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Raul Jungmann aponta perfil técnico para retomada sustentável de Projetos Estratégicos de Defesa

Flavio Basilio

 

Toma posse à frente da Secretaria de Produtos de Defesa – SEPROD, nesta terça-feira, 28 de junho, o economista Flávio Augusto Corrêa Basilio.

 Clique aqui para ler na Íntegra o Discurso de Posse

Vianney Júnior

O ministro Raul Jungmann, desde que assumiu o Ministério da Defesa, acompanha o andamento dos programas desenvolvidos pelas Forças Armadas, e que são de interesse estratégico nacional. O grande entrave, sem dúvida, é a grave crise orçamentária pela qual o país atravessa, o que vem provocando atrasos nos prazos de implantação destes programas, e mesmo pondo em risco a sua viabilidade tecnológica, em razão da repetida postergação das datas de suas conclusões. A busca por recursos que possam manter os programas em andamento, de forma contínua e sustentada, tem sido uma das principais atividades do ministro Jungmann. Dentre as linhas de ação perseguidas, estão os fundos de financiamento que alcancem os projetos de interesse da Defesa.

Buscando a aceleração de projetos que envolvam competências interministeriais, Raul Jungmann tem provocado reuniões de trabalho com os ministros afins. No caso do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicações (MCTIC), o Programa Nacional de Rádios Definidos por Software (RDS), a cargo do Exército; o míssil A-Darter, sob responsabilidade da Força Aérea; e a ampliação do laboratório do navio de pesquisas “Aspirante Moura”, da Marinha, estão entre os financiados pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT). Outros 13 projetos já se encontram em andamento, vinculados ao mesmos recursos.

MD MCTIC

Em recente reunião de trabalho com o ministro Gilberto Kassab do MCTIC, para disponibilização de recursos do FNDCT, Jungmann contou com o reforço do então apontado Secretário de Produtos de Defesa, Flávio Basílio. O Ministro da Defesa tem buscado cercar-se de competências técnicas compatíveis com os desafios que a presente situação impõe. Para a SEPROD, exatamente, um perfil que mescle capacidade de planejamento aliada com a habilidade para a negociação de recursos imprescindíveis à pasta. Na reunião, para o levantamento de valores em parceria com o MCTIC, Flávio Basílio destacou que o setor representa 3,7% do Produto Interno Bruto. “A cada R$ 1 investido em produtos de defesa, R$ 0,55 retornam para os cofres públicos em forma de tributos. É um setor dinâmico no qual há transbordamento para várias outras áreas da atividade econômica do País”, argumentou Basílio.

O novo secretário toma posse nesta terça-feira, 28 de junho, às 16 horas, no Salão Nobre do Ministério da Defesa.

O secretário Flávio Basílio é economista, formado pela Universidade Federal do Paraná, com mestrado e doutorado em economia. Professor titular do Centro Universitário UDF. Possui experiência nas áreas de economia do trabalho, macroeconomia, economia monetária, economia internacional, economia bancária e econometria. Foi gestor de riscos do Banco do Brasil, onde trabalhou com regulação bancária, modelagem interna de riscos e na implementação de Basileia II e III. É ex-professor da Universidade de Brasília onde lecionou as disciplinas de macroeconomia II, introdução à economia e economia brasileira. Recebeu da UnB, em 2013 e em 2015, o prêmio pesquisador parceiro da imprensa. Esteve no Ministério da Fazenda desde agosto de 2012, onde exerceu a função de assessor econômico do Ministro de Estado da Fazenda. Ainda no Ministério da Fazenda, coordenou estudos em parceria com o IPEA na elaboração de simulações computacionais com uso da Matriz Insumo-Produto e também de impactos de política econômica. Possui artigos publicados nos principais periódicos do país e capítulos de livro no país e no exterior. É organizador do livro Macroeconomia do Desenvolvimento. No plano acadêmico, dando continuidade ao tema iniciado na tese de doutorado, tem se dedicado ao estudo e análise do impacto das relações de trabalho, das estruturas sindicais e das estruturas de barganhas salariais sobre a atividade econômica e sobre o nível geral de preços, bem como Economia da Informação e Gestão da Informação e conhecimento para tomada de decisão em ambientes organizacionais e econômicos. Foi economista chefe da Secretaria de Assuntos Internacionais do Ministério da Fazenda e representante do Brasil no Grupo de Infraestrutura do G20 (IIWG).

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Artigos Exclusivos do Plano Brasil Defesa Negócios e serviços Sistemas de Armas Tecnologia

Japão lançará concorrência para 100 novos caças

  ATD-X

E.M.Pinto

Segundo a  REUTERS. O Japão lançará ainda em Julho uma mega concorrência internacional avaliada em cerca de US$ 40 bilhões visando a a aquisição de novos caças. Foi o que teria informado o  Ministério da Defesa afirmando que Tóquio pretende reforçar as suas defesas aéreas em meio as crescentes tensões entre a China sobre suas fronteiras marítimas em disputa.

Esta certamente será um dos maiores contratos para aquisição de aviões de combate em disputa,  afirmou o porta-voz do ministério da defesa, confirmando que construtores  projetistas estrangeiros e japoneses, a partir de 05 de julho.

Além Boeing e Lockheed, outros parceiros potenciais incluem o consórcio Eurofighter – uma joint venture entre o Grupo Europeu Airbus (AIR.PA), a BAE Systems PLC (BAES.L) e Leonardo Finmeccanica SpA (LDOF.MI) que produz o caça Typhoon – e a sueca Saab AB (SAABb.ST), que revelou recentemente o mais recente variante do seu avião de combate Gripen NG que equipará a Força Aérea Brasileira.

A Reuters afirma que as empresas norte-americanas Boeing Co (BA.N) e Lockheed Martin Corp (LMT.N) foram convidados a participar no projeto, do avião de combate F-3, juntamente com a japonesa Mitsubishi Heavy Industries Ltd ( MHI) (7011.T), o contratante doméstico prime.

Uma decisão final será provavelmente anunciada no verão de 2018, com implantação prevista para o final da década de 2020, no mínimo. Eles não quis ser identificado porque o assunto era confidencial.

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Defesa Geopolítica Opinião

Brexit / Consequências: Nova estratégia europeia abre caminho para exército europeu

Parece que a União Europeia está interessada em pôr em prática a ideia de criação de forças armadas conjuntas, conforme com os padrões da OTAN, com o objetivo de garantir a proteção do continente contra ameaças tanto internas, como externas, já que a Grã-Bretanha, que tem rejeitado decisivamente esta iniciativa, optou por se desvincular do bloco.

A Estratégia Global da UE não cita diretamente que a criação do exército esteja em pauta, porém alguns chegaram a essa conclusão. O documento, que contem atualizações das políticas exteriores e de segurança do bloco cita, entre outras medidas, uma maior cooperação na área de defesa na Europa, o que não acontece no âmbito da OTAN.

“Como europeus, temos que assumir maior responsabilidade pela nossa segurança”, diz o documento formalizado por Federica Mogherini, chefe da diplomacia europeia.

“Enquanto existe a OTAN para defender seus membros, na sua maioria europeus, de um ataque externo, os europeus devem se preparar, se treinar e se organizar de uma forma melhor, para contribuir de forma decisiva para tais esforços coletivos, assim como para agir independentemente quando e onde for necessário”.

Neste contexto, a palavra “independentemente” é o que define a nova visão da UE em assuntos de segurança e políticas de defesa. Não é surpreendente que esta palavra possa ser encontrada várias vezes no texto do documento intitulado “Visão Comum, Ação Conjunta: Europa Mais Forte”.

“Um nível apropriado de ambição e autonomia estratégica é imprescindível para que a Europa possa fortalecer a paz e garantir a segurança dentro e fora de suas fronteiras”, diz o documento. “A União Europeia vai estimular regularmente a cooperação na área da defesa, tentando criar uma indústria de defesa europeia sólida, que é obrigatória para que a Europa tenha autonomia de decisões e ações”.

A estratégia global foi anunciada no início desta semana, criando sugestões de que a UE está determinada a estabelecer seu próprio exército.

“A nova Estratégia Global abre caminho para uma cooperação abrangente na área da defesa”, que pode envolver “a criação de um autêntico exército Europeu”, escreveu o jornal dinamarquês Politiken.

O Brexit é um dos fatores-chave nestes cálculos. O Reino Unido, que tinha o exército mais forte do bloco, está prestes a deixar a aliança europeia. Sendo assim, depois do Brexit as possibilidades do bloco serão limitadas significativamente. Ao mesmo tempo, os líderes britânicos rejeitaram a ideia de criação de forças armadas da União Europeia em paralelo à estrutura existente da OTAN.

“Por um lado, é um problema sério, porque o Reino Unido tem o maior potencial militar de toda a Europa”, disse o vice-presidente executivo do Centro Analítico de Políticas Europeias (CEPA, na sigla em inglês), entrevistado pela edição polonesa Wirtualna Polska. Sem a Grã-Bretanha, as novas políticas da UE “podem ser significativamente limitadas e de fato podem conter poucas coisas que possam ser oferecidas”, adicionou o analista. “Por outro lado, o obstáculo que impedia uma cooperação mais estreita foi eliminado”.

Na semana passada, Elmar Brok, presidente do Comitê para Relações Exteriores do Parlamento Europeu, defendeu a criação de um exército da UE. Esta semana, Jaroslaw Kaczynski, líder do partido polonês no poder, pediu uma maior soberania dos membros da UE, mencionando também que o presidente do Conselho Europeu deve ainda exercer o comando do exército da Europa.

Imagem: Plano Brasil

Fonte: Sputnik News

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Defesa Sistemas de Armas Tecnologia

Drone da empresa brasileira Avionics será lançado hoje. O VANT “Caçador” fará o primeiro voo oficial em Botucatu (SP)

caçadorHoje, dia 30 de junho, a A.S. Avionics Services S.A. promove o lançamento oficial do VANT “MALE” (Veículo Aéreo Não Tripulado) classe 4 Caçador. O evento será realizado na Base Operacional da empresa no Aeródromo Municipal de Botucatu (SP) SDBK, a partir das 11h. Será apresentada uma retrospectiva do projeto, a capacidade do sistema e, o grande potencial para aplicação em Missões táticas de inteligência pelas forças armadas, defesa civil, ambiental e agrobusiness. Para finalizar, será feito um voo de demonstração, com acompanhamento em tempo real, previsto para acontecer por volta das 14h.

O VANT “Caçador” é baseado no VANT Heron-1, com atuação mundial em mais de 20 clientes, desenvolvido pela Israel Aerospace Industries (IAI) que já está em uso no Brasil há mais de 5 anos, sendo operado pelo Departamento de Policia Federal, com suporte de manutenção da própria Avionics. A aeronave já cumpriu todos os regulamentos e obteve todas as permissões exigidas pelas autoridades governamentais brasileiras e é/será o único VANT classe 4 nacional.

Dentre as características, o Caçador é um VANT de média altitude e longa duração, capaz de voar mais de 40 horas, a uma altitude de até 30.000 pés e Raio de ação de 1000km.  O peso máximo de decolagem do VANT é de 1.270kg, que lhe permite transportar múltiplas cargas úteis simultaneamente a fim de executar uma variedade de missões. Além disso, o Caçador inclui um canal de comunicação por satélite em banda larga para permitir que um raio de ação de mais de 1.000 km de sua estação de comando e controle – uma capacidade de grande valor, especialmente em países extensos como o Brasil.

Desde a assinatura de um acordo de cooperação há 3 anos, a IAI e a Avionics Services trabalham em conjunto para estabelecer uma forte base industrial brasileira no campo de sistemas não tripulados. O processo incluiu transferência de tecnologia e conhecimento para garantir uma maior independência da indústria brasileira e proficiência dos complexos e avançados sistemas não tripulados. A Avionics Services estabeleceu profissionalmente a infraestrutura necessária no Aeródromo de Botucatu para se tornar um centro de excelência para sistemas aéreos não tripulados desse porte.

A.S. Avionics Services S.A.:

A A.S. Avionics Services S.A é uma empresa brasileira lider no setor aeroespacial com mais de 20 anos de experiência nos mercados civis e militares. A Avionics Services tem se especializado em projetos de desenvolvimento, integração e certificação de sistemas em geral com ênfase em Aviônicos, bem como em pacotes de missões especiais.

A empresa fornece soluções para aeronaves de asa fixa e rotativa, bem como para simuladores. A excelência da Avionics Services decorre de uma experiência comprovada de elevada qualidade e segurança, com altíssima satisfação de clientes.

A Avionics Services é certificada pela ANAC, Exército, Força Aérea e Marinha do Brasil. Também possui os certificados ISO-9001 e NBR 15100/AS9100. Detém o Certificado de Empresa Estratégica de Defesa (EED) pelo Ministério da Defesa brasileiro.

Israel Aerospace Industries:

A IAI Ltd. é a maior empresa aeroespacial e de defesa de Israel e líder em tecnologia e inovação reconhecida mundialmente, especializada no desenvolvimento e fabricação de sistemas no estado-da-arte no ar, espaço, mar, terra, cyber e segurança nacional. Desde 1953, a empresa tem fornecido soluções com tecnologia de ponta para o governo e clientes em todo o mundo, incluindo: satélites, mísseis, sistemas de armas e munições, sistemas não-tripulados e robôs, radares, C4ISR e mais. A IAI também projeta e fabrica jatos executivos e aeroestruturas, realiza revisão e manutenção em aviões comerciais e converte aviões de passageiros a configurações de reabastecimento e de carga.

Serviço:

Lançamento VANT Caçador

Data: 30 de junho, a partir das 11h

Local: Hangar Avionics no Aeródromo Municipal de Botucatu (SDBK) (Av. Alcides Cagliare, 2.283A)

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Defesa Sistemas de Armas Tecnologia

Perspectivas no mercado de helicópteros no Norte da África

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Helicóptero de uso geral Mil Mi-17V5 operado pelo Egito Foto: Russian Helicopters

                      

Tradução e adaptação: Tito Lívio Barcellos Pereira

Comunicado da Russian Helicopters

 Os Estados do Norte de África, como a Argélia, Sudão, Líbia, Egito, Tunísia e Marrocos representam potenciais mercados para todos os fabricantes globais de helicópteros.

A razão para isto é a capacidade destes países em pagar seus contratos — a maioria deles são grandes fornecedores de energia (Petróleo e Gás Natural) e possuem volumes consideráveis de moeda nos seus orçamentos. Além disso, a topografia dos países ao norte do deserto do Saara, a infraestrutura de transporte existente, e a necessidade de apoio logístico para as indústrias de extração, criam condições para o amplo emprego de helicópteros.

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Helicóptero de transporte pesado Mil Mi-26T2 operado pela Argélia Foto: Algerie Online

 

Além disso, a desestabilização política na região nos últimos anos aumentou ainda mais a demanda por helicópteros militares.

Infelizmente, vários países do Norte de África, essencialmente, perderam sua soberania devido a fatores externos, e as perspectivas de colaboração com eles são bastante enfraquecidas pela instabilidade política.

As condições climáticas severas do Norte da África impõem certas exigências adicionais sobre helicópteros. Uma grande parte desta região é coberta pelo Saara com seu clima quente e seco, com grande mudança de temperatura entre o dia e a noite. Tempestades de areia frequentes também são característicos dessa região. Ao sul do Saara, encontra-se uma área de terras secas, o Sahel, com seus semi-desertos e savanas secas. As linhas costeiras perto do mar Mediterrâneo são caracterizadas pelo ar com elevada salinidade.

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Helicóptero de combate / transporte tático Mil Mi-24D operado pelo Sudão Foto: planes.cz

 

Em vista disso, os helicópteros operados no Norte de África necessitam ser altamente confiáveis, suportar a exposição constante ao ar quente e areia, bem como o ar salino, e precisam ser fáceis na operação e assegurar um elevado nível de operação autônoma.

Os helicópteros de fabricação russa — devido a suas características de projeto, soluções técnicas e experiência operacional em diferentes países e em diferentes condições climáticas — são ideais para os países do Norte de África. Entre suas principais vantagens competitivas dos nesta região, se destacam a simplicidade da operação, a capacidade de executar uma ampla gama de tarefas, a manutenção barata, implantação autônoma, etc.

Helicóptero de uso geral Mil Mi-17 em sua versão ambulância operada pela Líbia Foto: Military in the Middle East
Helicóptero de uso geral Mil Mi-17 em sua versão ambulância operada pela Líbia Foto: Military in the Middle East

 

 

Fonte: Russian Helicopters № 1 (27) / 2016

 

Nota do Editor: Uma jogada publicitária da Russian Helicopters prospectando potenciais clientes numa região caracterizada por uma geografia hostil, cuja infraestrutura insuficiente impõe sérios desafios logísticos e de integração nacional. Seu potencial econômico majoritariamente centrado na exploração de hidrocarbonetos é ameaçado pela instabilidade política causada pelos interesses de atores externos, e a ação crescente de grupos fundamentalistas islâmicos. Assim, torna-se um imperativo a necessidade de forças armadas bem equipadas e treinadas, dotadas de vetores capazes de atuar nesse bioma hostil executando uma variedade de missões de combate, transporte de tropas e carga, busca e salvamento, socorro médico, ajuda humanitária e auxílio a obras de infraestrutura para integração nacional e desenvolvimento sócio-econômico

Fato é que décadas de cooperação entre esses países com a União Soviética, possibilitou a provisão de equipamentos para tais funções, e obviamente, a atual Federação Russa é herdeira do know-know e dessa diplomacia técnico-militar soviética, se assegurando como principal provedora não apenas de helicópteros de combate e uso dual, mas também de uma variedade de produtos e serviços de defesa da região.

Claro que os helicópteros russos carecem de sofisticação e sistemas em comparação aos seus análogos refinados norte-americanos e europeus, mas sua robustez, facilidade de operação e manutenção, elevado custo-benefício e possibilidade de operação em quaisquer condições logísticas, geográficas e climatológicas (até porque a própria dimensão continental da Rússia, apresenta uma variada gama de terrenos e climas extremos), os tornam ainda opções atrativas para esses países, e que jamais devem ser ignoradas.

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Piloto de caça criado por inteligência artificial vence humano em combate simulado

Imagem meramente ilustrativa – Porém, é inevitável a associação com o filme: Stealth – Ameaça Invisível, dirigido por Rob Cohen.

Um sistema de pilotagem de caças criado por inteligência artificial derrotou dois jatos em uma simulação de combate.

O piloto, batizado de Alpha, usou quatro jatos virtuais para defender uma área de litoral dos dois caças – e não sofreu perdas.

Desenvolvido por uma equipe de pesquisadores da Universidade de Cincinnati, nos Estados Unidos, o sistema também venceu um piloto aposentado de caças da Força Aérea Americana – logo, bastante experiente.

Na simulação descrita no estudo, os dois jatos que atacavam o litoral – chamada de equipe azul – tinham um sistema de armas mais poderoso que os jatos usados pelo Alpha, chamados de equipe vermelha.

Mas o sistema criado por inteligência artificial conseguiu se livrar dos inimigos depois de realizar uma série de manobras evasivas.

Um especialista em aviação afirmou que os resultados são promissores.

‘Adversário letal’

Na pesquisa, os cientistas da Universidade de Cincinnati e a companhia especializada em tecnologia Psibernetix chamam o sistema Alpha de um “adversário letal”.

Descrevendo as simulações de combate entre o sistema de inteligência artificial e o piloto aposentado Gene Lee, os pesquisadores escreveram que o americano “não apenas não conseguiu uma morte contra (o Alpha), mas também foi derrubado pelos vermelhos todas as vezes nos combates prolongados”.

O Alpha usa uma forma de inteligência artificial baseada no conceito de lógica difusa (ou “fuzzy”), na qual um computador analisa uma série ampla de opções antes de tomar a decisão.

Devido ao fato de um caça virtual produzir uma quantidade grande de dados para serem interpretados, nem sempre fica óbvio quais as manobras são mais vantajosas e, um combate ou mesmo em que momento uma arma deve ser disparada.

Sistemas que usam a lógica difusa podem analisar a importância desses dados individuais antes de tomar uma decisão mais ampla.

O grande feito atingido pelos pesquisadores americanos com o sistema Alpha foi a capacidade de tomar essas decisões em tempo real e com a eficiência de um computador.

“Aqui você tem um sistema de inteligência artificial que parece ser capaz de lidar com o ambiente exclusivamente aéreo, é extraordinariamente dinâmico, tem um número extraordinário de parâmetros e, na teoria, consegue enfrentar muito bem um piloto de combate qualificado, capaz e experiente”, disse Doug Barrie, analista aeroespacial militar da consultoria IISS.

“É como um campeão de xadrez perdendo para um computador”, acrescentou.

Ética

Apesar do entusiasmo, Barrie lembrou à BBC que pode não ser tão fácil ou apropriado tentar usar o Alpha em ambientes de combate na vida real.

A analista afirmou que se o sistema for usado de verdade e decidir atacar um alvo não militar, por exemplo, os resultados poderão ser terríveis.

“A indignação do público seria imensa.”

Barrie acrescentou, porém, que o Alpha tem potencial para se tornar uma ferramenta de simulação de combate ou para ajudar a desenvolver sistemas melhores para uso dos pilotos humanos.

Chris Baraniuk

Fonte: BBC Brasil

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Conflitos Defesa Destaques Geopolítica Meios Navais Rússia Sistemas Navais

Em resposta às ações da OTAN, Rússia constrói nova base naval no Mar Negro

O Ministério da Defesa da Rússia estaria concluindo a construção de uma nova base da Marinha com capacidade para acomodar seis submarinos na cidade de Novorossiysk (1.500 km ao sul de Moscou), segundo informou uma fonte no complexo militar russo que não quis se identificar.

“Os submarinos Rostov-no-Don, Novorossiysk e Stári Oskol já se encontram na nova base naval. Os três navios estão equipados com torpedos submarinos do tipo Kalibr, que demonstraram seu poder de combate na Síria. Esses mísseis são capazes de atingir alvos a uma distância de até 2.500 quilômetros”, disse a fonte à Gazeta Russa.

Segundo ela, a decisão de construir uma nova base no mar Negro é uma resposta ao aumento da atividade de navios da Otan nos últimos anos. “Os submarinos na cidade de Novorossiysk permitirão monitorar e controlar ameaças potenciais no território da Europa e no Oriente Médio”, explicou.

“A nova base naval em Novorossiysk, junto com as bases na Crimeia, permitirá controlar o Bósforo, a infraestrutura militar na Bulgária e neutralizar as ameaças da base americana na Romênia “, disse o especialista militar da agência de notícias TASS, Víktor Litôvkin.

De acordo com o diretor do Instituto de Análise Política e Militar da Rússia, Aleksandr Khramtchíkhin, a principal ameaça na Europa Oriental para o país é a possibilidade de transformação da base de defesa antiaérea norte-americana em uma base militar ofensiva.

“É possível colocar mísseis de cruzeiro em lançadores da base de defesa antiaérea. Os lançadores Standard SM-3 podem ser usados para projetar mísseis estratégicos de cruzeiro Tomahawk, disse Hramtchihin.

“As condições climáticas representam o problema principal da nova base. Devido às montanhas do Cáucaso, a zona marítima de Novorossiysk sofre regularmente com os ventos do norte, que afetam navios e edifícios e podem até destruir a infraestrutura militar”, disse Litôvkin. Segundo ele, a Rússia está construindo um novo túnel nas montanhas do Cáucaso para minimizar a ameaça de ventos destrutivos.

NIKOLAI LITÔVKIN

Fonte: Gazeta Russa

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Aviação Conflitos Defesa Iraque Mísseis Negócios e serviços Rússia Sistemas de Armas Sugestão de Leitura Tecnologia Terrorismo Vídeo

Iraque recebe da Rússia um novo lote de helicópteros Mi-28NE (Vídeo)

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Foto: Lukas Novotny / Flying Machines

Por Tito Lívio

O Ministério da Defesa do Iraque noticiou o recebimento de um novo lote de helicópteros de ataque Mil Mi-28NE “Night Hunter”, fabricado pela Russian Helicopters.

Esses helicópteros farão uma grande contribuição no apoio as forças terrestres em suas operações designadas em localizar alvos terroristas e destruir seus contingentes blindados” dizia no comunicado oficial do Ministério.

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O exército iraquiano já utiliza helicópteros Mi-28NE em operações contra o grupo terrorista “Estado Islâmico do Iraque e Levante” em várias regiões do país. Recentemente, estes helicópteros tiveram ação destacada na libertação das cidades de Ramadi e Fallujah.

Foto: Russia Defence Forum
Foto: Russia Defence Forum

Nota do Editor: É importante ressaltar o papel desempenhado pela Rússia e o Irã desde 2011, no fornecimento de vetores, insumos e munições que buscam elevar as capacidades de combate das combalidas forças iraquianas contra o “Estado Islâmico” e outros grupos insurgentes: Apenas lado russo, destaca-se contratos bilionários para fornecimento de helicópteros de combate Mil Mi-35M e o Mi-28NE; helicópteros de uso geral Mil Mi-171 (entre eles a versão Mi-171Sh armada com foguetes e mísseis anticarro); sistemas de mísseis e artilharia antiaérea Pantsir-S1; lançadores múltiplos de foguetes TOS-1; e jatos de ataque Sukhoi Su-25. Além do fornecimento de mísseis portáteis antiaéreos Igla-S e anticarro 91133 Kornet.

Fonte: Revista ASAS nº 88 e South Front

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Rússia terá navio de nova geração para monitoramento de misseis balísticos intercontinentais

Estes navios de rastreamento, chamados também navios de ensaios e medidas, não eram fornecidos ao país desde o ano de 1989.

A Rússia está desenvolvendo um projeto de navio de monitoramento de nova geração que permitirá acompanhar os lançamentos de misseis balísticos intercontinentais, anunciou o departamento de projetos Iceberg de São Petersburgo.

A elaboração da configuração do novo navio de monitoramento do projeto 18290 foi iniciado em outubro de 2015. Este projeto recebeu o nome de código Boeier.

Recordemos que durante o período soviético foram lançados à água oito navios deste tipo. Desde a desintegração da URSS, a construção destes navios foi congelada. Hoje em dia a Marinha do país está equipada com um único navio de monitoramento – o Marshal Krylov (projeto 1914.1) está ao serviço desde 31 de dezembro de 1989.

Os navios de monitoramento, equipados com radares e equipamento eletrônico que permitem acompanhar o lançamento de misseis, foguetes ou satélites, podem também assegurar o desembarque e recuperação de cápsulas espaciais.

Foto: © Sputnik/ Vitali Ankov

Fonte: Sputnik News

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Defesa Destaques Geopolítica Opinião Rússia Sistemas Navais

Nova base naval da Rússia em Matua arquipélago das Curilhas

A Rússia começará a construir em 2016 uma base naval na ilha de Matua que faz parte de arquipélago de Curilhas, informou uma fonte militar.

A decisão de criar nesta ilha uma base da Frota do Pacífico russa já foi tomada e as obras irão começar este ano”, disse a fonte à RIA Novosti.

No final de maio passado, o comandante do Distrito Militar do Leste da Rússia, general Sergei Surovikin, comentou que o Ministério da Defesa está tomando “medidas sem precedentes” para o desenvolvimento da infraestrutura militar na ilha de Sacalina e nas Curilhas.

Além disso, ele destacou que está sendo estudada a criação da base naval na ilha de Matua.

O arquipélago das Curilhas, composto por 56 ilhas, está localizado na parte mais oriental da Rússia, separando o mar de Okhotsk e o oceano Pacífico. No norte ele faz fronteira com a península de Kamchatka e no sul faz parte da fronteira com o Japão. As ilhas do sul se encontram apenas a poucas dezenas de quilômetros da ilha japonesa de Hokkaido.

As ilhas Curilhas pertencem administrativamente à região russa de Sakhalin. Durante a Segunda Guerra Mundial, o Japão manteve na ilha de Matua várias unidades militares que compunham a guarnição japonesa.

Foto: © Sputnik/ Sergei Krasnoukhov

Fonte: Sputnik News

Especialista comenta possibilidade de criar nova base militar russa nas Curilhas

O desenvolvimento da infraestrutura militar na ilha Sacalina, Curilhas e na zona do Ártico até 2020 será um objetivo nacional prioritário.

Isto foi afirmado pelo comandante do Distrito Militar Leste, coronel-general Sergei Surovikin. Segundo ele, “no âmbito de resolução destas questões, o Ministério da Defesa realizou uma expedição única da Sociedade Geográfica Russa às Curilhas”. A sua finalidade é analisar a possibilidade de criação de uma base da Frota do Pacífico na ilha de Matua. O especialista militar russo Vasily Kashin comenta esta declaração à Sputnik.

Há alguns meses que as declarações do Ministério da Defesa russo sobre a possível criação de uma nova base naval nas Curilhas fizeram um grande eco no público. Então, muitos tomaram isso como um desejo de reforçar a presença militar russa nas ilhas, tendo em conta a disputa territorial com o Japão na parte sul do arquipélago. Mas, segundo as declarações feitas recentemente pelo comandante do Distrito Militar Leste, o coronel-general Sergei Surovikin, a base será localizada na ilha desabitada de Matua, no meio do arquipélago das Curilhas, a uma distância significativa da área disputada. A ilha já foi examinada por cientistas, que chegaram à conclusão que ela serve para implantar forças navais.

Durante o período de domínio japonês nas Curilhas, Matua, uma pequena ilha — cerca de 50 quilômetros quadrados, foi transformada pelos japoneses em uma fortaleza inexpugnável. Naquele tempo, a Matua era povoada pelo povo indígena dos ainus mas, ainda antes da guerra, eles foram expulsos da ilha pelos japoneses. Desde então, os habitantes da ilha passaram a ser apenas os militares. Na ilha foi estabelecida uma guarnição com milhares de efetivos, foram construídas muitas centenas de metros de túneis subterrâneos, foi construído um grande número de fortificações. Mas, após da entrada da União Soviética na guerra no Pacífico, a guarnição da ilha se rendeu sem luta.

Depois da guerra, a União Soviética permaneceu na ilha apenas com um pequeno número de tropas e de guardas-fronteira. Lá não existia nada comparável com a presença militar japonesa. Depois de 2000, as últimas tropas deixaram a ilha e ela foi deixada sem população permanente. De vez em quando é visitada por viajantes: a ilha deserta está cheia de restos de equipamento militar japonês raro, existem as antigas fortificações, túneis misteriosos e outras coisas notáveis.

É especialmente importante que na ilha japonesa haviam sido construídos três grandes aeródromos com pistas de concreto, que se mantiveram até agora. Perto de Matua fica a pequena ilha de Toporkov – com apenas 1,3 km quadrados. Ela protege uma parte da costa da Matua e permite criar um porto de fácil acesso.

A frota russa terá à sua disposição uma ilha-fortaleza única, com um grande número de fortificações, galerias subterrâneas, quartéis e armazéns e até mesmo coberturas subterrâneas para pequenas embarcações. Os três aeródromos na ilha vão ajudar a manter um grande grupo de aviação, e ter o controlo sobre a área circundante.

Fonte: Sputnik News

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Opinião Terrorismo

Turquia: Istambul em choque após mais um atentado

Um atentado terrorista atingiu o aeroporto Atatürk, o principal de Istambul, na Turquia. Segundo autoridades, três homens-bomba se explodiram no terminal.

Mais de 40 mortos, centenas de feridos e um clima de medo: cidade turca vê ataques terroristas, como o ocorrido no aeroporto, virarem difícil rotina. E especialista alerta: “EI” tem recursos para conduzir novas ações.

Cacos de vidro ainda estão espalhados pela entrada principal do Aeroporto Atatürk de Istambul, lembrando a força da explosão no terminal internacional, nesta terça-feira (28/06), no mais recente de uma série de ataques terroristas a metrópoles.

No maior aeroporto da Turquia, no acesso aos prédios dos terminais, os passageiros têm que se submeter a um controle de segurança, incluindo detectores de metal e scanners de corpo inteiro, assim como ao controle de passaporte. Foi nessa área que ocorreu a primeira explosão.

Os registros do circuito fechado de TV mostram, no entanto, que pelo menos um atirador também conseguiu penetrar no terminal, portando um fuzil kalashnikov, e detonar um colete explosivo.

Nesta quarta-feira de manhã, os orifícios de balas estavam claramente visíveis no placar de desembarque. Pessoal de segurança adicional, armado com armas automáticas, patrulhava o andar dos desembarques. Para além da área enegrecida do saguão onde ocorrera a detonação, lojas e estandes estavam fechados. Faltavam dezenas dos painéis do teto, passageiros cuja viagem foram interrompida dormiam pelas cadeiras, envolvidos em cobertores das companhias aéreas.

Medo de voltar ao trabalho

Ersin Onderoglu, farmacêutico de uma das pequenas lojas da área, conta que o teto desabou completamente na entrada, e tudo ficou preto. “Tenho que dizer: os homens estavam trabalhando bem, em deixar tudo limpo e funcionando novamente. Mas deu muito medo na gente, foi bem ao lado da nossa loja.”

Outros empregados revelam ter receio de retornar ao trabalho. “Está tudo simplesmente uma bagunça, tem vidro por toda parte”, comenta Mehmet Günes, um dos zeladores do aeroporto. “Eu não estava no turno da noite, mas esta manhã eu tive medo até de vir para o trabalho. É um horror o que eles fizeram aqui.”

O andar de embarque, praticamente intocado pelo atentado, mostrava-se mais atribulado do que nunca, com milhares de passageiros em fila para os voos que agora foram retomados.

A maioria dos mortos era de nacionalidade turca, e as autoridades locais creem tratar-se principalmente de pessoal de segurança. Mas já é certo que entre eles encontram-se também 13 estrangeiros, inclusive tunisianos, sauditas, iraquianos e ucranianos.

Ao todo, foram computados 41 mortos e 239 feridos. A maioria stá sendo tratada em vários locais da metrópole turca, muitos no hospital estatal Bakırköy e no Bakırköy Sadi Konuk, próximos ao aeroporto.

Provável mão do EI

As autoridades turcas afirmaram haver capturado um dos terroristas, mas sem fornecer detalhes sobre sua identidade ou nacionalidade. Em coletiva de imprensa na noite da terça-feira, o primeiro-ministro da Turquia, Binali Yildirim, disse haver indicações de que autores fossem simpatizantes da organização terrorista “Estado Islâmico” (EI).

Nos últimos nove meses, o país tem vivenciado uma série de atentados a metrópoles, totalizando dez ataques graves em Istambul, Ancara e Bursa. Simpatizantes do EI são responsáveis pela maior parte dos ataques, ao lado de militantes dos Falcões da Liberdade do Curdistão (TAK).

“Urgimos o mundo, em especial os países ocidentais, a assumir uma posição firme contra o terrorismo”, instou o presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, em comunicado. “Apesar de pagar um preço alto, a Turquia dispõe do poder, determinação e capacidade para prosseguir até o fim a luta contra o terrorismo.”

Observando que “é impossível se colocar na cabeça dos líderes do EI”, Aaron Stein, membro do Centro do Oriente Médio do Conselho Atlântico, reconhece que “o grupo certamente tem meios e recursos para conduzir os ataques terroristas na Turquia”.

“As autoridades turcas estão trabalhando duro para evitar ataques futuros, mas nenhuma força de segurança é perfeita. Os atentados certamente estão espalhando medo, e os turcos estão ansiosos para retornar à paz e a segurança”, constatou Stein.

Fonte: DW

Liberdade e democracia contra o terrorismo

O ataque contra o maior aeroporto confirma que a Turquia está na mira do terrorismo internacional. No entanto a maior parte da responsabilidade cabe à chefia de Estado, opina Baha Güngör, da redação turca da DW.

O balanço do brutal atentado no Aeroporto Internacional Atatürk, em Istambul, é assustador, não apenas devido ao número elevado de vítimas. É também um enigma como os terroristas conseguiram penetrar até o terminal de voos internacionais do maior aeroporto turco, portando cintos de explosivos e armas. Além disso, agora a questão não é “se”, mas sim quando o terrorismo sangrento mostrará sua feia face novamente na Turquia.

As recentes tentativas de abertura internacional do presidente Recep Tayyip Erdogan chegam tarde demais. Por outro lado, suas manobras por uma guinada nas abaladas relações com a Rússia e com Israel são importantes, também por ambos os países disporem de grande conhecimento, partindo de seus serviços secretos, sobre onde e em que direção o terrorismo avança e quais países e regiões estão especialmente ameaçados. Outra questão é se eles o combatem suficientemente e se medidas eficazes são sequer possíveis.

Não só a Rússia e Israel, mas também os Estados Unidos e os aliados europeus observam há muito tempo como a Turquia, membro da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), se transforma num polo para os asseclas dos padrinhos do terrorismo, de motivação supostamente religiosa.

Enquanto isso, quem tem de pagar o preço dos maus julgamentos políticos de Erdogan são os cidadãos, que perdem suas vidas em sucessivos ataques; e também o país como um todo, que amarga décadas de atraso devido às rebordosas econômicas.

Contudo, não reconhecer os resultados de votações parlamentares, rejeitar decisões do próprio Tribunal Constitucional como “indignas de respeito” e dar fim à política de reconciliação com os curdos, impulsionam grandemente os inimigos da democracia.

Só mesmo os adeptos acríticos e aproveitadores do sistema, na melhor das hipóteses, é que se deixam cegar pelos discursos sob aplausos subservientes, nos quais Erdogan incansavelmente promete ao povo tempos melhores e mais seguros.

Os observadores críticos do país, jornalistas que discordam do chefe de Estado e pesquisadores, por sua vez, estão sujeitos a ações judiciais e penas de prisão, em vez de ter esperança de chegar até os ouvidos de Erdogan.

A fórmula é bem simples: quem enfraquece o Estado de direito democrático, quem cerceia a liberdade de imprensa e de opinião, quem coopta setores essenciais do aparato estatal, como a polícia e a Justiça, cria terreno fértil para o terrorismo.

A República da Turquia, que festejará seu centenário de fundação em 2023, originalmente pretendia evoluir no sentido das civilizações contemporâneas, ocidentais. Hoje, porém, após 14 anos sob a responsabilidade de Erdogan, o que ameaça é um pântano de guerra e terrorismo, como o que domina toda a zona de crise no Oriente Médio.

Por isso seria aconselhável, a partir de já, o presidente turco ser menos belicoso em relação a seus críticos, e em vez disso agir em maior harmonia com os defensores dos valores europeus.

Desse modo, é claro, não se descartará o perigo de novos atentados terroristas – fato que vale para o resto do mundo. Mas uma maior proximidade com a Europa traria pelo menos a esperança de se poder influir positivamente no clima humano na Turquia, afastando-se da fatídica polarização de todo o povo, que não traz vantagens a ninguém.

Fonte: DW

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Navios e submarinos da Marinha russa serão armados com os novos torpedos “Fizik”

“A Marinha russa começou a incorporar novos torpedos Fizik de 533 mm e com um alcance de até 50 quilômetros”.

Atualmente navios da Marinha russa usam torpedos USET-80 com um alcance de 18 quilômetros.

Foi ressaltado que com as mesmas dimensões, o novo torpedo Fizik também carrega uma “ogiva mais poderosa e um sistema auto-guiado perfeito”.

Segundo a fonte, o novo torpedo mede 7,2 metros de comprimento e pesa 2.200 kg, incluindo os 300 kg ogiva.

O motor do torpedo Fizik utiliza um combustível especial, em vez de oxigênio e água.

Imagem: Plano Brasil

Fonte: Sputnik News