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Programa do míssil MBDA Brimstone II

Sob a fuselagem de uma aeronave Tornado em disparo.

No início de outubro, a MBDA deu um importante passo no programa do desenvolvimento do programa Brimstone 2, com uma série de ensaios objetivando comprovar o desempenho das mais recentes modificações incluídas no sistema de guiagem do míssil Brimstone.

O programa resultará num significativo aumento no envelope de engajamento, com o incremento de mais de 200% na capacidade de tiro “off boresight” e no alcance máximo.

Recentemente, cinco exemplares do míssil, dotados de um sistema de telemetria no lugar da cabeça de guerra, foram lançados para recolher dados com respeito ao desempenho do sistema de guiagem.

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O Brimstone tem sido empregado com sucesso no Afeganistão e, recentemente, foi também utilizado nas operações na Líbia.

 

Fonte: Segurança & Defesa

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Brasil Geopolítica Negócios e serviços Opinião

O Brasil e as “potências emergentes”

José Luís Fiori

Considerar a China uma “potência emergente”, é no mínimo um descuido etnocêntrico ou um grave erro histórico; mas no caso da Rússia, é uma tentativa explícita de diminuir a importância de uma nação que assombra os europeus, desde que os soldados de Alexander Nevsky derrotaram e expulsaram do território russo, os cavaleiros teutônicos germânicos e suecos, na famosa Batalha do lago Chudskoie, em 1242. E que no século XX alcançou em poucas décadas a condição de segunda maior potência econômica, militar e atômica do mundo. Apesar disto, se tornou um lugar comum colocar estes dois países na categoria das “potências emergentes”, ao lado da Índia e do Brasil, e a própria África do Sul acabou sendo incluída na produção midiática do grupo BRICS.

A somatória simples indica que o peso demográfico e econômico destes cinco países é considerável. Juntos, governam cerca de 3 bilhões de seres humanos, quase metade da população mundial, e desde 2003, o crescimento do grupo representou 65% da expansão do PIB mundial. O Produto Interno Bruto destes países já é de cerca de U$ 29 trilhões, ou seja, 25% do PIB mundial, e já é superior ao dos EUA, e da União Europeia, tomados isoladamente, pela paridade do “poder de compra”.

A formação de um grupo de cooperação diplomática e econômica, e a existência de um fluxo comercial e financeiro significativo dentro deste grupo de países  é um fato novo e pode vir a ser a base material de algumas parcerias setoriais, e localizadas, entre todos ou alguns deles. Mas não é suficiente para justificar uma “aliança estratégica” entre estes cinco países que ocupam posição de destaque, nas suas regiões, pelo seu tamanho, território, população, e economia, mas são muito diferentes, do ponto de vista de sua inserção internacional, geopolítica e econômica.

Logo depois da dissolução da União Soviética, e durante toda a década de 90, muitos analistas vaticinaram o fim da grande potência eurasiana. Mas a Rússia já foi destruída e reconstruída muitas vezes através da sua história milenar. Por sua vez, China e Índia controlam um terço da população mundial, possuem 3.200 quilômetros de fronteiras comuns, possuem arsenais atômicos e sistemas balísticos de longo alcance, e já se enfrentaram em várias guerras. Dentro do xadrez geopolítico asiático, China e Índia disputam várias zonas de influência sobrepostas, e possuem algumas alianças regionais antagônicas.

Por sua vez, Brasil e África do Sul compartem com os gigantes asiáticos, o fato de serem as economias mais importantes de suas respectivas regiões, e de serem responsáveis por uma parte expressiva do produto e do comércio da América do Sul e da África. Mas os dois países não têm disputas territoriais com seus vizinhos, não enfrentam ameaças externas imediatas à sua segurança, e não são potencias militares relevantes. Mesmo assim, o Brasil é mais extenso, populoso, rico e industrializado do que a África do Sul,  dispõe de recursos estratégicos, tem capacidade para ser auto-suficiente do ponto de vista alimentar e energético e possui uma importância e uma projeção regional, política e econômica,  dentro da América do Sul, muito maior do que a da África do Sul, dentro do continente africano. E por isto também, o Brasil também tem, no médio prazo, um potencial de expansão pacífica e de projeção internacional de sua influência, muito maior que a dos africanos, e talvez, mais desempedida  ou desbloqueada, do que a dos russos e dos asiáticos.

Nas próximas décadas, o mais provável é que a Rússia tente reverter suas perdas depois do fim da Guerra Fria, e se proponha um imediato retorno ao núcleo central das grandes potências, deixando de ser “potência emergente”. Enquanto a China tende a se afastar de qualquer aliança que restrinja sua ação no tabuleiro internacional, já na condição de quem participa diretamente da gestão econômica do poder mundial. Por sua vez, a Índia não tem nenhuma perspectiva nem projeto expansivo global e deve se dedicar cada vez mais ao seu “entorno estratégico”, onde a expansão da China aparece como sua principal ameaça regional.

Comparado com estes três “países continentais”, o Brasil tem menor importância econômica do que a China e muito menor poder militar do que a Rússia, e que a Índia.  Mas ao mes mo tempo, o Brasil é o único destes países que está situado numa região onde näo enfrenta disputas territoriais com seus  vizinhos, e por isto, é o país com maior potencial de expansão pacífica, dentro da sua própria região. Por último, o Brasil mais do que a África do Sul deve manter e ampliar sua posição de estado relevante, dentro do sistema mundial, mas com pouca capacidade ainda de projetar seu poder fora do seu “entorno estratégico”, durante as próximas décadas.

Somando e subtraindo, a categoria das “potências emergentes” pode gerar  inciativas diplomáticas importantes, mas o mais provável é que este grupo perca coesão e eficácia, na medida em que o século XXI for avançando, e que cada um destes cinco países seja obrigado a tomar o seu próprio caminho, mesmo na contramão dos demais, na luta pelo poder e pela riqueza mundial.

José Luís Fiori, cientista político, é professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro.

 

Fonte: Correio do Brasil

 

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Conflitos Geopolítica

EUA e Israel divergem sobre solução da questão nuclear iraniana

O Secretário de Estado americano, John Kerry, se encontra com o primeiro ministro de Israel,Benjamin Netanyahu. – Foto: Gregorio Borgia/Reuters

Autoridades dos Estados Unidos e de Israel divergiram nesta quarta-feira sobre o programa nuclear iraniano, com o governo israelense pedindo o seu desmantelamento enquanto os norte-americanos sugeriram que a aplicação de salvaguardas poderia mostrar que o programa é pacífico e sem objetivos militares.

O secretário de Estado dos EUA, John Kerry, e o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, deram as declarações num momento em que iniciavam conversações divulgadas ostensivamente como sendo sobre as negociações de paz palestino-israelenses, mas que provavelmente serão ofuscadas pela questão iraniana.

“O Irã não pode ter a capacidade para armamento nuclear, o que significa que eles não deveriam ter centrífugas para enriquecimento, eles não deveriam ter uma planta de água pesada para plutônio, que somente é usada para armas nucleares”, disse Netanyahu a repórteres.

“Eles deveriam se livrar do material físsil e eles não deveriam ter instalações nucleares subterrâneas, que são subterrâneas por um único motivo: para propósitos militares”, acrescentou. O premiê israelense qualificou o programa nuclear do Irã como o problema mais importante para a segurança da região.

O Irã afirma que está enriquecendo urânio somente para produção de eletricidade e para uso médico, não para armas nucleares.

Kerry, cujos assessores estão buscando soluções diplomáticas para o controle da atividade nuclear iraniana, adotou uma posição diferente da exposta por Netanyahu ao sugerir que o Irã poderia demonstrar que seu programa é pacífico aderindo aos padrões internacionais seguidos por outras nações.

“Nós vamos buscar uma iniciativa diplomática, mas com os olhos bem abertos, conscientes de que será vital para o Irã cumprir os padrões que outras nações com programas nucleares seguem, provando que esses programas são de fato pacíficos”, declarou Kerry no início de um encontro com o líder israelense na residência do embaixador norte-americano em Roma.

Seis potências mundiais mantiveram na semana passada conversações com o Irã em Genebra para averiguar se uma solução diplomática poderia ser alcançada, nas primeiras negociações do tipo desde que a eleição do presidente iraniano Hassan Rouhani, em junho, abriu a possibilidade de um acordo após anos de crescente confronto.

REUTERS

 

Fonte: Folha

 

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Conflitos Geopolítica Inteligência

Angela Merkel cobra Obama por suspeita de grampo

Foto:Adam Berry – AFP

A chanceler alemã, Angela Merkel, telefonou nesta quarta-feira para o presidente americano, Barack Obama, após o governo alemão ter descoberto indícios de que ela teve um celular privado monitorado por serviços de espionagem dos Estados Unidos.

Em nota, o porta-voz de Merkel, Steffen Seibert, disse que a chanceler afirmou a Obama que “condena categoricamente” tais práticas, que classificou como “totalmente inaceitáveis”. O comunicado ressalta ainda que a possível espionagem do telefone pessoal de Merkel representa uma “grave quebra de confiança” entre os dois países.

“Entre amigos e parceiros próximos, como há décadas o são a Alemanha e os Estados Unidos, tal monitoramento das comunicações de um chefe de Estado não pode ocorrer”, afirmou.

O governo alemão disse ainda ter solicitado explicações imediatas e abrangentes sobre o caso envolvendo a chanceler, além de ter voltado a cobrar informações mais amplas sobre a atuação dos serviços de inteligência americanos no país.

“A chanceler também expressou sua expectativa de que os órgãos governamentais americanos esclareçam o possível alcance das práticas de escuta telefônica na Alemanha e respondam às perguntas feitas há meses pelo governo federal”, informou o porta-voz.

Segundo o comunicado, o governo também travou conversas com representantes da Casa Branca e do Departamento de Estado americano em Berlim para esclarecer a situação.

No entanto, o governo alemão não deu detalhes dos indícios que apontam para o “possível monitoramento” do celular de Merkel.

O porta-voz da Casa Branca, Jay Carney, confirmou que Obama e Merkel conversaram sobre o assunto nesta quarta. Segundo Carney, o presidente americano garantiu que “os Estados Unidos não estão monitorando as comunicações da chanceler”.

Carney, indicou, além disso, que os Estados Unidos seguem “revisando” a forma e os métodos com os quais operam seus serviços de inteligência no exterior.

A magnitude da espionagem dos EUA a seus cidadãos e a Governos estrangeiros foi revelada há alguns meses através dos documentos divulgados na imprensa pelo ex-analista da CIA e da Agência de Segurança Nacional (NSA) Edward Snowden, atualmente asilado na Rússia.

Essa espionagem gerou mal-estar e protestos entre os Governos de vários países além da Alemanha, entre eles França, México e Brasil.

 

Fonte: Folha

 

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Geopolítica Negócios e serviços

Rússia apela contra bloqueio dos Estados Unidos a Cuba

Proibições foram suspensas por votação na ONU em 2012.

A Duma estatal (câmara baixa do parlamento russo) apelou novamente à comunidade internacional para exigir a suspensão do levantamento do bloqueio dos Estados Unidos a Cuba. Os deputados aprovaram o envio de uma carta para a Assembleia Geral das Nações Unidas, os parlamentos dos países membros da ONU e organizações parlamentares internacionais, destacando a necessidade de suspender as proibições comerciais, econômicas e financeiras da ilha.

Na carta, a Duma reafirma a posição de que “um bloqueio unilateral da República de Cuba estabelecido pelos Estados Unidos em contravenção com a ONU não apenas frustra o progresso da economia cubana, mas também inflige os direitos e interesses legais dos cidadãos da ilha residentes em outros países, assim como seus moradores”.

Os deputados lamentam que a resolução sobre a necessidade de suspender o bloqueio econômico, comercial e financeiro contra Cuba, adotada em 13 novembro de 2012 por maioria de votos na Assembleia Geral da ONU, permanece ignorada pelos Estados Unidos.

 

Fonte: Diário  da Rússia

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Brasil Defesa Destaques EVENTOS Geopolítica Sistemas de Armas

Cruzex Flight 2013

Roberto Valadares Caiafa

Noventa e seis aeronaves, mais de dois mil militares de nove países. É este o cartão de visita da CRUZEX Flight 2013, o maior exercício de guerra aérea da América Latina, programado para acontecer de 4 a 15 de novembro no Nordeste brasileiro. As Bases Aéreas de Natal (RN) e do Recife (PE) vão receber aviões e helicópteros para missões que envolvem desde o combate aéreo entre caças até o salto de paraquedistas de forças especiais, uma das novidades deste ano.

Pela primeira vez, o exercício realizado desde 2002 vai focar unicamente a atividade aérea e contará com a participação recorde de nove países. Argentina, Canadá, Chile, Colômbia, Estados Unidos, Equador, Uruguai e Venezuela, além do Brasil, vão levar para o Nordeste caças supersônicos como os F-16, F-5 e F-2000, aeronaves de grande porte, a exemplo do C-130 Hércules e do KC-767, além de helicópteros, entre eles o AH-2 Sabre, um dos estreantes desta edição.

Mais que uma mostra da perícia de pilotos e tecnologia das aeronaves, a CRUZEX é um grande treinamento sobre como atuar em coalizão, a situação cada vez mais vista nos conflitos modernos em que diversos países atuam juntos em um Teatro de Operações. A consequência mais visível é o predomínio da língua inglesa em praticamente tudo, mas também na forma de planejar e executar as missões. Um dos desafios é atuar com dezenas de aeronaves ao mesmo tempo, nos chamados “pacotes” de missão. Um piloto também precisa estar familiarizado com missões de reabastecimento em voo com aviões-tanque de outros países. E quem está no comando precisa ter total domínio da situação para evitar o “fogo amigo”.

É o que explica o Exercise Director, brigadeiro Mário Jordão, da Força Aérea Brasileira. Ele conta que, seja em uma missão de Air Superiority, quando caças podem atingir velocidades supersônicas em combates que se desenrolam em centenas de quilômetros do espaço aéreo, até um Combat Search and Rescue (C-SAR), situação em que helicópteros voam baixo para resgatar um piloto amigo em território hostil, o padrão adotado durante a CRUZEX é o da Organização do Tratado do Atlântico Norte, a OTAN.

Dois dos participantes deste ano são da Organização, o Canadá e os Estados Unidos, e têm a experiência real de conflitos como as guerras no Afeganistão e no Iraque. Mas isso não quer dizer que a CRUZEX seja só uma aula desses países para os representantes da América do Sul. “Se por um lado eles [os sul-americanos] não têm a experiência, eles têm um valor que é primordial nessa parte de interação, que são as ideias. As pessoas são capazes em todas as áreas do planeta. Muitas vezes a melhor ideia vem da pessoa que você menos espera”, explica o diretor do exercício.

Apesar da decolagem de dezenas de aeronaves juntas roubar a cena, Jordão lembra que a interação entre os países é o mais importante. “Você tem um momento de uma ou duas horas na missão e as outras 22 horas do dia para conversar, para trocar informação. E é nessa hora que a gente aprende. Além disso, teremos ciclos de conversas e aulas setorizadas, para cada tipo de atividade. Com isso, a Força Aérea Brasileira agrega bastante. E não só a brasileira, porque os outros países também estão interessados no que nós estamos realizando”, diz.

Acertou ou não?!

Para a CRUZEX Flight 2013, uma das novidades é um pequeno aparelho que pode ser levado até no bolso dos pilotos. Com o uso de GPS, pela primeira vez haverá o que a direção do exercício chama de “shot validation“. Como em um exercício o lançamento dos mísseis só ocorre de forma simulada, no passado era difícil ter a certeza de “quem acertou quem”. Muitas vezes o resultado era definido “no grito”. “A Força Aérea já passou da fase ‘cachecol no pescoço’, de Barão Vermelho”, nas palavras do brigadeiro. Agora será possível baixar todos os dados obtidos pelas aeronaves para saber, detalhadamente, o que aconteceu lá em cima. Mais que motivar os pilotos, o shot validation é bastante útil para os debriefings, pois o nível do aprendizado aumenta.

No Recife, controladores de tráfego aéreo do Terceiro Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle de Tráfego Aéreo (CINDACTA III) vão monitorar os movimentos das aeronaves e ali, ao vivo, poderão validar os disparos virtuais. Em seguida, já no solo, os pilotos que participaram de uma mesma missão vão se reunir para uma segunda validação. Em uma sala reservada, serão discutidos todos os combates e como aconteceu cada uma das “vitórias”. “Será talvez um dos momentos mais interessantes dessa CRUZEX”. É neste momento que os pilotos poderão aprender muito, entender quais são suas vulnerabilidades e pontos fortes.

Top Gun dá lugar à tecnologia

Se no imaginário popular a CRUZEX é o momento dos pilotos de caça mostrarem o seu talento com manobras radicais em combates a curta distância, como fez Tom Cruise em Top Gun – Ases Indomáveis, a realidade já é bem diferente do filme dos anos 80. Permanece o espírito guerreiro e o alto desempenho dos caças, mas a maior parte dos combates hoje acontece na arena BVR, do inglêsBeyond Visual Range, ou seja, além do alcance visual. Isso significa que muito antes de ver a outra aeronave, os pilotos já se enfrentam em um combate que envolve radares, mísseis de alta tecnologia e técnicas bastante diferentes das simuladas pelo astro de Hollywood.

Nesta guerra aérea do século XXI, os caças atuam em rede por meio do datalink, que transforma esquadrilhas em uma verdadeira rede de computadores. Um F-5EM da Força Aérea Brasileira, por exemplo, pode receber informações de outro sem a necessidade do piloto usar o rádio. Já uma aeronave de ataque A-29, é capaz de compartilhar dados detalhados a respeito de um alvo com outra aeronave. A CRUZEX acaba sendo um teste geral para estas tecnologias, que modificam doutrinas e treinamentos.

Os caças F-16 da Força Aérea dos Estados Unidos (USAF) e da Força Aérea do Chile (FACh), presentes na última edição em 2010 (acima), terão a companhia em 2013 dos Viper F-16 fa Força Aérea da Venezuela, veterana de outras edições da Cruzex. (Foto: Roberto Caiafa).

Muito disso é resultado dos projetos de reequipamento e modernização. O Brasil ainda aguarda a decisão sobre o seu novo avião de caça, mas desde a primeira CRUZEX, em 2002, muita coisa mudou. Os Mirage III, Xavante e F-5E saíram de cena e deram lugar aos Mirage 2000, Super Tucano e F-5 modernizados, além dos aviões-radar E-99, que apesar de não levarem armamentos, têm papel de destaque neste tipo de exercício. E os pilotos do caça de ataque A-1, apesar deste ano ainda participarem com sua versão antiga, já treinam pensando em como vão aplicar essas novidades na versão modernizada, cuja primeira unidade já foi recebida pela FAB, em setembro.

Fonte: Tecnologia & Defesa

 

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Defesa Geopolítica Inteligência

Presidência da República: “Espionagem serve de alerta para Brasil na compra de armas”

untitled“Alerta!”: Brasil só comprará material bélico de países que assegurem o “uso soberano” dos equipamentos.

Marco Aurélio Garcia, assessor especial da Presidência da República para assuntos internacionais, afirma que a espionagem dos EUA sobre as comunicações brasileiras serve de “alerta” para o país nas futuras negociações para compra de armamento bélico.

Ao citar a aquisição de baterias antiaéreas da Rússia por US$ 2 bilhões, efetivada na última semana, ele diz que o Brasil só comprará material bélico de países que assegurem o “uso soberano” dos equipamentos.

Marco Aurélio menciona que as denúncias de espionagem deixaram uma “sombra” na relação entre Brasil e Estados Unidos e que a decisão sobre a compra dos novos caças cabe exclusivamente à presidente Dilma Rousseff.

Ele falou ao UOL e à Folha em 18.out.2013.

Fonte: UOL Mais


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Conflitos Geopolítica

Brasil vai na contramão do mundo e corta investimento em pesquisa e inovação

WTFCLAUDIA ROLLI
DE SÃO PAULO

Os investimentos feitos pelas empresas brasileiras em Pesquisa e Desenvolvimento tiveram retração de 18,3%, segundo estudo da consultoria internacional Booz & Company. Os gastos passaram de US$ 3,7 bilhões para US$ 3 bilhões no período.

A tendência está na contramão do que ocorre no mundo. Os investimentos em P&D cresceram 5,5% em relação ao ano passado e chegaram ao valor de US$ 638 bilhões, segundo estudo com mil companhias de capital aberto – o Global Innovation 1000.

Estão na lista das que mais investem nessa área seis companhias: Vale (95ª posição); Petrobras (119ª); Gerdau (714ª); Totvs (902ª); CPFL Energia (937ª) e Embraer (985ª).

Segundo a consultoria, além de elas perderem posições em relação ao ano passado, a Copel (Companhia Paranaense de Energia), que havia entrado no ranking em 2011, o deixou neste. As seis empresas também reduziram os valores investidos na comparação com os recursos aplicados nesse setor em 2012.

Reportagem da Folha mostrou em setembro que a indústria de transformação brasileira gastou cerca de R$ 12 bilhões em pesquisa, desenvolvimento e inovação no ano passado -o valor é metade dos gastos para pagar tributos (R$ 24,6 bilhões). Os dados são do departamento de competitividade e tecnologia da Fiesp, federação das indústrias paulistas.

RESULTADO X INVESTIMENTO

Um dos pontos destacados em relação aos investimentos globais é que, apesar de as empresas aplicaram mais recursos em P&D (tendência contrária do que ocorreu no Brasil), esses valores mais elevados não garantiram melhores resultados financeiros para as empresas.

Segundo o estudo, essas companhias gastaram 8,1% de seus orçamentos de P&D em ferramentas digitais para aumentar produtividade e viabilizar os processos de inovação.

Entre as mais inovadoras, Apple e Google encabeçam o ranking pelo quarto ano consecutivo. Em terceira colocação, está a Samsung, que tirou a 3M da posição.

A Amazon subiu da décima para a quarta posição. A 3M ficou em quinto lugar, seguida por GE, Microsoft e IBM. A Tesla, que entrou na listagem neste ano, ficou na nona colocação. O Facebook reaparece em décima posição, depois de ficar ausente no ano passado, segundo cita o levantamento.

Por região, as taxas de gastos com P&D aumentaram mais em empresas sediadas na China, com expansão de 35,8% no período entre 2012 e 2013.

Ainda segundo o estudo, 90% dos investimentos globais feitos neste ano nessa área foram de empresas norte-americanas, europeias e japonesas. Apesar das dificuldades econômicas na Europa, o levantamento destaca que os investimentos em P&D nessa região cresceram 4,5%.

Já os investimentos no Japão caíram 3,6% em 2013. “É a primeira vez, desde a recessão de 2008-2009, que uma economia desenvolvida apresentou queda nos gastos com inovação”, destaca o estudo.

Por setor, 65% do total global investido em P&D vieram das indústrias de computadores & eletrônicos, das farmacêuticas e das empresas do setor automotivo.

Fonte: Folha

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Aviões israelenses atacam caminhões com mísseis para Hezbollah

Aviões israelenses atacam caminhões com mísseis para Hezbollah

EPA

Na fronteira entre o Líbano e a Síria, os aviões israelenses abriram fogo e destruíram uma coluna de caminhões com mísseis sírios destinados para os militantes do movimento libanês Hezbollah, escreve o jornal kuwaitiano Aljarida, citando uma fonte em Jerusalém.

A publicação observa que a operação da Força Aérea israelense foi realizada ainda na segunda-feira passada. Não se sabe, no entanto, onde foi realizado o ataque, no Líbano e na Síria.

Fonte: Voz da Rússia

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Defesa Geopolítica

Su-35 ajudará a China na luta por ilhas disputadas

Su-35 ajudará a China na luta por ilhas disputadas

RIA Novosti

Vassili Kashin

A julgar por declarações oficiais mais recentes, o contrato de venda à China de um lote de 24 caças Su-35C poderá vir a ser firmado no final do ano corrente ou nos início do próximo ano. Assim, na melhor das hipóteses, a China receberá os primeiros aviões do gênero já em 2015.

A experiência acumulada na exploração dos Su-30MKK e Su-MK2 permitirá o manejo rápido do Su-35C. Deste modo, até os anos de 2017-2018, o regimento desses aviões estará quase pronto a prestar o serviço militar eficiente.

A Aeronáutica da China é uma das maiores no mundo e a entrada em serviço de 24 novos aparelhos não terá um impacto sensível. Quais, então, serão os objetivos de sua compra? A opinião generalizada de que a aquisição se deva ao eventual acesso aos motores russos AL-41F1C (117C) não resiste a críticas. O propulsor não pode ser copiado com base em estudos da construção do modelo em causa. Mais do que isso, a Rússia fornece motores para os aviões chineses. Se a China precisar de motores para a realização de testes em voo ou a produção de uma parcela experimental dos caças J-20, poderá comprá-los sem problemas.

Uma causa mais substancial seria um desejo de conhecer melhor a construção do avião criado com base no Su-27 soviético, produzido também na China. Mas para a realização de testes será necessária uma pequena quantidade desses aviões. É óbvio que a maior parte dos caças será posto em serviço da Força Aérea e da Aviação Naval. Aqui também existem esferas de seu eventual emprego: uma pequena quantidade de aviões Su-35C pode ser empregada na solução da disputa territorial em torno da ilhas Senkaku.

China não conseguiu copiar motores de aviação russos

Desde o mês de março de 2013, a China procura mudar a tática de ações na zona das ilhas em disputa. Se antes, para a região eram enviadas embarcações sem armas e aviões do serviço de monitoramento marítimo, hoje em dia, o patrulhamento das ilhas está sendo efetuado por navios militares e aviões de combate. Em contrapartida, os caças nipônicos F-15J vão realizando voos regulares de interceptação.

Quinta geração do Su-35S chega ao mercado externo

Nessa “confrontação não armada”, o Su-35C pode vir a ser um meio muito eficiente para demonstrar a seriedade das pretensões territoriais. Além disso, o novo avião tem duas vantagens: um radar potente e a elevada capacidade de manobra. A seu bordo se encontra o radar Irbis-E que permite detectar alvos aéreos à distância de 350-400 km.

Isto significa que, o Su-35C, quando se encontrar no espaço aéreo chinês, poderá controlar a situação sem ser visto. Em virtude disso, os chineses terão a possibilidade de empreender ações antes que a aviação nipônica saiba reagir de forma adequada. Claro que a observação do espaço aéreo na zona das ilhas poderia ser feita por aviões dotados de sistemas de alerta e controle ou por navios. Mas a quantidade desses aparelhos voadores é reduzida e a presença de navios perto da zona costeira é capaz de causar inquietação do adversário.

 No caso de enfrentar caças nipônicos, o Su-35C levará igualmente uma vantagem séria por possuir motores com o empuxo vetorial e a elevadíssima capacidade de manobra. Os aviões chineses poderão amolar a paciência do adversário e demonstrar a sua superioridade sem ultrapassar o limite do admissível.

Os fatos citados e as opiniões expressas são da responsabilidade do autor.

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Livro joga luz sobre guerra sigilosa dos EUA contra o terror

Jornalista americano diz que a CIA se tornou uma organização paramilitar que usa aviões não tripulados para caçar e assassinar indiscriminadamente em nome do combate ao terrorismo.

A campanha contra os inimigos dos Estados Unidos é silenciosa e barata. Os comandantes lutam sem tropa, sentados na frente de computadores nos prédios da CIA (agência de inteligência americana) em Nevada ou no Novo México. As armas são aviões não tripulados, os chamados drones.

“Nos últimos 12 anos, a CIA voltou ao negócio de matar”, diz o jornalista do New York Times Mark Mazzetti, ganhador do prêmio Pulitzer. “Desde os ataques de 11 de setembro de 2001, a CIA se transformou numa organização paramilitar e trava uma espécie de guerra silenciosa.”

Em seu livro The way of the knife, que acaba de ser publicado também na Alemanha, o autor expõe evidências recolhidas em entrevistas com agentes e políticos. Mazzetti fala de um “complexo” que é alimentado pela nova tecnologia dos drones.

“Ele inclui os militares, os serviços de inteligência, assim como companhias privadas mercenárias. Eles criaram em muitos aspectos um novo estatuto que lhes permite matar pessoas em missão secreta”, denuncia.

Mark Mazzetti teme que drones armados também sejam usados pela polícia.

Fronteiras sumiram

As novas estruturas são resultado dos ataques terroristas do 11 de Setembro, nos quais mais de 3 mil pessoas morreram. Com base na legislação antiterrorismo do governo George W. Bush, segundo Mazzetti, passou a ser permitido matar em nome da guerra contra o terrorismo.

“Desde o 11 de Setembro surgiu como que uma espécie mundo novo”, diz o escritor. As fronteiras entre Exército e o serviço de inteligência começaram a se esvair. “Cerca de 60% dos atuais funcionários da CIA foram recrutados após os ataques terroristas de 2001”, completa o jornalista. Muitos desses agentes teriam apenas uma tarefa: caçar e matar pessoas.

O sucessor de Bush, Barack Obama, continuou com essa política − entre outras coisas, com ajuda de um acordo secreto com o governo paquistanês. As áreas do país que fazem fronteira com o Afeganistão são consideradas refúgio de combatentes talibãs. Desde 2004, a CIA tem operado drones na região.

Os aviões não tripulados disparam mísseis contra casas, carros e áreas onde os militares americanos suspeitam que haja radicais islâmicos. Publicamente, o governo paquistanês protesta contra a violação da sua soberania, mas silenciosamente aprova os ataques. “Há indícios de que os EUA obtiveram permissão para os ataques porque eles também eram dirigidos contra os inimigos do Paquistão”, frisa Mazzetti.

Naquela época, os agentes americanos mantiveram em sua mira um líder talibã, Nek Mohammed, a pedido do Paquistão. Em troca, os EUA receberam direito de sobrevoo. Os ataques contra supostos terroristas foram ampliados. As operações com aviões não tripulados contra suspeitos de terrorismo se estenderam ao Iêmen e à Somália.

Carta branca de Washington

Dependendo do país, a inteligência americana recebe uma carta branca de Washington para tais operações. “No Paquistão, por exemplo, a CIA está autorizada a mirar indivíduos ou grupos sem pedir permissão à Casa Branca”, comenta Mazzetti. Em outros países, como no Iêmen, Obama tem maior controle. “Essas operações antiterroristas são agendadas por um grupo de funcionários da Casa Branca e do governo”, relata o autor.

“Entre os ataques com drones menos controversos estão aqueles dirigidos contra pessoas claramente identificadas”, explica. “Mas também há os chamados signature strikes, dirigidos contra pessoas desconhecidas ou grupos que apresentam comportamento suspeito”, observa. “Quando, por exemplo, um grupo suspeito está tentando atravessar a fronteira para o Afeganistão. Então, há uma licença para um ataque.”

Estes ataques são particularmente controversos, especialmente porque causam muitas mortes de civis. Um deles ocorreu em março de 2011 no Paquistão. Cerca de 40 civis foram mortos no ataque de drone sobre um suposto encontro talibã na região do Waziristão do Norte. A reunião, ficou-se sabendo depois, era, na verdade, um encontro tribal ao ar livre.

Desenvolvimento continua

Os fantasmas invocados pelo governo do Paquistão em 2004 começam agora a assustar. Os protestos contra os drones dos EUA estão aumentando, tanto por parte da população como também do governo. Na terça-feira (22/10), a Anistia Internacional denunciou crimes de guerra no uso de aviões não tripulados.

As autoridades paquistanesas registraram até agora, de acordo com dados da ONU, pelo menos 330 ataques com aviões não tripulados. Neles, cerca de 2.200 pessoas foram mortas.

Segundo dados da rede independente de jornalistas Escritório de Jornalismo Investigativo, , sediada em Londres, essa quota é muito maior. Pelo menos 400 das vítimas seriam civis, segundo informações oficiais paquistanesas. Outras 200 são consideradas “não combatentes”.

“O presidente Obama deixou claro, a portas fechadas, que esses ataques no Paquistão continuarão enquanto houver tropas americanas no país. Isso quer dizer que ainda ocorrerão por pelo menos mais um ano”, avalia Mazzetti.

Obama vai ter que explicar isso ao primeiro-ministro do Paquistão, Nawaz Sharif, que visita Washington nesta quarta-feira (23/10). Mazzetti também acha que vai ser difícil para o governo dos EUA na hora que tiver que apresentar argumentos contra o uso de drones por outros países. Na China e na Rússia, a tecnologia de combate não tripulado também está amadurecendo.

“A Terra como um campo de batalha silenciosa” é uma visão tão assustadora para Mazzeti como o papel dos drones no cotidiano dos EUA. “A polícia já usa drones para fins de investigação”, ressalta o jornalista. “Tenho certeza de que as autoridades criminais um dia vão permitir o uso de drones armados. Em cinco a 10 anos, isso será normal.”

Fonte: DW.DE

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Guardiões de mísseis nucleares nos EUA são punidos

Oficial na entrada de uma cápsula que guarda mísseis nucleares – Foto: AP

Quatro oficiais da Força Aérea americana responsáveis por mísseis nucleares foram punidos depois de deixar aberta uma porta que deveria ser mantida fechada enquanto dormiam. A preocupação maior é que um intruso – inclusive um possível terrorista – tenha acesso ao material ou comprometa códigos de lançamento secretos.

Incidentes como este raramente se tornam públicos, mas funcionários diretamente ligados ao caso disseram à agência AP que foram registrados dois casos semelhantes apenas este ano.

Na semana passada, o general Michael Carey, que dirigia a 20ª Divisão da Força Aérea, encarregada dos mísseis nucleares intercontinentais, foi substituído “por uma conduta pessoal inadequada”. O anúncio oficial diz que ele foi destituído por motivo “da perda de confiança em sua liderança e em sua capacidade de julgamento”. A notícia foi dada dois dias depois do anúncio de demissão do número dois responsável pela forças nucleares americanas, que estava sendo investigado por usar fichas falsificadas em um cassino em Iowa.

Problemas como esses ressaltam os desafios de manter seguro um equipamento mortal, que precisa ser constantemente vigiado, mas que provavelmente nunca seja usado.

Os funcionários são treinados para seguir regras rígidas, que incluem a proibição de deixar a porta de segurança aberta quando apenas um funcionário está acordado, já que os custos de uma falha são muito altos.

Os oficiais, chamados “missileers”, são os guardiões das chaves que poderiam provocar uma catástrofe nuclear, já que as ogivas sob sua vigilância têm capacidade muito superior às bombas atômicas lançadas sobre o Japão em 1945.

Fonte: Terra