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FAB PÉ DE POEIRA: Aeronáutica e Agências de Segurança fazem treinamento no Aeroporto do Galeão.

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Objetivo foi colocar em prática o planejamento e as ações de resposta em um cenário crítico visando aos Jogos

No próximo domingo, dia 24 de julho, o esquema de segurança voltado para os Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016 (JO2016) começará a operar na cidade do Rio de Janeiro. Na terça-feira (19/07), as Forças de Segurança e Defesa que atuarão no RIOgaleão /Aeroporto Internacional Tom Jobim fizeram um exercício integrado de enfrentamento a ameaças externas. O objetivo foi colocar em prática o planejamento e as ações de resposta em um cenário crítico.

“Nosso exercício simulado visa, cada vez mais, ampliar os laços operacionais, identificando possíveis desvios de protocolo, para que a gente consiga os alinhamentos corretos para o evento que se aproxima”, disse o delegado da Polícia Federal (PF), Fábio Andrade.

Durante o treinamento, militares das Força Aérea Brasileira (FAB), Polícia Militar do Rio de Janeiro (PMRJ) e Polícia Federal (PF) circulavam pelo sagão de embarque e desembarque e o acesso aos terminais do aeroporto fazendo policiamento ostensivo. Duas malas abandonadas foram encontradas no sagão do terminal 2. A situação real serviu para que os protocolos fossem colocados em prática pelos agentes de segurança.

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“Foi bom para que nós todos interagíssemos ao mesmo tempo e entendêssemos a dinâmica do aeroporto, seguindo os protocolos. Na realidade fica muito melhor você desenvolver um trabalho em conjunto e nós conseguimos realizar isso, pois testamos e vimos a necessidade da vigilância eletrônica, o tempo de resposta e o eventual acionamento de contigência de outra força de defesa”, afirmou o delegado da PF.

Cerca de 1.200 profissionais atuaram no treinamento. Da FAB, foram 350 militares envolvidos. E a partir do dia 24 de julho, a Aeronáutica contará com 500 militares atuando em cooperação ao serviço de segurança pública.

 “A atuação das tropas que foram convocadas, tendo em vista uma solitação do governador, tem por objetivo complementar o serviço de segurança pública. Para a Força Aérea cabe o apoio na área do aeroporto, saguão e área externa, além da estrada do galeão e da 20 de janeiro, vias de acesso ao Hopital da Força Aérea do Galeão (HFAG) e ao aeroporto”, concluiu o Coronel de Infantaria Alexandre Okada, Comandante do Batalhão Garantia da Lei e da Ordem (GLO) da FAB.

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Aproximadamente 30 malas são esquecidas diariamente no saguão do aeroporto. A previsão é que com o aumento de voos e passageiros durante os Jogos, esse número tende a aumentar proporcionalmente. Para todos os objetos encontrados os protocolos são realizados a fim de descartar qualquer hipótese de algo suspeito. Durante coletiva de imprensa, o delegado da Polícia Federal deixou um alerta à população.

“Os passageiros podem ajudar muito as forças de segurança tendo mais atenção com seus pertences”, explica o delegado.

O exercício contou também com a cooperação da Polícia Militar, Polícia Civil, Exército Brasileiro, Guarda Municipal, Departamento de Transportes Rodoviários do Rio de Janeiro (DETRO), Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), Receita Federal e funcionários do RIOgaleão.

EMCFA – Pela manhã, o Chefe do Estado Maior Conjunto das Forças Armadas (EMCFA), Almirante-de-Esquadra Ademir Sobrinho, pousou na Base Aérea do Galeão para revista à tropa de Infantaria da Força Aérea Brasileira (FAB) que atuará em missões em área externa e interna do Aeroporto Tom Jobim, no Rio de Janeiro. Acompanhado pelo Comandante do III COMAR, Major-Brigadeiro do Ar José Euclides da Silva Gonçalves, o Chefe do EMCFA conheceu a área e recebeu informações detalhadas de como será a atuação desta tropa, nas missões de Garantia da Lei e da Ordem (GLO), segurança e patrulhamento das vias de acesso ao aeroporto do Galeão, policiamento ostensivo e controle do trânsito.

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Essas ações serão realizadas em apoio aos órgãos de Segurança Pública, como Polícia Federal, Polícias Militar e Civil, Guarda Municipal e a concessionária RioGaleão. No total, 500 militares serão empregados para essas missões em área externa e interna do aeroporto Tom Jobim. Logo após, o CHEMCFA se deslocou para reconhecimento de outras áreas onde as Forças Armadas atuarão com tropas da Marinha e do Exército..

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Fonte: FAB

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Aviação Defesa Destaques Geopolítica Meios Navais Rússia Síria Sistemas de Armas Sistemas Navais Tecnologia

Expedição do “Almirante Kuznetsov” à Síria vai testar helicóptero naval KA-52K Katran

Kamov KA-52K Katran

Principal componente da frota russa, o porta-aviões Almirante Kuznetsov viajará em breve ao litoral sírio no Mediterrâneo. O objetivo da campanha é testar as possibilidades de combate dos novos helicópteros navais russos KA-52K Katran.

As aeronaves baseadas no porta-aviões Almirante Kuznetsov participarão da campanha militar na Síria de outubro 2016 até janeiro de 2017.

“A expedição do Almirante Kuznetsov à Síria permitirá testar porta-aviões nas condições de combate reas pela primeira vez”, explica o editor-chefe da revista “Arsenal Otétchestva” (do russo, “Arsenal da Pátria”), Víktor Murakhôvski.

Teste de fogo

No momento, o Almirante Kuznetsov leva 15 caças Su-33 e Mig-29K, e cerca de dez helicópteros Ka-52K, Ka-27 e Ka-31. O objetivo principal desse grupo militar será o fortalecimento da defesa aérea da Forças Aeroespaciais russas e apoio às tropas do governo sírio.

“Mas não devemos esperar um desempenho especial. Hoje, o principal papel na guerra contra o Estado Islâmico é desempenhado pelas tropas de Assad”, diz Murakhôvski.

Kamov Ka-52 Alligator

As primeiras imagens de uso militar da versão terrestre do helicóptero Ka-52 foram divulgadas na internet em 3 de abril, quando o exército sírio libertou a cidade de El Kariatein na província de Homs.

A versão naval do Ka-52 Katran tem lâminas dobráveis, o que permite realizar trabalhos de manutenção no hangar do porta-aviões, além de sistema de navegação modernizado que facilita voos sobre o mar”, explica Murakhôvski.

Katran e Mistral

Os helicópteros Katran foram desenvolvidos especialmente para os navios de assalto anfíbio tipo Mistral, que a Rússia encomendou da França em 2011. No entanto, devido à crise na Ucrânia o contato para fornecimento de Mistral foi anulado.

Segundo o professor da Academia de Ciências Militares, Vadim Koziúlin, François Hollande foi forçado a anular o contrato de venda de navios Mistral e vendê-los ao Egito devido à pressão da OTAN. Após o recebimento dos porta-aviões, o Cairo comprou 50 modelos de Katran russos.

De acordo com o analista militar do jornal Izvêstia, Dmítri Safonov, os testes com os Katran na Síria são um passo para promover os helicópteros no mercado de armamentos internacional. “Os Katran serão utilizados na Síria, sobretudo para demonstrar ao Egito a capacidade de combate”, diz Safonov.

NIKOLAI LITÔVKIN

Edição/Imagem: Plano Brasil

Fonte: Gazeta Russa

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Conflitos Estados Unidos Geopolítica Opinião

Turquia x OTAN: A geopolítica contra o bom senso

A tentativa de golpe militar na Turquia não deixa a Aliança Atlântica outra opção senão excluir o país da organização escreveu um analista britânico.

Segundo o artigo de Con Coughlin do jornal famoso britânico The Telegraph, a Turquia, desde o momento em que aderiu à aliança militar em 1952, foi vista como um país importante na proteção da Europa de ameaças externas. A proximidade do país a locais de graves conflitos no Iraque e Síria atuais de novo sublinhou a importância deste país-membro da aliança, especialmente no fundo da ameaça do grupo terrorista Daesh (proibido na Rússia e reconhecido como terroristas no Brasil).

Além disso, a posição geográfica importante se tornou a razão para instalação no território turco da base aérea Incirlik que armazena armas nucleares táticas da OTAN.

Ao mesmo tempo, Washington abertamente fala sobre a possibilidade de expulsar Turquia da aliança o que mostra, segundo o autor, toda a seriedade e o grau ao qual as relações entre as partes deterioraram desde os acontecimentos da noite para 16 de julho.

O golpe de Estado, organizado e efetuado por um grupo de militares descontentes, fracassou. Mas muito em breve o presidente turco Recep Tayyip Erdogan iria aplicar outro golpe nos oponentes. A “limpeza” já afetou milhares de militares, agentes policiais, juristas, funcionários da esfera da educação. Tudo isso ainda atingiu os EUA: Washington foi acusado de apoiar rebeldes e Ancara desligou eletricidade na base aérea Incirlik.

Então, a questão é bastante simples: será que OTAN expulsará um membro problemático, mas realmente importante?

O jornal lembra que a situação atual já não é primeira em que a instabilidade política em Ancara força a aliança militar a reconsiderar as relações com o país. Assim, em 1960 na Turquia ficou pendurada o premiê Adnan Menderes o que alarmou muito a Aliança Atlântica.

Todavia, a aliança sempre compreendeu, segundo o analista, que a expulsão da Turquia a faria aproximar Rússia ou dos países do Oriente Médio, por isso sempre deixou passar as suas falhas políticas.

A falta de popularidade do líder turco também não ajuda a situação: muitos políticos europeus lhe responsabilizam pela crise migratória do verão passado (inverno no hemisfério sul) e suspeitam a ligação dele com terroristas na Síria.

Para concluir, ele tira a conclusão de que, se Erdogan não mudar a sua política, ele não conseguirá manter a Turquia na OTAN. Caso contrário, a aliança deveria recusar o seu aliado.

Foto: © flickr.com/ U.S. Department of Defense

Fonte: Sputnik News

 

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Destaques Geopolítica Negócios e serviços Rússia

Governo turco visitará Moscou em 26 e 27 de Julho

A delegação do governo turco visitará Moscou nos dias 26 e 27 de julho, sendo liderada pelo vice-primeiro-ministro Nurettin Dzhanikli.

As negociações devem contemplar o diálogo sobre energia em separado com a participação de representantes do Ministério da Energia da Turquia e o ministro da Energia russo, Alexander Novak.

“De acordo com as informações da Embaixada da Turquia, esperamos uma alta delegação chefiada pelo vice-primeiro-ministro Nurettin Dzhanikli. Recebemos uma nota, na qual aparecem os nomes de vice-primeiro ministro e do ministro da economia”, disse aos jornalistas uma fonte familiarizada com os preparativos da visita.

Foi ressaltado também que os representantes do Ministério da Energia turco podem entrar na composição da delegação, portanto, com a participação de Novak pode haver em separado um diálogo energético.

O vice-ministro do desenvolvimento econômico russo, Alexei Likhachev, por sua vez, confirmou que Moscou está se preparando para realizar tais negociações.

“Nós acordamos que na sexta-feira nós vamos juntar todos os nossos ministérios e dividir as questões em dois blocos: as que vão na linha do desenvolvimento econômico e as que vão na linha energética”, acrescentou.

Foto: © Sputnik/ Aleksei Nikolsky

Fonte: Sputnik News

 

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Tecnologia Vídeo

Vídeo: Rostec vídeo revela conceito de Exoesqueleto e sistemas de Combate para as forças especiais

https://www.youtube.com/watch?v=CwwpqC2FC30

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Conflitos Destaques Opinião Terrorismo

Nova crise existencial da Europa

Shahrokh Heidari – Cartoon Movement

Atos terroristas e incapacidade de serviços secretos escancaram a necessidade de mudanças conceituais na segurança do continente. Futuras eleições em países-membros da União Europeia impõe dúvidas e desafios acerca da unidade do grupo.

A França sofreu mais um ataque terrorista horrível. Desta vez a arma do crime foi um caminhão desgovernado sobre a multidão em Nice em pleno Dia da Bastilha, o mais importante feriado nacional. Há, portanto, um simbolismo duplo aqui: o feriado nacional mais importante da França e uma cidade-resort elegante, a personificação da descontração.

Em março, após as explosões em Bruxelas, o presidente francês François Hollande declarou que o país estava em um estado de guerra. Pensei, na época, que pouco havia por detrás de suas palavras retumbantes. Guerra significaria uma mudança radical de comportamento e a renúncia das atividades habituais.

A reação dos europeus a ataques cada vez mais hábeis é exatamente o oposto. Eles não vão permitir que criminosos os obriguem a renunciar a seus valores de liberdade e seu modo de vida. A frequência dos atos e a óbvia incapacidade dos serviços secretos mostram que, sem reavaliar a os fundamentos da ordem social, será impossível romper com a terrível onda de terrorismo.

A “israelização” da vida, isto é, a submissão da sociedade ao objetivo de garantir a segurança está se tornando inevitável, mas, para isso, seria necessária uma justificativa conceitual para a mudança. Até certo ponto, para Israel é mais fácil viver assim, uma vez que a história do Estado judaico é permeada de guerras com os vizinhos e, portanto, muitas gerações de israelenses praticamente nasceram com a percepção de que segurança é prioridade. Na Europa contemporânea, porém, os princípios que suportam o desenvolvimento da vida são outros.

Vista no contexto dos acontecimentos em Nice, a fanfarra a que a OTAN se prestou vários dias atrás, durante a cúpula em Varsóvia, é um pouco absurda. Com esforço titânico, a aliança decidiu proteger os Estados bálticos e a Polônia da ameaça russa, enviando quatro batalhões para a Europa Oriental, em uma base rotativa. A alegria acerca da ação foi um tanto surpreendente, já que os membros da aliança deveriam supostamente garantir a sua própria segurança sem toda essa cerimônia. E, depois da tragédia em Nice na quinta-feira, a decisão da OTAN se assemelha a uma tentativa de procurar as chaves perdidas sob a luz de uma lamparina.

O fator mais chocante para os europeus é que a maior ameaça vem de dentro. Quase todos os grandes atos terroristas das décadas de 2000 e 2010 foram conduzidos por cidadãos dos próprios países. E as consequências políticas são óbvias: o crescimento da extrema-direita vai continuar. É claro que os receios relacionados ao terrorismo e à migração – para uma parcela dos cidadãos, fonte de perigos – tornaram-se um dos motivos decisivos para o resultado no referendo britânico. Uma série de votações em países-chave ao longo do próximo ano e meio trarão novas surpresas: as eleições presidenciais dos EUA em novembro, e na França, no início do ano que vem, assim como as eleições parlamentares na Holanda e na Alemanha em 2017, e na Itália, no início de 2018. Em todos esses casos, excluindo a Alemanha, há uma chance de que as forças populistas não só se fortaleçam, mas consigam, de fato, chegar ao poder.

Mesmo que isso não ocorra, o cenário político está, de qualquer modo, mais propenso à direita conservadora. O próximo teste será, aliás, as eleições presidenciais na Áustria já em setembro.

Nice não só pode, como deverá influenciar a discussão sobre o futuro da UE, um debate que começou logo após o referendo britânico. Fica claro também que a era da federalização e de “portas abertas” está chegando ao fim. Falar sobre a necessidade de restabelecimento da soberania e do retorno gradual de direitos e oportunidades para os governos locais é cada vez mais aceito de um modo geral. Líder no gabinete de ministros na Europa, a Alemanha, encabeçada por Angela Merkel, insiste nessa solução. No entanto, o impulso manifestado um dia após o referendo britânico pelo ministro das Relações Exteriores alemão, Frank Walter Steinmeier, e seu homólogo francês, Jean-Marc Ayrault, para iniciar o processo de integração intensa, a fim de salvar o projeto europeu, não recebeu apoio algum.

Se a ideia principal é “segurança”, então, delegar as prerrogativas a líderes supranacionais abstratos será um conceito recebido com cada vez mais oposição por cidadãos dos países da UE. Devido ao atual cenário, os cidadãos querem entender quem é responsável por sua tranquilidade. A incapacidade de proteger os nacionais contra a ameaça terrorista traz hoje a mesma sensação que a incapacidade de defender a liberdade e a independência de seu país de um ocupante estrangeiro há 200 anos. Mas a luta contra o terrorismo está deixando de ser algo relacionado a circunstâncias externas.

Não importa o que acontece no Oriente Médio; mesmo se o ‘Califado’ for destruído, isso terá pouca influência sobre o comportamento dos radicais islâmicos na Europa, nos EUA e em qualquer outro lugar. A guerra contra o terror está se tornando particularmente interna, pelo menos, assim se vê no Velho Mundo. A guerra civil nunca é declarada – explode por conta própria. E, ao que parece, já está em curso.

Fiódor Lukiánov

  • Fiódor Lukiánov é editor-chefe da revista Russia in Global Affairs e professor na Universidade Nacional de Pesquisas da Escola Superior de Economia.

Edição/Imagem: Plano Brasil

Fonte: Gazeta Russa

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Conflitos e Historia Militar História Opinião

20 de Julho de 1944: Atentado de Stauffenberg contra Hitler

Em 20 de Julho de 1944, militar liderou um atentado em nome do movimento de resistência ao nazismo, do qual faziam parte vários oficiais. Hitler ficou apenas ferido na explosão da bomba em seu quartel-general.

O conde Claus Philip Maria Schenk von Stauffenberg é um dos principais personagens da conspiração que culminou no fracassado atentado contra Adolf Hitler em 20 de julho de 1944. Nascido na Suábia em 15 de novembro de 1907, Stauffenberg foi um patriota alemão conservador, que a princípio simpatizou com os aspectos nacionalistas e militaristas do regime nazista.

Mas, desde cedo, começou a questionar não só o genocídio de judeus, poloneses, russos e outros grupos da população estigmatizados pelo regime de Hitler, como também a forma, em sua opinião “inadequada”, de comando militar alemão. Mesmo assim, como muitos outros militares, preferiu no começo manter-se fiel ao regime.

Em 1942, junto com seu irmão Berthold e outros membros da resistência, ele ajudou a elaborar uma declaração de governo pós-queda de Hitler. Os conspiradores defendiam a volta das liberdades e direitos previstos na Constituição de 1933, mas rejeitavam o restabelecimento da democracia parlamentar.

Ferimentos na África 

Em março de 1942, Stauffenberg havia sido promovido a oficial do Estado Maior da 10ª Divisão de Tanques, com a incumbência de proteger as tropas do general Erwin Rommel, após o desembarque dos Aliados no norte da África. Num ataque aéreo em 7 de abril de 1943, Stauffenberg perdeu um olho, a mão direita e dois dedos da mão esquerda.

Após recuperar-se dos ferimentos, aliou-se ao general Friedrich Olbricht, Alfred Mertz von Quinheim e Henning von Treskow na conspiração, que passaram a chamar de Operação Valquíria. Oficialmente, a operação pretendia combater inquietações internas, mas, na realidade, preparava tudo para o período posterior ao planejado golpe de Estado.

Os planos do atentado que mataria Hitler foram elaborados com a participação de Carl-Friedrich Goerdeler e de Ludwig Beck. Os conspiradores mantinham, além disso, contatos com a resistência civil. Os planos visavam a eliminação de Hitler e seus sucessores potenciais – Hermann Göring e Heinrich Himmler. A primeira tentativa de atentado em Rastenburg (hoje Polônia), no dia 15 de julho, fracassou.

Explosão causou quatro mortes

Na manhã de 20 de julho de 1944, Stauffenberg voou até o quartel-general do Führer “Wolfsschanze”, na Prússia Oriental. Com seu ajudante Werner von Haeften, ele conseguiu ativar apenas um dos dois explosivos previstos para detonar. Mais tarde, usou uma desculpa para entrar na sala de conferências, onde depositou a bolsa com explosivos ao lado do ditador. Incomodado pela bolsa, Hitler a colocou mais longe de si. A explosão, às 12h42, matou quatro das 24 pessoas na sala. Hitler sobreviveu.

Na capital alemã, os conspiradores comunicaram, por telefone, por volta das 15 horas, convencidos do êxito da missão: “Hitler morreu!” Duas horas mais tarde, a notícia foi desmentida. Na mesma noite, Stauffenberg, Haeften, Quirnheim e Friedrich Olbricht foram executados. No dia 21 de julho, os mortos foram enterrados em seus uniformes e condecorações militares. Mais tarde, Himmler mandou desenterrá-los e ordenou sua cremação. As cinzas foram espalhadas pelos campos.

Fonte: DW

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Estados Unidos Geopolítica Opinião

EUA: Convenção republicana oscila entre rebelião e pragmatismo

Trump fala na convenção republicana: nunca um candidato havia discursado antes de sua nomeação.

Normalmente convenções partidárias americanas são grandes festas destinadas a unir as bases em torno do candidato à Casa Branca. Desta vez, porém, o encontro dos republicanos é marcado pela divisão e quebra de regras.

A Quicken Loans Arena é a casa do time de basquete Cleveland Cavaliers, que acabou de ser campeão da NBA pela primeira vez em 52 anos. Frequentadores assíduos chamam o lugar simplesmente de The Q. A arena é tradicional palco de astros e estrelas, e em agosto haverá show de Paul McCartney e, em setembro, do AC/DC.

Sobre as entradas da arena estão dependurados enormes pôsteres de esportistas exibindo seus músculos e de princesas da patinação em roupas coladas e brilhantes. Há também ditados morais, por exemplo: “No Nordeste de Ohio, você não recebe nada de graça. Tudo é merecido. Você trabalha para ter o que tem.”

Esta semana, um outro astro domina The Q: o elefante, símbolo do Partido Republicano dos Estados Unidos. E como Cleveland também é a terra do Hall da Fama do Rock and Roll, ele aparece segurando uma guitarra. Ao lado, pôsteres de campanha anunciam em letras azuis e vermelhas: “Trump – Pence – Faça os EUA serem grandes de novo!”.

Este ano, os republicanos escolheram Cleveland para coroar seu candidato à presidência dos Estados Unidos. Normalmente, esses encontros de família seguem um script pré-definido nos mínimos detalhes pela cúpula partidária, e os cerca de 2.500 delegados fazem – normalmente – o que eles devem fazer: eles aplaudem os discursos dos figurões e dos ex-presidentes.

Toda essa encenação tem um único objetivo: no fim da convenção, o candidato do partido à Casa Branca é ovacionado pelos delegados e entra na disputa contra o candidato dos democratas fortalecido por uma votação extraordinária e pelo apoio de uma ampla base partidária.

Normalmente é assim. Mas este ano, tudo é diferente.

Apoiadores de Trump conseguiram se impor durante o encontro em Cleveland.

Entusiasmo contido e rebelião

Este ano, o script foi definido por um único homem. Ele é o motivo pelo qual muitos delegados participam da convenção com um entusiasmo contido. Marc Hader, um delegado de Oklahoma, se pergunta como esse “empresário oportunista” se sairia na presidência. Ele está mesmo preparado para todos os desafios?

Alice Butler-Short, uma das fundadoras do movimento “Mulheres por Trump”, não demonstra qualquer dúvida. Ela conta que todas as convenções partidárias são emocionantes, mas que esta é a mais importante da sua vida. Já para Vivian Childs, da Geórgia, o mais importante é que Trump fará algo pela crianças e pela educação. E colocará os Estados Unidos em primeiro lugar.

Muitos republicanos encaram a situação de uma forma bem mais pessimista, e alguns até mesmo viajaram para Cleveland para, no último momento, tentar bloquear a candidatura de Trump. Mas os rebeldes fracassaram. Alguns, como Sondra Ziegler, do Texas, afirmam que as coisas não se deram de forma limpa. Mas ninguém tem provas, e ninguém teria coragem de reconhecer que foi exercida pressão, afirma.

Os adversários de Trump dentro do partido queriam que os delegados fossem liberados para votar como quisessem, sem a obrigatoriedade de se manterem presos aos resultados das primárias em seus estados.

Comediantes e estrelas da TV

Certo é que muitos nomes do alto escalão do Partido Republicano estarão ausentes desta convenção. Por exemplo, os dois ex-presidentes Bush e o ex-candidato John McCain não participarão da coroação de Trump. No lugar dos ausentes entra um time de comediantes e estrelas da televisão.

Jeb Bush, que era pré-candidato, declarou em entrevista ao Washington Post que não vai votar no candidato dos republicanos se este se chamar Donald Trump. Palavras duras para um homem cujo pai e irmão já definiram os destinos do mundo a partir da Casa Branca.

É difícil avaliar o quanto esse debate afetará o egocêntrico Trump. As lacunas na lista de oradores foram espertamente preenchidas com nomes da própria família, como os filhos e, claro, a mulher. É como se ele dissesse: quem tem sua própria família não precisa da família partidária. Realeza em vez de lealdade.

Trump também não está nem aí para o decoro e um certo grau de contenção e respeito às regras da convenção partidária. Nunca um candidato havia discursado antes de sua nomeação. Trump pouco se importou com isso. Já no primeiro dia ele subiu ao palco para apresentar a esposa, Melania. Que foi acusada de plágio poucas horas depois. E de copiar justamente Michelle Obama.

Para a imprensa foi um prato cheio. Já os delegados republicanos pouco se importaram com a história.

Para quem acredita em Trump, ele está livre para fazer qualquer coisa. Essas pessoas perdoam nele as meias-verdades e as mentiras porque querem acreditar nas promessas dele. Ou porque querem, de todas as maneiras, impedir a vitória de Hillary Clinton.

Ou elas são empresários bem-sucedidos e pragmáticos que esperam ter um republicano na Casa Branca num período em que dois, talvez até três juízes da Suprema Corte serão nomeados. Essas posições são vitalícias, já um presidente tem mandato de quatro anos. Mesmo que ele se chame Trump.

Edição: Plano Brasil

Fonte: DW

 

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Aviação China Conflitos Defesa Geopolítica Sistemas de Armas

China lança patrulha de combate aéreo regular sobre o Mar do Sul da China

A Força Aérea do Exército de Libertação Popular da China recebeu ordens de realizar patrulhas de combate regulares sobre o Mar do Sul da China, região que é alvo de intensas disputas internacionais.

Nos últimos meses, navios da Marinha dos Estados Unidos conduziram uma série de manobras provocativas nas águas daquela zona, enquanto bombardeiros americanos B-52 sobrevoaram a região alegando estarem em missões habituais em espaço internacional.

Na sexta-feira passada, a Força Aérea chinesa enviou para o Mar do Sul da China um bombardeiro nuclear estratégico Xian H-6K. Ontem, o porta-voz do Exército de Libertação Popular, Shen Jinke, confirmou que aviões como esse realizarão voos regulares na região, a fim de promover “treinamentos reais de combate” na localidade.

Há alguns dias, o Tribunal Internacional de Haia tomou uma decisão favorável às Filipinas em disputa por águas do Mar do Sul da China, afirmando que Pequim não possuía base legal para reclamar direitos históricos sobre a região. O governo chinês, no entanto, não reconheceu a decisão.

Anualmente, o Mar do Sul da China serve de trânsito para mais de 5 trilhões de dólares em mercadorias. Além de China e Filipinas, também reclamam soberania sobre partes da região Vietnã, Malásia, Brunei e Taiwan.

Foto: © AP Photo/ Xinhua

Fonte: Sputnik News