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Plano Brasil/MD/FAB/EMBRAER/Análise: “Força Aérea Brasileira (FAB) incorpora a sua primeira aeronave de transporte multimissão KC 390”

NOTA DO PLANO BRASIL, por Gérsio Mutti: Plano Brasil/MD/FAB/EMBRAER/Análise: Força Aérea Brasileira (FAB) incorpora a sua primeira aeronave de transporte multimissão KC 390.

 

“A incorporação do KC-390 na Força Aérea Brasileira é um marco na aviação militar. Sua modernidade trará uma implementação e aperfeiçoamento na doutrina de emprego desse vetor multimissão, contribuindo sobremaneira para o cumprimento da missão de controlar, defender e integrar os 22 milhões de quilômetros quadrados sob nossa responsabilidade”. Comandante da Aeronáutica, Tenente-Brigadeiro do Ar Antonio Carlos Moretti Bermudez.

 

“A entrada em serviço do KC-390 na FAB representa um marco importante para o programa e certamente aumentará o crescente interesse internacional por essa aeronave, consolidando o caminho para novas vendas”. Jackson Schneider, Presidente e CEO da Embraer Defesa & Segurança.

 

[embedyt] https://www.youtube.com/watch?v=DPJtgVemPnY[/embedyt]

 

FAB: KC-390 – O FUTURO É AGORA

 

 

FAB recebe novo avião militar KC-390

Aeronave é a maior fabricada no Hemisfério Sul

 

 

Publicado em 04/09/2019 – 13:15

 

Por Pedro Rafael Vilela – Repórter da Agência Brasil, Anápolis

 

A Força Aérea Brasileira (FAB) recebeu hoje (4), oficialmente, sua mais nova aeronave militar, o KC-390, fabricado no país em parceria com a Empresa Brasileira de Aeronáutica SA (Embraer). A cerimônia de entrega do avião ocorreu na Ala 2 da Base Aérea de Anápolis, em Goiás, e contou com a participação do presidente da República, Jair Bolsonaro, do ministro da Defesa, Fernando Azevedo e Silva, e de comandantes das Forças Armadas, além de diversas autoridades, incluindo o governador de Goiás, Ronaldo Caiado e parlamentares.

 

Ao discursar durante a cerimônia, Bolsonaro falou em soberania e voltou a criticar declarações de líderes estrangeiros sobre o hipotético estabelecimento de uma governança internacional sobre a Amazônia, como chegou a ser sugerido pelo presidente da França, Emannuel Macron. “O Brasil é um país pacífico, mas não pode continuar, nem continuará sendo passivo a esse tipo de agressão. A Amazônia brasileira é nossa”, disse.

 

Para o presidente, a repercussão internacional de notícias dos incêndios na Floresta Amazônica, que têm sido objeto de declarações de organismos internacionais e de presidentes de outros países, também serviu para unificar a população brasileira em torno do sentimento de patriotismo. “Isso que aconteceu nos últimos dias foi muito bom para despertar o patriotismo entre nós”, acrescentou.

 

O KC-390 é o maior avião militar desenvolvido e fabricado no Hemisfério Sul. Segundo a FAB, a aeronave tem condições de realizar todo tipo de operação de transporte como o de paraquedistas e tropas militares e de lançamento de cargas, além de missões de reabastecimento em voo, evacuação aeromédica, socorro humanitário, busca e resgate e combate a incêndios. A aeronave tem ainda capacidade de operar em pistas não pavimentadas ou danificadas e em praticamente qualquer parte do planeta, incluindo a Antártida e regiões de floresta, como a Amazônia.

 

As primeiras unidades da aeronave multimissão ficarão sediadas na Ala 2 da Base Aérea de Anápolis. Em 2014, o governo brasileiro adquiriu 28 aviões KC-390, que vão substituir, de forma paulatina, o cargueiro C-130 Hércules. A Embraer não informa o custo unitário da nova aeronave, porque o valor final varia conforme a customização exigida pelo clientes. O governo de Portugal também fechou contrato para a compra de 5 unidades do KC-390.

 

Em seu discurso, o ministro da Defesa, Fernando Azevedo e Silva, disse que a entrega da aeronave consolida uma posição importante do Brasil no mercado internacional de veículos militares.

 

“A entrega do avião, além de representar significativo incremento na capacidade operacional da Força Aérea, representa um potencial para a ampliação da participação brasileira no mercado internacional de defesa, possibilitando inegável contribuição para a economia do país. No mês passado, como já foi anunciado, Portugal formalizou a encomenda de seis aviões KC-390, abrindo as portas da Otan [Organização do Tratado do Atlântico Norte] para essas aeronaves. Além disso, a recente posição do Brasil, como aliado preferencial extra-Otan, amplia mais as possibilidades”, afirmou o ministro.

 

Tecnologia

 

De acordo com a FAB, o KC-390 é o único da sua categoria que conta com sistema de comando de voo por impulsos elétricos (fly-by-wire, em inglês), que controla eletronicamente o comportamento da aeronave durante o voo, garantindo mais precisão nas manobras e reduzindo a carga de trabalho da tripulação.

 

O novo modelo da FAB tem 35,2 metros de comprimento, 35,05 de envergadura e 11,84 de altura. Com capacidade de carga de até 26 toneladas, o avião pode transportar armamento pesado, como lança-foguetes, veículos blindados de combate e até helicópteros. O avião também tem autonomia para percorrer uma distância de 6 mil quilômetros sem reabastecer, podendo atingir velocidade máxima de 870 km/h e atingir até 11 mil metros de altura, graças à configuração com dois motores Turbofan Aero Engines V2500, de última geração.

 

Fonte: Agência Brasil (EBC) ( http://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2019-09/fab-recebe-novo-aviao-militar-kc-390 )

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Plano Brasil/MB/CN/Turma ATAC/Análise: “Prêmio Anual 2019 do Clube Naval (CN), “Medalha Almirante Jaceguai”, conferido ao Comandante Costa Braga. Diga-se de passagem, reconhecimento mais do que merecido!”

NOTA DO PLANO BRASIL, por Gérsio Mutti: Plano Brasil (PB)/Marinha do Brasil (MB)/Clube Naval (CN)/Associação da Turma Aspirante Conde (ATAC)/Análise: “Prêmio Anual 2019 do Clube Naval (CN), “Medalha Almirante Jaceguai”, conferido ao Comandante Costa Braga. Diga-se de passagem, reconhecimento mais do que merecido!”

Tema para o “Concurso Prêmio Medalha Almirante Jaceguai 2019” do Clube Naval (CN): “PROJETO PILOTO DO SISTEMA DE GERENCIAMENTO DA AMAZÔNIA AZUL E A EVOLUÇÃO DAS CAPACIDADES DE DEFESAS NO MAR”.

Bravo Zulu (BZ) ao Comandante Costa Braga, e Bravo Zulu (BZ) a Associação da Turma Aspirante Conde (ATAC).

We are a team! That´s it!”

Senhores Comentaristas do Blog Plano Brasil (PB), com muita honra anuncio que o meu Colega e Amigo de Turma do Colégio Naval (CN) e da Escola Naval (EN) e integrante da Associação da Turma Aspirante Conde (ATAC) de Guardas-Marinha de 1976, o Capitão de Mar e Guerra do Corpo da Armada (Reserva Remunerada da Marinha – RRM), Claudio da Costa Braga, foi, merecidamente, laureado com a “MEDALHA ALMIRANTE JACEGUAI”.

O Comandante Costa Braga é Membro Titular do Instituto de Geografia e História Militar do Brasil (IGHMB – http://www.ighmb.org.br/), onde ocupa a “Cadeira de Nº 76” (IGHMB – http://www.ighmb.org.br/IGHMBTitulares.pdf), que tem por Patrono o Almirante Barroso, [Francisco Manuel Barroso da Silva, Barão do Amazonas (Lisboa, 29 de setembro de 1804 – Montevidéu, 8 de agosto de 1882), (https://www.marinha.mil.br/dphdm/historia/almirante-barroso)].

O Comandante Costa Braga é um reconhecido analista militar naval da Marinha do Brasil (MB), e autor renomado dos seguintes livros e ensaios de História Militar Naval (HMN):

1) A GUERRA DA LAGOSTA (https://www.revistanavigator.com.br/navig2/rese/N2_rese2.pdf);

Sobre a temática deste livro a Diretoria do Patrimônio Histórico e Documentação da Marinha (DPHDM – https://www.marinha.mil.br/dphdm/content/guerra-da-lagosta) diz o seguinte:

“Descrição:

196 páginas. Relato sobre a crise externa com a França no início da década de 1960. Episódio que teria levado o General Charles de Gaulle a dizer que “o Brasil não é um país sério”. Pesquisa realizada pela primeira vez com documentos secretos. Serviço de Documentação da Marinha (SDM), 2004.”

2) 1910 – O FIM DA CHIBATA: VÍTIMA OU ALGOZES? (https://www.skoob.com.br/1910-o-fim-da-chibata-365477ed411854.html);

Sobre a temática deste livro a Diretoria do Patrimônio Histórico e Documentação da Marinha (DPHDM – https://www.marinha.mil.br/dphdm/o-fim-da-chibata) diz o seguinte:

“Descrição:

Edição do Autor, 2010, 435 páginas, ilustrado. Relato dos bastidores da Revolta dos Marinheiros, na cidade do Rio de Janeiro, na busca da abolição dos castigos corporais sofridos pelos Praças, a bordo dos navios de guerra da Marinha do Brasil.”

3) O ÚLTIMO BAILE DO IMPÉRIO, O BAILE DA ILHA FISCAL (https://www.revistanavigator.com.br/navig9/rese/N9_rese.pdf);

Sobre a temática deste livro a Diretoria do Patrimônio Histórico e Documentação da Marinha (DPHDM – https://www.marinha.mil.br/dphdm/content/o-%C3%BAltimo-baile-do-imp%C3%A9rio) diz o seguinte:

“Descrição:

113 páginas, ilustrado. O livro apresenta os pormenores do baile oferecido pelo Governo brasileiro à oficialidade do Encouraçado chileno Almirante Cochrane em retribuição às homenagens prestadas no ano anterior ao Navio-Escola brasileiro Almirante Barroso quando de sua passagem pelo Chile: a escolha do local, a presença da família imperial, as roupas usadas, a decoração, o jantar, a ceia, as danças e os fatos marcantes ocorridos nos seus bastidores, que serviram de argumento para os republicanos que tramavam a queda da Monarquia. Serviço de Documentação da Marinha (SDM), 2007.”

4) EL ÚLTIMO BAILE DEL IMPÉRIO – EL BAILE DE LA ISLA FISCAL (edição em espanhol);

5) TAMANDARÉ NAS GUERRAS DA INDEPENDÊNCIA E CISPLATINA;

6) A ADMINISTRAÇÃO NAVAL DO PERÍODO DE 1889 ATÉ O INÍCIO DO GOVERNO PRUDENTE DE MORAES;

7) A IMPORTÂNCIA GEOPOLÍTICA DA ÁFRICA AUSTRAL PARA A ESTRATÉGIA NAVAL BRASILEIRA (trabalho acadêmico apresentado na forma de ensaio);

8) A INDEPENDÊNCIA DO BRASIL – UMA VISÃO PORTUGUESA (trabalho acadêmico apresentado na forma de ensaio);

9) A REVOLUÇÃO COMUNISTA RUSSA – UM FRACASSO CENTENÁRIO;

10) A AÇÃO DE DRONES NA GUERRA NAVAL;

11) É de autoria do Comandante Costa Braga o trabalho que instituiu o “PATRONO E O DIA DAS COMUNICAÇÕES NAVAIS” na Marinha do Brasil (MB); e

12) É também, de autoria do Comandante Costa Braga a letra “CANÇÃO DAS COMUNICAÇÕES NAVAIS” em vigor na Marinha do Brasil (MB).

Breve Histórico sobre a Vida do Almirante Jaceguai: “Uma vida dedicada à Marinha do Brasil (MB), Imperial e Republicana”

Artur Silveira da Motta (São Paulo, 26 de maio de 1843 – Rio de Janeiro, 06 de junho de 1914):

1) Almirante da Marinha do Brasil (MB) no Segundo Império (23 de julho de 1840 – 15 de novembro de 1889) e, também, na Primeira República (15 de novembro de 1889 – 24 de outubro de 1930), até a data da sua morte em 06 de junho de 1914;

2) Veterano de Guerra e Herói Naval do Segundo Império do Brasil com feitos admiráveis reconhecidos pelas autoridades militares do Brasil, Argentina e Uruguai durante a Guerra do Paraguai por atos de bravuras em combates navais;

3) Nobre do Segundo Império do Brasil: Agraciado pelo Imperador D. Pedro II com o Título Imperial de Barão de Jaceguai;

4) Escritor brasileiro dedicado a assuntos navais;

5) Instituidor no ano de 1890, com recursos próprios, da medalha que hoje carrega o seu nome no evento patrocinado pelo Clube Naval (CN) no processo de seleção anual de trabalhos apresentados por militares da Marinha do Brasil (MB), da ativa, [Serviço Ativo da Marinha (SAM)] e inativos [Veteranos], historiadores e analistas militares, que se dedicam a estudar a intrincada História Militar Naval (HMN), projeto concebido pelo Almirante Jaceguai, e que após 129 anos (2019-1890=129 anos) satisfez todas as suas premissas iniciais; e

6) Imortal da Academia Brasileira de Letras (ABL).

O Almirante Jaceguai, filho do Conselheiro José Inácio Silveira da Motta, no ano de 1858, aos quinze anos de idade, ingressou na Escola Naval (EN) do Rio de Janeiro como Aspirante, concluindo o curso em 1860.

Seu pai, após acidente marítimo, cogitou em transferi-lo para o Exército Brasileiro, mas Jaceguai se opôs, seguindo a carreira na Marinha de Guerra Imperial e realizou diversas viagens de instrução, nas quais foi promovido aos postos de Segundo-Tenente e Primeiro-Tenente.

Na Corveta Beberibe, seguiu para o Rio da Prata, onde participou da Campanha Oriental, e no dia 20 de fevereiro de 1865 seguiu para a frente de batalha na Guerra do Paraguai, onde serviu como Ajudante de Ordens do Almirante Tamandaré, [Joaquim Marques Lisboa, Marquês de Tamandaré, Patrono da Marinha do Brasil (MB), (Rio Grande, 13 de dezembro de 1807 – Rio de Janeiro, 20 de março de 1897), (https://www.marinha.mil.br/dphdm/historia/almirante-tamandare/carreira-do-tamandare)], então Comandante-em-Chefe das Forças Navais brasileiras entre os anos de 1865 e 1866.

Posteriormente, no comando do Encouraçado Barroso, participou das Batalhas de Curupaiti e Humaitá.

Em especial na Batalha de Humaitá, houve a Passagem de Humaitá (https://pt.wikipedia.org/wiki/Passagem_de_Humait%C3%A1) onde a Força Naval brasileira forçou a passagem sob fogo cerrado da artilharia paraguaia localizada na Fortaleza de Humaitá. Esta transposição na foz do rio Paraguai foi considerado pelos observadores militares da Tríplice Aliança, Brasil, Argentina e Uruguai, como sendo um feito admirável e memorável.

Por serviços de guerra e atos de bravuras, foi promovido a Capitão de Mar e Guerra com apenas 26 anos, feito único na Marinha do Brasil, Império e República.

Finda a guerra, o então Capitão de Mar e Guerra Artur Silveira da Motta passou por diversas missões diplomáticas no exterior, além de haver desempenhado inúmeras funções na Marinha de Guerra Imperial.

Em 1882, no Brasil Império o então Capitão de Mar e Guerra Artur Silveira da Motta foi agraciado com o Título Imperial pelo Imperador D. Pedro II de Barão de Jaceguai e foi promovido a Chefe de Esquadra.

Em 1900, foi nomeado Diretor da Escola Naval (EN).

Estudioso de assuntos navais, suas obras foram todas de cunho militar naval:

1) Organização Naval: Reunião de Artigos (1896);

2) O Dever do Momento: Carta a Joaquim Nabuco (1897);

3) Quatro Séculos de Atividade Marítima: Portugal e Brasil (1900);

4) Ensaio Histórico sobre a Gênese e Desenvolvimento da Marinha Brasileira (1903);

5) De Aspirante a Almirante, Memórias, 5 Volumes (1906, 1909, 1910, 1913 e 1917); e

6) Reminiscências da Guerra do Paraguai (1935).

Foi o segundo ocupante da “Cadeira de Nº 6” da Academia Brasileira de Letras (ABL), que tem por Patrono Casimiro de Abreu. Eleito em 28 de setembro de 1907, foi empossado em 9 de novembro do mesmo ano.

Faleceu em 06 de junho de 1914 na Cidade do Rio de Janeiro.

Fonte: Wikipédia.

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Conflitos Economia Geopolítica

Plano Brasil/Relações Brasil Versus OCDE/Análise: “Ingresso do Brasil pode levar até cinco anos, diz Diretor de Assuntos Jurídicos da OCDE, mas que fique claro, não por culpa do Brasil!”

NOTA DO PLANO BRASIL, por Gérsio Mutti: Plano Brasil/Relações Brasil Versus OCDE/Análise: “Ingresso do Brasil pode levar até cinco anos, diz Diretor de Assuntos Jurídicos da OCDE, mas que fique claro, não por culpa do Brasil!”

Fonte da matéria em questão: [PDF]Clipping-Notícias/Câmara dos Deputados (https://www2.camara.leg.br/atividade…/18-06-2019…/file), Representação Brasileira no Parlamento do Mercosul, Clipping-Notícias, 18/06/2019, Sumário Notícias, Senado Notícias: Valor Econômico, Brasil, Página A2, Terça-Feira, 18/Junho/2019 (https://www.valor.com.br/brasil/6310591/ingresso-do-brasil-pode-levar-ate-cinco-anos-dizdiretor-da-ocde) … Ingresso do Brasil pode levar até cinco anosdiz diretor da OCDE ………………………………… 5.

Em destaque na capa do jornal Valor Econômico de Terça-Feira, 8/Junho/2019: “A entrada do Brasil na OCDE permanece em compasso de espera, mas não por culpa do Governo Brasileiro. Segundo o Diretor de Assuntos Jurídicos da OCDE, Nicola Bonucci, os 36 países membros têm dificuldades para chegara um consenso sobre quais candidaturas priorizar, assim como sobre o calendário das adesões. Mas ele está otimista com relação ao pedido brasileiro.”

 Ingresso do Brasil pode levar até cinco anos, diz diretor da OCDE

 Por Gabriel Vasconcelos | Do Rio

Valor Econômico, Brasil, Página A2, Terça-Feira, 18/Junho/2019

A entrada do Brasil na Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) permanece em compasso de espera, mas não por culpa do governo brasileiro. Segundo afirmou ao Valor o diretor de assuntos jurídicos da organização, o ítalo-francês Nicola Bonucci, os 36 países membros têm dificuldade para definir quais candidaturas priorizar, assim como sobre o calendário das adesões. Na OCDE, toda decisão tem de ser tomada por consenso.

Mas o principal responsável pelos processos de adequação à organização se diz otimista com relação ao pedido brasileiro: “Tenho muita dificuldade de imaginar um cenário em que o Brasil fique de fora das novas adesões.” Bonucci afirma, porém, que o tempo mínimo do processo de adesão não será menor do que três anos e, no caso do Brasil, pelo tamanho da economia, pode levar até cinco anos, o que impediria o governo Bolsonaro de colher os frutos políticos da integração.

Em visita ao Brasil para o Congresso Mundial de Câmaras de Comércio, realizado na semana passada, no Rio, Bonucci disse que o tempo de adequação brasileira aos termos da OCDE pode ser abreviado, em caso de aprovação, porque o governo Bolsonaro promove uma série de reformas coerentes com a cartilha da organização.

“Algo muito importante em curso, e que costuma tomar muito tempo, é o ajuste ao código de liberalização da economia em matéria de movimentação de capitais”, afirma. “O Brasil tem todas as cartas [para entrar na OCDE]. Faz parte da convenção anticorrupção da organização e o que se passou neste país nos últimos dois ou três anos atesta que há um trabalho sendo feito nesse sentido”, opina.

Além do Brasil, cinco países apresentaram candidaturas à OCDE, dois latino-americanos (Argentina e Peru) e três europeus (Romênia, Bulgária e Croácia). Bonucci diz que ainda não há uma escolha e que um grupo “importante” de membros defende o escalonamento das adesões, de modo que diferentes blocos de países sejam aceitos com uma diferença de meses.

Uma reunião do conselho da OCDE, que reúne embaixadores, está prevista para esta semana. A ideia, segundo Bonucci, é avançar nas discussões para começar tratativas prévias, mesmo que a formalização dos primeiros processos de adesão possa vir somente em um horizonte de seis meses ou mais.

O grupo de países céticos ao ingresso simultâneo de novos sócios argumenta que esse processo pode sobrecarregar a administração da OCDE. Bonucci discorda. “No passado recente, entre 2007 e 2010, abrimos processos de adesão para cinco países ao mesmo tempo. Então podemos fazer”, diz. Ele faz referência aos casos de Chile, Israel, Eslovênia, Estônia e Rússia. Destes, só processo da Rússia não foi à frente em razão da invasão na região da Crimeia, em 2014, abrindo conflito com a Ucrânia.

Com relação à articulação dos apoios, o dirigente é evasivo. Não é segredo que os membros da União Europeia fazem forte lobby para que todos os seus membros integrem a OCDE e, por isso, exigem uma entrada pareada dos países que apoia com outros, apoiados pelos EUA, como são os casos de Brasil e Argentina.

Quanto à articulação em torno do pedido brasileiro, o diretor da OCDE afirma que a conjuntura mudou desde que Washington formalizou seu apoio ao Brasil em reunião do conselho no último 23 de maio. Até então a posição americana era lida como dúbia nos bastidores da organização. Além disso, o país contaria, desde o início, com o apoio do Japão, voz importante no processo decisório fora do eixo EUA-UE. “O Japão é muito favorável à candidatura brasileira e isso é um elemento importante”, afirma. “Nenhum país fez objeção oficial a entrada do Brasil”, diz ele, para sugerir, em seguida, que alguns condicionam seu aval a outras adesões.

Com relação às inclinações políticas do governo Bolsonaro, como o desejo expresso de alinhamento externo com os EUA, Bonucci se mostrou indiferente. Disse que, desde 1961, quando a OCDE foi criada, os países-membros tiveram governo das mais variadas orientações e que a agenda econômica sempre teria pautado as relações de forma pragmática. “Na economia do mundo atual, a ideologia encontra seu limite muito cedo. Há escolhas que funcionam, e outras que simplesmente não andam”, afirma. “Claro que é melhor uma troca comercial bilateral a não ter acordo nenhum, mas a OCDE prefere [acordos] multilaterais.

” Questionado, ainda, sobre políticas ligadas ao ambiente, o dirigente afirmou que o governo brasileiro terá de se ajustar e que as ameaças de saída do Acordo de Paris, por exemplo, poderiam, sim, levar a atritos com países-membros que votam pela adesão. Ele afirma, no entanto, que as instruções jurídicas da OCDE nesse campo, em sua maioria das décadas de 1980 e 1990, tratam mais de temas como o tratamento de dejetos e produtos químicos, em voga à época.

 

Fonte: Valor Econômico via Câmara dos Deputados 

 

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Plano Brasil/História do Brasil Colonial/Análise: “A Lei Colonial Portuguesa de 1570 em vigor no Brasil Colônia e as Forças Armadas”

NOTA DO PLANO BRASIL, por Gérsio Mutti: Plano Brasil/História do Brasil Colonial/Análise: “A Lei Colonial Portuguesa de 1570 em vigor no Brasil Colônia e as Forças Armadas”.

Imagem meramente ilustrativa

A Batalha dos Guararapes foi o primeiro confronto ocorrido entre o Exército da Holanda e os defensores do Império Português em dois dias seguidos, 18 e 19 de abril de 1648, no Morro dos Guararapes, Capitania de Pernambuco, em pleno Brasil Colonial. Assim, para ilustrar a presente dissertação do professor Manoel Rodrigues Ferreira sobre “A lei colonial de 1570 e as Forças Armadas” escolhi a reprodução óleo sobre tela “Batalha dos Guararapes” do pintor Victor Meirelles de Lima [(1832 – 1903) – https://pt.wikipedia.org/wiki/Victor_Meirelles].

 

A lei colonial de 1570 e as Forças Armadas

Por Manoel Rodrigues Ferreira (*)

Portugal, ou mais propriamente a Monarquia Portuguesa, era formada de repúblicas das vilas e cidades. O órgão político-administrativo das repúblicas das vilas e cidades era a Câmara que compreendia os três poderes, legislativo, executivo e judiciário e seus membros (vereadores, juízes ordinários e procurador) que eram eleitos pelos respectivos moradores. Assim, era paradoxal que uma monarquia fosse constituída de repúblicas, mas a sua origem remonta à Idade Média.

As Forças Armadas 

1) O exército (usando essa denominação moderna) nacional era o Exército da Monarquia Portuguesa, ou mais exatamente, o Exército do Rei; e

2) Em 10 de Dezembro de 1570, o Rei D. Sebastião assinou uma lei criando a Força Armada das Repúblicas das Vilas e Cidades, lei que tinha o título de “Regimento dos Capitães Mores e mais Capitães e Oficiais das Companhias da Gente”. Por “gente” subentenda-se os homens das vilas e cidades e seus termos que constituíam o exército (mais uma vez aqui usando o termo moderno) popular ou milícia do povo. Assim, “gente” tem o seu equivalente hoje, de miliciano ou soldado.

A Bandeira 

Essa Força Armada das Repúblicas das Vilas e Cidades recebia o nome de Bandeira. Portanto, a Bandeira tinha, segundo a Lei de D. Sebastião de 10/12/1570, o objetivo de organizar os homens das vilas e cidades em uma força militar com a finalidade de servir ao Rei e defender as mesmas vilas e cidades. Passavam a existir, portanto, duas forças armadas:

1) O Exército Nacional ou Exército do Rei; e

2) As Bandeiras das Vilas e Cidades.

A Bandeira era composta, constituída de Companhias, tendo cada Companhia 250 homens. Cada companhia era dividida em 10 Esquadras, tendo pois cada esquadra 25 (vinte e cinco) homens. Assim, por exemplo, se uma vila ou cidade tivesse 1000 homens, haveria uma Bandeira com quatro companhias e quarenta esquadras. Caso houvessem gente para fazer uma só companhia, essa única companhia reduzia-se à própria Bandeira, o que é lógico. E se nem assim houvesse 250 homens, a Companhia poderia ser organizada com 200, 150, ou 100 homens. E se houvessem menos de 100 homens, então existiriam somente as esquadras de 25 homens.

A Bandeira, constituída de Companhias, era superintendida por um Capitão Mor, que recaía nos “senhores dos mesmos lugares ou Alcaides Mores”: caso não existissem esses, o Capitão Mor seria eleito pela Câmara da República da Vila ou Cidade. Cada Companhia era dirigida por um Capitão e seus subordinados, o Alferes, o Sargento, o Meirinho e o Escrivão, todos eleitos pela mesma Câmara da República, mas os Cabos eram escolhidos pelo Capitão da Companhia. Nessas condições, a Bandeira era subordinada à Câmara da República da Vila ou Cidade (eleita pelo povo), mas militarmente dirigida pelo Capitão Mor.

Conclusão 1 

Todos os homens (gente) de uma Vila ou Cidade eram obrigatoriamente membros de uma Bandeira, através de suas Companhias ou Esquadras. Todos eram, pois, membros de uma Bandeira, sendo pois, Bandeirantes. E no sertão, mesmo que não existisse uma Companhia completa, ao menos, uma Esquadra que fosse, ela significava a presença da Bandeira. Era, pois, a presença da própria Bandeira. Quando um documento do sertão refere-se somente a uma Companhia, ou a um Capitão, ou a um Cabo, ou um Escrivão, ou a um Meirinho, ou à gente, esse documento está implicitamente referindo-se à Bandeira da qual todos eram parte integrante. Da mesma maneira, quando um documento refere-se a um Escrivão somente, ele está, como nas outras denominações, identificando um Bandeirante, e ipso facto, uma Bandeira.

E não nos esqueçamos de que esses Bandeirantes nos sertões eram responsáveis, pelos seus chefes, perante a Câmara da República das Vila ou Cidade, à qual teriam que prestar contas na volta, principalmente à sua Justiça, apresentando os inventários, testamentos, inquéritos, etc. feitos nos sertões.

Quanto às penetrações de Bandeirantes (e ipso facto de Bandeiras) nos sertões, não importa que os documentos refiram-se às mesmas como entradas, jornadas, viagens, descobrimentos, etc., pois essas expressões nada mais significam do que deslocamentos de Bandeirantes (e ipso facto de Bandeiras), isto é, penetrações nos sertões (usando esta denominação hoje).

O que importa é que no corpo do documento são as denominações que assinalam, caracterizam, identificam os membros de uma Bandeira: Capitão, Alferes, Cabos, Escrivães, Meirinhos, Gente (milicianos), etc.

Conclusão 2 

É historicamente correto, legitimo, identificar Bandeirantes e Bandeiras, através das denominações que aparecem nos documentos e que são as mesmas da Lei do Rei D. Sebastião, isto é, “Regimento dos Capitães Mores e mais Capitães e Oficiais das Companhias da Gente”, a Lei Orgânica das Bandeiras.

(*) Sobre o Autor: Manoel Rodrigues Ferreira, é professor universitário

FONTE: JORNAL DO COMMERCIO, RJ, 13 de abril de 1995, Caderno DIREITO & JUSTIÇA, Página 18

 

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Plano Brasil/Itália/Fincantieri/Novo Conceito de NPOMs (PPAs)/Análise: “Fincantieri lança ao mar o primeiro Navio Patrulha Oceânico Multipropósito (NPOM) para a Marinha de Guerra Italiana, Classe Almirante “Paolo Thaon Di Revel” P 430”

NOTA DO PLANO BRASIL, por Gérsio Mutti: Tradução do texto italiano “VARATO A MUGGIANO IL PATTUGLIATORE POLIVALENTI D’ALTURA “THAON DI REVEL” (Batismo e Lançamento ao Mar em Muggiano do Navio Patrulha Oceânico Multipropósito (NPOM) Paolo Thaon Di Revel P 430) e adaptação a terminologia naval em vigor na Marinha do Brasil (MB) por Gérsio Mutti/Plano Brasil (PB).

Batismo e Lançamento ao Mar em Muggiano do Navio Patrulha Oceânico Multipropósito (NPOM) “Paolo Thaon Di Revel” P 430

Por Difesa Online (Notizie dal Mondo Militare), Editoriale, 15/Junho/2019

A cerimônia de lançamento ao mar do primeiro navio Pattugliatori Polivalenti d’Altura (PPA), “Paolo Thaon Di Revel” P 430, Classe Almirante “Paolo Thaon Di Revel”, ocorreu na data de 15/Junho/2019, no Estaleiro de Riva Trigoso e os blocos foram integrados pela Fincantieri em Muggiano (La Spezia, Itália).

A madrinha do navio foi a Senhora Irene Imperiali, sobrinha do Almirante da Marinha de Guerra Italiana, Paolo Thaon Di Revel ( https://it.wikipedia.org/wiki/Paolo_Thaon_di_Revel ).

Este PPA, é o primeiro Navio Patrulha Oceânico Multipropósito (NPOM), de um total de sete unidades, com previsão de incorporação ao Serviço Ativo da Marinha (SAM) para comissionamento em 2021.

As outras seis unidades serão entregues a partir de 2022 e fazem parte do Plano de Renovação de Meios da Marinha de Guerra Italiana, decidido pelo Governo e pelo Parlamento Italianos e iniciado em maio de 2015 (“Lei Naval”).

Características técnicas de cada unidade

Denominação: Navio Patrulha Oceânico Multipropósito (NPOM) / (PPA – Pattugliatori Polivalenti d’Altura).

O Navio de Patrulha Oceânico Multipropósito (NPOM) representa um tipo de navio altamente flexível e com capacidades de executar múltiplas tarefas, desde Patrulha Oceânica com emprego no Salvamento Marítimo, até Operações de Proteção Civil, bem como na sua versão mais equipada que vem a ser comparável a um navio de guerra de primeira linha.

De fato, diferentes configurações de sistemas de combate estão previstas para fins de adaptações a bordo, ou seja, a partir de uma “missão leve”, relacionada à tarefa de patrulhamento, integrada com capacidade de autodefesa, até no emprego de uma “missão completa”, equipada com capacidade de defesa máxima.

Além disso, a unidade é capaz de usar barcos rápidos do tipo RHIB (Embarcação de Casco Rígido) com um comprimento de mais de 11 metros por meio de guindastes laterais ou por meio de uma rampa no outro bordo.

Características de Projeto

 

Comprimento: 132,5 metros;

Velocidade Máxima: 31 nós, dependendo da configuração operacional

Tripulação: 171 militares;

Propulsão Naval: Sistema Combinado de Turbina a Gás e Diesel (CODAG) e um Sistema de Propulsão Elétrica;

Casos de emergência de Operações de Proteção Civil em situações de catástrofes (Defesa Civil) no socorro a populações em terra firme (Ajuda Humanitária)

  1. a) Capacidade de fornecer água potável; e
  1. b) Capacidade de fornecer energia elétrica, até a potência de 2.000 KW;

Áreas Extras Modulares a bordo da embarcação

Áreas Extras a bordo da embarcação para Incorporações de Sistemas Modulares, dependendo da configuração para emprego específico, ou geral): Duas (2) áreas modulares, uma na popa e uma a meia nau no centro do navio, que permitem o embarque de vários tipos de módulos operacionais / logísticos / habitacionais / sanitários em contêineres (em particular a área da popa pode receber e movimentar em área coberta até 5 módulos em contêineres ISO 20” (Standard Reefer Container), enquanto que na área central até 8 contêineres ISO 20” (Standard Reefer Container).

Os PPAs estão sendo construídos no Estaleiro de Riva Trigoso e os blocos integrados pela Fincantieri em Muggiano (La Spezia, Itália) num total de sete navios, com a entrega para incorporação ao SAM e comissionamento pela Marinha de Guerra Italiana, previsto para a primeira unidade da “Classe Almirante “Paolo Thaon Di Revel””, em 2021, enquanto os seis PPAs seguintes serão entregues para incorporações ao SAM e comissionamentos, em 2022, 2023, 2024 com duas unidades, em 2025, e em 2026.

Fonte: Difesa Online (Notizie dal Mondo Militare), Editoriale  ( http://www.difesaonline.it/industria/varato-muggiano-il-pattugliatore-polivalente-daltura-thaon-di-revel )

NOTA COMPLEMENTAR DO PLANO BRASIL, por Gérsio Mutti: Plano Brasil/Itália/Fincantieri/Novo Conceito de NPOMs (PPAs)/Análise: “Fincantieri lança ao mar o primeiro Navio Patrulha Oceânico Multipropósito (NPOM) para a Marinha de Guerra Italiana, Classe Almirante “Paolo Thaon Di Revel” P 430”.

No texto acima da “Difesa Online, Editoriale”, nas Características de Projeto do Navio, há a menção do emprego de motor diesel no fornecendo energia de bordo para a terra em caso de catástrofes no montante de 2.000KW, que vem a ser 2×1000² W, ou 2MW: (2.000KW = 2X1000² W = 2MW).

Mega (M) é um prefixo do Sistema Internacional de Unidades que indica que a unidade padrão foi multiplicada por um milhão (1.000.000). A nomenclatura foi adotada em 1960 e vem do prefixo grego “μέγας”, que significa grande.

Em linguagem de Tecnologia da Informação (TI), mega de megabyte não representa exatamente um milhão, mas 220 (= 1.048.576) bytes ( Wikipédia – https://pt.wikipedia.org/wiki/Mega ). 

Assim, segundo link da Navy Recognition ( http://www.navyrecognition.com/index.php/news/defence-news/2016/march-2016-navy-naval-forces-defense-industry-technology-maritime-security-global-news/3652-ge-to-provide-gas-turbines-for-italian-navy-ppa-hybrid-drive.html ) podemos ler:

“Pattugliatori Polivalenti d’Altura (PPA)  – Navio Patrulha Oceânico Multipropósito (NPOM):

A Marine Solutions da GE fornecerá a turbina a gás LM2500 + G4 que dará força aos novos Patrulheiros de Patrulhas Oceânicos [Pattugliatori Polivalenti d’Altura (PPA)] da Marinha de Guerra italiana.

Turbina a Gás Marinizada GE LM2500+G4 (foto):

O sistema de propulsão elétrica híbrido dos navios também usará os acionamentos MV3000 à prova de choque da GE e uma rede elétrica de motores projetada pela GE como parte do sistema de propulsão. O motor e o acionamento híbridos também podem atuar como o gerador para alimentar equipamentos a bordo do navio, como armas e sensores (https://www.gepowerconversion.com/sites/default/files/GEA34072%20%20GE%20PC%20Solutions%20%26%20Products%20Brochure%20A5%20Low%20Res%20%28032019%29.pdf ).   

Durante a realização de operações de socorro em catástrofes, o PPA poderá fornecer até 2MW de energia de bordo para terra. Os conversores GE podem converter a frequência da eletricidade gerada para 50 ou 60 Hertz, permitindo uma conexão suave em terra, qualquer que seja a localização.”

PPA Nº 01: Cerimônia de colocação da quilha (“Cerimônia da Quilha”) na doca seca do Estaleiro Riva Trigoso do PPA Nº 01 (foto abaixo) Classe Almirante “Paolo Thaon Di Revel”em 09/Maio/2017. Batizado e lançado ao mar em 15/Junho/2019 com o nome PPA “Paolo Thaon Di Revel” P 430. Previsão de incorporação ao SAM para comissionamento pela Marinha de Guerra Italiana [Marina Militare Italiana ( MMI – http://www.marina.difesa.it/Pagine/default.aspx )], 2021:

PPA Nº 03: Cerimônia de colocação da quilha (“Cerimônia da Quilha”) na doca seca do Estaleiro Riva Trigoso do PPA Nº 03 (foto abaixo) Classe Almirante “Paolo Thaon Di Revel”em 08/Novembro/2018 com previsão de incorporação ao SAM para comissionamento pela Marinha de Guerra Italiana [Marina Militare Italiana (MMI)], 2023:

Características adicionais de Projeto ( https://en.wikipedia.org/wiki/Paolo_Thaon_di_Revel-class_offshore_patrol_vessel + https://it.wikipedia.org/wiki/Pattugliatori_polivalenti_d%27altura )

 

Tipo: Navio Patrulha Oceânico Multipropósito (NPOM) do tipo Fragata Leve;

Nome: Classe Paolo Thaon Di Revel;

Construtores: Fincantieri, Muggiano e Riva Trigoso (La Spezia);

Operador: Marinha de Guerra Italiana;

Custo total pelos 7 PPAs:  3.900 bilhões de Euros;

Comissionados: 2021 a 2026;

Em estudo: Aquisição de mais 3 PPAs além dos 7 PPAs programados, totalizando 10 PPAs;

Deslocamentos:

 

Deslocamento a plena carga em configuração com Módulos Extras Embarcados na popa e a Meia Nau: 6.270 toneladas;

Deslocamento a plena carga em configuração com Módulos Extras Embarcados na popa: 5.880 toneladas;

Deslocamento a plena carga em configuração com Módulos Extras Embarcados a Meia Nau: 4.880 toneladas;

 

Comprimentos proa – popa:

Comprimento Máximo LOA (Length Over All): 143 metros;

Comprimento Máximo LPP (Length between Perpendiculars): 133 metros;

Largura máxima a meia nau entre os bordos: 16.5 metros;

Calado: 10.5 metros;

Propulsão Naval: Sistema Combinado CODAG de 1 Turbina a Gás (GE Marinizada LM2500 + G4 de 32.000 KW ou 43.000 HP); 2 Motores Diesel (MTU 20V 8000 M91L de 10.000 KW (10 MW) ou 13.000 HP cada; 2 Motores Diesel Elétricos reversíveis de 1.350 KW (1.3 MW) ou 1.810 HP cada; e 4 Geradores Diesel MAN de baixas tensões, 690 V/60 Hz GenSets 12V175D-MEM 1,6640 KW (1.6 MW) ou 2.200 HP cada. Sistema Combinado de Turbina a Gás (LM2500 + G4) e Motores Diesel (CODAG) e um Sistema de Propulsão Elétrica Híbrido constituído de 1 motor elétrico com acionamento híbrido MV3000 à prova de choque da GE, que pode atuar como gerador para alimentar equipamentos de bordo do navio, tais como, armas e sensores. Durante a realização de operações de socorro em catástrofes, o PPA poderá fornecer até 2MW de energia para operações em terra firme. Os conversores GE podem converter a frequência da eletricidade gerada para 50 ou 60 Hertz, permitindo uma conexão suave em terra, qualquer que seja a localização.”;

 

Eixos: 2 eixos com 1 Hélice de Passo Controlado (HPC) para cada eixo;

Guarnição: 171 militares;

Armamento: 1 canhão multirole (multifunção, ou multiuso) Oto Melara 127/64 mm; 1 canhão multirole (multifunção, ou multiuso) Oto Melara 72/62 mm; 2 Metralhadoras remotizadas Oto Melara Oerlikon KBA de 25 mm; 4 metralhadoras de 12.7 mm.

Mísseis: Lançadores verticais de 8 células DCNSSYLVER A50 VL que comportam 16 mísseis Aster 15, 30 e 30 B1, e, também, lançadores com capacidades de ataques superfície (navio)-superfície (navio/terra) de 8 células para mísseis Teseo/Otomak MK-2/E com raio de ação superior a 360 Km;

 

Hangar de Voo: Comporta 2 helicópteros SH90, ou 1 helicóptero AW101;

Velocidades:

Velocidade Máxima (com emprego da Turbina a Gás): 32 nós, dependendo da configuração operacional

Velocidade de Cruzeiro (com emprego de Motores Diesel): 25 nós, dependendo da configuração operacional

Velocidade de Cruzeiro (com emprego de Motores Elétricos Reversíveis): 10 nós, dependendo da configuração operacional; e

Alcance em Milhas Náuticas (Dias de Mar): 5.000 milhas náuticas a uma velocidade de 15 nós constantes

https://www.youtube.com/watch?v=N487_HrwssY

Batismo e Lançamento ao Mar do PPA Paolo Thaon Di Revel P 430, ocorrido em Muggiano aos 15/Junho/2019

  https://www.youtube.com/watch?time_continue=2&v=p6Z2lW12lo8

 Fincantieri PPA Patrol Ship at EURONAVAL 2014 (First Design Concept)

 https://www.youtube.com/watch?v=zJsDo28AzdI

Os novos Sistemas de bordo Leonardo em atenção a Lei Naval em vigor a partir de 2015

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Artigos Exclusivos do Plano Brasil Geopolítica

Plano Brasil/Relações Brasil X EUA/Análise: “Presidente dos EUA, Donald Trump,notifica Congresso Americano sobre intenção de indicar Brasil como “Aliado Preferencial extra-Otan”, e garante que apoiará a entrada do País na OCDE”

 

NOTA DO PLANO BRASIL, por Gérsio Mutti: Plano Brasil/Relações Brasil X EUA/Análise: “Presidente dos EUA, Donald Trump, notifica Congresso Americano sobre intenção de indicar Brasil como “Aliado Preferencial extra-Otan”, e garante que apoiará a entrada do País na OCDE”.

 

História Contemporânea

 

Ao término da Segunda Guerra Mundial (II GM), estava no projeto de pós-guerra do Presidente dos EUA, Franklin Delano Roosevelt (https://pt.wikipedia.org/wiki/Franklin_Delano_Roosevelt ), do Brasil, já naquela ocasião, vir a fazer parte do Conselho de Segurança da ONU.

 

Com a morte de Roosevelt, antes do término da II GM, o Brasil perdeu o seu maior mentor e apoio incondicional, e assim mesmo recebeu como prêmio de consolação poder abrir todas as Conferências da ONU no decorrer de todos os anos.

 

“No livro “O sexto membro permanente: o Brasil e a criação da ONU”, o diplomata Eugênio Vargas Garcia relata que o governo de Franklin Roosevelt, que liderou os Estados Unidos na Segunda Guerra, havia prometido ao Brasil uma cadeira permanente no Conselho de Segurança na nova organização.

 

Com a morte de Roosevelt em abril de 1945, um mês antes do fim do conflito, e sua substituição pelo vice, Harry Truman, a promessa foi deixada de lado.

 

A contenção dos soviéticos na Europa e no extremo oriente se tornariam as prioridades americanas no início da Guerra Fria.

 

Não há até hoje um sexto membro permanente, privilégio de que usufruem cinco países: EUA, Rússia (no lugar da antiga URSS), França, Reino Unido e China, todos com armamento nuclear.” O Globo, 25/Setembro/2018 ( https://oglobo.globo.com/mundo/entenda-por-que-brasil-o-primeiro-discursar-na-assembleia-geral-da-onu-23098892 )

 

EUA reforçam compromissos feitos a Bolsonaro

Trump notifica Congresso americano sobre intenção de indicar Brasil como aliado preferencial fora da Otan, e garante que apoiará entrada do país na OCDE, após Washington deixar de se posicionar favoravelmente em reunião em Genebra

Segundo fontes, haveria um impasse na OCDE em relação ao número de vagas

O Globo, Mundo, Página 23, Quinta-Feira, 09/Maio/2019

Foto: Acordos. Os presidentes Jair Bolsonaro e Donald Trump apertam as mãos durante encontro na Casa Branca – GETTY IMAGES

O governo americano indicou ontem que cumprirá os compromissos acordados com o presidente Jair Bolsonaro em março, durante sua visita ao Washington. Em comunicado, o presidente Donald Trump anunciou que notificou o Congresso de sua intenção de que o Brasil seja um aliado preferencial do governo americano fora da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan). O governo Trump ainda garantiu que cumprirá a promessa de apoiar a candidatura brasileira a país integrante da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

O apoio foi confirmado após vir a público que os Estados Unidos mantiveram sua posição contrária à adesão de novos membros à organização em reunião realizada na terça-feira, em Genebra, Suíça, segundo informou o Valor Econômico. Ontem, Kimberly Breier, secretária-adjunta de Estado para o Hemisfério Ocidental, garantiu, em mensagem em rede social, que o governo de Donald Trump “apoia o Brasil, que está iniciando o processo de adesão para se tornar um membro pleno da OCDE”.

“De acordo com a declaração conjunta de Donald Trump e Jair Bolsonaro, damos as boas-vindas às reformas econômicas, melhores práticas e uma estrutura regulatória do Brasil, de acordo com os padrões da OCDE”, escreveu Breier no Twitter.

Uma fonte do governo brasileiro explicou que a dificuldade continua sendo a expansão da OCDE em sentido mais abrangente: os EUA querem um número menor de vagas, mas que necessariamente contemplem o Brasil e a Argentina. A questão é encontrar um equilíbrio na proporção de países europeus e de outras regiões com as quais os 35 integrantes possam concordar. Além de Brasil e Argentina, disputam uma vaga Croácia, Bulgária, Romênia e Peru.

BARGANHA ENVOLVE OMC

Na visita de março a Washington, o ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, anunciou que o Brasil abriria mão do status de país em desenvolvimento na Organização Mundial do Comércio (OMC), numa contrapartida para que o governo americano apoiasse a candidatura do Brasil a integrar a OCDE. Na mesma visita, Trump informou ao presidente brasileiro que tinha intenção de indicar o Brasil como um aliado preferencial extra-Otan.

Na noite de terça-feira, o assessor para Assuntos Internacionais da Presidência da República, Filipe Martins, usou uma rede social para rechaçar qualquer possibilidade de recuo dos EUA. Segundo ele, há um impasse sobre o número de vagas a serem abertas no OCDE. Enquanto os europeus desejam abrir seis vagas, outros países querem apenas quatro.

“A posição do governo americano em relação ao ingresso do Brasil na OCDE é exatamente a mesma que foi adotada pelo presidente Donald Trump no dia 19 de março: a de apoio claro e inequívoco do processo de ingresso do nosso país na organização”, escreveu Martins no Twitter.

O primeiro passo para o ingresso é o Conselho da OCDE convidar o Brasil para iniciar o processo de entrada, o que ainda não aconteceu. A partir do convite, o processo pode levar, no mínimo, dois anos. O país deve passar pela avaliação de 20 comitês de várias áreas. O país já trabalha com vários destes comitês, o que deve facilitar algumas etapas.

No caso da Otan, o próprio Trump disse ontem, em comunicado, que honrará o compromisso. “Estou notificando minha intenção de designar o Brasil como aliado preferencial fora da Otan. Estou tomando essa medida para reconhecer o recente compromisso do Brasil em aumentar a cooperação militar com os Estados Unidos, e em reconhecimento do nosso próprio interesse nacional em intensificar nossa coordenação militar com o Brasil”, afirmou.

Nesse caso, a declaração é unilateral, já que os Estados Unidos não precisam de aprovação de nenhum outro país para colocar o Brasil na lista. Também não há nenhum vínculo com a Otan: é uma posição independente do bloco. Ao todo, 17 países receberam essa classificação do governo americano — a Colômbia é, desde o ano passado, o único parceiro global na América Latina. A Otan tem 29 países-membros, nenhum dele é da América Latina ou do Atlântico Sul.

APROXIMAÇÃO MILITAR

Na prática, ser um aliado prioritário extra- Otan aproxima militarmente o Brasil dos Estados Unidos, já que, ao entrar nessa classificação, o Brasil consegue tornar-se comprador preferencial de equipamentos e tecnologia militares dos EUA; participa de leilões organizados pelo Pentágono para vender produtos militares; e ganha prioridade para promover treinamentos militares com as Forças Armadas americanas.

(Colaborou Eliane Oliveira)

Fonte: O Globo, Mundo, Página 23, Quinta-Feira, 09/Maio/2019 via clipping.abinee.org

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Artigos Exclusivos do Plano Brasil Defesa Sistemas Navais

Plano Brasil/Programa PROSUB da MB/ Análise: “Soldadores da Itaguaí Construções Navais/PROSUB vão para a Europa trabalhar em submarino nuclear francês”

 

 

NOTA DO PLANO BRASIL, por Gérsio Mutti: Plano Brasil/Programa PROSUB da MB/ Análise: “Soldadores da Itaguaí Construções Navais/PROSUB vão para a Europa trabalhar em submarino nuclear francês”.

 

“A Itaguaí Construções Navais (ICN) enviou à França treze integrantes para atuar na montagem do casco de um dos submarinos nucleares Barracuda, que farão parte da frota francesa.

Integrantes são da escola de solda da empresa e curso faz parte do programa de transferência de tecnologia com a Naval Group.

A fabricação de submarinos nucleares é tida como a mais complexa atividade construtiva em termos tecnológicos e capacitação de mão de obra. São necessários mais de oito milhões de homens hora de trabalho e a integração de quase um milhão de componentes, superando a fabricação de aviões de grande porte, caças militares e mísseis.

O ponto alto do PROSUB é a transferência de tecnologia entre os países, assegurando (assim) que o Brasil venha a ser autônomo em seus futuros projetos de construção de submarinos.” Jornal Atual, Itaguaí, 29/março/2019, Páginas 8 e 9

 

Foto 01: Seções S1 e S2 em construção dos novos submarinos nucleares franceses da Classe “Barracuda”. Conjunto de soldas visíveis a olhos nus.

Foto 02: Programa PROSUB da Marinha do Brasil (MB).

Foto 03: Programa PROSUB da Marinha do Brasil (MB) –  Vista das soldagens da Seção S1 do Submarino Riachuelo S 40 a olhos nus – AFP Photo / Yasuyoshi Chiba.

Foto 04: Programa PROSUB da Marinha do Brasil (MB) – Seção S1 do Submarino Riachuelo S 40.

Soldadores da Itaguaí Construções Navais/PROSUB vão para a Europa trabalhar em submarino nuclear francês

Integrantes são da escola de solda da empresa e curso faz parte do programa de transferência de tecnologia com a Naval Group

 

Por Jornal Atual, Itaguaí, 29/março/2019, Páginas 8 e 9

 

 

A Itaguaí Construções Navais (ICN) enviou à França treze integrantes para atuar na montagem do casco de um dos submarinos nucleares Barracuda, que farão parte da frota francesa.

O grupo de soldadores brasileiros vai permanecer no país durante seis meses, em dois períodos de 90 dias. Eles foram formados na escola de solda criada pela ICN para o PROSUB (Programa de Desenvolvimento de Submarinos da Marinha), que, por meio da parceria entre os governos do Brasil e da França, tem a missão de fabricar 5 submarinos – 4 modelos convencionais (diesel-elétrico) e 1 movido à propulsão nuclear. O grupo de soldadores foi escolhido por ter alcançado um alto padrão de excelência no trabalho. Nunca nenhum deles s havia viajado para o exterior.

Na escola, localizada na sede da ICN, os soldadores passaram por uma formação completa, sendo qualificados em complexos processos. Antes de seguir para a França, fizeram testes rigorosos com o trabalho em chapas de 55 a 110 milímetros, que são as usadas nos submarinos nucleares e com as quais eles ainda não haviam trabalhado. “O resultado é impressionante, muitas etapas consideradas de alta complexidade técnica foram concluídas pelo grupo escolhido sem quaisquer erros, mostrando o quanto acertamos ao investir na formação desses profissionais aqui no Rio de Janeiro”, destaca engenheiro Luiz Antonio da Silva, coordenador de solda da ICN.

Escola de soldas

 

A escola de soldadores foi criada pela ICN em 2013 e já formou 174 trabalhadores. O treinamento dura, em média, três meses, e envolve a parte teórica e pratica. Atualmente, 129 seguem como integrantes da ICN.

Entre os que estão embarcando para França, oito são de Itaguaí e os demais dos bairros cariocas de Santa Cruz, Jesuítas, Campo Grande, além de Angra dos Reis. “Eles foram selecionados de acordo com os resultados apresentados e pela qualidade de suas soldas, índice de reparo e defeitos, além do comportamento, postura, assiduidade, comprometimento com o trabalho executado”, pondera o coordenador. O trabalho deles na França cumpre mais uma etapa do programa de transferência de tecnologia do PROSUB e também serve como estímulo ao desenvolvimento da população que reside ao redor do estaleiro, localizado em Itaguaí.

De acordo com Luiz Antonio, a ida do grupo para trabalhar no projeto nuclear francês representa o reconhecimento do trabalho desenvolvido na escola de solda da ICN em reproduzir o aprendizado adquirido junto à Naval Group no início do PROSUB.

“Este é um grande marco para a ICN e para o Brasil, mostrando que nossos profissionais estão altamente qualificados e preparados para grandes desafios, em especial, de construir o primeiro submarino nuclear brasileiro, sendo este um legado para a engenharia e a indústria naval do país”, finaliza.

Submarinos brasileiros

A fabricação de submarinos nucleares é tida como a mais complexa atividade construtiva em termos tecnológicos e capacitação de mão de obra. São necessários mais de oito milhões de homens hora de trabalho e a integração de quase um milhão de componentes, superando a fabricação de aviões de grande porte, caças militares e mísseis. O ponto alto do PROSUB é a transferência de tecnologia entre os países, assegurando que o país seja autônomo em seus futuros projetos de construção de submarinos.

Fonte: Jornal Atual 

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Artigos Exclusivos do Plano Brasil Defesa

Plano Brasil/EB/CAvEx/Helicóptero turco T129 ATAK no Brasil/Análise: “Demonstração do helicóptero de ataque turco T129 ATAK, derivado do italiano Leonardo A129 Mangusta, causou excelente impressão ao CAvEx”

 

 

[embedyt] https://www.youtube.com/watch?v=wi6HFuGJvKA[/embedyt]

 

 

Helicóptero de ataque turco T129 ATAK – História do Roadshow no Brasil

 

[embedyt] https://www.youtube.com/watch?v=kEGoYD2rHdw[/embedyt]

 

 

Hoje no Mundo Militar: O que o Brasil pode aprender com a Turquia e o seu T129 ATAK

 

 

Helicóptero turco de ataque é apresentado na Aviação do Exército em Taubaté

Por: Redação PortalR3, 27/março/2019

Foto 01: Helicóptero T129 ATAK possui alta capacidade bélica. (Foto: ComSoc CAvEx)

O CAvEx (Comando de Aviação do Exército), com sede em Taubaté (SP), recebeu no dia 26 de março, representantes da empresa Turkish Aerospace Industries (TAI), para demonstrações de um helicóptero T129 ATAK.

A aeronave está no Brasil para a 12ª edição da LAAD Defence & Security – Feira Internacional de Defesa e Segurança – e, na ocasião, realizará um evento conhecido como Road Show Brazil 2019, na qual inclui demonstrações para autoridades civis e militares. O evento inclui apresentações em Brasília e Rio de Janeiro e a empresa, solicitou ao Exército Brasileiro, uma apresentação da referida aeronave em Taubaté, no Comando de Aviação do Exército.

O T129 ATAK utiliza diversos tipos de sistemas e armamentos de última geração como canhão de 20 mm, foguetes guiados e mísseis, além de um moderno sistema de câmeras coloridas e de infra-vermelho.

O Programa Estratégico Aviação do Exército (PEE Av Ex), programa que regula e detalha os projetos de longo prazo da Aviação do Exército, prevê a melhoria das atuais capacidades e a aquisição de novas capacidades para a Aviação do Exército Brasileiro.

Foto 02: Militares do CAvEx acompanharam a apresentação da equipe turca. (Foto: ComSoc CAvEx)

A obtenção da capacidade de ataque está no escopo de Projetos do Programa Aviação. A AvEx já realizou alguns testes em helicópteros de ataque nos Estados Unidos, Itália e Rússia.

Em novembro de 2018 uma equipe da Aviação do Exército esteve na Turquia para realização de testes no modelo que agora está sendo apresentado no Brasil. Não existe ainda definição de qual helicóptero será o escolhido e nem prazo para a efetivação da compra. Outros modelos de aeronave de ataque ainda podem ser testados.

AERONAVES NO EXÉRCITO BRASILEIRO

Atualmente o Exército Brasileiro possui uma frota de aproximadamente 100 helicópteros de cinco modelos diferentes: Fennec, Pantera, Cougar, Jaguar e Black Hawk.

Eles são empregados em atividades de reconhecimento, transporte de tropas e missões diversas pelo país, porém, nenhum destes modelos é especifico para o ataque.

O objetivo com os novos modelos de aeronaves especificamente criadas para o ataque, é reforçar principalmente as fronteiras do país e apoiar as Forças de Superfície nas suas missões.

 Fonte: Redação PortalR3 

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Defesa

Plano Brasil/ IISS-2018: Gastos Militares por Países/Análise: “Gastos Militares dos BRICS em função dos respectivos PIBs/2018. EUA puxam crescimento global de gastos militares, e salários e mais regalias fazem do Serviço Militar Americano uma boa carreira”

NOTA DO PLANO BRASIL, por Gérsio Mutti: Plano Brasil/ IISS-2018 (The International Institute for Strategic Studies 2018 – https://www.iiss.org/blogs/military-balance/2019/02/european-nato-defence-spending-up ): “Gastos Militares dos BRICS em função dos respectivos PIBs/2018. EUA puxam crescimento global de gastos militares, e salários e mais regalias fazem do Serviço Militar Americano uma boa carreira”.

 

2016:

 

Gastos militares em % do PIB – Países selecionados/Ano de referência: 2016 – BRICS – Fonte Banco Mundial – Databank – Military expenditure (% of GDP): “O Brasil é um dos Países dos BRICS que menos recursos aplica em Defesa” (https://www.defesa.gov.br/arquivos/ensino_e_pesquisa/defesa_academia/cedn/xvii_cedn/os_projetos_estrategicos_das_forcas_armadas_em_face_do_orcamento_da_defesa.pdf ).

2017:

 

Segundo o SIPRI/2017 (Stockholm International Peace Research Institute 2017), “o Brasil desembolsou US$ 29,3 bilhões de dólares, em 2017 – 6,3% a mais do que em 2016” (Deutsche Welle (DW), 02/Fevereiro/2018 –https://www.dw.com/pt-br/brasil-registra-maior-aumento-de-gastos-militares-desde-2010/a-43612204 ).

 

2018:

 

Em 28 de fevereiro de 2019, o IBGE divulgou o resultado anual do Produto Interno Bruto brasileiro referente ao ano de 2018. De acordo com o IBGE (https://www.suapesquisa.com/economia/pib_brasil_2018.htm ), o PIB brasileiro apresentou crescimento de 1,1% no ano. Foi o segundo ano consecutivo que o PIB brasileiro apresentou crescimento. Em valores correntes o PIB brasileiro fechou 2018 em R$ 6,8 trilhões (US$ 1,8 trilhão – cotação do dólar em 28/02/19 a R$ 3,76). Como o gasto militar em 2018 foi de 1,51% em relação ao PIB/2018 que foi de US$ 1,8 trilhão, segundo o Governo Brasileiro, este gasto militar vem a ser um valor da ordem de US$ 27,18 bilhões de dólares; portanto em relação ao PIB/2017 houve um “contingenciamento” de US$ 2,12 bilhões de dólares (US$ 29,3 bilhões de dólares, PIB/2017 – US$ 27,18 bilhões de dólares, PIB/2018 = US$ 2,12 bilhões de dólares), embora o Brasil tenha crescido 1,1% no ano de 2018 segundo o IBGE.

Por sua vez, segundo o infográfico da Folha de São Paulo, os Países na Região da América Latina e Caribe, tiveram os seus gastos militares em relação aos respectivos PIBs/2018 na ordem de 2,0%.

 

“Em 2018, os EUA seguem como líderes incontestes no campo militar. Alocaram em 2018 US$ 643 bilhões para defesa contra US$ 734 bilhões dos próximos 15 maiores países no campo, e US$ 310 bilhões do resto do mundo.” Igor Gielow (Folha de São Paulo, Mundo, Página A10, Domingo, 3/Março/2019 – https://www1.folha.uol.com.br/mundo/2019/03/estados-unidos-puxam-crescimento-global-de-gastos-militares.shtml ). Segundo a análise da organização inglesa IISS/2018 (The International Institute for Strategic Studies – https://www.iiss.org/blogs/military-balance/2019/02/european-nato-defence-spending-up ), o Brasil (País), “com a quinta maior área geográfica do mundo”, e estando classificado entre as 10 primeiras economias do mundo, encontra-se na 11ª posição com um gasto militar anual da ordem de US$ 28 bilhões de dólares, conforme disposto no presente infográfico da Folha de São Paulo (FSP), a saber:

1) EUA – US$ 643,3 bilhões de dólares (*);

2) China – US$ 168,2 bilhões de dólares;

3) Arábia Saudita – US$ 82,9 bilhões de dólares;

4) Rússia – US$ 63,1 bilhões de dólares;

5) Índia – US$ 57,9 bilhões de dólares;

6) Reino unido – US$ 56,1 bilhões de dólares;

7) França – US$ 53,2 bilhões de dólares;

8) Japão – US$ 47,3 bilhões de dólares;

9) Alemanha – US$ 45,7 bilhões de dólares;

10) Coréia do Sul – US$ 39,2 bilhões de dólares;

11) Brasil – US$ 28,0 bilhões de dólares (**);

12) Austrália – US$ 26,6 bilhões de dólares;

13) Itália – US$ 24,9 bilhões de dólares;

14) Israel – US$ 21,6 bilhões de dólares (***); e

15) Iraque – US$ 19,6 bilhões de dólares

(*) O pacto do orçamento de 2018 nos EUA: ganham militares e banqueiros (América Latina em Movimento, 08/Fevereiro/2018 – https://www.alainet.org/pt/articulo/190927 ):

 

Ao termo do ano anterior, foram incluídas provisões orçamentárias para gastos nos EUA de até US$ 700 bilhões em 2018. Com isso, se retornará a patamar de gastos militares observado em 2012.

As prioridades para os gastos militares no orçamento de 2018 são:

  1. Elevar a prontidão do sistemas de armas norte-americano: conjunto de programas de capacitação e mobilização de pessoal em situações de pronta-resposta;

  1. Preencher lacunas em capacidade e letalidade das forças armadas: aumentar a capacidade dos EUA em responderem a ameaças aos interesses norte-americanos no mundo. Significa aumento na capacidade de ataque norte-americana, reafirmando-se a histórica filosofia de retaliação total;

  1. Reforma em como as encomendas públicas serão realizadas: prevê aumento no poder decisório discricionário do Departamento de Estado;

  1. Aumentar a confiança de militares e suas famílias: elevando-se benefícios previdenciários e soldo; e

  1. Apoiar operações internacionais especiais (Overseas Contingency Operations): Foco na operação Freedom’s Sentinel (OFS) no Afeganistão, Operação Inherent Resolve (OIR) no Iraque e na Síria, maiores esforços no apoio a aliados europeus e luta global contra o terrorismo. Neste quesito estão previstos boa parte dos gastos incrementais em 2018.

Para continuar lendo, acesse o link (https://www.alainet.org/pt/articulo/190927 ).”

(**) O gasto militar do Brasil, segundo a IISS/2018, foi de US$ 28 bilhões de dólares. Na realidade o gasto militar no que diz respeito ao Brasil foi ainda menor, ou seja, US$ 27.18 bilhões de dólares (1.51% PIB/2018). Os 15 Países acima listados dizem respeito às “Grandes Potência Militares segundo a IISS/2018”.

(***) Israel recebeu uma promoção em 2014 e passou a ser designado “Grande “Parceiro Estratégico” dos EUA”, um degrau acima do status de Grande Aliado Extra-OTAN dos EUA (Major NON-NATO Ally of USA)”. Assim a ajuda substancial bancada pelo contribuinte americano faz a diferença e muito no gasto da máquina militar em relação ao PIB de Israel.

Congresso dos EUA aprova US$ 700 bilhões para orçamento de defesa (do ano de 2018). Orçamento prevê a compra de 90 caça F35, dezenas de helicópteros, tanques, blindados e 14 navios e submarinos. Congresso também aumentou em 2,4% o salário dos militares. A Ucrânia receberá US$ 350 milhões em ajuda para segurança e “Israel cerca de US$ 705 milhões para seus sistemas de defesa antimísseis” (Agence France-Presse (AFP) via G1, 17/Novembro/2017 – https://g1.globo.com/mundo/noticia/congresso-dos-eua-aprova-us-700-bilhoes-para-orcamento-de-defesa.ghtml ).

No cômputo geral, segundo o IISS/2018, agora considerando os Países com os maiores gastos militares em relação aos seus respectivos PIB nacionais, teremos os seguintes 15 Países, a saber: 

1) Omã – 11% do PIB Nacional;

2) Arábia Saudita – 10,8 % do PIB Nacional;

3) Afeganistão – 10,1% do PIB Nacional;

4) Iraque – 7,5% do PIB Nacional;

5) Israel – 5,9 % do PIB Nacional;

6) Argélia – 5,3% do PIB Nacional;

7) Jordânia – 4,7% do PIB Nacional;

8) Irã – 4,6% do PIB Nacional;

9) Kuwait – 4,3% do PIB Nacional;

10) Mali – 4,1% do PIB Nacional;

11) Armênia – 4,0% do PIB Nacional;

12) Rússia – 4,0% do PIB Nacional;

13) Trinidad e Tobago – 4,0% do PIB Nacional;

14) Camboja – 3,9% do PIB Nacional; e

15) Bahrein – 3,8% do PIB Nacional

Gastos Militares em função dos respectivos PIBs/2018 dos Países que compõem o BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China, e África do Sul):

 

  1. a) 4º lugar: Brasil – US$ 27,18 bilhões de dólares (1,51% do PIB/2018) [Brasil PIB/2018 – US$ 1,80 trilhões de dólares (https://www.suapesquisa.com/economia/pib_brasil_2018.htm)];

  1. b) 2º lugar: Rússia – US$ 63,1 bilhões de dólares (4,0% do PIB/2018) [Rússia PIB/2018 – US$ 1,58 trilhões de dólares (https://pt.portal.com/analise-os-mercados/russia/economia)];

  1. c) 3º lugar: Índia – US$ 57,9 bilhões de dólares (2,15% do PIB/2018) [Índia PIB/2018 – US$ 2,69 trilhões de dólares (https://pt.portal.com/analise-os-mercados/india/economia)];

  1. d) 1º lugar: China – US$ 168,2 bilhões de dólares (1,27% do PIB/2018) [China PIB/2018 – US$ 13,20 trilhões de dólares (https://g1.globo.com/economia/noticia/2019/01/21/economia-da-china-cresce-66-em-2018.ghtml)]; e

  1. e) 5º lugar: África do Sul – US$ 7,5 bilhões de dólares (mantendo para o ano de 2018 (?) o gasto da máquina militar em relação ao PIB/2016 na ordem de 1% –https://www.indexmundi.com/map/?v=132&l=pt) [África do Sul PIB/2018 (?) – PIB/2017: US$ 757,30 bilhões de dólares (https://www.indexmundi.com/g/aspx?c=sf&v=65&l=pt )].

Matéria do UOL via Poder Naval (PN) datada de 22/Janeiro/2018 diz o seguinte: Orçamento limitado por teto pode deixar Forças Armadas mais obsoletas e preocupa militares (https://www.forte.jor.br/2018/01/22/orcamento-limitado-por-teto-pode-deixar-forcas-armadas-mais-obsoletas-e-preocupa-militares/ ): “O orçamento limitado pelo teto de gastos públicos até 2037 e as demandas reprimidas podem ampliar a obsolescência das Forças Armadas, afirma o Ministério da Defesa no sumário executivo do documento “Cenário de Defesa 2020-2039”, ao qual o UOL obteve acesso. A reportagem também ouviu Oficiais das Forças, que demonstram preocupação com a contenção de recursos.

Orçamento (militar) crescente, mas insuficiente: Nos últimos cinco anos, segundo dados do portal Siga Brasil, do Senado Federal, o orçamento do Ministério da Defesa aumentou, embora às vezes apenas na proporção do crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro, e não na medida desejada pela pasta.” Luciana Amaral (UOL)

Luciana Amaral (UOL) também explicita o seguinte fato: “As demandas reprimidas por décadas, bem como a limitação orçamentária impostas pelo Novo Regime (Fiscal) ampliarão a obsolescência e inviabilizarão a configuração das atuais Forças Armadas em padrões de potência militar de médio porte (como França, Reino Unido, Alemanha, por exemplos). Como consequência das restrições orçamentárias, haverá necessidade de as Forças Armadas priorizarem atividades e capacidades”, afirma o documento.

Tudo indica que em breve nas “Relações Brasil e Estados Unidos da América (https://www1.folha.uol.com.br/mundo/2019/03/brasil-pode-virar-grande-aliado-extra-otan-dos-eua-em-visita-de-bolsonaro.shtml ), o Brasil usufruirá a condição de “Grande Aliado Extra-OTAN dos EUA (Major NON-NATO Ally of USA)”.

Segundo a Wikipédia (https://pt.wikipedia.org/wiki/Aliado_importante_extra-OTAN ), o que vem a ser “Grande Aliado Extra-OTAN dos EUA (Major NON-NATO Ally of USA): “A condição de aliado Extra-OTAN foi criada em 1989, na seção 2350a, por meio da Emenda Nunn, adicionada ao Título 10 (que trata das Forças Armadas dos Estados Unidos) do Código dos Estados Unidos pelo Congresso dos Estados Unidos. São estipulados acordos de cooperação em pesquisa e desenvolvimento que poderiam ser aprovados com os aliados Extra-OTAN de acordo com o Departamento de Estado dos Estados Unidos, com a anuência do chefe da pasta. Os primeiros Países a receberem a designação foram AustráliaCoreia do SulEgitoIsrael e Japão. Tal condição não inclui automaticamente um pacto de defesa mútua com os Estados Unidos, mas confere uma variedade de vantagens militares e financeiras que de outra forma não poderiam ser adquiridos por esses Países assim designados. Hoje, 17 Países se encontram nessa condição (https://pt.wikipedia.org/wiki/Aliado_importante_extra-OTAN ). Com a adesão do Brasil, o País passará a ser o 18º da lista de membros integrantes associados.

Igualmente, segue matéria de autoria de Igor Gielow (Folha de São Paulo, Mundo, Página A10, Domingo, 3/Março/2019 – https://www1.folha.uol.com.br/mundo/2019/03/estados-unidos-puxam-crescimento-global-de-gastos-militares.shtml ): Estados Unidos puxam crescimento global de gastos militares. Alta sob Trump em 2018 gera dilatação de gastos bélicos de países como Rússia:

“Donald Trump retira os Estados Unidos de um importante tratado de redução de armas. Acusado de violar o acordo, Vladimir Putin anuncia estar pronto para apontar novos e perigosos mísseis contra seus inimigos.

Índia e Paquistão, potências nucleares, enfrentam-se nos céus da Caxemira. Chineses transformam ilhotas em bases militares e investem em aviões sofisticados.

Ucrânia prevê gastar o que não tem para conter atividades da Rússia em seu território. Até na morosa América do Sul o Brasil é obrigado a negar que vá ajudar militarmente norte-americanos e colombianos a derrubar a ditadura da Venezuela.

O noticiário de 2019 confirma uma tendência na dinâmica das atividades militares no mundo: a volta da perspectiva do conflito entre Estados nacionais, algo que vinha em declínio com o fim da Guerra Fria e a ascensão dos conflitos irregulares como a guerra contra o terror.

Publicado pelo respeitado Instituto Internacional de Estudos Estratégicos (IISS, na sigla inglesa), o “Balanço Militar 2019” coloca em números essa perspectiva de um mundo mais perigoso.

Referência na quantificação de gastos militares e avaliação do estado de Forças Armadas, a publicação mostra que em 2018 os EUA iniciaram uma alta expressiva na despesa bélica, puxando consigo países da aliança que lidera na Europa, a Otan.

Isso é resultado da chegada de Trump ao poder em 2017 e a publicação, em janeiro do ano passado, da sua nova Estratégia de Defesa Nacional, na qual propõe que os inimigos a serem combatidos são a China e a Rússia, e não grupos obscuros terroristas escondidos em cavernas.

Com efeito, se em 2016 o gasto com defesa de EUA e Canadá contabilizado pelo IISS caiu quase 2%, ele sobe quase 4% em 2018. A reversão ocorre também na Europa e no bloco Rússia/Eurásia, dominado pelo país de Putin —que havia reduzido os gastos após um pico de 16% de aumento em 2015.

Os EUA seguem como líderes incontestes no campo militar. Alocaram em 2018 US$ 643 bilhões para defesa —contra US$ 734 bilhões dos próximos 15 maiores países no campo, e US$ 310 bilhões do resto do mundo.

É o único país capaz de projetar força de forma coordenada em várias frentes, com seus 11 grupos de porta-aviões. É imbatível em mobilidade: tem 530 aviões-tanque para reabastecer sua frota mundo afora, contra 68 dos próximos cinco países na categoria de potência: Rússia, China, França e Reino Unido, companheiros de Conselho de Segurança da ONU, além da Índia.

 Apesar de ter sido bem recebida pelos militares, a estratégia de Trump esbarrou na imprevisibilidade do presidente, que determinou retiradas de tropas do Afeganistão e da Síria sem consultar seu secretário de Defesa, Jim Mattis —que deixou o posto.

Ele foi substituído por Patrick Shanahan, um ex-executivo da Boeing entusiasta do programa de militarização do espaço defendido por Trump, não por acaso um campo em que sua ex-empregadora investe.

Apesar de toda a capacidade instalada, anos de desgaste em guerras no Iraque e Afeganistão cobraram um preço no planejamento, conforme a própria estratégia publicada por Trump admite. Seus rivais estratégicos melhoraram sua posição para desafiar Washington.

A China tem as maiores Forças Armadas do mundo: 2 milhões de militares —​algo até natural dada a demografia do país. Isso em si não significaria tanto não fosse a grande variedade de equipamentos e, como ressalta o IISS, o acelerado programa de modernização visando tornar o país a potência dominante no oeste do Pacífico.

Não por acaso, o turbulento Oriente Médio viu em 2018 a menor atividade de porta-aviões no golfo Pérsico na história recente, enquanto o Pacífico recebeu a visita de dois desses gigantes.

A ditadura comunista chinesa está militarizando dois conjuntos de ilhotas e atóis no mar do Sul da China, que considera suas águas territoriais. Isso é contestado pelos EUA, e não são poucos os analistas que preveem a região como um campo de batalha naval futuro.

Pequim ganhou relevância estratégica nas três últimas décadas, mas Moscou é ainda a grande rival de Washington. Putin aproveitou-se, mais do que qualquer outro líder, da fraqueza relativa dos EUA pós-2001.

A anexação da Crimeia em 2014 e a intervenção que salvou a ditadura de Bashar al-Assad na Síria em 2015 foram pontos altos desse desafio.

A relação com a Ucrânia é mais um exemplo do embate entre entes nacionais. Além de ter patrocinado o plebiscito que reintegrou a Crimeia à Rússia, o governo Putin fomenta o separatismo pró-russo no leste do país.

Com isso, buscando a reeleição, o presidente ucraniano, Petro Poroshenko, promete elevar seus gastos militares para a casa dos 5% do PIB —embora apenas uma virtualmente impossível adesão à Otan pudesse de fato lhe dar garantias.

Os russos têm reformulado doutrina e ampliado o investimento em formas modernas de combate, como a guerra cibernética.

Mas é na dissuasão nuclear que mora sua força: além de ter um arsenal comparável ao dos EUA, o que garantiria vários apocalipses caso tudo fosse usado, o Kremlin avançou muito em novas tecnologias de mísseis.

Naturalmente, assim como no caso chinês, há diversas fraquezas militares e principalmente econômicas que são escamoteadas pelos números brutos.

Porém, com um gasto militar na casa dos 4% do PIB e o quarto maior investimento nominal do mundo, a Rússia tem ainda muitos anos de protagonismo pela frente.

Os países do Oriente Médio e do Norte da África registraram uma queda brutal na variação de investimento — 12% a menos do que em 2017.

É uma área de conflito, contudo, então registra campeões no gasto militar em proporção do PIB: Omã e Arábia Saudita, com 11% cada um, lideram a lista. Israel despende enormes 5,9% —os Estados Unidos, que são a maior economia do mundo, gastam 3,14%.

O Brasil, de acordo com o IISS, gastou em 2018 1,4% de seu PIB com defesa (1,51% segundo o governo), mas 89% do valor vão para pagamento de pessoal e inativos.

Ainda assim, tem uma força militar grande para manter: 334.500 uniformizados, e incorporou um importante meio à sua frota naval, o porta-helicópteros britânico Ocean, rebatizado Atlântico.

A América Latina e o Caribe, indica o IISS, também seguiram a tendência puxada por Trump e tiveram um aumento de quase 2% no seu investimento militar em 2018.

Mas isso não reflete a situação venezuelana, pois o país do ditador Nicolás Maduro não tem números auditáveis pelo IISS. O que se sabe é sobre a boa capacidade de defesa aérea do país, a melhor do continente e um problema para os adversários.”

Outrossim, segue matéria da Revista Época via Montedo.com, 6/Dezembro/2018 (https://www.montedo.com.br/2018/12/06/nos-eua-salarios-e-regalias-fazem-do-servico-militar-uma-boa-carreira/ ): Nos EUA, salários e regalias fazem do serviço militar uma boa carreira:

 

“O salário é só o início da remuneração dos militares americanos. Há uma série de regalias pagas, segundo reportagem do site CNNmoney. O site diz que o soldo mínimo pago a um soldado com quatro meses de serviço é de US$ 13.809,60 anuais (cerca de R$ 47 mil) e o de um general – posto mais alto – pode chegar a US$ 153.950,40 anuais (R$ 523 mil, ou aproximadamente R$ 43.500 por mês). Mas um soldado que recebe pagamento mínimo – considerado um baixo salário – já começa a carreira com muitos outros benefícios.

Os homens e mulheres de uniformes, como são conhecidos nos Estados Unidos, recebem ajuda para vestuário, comida e moradia. O auxílio varia de acordo com o local onde o militar serve, o posto ocupado e a existência de dependentes.

Algumas dessas ajudas, como a de subsistência, são atualmente mais baixas para militares que ocupam postos mais altos e recebem pagamento maior. O auxílio moradia é ajustado de acordo com o posto e com a existência de pelo menos um dependente. A quantia não aumenta de acordo com o número de dependentes.

No Exército, a ajuda para compra de roupas é de US$ 284,40 (R$ 966) para homens e US$ 342,50 (R$ 1.164) para mulheres. Um soldado típico tem de apresentar duas fardas “Classe A” (equivalente a ternos de executivos de negócios) e ao menos quatro uniformes de batalha – dois para o verão e outros dois para o inverno. Esses uniformes custam, respectivamente, US$ 180 (R$ 612) e US$ 55 (R$ 187) cada.

A ajuda de subsistência – US$ 167,20 (R$ 568) ao mês para oficiais e US$ 262,50 (R$ 892) para recrutas, ou um pouco menos se o governo fornecer refeições onde o militar está servindo- serve para minimizar os custos com alimentação.

Por último existe um pagamento de incentivo, que é um dinheiro extra para aqueles que se destacarem em serviço ou em missões muito duras. Uma missão em submarinos da Marinha pode dar ao militar mais de US$ 425 (R$ 1.445) por mês, dependendo do posto ocupado e do tempo de serviço.

Por exemplo: um capitão da Força Aérea casado que serve há pelo menos oito anos e trabalha na base de Wright-Patterson, em Dayton, Ohio, chega a ter um salário anual de US$ 48.841,20 (R$ 166 mil). Se a ajuda de moradia for de US$ 845 (R$ 2.873) por mês e a de subsistência, de US$ 1.996,44 (R$ 6.787), os vencimentos podem atingir US$ 60.997 (R$ 207 mil) por ano. Como parte desse dinheiro não é tributada, o salário total desse oficial será de US$ 64.622,64 anuais (R$ 219 mil).

De acordo com o Departamento de Defesa, um fuzileiro naval solteiro que sirva no acampamento de Pendleton, em San Diego, Califórnia, há pelo menos quatro anos leva para casa um total de US$ 32.434,80 (R$ 110 mil) por ano. O salário é equivalente ao de um mecânico de automóveis trabalhando na mesma região.

Como os civis, os militares recebem aumento de salário. Entretanto, diferentemente dos sem uniformes, os membros das Forças Armadas não têm seus vencimentos ampliados apenas por méritos. Promoções são dadas por destaque em combate, mas aumentos simples acontecem por tempo de serviço.

‘’Para o mérito, nós entregamos medalhas’’, diz Catherine Fergunson, porta-voz do Departamento de Defesa.

O aumento mínimo de salário – 4,1% ao ano em 2003 – é dado por uma lei que afirma que os vencimentos têm de ser equivalentes a um terço do percentual dado ao setor privado. Em 2001, os militares receberam o maior aumento em 20 anos: cerca de 6,9%.”

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Plano Brasil/Relações Militares Brasil e EUA/Análise: “EB, integrando os Interesses Estratégicos na condição de Vice Comandante de Interoperabilidade do Comando Sul das FFAA dos EUA, que abrange as Américas do Sul e Central e Caribe, fará parte pela primeira vez do USSOUTHCOM”  

NOTA DO PLANO BRASIL, por Gérsio Mutti: Plano Brasil/Relações Militares Brasil e EUA/Análise: “EB, integrando os Interesses Estratégicos na condição de Vice Comandante de Interoperabilidade do Comando Sul das FFAA dos EUA, que abrange as Américas do Sul e Central e Caribe, fará parte pela primeira vez do USSOUTHCOM”.

  “O anúncio foi feito no dia 9 de fevereiro de 2019 pelo Almirante Craig S. Faller, Chefe do Comando Sul, durante depoimento em uma comissão do Senado norte-americano.

O Comando do Sul (SOUTHCOM) integra tropas do Exército, da Força Aérea, da Marinha de Guerra e da Guarda Costeira dos Estados Unidos e tem como tarefa defender a “Política de Segurança dos EUA na América Central, América do Sul e o Caribe”.

No documento que apresentou ao Senado, o Almirante destaca Colômbia, Brasil e Chile como parceiros para uma “Estratégia de Segurança Regional e Global”. E cita nominalmente Rússia, China, Irã, Venezuela, Cuba e Nicarágua como ameaças aos interesses dos Estados Unidos na região.

O documento afirma que as Forças Armadas brasileiras, integrando-se ao Special Purpose Marine Air-Ground Task Force (SPMAGTF), se unirá ainda este ano a uma rede logística para apoiar possíveis ações militares dos EUA na região, além de liderar o Exercício Naval Multinacional UNITAS AMPHIB 2019, de modo que, permitirá o estabelecimento de uma Força-Tarefa Multinacional para apoiar a resposta humanitária, uma capacidade que o Brasil não desenvolve desde o terremoto no Haiti em 2010″.  Fonte: Sul 21.”

 

General brasileiro fará parte de comando militar americano pela primeira vez

Em negociação que vinha do governo Temer mas que se encaixa com diretriz de Bolsonaro, oficial irá substituir chileno em função de cooperação Folha de São Paulo (FSP), Mundo, Página A15, Quinta-Feira, 14/fevereiro/2019 

 Por Igor Gielow

BRASÍLIA

O Brasil terá, pela primeira vez, um general integrado ao Comando Sul, a unidade que coordena os interesses estratégicos e militares dos Estados Unidos na América do Sul, na América Central e no Caribe.

O Exército designou o general-de-brigada Alcides Valeriano de Faria Júnior, hoje chefiando a 5ª Brigada de Cavalaria Blindada, de Ponta Grossa (PR), para o cargo.

A negociação vem desde o começo do ano passado. Ela foi acelerada agora porque o atual titular do cargo que o general irá ocupar, um chileno, decidiu deixar o posto antes do prazo previsto, em novembro.

Faria Júnior será subcomandante de interoperabilidade do Comando Sul, responsável por ajudar a comunicação entre forças na região. Ele deverá ir em março para Doral, na Flórida, onde fica sediado o órgão.

A indicação de um brasileiro para a função inédita foi revelada nesta quarta (13) pelo jornal Valor Econômico, que citou um discurso ao Senado americano do chefe do Comando Sul, almirante Craig Faller, sobre o caso.

Faller esteve no Brasil nesta semana para falar sobre cooperação militar e a crise na Venezuela, tendo se encontrado com o chanceler Ernesto Araújo e com oficiais no Ministério da Defesa.

O fato de a negociação já estar avançada desde o governo passado desautoriza a especulação de que a indicação faz parte da determinação do presidente Jair Bolsonaro (PSL) de forjar uma aliança ampla com a gestão de Donald Trump nos EUA.

Na prática, contudo, ela cai como uma luva para essa intenção. O inegável simbolismo é grande e será explorado por adversários e apoiadores do governo, já que até aqui o Brasil só teve cargos de comando em missões multilaterais sob o guarda-chuva da ONU, com exceções históricas como a intervenção militar liderada pelos americanos na República Dominicana, em 1965.

Hoje, o Brasil tem cooperação com dezenas de países, geralmente com o envio e recebimento de oficiais para funções de instrução em academias militares, além da participação em missões das Nações Unidas como a que patrulha as águas do Líbano, que é comandada por brasileiros.

Não se trata, contudo, de algum prelúdio para o uso conjunto da força contra a ditadura de Nicolás Maduro na Venezuela.

A área militar brasileira é contrária a uma ação no vizinho, defendendo que ela seria catastrófica para venezuelanos e também para o Brasil, que receberia um fluxo ainda maior de refugiados pela fronteira em Roraima.

O Comando Sul abriga cerca de 1.200 militares e civis, sendo um dos dez existentes no mundo. Seis têm abrangência geográfica, cobrindo todo o globo na defesa de instalações e interesses americanos.

Outros quatro têm funções operacionais específicas e atendem a todos os demais, como os comandos de Transporte ou de Cibernética. Apenas os EUA têm esse tipo de capacidade de projeção de força por todo mundo hoje.

A relação entre forças americanas e de países latinos é longa e conturbada. No começo do século 20, para responder a uma crise justamente na Venezuela, o então presidente Theodore Roosevelt definiu que os EUA tinham direito de tratar a América Latina como sua zona de influência —eufemismo para quintal.

Ao longo dos anos, Washington apoiou golpes militares que lhe favoreciam politicamente, como o de 1964 no Brasil, e interveio diretamente em algumas ocasiões, como na República Dominicana ou em Granada, em 1983, em ambos os casos visando barrar governos esquerdistas alinhados à União Soviética.

O século 21 trouxe o Brasil para as missões de paz da ONU em função de destaque, como no Haiti, Congo e Líbano. A cooperação com outros países acentuou-se, mas ainda há temas tabus para os militares brasileiros. Quando o presidente Bolsonaro e o chanceler Araújo sugeriram que os americanos poderiam construir uma base no Brasil, para surpresa dos próprios diplomatas em Washington, a reação da cúpula da defesa foi rápida, vedando a iniciativa. Na região, os EUA mantém presença na Colômbia, onde atuaram por anos em colaboração com as forças locais contra a guerrilha do narcotráfico.

Outras desavenças acerca da condução das negociações sobre Venezuela levaram o chanceler a ser submetido a uma espécie de intervenção branca por parte da ala militar do governo, receosa de decisões contrárias a seus interesses em campos sensíveis. Agora, tanto Itamaraty quanto Defesa consideram as relações azeitadas.

Fonte: Folha de São Paulo (FSP)  

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Plano Brasil/MD/MB/ProSub/Análise: “Cerimônia de Lançamento do primeiro Submarino Convencional de Ataque Classe Scorpène (S-BR) Riachuelo S 40, de um total de 5, sendo que o 5º será o primeiro Submarino Nuclear Brasileiro (SN-BR)”

 

 

NOTA DO PLANO BRASIL, por Gérsio Mutti: Plano Brasil/MD/MB/ProSub/Análise: “Cerimônia de Lançamento do primeiro Submarino Convencional de Ataque Classe Scorpène (S-BR) Riachuelo S 40, de um total de 5, sendo que o 5º será o primeiro Submarino Nuclear Brasileiro (SN-BR)”.

 

Os quatro Submarinos Convencionais de Ataque Classe Scorpène S-BR que já estão em fase de construção são, a saber:

Riachuelo S 40 – lançado ao mar em 14/12/2018

Humaitá S 41 – lançamento ao mar previsto para 2020

Tonelero S 42 – lançamento ao mar previsto para 2021

Angostura S 43 – lançamento ao mar previsto para 2022; e

o quinto, “primeiro submarino brasileiro com propulsão nuclear”, Submarino Nuclear Brasileiro (SN-BR) Álvaro Alberto, com lançamento ao mar previsto para 2029  ( https://www.marinha.mil.br/prosub/projeto-e-construcao ).

 

O projeto de construção dos quatro Submarinos Convencionais de Ataque Classe Scorpène S-BR do Programa de Desenvolvimento de Submarinos (ProSub) é diferente em acréscimos em tonelagem, comprimento do submersível, e autonomia no mar (dias de mar) em relação ao Modelo Scorpène, projeto original francês, adquiridos pelas Marinhas de Guerra do Chile, Malásia e Índia, pois os Classe Scorpène S-BR deslocarão 1.870 toneladas na superfície e 2.200 toneladas submerso e terão um comprimento de 71,6 metros e diâmetro (boca) de 6,2 metros; e uma autonomia no mar de 70 dias para uma guarnição de 35 homens.

O Modelo Scorpène, projeto original francês, apresenta um deslocamento na superfície de 1717 toneladas e um comprimento de 66,4 metros e diâmetro (boca) de 6,2 metros; e uma autonomia no mar de 50 dias para uma guarnição de 31 homens.

A seção extra acrescida no projeto de construção do Submarino Convencional de Ataque Classe Scorpène S-BR mede 5.22 metros de comprimento e pesa 153 toneladas na superfície (1870 – 1717 = 153 toneladas) e destina-se a maior capacidade de tanques de combustível, novas acomodações para a guarnição que passa de 31 para 35 homens e mais um paiol de mantimentos.

O fato na inovação tecnológica no projeto de construção dos Submarinos de Ataque Classe Scorpène S-BR do Programa de Desenvolvimento de Submarinos (ProSub) reside na determinação da Marinha do Brasil (MB) de alterar o projeto original francês do submarino Classe Scorpène para o Classe Scorpène de Ataque S-BR adaptando-o a partir de uma derivação do modelo também francês da Classe Rubis, Submarino Nuclear de Ataque Améthyste S605 ( https://en.wikipedia.org/wiki/French_submarine_Am%C3%A9thyste_(S605) ) com a reconstrução hidrodinâmica do casco após determinação de novos parâmetros alcançados pelo submarino francês em questão Classe Rubis Améthyste S605 ( https://en.wikipedia.org/wiki/Rubis-class_submarine ), parâmetros estes conhecidos pela sigla AMÉTHYSTE (*) que expressa o  seguinte significado: AMÉlioration Tactique HYdrodynamique Silence Transmission Ecoute (Melhora da Tática Hidrodinâmica (em decorrência da) Transmissão Acústica Silenciosa).

(*) “Classe Rubis/Améthyste

A Classe Rubis pertence à primeira geração de submarinos nucleares de ataque da Marinha Francesa. A classe de seis navios é a mais compacta de submarinos nucleares até hoje.

Todos os submarinos da classe (exceto o Casabianca) têm nome de pedras preciosas.

Embora a Classe Rubis pertença à mesma geração do Le Redoutable, devido à insistência do presidente Charles De Gaulle na aquisição de um elemento de dissuasão nuclear para a França, o programa Rubis foi iniciado apenas em 1974, depois que o programa de submarinos de mísseis balísticos ficou pronto. O primeiro casco Rubis foi iniciado em dezembro de 1976 e lançado em 1979.

Classe Rubis/Améthyste

O projeto inicial dos Rubis foi problemático com níveis inesperadamente elevados de ruído. Isto levou ao programa de silenciamento Améthyste (AMÉlioration Tactique HYdrodynamique SilenceTransmission Ecoute, literally Silent Acoustic Transmission Tactical Hydrodynamic Amelioration), que foi aplicado ao quinto (S605 Améthyste) e sexto (S606 Perle) cascos.

O Améthyste e o Perle são mais compridos que o Rubis original, 73,6 metros (241 pés), em comparação com 72 metros (236 pés) e o programa incluiu atualizações no sonar, remodelação da forma do casco e da proa para melhorar o nível de ruído e atualizações adicionais do eletrônicos. Com as atualizações testadas e comprovadas, os 4 navios originais foram reconstruídas com os mesmos padrões entre 1989-1995. Fonte: Revista Forças de Defesa, 09/01/2016 ( https://www.facebook.com/fordefesa/posts/919642681468449 ).”

O Classe Scorpène S-BR possui detecção de radiação infravermelha e tem capacidade para lançar Equipes de Forças Especiais (Comandos).

Outras características de Projeto de Construção do S-BR constante no Programa de Desenvolvimento de Submarinos (ProSub) da MB: Calado:  5,5 metros; Propulsão: 4 Motores Diesel MTU 16V 396 SE84 (2990cv/hp) e 1 Motor Elétrico Jeumont Schneider (2.8MW); Velocidade: 20 nós (máxima); Profundidade: 300 metros (máxima); Armamento: 18 torpedos de 533 mm derivados do IF-21 Black Shark; 6 tubos lançadores e 8 mísseis Exocet SM 39; e Autonomia (Dias de Mar): 70 dias no mar cobrindo até 13.000 milhas a 8 nós e podendo navegar até 400 milhas a 4 nós sem usar o Snorkel.

Foto abaixo de mock up de Míssil Exocet SM 39 da MBDA acondicionado a bordo de um submarino Classe Scorpène ( https://www.mbda-systems.com/product/exocet-sm-39/ ).

Igual comparação pode ser feita abaixo entre as características (**) dos quatro primeiros Submarinos Convencionais de Ataque Classe Scorpène S-BR e o quinto, “primeiro submarino brasileiro com propulsão nuclear”, Submarino Nuclear Brasileiro (SN-BR) no que tange aos seguintes itens, a saber: Perfil, Deslocamento, Profundidade de Operação, Medidas (Dimensões), Autonomia (Dias de Mar), Velocidades Máximas, Raio de Ação Máximo, Mastros, Ciclo de Manutenção, e Peculiaridades, Inovações e Particularidades.

(**) “Fonte: Prosub: comparativo S Tupi, S-BR e SN-BR – Poder Naval, 20/06/2018 ( https://www.naval.com.br/blog/2018/06/20/prosub-comparativo-tupi-s-br-e-sn-br/ )”.

https://www.youtube.com/watch?v=XPou8u5h2qU

Cerimônia de Lançamento do primeiro Submarino Convencional de Ataque Classe Scorpène (S-BR) Riachuelo S 40

Fonte: Folha do Brasil

 

Marinha lança novo submarino Riachuelo

Os submarinos são de tecnologia francesa, transferida e parcialmente modificada por especialistas brasileiros

Por Época Negócios, 14/12/2018

O primeiro de uma frota de quatro novos submarinos de ataque da Marinha do Brasil entra nesta sexta-feira, 14, no mar pela primeira vez, às 9h30, no Complexo Naval de Itaguaí, litoral sul do Rio. O lançamento do S-40 Riachuelo terá a presença do presidente Michel Temer, o eleito Jair Bolsonaro e 23 autoridades dos três Poderes além dos convidados, segundo o cerimonial do Palácio do Planalto.

Os submarinos são de tecnologia francesa, transferida e parcialmente modificada por especialistas brasileiros – por isso Emmanuel Macron, o presidente da França, era esperado para a solenidade. A crise dos “coletes amarelos” e as pressões da oposição no Legislativo fizeram Macron desistir da viagem.

O Prosub, programa de capacitação da força naval, começou há 10 anos. A meta é a produção de cinco navios – quatro muito avançados, da classe Scorpéne, de propulsão por motores diesel-elétricos, e um quinto submarino, de 6 mil toneladas, movido por energia nuclear, que será concluído até 2029. Os modelos convencionais serão concluídos até 2022. Em Itaguaí, da área de mais de 1 milhão de m², cerca de 750 mil m² são ocupados pelo novo estaleiro, mais um “espaço liquido” de manobra. O investimento, ao longo de 20 anos, vai bater em R$ 37 bilhões. Até o final do ano, terão sido aplicados R$ 17 bilhões.

O Riachuelo, de 75 metros, 2.200 toneladas, é alto como um prédio de quatro andares com grande poder de fogo – por meio de lançadores de torpedos de 533 mm, mísseis antinavio e dispositivos para minagem -, ainda terá pela frente dois anos de testes e provas de mar. Vai ter de fazer, agora, algumas coisas que não repetirá em operação, como navegar à velocidade máxima por muitas horas – acima de 37 km/hora submerso, 22 km/hora na superfície -, a grandes distâncias; emergir em ângulo vertical agudo, submergir em condição crítica. “Viverá” batalhas e cercos virtuais de combate. Fará disparos de todas as suas armas e ensaiará a saída e o resgate de times de mergulhadores de combate. Haverá exercícios de incêndio, de naufrágio e de ações furtivas dedicadas à inteligência. O jogo de gato e rato do ataque contra inimigos e da defesa contra inimigos passará a fazer parte da rotina diária. O mergulho no limite de segurança de 350 metros terá de ser superado até um ponto que é considerado informação secreta. Só depois disso tudo o S-40 poderá cumprir a missão para a qual foi destinado – o controle das águas oceânicas de interesse do País.

A Marinha utiliza quatro submarinos da classe Tupi, de tecnologia alemã, comprados nos anos 70. Tem mais um, o Tikuna, de concepção dos engenheiros do estaleiro da Ilha das Cobras, no Rio. Tomando como referência os navios anteriores, três dos quais construídos no Brasil, a equipe especificou uma nova classe. Toda a flotilha precisa passar por procedimentos de revitalização. Não há informações a respeito da disposição atual das unidades, de 30 anos em média. O projeto original do Scórpene foi modificado para atender necessidades brasileiras. O submarino cresceu cerca de cinco metros e ganhou cerca de 400 toneladas. Os próximos navios serão o S-41 Humaitá, S-42 Tonelero e o S-43 Angostura. Em 2016 a Procuradoria Geral da República determinou investigações sobre um possível superfaturamento de R$ 2,8 bilhões no Prosub. A Marinha nega, e destaca que “não conhece qualquer irregularidade” nos contratos firmados com a Odebrecht Defesa e Tecnologia, parceira brasileira do Naval Group, francês. As obras são acompanhadas pelo Tribunal de Contas da União (TCU) e por peritos da Fundação Getulio Vargas (FGV).

Fonte: Época Negócios ( https://epocanegocios.globo.com/Brasil/noticia/2018/12/epoca-negocios-marinha-lanca-novo-submarino-riachuelo.html  )

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Artigos Exclusivos do Plano Brasil Defesa Sistemas Navais

Plano Brasil/MD/MB/ATAC/Análise: “AE Ilques, atual CEMA, integrante da Turma Aspirante Conde (Colégio Naval (CN) 1971 e 1972, e Escola Naval (EN) 1973 a 1976), foi escolhido para ser o próximo CM”

Segundo Plano: Almirante de Esquadra Liseo Zampronio – Secretário-Geral da Marinha (SGM); e

Primeiro Plano: Almirante de Esquadra Ilques Barbosa Junior – Chefe do Estado-Maior da Armada (CEMA).

 NOTA DO PLANO BRASIL, por Gérsio Mutti: Plano Brasil/MD/MB/ATAC/Análise: “Almirante de Esquadra (AE) Ilques, atual Chefe do Estado Maior da Armada (CEMA), integrante da Turma Aspirante Conde (Colégio Naval (CN) 1971 e 1972, e Escola Naval (EN) 1973 a 1976), foi escolhido para ser o próximo Comandante da Marinha (CM)”.

 

Com a ascensão ao Cargo de Comandante da Marinha a partir de 1º de janeiro de 2019 o atual Chefe do Estado Maior da Armada (CEMA), Almirante de Esquadra do Corpo da Armada Ilques Barbosa Junior, integrante da Turma Aspirante Conde ( ATAC – http://atac.org.br/ ), amigo leal para todas as horas e excelente profissional marinheiro, nos faz a todos seus amigos e integrantes da ATAC nos sentirmos honrosos por mais essa conquista, mais do que merecida pelo colega de turma Ilques, pelo seu zelo pela coisa pública, vibração marinheira e dedicação integral (24 X 7 – 24 horas por 7 dias na semana) à Marinha do Brasil.

No próximo dia 15/12/2018 a ATAC celebrará o 45º Aniversário de ingresso na Escola Naval (EN) com início às 17:35 horas na EN de um Culto Ecumênico, e após o descerramento de uma placa alusiva à data em questão, haverá uma confraternização entre os seus integrantes extensiva a seus familiares e convidados na Praça D´Armas dos Aspirantes.

Em tempo ( Comentário Pertinente de matéria publicada em 13/09/2018 nas páginas do Plano Brasil (PB) – ):

NOTA DO PLANO BRASIL, por Gérsio Mutti: Plano Brasil/MD/FAB/EMAER … MB/Turma Aspirante Conde (Colégio Naval (CN) 1971 e 1972, e Escola Naval (EN) 1973 a 1976)/Análise: “EMAER sedia Reunião do Comitê de Chefes de Estados-Maiores das FFAA”.

Na foto abaixo da matéria em questão, os dois Oficiais Generais de Quatro Estrelas da Marinha do Brasil (MB) são integrantes da minha turma, Turma Aspirante Conde, declarados Guardas-Marinha do Corpo da Armada (CA) em 13 de dezembro de 1976.

Razão do Nome da Turma

A minha turma, Colégio Naval (CN) 1971 e 1972, e Escola Naval (EN) 1973 a 1976, escolheu como nome de turma, “Turma Aspirante Conde”, em homenagem póstuma (In Memoriam) a um colega de turma, Aspirante Conde (Guilherme de Albuquerque Conde), que nas férias de fim de ano, do 2º ano para o 3º ano da EN, veio a falecer num acidente de carro.

No retorno das férias e início do 3º ano letivo essa notícia deixou toda a turma atônita o que serviu para uni-la e fortalecê-la ainda mais durante todo o 3º e 4º anos da EN.

A Turma Aspirante Conde fez doze (12) Oficiais Generais de duas Estrelas, posto de Contra-Almirante, sendo 7 no Corpo da Armada (CA), 1 no Corpo de Fuzileiros Navais (CFN), 3 no Corpo de Intendência da Marinha (CIM), e 1 no Corpo de Engenheiros da Marinha (CEM).

Mantendo o foco somente no Corpo da Armada (CA), que vem a ser o meu Corpo de formação profissional-militar, a Turma Aspirante Conde fez dois “Comandante em Chefe da Esquadra (ComemCh), cargo, segundo Organograma da MB, a ser ocupado por um Vice-Almirante a saber:

Período 05/04/2013 a 09/04/2014 – cargo ocupado pelo então Vice-Almirante Sérgio Roberto Fernandes dos Santos, atual Almirante de Esquadra (RM-1) Sérgio Roberto Fernandes dos Santos; e

Período 09/04/2014 a 09/12/2014 – cargo ocupado pelo então Vice-Almirante Ilques Barbosa Junior, atual Almirante de Esquadra Ilques Barbosa Junior – Chefe do Estado-Maior da Armada (CEMA).

Para que os integrantes do Corpo da Armada (CA) de uma mesma turma da EN venham a ser designados a assumir por duas vezes consecutivas o cargo de ComemCh ( https://www.marinha.mil.br/comemch/?q=comandantes ) na MB, faz-se necessário contar, e muito!!!, com a “Fortuna do Mar proporcionando Bons Ventos e Mares Tranquilos”.

Desses doze Oficiais Generais de duas Estrelas, três chegaram ao posto de Oficial General de Quatro Estrelas no Corpo da Armada (CA), e na data presente dois Almirantes de Esquadra (AE) estão no Serviço Ativo da Marinha (SAM): AE Ilques (CEMA) e AE Ademir (CEMCFA).”

Futuro ministro da Defesa anuncia novos comandantes das Forças Armadas; veja nomes

General Fernando Azevedo e Silva fez anúncio no gabinete de transição. Ilques Barbosa comandará Marinha; Edson Leal, o Exército; e Antonio Carlos Bermudez, a Aeronáutica.

Por Roniara Castilhos e Filipe Matoso, TV Globo e G1 — Brasília

21/11/2018

futuro Ministro da Defesa, General de Exército Fernando Azevedo e Silva, anunciou nesta quarta-feira (21) os nomes dos novos comandantes das Forças Armadas:

Marinha: Almirante de Esquadra Ilques Barbosa Júnior;

Exército: General de Exército Edson Leal Pujol; e

Aeronáutica: Tenente-Brigadeiro Antonio Carlos Moretti Bermudez.

O anúncio de Azevedo e Silva foi feito no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) em Brasília, onde funciona o gabinete de transição. Segundo ele, ainda não há data definida para a posse.

Na Marinha, Ilques Barbosa Júnior substituirá Eduardo Bacellar Leal Ferreira; no Exército, Edson Leal Pujol assumirá no lugar de Eduardo Villas Bôas; e na Aeronáutica, Antônio Carlos Bermudez substituirá Nivaldo Luiz Rossato.

Os atuais comandantes das Forças Armadas estão nos cargos desde janeiro de 2015, nomeados pela então presidente Dilma Rousseff.

Para ler toda a matéria do G1, acessar a fonte abaixo.

Fonte: G1