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Após três anos, UE retoma negociações para adesão da Turquia

Turcos iniciam mais uma das mais de 30 etapas que têm de superar para entrar no bloco. Entre os principais desafios, vencer a desconfiança de parte dos Estados-membros, que questionam respeito a liberdades civis no país.

Após um hiato de três anos, os ministros da União Europeia abriram nesta terça-feira (22/10) um novo capítulo nas negociações sobre a adesão da Turquia. O país tenta seu ingresso no bloco desde 2005, mas as conversas foram paralisadas por obstáculos impostos por alguns Estados-membros, como França e Alemanha.

Também contribuíram para a estagnação do processo as tensões relacionadas à disputa territorial no Chipre, membro da UE desde 2004, e a repressão violenta do governo aos protestos de julho, iniciados em Istambul e que se espalharam por outras cidades do país.

A reunião que vai marcar a retomada das negociações com a Turquia será no dia 5 de novembro, quando serão discutidas políticas de desenvolvimento regional. Essa será a 14ª etapa de um total de 35 previstas para a entrada do país na UE.

“A decisão de hoje foi um passo importante”, afirmou o comissário de ampliação da UE, Stefan Fule. “Os acontecimentos recentes na Turquia reforçam a importância do envolvimento da União Europeia, que deverá servir de referência para as reformas no país.”

Violência como obstáculo

A última adesão à UE foi da Croácia, que iniciou seu processo de entrada também em 2005 e conseguiu concluir com êxito todas as etapas de adesão neste ano. O país se tornou, assim, o 28º membro do bloco.

Apesar de algumas críticas referentes à rapidez com que o bloco europeu aumentou de tamanho, Fule insistiu em comemorar o que chamou de “poder transformador” do processo de ampliação. Ele defende que muitos dos requisitos impostos aos países durante o processo de adesão contribuíram, por exemplo, para o estabelecimento de regimes democráticos na região dos Bálcãs.

A UE já havia em junho último sinalizado que estaria disposta a retomar as negociações com a Turquia, mas acabou retardando a iniciativa, em parte, em razão da violenta repressão à onda de protestos no país por parte do governo do primeiro-ministro Recep Tayyip Erdogan.

“A iniciativa serve também como um sinal para os cidadãos turcos de que a UE deseja realmente abrir-se ao país”, disse o secretário de Estado do Ministério do Exterior da Alemanha, Michael Link. Segundo ele, será possível aproveitar essa oportunidade para discutir com a Turquia alguns aspectos mais complicados do processo.

O ministro alemão do Exterior, Guido Westerwelle, explicou que “a decisão não foi fechar as portas, mas sim, enviar um sinal”. E esse sinal, afirmou, “foi ouvido e compreendido”.

Premiê turco rebate críticas

Ainda pairam, no entanto, algumas preocupações sobre a forma como o governo turco lidou com os protestos, assim como em relação ao respeito aos direitos fundamentais no país. Dentro da UE, alguns defendem que as negociações sejam iniciadas o mais rápido possível com vistas aos capítulos 23 e 24 do processo, que cobrem temas referentes a justiça, direitos fundamentais, liberdade e segurança.

“O mais importante é que a Turquia reforme a si própria”, defendeu o ministro holandês do Exterior, Frans Timmermans. “Observamos mudanças fundamentais na Turquia nos últimos dez anos. Estou otimista que [a adesão turca] será possível, mas acho que ainda levará muito tempo.”

Erdogan questionou o direito da UE de avaliar seu país, em resposta a críticas realizadas em um relatório recente do bloco europeu. Em um pronunciamento aos parlamentares de seu partido, o premiê afirmou que alguns países europeus deveriam direcionar suas críticas a si próprios, e falou em “indiferença” da Europa aos eventos recentes no Egito e na Síria.

Na semana passada, um relatório anual da UE sobre o progresso da Turquia no processo de adesão levantou críticas referentes à proteção de direitos básicos do país, como o de liberdade de expressão. Erdogan classificou as observações como informações “deficientes ou equivocadas”.

RC/ ap/ dpa/ afp

 

Fonte: DW.DE

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Conflitos Geopolítica Opinião

Chefe da Inteligência da Arábia Saudita defende afastamento dos EUA

Príncipe Bandar bin Sultan

O chefe do setor de Inteligência da Arábia Saudita, príncipe Bandar bin Sultan, disse que o reino fará uma “grande mudança” nas relações com os Estados Unidos em protesto contra o que chamou de visível inércia dos EUA na questão síria e a abertura do país em relação ao Irã, disse nesta terça-feira uma fonte a par da política saudita.

O príncipe declarou a diplomatas europeus que os EUA falharam na adoção de ações efetivas na crise síria e no conflito palestino-israelense, estão ficando mais próximos do Irã e não apoiaram o suporte dado pelos sauditas ao Bahrein quando esse país esmagou uma revolta antigovernamental em 2011, disse a fonte. Não ficou imediatamente claro se os comentários atribuídos ao príncipe Bandar têm pleno apoio do rei da Arábia Saudita, Abdullah.

“A mudança para distanciamento dos EUA é grande”, afirmou a fonte próxima da política do reino. “A Arábia Saudita não quer se encontrar mais numa situação em que é dependente.”

Os Estados Unidos e a Arábia Saudita são aliados desde a formação do reino, em 1932, o que garante aos sauditas uma poderosa proteção militar e assegura a Washington suprimento de petróleo. A iniciativa do príncipe vem à tona depois de uma surpreendente decisão saudita, na sexta-feira, de rejeitar integrar por dois anos o Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU), em protesto contra o “padrão duplo” das Nações Unidas.

O príncipe Bandar foi embaixador saudita em Washington por 22 anos e é visto como um linha-dura em política externa, especialmente quanto ao Irã. O reino saudita, de população majoritariamente muçulmana sunita, rivaliza com o Irã, de maioria xiita e aliado da Síria, o que tem amplificado as tensões sectárias no Oriente Médio.

Filho do último príncipe herdeiro e ministro da Defesa, o príncipe Sultan, e protegido do rei Fahd, o príncipe Bandar caiu em desgraça com o rei Abdullah em 2005, após divergências em política externa. Mas ele voltou a ter destaque no ano passado, ao assumir a incumbência de derrubar o presidente da Síria, Bashar al-Assad, dizem diplomatas na região do Golfo. No último ano ele encabeçou os esforços para fornecer armas e outros tipos de ajuda aos rebeldes sírios enquanto seu primo, o ministro de Relações Exteriores, príncipe Saud al-Faisal, atuava no campo diplomático.

“Todas as opções na mesa”

“O príncipe Bandar disse a diplomatas que ele planeja limitar a interação com os EUA”, afirmou uma fonte que acompanha a política saudita. “Isso acontece depois de os EUA fracassaram em adotar ações efetivas na Síria e Palestina”.

“As relações com os EUA estão há tempos se deteriorando, já que os sauditas sentem que os EUA estão cada vez mais próximos do Irã e os EUA também falharam no apoio aos sauditas durante o levante no Barein.”

A fonte não quis dar mais detalhes da conversa com Bandar, que ocorreu nos últimos dias, mas insinuou que as mudanças planejadas teriam amplas consequências, incluindo na compra de armas e venda de petróleo.

REUTERS

 

Fonte: Terra

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Defesa Sistemas de Armas

DCNS/STX lançam ao Mar o LHD Vladivostok o primeiro navio multipropósito Russo

DCNSE.M.Pinto

Imagem Rustam

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Foi retirado hoje  da doca o LHD Russo Vladivostok, o primeiro navio de assalto multipropósito do país.

O navio foi produzido em duas seções montadas separadamente na França e na Rússia, a DCNS/STX entrega no prazo o primeiro navio o Vladivostok, já o segundo, o  Sevastopol, se encontra em fase final de montagem e deve ser lançado ao mar no verão europeu do próximo ano.

Estima-se que a Rússia ainda adquira outros dois navios da classe, atualmente os estaleiros Russos encontram-se sobrecarregados com a produção de mais de 70 vasos de guerra entre fragatas submarinos e navios menores das mais variadas funções, todos destinados a Marinha Russa.

Por esta razão o primeiro LHD foi feito metade na frança e a outra montada integralmente na Rússia. Contrariando os analistas ocidentais que dão como falida a capacidade de produção naval russa, a  produção do Vladivostok e Savastopol demonstrama  capacidade russa na produção naval de alto nível. O fato é que nem mesmo nos tempos da guerra fria os estaleiros russos estiveram tão ocupados com a produção de navios de guerra, atualmente esta situação é agravada frente a necssidade criada pelo sucatemaneto da frota militar russa.

A produção do BPC  (sigla francesa) ou LHD  Vladivostok, sela o amplo acordo de produção técnico-militar entre Rússia e França que abrange todos os espectros da defesa, desde ar, terra ao mar. São esperados por isso, novos contratos para os mais variados navios e meios navais. Não é segredo o interesse de ambos os países em expandir ainda mais as cooperações bilaterais no âmbito da defesa.

O Vladivostok deve iniciar em breve os seus testes de mar e de aceitação, estando logo após isso, à disposição para entrar efetivamente na Marinha russa como o primeiro LHD ou navio de projeção de combate da Marinha Russa.

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Conflitos Geopolítica

Chanceleres se reúnem com oposição síria para preparar negociações de paz

Ministros tentam criar as bases para reunião em Genebra, que enfrenta resistência de opositores extremistas

Secretários e ministros das Relações Exteriores de 11 países se reuniram nesta terça-feira (22) no Reino Unido com a oposição da Síria apoiada pelo Ocidente para preparar as negociações de paz na Síria previstas para ocorrer em Genebra no próximo mês, enquanto a guerra civil no país entra em seu 31º mês.

AP

Secretário de Estado dos EUA, John Kerry, fala com presidente da Coalizão Nacional Síria, Ahmed al-Jarba, na residência do embaixador americano em Londres

Síria: Assad cogita reeleição e diz que conferência de paz não tem data

Durante a reunião do grupo “Londres 11”, que busca fortalecer a oposição síria e estabelecer as bases de trabalho para a negociação “Genebra 2”, o chanceler britânico William Hague disse que considera vital a participação de todos os setores da oposição da Síria para que se possa encontrar um fim para o conflito.

As conversas encontram grandes obstáculos, incluindo divisões dentro da oposição, rivalidade entre grupos rebeldes e a relutância do presidente sírio, Bashar al-Assad , em entregar o poder. Muitos combatentes islâmicos que combatem as forças de Assad no país não reconhecem a oposição no exílio, que tem o apoio do Ocidente.

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Hague disse que a oposição, que tem muitos membros contrários a negociar com o governo de Assad, precisa comparecer às conversas de Genebra. “Se eles não forem parte do processo de paz na Síria, então todo povo sírio terá apenas a escolha entre Assad de um lado e os extremistas”, disse ele à Rádio BBC.

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“Quanto mais tempo esse conflito durar, mais sectário se torna e cada vez mais os extremistas são capazes de assumir o controle, e é por isso que estamos fazendo este esforço renovado para obter um processo de paz em Genebra.”

Diversas autoridades, incluindo o chefe da Liga Árabe, Nabil Elaraby, têm dito que esperam a realização da conferência Genebra 2 em 23 de novembro, apesar de EUA, Rússia e ONU terem dito que não há data marcada.

Com Reuters

Fonte: Último Segundo

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Conflitos Geopolítica

Oposição de Moçambique anuncia fim de tratado de paz

Forças do governo atacaram uma base da opositora Remano, forçando a fuga do líder do movimento

BBC

Um ataque de forças do governo de Moçambique a uma base do movimento de oposição Renamo fez com que o grupo anunciasse o fim do acordo de paz que, em 1992, pôs fim à guerra civil no país.

BBC

Renamo mantem acampamento com guerrilheiros, apesar de acordo de paz

Forças do governo atacaram uma base da Renamo (Resistência Nacional Moçambicana) em uma área de selva no centro do país, forçando a fuga do líder do movimento, Afonso Dhlakama. O movimento é o segundo partido do país.

Cerca de meio milhão de pessoas morreram durante o conflito que estourou em meio à guerra da independência em relação a Portugal, em 1975. A guerra se deu entre a Renamo e a Frelimo (Frente de Libertação de Moçambique), partido que controla o poder.

Desde o fim da guerra civil, Moçambique enfrenta um ciclo de crescimento econômico. O porta-voz da Renamo, Fernando Mazanga, disse que as forças do governo bombardearam a base de Sathunjira com bombas e forte armamento.

“A atitude irresponsável do comandante geral das forças de segurança põe fim ao tratado de paz”, afirmou o porta-voz do partido em Maputo. “A responsabilidade é do governo da Frelimo porque não quis ouvir as queixas da Renamo”, declarou ainda, citado pela Reuters.

Segundo Mazanga, o objetivo do ataque era matar Dhlakama, mas o líder da Frelimo conseguiu escapar para um destino ainda desconhecido. Em um comunicado, a Renamo acusou o presidente Armando Guebuza de estar por trás do ataque.

“A atitude irresponsável do comandante em chefe da Defesa e das forças de segurança coloca um fim ao acordo de paz de Roma”, disse.

Guerra

O jornalista da BBC em Maputo, José Tembe, disse que os comunicados da Renamo indicam que o partido tem planos de voltar ao front, algo que o movimento negou no passado.

O porta voz do Ministério da Defesa, Cristóvão Chume, disse que o assalto à base de Sathunjira foi uma resposta a um ataque da Renamo a um posto de controle do Exército.

Nem governo nem oposição divulgaram número de mortos ou feridos. O governo da Frelimo tem acusado frequentemente a Renamo de tentar colocar o país novamente em estado de guerra.

Em abril, pelo menos cinco pessoas morreram em Moçambique depois que militantes da Renamo haviam atacado um posto da polícia.

Montanha

Cerca de 300 guerrilheiros permanecem armados, apesar do acordo de paz e dos esforços para integrá-los ao Exército ou à polícia. O líder da Renamo, Dhlakama, justifica a existência dos guerrilheiros dizendo que precisa de guarda-costas.

Após o fim da guerra civil, Dhlakama mudou-se para a capital, Maputo, e depois para a província de Nampula, ao norte. No ano passado, Dhlakama voltou às montanhas de Gorongosa, onde permaneciam seus homens, agora alvo de ataque.

Moçambique terá eleições locais em novembro e eleições gerais no próximo ano. A Frelimo, do presidente Guebuza, governa o país desde 1975. A Renamo se formou na mesma época e na ocasião era apoiada por dirigentes brancos que ainda estavam no poder na vizinha África do Sul e Zimbábue.

Fonte: Último Segundo

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Leilão de Libra foi um sucesso?

Leilão do pré-sal. ReutersPablo Uchoa

Da BBC Brasil em Washington

Apenas um consórcio apresentou oferta e o governo vai receber o mínimo estipulado nas regras

“Sucesso” para o governo, “aquém” nas palavras do mercado. As opiniões divergentes sobre o leilão da maior bacia petrolífera do Brasil, o campo de Libra, ilustram um caso típico de resultado que pode ser visto sob uma ótica positiva ou negativa, dependendo de onde se enxergue.

Ótica negativa: sob o novo marco para a exploração do petróleo, aprovado em 2010, não se viu a participação maciça de empresas estrangeiras, como era a aposta de apenas alguns meses atrás.

Apenas um consórcio apresentou oferta e o governo vai receber o mínimo estipulado nas regras – um bônus de assinatura de R$ 15 bilhões mais 41,65% do petróleo produzido após descontados os custos de produção (o chamado lucro-óleo).

Ótica positiva: o resultado não foi simplesmente um “acordo de estatais” entre a Petrobras e suas equivalentes chineses, como temiam alguns críticos, mas atraiu duas gigantes privadas do setor, a francesa Total e anglo-holandesa Shell, que juntas detêm 40% da empreitada.

Se o governo receberá pagamento mínimo pelo acordo, isso também quer dizer que o negócio é mais lucrativo para a Petrobras, um alívio para uma empresa com problemas de caixa e cuja capacidade de operar todas as bacias, como requer o modelo, sempre foi questionada pelos críticos.

Referindo-se ao resultado, a diretora da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), Magda Chambriard, disse que “sucesso maior que este é difícil de imaginar”.

“A qualidade técnica que conseguimos reunir, com empresas como a Petrobras, que explora e produz 25% do petróleo em águas profundas do mundo e alterna recordes com a Shell, que também está no consórcio, vai entrar para a história do país”, disse a presidente da ANP.

Descontando o entusiasmo

Mas analistas ouvidos pela BBC Brasil preferiram descontar o entusiasmo, acreditando que as razões para questionar o modelo até agora continuam válidas.

“Apesar de haver um consórcio vencedor com duas empresas privadas internacionais, a participação ficou aquém do que era esperado”, disse Marcelo Torto, da corretora Ativa, no Rio de Janeiro. “Houve interesse, mas algumas questões continuam pesando muito e afastando os investidores estrangeiros do pré-sal.”

Torto sintetizou os questionamentos do mercado em três linhas principais. Primeiro, há as dúvidas sobre a capacidade da Petrobras de arcar com os pesados investimentos inerentes ao seu protagonismo no modelo.

Segundo, ele disse, ainda não está claro o poder de interferência que terá a estatal recém-criada para gerir os contratos do pré-sal, a PPSA, nas decisões estratégicas do consórcio. Entoando o coro do mercado, Torto avaliou que a falta de “regras mais claras” sobre os poderes de veto da PPSA traz insegurança para investidores.

Por fim, o especialista explicou que as exigências das regras de conteúdo local implicam temores de atrasos e possíveis aumentos de custo “que poderiam ser reduzidos se navios e plataformas pudessem ser encomendados de outros fornecedores internacionais”.

Na disputa pelo modelo mais adequado, o governo até agora ganhou as quedas de braço com os críticos. Mas há quem acredite que as mudanças na dinâmica da economia global e brasileira, assim como da geopolítica das fontes de energia globais, podem obrigar o Brasil a relaxar as regras para os futuros leilões do pré-sal.

“Se o governo quiser acelerar os investimentos e o crescimento, vai olhar para o setor do petróleo como uma fonte para isso”, disse à BBC Brasil o especialista em América Latina da consultoria Eurasia Group, em Washington, Luiz Augusto de Castro Neves.

“Para tanto, precisa propiciar mais abertura para o investimento estrangeiro, e isso demanda uma flexibilização maior das regras.”

‘Bilhete de loteria’

Seis anos atrás, quando foi descoberto o petróleo na camada pré-sal da costa brasileira, o então presidente Luiz Inácio Lula da Silva qualificou o potencial energético como “um bilhete de loteria” que o Brasil tinha ganhado.

Isso foi, entretanto, antes do advento de novas fronteiras no campo da energia, como a exploração de gás de xisto nos EUA, uma alternativa que os analistas acreditam capazes de transformar o panorama energético mundial.

Um dos efeitos até 2035 pode ser que os Estados Unidos deixem de ser importadores e passem a exportar energia, com os correspondentes efeitos sobre o preço do petróleo no mercado internacional.

Castro Neves diz que as recentes descobertas de petróleo e gás em outros países do mundo colocam o Brasil na posição de competir pela atenção dos investidores com economias que oferecem outras vantagens para as empresas que pretendem atrair.

É um ambiente global muito diferente daquele em que o governo brasileiro delineou as regras que esperava impor às companhias interessadas em participar do pré-sal, afirma o analista.

“Houve um excesso de confiança que gerou o modelo do pré-sal. Nos últimos três ou quatro anos, o mundo mudou”, ele disse.

“O Brasil ainda é um ator promissor no campo energético mundial, mas está tendo de adaptar um pouco as suas políticas a esse cenário menos favorável.”

Para Castro Neves, “cada vez fica mais claro que o pré-sal é um bilhete de loteria, mas com um prazo de validade”, compara. “Se você não tirar (o petróleo) do chão a tempo, pode ficar tarde demais.”

Incertezas políticas

Analistas acreditam que o governo já venha sinalizando uma boa vontade em rever algumas das regras do pré-sal para atrair mais investidores estrangeiros no futuro.

A dúvida é como isso poderia ser feito em ano de eleições presidenciais (em 2014) sem passar a impressão de se estar reconhecendo um erro, diz o analista da consultoria Eurasia.

Apesar das dificuldades, ele acredita que “seria um erro” não reavaliar o modelo do pré-sal diante do pouco interesse que tem gerado entre os investidores internacionais.

Um desafio para o Planalto será equilibrar o desejo do mercado por menos controle sobre os contratos petroleiros com as reivindicações dos protestos de rua que se opõem ao que chamam de “privatização” do setor e pedem, na via oposta, maior destinação de recursos do governo para a educação e a saúde.

Mesmo que consiga encontrar formas de caminhar sobre a corda bamba, avalia Torto, da corretora Ativa, as mudanças podem não conquistar a confiança dos investidores na intensidade desejada.

“Por um lado, podem vir melhorias (nas regras do pré-sal, na visão dos investidores)”, ele diz. “Por outro lado, podem surgir incertezas porque você não tem a estabilidade do marco regulatório”, completa o analista.

“Qualquer revisão do modelo pode ser positiva, mas também pode deixar os investidores com o pé atrás.”

Fonte: BBC Brasil

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Conflitos Espaço

Parceria entre Brasil e Ucrânia Para Lançar Foguetes Enfrenta Atraso

cyclone-4-tanquesSugestão: Francoorp

Acordo dos países para lançar comercialmente
foguetes de Alcântara (MA) tem sido contestado;
primeiro voo está previsto para ocorrer em 2015
21 de Outubro de 2013 – 08h01
Dez anos depois, o projeto da empresa binacional Alcântara Cyclone Space (ACS) ainda não decolou. Assinado em 21 de outubro de 2003, o acordo de cooperação a longo prazo entre Brasil e Ucrânia apresenta não apenas atraso no cronograma divulgado inicialmente, mas também elevação dos custos previstos e ceticismo quanto a seu modelo de ingresso no mercado internacional de lançamentos espaciais.
É difícil encontrar, no mundo, local melhor para uma base de lançamentos espaciais do que o município de Alcântara, no Maranhão. Como fica a apenas 2° ao sul da Linha do Equador – onde a velocidade de rotação da Terra é maior e, assim, o impulso natural para o voo do foguete também – oferece a possibilidade de realizar lançamentos para qualquer direção a partir de um único ponto. A economia de combustível é bastante significativa em comparação a outros centros de lançamento (com condições mais próximas há o de Kourou, na Guiana Francesa, 5° ao norte do Equador, utilizada pelas agências espaciais europeia e francesa, além da companhia Arianespace SA, da França).
Além disso, Alcântara é privilegiada com um vasto oceano à sua frente, o que diminui o valor do seguro, já que não há risco de o nariz do foguete, ejetado antes de atingir o espaço, cair em regiões habitadas. “Outra vantagem é a possibilidade de voos todo ano, sem estações preferenciais. Alcântara oferece todas as condições para um lançamento seguro”, garante José Monserrat Filho, chefe da Assessoria de Cooperação Internacional da Agência Espacial Brasileira (AEB).
A localização geográfica é, portanto, o que o Brasil oferece de mais valioso. Da parte ucraniana, a contribuição é a tecnologia da família Cyclone. Em Alcântara, deverá ser lançado o Cyclone-4, sucessor do Cyclone-3, um bem sucedido foguete que funcionou de 1977 a 2009. Apesar de ser elogiado pela sua eficiência, o foguete ucraniano foi aposentado nos lançamentos espaciais europeus por utilizar como combustível propelentes hipergólicos, de alto potencial tóxico. No Cyclone-4, os combustíveis são tetróxido de nitrogênio e dimetil hidrazina, classificados pela União Europeia como altamente tóxicos e perigosos ao meio ambiente.
 
Meio Ambiente
O possível dano ambiental causado pelo foguete é um dos pontos que motivou a criação de um abaixo-assinado propondo mudanças no acordo ou o seu destrato. O criador, Duda Falcão, que mantém o blog Brazilian Space, sugere que, além da utilização de propelentes menos danosos ao meio ambiente, a ACS seja transformada em uma empresa de capital misto (público e privado), com poder de veto a ambos países; que o Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE) e universidades parceiras participem no desenvolvimento do novo sistema de propulsão; que sejam criados mais convênios entre os dois países, com intercâmbios universitários e profissionais; e a ratificação de um acordo de salvaguardas tecnológicas com o governo norte-americano.
 
Retorno Financeiro
André Mileski, editor do blog Panorama Espacial e editor-adjunto da revista Tecnologia & Defesa, é outro crítico do acordo nos moldes atuais. Ele defende a exploração comercial de Alcântara, mas sua opinião é de que o grande investimento do governo brasileiro na Alcântara Cyclone Space não terá o retorno desejado. “O problema é que a ACS, como foi criada, hoje acaba retirando recursos de outros projetos do Programa Espacial Brasileiro. Isto é, o orçamento está tendo que pagar uma iniciativa comercial que jamais vai se pagar”, opina.
“O orçamento (do Programa Espacial Brasileiro) está
tendo que pagar uma iniciativa comercial que jamais vai se pagar”
 
André Mileski editor do blog Panorama Espacial
Para ser competitivo em relação às demais alternativas, segundo Mileski, o preço de uma missão com o Cyclone-4 teria de ser incrivelmente baixo, o que não compensaria o dinheiro investido. Ele vê o foguete como grande demais para a maior parte dos satélites que integram o plano espacial brasileiro e pequeno demais para missões mais específicas. “Para compensar, a ACS diz que o foguete poderá lançar mais de um satélite em uma missão. Mas primeiro precisa encontrar outros passageiros, e para isso o preço tem que ser muito competitivo, algo muito abaixo de US$ 50 milhões, pois atualmente há opções mais confiáveis e baratas na China e Rússia.”
 
Conflito Entre Projetos
Monserrat, da AEB, não vê o Cyclone-4 como conflitante em relação a outros projetos como o Veículo Lançador de Satélites (VLS), projeto de desenvolvimento de um foguete brasileiro. “A base do projeto Cyclone não é cientifica nem de transferência de tecnologia, mas sim comercial. As duas partes chegaram à conclusão de que se você utilizar o Cyclone-4, que vem de uma família muito eficiente, a partir de uma base como Alcântara, essa é uma forma de entrar no mercado comercial de lançamentos de maneira segura, econômica e competitiva”, garante. Já o VLS engloba o desenvolvimento de toda a tecnologia exigida para um lançamento. “É fruto ainda do primeiro programa espacial brasileiro. Inclui o foguete VLS-1 e quatro satélites, dois por funcionamento remoto. É uma missão composta por todas as atividades necessárias para uma missão espacial”, conclui.
Nas duas primeiras tentativas de lançamento, em 1997 e 1999, falhas exigiram que o comando acionasse a autodestruição do VLS-1 logo após iniciar o voo. Na terceira tentativa, em 2003, uma ignição prematura fez com que o foguete explodisse dias antes do lançamento, matando 21 técnicos que estavam na plataforma. O projeto foi reestruturado, passando a contar com consultoria russa, e o próximo lançamento do foguete, na sua quarta versão, está previsto para meados de 2014, embora ainda não conte com os recursos necessários e sofra de sucessivos atrasos no cronograma.
 
Paralisações
De acordo com Sergiy Guchenkov, diretor comercial da Alcântara Cyclone Space, o projeto é desenvolvido em três frentes. De responsabilidade total da Ucrânia é o foguete Cyclone-4, o qual, segundo Guchenkov, está 78% pronto. De responsabilidade da empresa, está a construção do sítio de lançamento, cujas obras civis encontram-se 48% acabadas. Da parte do Brasil, está a infraestrutura geral do Centro de Lançamento de Alcântara.
 
Cronograma
Esses números não correspondem à previsão original. Luiz Inácio Lula da Silva, presidente na época em que o acordo foi firmado, esperava ver o primeiro lançamento do Cyclone-4 ainda como chefe do executivo – o prazo inicial para o voo era até o final de 2010. Imprevistos e percalços orçamentários fizeram com que as obras paralisassem em alguns momentos. Entre 2008 e 2009, o impasse ficou por conta de uma disputa judicial entre a ACS, que pretendia transformar toda a península de Alcântara em um parque tecnológico, e comunidades quilombolas, representadas pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), que reivindicaram parte da área. A empresa binacional teve de abrir mão desse território. “Houve também dificuldade para conseguir uma licença para iniciar as obras, porque a região faz parte da Amazônia Legal, com regras muito rígidas”, completa Guchenkov.
“O prazo mais provável é que o Cyclone-4 seja
lançado em 2015, já em caráter comercial”
 
Sergiy Guchenkov diretor comercial da Alcântara Cyclone Space
Mais recentemente, as paralisações ocorreram em decorrência de atraso no envio de recursos e em homologações. “Existe o compromisso dos dois países de fornecer recursos financeiros, e, devido a burocracias, às vezes o dinheiro atrasa. Tudo isso impactou de maneira bastante considerável”, explica o diretor comercial da ACS. Segundo ele, o prazo oficial de lançamento do foguete, para o final de 2014, é bastante otimista. “O prazo mais provável é que o Cyclone-4 seja lançado em 2015, já em caráter comercial. Temos dois contratos, com uma empresa japonesa e uma italiana, para esse primeiro voo. O foguete já tem uma história e deve levar ao espaço muitos satélites”, conta Guchenkov.
 
Investimento
Ainda segundo informações de Sergiy Guchenkov, cada país já investiu mais de US$ 200 milhões na ACS. Em meados deste ano, a assembleia geral da empresa resolveu aumentar o capital de US$ 487 milhões para US$ 918 milhões – injeção monetária que será dividida igualitariamente entre Brasil e Ucrânia. Motivo suficiente para deixar André Mileski ainda mais cético quanto ao retorno financeiro. “As margens de lucro de cada missão de lançamento são muito pequenas, na casa de um dígito, então você pode imaginar quantos lançamentos seriam necessários para ter algum retorno. Eu acompanho esse projeto há mais de dez anos e lembro-me bem que, no início da década de 2000, falava-se em um investimento de US$ 180 milhões”, recorda.
Fonte: Portal Terra – 21/10/2013 – http://noticias.terra.com.br/
Comentário: Sinceramente Sr. José Monserrat Filho, apesar de respeitá-lo não só pela sua idade, mas também e principalmente pela sua competência, especificamente neste caso o senhor perdeu a oportunidade de ficar calado, pois agora não terá como não ser responsabilizado também por esse desastroso desatino. Quanto ao que o Sr. Sergiy Guchenkov disse em relação a contratos já acertados, pelo menos um deles não é contrato nenhum, já que não gerará recursos para empresa, e o satélite em questão (o microsatélite japonês Nano-JASMINE) será lançado de graça no primeiro e único voo de qualificação do foguete. Em resumo, da forma como o acordo que gerou essa mal engenha empresa foi concebido, não traz nenhum benefício ao Brasil, muito pelo contrario, pois na verdade traz para nosso território uma tecnologia ultrapassada, altamente tóxica, excluindo a participação da indústria brasileira, das universidades e dos centros de pesquisa do país no desenvolvimento do foguete, além de boicotar o verdadeiro programa espacial brasileiro desviando estimáveis recursos financeiros que poderiam e deveriam ser investidos no PEB. Por conta disso leitor, não se deixe enganar pelo que diz esses energúmenos de plantão, e nos ajude a combater esse desatino assinando a nossa “Petição da ACS – Mudanças Já ou o Destrato do Acordo” e por tabela também a “Petição da Missão VLM-1/ITASAT-1 – Abrace Essa Idéia”, que estabelece uma missão especifica em uma data especial para o país, ou seja 07 de setembro de 2015, data esta que também pode se tornar a data de nossa independência espacial, só depende de você.
Fonte: Braziliam Aeroespace

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Conflitos Defesa Geopolítica

Itália entra em nova guerra

A mídia tem descrito em detalhes as deslocações de contingentes militares norte-americanos para o sul e sudoeste da Europa, e em particular, para a Itália. O processo marcou a uma nova fase na guerra contra o terrorismo na África.

Apesar de o contingente dos EUA na Itália ter triplicado desde 1991 (e se estima agora em mais de 1.300 efetivos, o que constitui 15% das tropas norte-americanas na Europa), Washington afirma não haver bases militares suas no território da Itália. Formalmente, é verdade que todas as instalações militares dos EUA fazem parte da estrutura da OTAN sem poderem considerar-se bases autônomas. Como, por exemplo, exceto a base em Jibuti, não se classificam como bases cerca de mil facilidades construídas nas duas últimas décadas na maioria dos países africanos.

A causa disso reside no conceito de “guerra global contra o terrorismo” que pressupõe o empenhamento nesse processo de todos os países membros da Aliança Atlântica. Desde o início era evidente que esta guerra se alastraria para a África e os EUA não poderiam travar essa luta sozinhos. Na preparação das Forças Armadas de muitos países africanos e na criação de respectivas infra-estruturas têm participado, para além dos militares norte-americanos, os especialistas da França, Alemanha e de outros países da OTAN.

No início do ano, a operação realizada pela França no Mali, isto é, na África ocidental (zona da sua tradicional influência), veio demonstrar o efeito as ações coordenadas dos países do bloco do Atlântico Norte. Para o contingente africano estão a ser transferidos os centros de reação rápida a ameaças diversas. Todavia, seria impossível criar na África uma infra-estrutura militar de larga escala: o Ocidente tem sido acusado de conduzir a política neo-colonialista. Por isso, o Estado-Maior do Comando norte-americano na África (Africom) permanece na República Federal da Alemanha, enquanto os seus contingentes das tropas terrestres e de fuzileiros navais foram transferidos em 2008 para a Itália, na qual se concentra hoje a logística para a realização de operações conjuntas no continente.

Os italianos se opõem à presença militar estrangeira e à participação das suas tropas nas operações da OTAN no exterior. E isso é compreensível. A Itália tem a sua própria história de guerras diversas travadas na África. Inicialmente, eram as guerras coloniais na Etiópia no final do século XIX em meados dos anos 30. Depois se seguiram as guerras contra a Grã-Bretanha e a França no norte do continente durante a Segunda Guerra Mundial.

No entanto, as novas alianças militares implicam a tomada de decisões impopulares, ditadas por compromissos assumidos perante os aliados. Mas quando os círculos sociais empreendem ações de protesto, os poderes e o empresariado procuram tirar proveito. Segundo avaliações feitas por peritos da agência Jane’s em 2010, o papel da Itália na guerra contra o Iraque e o envio de um contingente militar de 3 mil efetivos abriram às empresas italianas acesso aos contratos no âmbito da campanha de reabilitação econômica daquele país. A participação na guerra afegã proporcionou privilégios análogos. Tais possibilidades surgiram sob o pano de fundo do agravamento de problemas econômicos e na altura em que o governo italiano procedeu à produção de armas a fim de reanimar o tecido econômico do país. Conforme a mesma fonte, os produtores de armas, em particular, a empresa Finmeccanica têm envidado os enérgicos esforços para se implantar no mercado dos EUA e de outros países. De acordo com a Wikileaks, esta empresa (na qual 30% das ações pertencem ao Estado), em 2008 vendeu aos EUA o material bélico no valor de 2,3 milhões de dólares, desempenhando um importante papel nas relações entre os EUA e a Itália. Na sequência disso, em 2009, as exportações de armas italianas cresceram em mais de 60%.

Em outubro de 2008, os dois países retomaram o exercício do Memorando Recíproco de Entendimento sobre a Encomenda Militar (Reciprocal Defense Procurement Memorandum of Understanding) que concede, de fato, o regime de nação favorecida aos EUA na área de vendas militares. Supõe-se que o governo italiano podia ter concedido aos EUA a base militar Dal Molin, como uma parte integrante da logística, para além de outros contratos na esfera de produção de armas, incluindo a fabricação do avião caça F-35, reputado como o mais dispendioso.

 

Fonte: Voz da Rússia

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Rússia lança testes de voo de novos caças baseados em porta-aviões

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RIA Novosti

Na Rússia, começaram os testes de voo do novo caça MiG-29K/KUB baseado em porta-aviões, projetado para a Marinha russa.

Em fevereiro de 2012, o Ministério da Defesa da Rússia e a corporação aeronáutica russa MiG assinaram um contrato para a entrega de 24 caças MiG-29K/KUB para a Aviação Naval da Marinha russa.

Os caças MiG-29K (de um lugar) e MiG-29KUB (de dois lugares) são as aeronaves multifuncionais da geração “4 + +”, destinadas para resolver os problemas de defesa aérea e atingir alvos terrestres e navais com armas de alta precisão, com capacidade operacional dia e noite e em todas as condições meteorológicas.

Fonte: Voz da Rússia

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Primeiro Mistral russo será equipado com lanchas de desembarque franceses

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RIA Novosti

O primeiro porta-helicópteros russo tipo Mistral será equipado com quatro lanchas de desembarque franceses, divulgou uma fonte do Ministério da Defesa da Rússia.

“O porta-helicópteros Vladivostok, lançado à água dia 15 de outubro, na França, será equipado com quatro lanchas de desembarque de alta velocidade produzidas na França para o transporte da infantaria naval”, disse a fonte.

As lanchas serão equipadas com armas russas, incluindo artilharia e sistemas de armamento rádio-eletrônico.

Fonte: Voz da Rússia

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Dois anos após Kadafi, caos cresce na Líbia

Imagens do corpo ensanguentado de Muamar Kadafi espalharam-se pelo mundo, em 20 de outubro de 2011, como primeiras evidências da morte do homem que mandou na Líbia por 40 anos. Três dias depois, os oito meses de revolta foram encerrados com a queda de Sirte, último reduto leal ao coronel. Dois anos depois, o país está em frangalhos e parte dos líbios sente saudades dos tempos do ditador.

O mais esdrúxulo exemplo do caos líbio deu-se há dez dias, quando o primeiro-ministro, Ali Zeidan, foi sequestrado em Trípoli por ex-rebeldes anti-Kadafi como represália pela captura de um suposto líder da Al-Qaeda, Abu Anas al-Libi, pelos EUA. Libertado horas depois, Zeidan denunciou ter havido “golpe contra a legitimidade”.

“Zeidan é fraco, sem instrumentos para conduzir um país cujas instituições foram desmontadas na ditadura”, disse Geoff Porter, especialista do North Africa Risk Consulting.

No sul da Líbia, dezenas de xeques beduínos e líderes tuaregues exigem autonomia política e montaram governos de facto, protegidos por milícias. Enquanto isso, drones americanos vasculham a área constantemente. Em todo o território, extremistas islâmicos se beneficiam do volume imenso de armas restantes dos oito meses de guerra civil, contrabandeiam armamento para Síria e Somália e reforçam frentes de combate no Mali e na Tunísia.

Nesse cenário fragmentado, os líbios escolherão este mês os seus representantes na Assembleia Constituinte. O texto final da nova Constituição, que em princípio terá de acolher as demandas autonomistas e apelos de islâmicos moderados e extremistas, será aprovado pelo Conselho Geral Nacional, onde a Irmandade Muçulmana líbia luta contra políticos seculares.

“A Líbia ainda carrega o legado de ausência de instituições da ditadura de Kadafi. O esforço não se resume a construir um governo, mas um Estado”, afirmou Porter.

Os 6,4 milhões de líbios vivem sob total insegurança. As forças de segurança continuam dispersas, sem preparo e a criminalidade cresce. Segundo Claudia Gazzini, especialista do International Crisis Group, os grupos armados se defrontam entre si.

Em setembro de 2012, um deles invadiu o Consulado dos EUA em Benghazi e matou o embaixador americano, Christopher Stevens, e três funcionários. Porter, no entanto, não vê risco de golpe de Estado. “Ninguém quer substituir Zeidan, porque não há como governar o país”, afirmou.

A italiana Claudia, que vive em Trípoli há um ano e meio, diz que ouve queixas recorrentes sobre a insegurança. Segundo ela, muitos sentem saudades de Kadafi. “Em termos de segurança, com certeza Kadafi era melhor. Há uma insatisfação geral com o atual processo político.”

Segundo Riccardo Fabiani, do Eurasia Group, a situação é caótica, mas não como na Somália, onde há uma guerra civil. “Na Líbia, nenhum grupo jihadista quer derrubar o regime. O que eles querem é aumento de salário, autonomia e resolver a situação política.”

Fonte: Estadão

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Ações da Petrobras disparam após vencer Libra com lance mínimo

Priscila Jordão

As ações preferenciais e ordinárias da Petrobras aceleraram a alta nesta segunda-feira após o consórcio liderado pela estatal vencer o leilão do campo de Libra, maior área do pré-sal brasileiro, com proposta mínima.

Às 15h44, a ação preferencial da estatal subia 4,18 por cento, a 18,68 reais, e a ordinária avançava 3,56 por cento, a 17,46 reais. Os papéis levantavam o Ibovespa, que exibia valorização de 0,85 por cento.

Antes do resultado de Libra, as ações preferenciais da Petrobras exibiam leve queda e as ordinárias rondavam a estabilidade.

Fonte: UOL