Defesa & Geopolítica

Plano Brasil/ IISS-2018: Gastos Militares por Países/Análise: “Gastos Militares dos BRICS em função dos respectivos PIBs/2018. EUA puxam crescimento global de gastos militares, e salários e mais regalias fazem do Serviço Militar Americano uma boa carreira”

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NOTA DO PLANO BRASIL, por Gérsio Mutti: Plano Brasil/ IISS-2018 (The International Institute for Strategic Studies 2018 – https://www.iiss.org/blogs/military-balance/2019/02/european-nato-defence-spending-up ): “Gastos Militares dos BRICS em função dos respectivos PIBs/2018. EUA puxam crescimento global de gastos militares, e salários e mais regalias fazem do Serviço Militar Americano uma boa carreira”.

 

2016:

 

Gastos militares em % do PIB – Países selecionados/Ano de referência: 2016 – BRICS – Fonte Banco Mundial – Databank – Military expenditure (% of GDP): “O Brasil é um dos Países dos BRICS que menos recursos aplica em Defesa” (https://www.defesa.gov.br/arquivos/ensino_e_pesquisa/defesa_academia/cedn/xvii_cedn/os_projetos_estrategicos_das_forcas_armadas_em_face_do_orcamento_da_defesa.pdf ).

2017:

 

Segundo o SIPRI/2017 (Stockholm International Peace Research Institute 2017), “o Brasil desembolsou US$ 29,3 bilhões de dólares, em 2017 – 6,3% a mais do que em 2016” (Deutsche Welle (DW), 02/Fevereiro/2018 –https://www.dw.com/pt-br/brasil-registra-maior-aumento-de-gastos-militares-desde-2010/a-43612204 ).

 

2018:

 

Em 28 de fevereiro de 2019, o IBGE divulgou o resultado anual do Produto Interno Bruto brasileiro referente ao ano de 2018. De acordo com o IBGE (https://www.suapesquisa.com/economia/pib_brasil_2018.htm ), o PIB brasileiro apresentou crescimento de 1,1% no ano. Foi o segundo ano consecutivo que o PIB brasileiro apresentou crescimento. Em valores correntes o PIB brasileiro fechou 2018 em R$ 6,8 trilhões (US$ 1,8 trilhão – cotação do dólar em 28/02/19 a R$ 3,76). Como o gasto militar em 2018 foi de 1,51% em relação ao PIB/2018 que foi de US$ 1,8 trilhão, segundo o Governo Brasileiro, este gasto militar vem a ser um valor da ordem de US$ 27,18 bilhões de dólares; portanto em relação ao PIB/2017 houve um “contingenciamento” de US$ 2,12 bilhões de dólares (US$ 29,3 bilhões de dólares, PIB/2017 – US$ 27,18 bilhões de dólares, PIB/2018 = US$ 2,12 bilhões de dólares), embora o Brasil tenha crescido 1,1% no ano de 2018 segundo o IBGE.

Por sua vez, segundo o infográfico da Folha de São Paulo, os Países na Região da América Latina e Caribe, tiveram os seus gastos militares em relação aos respectivos PIBs/2018 na ordem de 2,0%.

 

“Em 2018, os EUA seguem como líderes incontestes no campo militar. Alocaram em 2018 US$ 643 bilhões para defesa contra US$ 734 bilhões dos próximos 15 maiores países no campo, e US$ 310 bilhões do resto do mundo.” Igor Gielow (Folha de São Paulo, Mundo, Página A10, Domingo, 3/Março/2019 – https://www1.folha.uol.com.br/mundo/2019/03/estados-unidos-puxam-crescimento-global-de-gastos-militares.shtml ). Segundo a análise da organização inglesa IISS/2018 (The International Institute for Strategic Studies – https://www.iiss.org/blogs/military-balance/2019/02/european-nato-defence-spending-up ), o Brasil (País), “com a quinta maior área geográfica do mundo”, e estando classificado entre as 10 primeiras economias do mundo, encontra-se na 11ª posição com um gasto militar anual da ordem de US$ 28 bilhões de dólares, conforme disposto no presente infográfico da Folha de São Paulo (FSP), a saber:

1) EUA – US$ 643,3 bilhões de dólares (*);

2) China – US$ 168,2 bilhões de dólares;

3) Arábia Saudita – US$ 82,9 bilhões de dólares;

4) Rússia – US$ 63,1 bilhões de dólares;

5) Índia – US$ 57,9 bilhões de dólares;

6) Reino unido – US$ 56,1 bilhões de dólares;

7) França – US$ 53,2 bilhões de dólares;

8) Japão – US$ 47,3 bilhões de dólares;

9) Alemanha – US$ 45,7 bilhões de dólares;

10) Coréia do Sul – US$ 39,2 bilhões de dólares;

11) Brasil – US$ 28,0 bilhões de dólares (**);

12) Austrália – US$ 26,6 bilhões de dólares;

13) Itália – US$ 24,9 bilhões de dólares;

14) Israel – US$ 21,6 bilhões de dólares (***); e

15) Iraque – US$ 19,6 bilhões de dólares

(*) O pacto do orçamento de 2018 nos EUA: ganham militares e banqueiros (América Latina em Movimento, 08/Fevereiro/2018 – https://www.alainet.org/pt/articulo/190927 ):

 

Ao termo do ano anterior, foram incluídas provisões orçamentárias para gastos nos EUA de até US$ 700 bilhões em 2018. Com isso, se retornará a patamar de gastos militares observado em 2012.

As prioridades para os gastos militares no orçamento de 2018 são:

  1. Elevar a prontidão do sistemas de armas norte-americano: conjunto de programas de capacitação e mobilização de pessoal em situações de pronta-resposta;

  1. Preencher lacunas em capacidade e letalidade das forças armadas: aumentar a capacidade dos EUA em responderem a ameaças aos interesses norte-americanos no mundo. Significa aumento na capacidade de ataque norte-americana, reafirmando-se a histórica filosofia de retaliação total;

  1. Reforma em como as encomendas públicas serão realizadas: prevê aumento no poder decisório discricionário do Departamento de Estado;

  1. Aumentar a confiança de militares e suas famílias: elevando-se benefícios previdenciários e soldo; e

  1. Apoiar operações internacionais especiais (Overseas Contingency Operations): Foco na operação Freedom’s Sentinel (OFS) no Afeganistão, Operação Inherent Resolve (OIR) no Iraque e na Síria, maiores esforços no apoio a aliados europeus e luta global contra o terrorismo. Neste quesito estão previstos boa parte dos gastos incrementais em 2018.

Para continuar lendo, acesse o link (https://www.alainet.org/pt/articulo/190927 ).”

(**) O gasto militar do Brasil, segundo a IISS/2018, foi de US$ 28 bilhões de dólares. Na realidade o gasto militar no que diz respeito ao Brasil foi ainda menor, ou seja, US$ 27.18 bilhões de dólares (1.51% PIB/2018). Os 15 Países acima listados dizem respeito às “Grandes Potência Militares segundo a IISS/2018”.

(***) Israel recebeu uma promoção em 2014 e passou a ser designado “Grande “Parceiro Estratégico” dos EUA”, um degrau acima do status de Grande Aliado Extra-OTAN dos EUA (Major NON-NATO Ally of USA)”. Assim a ajuda substancial bancada pelo contribuinte americano faz a diferença e muito no gasto da máquina militar em relação ao PIB de Israel.

Congresso dos EUA aprova US$ 700 bilhões para orçamento de defesa (do ano de 2018). Orçamento prevê a compra de 90 caça F35, dezenas de helicópteros, tanques, blindados e 14 navios e submarinos. Congresso também aumentou em 2,4% o salário dos militares. A Ucrânia receberá US$ 350 milhões em ajuda para segurança e “Israel cerca de US$ 705 milhões para seus sistemas de defesa antimísseis” (Agence France-Presse (AFP) via G1, 17/Novembro/2017 – https://g1.globo.com/mundo/noticia/congresso-dos-eua-aprova-us-700-bilhoes-para-orcamento-de-defesa.ghtml ).

No cômputo geral, segundo o IISS/2018, agora considerando os Países com os maiores gastos militares em relação aos seus respectivos PIB nacionais, teremos os seguintes 15 Países, a saber: 

1) Omã – 11% do PIB Nacional;

2) Arábia Saudita – 10,8 % do PIB Nacional;

3) Afeganistão – 10,1% do PIB Nacional;

4) Iraque – 7,5% do PIB Nacional;

5) Israel – 5,9 % do PIB Nacional;

6) Argélia – 5,3% do PIB Nacional;

7) Jordânia – 4,7% do PIB Nacional;

8) Irã – 4,6% do PIB Nacional;

9) Kuwait – 4,3% do PIB Nacional;

10) Mali – 4,1% do PIB Nacional;

11) Armênia – 4,0% do PIB Nacional;

12) Rússia – 4,0% do PIB Nacional;

13) Trinidad e Tobago – 4,0% do PIB Nacional;

14) Camboja – 3,9% do PIB Nacional; e

15) Bahrein – 3,8% do PIB Nacional

Gastos Militares em função dos respectivos PIBs/2018 dos Países que compõem o BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China, e África do Sul):

 

  1. a) 4º lugar: Brasil – US$ 27,18 bilhões de dólares (1,51% do PIB/2018) [Brasil PIB/2018 – US$ 1,80 trilhões de dólares (https://www.suapesquisa.com/economia/pib_brasil_2018.htm)];

  1. b) 2º lugar: Rússia – US$ 63,1 bilhões de dólares (4,0% do PIB/2018) [Rússia PIB/2018 – US$ 1,58 trilhões de dólares (https://pt.portal.com/analise-os-mercados/russia/economia)];

  1. c) 3º lugar: Índia – US$ 57,9 bilhões de dólares (2,15% do PIB/2018) [Índia PIB/2018 – US$ 2,69 trilhões de dólares (https://pt.portal.com/analise-os-mercados/india/economia)];

  1. d) 1º lugar: China – US$ 168,2 bilhões de dólares (1,27% do PIB/2018) [China PIB/2018 – US$ 13,20 trilhões de dólares (https://g1.globo.com/economia/noticia/2019/01/21/economia-da-china-cresce-66-em-2018.ghtml)]; e

  1. e) 5º lugar: África do Sul – US$ 7,5 bilhões de dólares (mantendo para o ano de 2018 (?) o gasto da máquina militar em relação ao PIB/2016 na ordem de 1% –https://www.indexmundi.com/map/?v=132&l=pt) [África do Sul PIB/2018 (?) – PIB/2017: US$ 757,30 bilhões de dólares (https://www.indexmundi.com/g/aspx?c=sf&v=65&l=pt )].

Matéria do UOL via Poder Naval (PN) datada de 22/Janeiro/2018 diz o seguinte: Orçamento limitado por teto pode deixar Forças Armadas mais obsoletas e preocupa militares (https://www.forte.jor.br/2018/01/22/orcamento-limitado-por-teto-pode-deixar-forcas-armadas-mais-obsoletas-e-preocupa-militares/ ): “O orçamento limitado pelo teto de gastos públicos até 2037 e as demandas reprimidas podem ampliar a obsolescência das Forças Armadas, afirma o Ministério da Defesa no sumário executivo do documento “Cenário de Defesa 2020-2039”, ao qual o UOL obteve acesso. A reportagem também ouviu Oficiais das Forças, que demonstram preocupação com a contenção de recursos.

Orçamento (militar) crescente, mas insuficiente: Nos últimos cinco anos, segundo dados do portal Siga Brasil, do Senado Federal, o orçamento do Ministério da Defesa aumentou, embora às vezes apenas na proporção do crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro, e não na medida desejada pela pasta.” Luciana Amaral (UOL)

Luciana Amaral (UOL) também explicita o seguinte fato: “As demandas reprimidas por décadas, bem como a limitação orçamentária impostas pelo Novo Regime (Fiscal) ampliarão a obsolescência e inviabilizarão a configuração das atuais Forças Armadas em padrões de potência militar de médio porte (como França, Reino Unido, Alemanha, por exemplos). Como consequência das restrições orçamentárias, haverá necessidade de as Forças Armadas priorizarem atividades e capacidades”, afirma o documento.

Tudo indica que em breve nas “Relações Brasil e Estados Unidos da América (https://www1.folha.uol.com.br/mundo/2019/03/brasil-pode-virar-grande-aliado-extra-otan-dos-eua-em-visita-de-bolsonaro.shtml ), o Brasil usufruirá a condição de “Grande Aliado Extra-OTAN dos EUA (Major NON-NATO Ally of USA)”.

Segundo a Wikipédia (https://pt.wikipedia.org/wiki/Aliado_importante_extra-OTAN ), o que vem a ser “Grande Aliado Extra-OTAN dos EUA (Major NON-NATO Ally of USA): “A condição de aliado Extra-OTAN foi criada em 1989, na seção 2350a, por meio da Emenda Nunn, adicionada ao Título 10 (que trata das Forças Armadas dos Estados Unidos) do Código dos Estados Unidos pelo Congresso dos Estados Unidos. São estipulados acordos de cooperação em pesquisa e desenvolvimento que poderiam ser aprovados com os aliados Extra-OTAN de acordo com o Departamento de Estado dos Estados Unidos, com a anuência do chefe da pasta. Os primeiros Países a receberem a designação foram AustráliaCoreia do SulEgitoIsrael e Japão. Tal condição não inclui automaticamente um pacto de defesa mútua com os Estados Unidos, mas confere uma variedade de vantagens militares e financeiras que de outra forma não poderiam ser adquiridos por esses Países assim designados. Hoje, 17 Países se encontram nessa condição (https://pt.wikipedia.org/wiki/Aliado_importante_extra-OTAN ). Com a adesão do Brasil, o País passará a ser o 18º da lista de membros integrantes associados.

Igualmente, segue matéria de autoria de Igor Gielow (Folha de São Paulo, Mundo, Página A10, Domingo, 3/Março/2019 – https://www1.folha.uol.com.br/mundo/2019/03/estados-unidos-puxam-crescimento-global-de-gastos-militares.shtml ): Estados Unidos puxam crescimento global de gastos militares. Alta sob Trump em 2018 gera dilatação de gastos bélicos de países como Rússia:

“Donald Trump retira os Estados Unidos de um importante tratado de redução de armas. Acusado de violar o acordo, Vladimir Putin anuncia estar pronto para apontar novos e perigosos mísseis contra seus inimigos.

Índia e Paquistão, potências nucleares, enfrentam-se nos céus da Caxemira. Chineses transformam ilhotas em bases militares e investem em aviões sofisticados.

Ucrânia prevê gastar o que não tem para conter atividades da Rússia em seu território. Até na morosa América do Sul o Brasil é obrigado a negar que vá ajudar militarmente norte-americanos e colombianos a derrubar a ditadura da Venezuela.

O noticiário de 2019 confirma uma tendência na dinâmica das atividades militares no mundo: a volta da perspectiva do conflito entre Estados nacionais, algo que vinha em declínio com o fim da Guerra Fria e a ascensão dos conflitos irregulares como a guerra contra o terror.

Publicado pelo respeitado Instituto Internacional de Estudos Estratégicos (IISS, na sigla inglesa), o “Balanço Militar 2019” coloca em números essa perspectiva de um mundo mais perigoso.

Referência na quantificação de gastos militares e avaliação do estado de Forças Armadas, a publicação mostra que em 2018 os EUA iniciaram uma alta expressiva na despesa bélica, puxando consigo países da aliança que lidera na Europa, a Otan.

Isso é resultado da chegada de Trump ao poder em 2017 e a publicação, em janeiro do ano passado, da sua nova Estratégia de Defesa Nacional, na qual propõe que os inimigos a serem combatidos são a China e a Rússia, e não grupos obscuros terroristas escondidos em cavernas.

Com efeito, se em 2016 o gasto com defesa de EUA e Canadá contabilizado pelo IISS caiu quase 2%, ele sobe quase 4% em 2018. A reversão ocorre também na Europa e no bloco Rússia/Eurásia, dominado pelo país de Putin —que havia reduzido os gastos após um pico de 16% de aumento em 2015.

Os EUA seguem como líderes incontestes no campo militar. Alocaram em 2018 US$ 643 bilhões para defesa —contra US$ 734 bilhões dos próximos 15 maiores países no campo, e US$ 310 bilhões do resto do mundo.

É o único país capaz de projetar força de forma coordenada em várias frentes, com seus 11 grupos de porta-aviões. É imbatível em mobilidade: tem 530 aviões-tanque para reabastecer sua frota mundo afora, contra 68 dos próximos cinco países na categoria de potência: Rússia, China, França e Reino Unido, companheiros de Conselho de Segurança da ONU, além da Índia.

 Apesar de ter sido bem recebida pelos militares, a estratégia de Trump esbarrou na imprevisibilidade do presidente, que determinou retiradas de tropas do Afeganistão e da Síria sem consultar seu secretário de Defesa, Jim Mattis —que deixou o posto.

Ele foi substituído por Patrick Shanahan, um ex-executivo da Boeing entusiasta do programa de militarização do espaço defendido por Trump, não por acaso um campo em que sua ex-empregadora investe.

Apesar de toda a capacidade instalada, anos de desgaste em guerras no Iraque e Afeganistão cobraram um preço no planejamento, conforme a própria estratégia publicada por Trump admite. Seus rivais estratégicos melhoraram sua posição para desafiar Washington.

A China tem as maiores Forças Armadas do mundo: 2 milhões de militares —​algo até natural dada a demografia do país. Isso em si não significaria tanto não fosse a grande variedade de equipamentos e, como ressalta o IISS, o acelerado programa de modernização visando tornar o país a potência dominante no oeste do Pacífico.

Não por acaso, o turbulento Oriente Médio viu em 2018 a menor atividade de porta-aviões no golfo Pérsico na história recente, enquanto o Pacífico recebeu a visita de dois desses gigantes.

A ditadura comunista chinesa está militarizando dois conjuntos de ilhotas e atóis no mar do Sul da China, que considera suas águas territoriais. Isso é contestado pelos EUA, e não são poucos os analistas que preveem a região como um campo de batalha naval futuro.

Pequim ganhou relevância estratégica nas três últimas décadas, mas Moscou é ainda a grande rival de Washington. Putin aproveitou-se, mais do que qualquer outro líder, da fraqueza relativa dos EUA pós-2001.

A anexação da Crimeia em 2014 e a intervenção que salvou a ditadura de Bashar al-Assad na Síria em 2015 foram pontos altos desse desafio.

A relação com a Ucrânia é mais um exemplo do embate entre entes nacionais. Além de ter patrocinado o plebiscito que reintegrou a Crimeia à Rússia, o governo Putin fomenta o separatismo pró-russo no leste do país.

Com isso, buscando a reeleição, o presidente ucraniano, Petro Poroshenko, promete elevar seus gastos militares para a casa dos 5% do PIB —embora apenas uma virtualmente impossível adesão à Otan pudesse de fato lhe dar garantias.

Os russos têm reformulado doutrina e ampliado o investimento em formas modernas de combate, como a guerra cibernética.

Mas é na dissuasão nuclear que mora sua força: além de ter um arsenal comparável ao dos EUA, o que garantiria vários apocalipses caso tudo fosse usado, o Kremlin avançou muito em novas tecnologias de mísseis.

Naturalmente, assim como no caso chinês, há diversas fraquezas militares e principalmente econômicas que são escamoteadas pelos números brutos.

Porém, com um gasto militar na casa dos 4% do PIB e o quarto maior investimento nominal do mundo, a Rússia tem ainda muitos anos de protagonismo pela frente.

Os países do Oriente Médio e do Norte da África registraram uma queda brutal na variação de investimento — 12% a menos do que em 2017.

É uma área de conflito, contudo, então registra campeões no gasto militar em proporção do PIB: Omã e Arábia Saudita, com 11% cada um, lideram a lista. Israel despende enormes 5,9% —os Estados Unidos, que são a maior economia do mundo, gastam 3,14%.

O Brasil, de acordo com o IISS, gastou em 2018 1,4% de seu PIB com defesa (1,51% segundo o governo), mas 89% do valor vão para pagamento de pessoal e inativos.

Ainda assim, tem uma força militar grande para manter: 334.500 uniformizados, e incorporou um importante meio à sua frota naval, o porta-helicópteros britânico Ocean, rebatizado Atlântico.

A América Latina e o Caribe, indica o IISS, também seguiram a tendência puxada por Trump e tiveram um aumento de quase 2% no seu investimento militar em 2018.

Mas isso não reflete a situação venezuelana, pois o país do ditador Nicolás Maduro não tem números auditáveis pelo IISS. O que se sabe é sobre a boa capacidade de defesa aérea do país, a melhor do continente e um problema para os adversários.”

Outrossim, segue matéria da Revista Época via Montedo.com, 6/Dezembro/2018 (https://www.montedo.com.br/2018/12/06/nos-eua-salarios-e-regalias-fazem-do-servico-militar-uma-boa-carreira/ ): Nos EUA, salários e regalias fazem do serviço militar uma boa carreira:

 

“O salário é só o início da remuneração dos militares americanos. Há uma série de regalias pagas, segundo reportagem do site CNNmoney. O site diz que o soldo mínimo pago a um soldado com quatro meses de serviço é de US$ 13.809,60 anuais (cerca de R$ 47 mil) e o de um general – posto mais alto – pode chegar a US$ 153.950,40 anuais (R$ 523 mil, ou aproximadamente R$ 43.500 por mês). Mas um soldado que recebe pagamento mínimo – considerado um baixo salário – já começa a carreira com muitos outros benefícios.

Os homens e mulheres de uniformes, como são conhecidos nos Estados Unidos, recebem ajuda para vestuário, comida e moradia. O auxílio varia de acordo com o local onde o militar serve, o posto ocupado e a existência de dependentes.

Algumas dessas ajudas, como a de subsistência, são atualmente mais baixas para militares que ocupam postos mais altos e recebem pagamento maior. O auxílio moradia é ajustado de acordo com o posto e com a existência de pelo menos um dependente. A quantia não aumenta de acordo com o número de dependentes.

No Exército, a ajuda para compra de roupas é de US$ 284,40 (R$ 966) para homens e US$ 342,50 (R$ 1.164) para mulheres. Um soldado típico tem de apresentar duas fardas “Classe A” (equivalente a ternos de executivos de negócios) e ao menos quatro uniformes de batalha – dois para o verão e outros dois para o inverno. Esses uniformes custam, respectivamente, US$ 180 (R$ 612) e US$ 55 (R$ 187) cada.

A ajuda de subsistência – US$ 167,20 (R$ 568) ao mês para oficiais e US$ 262,50 (R$ 892) para recrutas, ou um pouco menos se o governo fornecer refeições onde o militar está servindo- serve para minimizar os custos com alimentação.

Por último existe um pagamento de incentivo, que é um dinheiro extra para aqueles que se destacarem em serviço ou em missões muito duras. Uma missão em submarinos da Marinha pode dar ao militar mais de US$ 425 (R$ 1.445) por mês, dependendo do posto ocupado e do tempo de serviço.

Por exemplo: um capitão da Força Aérea casado que serve há pelo menos oito anos e trabalha na base de Wright-Patterson, em Dayton, Ohio, chega a ter um salário anual de US$ 48.841,20 (R$ 166 mil). Se a ajuda de moradia for de US$ 845 (R$ 2.873) por mês e a de subsistência, de US$ 1.996,44 (R$ 6.787), os vencimentos podem atingir US$ 60.997 (R$ 207 mil) por ano. Como parte desse dinheiro não é tributada, o salário total desse oficial será de US$ 64.622,64 anuais (R$ 219 mil).

De acordo com o Departamento de Defesa, um fuzileiro naval solteiro que sirva no acampamento de Pendleton, em San Diego, Califórnia, há pelo menos quatro anos leva para casa um total de US$ 32.434,80 (R$ 110 mil) por ano. O salário é equivalente ao de um mecânico de automóveis trabalhando na mesma região.

Como os civis, os militares recebem aumento de salário. Entretanto, diferentemente dos sem uniformes, os membros das Forças Armadas não têm seus vencimentos ampliados apenas por méritos. Promoções são dadas por destaque em combate, mas aumentos simples acontecem por tempo de serviço.

‘’Para o mérito, nós entregamos medalhas’’, diz Catherine Fergunson, porta-voz do Departamento de Defesa.

O aumento mínimo de salário – 4,1% ao ano em 2003 – é dado por uma lei que afirma que os vencimentos têm de ser equivalentes a um terço do percentual dado ao setor privado. Em 2001, os militares receberam o maior aumento em 20 anos: cerca de 6,9%.”

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