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FAB PÉ DE POEIRA: CINFAI-CLA e BINFAE-RJ formam novos soldados.

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Os militares atuarão na segurança e defesa das unidades FAB

A Força Aérea Brasileira formou, nos dias 6 e 7 de julho, mais de 220 novos soldados oriundos do serviço militar obrigatório. O Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), no Maranhão, e o Batalhão de Infantaria da Aeronáutica Especial do Rio de Janeiro (BINFAE-RJ) realizaram cerimônia militar de compromisso à Bandeira Nacional.

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Maranhão – O Centro de Lançamento de Alcântara (CLA) realizou na manhã de quinta-feira (07/07) a solenidade da primeira turma de soldados do ano de 2016. Ao todo, 19 recrutas se tornaram Soldados de Segunda Classe da FAB e passam a integrar o efetivo militar do Centro, responsável pelo lançamento e rastreios de engenhos aeroespaciais, situado no estado do Maranhão. Amigos e familiares dos novos soldados participaram da cerimônia realizada na Companhia de Infantaria da Aeronáutica Isolada (CINFAI), , em Alcântara.

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Os soldados prestaram compromisso à Bandeira Nacional, ratificando compromissos e deveres com a carreira militar e a Pátria. Após o canto do Hino Nacional, o primeiro colocado da Turma Raptores, Soldado Jorge Maycon Amorim Medeiros e o destaque militar, Soldado Edivaldo de Jesus Silva Filho, receberam do Vice-Diretor do CLA certificados de premiação.

Para José Maria Medeiros, pai do Soldado Maycon, o momento foi marcante. “É muito orgulho pra mim e pra toda família ter um filho aqui na Força Aérea. Passa um filme pela cabeça e aquela emoção na hora do desfile, relembrando o momento em que eu também recebi o brevê em minha formatura”, afirma o 2º Sargento Medeiros, que serve na Polícia Militar do Maranhão (PMMA) há 28 anos.

Amigos e familiares fixaram as insígnias na farda dos novos militares, que depois desfilaram em continência à Bandeira Nacional. Em seu discurso, o Diretor do CLA, Coronel Aviador Cláudio Olany Alencar de Oliveira, relembrou a trajetória da Turma Raptores. “Nesses últimos quatro meses foi um desafio diário torná-los aptos a desempenharem com desenvoltura as atividades de guarda e segurança de nossas instalações. Foram 120 dias de intenso treinamento, dedicação, aprendizagem e superação, por fim, o sétimo dia do mês de julho marca a vitória de cada um, que remete a transição de recrutas para soldados”.

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Rio de Janeiro – O Batalhão de Infantaria da Aeronáutica Especial do Rio de Janeiro (BINFAE-RJ) formou 208 soldados na terça-feira (06/07), em cerimônia de compromisso à Bandeira Nacional realizada no pátio do Terceiro Comando Aéreo Regional (III COMAR). Os militares atuarão na segurança e defesa das unidades do Rio de Janeiro.

A formatura foi presidida pelo Comandante do III COMAR, Major Brigadeiro do Ar José Euclides da Silva Gonçalves. Os formandos apresentaram um diferencial na Ordem Unida e também entoaram a canção do BINFAE-RJ.

Uma das instruções ministrada aos jovens foi o Exercício de Campanha, que colocou os recrutas à prova durante o curso de formação. Os 208 formandos permaneceram acampados, com a finalidade de aprender técnicas de sobrevivência, maneabilidade e progressão no terreno e marchas.

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Nesse curso se destacaram os Soldados Maurício dos Santos Silva, primeiro colocado da turma, e João Pedro Barbosa dos Santos Silva, eleito pelos companheiros de turma e instrutores como “Soldado Padrão”, pela sua exemplar conduta militar e espírito de corpo.

Durante a cerimônia militar o Comandante do III COMAR deu as boas-vindas aos novos militares e lembrou do momento em que as atenções de todo o mundo estão voltadas para o Rio de Janeiro. “A poucos dias inicia-se os Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016, um sonho de milhares de brasileiros, e a Aeronáutica está presente para cumprir as missões delegadas a ela, como o controle do espaço aéreo, a defesa e segurança das unidades e seus entorno e a recepção das delegações e chefes de estado nas nossas bases aéreas. A formação dos senhores também foi pensada nesse contexto, já que esperamos de vocês dedicação e comprometimento para guarnecer nossos quartéis no rio de janeiro, enquanto outros soldados, mais experientes, operam nas demandas dos jogos”, acrescentou o Major-Brigadeiro Euclides.i167810124487223

O Curso – O Curso de Formação de Soldados é o primeiro realizado pelos jovens incorporados por meio do serviço militar obrigatório. O objetivo é a preparação dos jovens civis recrutados para o Serviço Militar Inicial, formando Soldados de Segunda Classe da Aeronáutica e capacitando-os para o desempenho das atividades inerentes ao Grupamento do Serviço Militar do Quadro de Soldados (QSD).

A instrução ocorre uma vez a cada semestre e tem a duração de quatro meses. Durante o curso os jovens têm atividades nos campos do conhecimento, conduta militar, ordem unida, armamento, munição e tiro, segurança militar, hinos e canções, atividade de campanha, treinamento físico, entre outras atividades. Anualmente, mais de sete mil jovens em todo país ingressam na Força Aérea pelo recrutamento.

Fonte:FAB

CINFAI= Companhia de Infantaria da Aeronáutica Isolada

BINFAE= Batalhão de Infantaria da Aeronáutica Especial

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Vídeo: Lançamento global do KC-390 na Farnborough 2016

 

https://www.youtube.com/watch?v=OkRRUZbeSwM

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Projeto alternativo russo ao Classe Mistral francês

O projeto é do Escritório de Design Neva de São Peterburgo, que criou este navio de assalto anfíbio como uma alternativa ao porta-helicóptero francês Mistral.

Apresentado no fórum técnico-militar de 2015 que aconteceu em Moscou Kubinka, deslocará 14 mil toneladas com velocidade máxima de 22 nós e medirá 165 metros de comprimento com autonomia para 60 dias de mar.

Com capacidade para alojar até 500 homens, podendo operar oito helicópteros Kamov Ka-27 e Ka-52, com espaço para acomodar entre 40 e 60 veículos militares.

A previsão inicial era de que sua construção poderia começar em 2016/18.

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Antonov AN-178 perspectivas na Índia e China

E.M.Pinto

Começa a se desenhar um horizonte mais promissor para a companhia Ucraniana Antonov, que vai a feira britânica de aviação Farnborough 2016 com uma perspectiva de alçar  novos voos rumo a novos horizontes.

A empresa ucraniana busca renascer após a sentida queda em suas receitas, seguida de perda de seu capital intelectual em decorrência da guerra civil e dos entraves com aquele que era o seu maior parceiro comercial, a Rússia.

A recusa da Ucrânia em cooperar com a Rússia nos campos militar, científico e técnico, resultou num penoso processo de desindustrialização do país que levará décadas para se restabelecer. Em 2014 a Antonov relatava a perda de cerca de 50 de seus funcionários por dia a partir de outubro, este número se estabilizou em 2015 para uma cadência mensal que só viria a ser saneada em 2016.

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A aeronave é baseada nos seu primo menor o An-158 (An-148-200) e terá aviônicos semelhante ao An-148

A grande maioria de seus funcionários tiveram como destino certo a China, a qual abarcou cerca de 60 % do capital humano, seguido da Europa com 18% e Rússia com 15%. Em 2016 a situação se estabilizou e a empresa passou por uma reestruturação.

Neste contexto em 07 de Abril de 2016 a companhia indiana Reliance Defesa Limited e a estatal ucraniana assinaram um memorando de cooperação com o propósito de oferecer ao mercado da indiano aeronaves de finalidades diferentes para o mercado civil e resgate, baseadas no AN- 148 / AN- 158 aeronaves. O acordo de parceria prevê no seu escopo o fornecimento de benefícios de qualidade e solução de baixo custo para as aeronaves de 50-80 lugares.

Mas não é só no mercado civil que o fabricante ucraniano enxerga um horizonte promissor no seu parceiro indiano. No mercado internacional o An-178 é proposto para substituir aeronaves ultrapassadas como o Antonov An-12, Antonov An-26 e Antonov An-32 dos quais a IAF é atualmente uma importante operadora.

Aeronaves Antonov servem a cerca de cinco décadas na Força Aérea e Marinha Indiana. Só para se ter uma ideia, a IAF possui em operação  mais de 100 An- 32 que recentemente completaram a última atualização de seu ciclo de vida e numa oportunidade aberta pela indefinição do programa MTA (UAC-HAL-214), a Antonov projeta a oportunidade de emplacar um importante contrato de fornecimento de aeronaves militares.

Isto porque o interesse indiano pelo An-178, a mais recente aeronave cargueira da Antonov tem crescido. O programa ainda está em desenvolvimento porém a aeronave se enquadra no perfil desejado pela IAF (cargueiro médio) e até mesmo pela INS (Aeronave de busca e salvamento).

O cargueiro ucraniano foi lançado em maio de 2015, após o voo teste de uma hora. O Antonov An-178 é uma aeronave de transporte militar de médio porte, projetada para operações em pista curtas e despreparadas. A aeronave é baseada nos seu primo menor o An-158 (An-148-200) e terá aviônicos semelhante ao An-148, além da variante dos motores Progress D-436-148 FM.

Por esta razão compartilha inúmeros itens de série, além das suas capacidades. Este compartilhamento é atrativo frente à cadeia logística que se instalaria na Índia para suprir as aeronaves civis (An-158 e An-148) e militares caso a escolha pela versão militar venha a se concretizar. A plataforma ainda poderia servir de base para outras versões como aeronave ISR e reabastecedora aérea se fosse de interesse indiano.

As capacidades técnicas da aeronave tem chamado a atenção de analistas militares Indianos e Chineses. O An-178 pode voar sem restrições no teto de serviço de 13.000 m, a uma velocidade de cerca de 800 km por hora. A aeronave e projetada para transportar uma carga útil de 18 ton, com capacidade para transportar um veículo blindado de transporte pessoal ou 99 tropas em seu porão de carga pressurizado.

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Infográfico destacando as capacidades operacionais da Aeronave Ucraniana.

O cargueiro possui alcance de 4.000 km para uma carga útil de 10 ton. A aeronave é muito menor que o Il-76MD e Y-20 e por esta razão possui igualmente um menor custo operacional o que lhe dá maior flexibilidade para voar missões táticas e de socorro para regiões subdesenvolvidas, como o Nepal e Himalaia alternativamente aos grandes cargueiros em 70% das missões.

Com relação a China o comparativo claro e óbvio demonstra a sua elegibilidade para as funções almejadas pelo PLA, o An-178 é cerca de 33% mais rápido que o turboélice Y-9 cargueiro tático contemporâneo Chinês. Porém o que o torna notável para a China é a eventual possibilidade da aeronave vir a ser produzida sob licença em solo Chinês. O que pode vir a se concretizar uma vez que a Jiangsu A-Star Aviation Industries Company (A-Star) uma empresa chinesa sem qualquer relação com estatais AVIC ou COMAC, iniciou em maio as conversações com a empresa ucraniana a respeito da produção licenciada do An-178 na China, há ainda a possibilidade de compra direta de dois An-178 da Ucrânia par avaliações e teste.

A negociação ainda não foi finalizada e nem tampouco é claro o interesse do PLA, PLAAF ou PLAN pela aeronave, uma vez que o Y-9 segue para a linha de produção em massa. Entretanto, a A-Star está de olho no potencial mercado para esta aeronave no Kazaquistão, Uzbequistão, Paquistão, Indonésia e pelo menos seis  outros países asiáticos que podem se tornar potenciais clientes deste avião.

O interesse chinês (A-Star) no An-178,  se destaca por duas razões:

1- Se for bem sucedida, a parceria entre Antonov e A-Star na construção e venda da versão militar ao PLA, PLAAF e PLAN, esta iria quebrar o monopólio das estatais de defesa AVIC e NORINCO como fornecedores do PLA. Para alguns analistas há riscos de uma empresa inexperiente vir a produzir um cargueiro de 60 ton, por outro lado há uma disposição da Antonov em correr esse risco e vender o An-178 para os compradores estrangeiros como China, um mercado promissor. Pesa a favor da Antonov o seu portfólio  frente as autoridades Chinesas. Os ucranianos forneceram consultoria nos dois mais bem sucedidos programas de aviação chineses da atualidade, no Cargueiro Y-20 e no  Y-9.

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EM 7 de Maio as autoridades chinesas da A-STAR estiveram na Ucrânia para assinar memorandos de entendimento com Antonov.

 

2- Outra razão é que, além de uma melhor capacidade de carga e maior velocidade, o cargueiro tático ucraniano possui uma relação mais eficiente de combustível por cargas/voo, estas capacidades são melhores que as do Y-9 que já foi apresentado nas versões AWACS, Patrulheiro Naval, Guerra eletrônica, Comando aéreo e Posto de Guerra psicológica. No entanto é inegável que a aeronave ucraniana enfrentará muitos obstáculos dentro do mercado chinês, especialmente agora que o PLA avalia o uso de células civis como o  COMAC C919 para estas funções.

 

Seja como for, a Antonov vai a Farnborough demonstrar o seu cargueiro e se conseguir emplacar nos mercados Indianos e Chineses mergulhará profundamente no mercado asiático e assim conseguirá contrabalançar as perdas advindas da falta de encomendas da Rússia, podendo alcançar um mercado que por hora é disputado por basicamente três aeronaves, o C-130J (EUA), Y-9 (China) e KC-390 (Brasil).

Vídeo Promocional da Antonov na Farnborough: 2016

 

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Raytheon apresenta o T-100 e dá pistas sobre o que pode vir a ser o substituto do A-10

T100Tradução e adaptação: E.M.Pinto

Verificou-se no show aéreo de Farnborough nesta terça-feira que a Força Aérea dos Estados Unidos está declaradamente ponderando a ideia de usar o seu novo treinador T -X como uma aeronave de ataque e até mesmo como um substituto para o seu A-10  Warthog.

Falando em uma coletiva para apresentação de sua oferta para o programa T-X, o  Vice-Presidente de Iniciativas Estratégicas da Raytheon, Daniel Darnell disse que a Força Aérea pode  estender o uso da sua nova aeronave para além de treinamento de pilotos.

” Eles deixaram claro para a indústria que seria bom se houvesse alguma acomodação para reabastecimento, e o avião poderia ser usado como aeronave de ataque e / ou um substituto para o A-10 “,disse ele . ” Não é um requisito . “

Fonte: Defense News

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Marinha firma contrato com a FT Sistemas para aquisição de um Sistema de Aeronaves Remotamente Pilotadas (SARP)

A Marinha do Brasil assinou contrato com a FT Sistemas para a compra de um SARP FT-100 – certificado pelo Ministério da Defesa como PED (Produto Estratégico de Defesa). Os equipamentos serão utilizados pelos Grupamentos Operativos de Fuzileiros Navais em missões de monitoramento e vigilância.

Essa é a primeira negociação que a FT Sistemas firma com a Marinha, já tendo contratos com o Exército, além de ter desenvolvido tecnologia de navegação e controle para a Aeronáutica. Para o presidente da FT Sistemas, Nei Brasil, essa parceria é de grande importância, pois consolida a presença da companhia nas Forças Armadas Brasileiras.

“Nós somos pioneiros nesse segmento e, hoje, praticamente, a única empresa a atender as três Forças. Isso demonstra a seriedade e a capacidade da FT Sistemas para desenvolver aeronaves remotamente controladas. Também nos credencia, fortalecendo nossa atuação nos mercados interno e externo”

As aeronaves do Sistema FT-100 possuem propulsão elétrica, podendo ser lançadas com a mão. Com envergadura de 2,7 metros, comprimento de 1,9 metros e pesando em torno de oito quilos, essas aeronaves podem ser usadas em missões militares, de governo e também em projetos privados.

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Com essa venda, a FT Sistema terá aeronaves na Marinha e no Exército, à disposição das Forças Armadas para atuar nas missões de monitoramento e vigilância do País.

“É um orgulho para nós estar presente em operações tão relevantes para o Brasil. Isso só reforça nossa missão de contribuir para o desenvolvimento e autonomia tecnológica do país”, conclui Brasil.

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Nota: A FT Sistemas foi fundada em 2005 com a premissa de desenvolver VANTs (Veículo Aéreo Não Tripulado) Táticos Leves para o Brasil e para o mundo, diretamente da sede da aviação nacional, em São José dos Campos.

Com foco no mercado civil e militar, a FT tem posição estratégica para o estabelecimento de programas de desenvolvimento tecnológico no país, já tendo participado dos principais programas e projetos brasileiros de Aeronaves Remotamente Pilotadas capitaneados pelo Ministério de Defesa.

A empresa vem investindo no desenvolvimento de sistemas críticos de navegação e controle, e, em novos produtos e soluções. Para isso, conta com uma equipe de profissionais vindos das mais importantes entidades de formação de pessoal técnico no ramo aeronáutico e de sistemas, como: Instituto Tecnológico de Aeronáutica-ITA, USP-São Carlos, PUC-RS e Instituto Militar de Engenharia-IME.

Com atuação de destaque nacional na área de Aeronaves Remotamente Pilotadas, foi homologada pelo Ministério da Defesa como uma Empresa Estratégica de Defesa-EED, através da Portaria no 3.228/2013 MD, transformando-se, portanto, na empresa nacional fornecedora destes equipamentos para as Forças Armadas. Para mais informações, visite www.ftsistemas.com.br.

Fonte: Press Agency – Rossi Comunicação

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Vídeo: Su-34 durante exercícios no sul da Rússia

 

Os pilotos do regimento do Distrito Militar do Sul da Rússia realizaram em meados de Junho, exercícios de treinamento para aperfeiçoar as técnicas de controle do bombardeiro Sukhoi Su-34.

Aeronave polivalente, amplamente usada durante a campanha militar russa na Síria, não só é capaz de atingir alvos em terra, mas também mar e ar, com o seu vasto inventário de armas.

 

https://www.youtube.com/watch?v=tITNFWRpaqE

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Conflitos e Historia Militar Destaques Geopolítica Opinião

12 de Julho de 1941: Selada aliança entre Reino Unido e União Soviética

Joseph Stalin

12 de julho de 1941 é assinado em Moscou o acordo entre a URSS e a Grã-Bretanha, é dado inicio a uma ação conjunta na guerra contra a Alemanha nazista.

O documento estabeleceu as bases para a formação da coalizão anti-Hitler (na terminologia anglo-americana Grande Aliança) – uma união político-militar dos Estados e dos povos que lutaram na Segunda Guerra Mundial contra a agressão do bloco militar fascista da Alemanha, Itália, Japão e seus satélites. O núcleo da coalizão, sua força principal foram a URSS, Grã-Bretanha e os Estados Unidos.

Quando as tropas alemãs invadiram a União Soviética, em 22 de junho de 1941, o primeiro-ministro britânico Winston Churchill declarou que não estava surpreso com o rumo dos acontecimentos: ele próprio já tinha advertido Stalin e outros sobre essa possibilidade.

Winston Churchill: “Hoje, às quatro horas da manhã, Hitler atacou e invadiu a Rússia. Isso não foi nenhuma surpresa para mim, pois eu já tinha advertido Stalin de maneira explícita e clara sobre o que ocorreria. Eu o adverti do mesmo modo como já advertira outros antes. Hitler é um monstro maligno, insaciável na sua sede de sangue e de pilhagem. É por isso que esse filho sanguinário da sarjeta está mandando agora seus exércitos blindados a uma nova missão de carnificina, de saque e de destruição”.

Abandonando a política britânica anterior de apaziguamento, o primeiro-ministro ressaltou publicamente sua intenção de “destruir Hitler e todos os vestígios do regime nazista”. Nada mais consequente, portanto, que a assinatura do tratado de aliança soviético-britânico, no dia 12 de julho de 1941, com o compromisso de apoio recíproco contra a Alemanha de Hitler.

Modificações territoriais só com aprovação dos povos

O tratado representou também uma mudança na estrutura das alianças internacionais. Isso desagradou sobretudo aos Estados Unidos, que viam ameaçada a futura ordem global de paz sob liderança sua e do Reino Unido, como era almejada pelo presidente americano Franklin D. Roosevelt.

O chefe de Estado americano convidou Churchill para um encontro secreto, sem a participação soviética, em alto-mar, diante da costa canadense de Terranova – desprezando de forma demonstrativa a ameaça à navegação marítima por parte dos submarinos alemães.

Após quatro dias de negociações, os dois estadistas divulgaram em 14 de agosto uma declaração final sobre os princípios “para um futuro melhor do mundo”, conforme afirmava textualmente a chamada Carta Atlântica.

No auge dos triunfos bélicos da Alemanha nazista na Europa, o documento exigia que se abrisse mão de modificações territoriais sem a aprovação voluntária dos povos afetados, defendia o direito de autodeterminação dos povos, principalmente na escolha dos seus regimes governamentais e propagava a igualdade de direitos no acesso ao comércio mundial e às matérias-primas.

Até que fosse constituído um sistema duradouro de segurança, Roosevelt e Churchill pronunciaram-se conjuntamente pela “eliminação definitiva da tirania nazista”. Eles consideraram necessário o desarmamento de todos os países agressores que representassem uma ameaça para os seus vizinhos.

Marco para entrada dos EUA na guerra

A Carta Atlântica, que era composta de oito pontos, foi inicialmente apenas uma declaração de intenções sobre as metas conjuntas de guerra e paz – sem um compromisso assegurado pelo direito internacional. Ela também não levava em conta os interesses especiais da União Soviética, que só a assinou com ressalvas, em setembro de 1941.

Permaneceu em aberto, além disso, a criação de uma organização internacional de segurança. Em face de fortes correntes partidárias de um isolamento americano, Roosevelt considerava impossível impor tal conceito dentro dos Estados Unidos, que formalmente ainda continuavam sendo neutros.

Apesar disso, a declaração final do encontro entre Roosevelt e Churchill representou um decisivo marco político-moral para a entrada dos EUA na guerra. Depois que o Japão atacou a base americana de Pearl Harbor, no Oceano Pacífico, Roosevelt pôde requerer ao Congresso que declarasse oficialmente o estado de guerra contra o Japão: Solicito ao Congresso uma declaração de que, desde o ataque infundado e covarde do Japão a 7 de dezembro de 1941, os EUA encontram-se em estado de guerra com o Império Japonês.

Durante a guerra, só no papel

Como resposta, seguiu-se no dia 11 de dezembro a declaração teuto-italiana de guerra contra os Estados Unidos, que entraram assim definitivamente na Segunda Guerra Mundial, lutando contra as potências do Eixo. Pouco depois, a 1º de janeiro de 1942, uma aliança bélica de 26 países, constituída por iniciativa americana, aderiu aos princípios da Carta Atlântica, que se tornou assim uma parte importante da propaganda de guerra dos Aliados.

A sua realização prática, contudo, foi deixada propositadamente de lado, a fim de não estorvar os esforços militares conjuntos. Até março de 1945, outros 21 países aderiram a essa chamada Declaração das Nações Unidas.

Após demorados acertos sobre uma ordem internacional de paz, a Carta Atlântica foi incluída finalmente no catálogo das metas e princípios da Carta das Nações Unidas, de 26 de junho de 1945. Por isto, pode-se afirmar com razão que o seu conceito e a sua organização de um sistema coletivo de segurança originou-se, no fundo, da coalizão internacional contra as potências do Eixo.

Fonte: DW

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China Conflitos Geopolítica

Pequim perde para Filipinas ação sobre o Mar do Sul da China

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Imagens- Plano Brasil

A CPA (Corte Permanente de Arbitragem) de Haia, na Holanda, favoreceu as Filipinas na disputa com a China pelo controle de atóis e recifes de posicionamento estratégico no Mar do Sul da China.

Segundo os magistrados, o governo de Pequim não tem base legal para reclamar o controle da região.

Ainda de acordo com a decisão, 90% das águas do Mar do Sul da China que são reivindicadas por Pequim na verdade são internacionais.

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O governo chinês respondeu, por meio de representantes diplomáticos, que “não aceita ou reconhece” a sentença. Ainda de acordo com nota publicada pela agência estatal chinesa “Xinhua”, o país “indicou múltiplas vezes que a CPA, a qual compareceu de forma unilateral o governo filipino, não tem nenhuma jurisdição.

Essa é a primeira vez que o tribunal, respaldado pela ONU (Organização das Nações Unidas), se pronuncia sobre o caso, cujas proporções vem aumentando nos últimos anos.

Especialistas acreditam que a sentença deve ampliar a tensão diplomática para que Pequim desacelere sua expansão militar nesta área sensível, em curso desde 2013.

A região se trata de uma significativa reserva de gás natural e petróleo e também está sendo disputada por outras nações da região, como Vietnã, Malásia, Brunei e Taiwan.

Fonte: R7

 

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A Índia acordou arrendar à Rússia um segundo submarino militar, informou na terça-feira (12) o jornal russo Kommersant.

K-322 KashalotMais cedo, a mídia disse que se trata do submarino K-322 Kashalot, construído em 1998 que está incorporado na Frota russa do Pacífico.

Segundo o Kommersant, se a Marinha indiana escolher este submarino, a prontidão militar da Rússia não ficará prejudicada. A Marinha da Rússia está atualmente equipada com submarinos Kalmar, 949 Antei, bem como com porta-mísseis do projeto 955 Borei (armados com mísseis balísticos intercontinentais).

Segundo o jornal, a Índia quer modernizar o submarino e isso diz respeito não somente à adaptação do equipamento aos sistemas usados pelos marinheiros indianos, mas também ao armamento.

“Em particular, em vez dos mísseis Club-S fornecidos no âmbito de contratos de exportação, o submarino receberá sistemas de lançamento de mísseis antinavio ultrassónicos BrahMos (um projeto conjunto da empresa russa e do Ministério da Defesa da Índia”, informou o Kommersant.

Em 2012 a Índia arrendou por 10 anos o submarino Nerpa. Na Índia, o submarino obteve um novo nome – Chakra.

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O jornal destacou que, primeiramente, a Índia queria arrendar o submarino polivalente Yasen, mas como na Marinha russa há somente um submarino deste tipo, a Rússia recusou exportar a nova tecnologia.

Tendo em conta todos os trabalhos necessários para modernizar o submarino, espera-se que o segundo submarino russo seja colocado ao serviço da Marinha indiana somente em 2019-2020.

Fonte: Sputinik News

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Rússia planeja vender mais de 120 helicópteros Mil Mi-28NE e Mi-35M helicópteros até 2018

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Mil Mi-35M (AH-2 “Sabre”) da Força Aérea Brasileira. Foto: Esquadrão Poti

Tradução e adaptação: Tito Lívio Barcellos Pereira

A Rosvertol da Rússia, fabricante de helicópteros militares e comerciais, planeja fornecer a clientes nacionais e estrangeiros cerca de 120 helicópteros de ataque Mil Mi-28NE e helicópteros multifuncionais Mi-35M em 2016-2018, disse a empresa em seu relatório anual para 2015.

Mil Mi-26T da Força Aérea Mexicana Foto: Picssr
Mil Mi-26T da Força Aérea Mexicana
Foto: Picssr

Segundo o relatório, a Rostvertol, que faz parte da empresa “Russian Helicopters”, entregou 14 helicópteros de carga pesada Mil Mi-26 em 2012-2014 e seis destes modelos em 2015, tendo encomendas estrangeiras para helicópteros modernizados Mi-26T2 em 2016-2018.

“helicópteros de ataque Mi-28NE e helicópteros multifuncionais Mi-35M estão em constante procura nos mercados interno e externo: cerca de 140 unidades foram entregues em 2012-2014, e 28 helicópteros foram entregues em 2015. O volume esperado de entregas para 2016-2018 podem ascender a mais de 120 helicópteros, “o relatório, obtido pela agência de notícias RIA Novosti.

Mil Mi-28NE da Força Aérea Argelina Foto: Pininterest
Mil Mi-28NE da Força Aérea Argelina
Foto: Pininterest

O Mi-28NE é um helicóptero altamente eficaz de nova geração, projetado para missões de combate em qualquer circunstância. O helicóptero é projetado para tomar parte em operações contra tanques, veículos de combate de infantaria e veículos blindados, entre outros alvos.

Mil_Mi-35MO Mi-35M é um helicóptero de ataque multifunção moderno, equipado com a mais recente tecnologia de navegação e aviônica, capazes de operar em altas temperaturas e em terreno montanhoso. Ele pode também ser usado para evacuação médica e transporte.

Fonte: Defencetalk