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A economia dos EUA em 2 minutos

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Robert B. Reich explica em dois minutos o que aconteceu com a economia americana nos últimos 33 anos (1980 a 2013).
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A economia dos EUA em 2 minutos

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Conflitos Destaques Geopolítica Inteligência Opinião

“Vazamentos de Snowden são os mais importantes na história dos EUA” – Michael Morrell

Michael Morrell, ex-subdiretor da CIA

Os vazamentos de informação confidencial por parte do ex-consultor da NSA Edward Snowden são os mais importantes da história dos Estados Unidos, disse na sexta-feira Michael Morrell, ex-subdiretor da CIA. Morrell afirmou em uma entrevista ao canal CBS que as revelações de Snowden ajudam os adversários dos Estados Unidos e prejudicam os esforços para encontrar pistas de ameaças terroristas.

“O que Edward Snowden fez colocou os americanos sob um grave risco porque os terroristas aprendem com os vazamentos e agora serão mais cuidadosos, e nós não conseguiremos a inteligência que de outra forma teríamos obtido”, disse Morrell, que recentemente deixou a CIA após 33 anos de serviço.

O ex-consultor terceirizado, que recebeu asilo temporário na Rússia, afirma ter revelado informações confidenciais por estar preocupado com a espionagem da Agência Nacional de Segurança aos cidadãos, mas Morrell o chamou de traidor da pátria. “Acredito que este é o vazamento mais importante de informação confidencial, que comprometeu mais seriamente, na história da comunidade de inteligência americana”, disse Morrell.

AFP

 

Fonte: Terra

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Conflitos Geopolítica Opinião

“Acreditamos em uma solução política”, afirma líder da oposição síria

George Sabra foi eleito presidente do Conselho Nacional Sírio – o maior grupo de oposição do país – em novembro de 2012. Desde os anos 1970 ele compõe a oposição ao regime da família Assad. O Conselho Nacional Sírio é o maior dos grupos que compõem a Coalizão Nacional Síria, criada há um ano com o intuito de unificar a oposição e promover a transição de poder no país.

Sabra, 66 anos, afirma que sua organização acredita em uma solução diplomática para o conflito na Síria – mas ao mesmo tempo ressalta que “às vezes temos que lançar mão da força para chegarmos a uma solução política”.

DW:É verdade que o Conselho Nacional Sírio só vai participar das negociações de paz em Genebra (no dia 23 de novembro) se o presidente Bashar al-Assad renunciar?

George Sabra:Sim. Enquanto Assad estiver no poder, ninguém acredita que poderá haver qualquer tipo de nova era na Síria. O secretário-geral das Nações Unidas declarou ao mundo que Assad cometeu crimes contra a humanidade. Então, como pode alguém imaginar que ele continue como presidente?

O senhor acredita que Assad realmente está querendo a paz na Síria ou ele estaria apenas agindo sob pressão?

Ninguém acredita que ele realmente queira a paz. Imagine a situação dentro da Síria agora. Em regiões próximas a Damasco, como por exemplo, em Daraa, pessoas estão morrendo de fome.O regime Assad está utilizando armas químicas na frente do mundo inteiro contra sua própria população, deixando milhares de mortos. Com tudo isso, você acredita que ele realmente busca uma solução pacífica?

Nessa semana, o Conselho Nacional Sírio decidirá se vai ou não participar da conferência de paz em Genebra. Qual é a sua posição?

Nós do Conselho Nacional Sírio decidimos que não iremos a Genebra nessas circunstâncias. Exigimos que haja alguma novidade. Já a Coalizão Nacional Síria (principal grupo que reúne a oposição apoiada pelos países ocidentais), da qual fazemos parte, vai se reunir entre os dias 1 e 2 de novembro, para daí então tomar a decisão final sobre o comparecimento na conferência de Genebra.

O senhor afirma que as condições têm que mudar, mas o que isso significa exatamente?

Primeiramente, o regime tem que cessar o massacre de sua própria população. Há dois anos, as pessoas estão sendo assassinadas, não apenas diariamente, mas a cada hora, cada segundo. A milícia libanesa Hisbolá precisa se retirar da Síria. Queremos ainda a garantia do Conselho de Segurança da ONU de que Assad não terá nenhum cargo no governo de transição, e que não ocupe mais o poder.

O senhor acha que essas condições poderão de fato ser atingidas?

Acreditamos que não. Assad decidiu permanecer no poder à força. Ele quer vencer apenas através da guerra. Até onde sabemos, ele não está interessado em uma solução pacífica.

Ainda é possível uma solução diplomática?

Devemos continuar acreditando em uma solução política, e que no final iremos alcançá-la. Mas pedimos à comunidade internacional que ajude a Síria a se defender. Precisamos convencer Assad de que a guerra não é solução para o problema da Síria. O único caminho é apoiar o Exército Livre Sírio e ajudar a população síria a se defender.

Mas essa não seria uma solução diplomática, e sim, militar.

Sim, eu sei. Mas às vezes temos que lançar mão da força para chegarmos a uma solução política.

Conflitos na Síria já deixaram mais de 120 mil mortos em dois anos e meio.

Em recente entrevista a uma rede de televisão libanesa, Assad afirmou que poderá se lançar candidato à presidência nas eleições de 2014. Como o senhor vê essa declaração, na perspectiva do processo de paz?

É incrível que alguém que matou mais de 120 mil pessoas em dois anos e meio, que destruiu seu país, que cometeu crimes contra a humanidade considere a possibilidade de concorrer à presidência. Isso faz com que as declarações do regime sírio sobre as conversações de paz sejam implausíveis.

Na mesma entrevista, Assad afirmou que não confia na oposição para governar a Síria, mesmo porque muitos líderes oposicionistas estão no exílio. Como o senhor avalia essa declaração?

É uma grande mentira. Eu, por exemplo, dediquei mais de 40 anos da minha vida lutando pela democracia na Síria. Desde 1970 faço parte da oposição aos Assad (primeiramente ao pai de Bashar, Hafiz, falecido em 2000). Fui preso várias vezes, numa delas por oito anos. Tive que deixar meu país apenas em 2012. Ninguém pode dizer que eu sou um político exilado.

Existe alguma possibilidade de que a oposição venha se reunir com Assad para tentar chegar a uma solução pacífica? Ou isso é possível apenas pela perspectiva do Ocidente?

Iríamos apenas perder tempo dando mais tempo para Assad tentar vencer o conflito submetendo a população síria à força. A comunidade internacional deve entender que os problemas apenas aumentarão no Oriente Médio enquanto Assad estiver no poder. Ele tenta estender o conflito na Síria para outros países como o Líbano, a Turquia e o Iraque, o que é muito perigoso para toda a região.

 

Fonte: DW.DE

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Brasil Conflitos Destaques Geopolítica Inteligência Opinião

Brasil e Alemanha preparam resolução contra espionagem

 Proposta para coibir “ingerências arbitrárias” e violações do direito internacional poderá ser adotada até o fim do ano. Informações vazadas revelam que Dilma e Merkel foram espionadas pelos americanos.

O Brasil e a Alemanha apresentarão na próxima semana uma proposta de resolução para que a Assembleia Geral da ONU se pronuncie contra a espionagem e em defesa da proteção da privacidade e das comunicações. Segundo fontes diplomáticas que confirmaram a informação nesta sexta-feira (25/10), as primeiras conversas começaram meses atrás, quando estourou o escândalo de espionagem envolvendo a Agência de Segurança Nacional (NSA, na sigla original) americana.

“Diplomatas brasileiros e alemães encontraram-se hoje [sexta-feira] com colegas europeus e latino-americanos, a fim de discutir uma minuta de resolução”, afirmou a fonte.

A primeira minuta deve ser distribuída entre os Estados-membros das Nações Unidas antes de 1º de novembro. O objetivo é que a proposta seja aprovada até o fim de dezembro pela Terceira Comissão da Assembleia Geral da ONU, que debate temas ligados à proteção e promoção dos direitos humanos. Em eguida, o texto será encaminhado ao plenário, para ser submetido à votação e eventualmente adotado até o Natal.

Recado indireto

A proposta de resolução fará menção ao Artigo 17 do Pacto Internacional de Direitos Civis e Políticos, de 1966, o qual estabelece que “ninguém será objeto de ingerências arbitrárias ou ilegais em sua vida privada, sua família, seu domicílio ou sua correspondência, nem de ofensas legais à sua honra e reputação”. Essa passagem deve ser expandida para também incluir questões ligadas à internet.

Com a medida, os governos envolvidos pretendem mandar um recado “àqueles países que abusam do sistema” – os Estados Unidos não deverão ser diretamente mencionados na minuta. “Essa resolução provavelmente contará com um grande apoio na Assembleia Geral, já que ninguém aprova a espionagem da NSA sobre eles”, avaliou um diplomata de um país ocidental na ONU.

Além dos limites

Acusações de que a NSA monitorou tanto milhares de telefones franceses quanto o celular da chanceler federal alemã, Angela Merkel, causaram indignação entre os europeus. Na última sexta-feira, a Alemanha disse que na próxima semana enviaria chefes de seu serviço de inteligência a Washington, visando obter respostas da Casa Branca. Em conversa por telefone com o presidente americano, Barack Obama, Merkel afirmou ser “totalmente inaceitável a espionagem entre amigos e aliados”.

A magnitude da espionagem dos EUA sobre seus cidadãos e governos estrangeiros foi trazida a público meses atrás, através de documentos vazados à imprensa pelo ex-analista da CIA, Edward Snowden. As revelações suscitaram críticas de diversos países, como o Brasil e o México, e mais recentemente de líderes europeus. O jornal britânico The Guardian revelou nesta sexta-feira que os EUA chegaram a espionar 35 líderes mundiais.

Diante da suspeita de que teria sido alvo de espionagem dos americanos, a presidente brasileira, Dilma Rousseff, usou o a abertura da Assembleia Geral da ONU, em setembro, para acusar os Estados Unidos de violação dos direitos humanos e do direito internacional. Dilma reiterou nesta semana sua proposta de adotar na ONU um marco global para proteger a privacidade na internet, a qual, disse, não deve ser enfraquecida em nome da luta contra o terrorismo.

MSB/efe/afp/rtr

 

Fonte: DW.DE

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Conflitos Destaques Geopolítica Opinião

Irã deve participar de Genebra II, diz ONU

O enviado da ONU à Síria, Lakhdar Brahimi (esq.), dá entrevista com o chanceler iraquiano, Hoshyar Zebari, em Genebra Foto: AFP

O enviado de paz da Organização das Nações Unidas para a Síria, Lakhdar Brahimi, disse neste sábado, em Teerã, que o Irã deve ser convidado para as negociações de paz em Genebra. “Acreditamos que a participação do Irã na conferência de Genebra é natural e necessária, bem como frutífera, por isso estamos esperançosos de que este convite seja feito”, disse Brahimi durante uma entrevista coletiva conjunta com o chanceler iraniano, Mohamad Yavad Zarif.

O Irã afirmou que participará da conferência se for convidado. “A República Islâmica do Irã está interessada em ajudar para que acabe a crise. Ainda não recebemos nenhum convite, mas se nos convidam com a decisão de ajudar a encontrar uma solução política, participaremos”, disse Zarif na sede do Ministério. “É importante prevenir o extremismo na região e estabilizar a segurança. Esperamos, com a ajuda dos países da zona, poder ajudar a Síria a pôr fim à crise”, acrescentou.

Segundo secretário-geral da Liga Árabe, Nabil al Araby anunciou no fim de semana passado que o encontro Genebra II será realizado em 23 de novembro. A segunda convenção de Genebra foi proposta pelos Estados Unidos e Rússia em maio e procura aplicar o estipulado há um ano e meio no primeiro encontro. Desde que o conflito sírio começou, em março de 2011, mais de 100 mil pessoas morreram e cerca de cinco milhões necessitam ajuda humanitária de emergência.

Com informações da Reuters e EFE.

Fonte: Terra

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Conflitos Geopolítica Inteligência Opinião

EUA monitoravam telefone de Merkel há mais de 10 anos

Os Estados Unidos podem ter grampeado o telefone de Angela Merkel por mais de 10 anos, de acordo com reportagem publicada neste sábado, que também informou que o presidente americano, Barack Obama, disse à líder alemã que teria suspendido a ação se soubesse antes. A indignação da Alemanha sobre denúncias de escutas sobre Merkel pela Agência de Segurança Nacional (NSA, na sigla em inglês) dos EUA levou à convocação do embaixador americano nesta semana, pela primeira vez, numa crise diplomática pós-guerra sem precedentes.

A revista Der Spiegel informou que o telefone celular de Merkel estava na lista do serviço de coleta especial da NSA desde 2002 – conhecido como “GE chanceler Merkel” – e ainda continuava nela semanas antes de Obama visitar Berlim, em junho. Citando comunicado do serviço de coleta, a revista informou que a agência “não tinha legalmente registro de ramos de espionagem” na embaixada dos EUA em Berlim e a exposição levaria a “danos graves para as relações dos Estados Unidos com o outro governo”.

A revista, citando um documento secreto de 2010, informou que tais ramos existiam em cerca de 80 localidades ao redor do mundo, incluindo Paris, Madrid, Roma, Praga, Genebra e Frankfurt. A publicação informou ainda que não estava claro se o serviço de coleta tinha gravado conversas ou apenas os dados de conexão.

Obama se desculpou com Merkel quando ela ligou para ele na quarta-feira para pedir esclarecimentos sobre o assunto, escreveu a Der Spiegel, citando uma fonte do gabinete de Merkel.

REUTERS

 

Fonte: Terra

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Conflitos Defesa Geopolítica Negócios e serviços Opinião

O fornecimento de armas russas ao Vietnã e os interesses chineses

O processo de reequipamento das forças armadas vietnamitas, que decorre com uma participação ativa da Rússia, desperta o interesse do Ocidente e dos países vizinhos asiáticos, assim como uma preocupação crescente da China. Essa preocupação, segundo se sabe, já foi expressa ao lado russo durante contatos bilaterais. Contudo, o Vietnã apenas está a percorrer os passos necessários para que as suas forças armadas se mantenham atualizadas.

Os peritos militares chineses, porém, declararam abertamente que o rearmamento do Vietnã e a sua aquisição de submarinos diesel-elétricos modernos cria uma ameaça à segurança nacional da China.

Realmente o Vietnã se transformou num parceiro importante da Rússia em matéria de cooperação técnico-militar. Com a ajuda da Rússia ele está criando uma esquadra de submarinos composto por 6 unidades do projeto 636 (classe Kilo na designação da OTAN). O Vietnã está igualmente recebendo da Rússia caças Su-30MK2, lanchas porta-mísseis, fragatas, diversos tipos de mísseis antinavio e equipamentos antiaéreos. A Rússia ajuda o Vietnã na assistência aos armamentos anteriormente fornecidos e fornece uma ajuda importante na preparação de oficiais vietnamitas de especialidades técnicas.

Mas não se deve exagerar a importância dos êxitos vietnamitas na área da modernização da sua capacidade de defesa. Seria ingênuo esperar que o maior país do Sudeste Asiático e com uma economia em rápida ascensão fosse ficar para sempre satisfeito com arsenal que herdou dos tempos da URSS.

Isso enquanto a República Popular da China tem a entrar ao seu serviço anualmente novos submarinos nucleares e, fabrica anualmente várias dezenas de caças de quarta geração e desenvolveu o fabrico de contratorpedeiros equipados com o seu próprio sistema análogo ao Aegis norte-americano. Comparados com os ritmos da modernização militar chinesa, os êxitos vietnamitas dão uma imagem modesta. Qualquer que seja o armamento que a Rússia esteja disposta a oferecer ao Vietnã, o Vietnã simplesmente carece de recursos financeiros para formar e manter em condições operacionais umas forças aéreas e navais que possam desafiar a China. O Vietnã tenta apenas garantir as necessidades básicas para a sua defesa.

Apesar dos atritos recorrentes e às disputas territoriais, as relações entre a China e o Vietnã, as relações entre estes dois países são diferentes das relações da República Popular da China com os aliados próximos dos EUA como o Japão e as Filipinas. A China atribui uma importância estratégica ao desenvolvimento das suas relações com o Vietnã e pretende atrair esse país-chave do Sudeste Asiático para uma cooperação econômica substancial. Uma disputa territorial por resolver e a existência de fortes sentimentos nacionalistas de ambos os lados pode dar origem a crises locais, mas os governos chinês e vietnamita tentam apagar esses focos antes de as suas relações se ressentirem de forma irreversível.

Se a Rússia se recusasse a fornecer os armamentos que o Vietnã necessita, o lado vietnamita enfrentaria uma possível perda gradual da capacidade operacional das suas forças armadas e uma alteração do equilíbrio de forças na região. Um forte sentimento da sua própria insegurança obrigaria o Vietnã a recorrer à única alternativa no fornecimento de armamento moderno: os EUA e seus aliados.

Ao contrário da Rússia, os EUA associam quase sempre a cooperação técnico-militar ao cumprimento de um conjunto de exigências políticas. O processo de aproximação americano-vietnamita na área militar, que já se tem gradualmente vindo a reforçar, poderia obter um impulso repentino. O Vietnã iria receber um volume de armamentos idêntico ou mesmo maior àquele que recebe atualmente da Rússia. Nesse caso ele iria alterar o seu posicionamento de uma política de equilíbrio entre as grandes potências para uma política de aliança estreita com os EUA.

Assim, uma recusa da Rússia em fornecer armas ao Vietnã teria consequências mais negativas para a segurança da China que a continuação desses fornecimentos.

 

Fonte: Voz da Rússia

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Conflitos Opinião Segurança Pública

Maduro anuncia reativação de ‘comandos antigolpe’ na Venezuela

Guarda Nacional da Venezuela portando Beretta Cx4 Storm

O presidente Nicolás Maduro anunciou nesta sexta-feira a reativação dos “comandos anti-golpe” cívico-militares, criados pelo finado presidente Hugo Chávez, para combater o “golpe continuado” da oposição por meio da “guerra econômica” e da sabotagem de instalações estratégicas.

“Estamos diante da presença não apenas de uma guerra (econômica), mas também diante de um golpe continuado contra o Estado e contra o povo. Por isto, decidi e vamos (…) ativar e reativar o comando anti-golpe criado pelo comandante Chávez”, disse Maduro em um discurso para o movimento Grande Polo Patriótico.

Maduro afirmou que estes “comandos anti-golpe”, cuja estrutura, número e composição não detalhou, estarão presentes em cada um dos 23 estados da Venezuela e na capital Caracas.

“Vou reativar o comando nacional, em cada região terei um comando anti-golpe cívico-militar. Será uma das instituições que vencerão a batalha (…). Um comando anti-golpe nacional, um comando anti-golpe por região estratégica de defesa integral (…) para cada estado e o distrito capital, por setores estratégicos”.

O presidente voltou a acusar a oposição pelas falhas no fornecimento de energia elétrica, como o apagão que afetou grande parte da Venezuela no início de setembro ou a explosão que em agosto de 2012 paralisou a refinaria Amuay, a maior do país.

“Esta gente (da oposição) vai se arrepender de ter desafiado os filhos de Chávez, vão se arrepender. Temos que garantir uma vitória esmagadora sobre esta burguesia para que não se atrevam mais a desafiar o povo de (Simón) Bolívar”.

A decisão acontece em meio à crise no abastecimento e a uma inflação anual que somou 49,4% em setembro na Venezuela, o que Maduro atribuiu a uma “guerra nacional e internacional” contra seu governo.

“Com os investimentos que são feitos, o trabalho que se faz, se não estivesse submetida à guerra nacional e internacional desses fatores econômicos, a economia (venezuelana) teria um ano 2013 perfeito, teria reduzido a inflação abaixo de 20%”, afirmou Maduro na quinta-feira.

A crise econômica se aprofundou na Venezuela este ano, com contínuas altas nos preços dos alimentos e escassez de alguns produtos e os analistas projetam que a inflação alcançará 50% ao ano contra um prognóstico inicial do governo de entre 14% e 16%.

O presidente solicitou no dia 8 de outubro poderes especiais à Assembleia Geral a fim de decretar leis em matéria de combate à corrupção e a “guerra econômica”.

Na quinta-feira, o ministro para a Alimentação, Félix Osorio, revelou que a Venezuela importará 400 mil toneladas de alimentos de países latino-americanos nos meses de novembro e dezembro, incluindo 80 mil toneladas do Brasil.

A escassez cíclica de alimentos como açúcar, café, azeite e leite, ou produtos básicos como papel higiênico, tem se agravado a cada mês na Venezuela.

AFP

 

Fonte: Terra

 

 

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Brasil Conflitos Geopolítica Inteligência

Patriota assume cargo na ONU – Espionagem é prioridade

patriota

JOANA CUNHA

O ex-chanceler Antonio Patriota assumiu ontem o cargo de embaixador do Brasil na ONU e afirmou que terá a espionagem americana como uma das prioridades.

“Estamos trabalhando com países como a Alemanha na aprovação do direito à privacidade, que está associado ao direito à liberdade de expressão”, disse o embaixador a jornalistas após participar de uma reunião com o secretário-geral Ban Ki-moon para sua apresentação no novo cargo.

Patriota foi demitido do cargo de chanceler após a fuga do senador boliviano Roger Pinto para o Brasil, em junho

“Deveremos reunir alguns parceiros na apresentação do projeto de resolução, que talvez gere um debate aqui que possa ser aprofundado em outras instâncias, no Conselho de Segurança e na própria Assembleia-Geral.”

Um projeto de resolução sobre o direito à privacidade na era digital já está em andamento.

 

Fonte: Folha

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Conflitos Geopolítica História Opinião

25 de outubro de 1936: Constituição do Eixo Berlim-Roma

No dia 25 de outubro de 1936, a Alemanha nazista e a Itália fascista assinaram um acordo de amizade que as isolou no cenário internacional.

O eixo Berlim-Roma, a aliança da Alemanha nazista e da Itália fascista, foi constituído em Berlim no dia 25 de outubro de 1936, com a assinatura de um tratado de amizade entre os dois países. Na época, a Alemanha e a Itália estavam internacionalmente isoladas.

No caso alemão, esse isolamento decorria da atribuição de culpa pela Primeira Guerra Mundial, bem como da política externa agressiva de Hitler. Apesar disso, a Alemanha nazista conquistara algum prestígio internacional, poucos meses antes, através dos Jogos Olímpicos de Berlim.

Já a situação da Itália era inteiramente distinta. Com a invasão do norte da África e a tentativa de conquistar a Abissínia, Mussolini fez com que seu país caísse em completo isolamento internacional. A Liga das Nações condenou a invasão e decretou sanções econômicas contra a Itália. Um ano depois da assinatura do tratado de amizade, Benito Mussolini fez uma visita oficial a Berlim.

Nessa ocasião, ele dirigiu um discurso à população da Alemanha. Seu único tema foi a amizade entre italianos e alemães. A aproximação entre as duas ditaduras fascistas era vista internacionalmente com desconfiança. Mussolini acreditou, por isso, que deveria tranquilizar a opinião pública mundial. “A implementação do eixo Berlim-Roma não está voltada contra outros países. Nós, nazistas e fascistas, desejamos a paz.”

“Necessidade de união”

Também a tomada do poder pelos movimentos fascistas nos dois países não seria motivo para inquietação, segundo o ditador italiano: “Mesmo que o transcurso das duas revoluções tenha sido distinto, o objetivo que buscávamos e que alcançamos é o mesmo – a união do povo”. Mas Mussolini citou também um motivo concreto para a amizade entre os dois países. “Esse foi o momento em que surgiu pela primeira vez a necessidade de uma união entre a Alemanha nazista e a Itália fascista: o que hoje é conhecido em todo o mundo como o eixo Berlim-Roma surgiu em março de 1935!”

Desta maneira, ele se referiu à condenação do ataque italiano à Abissínia: “Quando 52 países reunidos em Genebra decidiram sanções econômicas criminosas contra a Itália, sanções que foram executadas com todo rigor, mas que não lograram seu objetivo, a Alemanha não aderiu a tais sanções. Jamais nos esqueceremos disso”.

Na Segunda Guerra Mundial, o eixo Berlim-Roma tornou-se também uma aliança militar e estratégica entre os dois países. Regimentos italianos lutaram na frente oriental alemã, enquanto tropas alemãs foram enviadas para apoiar a política expansionista de Mussolini nos Bálcãs e no norte da África.

Com a capitulação da Itália, após a invasão da Sicília pelos aliados, acabou também para os italianos a amizade de Hitler, supostamente inabalável. As tropas alemãs invadiram a Itália e criaram uma nova frente de batalha contra o avanço aliado.

 

Fonte: DW.DE

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Defesa Negócios e serviços Sistemas de Armas

Venezuela anuncia aquisições de aeronaves militares

karakouron

Ivan Plavetz

A AMB já possui 16 unidades do jato militar de fabricação chinesa Hongdu K-8W, sendo que o programa “Misión Negro Primero” prevê a compra de mais nove unidades.

Marcando os primeiros cem dias de gestão da almirante Carmen Teresa Meléndez Rivas a frente do Ministério do Poder Popular para a Defesa, foi admin/publicado nesta semana um informe com uma relação das metas do programa “Misión Negro Primero”.

Segundo o comunicado ministerial, o programa visa garantir bem estar e segurança dos integrantes da Força Armada Nacional Bolivariana (FANB), bem como adquirir novos equipamentos, zelar pelos existentes (incluindo a respectiva logística de manutenção), além de adequar e conservar instalações e privilegiar a instrução em vários níveis.

No âmbito da Aviação Militar Bolivariana (AMB), o programa prevê recursos para a aquisição de novas aeronaves e de material de reposição.

O primeiro item apresentado refere-se à operação de aquisição de nove jatos de treinamento avançado e ataque leve de fabricação chinesa Hongdu K-8W Karakorum por um montante financeiro de US$ 75,53 milhões.

A AMB já recebeu 18 aeronaves do modelo, contudo, segundo ultimo database consta que 16 estão em operação devido à perda de duas aeronaves.

Preenchendo uma importante lacuna existente na frota de treinamento da AMB, 16 helicópteros Enstron 480B devem ser adquiridos para formar seus pilotos de asas rotativas (Foto: Enstron).

O segundo item de compra planejado diz respeito a 16 helicópteros de treinamento Enstron 480B, cujo custo anunciado será de US$ 36,85 milhões.

Embora não haja mais detalhes, o modelo de avião de transporte mencionado no programa “Misión Negro Primero” deve corresponder ao Dornier 228 NG cuja aquisição já foi assinada com o fabricante (Foto: Ruag).

O terceiro item corresponde a um lote de 10 aviões de transporte por cerca de US$ 97,5 milhões, cujo modelo não foi especificado, contudo, acredita-se que se trata do turboélice Dornier 228 NG fabricado pela RUAG Aviation.

Na semana foi anunciada a assinatura de um contrato de fornecimento desse tipo de aeronave para a Venezuela, contudo, não foram divulgados detalhes do negócio.

 

Fonte: Tecnologia & Defesa

 

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Conflitos Geopolítica Opinião

Revelações de Snowden tornam o mundo mais perigoso, diz Cameron

O primeiro-ministro do Reino Unido, David Cameron, defendeu nesta sexta-feira o trabalho dos serviços de inteligência em geral e os de seu país em particular, e afirmou que as revelações do ex-técnico da CIA Edward Snowden sobre a suposta espionagem americana “tornam o mundo mais perigoso”·

Cameron se pronunciou assim ao término da cúpula europeia realizada hoje em Bruxelas, ao ser perguntado em entrevista coletiva sobre se o MI6 estava ao corrente do suposto espionagem à chanceler alemã, Angela Merkel, e a outros líderes europeus.

O primeiro-ministro do Reino Unido evitou se pronunciar sobre o trabalho dos serviços nacionais de inteligência, embora tenha afirmado que, no caso britânico, os órgãos operam “na legalidade” e “sob o controle adequado” do Parlamento nacional.

“Não comento os assuntos dos serviços de inteligência. Todos os países os têm, mas não nos pronunciamos sobre eles”, disse Cameron, que acrescentou que apoiará “sempre seu trabalho e criticará os que tornarem isso público”.

Nesse sentido, afirmou que as revelações feitas pelo ex-técnico da CIA sobre as atividades da Agência Nacional de Segurança (NSA) dos EUA “não ajudarão a tornar o mundo mais seguro, vão torná-lo mais perigoso”.

“O que Snowden fez efetivamente e o que alguns jornais o ajudam a fazer é tornar muito mais difícil a proteção de nossos países e de nossa população”, opinou o líder tory.

De acordo com Cameron, “existe muita gente no mundo que quer prejudicar nossos países”, e o ex-técnico da CIA “disse para essas pessoas como evadir e evitar nossos sistemas de inteligência”.

Para o primeiro-ministro do Reino Unido, os países “devem optar” entre manter sistemas de inteligência e segurança “devidamente financiados e devidamente governados e que utilizam as técnicas mais modernas para coletar informações” ou “deixar de ter estes sistemas”.

Cameron disse ainda estar de “acordo” com a declaração conjunta realizada pelos 28 sobre a proteção da privacidade, e contou que no primeiro dia da cúpula europeia “houve muitas discussões” sobre o escândalo da espionagem em vários Estados-membros, mas evitou entrar em detalhes.

No entanto, acrescentou que os serviços de inteligência “são responsabilidade nacional” e não entram nas competências da UE.

O primeiro-ministro também ressaltou que “nenhum Estado-membro quer um arranhão nas relações com os EUA”, e apoiou a “posição conjunta” de Merkel e de seu colega francês, François Hollande, sobre o tema.

Cameron se mostrou satisfeito com as conclusões da cúpula destinadas a reforçar o mercado único digital, embora também tenha dito que “será preciso trabalhar muito” para ter uma “direção apropriada” sobre proteção de dados no ano que vem sem que isso “represente um peso para as empresas”.

EFE

 

Fonte: Terra