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Irá o Brasil comprar o T-50?

PAK FA Sukhoi T 50

A Rússia está propondo ao Brasil que este adira ao desenvolvimento do caça de quinta geração. O T-50 poderá se tornar no trunfo principal que faça o Brasil pender para uma cooperação técnica militar com a Rússia na esfera da aeronáutica. Potencialmente, a aquisição de aparelhos russos poderá tornar a Força Aérea Brasileira numa das mais poderosas do mundo.

Um caça para o Brasil

Já há muitos anos que o Brasil está escolhendo um caça perspectivo, mas o concurso F-X2 da Força Aérea para o fornecimento de 36 aeronaves ainda não está concluído. Neste momento nele participam os caças Gripen NG (Saab, Suécia), Rafale (Dassault, França) e F/A-18E/F Super Hornet (Boeing, EUA).

O primeiro concurso F-X foi cancelado em 2005 por falta de meios financeiros, mas as razões econômicas continuam a ser válidas ainda hoje, obrigando a adiar a data da escolha do vencedor.

O Su-35 russo não participa do concurso, apesar de não serem conhecidas as razões para a ausência do aparelho russo entre os concorrentes. As companhias russas Rosoboronexport e Corporação Unida de Construção Aeronáutica (OAK). Assim como os representantes do poder central, não perdem as esperanças de obter o “contrato brasileiro” realizando negociações “fora de concurso”.

O Su-35 possui, provavelmente, uma série de vantagens técnicas que permitem considerá-lo como um aparelho ideal para o Brasil. Antes de mais, ele é um avião bimotor com grande autonomia de voo, o que facilita a sua exploração e aumenta a fiabilidade do aparelho em condições de uma rede de aeródromos bastante dispersa e de grandes áreas de sobrevoo, incluindo áreas marítimas.

Pelas suas capacidades em armamento e equipamentos, com o Sukhoi só o Super Hornet pode rivalizar. Mas este tem características técnicas de voo inferiores, inclusive o alcance, a velocidade e a manobrabilidade.

Contudo, considerando as crescentes capacidades do Brasil como uma potência da construção aeronáutica e a forte concorrência, as vantagens técnicas não são suficientes para superar os adversários que competem no concurso F-X2. Mas aqui a Rússia pode ter dois trunfos a seu favor. O primeiro é a disponibilidade de incluir o Brasil na cooperação industrial em torno do Su-35 entregando-lhe a montagem dos “seus” aparelhos e, possivelmente, o fornecimento de componentes secundárias. O segundo é a proposta para um trabalho conjunto no desenvolvimento do T-50.

O projeto de quinta geração

Neste momento a futura aeronave de quinta geração, que está a ser desenvolvida pela Sukhoi, existe sob duas formas. Uma delas é o T-50 russo propriamente dito, criado no âmbito do programa PAK FA (complexo aéreo perspectivo para forças aéreas táticas). A segunda é uma aeronave com uma sigla ainda desconhecida que está a ser desenvolvida com base no T-50 no âmbito do programa conjunto russo-indiano FGFA (Fifth-Generation Fighter Aircraft) e que destina à Força Aérea Indiana.

O Brasil, que tem uma indústria aeronáutica mais forte que a Índia, não tem hoje um programa, próprio ou em cooperação, para o desenvolvimento de um novo caça. Porém, o país necessita de um aparelho dessa classe: as crescentes ambições políticas do Brasil no Atlântico Sul exigem um reforço correspondente.

Na esfera militar naval o Brasil já definiu as suas prioridades tendo começado a desenvolver um submarino nuclear. Na área da aeronáutica militar um aparelho de quinta geração poderá alterar fundamentalmente as capacidades da FA brasileira, e aqui o T-50 será provavelmente a única variante aceitável, tanto do ponto de vista político, como econômico.

Como se sabe, as exportações do caça norte-americano mais potente de 5ª geração, o F-22 Raptor, estão proibidas, enquanto o F-35 perde pelas suas características tanto contra o F-22, como contra o seu análogo funcional T-50. Entretanto, os EUA não manifestam qualquer intenção de incluir o Brasil na cooperação industrial em torno do seu novo aparelho.

Para a Rússia essa cooperação seria igualmente vantajosa. Em primeiro lugar, o crescimento do mercado do T-50 iria criar um “ponto de apoio” adicional para esse avião, oferecendo uma perspectiva competitiva para a indústria aeronáutica. Em segundo lugar, a Rússia poderá estar interessada num intercâmbio tecnológico com o Brasil na área da aeronáutica civil. Aqui ambas as partes já teriam algo a oferecer ao parceiro.

Fonte: Voz da Rússia

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Defesa Tecnologia

China não conseguiu copiar motores de aviação russos

Motor, aviação, AL-31F, rússia, caça

Motor de aviação AL-31F

© ru.wikipedia.org/Ze-dan/сс-by-sa 3.0

Representantes da Corporação da Indústria de Aviação da China comunicaram a jornalistas americanos na Exposição Aérea de Pequim que planejam no futuro próximo continuar a comprar à Rússia motores para seus aviões de caça.

Como declararam representantes da Corporação da Indústria de Aviação da China (AVIC), produtores russos de motores irão receber nos próximos 5-8 anos, no mínimo, encomendas da China, porque “a tecnologia de produção de motores de aviação continua a ser a mais complexa para a AVIC desde o ponto de vista da produção e projeção”, cita suas palavras a edição militar americana IHS Jane’s Defence Weekly.

Apesar de no fim de 2012 a AVIC ter anunciado alcançar um progresso no desenvolvimento de ligas resistentes a altas temperaturas para motores de aviação, é evidente que motores russos RD-93 (companhia Klimov) e AL-31F (empresa Saturn) em versões de exportação continuarão a ser aplicados no futuro próximo em todos os caças chineses.

O motor RD-93 (versão de exportação do RD-33) foi desenvolvido em Leningrado (hoje São Petersburgo) na empresa experimental 117 para caças de quarta geração MiG-29. É bem conhecido que tais motores são fornecidos à China para serem montados nos caças Chengdu FC-1 Xiaolong. Além disso, há dados exatos de que o RD-93 se utiliza no último caça de quinta geração J-31, que levantou voo pela primeira vez em 31 de outubro de 2012.

Num outro novo caça chinês de quinta geração J-20 se aplica uma variante de motores turborreatores de dois circuitos AL-31F, desenvolvidos nos anos 70 para os aviões Su-27. Produtores chineses montam os mesmos motores em suas variantes do Su-27 (J-11) e cópias do caça de coberta russo Su-33 (J-15). Correm também boatos de que a China tenha pretendido obter da Rússia motores de última geração AL-41F1 (“Artigo 117”), utilizados em aviões PAK-FA e Su-35S.

Atualmente, a China está desenvolvendo vários motores de aviação com diferente propulsão máxima: WS-10, WS-13 e WS-15. O WS-10 foi testado pela primeira vez em 2002 e os dois restantes – em 2006. Contudo, os produtores chineses não conseguiram até hoje garantir boa segurança e livrar-se de defeitos durante a produção desses motores. Pelo visto, a declaração da AVIC pode significar que ainda não é possível levar à perfeição estes três programas e que a Rússia continuará a ser uma “locomotiva” na indústria de aviação chinesa.

Representantes da AVIC entreabriram também à Jane’s a razão pela qual o país havia desenvolvido ao mesmo tempo dois caças de quinta geração – J-20 e J-31. Como se esclareceu, não está previsto fornecer os J-31 à Força Aérea do Exército de Libertação Popular da China: “Este é um programa de exportação que irá competir com os F-35 americanos em mercados regionais”. Anteriormente fora apontado por peritos que, diferentemente dos J-20, os J-31 não levam sinais distintivos da Força Aérea da China.

A Jane’s inteirou-se ainda que, contrariamente a anteriores comunicados, a China não prevê desenvolver uma versão de coberta do J-31. Segundo se afirmava antes, em aviões desta variante podem ser utilizadas asas com enflechamento negativo.

Como destaca a Jane’s, os programas J-20 e J-31 constituem um enigma para os serviços de inteligência americanos. Conforme os documentos divulgados pelo antigo colaborador de serviços secretos dos EUA, Edward Snowden, a China, para a produção desses caças, poderia roubar secretos de redes do Pentágono e de seus empreiteiros e, embora estes aviões, segundo os dados das estruturas de inteligência americanas, se atrasem muito em relação aos análogos americanos pelo nível da tecnologia stealth, os Estados Unidos estão muito preocupados com rápido progresso da indústria de aviação chinesa.

Possivelmente, os J-31 com motores russos podem concorrer com os F-35, considerando sobretudo os problemas da produção e do encarecimento do caça americano. É pouco provável, contudo, que os J-31 consigam conquistar os aliados dos EUA, que em quaisquer circunstâncias irão preferir o avião americano.

Fonte: Voz da Rússia

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Defesa Destaques Sistemas de Armas Tecnologia

Principais características técnicas do caça Sukhoi T-50

PAK FA T50 Sukhoi (2) PAK FA T50 Sukhoi (3)  PAK FA T50 Sukhoi (4) PAK FA T50 Sukhoi (1)

 

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Brasil Defesa Destaques Sistemas de Armas Tecnologia Vídeo

Vídeo: Esquadrão Guardião

EMB-145 AEW

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EMB-145 isr

 

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Defesa

INTERCÂMBIO – FAB discute orçamento de 2014 com parlamentares

Brig Franciscangelis, secretário de Economia e Finanças da FAB em explanação  Agência Força Aérea/Sargento BatistaSugestão: William

A Força Aérea Brasileira (FAB) promoveu nesta quarta-feira (16/10) um encontro com representantes do Poder Legislativo em Brasília. A reunião teve o objetivo de apresentar a situação orçamentária da Aeronáutica para o ano de 2014 aos membros das Comissões Mistas de Planos, Orçamentos e Fiscalização (CMO) do Senado e da Câmara dos Deputados. Os parlamentares foram recebidos pelo Comandante da Aeronáutica, Tenente-Brigadeiro do Ar Juniti Saito.

No evento, os senadores e deputados tiveram acesso a um relatório de informações sobre os objetivos estratégicos da Aeronáutica e as prioridades de investimento.

“Foi uma oportunidade de apresentar nossa simulação orçamentária aos parlamentares e o mais importante foi notar o interesse e a vontade que eles apresentam em apoiar nossas iniciativas. Novas idéias estão surgindo. Manter um orçamento periódico, determinado e a longo prazo para as Forças Armadas é fundamental para um planejamento bem realizado, não só de nossa parte, mas da indústria”, explicou o Tenente-Brigadeiro do Ar Antonio Franciscangelis Neto, secretário de Economia e Finanças da Aeronáutica (SEFA).

A apresentação focou nas informações sobre custos e manutenção da Força Aérea, no planejamento para novos projetos, bem como os benefícios que tais investimentos trarão para a defesa do país e para a geração de emprego e renda nas regiões. Parlamentares foram recebidos pelo Comandante da Aeronáutica  Agência Força Aérea/Sargento Batista

“Nós estamos preocupados com os recursos da Defesa Nacional e cientes da necessidade de recursos a médio e longo prazo. O mínimo agora é não mexer nos recursos já determinados para as Forças Armadas e continuar melhorando o investimento para manter a soberania nacional e fazer do Brasil um país respeitado pelos vizinhos”, destacou o Senador Lobão Filho, Presidente da Comissão Mista de Planos, Orçamentos Públicos e Fiscalização.

O relatório trouxe ainda informações sobre o processo de recuperação e modernização de aeronaves como o F-5, a aquisição de 28 cargueiros KC-390, desenvolvimento e industrialização de 50 helicópteros H-X BR, custos com combustível e material aeronáutico, recuperação e construção de instalações militares, entre outras necessidades da FAB para o próximo ano.

Confira a reportagem sobre o evento:

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Fonte: Agência Força Aérea

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Brasil Defesa Defesa Anti Aérea Destaques Geopolítica Negócios e serviços Sistemas de Armas Tecnologia

Brasil admite negociar caça com a Rússia, mas no futuro

IGOR GIELOW

O ministro Celso Amorim (Defesa) admitiu hoje, a possibilidade de o Brasil entrar no projeto do caça de quinta geração da Rússia, o Sukhoi T-50.

Ele tinha acabado de se reunir com seu colega russo, Sergei Shoigu, que visitou Brasília para fechar a venda de US$ 1 bilhão em baterias antiaéreas — o contrato deverá ser assinado em meados do ano que vem.

Shoigu não fez oferta direta de caças para a Força Aérea Brasileira, mas Amorim fez o comentário separando a licitação em curso hoje (o F-X2) e eventuais projetos futuros.

O F-X2, processo que vem do governo Lula, prevê a compra de 36 aviões de combate para servir de base para a FAB. Disputam três modelos de quarta geração, ou seja, que incorporam integração digital de sistemas e têm capacidade de combate “além da linha do horizonte” com mísseis: o F-18 americano, o Rafale francês e o Gripen sueco.

A Rússia foi eliminada, com seu Sukhoi-35, desse processo. O ministro brasileiro foi enfático em dizer que o processo atual está valendo e deve acabar brevemente.

Agora, Amorim pela primeira vez falou em cooperação na próxima geração de caças, a quinta, que usa computadorização ainda mais intensiva e tecnologias para voo furtivo, próximo do invisível aos radares.

Só os EUA têm um caça de quinta geração em operação, o F-22. A Rússia já tem cinco protótipos voando de seu modelo, o Sukhoi T-50, que terá uma versão de exportação desenvolvida em conjunto com a Índia. O avião poderá estar operacional por volta de 2016.

Além da compra de três baterias antiaéreas Pantsir-S1, altamente eficazes, e de duas baterias com mísseis portáteis Igla-S para complementar o estoque brasileiro do material, a Rússia formou com o Brasil um grupo de trabalho para segurança cibernética.

A iniciativa vem na esteira das denúncias de espionagem por parte dos Estados Unidos. A presidente Dilma Rousseff cancelou sua visita de Estado a Washington devido à revelação de que suas comunicações foram monitoradas. E a Rússia abriga temporariamente o delator do caso, Edward Snowden.

Fonte: Folha

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Conflitos Destaques Geopolítica Negócios e serviços Opinião

Congresso dos EUA fecha acordo para evitar calote e reabrir governo

Democratas e republicanos chegaram a um acordo no Senado nesta quarta-feira (16/10) para elevar o limite do endividamento do governo americano, evitando um calote em credores, e abriram caminho para o fim do chamado shutdown – a paralisação quase total das repartições públicas, que já dura 16 dias.

O acordo é alcançado a 24 horas do prazo final – quando os EUA usariam seus últimos recursos para honrar as dívidas. A proposta autoriza o Tesouro a estender o endividamento até 7 de fevereiro e prevê a reabertura do governo até o dia 15 de janeiro.

“O presidente Barack Obama acredita que este acordo tem o necessário para reabrir a administração e eliminar a ameaça de obstrução que já danificou nossa economia”, disse o porta-voz da Casa Branca, Jay Carney, em entrevista coletiva.

O prazo de até 15 de janeiro para a reabertura do governo dará tempo para que o Congresso inicie um debate sobre a despesa e redução do déficit. O acordo também requer que se verifique a renda dos americanos que buscam subvenções para contratar um plano de saúde, de acordo com a reforma da saúde aprovada por Obama.

A Casa Branca tinha resistido até agora a aceitar um plano orçamentário que incluísse modificações na reforma no sistema de saúde, mas Carney disse que o governo não iria se opor à exigência republicana.

Carney disse que, para a Casa Branca, a paralisação do governo foi uma “crise fabricada” que fez com que se perdesse “tempo em relação a outros objetivos , como melhorias econômicas para a classe média e uma legislação para uma reforma migratória.”

A proposta precisa ser ratificada pela Câmara e o Senado. Devido à incerteza no Congresso americano nos últimos dias, a agência de classificação de risco Fitch colocou a dívida dos EUA no status de “avaliação negativa”.

RPR/ rtr/ ap/ afp

Fonte: DW.DE

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A jihad vem penetrando a Europa

Igor Siletsky

A jihad vem penetrando na Europa. Os centros de instrução de islamitas radicais estão ativos em vários países europeus e em todo o mundo. As autoridades locais estão fazendo vista grossa a esse fenômeno ou silenciam propositadamente os fatos.

Um inquérito, realizado pela emissora Voz da Rússia, veio demonstrar que a jihad está batendo à porta de capitais européias.

Uma cidadã francesa de 20 anos tentou estabelecer contato com terroristas através da Internet. É verdade que, nesse caso, a polícia reagiu rápida e oportunamente: a moça foi detida para esclarecer motivos de seu desejo de entrar em contato com a Al-Qaeda.

Claro que as medidas profiláticas são indispensáveis. Todavia, os fatos vêm demonstrando que os islamitas radicais na França se tornam cada vez mais ativos. Sob este pano de fundo, os poderes como se não vissem este problema global e, após cada investida de terroristas, dizem que se trata de um “caso particular”. Tal abordagem é partilhada pelo perito do Centro Estratégico Europeu de Inteligência e Segurança, Alain Chouet.

“É um simples caso da crônica criminal, dado existirem jovens que, navegando na Internet, se interessem pela Al-Qaeda. Ao mesmo tempo, não se deve exagerar a escala deste fenômeno: perante a comunidade muçulmana de cinco milhões de residentes na França, tais casos não são freqüentes. No entanto, tomamos medidas policiais e jurídicas que pressupõem a intervenção rápida e eficiente. Contamos com a rede de agentes de segurança internos que nos dão uma idéia sobre a situação que se vive em “comunidades de risco”. A combinação de possibilidades jurídicas e policiais nos permite seguir de perto a atividade dos que podem vir a apresentar perigo nessa área. Não se trata de terroristas, mas daqueles elementos que, influenciados pela doutrina extremista, pudessem aderir aos adeptos da jihad”.

Enquanto isso, a situação na França tem sido vista sob um prisma diferente por peritos da Bélgica vizinha. Veja-se a opinião da presidente honorifica do Senado belga, Anne-Marie Lizin:

“Em ambos os países estamos assistindo ao recrutamento de jovens para envolvê-los em operações em prol da “guerra santa”, ou seja, jihad. Assim, as pessoas se transformam em mercenários pagos por certos países interessados. As operações de recrutamento são realizadas por sunitas e indivíduos de ânimos extremistas. Pensamos que as potências empenhadas em tais ações, devem suspendê-las imediatamente. Por exemplo, a Arábia Saudita. Nesse país, há quem diga ser possível prosseguir a recrutamento sem o apoio dos EUA. Acho que estão enganados”.

Os dados mais chocantes foram citados pelo jornalista francês Jean-Michel Vernochet no seu livro Les Égarés. Segundo ele, nos últimos anos foram preparados na França cerca de 400 combatentes que depois teriam partido para a Síria a fim de apoiar a oposição. Cedo ou tarde, regressarão para a casa, sendo pouco provável que prefiram depois a vida de cidadãos pacatos.

Por isso, a jihad, na visão de Vernochet, já se encontra à porta de cidades européias, enquanto as autoridades fazem de conta que nada acontece. No caso de França, já não se trata de alguns atos ou episódios de terror. Conforme o jornalista, o Qatar, bem como a Arábia Saudita, vem “comprando” a França.

Este pequeno país, com um rendimento per capito mais alto no mundo, já adquiriu o clube de futebol Paris Saint-Germain (PSG), uma parte das ações do gigante financeiro Vinci e os títulos de valor da empresa petrolífera Total.

As previsões feitas por Vernochet fazem lembrar cenas de um romance anti-utópico: os franceses não deverão estranhar muito se, digamos, dentro de 10 anos, eles tiverem de fazer salá sob o cano de metralhadora, verão a Catedral de Notre-Dame de Paris demolida, as vinhas destruídas e as suas mulheres e filhas vestidas de xador. Tal será uma França nova sob o domínio de wahhabitas.


Fonte: Voz da Rússia

 

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Porque a China já é vista como eldorado da ciência

Um novo relatório sugere que a China passe a ser vista como uma terra de oportunidades científicas, e não apenas um país fabricante de produtos manufaturados.

Uma pesquisa do centro de estudos britânico Nesta argumenta que o setor chinês de ciência já é “grande demais para ser ignorado”.

O país gasta cerca de US$ 500 milhões em pesquisas por dia e emprega um quarto da força de trabalho do setor no mundo.

De posse do relatório, o ministro das Finanças britânico, George Osborne, disse nesta terça-feira que os britânicos tendiam a ver a China como um grande “sweatshop” (fábrica com condições de semiescravidão).

Osborne disse a um programa de TV que o gigante asiático “está na vanguarda da medicina e da alta tecnologia.”

A ofensiva do ministro, em visita oficial à China, tem como claro objetivo atrair negócios e recursos chineses para a cambaleante economia da Grã-Bretanha.

Investimentos extraordinário

O estudo da Nesta compila dados impressionantes:

A China tem o supercomputador mais rápido do mundo, o Tianhe-2. Seus chips são feitos pela Intel, mas foram desenvolvidos por pesquisa chinesa. Cientistas chineses criaram o material mais leve já conhecido, uma espécie de gel aerossol composto por carbono e grafeno. Em apenas 14 anos, a China deixou de ter apenas 1% da capacidade de sequenciamento genético do mundo para ter quase 50%. Um fator-chave identificado no relatório da Nesta é o tamanho extraordinário de gastos do país em pesquisa – cerca de US$ 163 bilhões ano passado, um aumento de 18% em relação ao ano anterior, com novos saltos planejados.

Isso indica que a ciência passa a ser vista como um elemento central na estratégia de longo prazo de crescimento da China.

Quantidade e qualidade?

A China também se destaca no número de patentes solicitadas e garantidas, na educação superior (em 2020, calcula-se que o país possa produzir mais formandos do que os EUA e a União Europeia juntos) e em publicações científicas (no mesmo ano,o país deverá passar a publicar mais artigos científicos do que os EUA).

Mas é claro que quantidade não significa qualidade. O estudo também observa uma estimativa recente de que apenas 10% dos chineses formados em engenharia atendem aos padrões internacionais de empregabilidade.

Então, a China é realmente um líder mundial em ciência ou ainda uma exploradora de mão de obra barata? Ou um pouco dos dois?

A resposta é complicada, de acordo com o relatório. A imagem da China como uma superpotência científica pode ser válida, mas é apenas uma das várias maneiras diferentes de se ver o país:

A China também tem sido chamadoa de um “seguidor rápido” – capaz de deglutir avanços dos outros, de se aproximar rapidamente, mas sem jamais assumir a liderança. Outros dizem que a capacidade da China de avançar será sempre sufocada pelo comando único do Partido Comunista, que inibe a interação vital à inovação. Outra perspectiva é de que a China é impulsionada pelo que a Nesta chama de “tecno nacionalismo”, um desejo de não apenas ser competitivo, mas também de assegurar a “vantagem absoluta” por meio de meios lícitos ou ilícitos. A quarta abordagem é a de que a China enxerga os desafios extremos das mudanças climáticas, da poluição e da escassez de recursos, e seus investimentos em pesquisa são concebidos para produzir soluções de longo prazo, com benefícios globais. Os próprios autores argumentam que a China deve ser vista como “um estado de absorção”, assimilando tecnologias estrangeiras, mas que, em seguida, agrega valor e novidade a inventos.

Corrida do ouro

O relatório também reconhece um lado mais sombrio – os temores das empresas de tecnologia de roubo de sua propriedade intelectual.

Um líder empresarial disse à Nesta que “ainda não se sente pronto para desenvolver as ‘joias da coroa’ (os produtos mais importantes) da empresa na China”. Mas, ao mesmo tempo, ele apoia um compromisso de longo prazo com o país asiático.

Globalmente, o relatório conclui que “o maior risco para as empresas é de se concentrar muito sobre pontos negativos – e perder as enormes oportunidades que a China representa” – e pede a colaboração mais próxima de empresas e governos.

Pessoas que tentaram parcerias e tiveram suas ideias ou tecnologias roubadas podem considerar essa perspectiva excessivamente ingênua.

Mas um novo tipo de corrida do ouro da ciência está em curso na China – e, como em qualquer corrida do tipo, há fortunas a serem feitas e perdidas.

BBC Brasil

Fonte: Terra

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EUA: Aspiração à hegemonia mundial

Aleksei Efimov

Em setembro, o Presidente dos EUA, Barack Obama, em sua mensagem televisiva ao povo, verbalizou o conceito de excepcionalidade da nação norte-americana. No seu entender, tal papel de seu país constitui um fundamento sério para interferir nos assuntos internos de outros Estados. Mais tarde, esta doutrina se tornou alvo das críticas do Presidente russo, Vladimir Putin. Depois, à discussão se juntaram políticos e cientistas de outros países.

Assim, o cientista chinês, Shi Young Ming, do Instituto de Problemas Mundiais, reputa que a teoria de excepcionalidade terá surgido ainda na etapa inicial de formação do Estado norte-americano. Como se sabe, para o continente americano se deslocaram pessoas amantes de liberdade e em forte oposição aos regimes ditatoriais europeus, dispostas então a seguir o seu próprio destino conforme os valores de capitalismo livre, aponta.

“Todavia, ao passo que a sociedade americana ia se desenvolvendo, o conceito se encheu de um novo conteúdo: chegou-se à conclusão de que o novo sistema de valores era superior aos outros princípios doutrinais, devendo ser promovida em escala mundial. Em outras palavras, os EUA acabaram considerando ser necessário salvar o mundo, desempenhando um papel de liderança e dirigindo o mundo por meio desses valores”.

O cientista recorda ainda que após a Segunda Guerra Mundial na arena mundial ocorreram muitas mudanças: foi instituída a Organização das Nações Unidas (ONU). Esta entidade internacional funciona com base em igualdade das Nações, procurando manter a ordem mundial em plena consonância com a Carta Magna e o Direito Internacional. Mas ao contrário desse paradigma, os EUA têm preconizado a sua excepcionalidade, o que, no essencial, não passa de aspirações à hegemonia.

“Os EUA podem não respeitar o direito internacional e desrespeitar as normas comuns, os EUA vão assumindo um papel de líder mundial, de criador, interprete e executor das leis. Para os EUA, o sistema da ONU não tem muita importância, nem pode ser vista como uma estrutura superior. Por isso, os EUA podem ficar isentos dos postulados defendidos pelas Nações Unidas. À luz disso, a tese sobre excepcionalidade, sob o pano de fundo da ONU eficiente, tem refletido a aspiração à hegemonia na sua forma extrema”.

Quando Obama se refere à excepcionalidade, dá a entender que os EUA se colocam acima do direito internacional, constata o cientista chinês. Na sua ótica, tal postura permite aos EUA ingerir nos assuntos internos de outros Estados e até praticar a intervenção armada.

 

Fonte: Voz da Rússia

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Brasil e Rússia discutem parceria estratégica na área militar

Os ministros da Defesa do Brasil, Celso Amorim, e da Rússia, Sergey Kuzhugetovich, reuniram-se nesta quarta-feira para tratar da parceria estratégica militar acertada em dezembro entre os presidentes Dilma Rousseff e Vladimir Putin. Em pauta, a compra de sistemas de defesa antiaérea móvel (Panzir, de médio alcance) e portátil (Igla, de curto alcance). A exemplo de outras compras feitas pelo governo brasileiro, o acordo envolverá transferência da tecnologia aplicada nos equipamentos.

Sistemas de defesa antiaérea – Igla

“Não se trata de uma visita para comprar ou vender, mas de uma visita de cooperação estratégica entre integrantes do Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul)”, disse Amorim. Os dois ministros avançaram também nas tratativas para a criação de um grupo de trabalho na área de defesa cibernética e para o intercâmbio de militares. Outro assunto abordado pelos ministros foi o Projeto FX-2, que visa à aquisição, pelo Brasil, de aviões de quarta geração.

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No encontro, Amorim informou que o projeto é uma “necessidade mais imediata”, mas ressaltou que o Brasil pretende, em médio prazo, buscar também parcerias para o desenvolvimento de caças de quinta geração, com tecnologias e sistemas de armas mais avançados. Amorim disse ao ministro russo que a aquisição dos sistemas de defesa antiaérea – estimada em US$ 1 bilhão, mas com possibilidades de redução deste valor – e dos helicópteros MI-35, ao custo unitário de US$ 25 milhões, representam uma primeira experiência que, se for bem sucedida, poderá avançar ainda mais.

O Brasil já recebeu nove dos 12 helicópteros contratados. Parte deles já está sendo usada pela Força Aérea principalmente na Amazônia. “Nossa visão em relação à Rússia não é a compra eventual de equipamentos militares. Até podemos fazê-lo, mas nossa visão é, sim, buscar parceria estratégica voltada para o desenvolvimento tecnológico conjunto. Por isso, nossas primeiras experiências com vocês são tão importantes”, disse Amorim ao ministro russo.

O projeto mais adiantado é o da artilharia antiaérea. Para assinar o contrato, faltam apenas alguns detalhamentos técnicos, principalmente relativos à transferência de tecnologia. A fim de resolvê-los, uma missão técnica brasileira deverá ir à Rússia dentro de um ou dois meses, informou o Ministério da Defesa.

Agência Brasil

 

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Conflitos Geopolítica

Exército dos EUA irá se consolidar na Itália para controlar a África

O primeiro-ministro da Itália, Enrico Letta, chegará, em 17 de outubro, a Washington, onde se reunirá com Barack Obama.

Entre outras questões, os dois líderes discutirão a cooperação militar. De acordo com especialistas, será abordado o tema de construção de uma base americana no território da península Apenina.

Segundo analistas militares, a criação de uma rede de bases militares no Mediterrâneo evidencia uma preparação cuidadosa, por parte dos norte-americanos, de uma plataforma para operações de combate na África e no Oriente Médio.

Fonte: Voz da Rússia