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Estados Unidos – Um país à beira da desintegração

Os EUA parecem não encontrar paz. Mais uma vez, policiais foram mortos, e cresce a preocupação com novos tumultos e protestos. A ordem habitual do país corre perigo de se esfacelar, opina a jornalista Ines Pohl.

De maneira alarmante, os Estados Unidos parecem ser a prova do quão rapidamente sociedades democráticas podem ficar fora de equilíbrio em um mundo em que as forças centrífugas da globalização rasgam as ordens políticas conhecidas. Um mundo em que as pessoas procuram refúgio no nacionalismo e não conseguem mais encontrar paz no frenesi do mundo digital.

Contextos já não são analisados como deveriam. Em vez disso, culpados são rapidamente encontrados, bodes expiatórios são nomeados. O mundo está dividido em “bem e mal”, em “nós e eles”.

A realidade se tornou estressante, não existem mais respostas fáceis, e uma análise honesta chegará sempre à conclusão de que o mundo rico tem que prover, pois o mundo pobre já não quer mais ficar assistindo pacificamente ao que está acontecendo.

Por isso que nos Estados Unidos, esse país de imigrantes, vem crescendo a agressão entre diferentes culturas, religiões, cores de pele. Por isso, pessoas são diariamente baleadas na rua, estudantes e policiais são mortos a bala. Certamente as liberais leis de armas têm algo a ver com isso. E é verdade que o racismo, que muitos achavam superado, desempenha um papel terrivelmente importante. Ainda.

No entanto, o problema tem mais uma dimensão. A ordem habitual do país corre perigo de se esfacelar. As pessoas já não estão mais dispostas a aceitar as consequências da nova ordem mundial. Políticos não parecem encontrar – junto com instituições, sindicatos, autoridades estaduais, policiais e sociedade civil – soluções credíveis.

Quem viaja pelos Estados Unidos em 2016 encontra um país em fuga da realidade. Isso combina com o fato de que um homem cujo grande sucesso foi celebrado em um reality show se prepara para se tornar o próximo presidente dos Estados Unidos da América.

As pessoas se refugiam em mundos virtuais. As pessoas encenam fotos para o Snapchat, Facebook, Instagram ou outras mídias sociais. Quem viaja por este país pode observar como crianças de um ano posam para foto quando avistam uma câmera. Elas vivenciam adolescentes que, aos sábados, não conversam uns com os outros no bar, mas ficam lado a lado, posando para as fotos que vão diretamente para a internet.

A realidade está se transformando em um palco para a encenação de uma vida que muitas vezes não condiz com a realidade. Há estudos que mostram que, para muitos, a visita ao restaurante, a caminhada na praia, o jantar de família só é “vivenciado” quando as fotos e videoclipes são postados na internet. E isso serve até mesmo para o memorial diante da delegacia de polícia em Dallas, onde as pessoas só começaram a soluçar e se abraçar quando uma câmera foi apontada para elas.

Donald Trump aposta na realidade encenada, incluindo os castelos do sonho em seus campos de golfe, as torneiras de ouro na Trump Tower, a cor artificial do rosto e o cabelo falso. Ele tem que fazê-lo porque lhe falta substância. Ele pode fazê-lo porque aprendeu cedo a seduzir as pessoas. E ele tem tanto sucesso porque muitos preferem sonhar com um mundo passado a trabalhar para um futuro.

Ines Pohl

  • Ines Pohl é correspondente da DW em Washington

Edição/Imagem: Plano Brasil

Fonte: DW

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2030 – Cinco potências militares vão controlar o mundo

O jornal The National Interest tentou prever qual será o equilíbrio entre potências militares em 2030, quando os principais exércitos do mundo se adaptarem às mudanças na natureza das hostilidades.

As opiniões de analistas do The National Interest se baseiam em três critérios: acesso do exército aos recursos nacionais (incluindo a base de inovações), apoio por parte das autoridades e possibilidade de testar inovações no terreno.

Índia

O exército indiano realizou operações contra rebeldes maoístas no país e combateu forças apoiadas por Paquistão no estado de Caxemira. Apesar de ele ter uma boa experiência de combate, ele registra um grande atraso tecnológico em relação a outros exércitos que constituem o Top 5. O país tenta colmatar isso com importações da Rússia, EUA, Europa e Israel, mas ele tem também de desenvolver suas armas introduzindo mais inovação.

França

O exército francês será, num futuro próximo, o exército europeu principal e determinará a política da segurança controlando o aparelho militar do Velho Mundo. O governo apoia fortemente o exército, tentando atrair assim investidores.

Rússia

Após o fim da Guerra Fria, o exército da Rússia teve de efetuar a mudança e reestabelecer o acesso a recursos, aponta o jornal. Durante a recuperação econômica ela tinha beneficiado de um afluxo de investimento. As reformas permitiram a realizar com sucesso as operações militares no Cáucaso.

No futuro, o exército pode ter problemas de acesso às tecnologias militares devido à degradação do complexo militar-industrial soviético que agora começa a recuperar. Entretanto, a importância e a força moral dos efetivos irão permitir ao exército manter sua vantagem.

EUA

Em 2030, o exército norte-americano vai continuar sendo a força terrestre mais poderosa do mundo. Sua capacidade operacional será garantida pelo alto nível de inovação acessível a todos os ramos das forças armadas dos EUA.

Além disso, exército dos EUA mantem hoje “a forma”, o que se está manifestando na “luta contra o terrorismo” no Iraque e Afeganistão durante os últimos 15 anos. Entretanto, esta tensão permanente ameaça provocar o esgotamento dos militares.

China

Tal como o exército norte-americano, o exército da China partilha sua base de recursos com a Marinha e a Força Aérea. A China registou um desenvolvimento espetacular devido a que as forças armadas ganharam acesso a financiamento e inovações, se tornando em uma potência militar moderna em 2000. A dimensão do exército chinês é sua vantagem principal (é o maior do mundo). Entretanto, a falta da experiência de combate é o seu principal ponto fraco.

Edição/Imagens: Plano Brasil

Fonte: Sputnik News