Categories
Estados Unidos Geopolítica Negócios e serviços Ucrânia

EUA / Ucrânia: Lançamento de foguete binacional previsto para poucos meses

A Ucrânia e os Estados Unidos estão planejando lançar nos próximos meses um foguete desenvolvido em conjunto, como parte da cooperação espacial entre os dois países, segundo afirmou nesta segunda-feira o embaixador ucraniano em Washington, Valeriy Chaly.

No último dia 30 de maio, o presidente da agência espacial ucraniana, Lyubomyr Sabadosh, disse que o seu país fez uma proposta aos Estados Unidos para desenvolver e produzir motores de foguete capazes de substituir o modelo russo RD-180, do qual os EUA ainda dependem.

“Eu espero que isso não seja uma sensação. Estamos planejando lançar um foguete desenvolvido conjuntamente com os Estados Unidos nos próximos meses. Nós temos avanços significativos na cooperação para o lançamento”, disse Chaly em entrevista ao Canal 5 da Ucrânia.

De acordo com o embaixador, Kiev não conseguia realizar um encontro com representantes do setor espacial norte-americano desde 2008. Mas, finalmente, esse encontro aconteceu há algumas semanas e foi positivo.

Foto: © AP Photo/ Maxim Marmur

Fonte: Sputnik News

Categories
Conflitos Geopolítica Terrorismo

Mundo Múltiplos ataques suicidas atingem a Arábia Saudita

Dois dias antes do fim do Ramadã, homem-bomba detona colete explosivo próximo à Mesquita do Profeta, a segunda mais sagrada do islã. Horas antes, país registra explosões em Qatif e perto de consulado americano em Jidá.

Um homem-bomba se explodiu perto da mesquita Al-Masjid al-Nabawi (Mesquita do Profeta), em Medina, na Arábia Saudita. A mesquita é a segunda mais sagrada do islã. Além disso, outros dois ataques suicidas ocorrem, nesta segunda-feira (04/07), no país: um perto de uma mesquita na cidade de Qatif e outro perto de um consulado americano na cidade de Jidá.

O jornal saudita Okaz informou que o homem-bomba se explodiu num estacionamento perto da mesquita. Já o diário Sabq, visto como próximo à família real, publicou algumas fotos, que mostram um pequeno incêndio e danos materiais em carros estacionados.

Forças de segurança eram o alvo do atentado, segundo autoridades, que confirmaram o relato da emissora estatal Arabiya: quatro s seguranças foram mortos com a explosão em Medina, além do agressor. Outros cinco seguranças sofreram ferimentos.

A segunda-feira foi marcada por outros dois ataques na Arábia Saudita. Um duplo ataque suicida foi executado perto da mesquita de Faraj al-Omran, no centro da cidade de Qatif, de maioria xiita. Não há relatos de mortes, exceto a dos próprios homens-bomba. Os agressores se explodiram depois que tiveram suas entradas à mesquita negada.

O lugar foi cercado pelas forças de segurança. Nas redes sociais, moradores da região divulgaram vários vídeos do local do ataque, em que mostram um leve incêndio produzido pela explosão.

Horas antes, outro terrorista suicida detonou um colete de explosivo perto do consulado dos Estados Unidos na cidade de Jidá, no litoral do país, ao pé do Mar Vermelho, causando ferimentos a dois seguranças, informou o Ministério do Interior da Arábia Saudita.

Fumaça sobe da área onde fica um estacionamento próximo à Mesquita do Profeta, um dos locais mais sagrados do islã

A onda de ataques suicidas ocorre dois antes da festa do Eid al-Fitr, que marca o fim do mês sagrado do Ramadã, durante o qual os muçulmanos jejuam durante o dia. Não houve reivindicações imediatas da responsabilidade pelos ataques. A organização extremista sunita “Estado Islâmico” (EI), que vê os xiitas como hereges, reivindicou ataques anteriores em Qatif, incluindo um em maio de 2015, que matou 22 pessoas numa mesquita.

A província de Qatif, no leste do país, foi palco de protestos por parte dos xiitas, assim como de atos violentos como ataques contra delegacias e membros das forças de segurança. As áreas de maioria xiita da Arábia Saudita se queixam da marginalização legal sofrida no país, já que o grupo não pode se alistar no Exército ou trabalhar para os ministérios do Interior e de Relações Exteriores, além de outras limitações.

Fonte: DW

Categories
Aviação Conflitos e Historia Militar Opinião Rússia Sistemas de Armas Tecnologia

Derrota em 1941 levou URSS a tentar superar Luftwaffe

Caça Soviético Yakovlev Yak-3

Não era fácil alcançar a Luftwaffe (força área nazista) no que se referia à qualidade da engenharia aeronáutica. Em 1942, em consequência das derrotas sofridas no período inicial da guerra pela União Soviética, os designers do Exército Vermelho modernizaram os aviões que se encontravam a serviço da Força Aérea soviética e conseguiram resolver a questão dos motores deficientes, principal problema técnico dessa aviação.

Os caças Iak (Iakovlev) soviéticos se igualaram aos caças alemães em termos de velocidade. No entanto, as primeiras batalhas no céu de Stalingrado evidenciaram que era cedo para comemorar. Mais uma vez os novos caças alemães deixaram para trás os pilotos soviéticos. Em vários aspectos, os últimos modelos das aeronaves alemãs Messerschmitt trouxeram de volta a situação de 1941.

O atraso técnico poderia ser compensado pela superioridade numérica. De acordo com a avaliação de especialistas soviéticos, para cada avião alemão eram necessários dois russos. A resposta a essa avaliação foi um aumento acentuado da fabricação de caças, inclusive em detrimento de outros tipos de aeronaves militares, como aviões de ataque e bombardeiros.

As dificuldades da aviação soviética somente puderam ser contornadas no terceiro ano de guerra, quando novas aeronaves foram colocadas em operação. Os caças Iak-3 e La-7(Lavochkin) não só não eram inferiores,  como até superavam  as aeronaves alemãs. Apesar disso, o processo de modernização caminhava com dificuldade: as falhas de projeto persistiam e resultavam em altos índices de acidentes. No final da guerra, mais de 15% da frota de aviões soviética estava danificada. Mas, por meio de tentativas e erros, o problema do atraso qualitativo da Força Aérea do Exército Vermelho em relação à Luftwaffe foi finalmente resolvido.

Yak-3

Da quantidade para a qualidade

Geralmente, a vitória em um combate aéreo não é alcançada simplesmente em função da superioridade numérica. No céu, é difícil esmagar o inimigo valendo-se apenas de uma quantidade maior de aeronaves. Em um contexto onde existam diferenças qualitativas entre as Forças Aéreas inimigas, um caça mais moderno, manobrando e fugindo da perseguição, pode facilmente destruir várias aeronaves no decorrer de uma única batalha.

Essa é justamente a explicação para o fato de que a Força Aérea soviética, tendo múltipla superioridade numérica em quase todas as grandes batalhas da Segunda Guerra Mundial, frequentemente sofria derrotas. O comando soviético rapidamente tomou consciência dessa realidade e delineou os caminhos para sair do impasse. A gestão da aviação passou por uma reorganização. Os aviões foram reunidos em diferentes divisões do exército, que eram ligadas a divisões terrestres e às frentes de batalha, seguindo sua subordinação.

A Força Aérea passou a interagir de forma mais coesa com as unidades terrestres e a solucionar problemas comuns. Ao mesmo tempo, desenvolvia-se no exército russo a comunicação por rádio entre as esquadrilhas e os aviões isolados. Anteriormente, os pilotos eram obrigados a combinar em terra as suas ações de combate integradas. Porém, no ar, quase sempre era preciso improvisar, o que rompia todas as estruturas táticas. Enquanto isso, os pilotos alemães se orientavam rapidamente, comunicando-se uns com os outros pelo rádio. A partir dos anos de 1942 e 1943, os pilotos soviéticos começaram a se comunicar no ar e o resultado não demorou a chegar. As perdas da Luftwaffe durante o verão e o outono de 1942 ultrapassaram 7.000 aeronaves, o que equivalia a mais de 70% de suas perdas totais no período citado.

Yak-3

A conquista do céu

Os combates realizados no céu da região da bacia do rio Volga e da cidade de Kursk ocorreram com variados graus de sucesso para a Força Aérea soviética. Estava em andamento um árduo processo de aperfeiçoamento da tecnologia de combate aéreo, de ajuste da comunicação e de interação no interior das esquadrilhas. Os designers prestaram uma grande ajuda: em 1943, os aviões começaram a ser equipados com novos rádios, que também funcionavam como radares. A indústria da aviação atingiu índices máximos de produtividade: o número de aeronaves produzidas excedia em três vezes as perdas ocorridas em combate. Em 1944, a supremacia da aviação de caça soviética tornou-se esmagadora. Como resultado, os alemães foram forçados a tomar medidas desesperadas: reduzir significativamente as tripulações da aviação de bombardeio e, à custa disso, reforçar as esquadrilhas de caças.

Os aliados ocidentais prestaram uma ajuda significativa para a Força Aérea soviética. O fornecimento de caças americanos e britânicos por meio do sistema Lend-Lease (programa através do qual os Estados Unidos forneceram, por empréstimo, armas e outros suprimentos às nações aliadas entre 1941 e 1945) representou 13% do número total de aeronaves utilizadas pela União Soviética. Entre elas estavam os famosos aviões Airacobra e Kingcobra. Foi precisamente em um Airacobra que voou Aleksandr Pokrishkin, o ás da aviação soviética que abateu 65 aviões alemães. O trabalho duro e a ajuda dos aliados foram recompensados: no final de 1944, a supremacia da Força Aérea do Exército Vermelho tornou-se completa, e foi constituída a base para a criação de uma das Forças Aéreas mais avançadas do mundo.

ALEKSANDR VERCHÍNIN

Fonte: Gazeta Russa

Categories
Defesa Geopolitica Mísseis Negócios e serviços Sistemas de Armas Traduções-Plano Brasil

Vietnã negocia a compra de sistemas S-400 Triumph

S-400-Battery-Components-Missiles.ru-1S

Tradução e adaptação: E.M.Pinto

A revista de defesa canadense Kanwa Defence informou que o Vietnã negocia com a Rússia a aquisição de  sistemas de defesa aérea S-400 Triumph. A fonte alega ainda que as contrapartes aceleraram o processo e caso não hajam objeções por parte do Vietnã, as negociações podem ser finalizadas ainda em 2016. Ao que consta, o Vietnã almeja adquirir pelo menos quatro batalhões de sistemas S-400 Triumph.

s400_QAXKA nação asiática já está equipada com dois batalhões de sistemas S-300.

No começo de 2016 aventou-se na mídia internacional e até mesmo na  Vietnamita que a opção do Vietnã tereia recaído nos sistemas de defesa aérea SPYDER de Israel. Algumas fontes chegaram a citar que analistas haviam afirmado que os sistemas de defesa aérea da Rússia e de Israel iriam ajudar o Vietnã a  proteger o espaço aéreo as águas soberanas. Atualmente não se sabe como esta opção poderá ser feita.

S-400-Battery-Components-Missiles.ru-2S

Por outro lado, se confirmada a aquisição, a nação asiática se equipada com quatro batalhões de sistemas S-400 estará mais defendida do que nunca.

O sistema S-400 é desenvolvido pelo  Departamento de Design da Almaz-Antey Corporation e é um sistema de nova geração com recursos mais poderosos que as mais recentes variantes dos sistemas S-300.

s 400
Comparativo do raio operacional dos Sistemas S-300 e 400.

O sistema pode destruir todos os objetos que aparecem no ar, sobre um espectro de mais de 400 km, incluindo aeronaves, veículos aéreos não tripulados (UAV) ou mísseis balísticos, a uma altura de 50 km e uma velocidade máxima de até 4.800 m / s.

Fontes locais como a Rádio Phoenix, afirmam que no momento o em torno do país asiático está sendo blindado por sistemas S-400, a Índia por exemplo  se prepara para a aquisição de cinco batalhões, enquanto a China oito batalhões.India likely to buy Russian S-400 Triumf air defence missile system

 O S-400 é capaz de rastrear 300 alvos simultaneamente e abater 36. Comparativos técnicos atestam que o sistema Russo é capaz de combater 4 vezes mais ameaças que o sistema Patriot norte americano.

Fonte: Defence Blog

Categories
Estados Unidos Geopolítica Opinião

‘Brexit’ força os EUA a buscarem outros aliados especiais na Europa

Com a saída britânica da UE, Washington perde o melhor defensor dos seus interesses nos corredores comunitários em questões de economia, segurança e espionagem.

A seis meses do final da sua presidência, a Europa volta a ser um foco de preocupação para Barack Obama.

A decisão do eleitorado britânico de retirar seu país da União Europeia altera a relação entre os EUA e o continente, privando Washington do melhor defensor dos seus interesses nos corredores comunitários em questões de economia, segurança e espionagem.

Obama promete manter a chamada “relação especial” com Londres, mas o Brexit o obriga a estreitar laços com outros países europeus, num esforço para preservar a influência norte-americana.

Alemanha e França são, de saída, os favoritos para substituir o Reino Unido como interlocutor preferencial. O presidente viaja nos próximos dias a Polônia e Espanha, num périplo marcado pelo referendo britânico.

A guinada para a Ásia era um dos principais objetivos de Obama na política externa. Em seu primeiro mandato, a crise econômica europeia e os protestos da Primavera Árabe dificultaram essa estratégia. No segundo, a ameaça do terrorismo jihadista o levou a promover um maior envolvimento militar dos EUA no Oriente Médio. Agora, espera-se que o Brexit obrigue o presidente a prestar muito mais atenção à Europa. E isso será válido também, a partir de janeiro, para o sucessor dele na Casa Branca – seja a democrata Hillary Clinton, que propõe uma política externa continuísta, ou o republicano Donald Trump, que aplaude o resultado da consulta britânica e defende um maior isolamento de Washington.

Fiona Hill, uma inglesa que mora há 27 anos nos EUA, é uma das maiores especialistas de Washington nas relações transatlânticas. Hill, diretora do Centro dos EUA e Europa do think tank Brookings Institution, argumenta que o Brexit “é um golpe enorme” para os EUA e a Europa. E acrescenta: “Sem dúvida, o Reino Unido era visto pelos EUA como uma espécie de âncora na relação, por causa dos pontos de vista comuns num amplo leque de assuntos políticos, econômicos e de segurança”.

O Reino Unido é uma engrenagem chave da arquitetura institucional criada pelos EUA e a Europa depois da Segunda Guerra Mundial. Raramente há uma iniciativa global de Washington à qual Londres não seja a primeira capital a se somar. Não há motivo para que o Brexit altere essa arquitetura, mas ele pode condicionar as relações transatlânticas num momento de enormes desafios, como a resposta da OTAN à ânsia expansionista russa, as negociações para selar um tratado de livre comércio entre EUA e UE e a cooperação contra a ameaça jihadista.

O Governo Obama reconheceu que não esperava a vitória do Brexit no referendo de 23 de junho. O presidente havia feito campanha em favor da permanência. Sua reação combinou pedidos de calma e realismo. Ele apelou à Europa e ao Reino Unido para que negociem uma transição ordenada, salientou que a estreita relação entre os EUA e sua ex-metrópole colonial não irá mudar, graças aos laços culturais e econômicos que os unem e à sua cooperação em assuntos mundiais como membros da OTAN e do Conselho de Segurança da ONU, mas admitiu que a incerteza gerada pela desfiliação britânica inquieta a maior potência mundial. “Estamos preocupados de que sua ausência da União Europeia e as potenciais alterações dentro da Europa dificultem a solução de alguns dos outros desafios”, afirmou.

Hill, da Brookings Institution, recomenda a Washington que diversifique suas alianças no Velho Continente. Opina que, por um lado, deve ajudar a UE e o Reino Unido a construir pontes. E, por outro, convém aprofundar as relações com a Alemanha e a França, seus outros dois interlocutores mais importantes, mas também com outras potências regionais, como Espanha e Itália.

A especialista considera difícil que Washington encontre rapidamente um sócio à altura de Londres em questões de espionagem. O Reino Unido é um dos quatro países anglo-saxões com os quais os EUA mantêm a aliança Cinco Olhos, de compartilhamento de informações confidenciais. Depois da polêmica de 2013 por causa da espionagem contra a chanceler (primeira-ministra) alemã, Angela Merkel, revelada pelo ex-analista de inteligência Edward Snowden, os EUA propuseram à Alemanha aumentar a cooperação em inteligência, mas a resposta foi precavida. Berlim é, além disso, mais reticente a se envolver em aventuras militares do que Londres ou Paris.

O espanhol Carles Castelló-Catchot, chefe de gabinete do Centro Brent Scowcroft, do think tank Conselho do Atlântico, de Washington, acredita que, com a ausência britânica, Alemanha e França se transformarão nos enlaces dos EUA com a UE, reforçando a crescente proximidade estabelecida nos últimos anos. “Não vejo as potências secundárias. A Espanha já tem trabalho suficiente em nível interior, a Itália ainda está saindo da crise política e econômica, os países do Leste já têm o bastante com a Rússia, e os países nórdicos estão menos envolvidos”, diz.

Nos últimos anos, sempre que precisava tratar de grandes temas europeus, Obama não hesitava em telefonar para Merkel. A Alemanha se tornou um interlocutor prioritário na gestão das crises grega e ucraniana e das reformas europeias. E a França se fortaleceu como aliado chave na luta antiterrorista.

A incógnita é se Washington conseguiria exercer sobre Berlim e Paris a mesma influência que exerce sobre a Grã-Bretanha, com a qual tem uma visão mais parecida sobre o liberalismo econômico e o intervencionismo militar. Outra dúvida é como evoluiria a relação com Londres após concluída sua saída da UE. “É evidente que deixarão de ser sócios prioritários em temas da União. Queiramos ou não, se dentro de um, dois ou cinco anos for com os alemães e os franceses que [os norte-americanos] estiverem conversando mais, porque realmente são os que podem lhes ajudar em questões de segurança internacional e integração econômica, há uma coisa que se perde, que são as relações humanas, os contatos diplomáticos”, diz Castelló-Catchot. “Se o Brexit acontecer, essa relação especial fica um pouco erodida, porque deixa de ter um sentido instrumental. Mais adiante veremos se os vínculos históricos ou de segurança são suficientes para mantê-la.”

JOAN FAUS

Foto: JUSTIN TALLIS /AFP

Fonte: El Elpaís

Categories
Defesa Rússia Sistemas de Armas Tecnologia

Lançador de granadas “Bur” – Quando o tamanho não faz diferença

Este lançador de granadas reutilizável foi desenvolvido pela empresa russa “Tula KBP” para operar dois tipos de munição: granadas alto explosivas e termobáricas.

O comprimento total é de 742 mm e seu peso é de 5 kg. A distância mínima para um disparo deve ser de 25 metros e seu alcance efetivo está em cerca de 650 metros, enquanto a distância máxima ultrapassa 900 metros.

O lançador “Bur”, pode ser disparado com o operador estando ajoelhado ou deitado, também é possível o disparo efetuado a partir de pequenos espaços fechados porém, não inferior a 30 metros quadrados.

Categories
América Latina Negócios e serviços Rússia Tecnologia

Rússia e Cuba assinarão acordo para uso pacífico de energia nuclear

Imagem meramente ilustrativa.

Segundo o site oficial de informações legais, Rússia e Cuba assinarão um acordo para cooperação no setor de energia nuclear pacífica.

Rússia e Cuba assinarão um acordo de cooperação no campo de energia nuclear, declarou o governo russo nesta segunda-feira, de acordo com o site oficial de informações legais da Rússia.

A empresa nuclear russa Rosatom e o ministro de Relações Exteriores foram instruídos a realizar conversas com o lado cubano e assinar o acordo, que já recebei aprovação preliminar de Havana.

Imagem: Plano Brasil

Fonte: Sputnik News

 

Categories
Conflitos Conflitos e Historia Militar Destaques Iraque Opinião

Tony Blair pode ser julgado pela guerra do Iraque

Um grupo de deputados britânicos pretende iniciar o processo de “impeachment” contra Tony Blair, ex-primeiro-ministro do Reino Unido, que pode acabar proibido de ocupar cargos altos no país, segundo informou o jornal The Guardian.

De acordo com o Relatório Chilcot — comissão de investigação independente sobre a participação da Grã-Bretanha na guerra do Iraque, em 2003 —, Tony Blair é culpado pela morte de 179 soldados e mais de 150 mil civis durante o conflito. O próprio Blair de negou a comentar a questão até que a documentação, supostamente avaliada pela investigação, seja apresentada.

“Na quarta-feira, 6 de julho, será publicado o relatório. Como disse muitas vezes durante estes anos, vou esperar o relatório e então vou me expressar de maneira completa e adequada”, disse Blair à rede Sky News.

Se Blair for declarado culpado, pode ser até preso. Ainda assim, Alex Salmond, líder do Partido Nacional Escocês, e seus partidários asseguram que uma condenação moral e a proibição de ocupar cargos elevados no país seriam suficientes.

Os integrantes do Parlamento britânico recorrerão a uma lei antiga, utilizada pela última vez em 1806 contra o ministro conservador Lord Melville, acusado de apropriação indevida. Apesar de absolvido, Lord Melville teve de abandonar a política.

Em março de 2003, a Grã-Bretanha e os EUA invadiram o Iraque em busca de armas de destruição em massa, supostamente em mãos de Saddam Hussein. Tais armas nunca foram encontradas. Em outubro de 2015, Blair pediu perdão pelo papel que desempenhou na guerra do Iraque e admitiu que o conflito ajudou na criação do grupo terrorista Daesh.

Foto: © Sputnik/ Vladimir Fedorenko

Fonte: Sputnik News

 

Categories
Conflitos Geopolítica Rússia

Kremlin: Expansão da OTAN mina base da segurança europeia

A política atual de aumento da presença militar da Aliança Atlântica está minando a segurança na Europa, disse o porta-voz presidencial russo Dmitry Peskov.

A declaração foi feita pelo porta-voz de Vladimir Putin nesta segunda-feira (4), durante um briefing a jornalistas.

“A contínua política expansionista da OTAN mina as bases da segurança europeia, desestabiliza o continente europeu e, claro, causa dano aos interesses nacionais dos países membros da OTAN”, declarou Peskov.

O comentário tem a ver com a situação que se está desenvolvendo desde a primavera de 2014 e com o fato de o contingente estadunidense na Polônia e nos Países Bálticos realizar sua rotação de efetivos no âmbito da operação Atlantic Resolve do exército norte-americano.  Este é apenas um dos vários exemplos de aumento da presença militar da OTAN no Leste da Europa.

Cabe mencionar também que a OTAN explica a necessidade do aumento de forças na região com a alegada ameaça crescente da Rússia. Dmitry Peskov já tinha dito anteriormente que a Rússia não é uma ameaça, mas que não iria ignorar ações potencialmente perigosas para os seus interesses.

Foto: © Sputnik/ Anton Denisov

Fonte: Sputnik News

 

Categories
Estado Islãmico Rússia Terrorismo

Atentado ao Aeroporto Atatürk / Turquia: Akhmed Chatayev é o suposto arquiteto

Akhmed Chatayev em foto de 2012.

Conhecido como “o maneta”, checheno teria planejado o ataque ao aeroporto Atatürk, que deixou 47 mortos. Segundo autoridades, ele se juntou ao “Estado Islâmico” no ano passado e treinava combatentes para o grupo.

O checheno Akhmed Chatayev é suspeito de ter planejado o atentado ao Aeroporto Atatürk de Istambul, afirmou o parlamentar americano Michael McCaul, presidente da Comissão de Segurança Interna da Câmara dos Representantes, com base em informações da inteligência turca. O atentado da última terça-feira (28/06) deixou 47 mortos, incluindo os três homens-bomba.

Chatayev, de 35 anos, foi um importante recrutador de extremistas na Europa. No início dos anos 2000, ele lutou ao lado das forças russas na Segunda Guerra da Chechênia. Em 2008, um tribunal russo o sentenciou à prisão à revelia por seu envolvimento num grupo armado ilegal. No entanto, o asilo político na Áustria, concedido quando o checheno fugia da Rússia, evitou sua extradição.

Conhecido como “o maneta”, Chatayev alegou em seu pedido de asilo que perdeu o braço devido a ferimentos sofridos ao ser vítima de tortura. Outras informações sugerem que o braço teria sido amputado após ele ter sido ferido no campo de batalha.

Chatayev foi detido na Suécia em março de 2008, onde passou um ano na prisão por posse de armas encontradas num carro em que ele viajava com outros chechenos.

Preso, mas não extraditado

“O maneta” foi preso duas vezes a pedido da Rússia – primeiro, na Ucrânia, em 2010, e um ano depois, na fronteira da Bulgária com a Turquia. No entanto, seus status de refugiado continuou impedindo que ele fosse extraditado para a Rússia. Organizações de direitos humanos, incluindo a Anistia Internacional, trabalharam em seu favor.

Até mesmo a Geórgia não extraditou Chatayev depois que ele foi preso portando duas granadas. Ele foi solto alguns meses depois em troca de fiança.

O checheno se uniu ao grupo extremista “Estado Islâmico” (EI) na Turquia em 2015, de acordo com forças de segurança russas. Em outubro do ano passado, o Conselho de Segurança da ONU incluiu Chatayev numa lista de sanções depois de ter vindo à tona que ele estava treinando combatentes falantes do russo para o EI. O Conselho recomendou que suas finanças fossem congeladas e uma proibição de viagens fosse aplicada.

Fonte: DW

 

Categories
Defesa Geopolítica Negócios e serviços

Alemanha: Aumento na exportação de armas

Venda de armamentos quase dobrou na comparação com 2014, passando para 7,8 bilhões de euros no ano passado, diz jornal. Principais compradores foram Catar e Arábia Saudita.

As exportações de armas alemãs quase dobraram em 2015 em relação ao ano anterior, segundo reportagem publicada neste domingo (03/07) pelo jornal Welt am Sonntag. Catar e Arábia Saudita foram os principais compradores.

A publicação se baseia num relatório de 180 páginas que deve ser divulgado na quarta-feira pelo Ministério alemão da Economia.

No ano passado, o país faturou 7,8 bilhões de euros com a exportação de armas, contra 4 bilhões de euros registrados em 2014. O valor também um pouco maior do que os 7,5 bilhões estimados em fevereiro deste ano.

O Catar, país do Golfo Pérsico acusado por partidos da oposição na Alemanha de financiar as atividades do grupo “Estado Islâmico” (EI), recebeu tanques de combate e artilharia pesada, bem como munições e veículos orçados em 1,6 bilhões de euros.

O ministro da Economia, Sigmar Gabriel, líder do Partido Social Democrata da Alemanha (SPD), fez tentativas para barrar o envio de armas ao Catar, mas foi derrotado por outros ministros do conselho de segurança do governo federal alemão.

As exportações para a Arábia Saudita, que também é alvo de críticas, foram realizadas em parceria com outros países, principalmente a França.

Segundo o jornal Welt am Sonntag, o Ministério da Economia alemão atribuiu o aumento geral da venda de armas alemãs em 2015 a fatores especiais, como a venda de quatro aeronaves ao Reino Unido no valor de 1,1 bilhão de euros.

De acordo com o ministério, a venda para o Reino Unido não foi problemática, porque representou um “fortalecimento” da política de defesa europeia e atendeu aos interesses da Alemanha na área da segurança.

KG/dpa/epd

Fonte: DW

Categories
Conflitos Iraque Terrorismo

“Estado Islâmico” reivindica bombardeios em Bagdá – Cerca de 120 mortos

Um caminhão frigorífico cheio de explosivos explodiu em Karrada, área onde muitos vão para fazer compras à frente de Ramzan.

Perto de 120 pessoas foram mortas e 200 foram feridas em dois atentados que atingiram Bagdá em torno da meia-noite de sábado, com quase todas as fatalidades ocorrendo em uma explosão que atingiu uma movimentada área comercial em meio à celebração do Ramadã, afirmaram a polícia e fontes médicas neste domingo.

O ataque é o mais mortal desde que as forças iraquianas apoiadas pelos Estados Unidos tiveram uma grande vitória no mês passado, quando desalojaram o Estado Islâmico do seu reduto em Falluja, a uma hora de carro da capital. Também é o que causou mais mortes até o momento neste ano.

O primeiro-ministro Haider al-Abadi tinha ordenado a ofensiva depois de uma série de atentados mortais em Bagdá, afirmando que Falluja servia como plataforma de lançamento para as investidas. No entanto, os bombardeios continuaram.

Um comboio que transportou Abadi para o local dos atentados foi atingido por pedras e garrafas por moradores, irritados com o que perceberam como falsas promessas de melhoria na segurança.

Um caminhão frigorífico cheio de explosivos explodiu em Karrada, no centro de Bagdá, matando 115 pessoas e ferindo pelo menos 200. O Estado Islâmico reivindicou a responsabilidade pelo ataque em um comunicado distribuído online por apoiadores do grupo sunita extremista, que disse que a explosão foi um atentado suicida.

Karrada estava cheia no momento do ataque, já que os iraquianos comem fora tarde durante o mês de jejum muçulmano do Ramadã, que termina na próxima semana.

A contagem de mortos subiu durante o dia, conforme equipes de resgate retiravam mais corpos dos escombros e vítimas não resistiam aos ferimentos.

Em um segundo ataque, um dispositivo explosivo na estrada também explodiu em torno da meia-noite em um mercado em al-Shaab, um distrito xiita popular do norte da capital, deixando pelo menos dois mortos, informaram a polícia e fontes médicas.

Ahmed Rasheed e Maher Chmaytelli

Reportagem adicional:Kareem Raheem

Fonte: Reuters

Casa Branca: Ataques em Bagdá fortalecem determinação dos EUA no Iraque

A Casa Branca condenou neste domingo os ataques à bomba em Bagdá que mataram cerca de 120 pessoas e deixaram 200 feridos, afirmando que isso apenas fortaleceu a determinação dos Estados Unidos em enfrentar os militantes do Estado islâmico.

“Permanecemos unidos com o povo e o governo do Iraque em nossos esforços combinados para destruir o Estado Islâmico”, disse a Casa Branca em um comunicado.

Um caminhão frigorífico explodiu em Karrada, na zona central de Bagdá, matando 115 pessoas e ferindo ao menos 200. Em um segundo ataque, próximo da meia-noite, um dispositivo explodiu em um mercado no distrito xiita de al-Shaab, matando ao menos duas pessoas, segundo a polícia e fontes médicas.

O Estado Islâmico reivindicou a responsabilidade pelo derramamento de sangue em um comunicado online que circulava entre os apoiantes do grupo extremista sunita. O comunicado dizia que a explosão do caminhão foi um atentado suicida.

O ataque à zona comercial de Karrada é o mais mortal desde que as forças iraquianas apoiadas pelos EUA retomaram Falluja, reduto do Estado Islâmico, no mês passado.

O bombardeio deste fim de semana no mercado também foi o mais letal do ano até agora.

O chefe da Agência Central de Inteligência, John Brennan, disse que o Estado Islâmico pode buscar alvos longe dos campos de batalha, onde o grupo tem enfrentado perdas.

Desde dezembro, as forças iraquianas têm recuperado territórios no Iraque e na Síria tomados em 2014 pelo Estado Islâmico.

Patrick Rucker / Yara Bayoumy / Toni Clarke

Fonte: Reuters

Iraque quer operação contra células adormecidas após ataque em Bagdá

O saldo de mortes do ataque suicida em um bairro comercial de Bagdá subiu para mais de 150, reforçando pedidos para que as forças de segurança do Iraque reprimam células adormecidas do Estado Islâmico às quais se atribui um dos piores atentados a bomba isolados na história do país.

As cifras aumentaram à medida que os corpos foram sendo recuperados dos destroços da área de Karrada, na capital Bagdá, onde um caminhão refrigerado repleto de explosivos foi detonado na noite de sábado quando as pessoas estavam nas ruas comemorando o mês muçulmano sagrado do Ramadã.

O número de vítimas em Karrada estava em 151 mortos e 200 feridos ao meio-dia local desta segunda-feira, de acordo com fontes policiais e médicas. Socorristas e familiares ainda procuravam 35 pessoas desaparecidas.

O Estado Islâmico reivindicou o ataque, dizendo ter sido uma ação suicida. Outra explosão ocorreu na mesma noite, no mercado popular de Al-Shaab, um bairro xiita no norte de Bagdá, matando duas pessoas.

Os ataques eclipsam as declarações de vitória feitas no mês passado pelo governo do primeiro-ministro iraquiano, Haider al-Abadi, depois que forças do país expulsaram o Estado Islâmico de Falluja, até então um bastião dos insurgentes sunitas ultrarradicais próximo de Bagdá.

Autoridades governamentais ordenaram a ofensiva contra Falluja em maio após uma série de ataques com bomba fatais em áreas xiitas de Bagdá que o governo disse terem tido sua origem em Falluja, cerca de 50 quilômetros a oeste da capital.

“Abadi tem que ter uma reunião com os chefes de segurança nacional, inteligência, o Ministério do Interior e todos os lados responsáveis pela segurança e deve lhes fazer só uma pergunta: Como podemos nos infiltrar nestes grupos?”, questionou Abdul Kareem Khalaf, ex-major-general de polícia e hoje conselheiro do Centro Europeu de Contraterrorismo e de Estudo de Inteligência, sediado na Holanda.

Saif Hameed e Maher Chmaytelli

Fonte: Reuters