha tem um histórico de destaque nos trabalhos de manutenção da paz, na Bósnia, Líbano e África, entre outros locais. À medida que aumentam as ameaças atuais, precisaremos que a Espanha e nossos aliados europeus continuem envolvendo-se e isso inclui investir mais em nossa defesa comum.

O sr. se mostrou cético quanto às políticas de austeridade da UE durante a Grande Recessão e, de fato, adotou políticas opostas nos Estados Unidos. Como avalia o impacto destas políticas na Europa, e especialmente na Espanha?

  • “Os Estados Unidos continuam pedindo ao Governo da Venezuela e à oposição que entabulem um diálogo profundo”

Colaboramos estreitamente no G7 e no G20 com nossos parceiros europeus para tirar a economia mundial do abismo e nos recuperar da pior crise financeira desde a Grande Depressão. Entre outras coisas, fizemos um esforço coletivo para estimular a demanda mundial.

Nos Estados Unidos procedemos em seguida à reforma de nosso setor financeiro, investindo na produção industrial, nas energias limpas, no transporte e na infraestrutura, e em renovar a capacitação dos trabalhadores. Hoje atravessamos o período mais longo de nossa história de criação de emprego do setor privado. Nossas empresas criaram mais de 14 milhões de novos postos de trabalho. Reduzimos nosso índice de desemprego à metade. Os salários começaram a subir. Reduzimos o déficit em quase 75%. Nosso PIB é superior ao de antes da crise. Ainda resta muito a fazer para reduzir a desigualdade econômica e social e ajudar os trabalhadores e as famílias que têm dificuldades para seguir adiante, mas estamos em boa direção.

É verdade que alguns países europeus adotaram uma estratégia econômica diferente, com medidas de austeridade. Creio que essa é uma das razões por que a Europa está tendo um crescimento mais lento. Em certos lugares, estão há uma década estagnados. A Europa começa agora a voltar para onde estava antes da crise. E, em minha opinião, esse foi um fator importante das frustrações e das inquietudes visíveis em muitos países europeus, a preocupação de que os benefícios da integração das economias e da globalização não atingem a todos por igual.

A Espanha, sem dúvida, teve uma trajetória especialmente difícil nos últimos anos. A crise bancária e a recessão atingiram de forma brutal muitos espanhóis, que perderam suas economias e seus postos de trabalho. No entanto, graças a uma combinação de fatores —difíceis reformas estruturais, consolidação fiscal, investimentos e, sobretudo, a capacidade de adaptação dos espanhóis—, a Espanha superou uma etapa. A economia está voltando a crescer, com um dos índices de crescimento mais altos da Europa. Há novas esperanças para o futuro. Sem dúvida, o desemprego continua alto demais, sobretudo entre os jovens. Na Espanha, na Europa e em todo o mundo, vou continuar defendendo políticas que pensem em nossa população, impulsionem o crescimento e criem emprego, como o Acordo de Parceria Transatlântica de Comércio e Investimento.

No contexto do Brexit, com o populismo e o mal-estar econômico, o sr. acredita que o projeto europeu está em perigo?

Como disse, creio que uma Europa integrada é um dos maiores triunfos políticos e econômicos de nossa época, e nunca devemos dá-la por concluída. Mas não resta dúvida de que esse projeto de integração está sendo colocado à prova mais do que nunca. Não é momento de complacências. A chegada de imigrantes e refugiados à Europa voltou a concentrar a atenção na política de fronteiras da UE e na capacidade dos Estados-membros de trabalhar juntos para enfrentar desafios compartilhados. O crescimento lento em todo o continente deixou europeus demais, sobretudo jovens, sem trabalho e cheios de frustração. Em todos os nossos países há muitas pessoas que se sentem desfavorecida pela globalização e pela automatização. Muitos desses fatores contribuíram para que o Reino Unido votasse por abandonar a UE.

Faríamos mal em não levar em conta essas forças. Os Governos e as instituições da UE devem demonstrar que estão em contato com as preocupações diárias dos cidadãos e sabem reagir devidamente. Em vez de impedir o comércio ou recorrer ao protecionismo —que sequer é possível em uma economia globalizada—, nossos países, entre eles os Estados Unidos, precisam se esforçar mais para garantir que a globalização, as economias integradas e o comércio criem emprego e oportunidades para todos. Precisamos investir mais em educação, aptidões e formação profissional, que ajudam a reduzir as desigualdades e a fazer com que as pessoas prosperem em uma economia globalizada. E temos de rechaçar a mentalidade do nós contra eles que alguns políticos cínicos tentam nos vender. Temos de ser fiéis aos valores eternos que definem nossas sociedades, cheias de vida e diversidade, e que inspiram em grande parte nossa força: nosso compromisso com a democracia, o pluralismo, a inclusão e a tolerância.

Como repercutiu o degelo das relações entre Estados Unidos e Cuba na América Latina, Colômbia e Venezuela, e na posição dos Estados Unidos no hemisfério ocidental?

Nossa decisão de colocar fim a meio século de políticas falidas dos Estados Unidos, restabelecer as relações diplomáticas com Cuba e dar início a uma nova era de diálogo com o povo cubano teve um efeito transformador. O mais importante é que alguns laços mais estreitos entre os dois países, mais relações comerciais e mais viagens de norte-americanos para Cuba em intercâmbios educativos e culturais, significarão mais oportunidades econômicas para os cubanos. Cuba não vai mudar da noite para o dia, mas, como vi em minha visita a Havana, os cubanos têm novas esperanças para o futuro, e estamos decididos a colaborar com eles para criar mais oportunidades e mais prosperidade em toda a ilha.

Mas, em geral, já estamos vendo como os vínculos mais fortes entre Estados Unidos e Cuba podem beneficiar toda a região. Estamos intensificando nossa cooperação para prevenir a propagação de doenças, proteger as águas do Caribe e perseguir os narcotraficantes. O Governo cubano acolheu em Havana as negociações de paz entre o Governo da Colômbia e as FARC, às quais os Estados Unidos se uniu —algo que teria sido impensável há alguns anos— e hoje a Colômbia está a ponto de obter uma paz histórica. Apesar de não ter falado muito sobre a Venezuela com o presidente [Raúl] Castro quando estive na ilha, todos os países da região estão interessados em que a Venezuela resolva seus desafios econômicos. Os Estados Unidos continuam pedindo ao Governo e à oposição que entabulem um diálogo profundo. Instamos o Governo da Venezuela a acatar o Estado de direito e a autoridade da Assembleia Nacional, deixar em liberdade os presos políticos e respeitar o processo democrático, incluindo as tentativas legítimas de convocar um referendo revogatório com relação às leis venezuelanas.

Por último, gostaria de destacar que nossa nova estratégia em relação a Cuba eliminou uma armadilha em nossas relações com outros países da região. Os Governos de toda a América receberam com entusiasmo nossa mudança de política. Hoje, os Estados Unidos estão muito mais envolvidos na região do que nas últimas décadas, e a relação entre EUA e as Américas é melhor do que nunca. Em vez de ficarmos parados nos conflitos do passado, olhamos para o futuro. A Espanha faz parte deste novo momento tão promissor na América Latina, e agradecemos a ela que seja um parceiro sólido, disposto a trabalhar conosco pela segurança, a prosperidade e a dignidade que os latino-americanos merecem.

MARC BASSETS

Foto: PAUL WHITE / AP

Fonte: El País

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Destaques Estados Unidos Segurança Pública Sistemas de Armas Tecnologia Terrorismo

Polícia de Dallas/EUA usa “robô assassino” para neutralizar atirador

Modelo de robô ‘semelhante’ ao usado pela polícia de Dallas para neutralizar atirador.

O “robô assassino” usado pela polícia de Dallas para neutralizar o atirador que abriu fogo na noite de quinta-feira (7) Micah Xavier Johnson, nunca tinha sido utilizado para este fim pelas forças policiais nos Estados Unidos, segundo fontes da imprensa americana.

A informação foi divulgada pelo especialista em robótica da New America Foundation, Peter Singer, autor do livro “Wired for War” (“Plugado para Guerra”, em livre tradução do inglês).

O chefe da polícia de Dallas, David Brown, explicou a repórteres que, após horas de negociações infrutíferas, e a fim de evitar qualquer perigo maior para os agentes, seu departamento decidiu usar o robô armado com uma bomba. “Nós não vimos outra opção”, acrescentou.

Recheado de explosivos, o robô teria sido usado apenas uma vez antes por tropas dos EUA no Iraque. Equipado com uma câmera, o uso do robô permite averiguar locais perigosos sem colocar em perigo as forças de segurança norte-americanas e, em caso de necessidade, pode ser detonado por um sinal remoto.

Até o momento, a polícia norte-americana havia usado o artifício apenas para negociar com sequestradores ou pessoas ameaçando suicídio.

O uso do “robô assassino” é muito criticado por ativistas.

Johnson, de 25 anos, foi morto na cena do crime. Segundo o chefe da polícia de Dallas, David Brown, Johnson dizia estar cansado da violência policial contra negros e que queria matar agentes brancos.

Ansa

Fonte: UOL

Atirador de Dallas foi reservista do Exército e serviu no Afeganistão

Micah Xavier Johnson, apontado como o autor do tiroteio em Dallas que matou cinco policiais e feriu outras nove pessoas, era reservista do exército e combateu no Afeganistão, informou o Pentágono.

Johnson, um afro-americano de 25 anos, serviu no Afeganistão entre novembro de 2013 e julho de 2014, informou o Exército americano. No Afeganistão, Johnson era soldado, mas também realizava trabalhos de alvenaria e carpintaria, segundo informou uma porta-voz do Pentágono.

O jovem vivia em Mesquite, um subúrbio de Dallas, e de acordo com relatos da imprensa não tinha ficha na polícia.

A polícia conseguiu encurralar Johnson em um edifício e tentou negociar sua rendição. Nessa negociação, o jovem disse que não pertencia a nenhuma organização e que só queria matar policiais brancos. Ele também afirmou ter instalado explosivos em todo o centro de Dallas, embora nenhuma bomba tenha sido encontrada.

Johnson foi morto depois que a polícia usou uma bomba-robô no local onde ele estava escondido.

Com AFP

Fonte: UOL

 

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Conflitos Defesa Geopolítica Mísseis Sistemas de Armas Tecnologia

Coreia do Norte lança míssil a partir de submarino

EUA e Coreia do Sul condenam novo teste de mísseis feito pelo regime de Pyongyang. Lançamento ocorre dias depois de novas sanções impostas pelo governo americano.

A Coreia do Norte lançou neste sábado (09/07) um míssil balístico a partir de um submarino no Mar do Japão. Em comunicado, o governo da Coreia do Sul condenou de “maneira contundente” o que chamou de “provocação” do país vizinho.

O lançamento foi feito às 11h30 (horário local) nas águas do litoral sudeste da cidade de Sinp’o. Segundo autoridades militares sul-coreanas, houve falhas na primeira parte do teste.

“O lançamento do míssil balístico através de um submarino aconteceu com normalidade, mas consideramos que houve uma falha na fase inicial do voo”, diz a nota.

O Comando Estratégico dos EUA disse que foi possível rastrear o míssil sobre o mar entre a Península da Coreia e o Japão, onde ele aparentemente caiu. “Nós condenamos fortemente esse e outros testes com mísseis feitos recentemente pela Coreia do Norte”, diz em comunicado.

Segundo a agência de notícias Yonhap, o míssil explodiu a uma altitude de cerca de 10 quilômetros. Em abril, o Exército norte-coreano já tinha realizado outra tentativa de lançamento de míssil balístico com um submarino.

Fontes militares avaliam que, apesar de não concluir o teste com êxito, a Coreia do Norte conseguiu progressos na parte inicial do lançamento submarino de tecnologia SLBM. Seul acredita que as Forças Armadas norte-coreanas poderiam estar preparadas para lançar mísseis balísticos com submarinos de forma bem-sucedida num período de três anos.

“Declaração de guerra”

Em junho, após cinco tentativas fracassadas, a Coreia do Norte obteve sucesso no teste de um míssil de médio alcance. De acordo com observadores japoneses, americanos e sul-coreanos, o míssil teria chegado à metade do caminho para a ilha de Honshu, a principal ilha do Japão.

Várias resoluções da ONU proíbem a Coreia do Norte de desenvolver testes de mísseis balísticos devido ao atual programa de armas nucleares do país.

Nesta semana, os Estados Unidos anunciaram sanções financeiras contra o ditador norte-coreano, Kim Jong-un, e outros dez funcionários do regime comunista por violação de direitos humanos. Em resposta, o Ministério norte-coreano das Relações Exteriores afirmou que a medida é uma “aberta declaração de guerra”.

KG/efe/ap

Fonte: DW

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América do Sul América Latina Aviação BINFA Brasil Defesa Infantaria da Aeronautica PÉ DE POEIRA

FAB PÉ DE POEIRA: BINFA-54 “Batalhão Guaru” forma novos militares das guarnições da área do IV COMAR.

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Foto: LYBIA JEMIMA

Cerca de 220 novos soldados ingressaram na Aeronáutica após concluírem Curso de Formação de Soldados (CFSD) no Quarto Comando Aéreo Regional (IV COMAR). Ao contrario dos anos anteriores, a formação foi unificada na BASP (através do BINFA-54 – Batalhão Guaru) a fim de otimizar os recursos e os esforços durante a fase de Formação dos futuros soldados.

Curso de Formação de Soldados (CFSD)
O CFSD é ministrado aos soldados incorporados à Força Aérea Brasileira por meio do serviço militar obrigatório. Em quatro meses de curso, os militares passaram pela formação militar com instruções de combate, regulamentos militares, ordem unida, tiro e armamento, técnicas de abordagem e identificação de pessoas, além de um Exercício de Campanha com simulação de situações em ambiente hostil.

Os novos soldados são especialistas em segurança de instalações e atuarão em unidades da FAB no estado de São Paulo.

Colaborou Reduto dos Carcarás 

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Defesa Negócios e serviços Sistemas de Armas Tecnologia Traduções-Plano Brasil

Azerbaijão faz o pagamento adiantado para duas aeronaves ucranianas AN-178

An-178

Tradução e Adaptação: E.M.Pinto

O Vice-Primeiro Ministro do Ministério do Desenvolvimento Regional, Construção, Habitação e Serviços da Ucrânia Hennady Zubko fez uma declaração durante sua visita de estado à empresa Antonov, de que a Ucrânia já recebeu do Azerbaijão  o pagamento antecipado para as duas primeiras aeronaves An-178.

De acordo com o ministro, a “Antonov” recebeu pedidos para esta aeronave do Turcomenistão, Cazaquistão e outros países. Foi relatado ainda que o Azerbaijão se tornou o cliente de lançamento do An-178. O acordo com o Estado e a empresa “Antonov” foi assinado em Maio de 2015.

Fonte: Defense Blog

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Acidentes e Catástrofes América do Sul América Latina Conflitos Estado Islãmico Terrorismo

Terrorista sírio está na Venezuela, afirma jornal argentino

Jihad Ahmad Deyab foi localizado na Venezuela após desaparecer do Uruguai Foto: Reprodução Youtube
Jihad Ahmad Deyab foi localizado na Venezuela após desaparecer do Uruguai
Foto: Reprodução Youtube

Jihad Ahmad Deyab desapareceu do Uruguai era procurado no Brasil pela PF. Ele é ex-presidiário de Guantánamo

 Rio – O terrorista sírio Jihad Ahmad Deyab, de 45 anos, ex-presidiário de Guantánamo, em Cuba, foi localizado na Venezuela, de acordo com o jornal argentino “La Nacion”. A informação foi divulgada no programa de TV “Santo y Seña”. Um alerta havia sido emitido às autoridadesbrasileiras pelo Uruguai após ele desaparecer do país. Nesta quarta-feira, a Polícia Federal (PF) do Brasil afirmou que chegou a fazer inúmeras ações de busca pelo extremista, mas que não havia o encontrado.

Deyab atuava como recrutador da al-Qaeda na Europa e fez parte de ações terroristas do grupo na África. Autoridades do Uruguai, que procuram por Deyab. Ele foi acolhido no país como refugiado antes de desaparecer. O pedido de ajuda foi feito também à Argentina e outros da América do Sul.

De acordo com a imprensa uruguaia, Deyab nasceu no Líbano de pai sírio e mãe argentina. Ele foi acolhido pelo governo Mujica em dezembro de 2014 junto com outros cinco ex-detentos e seria o “mais rebelde” deles. O extremista acusou o Uruguai de não “cumprir o prometido” quando o recebeu e desencorajou outros a se mudarem para lá.

Jihad estaria usando um passaporte falso de origem marroquina, jordaniana ou síria. Sua identidade e passaporte originais, no entanto, são expedidos pelo Uruguai. De acordo com o alerta emitido pela aérea, o homem tem dificuldade de locomoção, usa muletas e não fala português.

O alerta de buscas pelo terrorista ocorreu no último dia 1°, através da companhia aérea Avianca. Foi solicitado que “caso seja detectada a presença do sírio em território brasileiro, a Polícia Federal seja imediatamente comunicada”. Todas as companhias aéreas que operam no Brasilreceberam a ordem de divulgar o comunicado para ajudar nas buscas pelo homem.

Fonte: O Dia

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América do Sul América Latina Armored Personnel Carriers Defesa Infantry Fighting Vehicles Negócios e serviços Sistemas de Armas Tecnologia

Avança o programa de modernização dos Engesa EE-11 Urutu da Venezuela.

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O projeto de modernização dos veículos blindados 6×6 Engesa EE-11 Urutu da Infanteria de Marina Bolivariana – IMB (Fuzileiros navais da Venezuela esta avançando de acordo com o que foi estipulado pelo comando da IMB. O programa de Renovação e m,manutenção de armamento e equipamentos da Armada Bolivariana visa repotenciar e modernizar diversos equipamentos entre eles os veículos 6×6 Engesa EE-11 Urutu.

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O primeiro lote de veículos composto por treze viaturas se encontram atualmente em fase final de modernização. Os trabalhos de modernização e repotencialização dos veículos, sistemas e armamentos estão sendo realizados por técnicos da Infanteria de Maina Bolivariana IMB e da empresa Coucou Holdings C.V. no qual eleva os veículos para o padrão EE-11VE.

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O primeiro protótipo IMB 570 foi apresentado em 24 de julho de 2013 durante o Dia da Marinha em cerimônia realizada na base naval Contra-almirante Agustín Armario em Puerto Cabello.

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Atualmente os Engesa EE-11 Urutu da Infanteria de Maina Bolivariana estão sendo alocados no 41º Batallón de Vehículos Anfibios “Generalísimo Francisco de Miranda” que compõem a Cuarta Brigada de Infantería de Marina Anfibia “Alm. Alejandro Petión” na cidade de Poto Fijo estado de Falcón.

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Nota do Editor: O Comando da Infanteria de Marina vem A Infanteria de Marina adquiriu em 1984 um lote de 38 veículos blindados EE-11 Urutu Fabricados pela Extinta ENGESA em três versões: transporte de tropas (duas variantes, uma equipada com uma torre com uma metralhadora 12,7 mm e outra equipada com um canhão Oerlikon GAM-B01 / L90 de 20 mm, posto de comando e de recuperação.  Em janeiro de 2014 o governo Nicolás Maduro autorizou a aplicação de 25 milhões de dólares na reforma dos mesmos. executando um processo de expansão e modernização da Infanteria de Marina assim como de seus equipamentos. Esse processo visa também à criação de novas unidades. Para isso foi implantado um grande processo de atualização visando sua ampliação.  A modernização das viaturas ENGESA EE-11 Urutu da Infanteria de Marina tem por objetivo prolongar a vida útil dos veículos e adequar as mesmos as novas tecnologias melhorando substancialmente sua operação. A introdução de componentes eletrônicos melhora a capacidade de combate e diminui a carga de trabalho da tripulação.

Para saber mais sobre esta modernização clique aqui !

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China Defesa Defesa Anti Aérea Destaques Estados Unidos Geopolítica Mísseis Sistemas de Armas

Coreia do Sul e EUA anunciam instalação de sistema de defesa antimíssil THAAD

Plataforma de lançamento de mísseis do sistema Terminal High Altitude Area Defense (THAAD) Lockheed Martin

A Coreia do Sul e os Estados Unidos disseram nesta sexta-feira que instalariam um sistema avançado de defesa contra mísseis na Coreia do Sul para conter a ameaça da Coreia do Norte, que conta com armas nucleares, provocando um protesto imediato e forte da vizinha China.

O sistema antimíssil Defesa Aérea Terminal de Alta Altitude (THAAD, na sigla em inglês) será usado somente como proteção contra a crescente capacidade nuclear e de mísseis balísticos da Coreia do Norte, disseram o Ministério da Defesa sul-coreano e o Departamento de Defesa norte-americano.

AN / TPY-2 radar da Raytheon

“Essa é uma decisão importante”, declarou o general Vincent Brooks, comandante das forças dos EUA na Coreia do Sul, em comunicado. “O contínuo desenvolvimento pela Coreia do Norte de mísseis balísticos e armas de destruição em massa requer que a aliança tome essa medida de prudência e proteção para reforçar a nossa defesa contra mísseis.”

O anúncio se dá um dia depois de o Departamento do Tesouro norte-americano ter colocado o líder norte-coreano, Kim Jon Un, numa lista negra relacionada a abusos contra direitos humanos. A Coreia do Norte chamou isso de “uma declaração de guerra” e prometeu uma resposta dura.

Nesta sexta, Pequim apresentou reclamações aos embaixadores dos EUA e da Coreia do Sul por causa da decisão sobre o sistema antimísseis. A China também criticou a decisão de impor sanções contra o líder da sua aliada Coreia do Norte.

Jack Kim

Edição de imagens: Plano Brasil

Fonte: Reuters

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Aviação Defesa Destaques Rússia Sistemas de Armas Tecnologia Vídeo

Sukhoi T-50: 12 serão entregues até o final de Setembro

A fabricante de caças de quinta geração United Aircraft Corporation realizou recentemente o primeiro voo de teste do oitavo caça T-50 (conhecido também como PAK FA) na região de Komsomolsk-no-Amur, 9.000 km a leste de Moscou. Espera-se que os primeiros aviões desse modelo sejam entregues até o fim do mês de Setembro.

De acordo com o observador militar do jornal “Izvéstia”, Dmítri Litôvkin, durante os primeiros anos após a entrega dos caças às Forças Aeroespaciais russas, os T-50 vão ser adaptados gradualmente às características gerais de caças de quinta geração.

“Hoje, não existem motores de quinta geração Type 30. O T-50 é equipado com os motores que são usados nos caças Su-35S, da geração 4 ++. Esses motores não garantem uma correlação entre peso, propulsão e consumo de combustível dos caças de quinta geração, apesar da sua capacidade de atingir uma velocidade de cruzeiro supersônica”, explicou Litôvkin.

Segundo ele, para acelerar o processo de desenvolvimento e construção dos caças de quinta geração é necessário receber apoio de parceiros estratégicos na área técnico-militar, como Índia, Argélia ou Vietnã. “Esses países possuem uma política de tecnologias militares independente e têm meios financeiros para adquirir armamentos mais modernos. O trabalho conjunto permitirá agilizar a criação do caça de quinta geração russo”, disse o especialista.

O segundo contrato para a venda de aviões de quinta geração ao Ministério da Defesa da Federação Russa será assinado no final de 2016, quando o departamento militar definir a quantidade necessária para atender às necessidades das Forças Aeroespaciais.

Características do T-50

O novo caça russo foi desenvolvido para ser o principal concorrente ao avião norte-americano F-22 Raptor. O caça americano é usado nas Forças Aéreas dos Estados Unidos há cinco anos e tem uma grande experiência militar no Iraque.

Fabricantes de aviões russos não revelaram os custos do desenvolvimento e produção do T-50, mas especialistas militares afirmam que os gastos são muito menores do que do seu análogo americano. Washington investiu mais de US$ 74 bilhões na criação do F-22 Raptor, que hoje custa US$ 146 milhões. De acordo com o contrato assinado pelo complexo industrial militar dos EUA, o Pentágono adquiriu 187 aeronaves do tipo e encerrou o programa Raptor F-22.

“Os T-50 serão entregues ao exército muito mais tarde do que o seu análogo americano. Isso permite avaliar todas as vantagens e desvantagens do caça americano e diminuir os custos do caça russo”, disse o professor da Academia de Ciências Militares da Rússia Vadim Koziúlin.

Segundo ele, o T-50 é capaz de lançar todos os tipos de mísseis ar-ar de alta precisão e bombas guiadas. “O T-50 receberá mísseis com perfil quadrado especial, o que permitirá transportar um maior número de ogivas”, disse Koziúlin.

 

 

NIKOLAI LITÔVKIN

Fonte: Gazeta Russa