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Quinto protótipo do T-50 PAK FA começa testes de voo

O quinto exemplar do protótipo do caça russo T-50 (PAK FA), destinado à aviação tática, realizou em 27 de outubro de 2013 o primeiro voo.

Os ensaios em terra foram efetuados em 25 de outubro.

O primeiro protótipo do futuro caça pesado russo vem sendo testado em voos de ensaio desde janeiro de 2010.

Os novos caças começarão a ser entregues às tropas em 2017. O prazo do início das entregas já foi adiado duas vezes. Inicialmente, se esperava que os primeiros T-50 fossem entregues às tropas em 2015.

 

Fonte: Voz da Rússia

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Opinião: É hora de os alemães dizerem basta à espionagem

Interceptação de dados pelos EUA é tamanha que nem aliados escapam. Berlim deve se impor contra a invasão digital, apesar de eventuais consequências para a relação bilateral, opina o articulista da DW Volker Wagener.

Washington, 1972. A sede do Partido Democrata dos Estados Unidos é invadida. Os arrombadores pertenciam aos círculos do presidente Richard Nixon. A tentativa criminosa de adquirir informações sobre a estratégia de campanha eleitoral do grupo oposicionista acabaria custando o cargo ao chefe de Estado republicano, dois anos mais tarde.

Volker Wagener, da redação alemã da DW

Desde então, o escândalo de Watergate constitui uma mancha vergonhosa na cultura política dos EUA. E há quatro décadas o nome é usado como sinônimo para descalabros políticos. Portanto, não é acasoe o escândalo de espionagem pela Agência de Segurança Nacional (NSA) americana ter sido logo apelidado em Berlim como “Handygate” (“Celulargate”, em tradução livre).

Mas quem vai querer comparar a escuta do telefone da chanceler federal Angela Merkel ao escândalo de Watergate? E, no entanto, em princípio a comparação é legítima: na era digital, não é mais preciso pé-de-cabra e lanterna para se arrancarem informações. Os modos de obtenção são outros, o objetivo é o mesmo.

Os americanos fazem tudo o que é possível, mesmo que seja ilegal ou imoral. É o que eles mesmos dizem de si e de suas pretensões de poder. Nesse aspecto, Barack Obama é, acima de tudo, o principal representante dos interesses de seu país – e é por essa perspectiva que olha o mundo. É bem como declarou certa vez o então presidente da França, Charles de Gaulle: os Estados não têm amigos, têm interesses.

E os interesses de Washington são globais. Até onde se sabe, os EUA possuem cerca de 80 centros de interceptação de comunicações ao redor do mundo, dos quais 19 na Europa. Dois cabem à Alemanha, sendo um Berlim, o outro em Frankfurt, centro financeiro e bancário do país. Portanto, um local onde é difícil justificar o monitoramento com o combate ao terrorismo. Tudo leva antes a crer que a intenção seja espionar os círculos das altas finanças. E isso é traição.

Escuta clandestina entre amigos é abuso de poder

A Alemanha tem muito a agradecer aos EUA. Entre outras coisas, os alemães receberam a democracia de presente dos americanos – pois lutar por ela, eles não lutaram. O Plano Marshall é um dos motivos por que o país se tornou o gigante econômico que é, há décadas.

Diante desse pano de fundo histórico, a República Federal da Alemanha – tanto antes como depois da reunificação do país – nunca se emancipou politicamente de Washington por completo. Quase sempre o país se colocou do lado do grande irmão, incondicionalmente. O “não” do ex-premiê Gerhard Schröder à guerra do Iraque foi uma exceção na história recente.

O escândalo de espionagem é, agora, a chance para mais uma cesura. Justamente por a relação Alemanha-Estados Unidos ser tão intensa e indissolúvel, a reação de Berlim deve ser radicalmente nova, no tom e nos atos.

As oportunidades para uma objeção decidida por parte da Alemanha existem. Por exemplo, nas negociações para um tratado de livre comércio entre a União Europeia e os EUA; ou na iniciativa teuto-brasileira de obter uma resolução da ONU contra os americanos.

Independente das consequências, a mensagem deve ser: “Agora chega!” Pois se – passados 70 anos do fim da guerra e 23 da unificação da Alemanha – Washington insiste em se comportar como um invasor digital, então chegou a hora colocar a amizade em questão.

 

Fonte: DW.DE

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Oposição avança na Argentina e sela início do fim da era Kirchner

Sergio Massa, candidato da oposição, festeja o resultado das eleições na Argentina.

Governo perde eleições legislativas nas principais províncias do país. Apesar de manter a maioria no Congresso, presidente Cristina Kirchner não tem mais como aprovar alteração constitucional para um terceiro mandato.

A oposição foi a grande vencedora das eleições legislativas deste domingo (27/10) na Argentina. O principal candidato oposicionista, Sergio Massa, da coligação peronista-conservadora Frente Renovadora, venceu com ampla vantagem na província de Buenos Aires, a mais populosa do país.

O também conservador Proposta Republicana (PRO), partido do prefeito da capital, Maurício Macri, saiu vitorioso na cidade de Buenos Aires e elegeu senadores pela primeira vez. Logo após a divulgação dos primeiros resultados, na noite de domingo, Macri anunciou que é candidato à presidência em 2015. Massa não foi tão longe, mas seu discurso após a convincente vitória da sua coligação estava permeado de alusões que levam a crer que ele também concorrerá ao cargo mais alto do país.

No total, o kirchnerismo perdeu em 15 dos 24 distritos (incluindo os cinco mais importantes), mas conseguiu manter-se como principal força no Congresso. As eleições renovaram metade da Câmara dos Deputados (127 assentos) e um terço do Senado (24 cadeiras).

Governo vê vitória

Kirchner filia-se à tradição de Juan Domingo Perón, um dos políticos mais importantes da história do país. Nos anos 1940, ele colocou-se à frente de um movimento de forte apelo popular, criando um estilo político desde então conhecido como peronismo. Este caracteriza-se por ter um líder – ou uma líder – populista, de amplo apoio popular, e que atua em favor das “pessoas simples”.

As eleições primárias em agosto já haviam resultado numa amarga derrota para a coalizão de governo. No domingo, a tendência se confirmou, e o “peronismo de esquerda” da Frente para la Victoria (FPV) sofreu outro duro golpe. Ainda assim, a coalizão governista mantém uma frágil maioria nas duas casas do Parlamento, o suficiente para o governo interpretar o resultado das eleições como uma vitória.

O vice-presidente Amado Boudou fez questão de expressar euforia ao falar no comitê central de campanha da FPV. “É com alegria que constatamos ser a principal força política do país, antes e depois destas eleições”, afirmou. Ele admitiu derrotas significativas em algumas províncias, mas disse que a FPV vai recuperá-las.

Trata-se de uma visão bem otimista, já que os kirchneristas foram derrotados nas cinco principais províncias do país: a capital, a província de Buenos Aires e as províncias nortistas de Córdoba, Mendoza e Santa Fé.

O fim da era Kirchner

Com o resultado das eleições, uma coisa é certa: Kirchner não terá um terceiro mandato. A FPV não possui mais a maioria necessária para propor uma emenda constitucional que permitiria uma segunda reeleição.

O principal candidato governista, Martín Insaurralde, fracassou na eleições. Ele concorria como principal deputado na Província de Buenos Aires. A presidente não pôde tomar parte na campanha, pois submeteu-se a uma cirurgia de emergência e precisou ficar em repouso absoluto. Kirchner não pôde nem mesmo viajar até seu domicílio eleitoral em Rio Gallegos, na Patagônia, para votar.

A saúde debilitada da chefe de Estado e o mau resultado nas urnas levaram alguns observadores a decretar o fim da era Kirchner. Ela e seu falecido marido e antecessor, Néstor Kirchner, governaram o país durante dez anos. O “modelo” dos Kirchner, uma combinação de intervencionismo estatal e protecionismo feroz, não é mais atraente para muitos argentinos. Uma nova classe média, que não se sente ligada ao peronismo, busca alternativas. Massa e Macri, os vencedores do pleito do domingo, beneficiaram-se dessa tendência.

Próxima campanha já começou

Sergio Massa, de 41 anos, usou um discurso marcado por declarações típicas de um estadista. Ele enfatizou que “o futuro é mais importante do que o passado, por isso convoco todas as forças políticas a pensar numa política nacional. Deixemos para trás as discórdias e pensamentos mesquinhos e nos voltemos para projetos concretos que estejam além dos interesses partidários”.

No entanto, ainda é incerto até que ponto as duas forças estarão de fato dispostas a trabalhar juntas. Após as eleições, Macri não perdeu a oportunidade de provocar seus potenciais adversários, e anunciou que nenhum político que já fez parte do governo concorrerá em 2015 pelo seu partido, o PRO. “Não iniciamos essa trajetória para manter os mesmos elementos que aí estão. Queremos uma mudança verdadeira”, afirmou, em alusão ao fato de Massa ser um antigo integrante do governo Kirchner.

 

Fonte: DW.DE

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Escândalo lança dúvida sobre real influência de Obama na espionagem

Monitoramento de telefones de líderes mundiais teria começado há uma década, após o 11 de Setembro. Mas NSA sustenta que o atual presidente americano, no poder desde 2008, nada sabia. Republicano contesta versão.

Enquanto a Casa Branca mantém silêncio, a Agência de Segurança Nacional (NSA) nega as denúncias, feitas pelo tabloide Bild no fim de semana, de que seu chefe, Keith Alexander, informou o presidente Barack Obama ainda em 2010 sobre os grampos no telefone da chanceler federal alemã, Angela Merkel.

Em comunicado, Vanee Vines, porta-voz da NSA, garantiu que Alexander não conversou com Obama, nem discutiu qualquer operação envolvendo Merkel. “Relatos que afirmam o contrário não são verdadeiros”, diz a nota.

Um reportagem do Wall Street Journal reforça a versão. Nela, fontes do governo americano confirmam pela primeira vez que a NSA espionou Merkel e mais de 30 líderes mundiais – porém, afirmam, sem o consentimento de Obama. As escutas teriam sido desativadas em meados deste ano após uma investigação interna da Casa Branca.

As escuta telefônicas teriam começado há uma década, segundo o jornal New York Times, pouco depois dos ataques de 11 de setembro de 2001. Na época, Merkel era presidente do seu partido, a União Democrática Cristã (CDU).

“Para mim, o que vem à tona agora não é surpresa”, diz à DW Thomas Drake, que foi durante 18 anos funcionário da NSA e que, bem antes de Edward Snowden, revelou segredos da agência americana à imprensa.

Comparação com a Stasi

Em 2010, Drake divulgou informações sobre um programa de espionagem chamado trailblazer – e se tornou um inimigo do Estado. “Depois de tudo que fiquei sabendo de dentro daquele aparato, tinha esperanças e já contava que o próximo choque estaria por vir”, conta.

As lembranças de Drake se encaixam com parte das informações que estão circulando na mídia sobre o período em que ocorreu a espionagem: “Isso aconteceu logo após os ataques de 11 de setembro: devido ao fato de que muitos autores de atentados estavam circulando na Alemanha, viviam na Alemanha, ou haviam viajado pela Alemanha, a NSA e o governo americano declararam o país como alvo número 1 na Europa.”

Na opinião de Drake, no entanto, o que veio agora à tona é escandaloso. “Trata-se de uma violação incrível das regras da diplomacia internacional”, diz o antigo funcionário da NSA. “Isso afeta pessoalmente Merkel. É o telefone celular pessoal dela. Qual a necessidade disso? Ela está entre os nossos principais aliados na luta contra as ameaças reais.”

O homem que antes espionava a antiga Alemanha Oriental a partir de aviões diz que a situação agora faz lembrar da Stasi [polícia secreta do regime comunista] ou até mesmo da Alemanha nazista. “Por isso, esse escândalo atinge Merkel de forma ainda mais pessoal”, opina, numa referência ao fato de a chanceler federal ter vivido sob regime ditatorial da antiga RDA.

A espionagem americana foi criticada também pelo jornalista do Washington Post Bob Woodward. “É preciso repensar todo esse mundo do serviço secreto”, disse o repórter em programa de entrevistas no canal CBS. “Temos um governo incrivelmente poderoso que ligou o piloto automático.”

Oliver Stone critica

Juntamente com o colega Carl Bernstein, Woodward tornou público o escândalo de grampos contra a sede do Partido Democrático pela equipe de campanha do presidente Richard Nixon. Em consequência disso, Nixon acabou renunciado ao cargo, em 1974.

Detalhe do documento em que o grampo em telefone de Merkel é mencionado

Críticos do serviço de inteligência americano, como o diretor hollywoodiano Oliver Stone, já compararam o atual escândalo da NSA com o caso Watergate. Os crimes de Nixon prenunciaram em décadas a era da internet, disse Stone em vídeo de protesto postado na web e que realizou junto a diversos ativistas de direitos civis e atores.

A Casa Branca não acrescentou nada de novo à sua antiga declaração sobre o escândalo do grampo do celular de Merkel. “Os EUA não monitoraram a comunicação da chanceler federal e nem vão fazê-lo”, declarou o porta-voz da Casa Branca Jay Carney, na semana passada.

O ex-presidente do Comitê de Inteligência da Câmara dos Representantes dos EUA Pete Hoekstra disse à Deutsche Welle que, para ele, não seria surpresa se Obama tivesse sido informado da escuta telefônica à chanceler federal:

“O presidente estabelece as regras que orientam as operações dos serviços secretos. A NSA e organizações americanas não podem nem devem atuar fora dos limites estabelecidos pelo presidente”, disse o político republicano.

 

Fonte: DW.DE

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Crise dos EUA se amplia com revelações de espionagem na Espanha

Os Estados Unidos negaram que o presidente Barack Obama estava ciente da espionagem à chanceler alemã Angela Merkel, mas a tempestade diplomática prosseguia nesta segunda-feira com novas acusações envolvendo a Espanha.

De acordo com o jornal espanhol El Mundo, a Agência de Segurança Nacional (NSA) americana espionou 60 milhões de chamadas telefônicas no país entre dezembro de 2012 e janeiro de 2013, uma revelação que se soma a uma longa lista de países europeus espionados.

O ministério espanhol das Relações Exteriores convocou o embaixador dos Estados Unidos para dar explicações sobre as supostas escutas de autoridades espanholas reveladas na sexta-feira pela imprensa.

A Espanha pediu para que os americanos “facilitem o acesso a toda informação necessária sobre as escutas realizadas” no país, segundo um comunicado do ministério.

A mensagem, enviada ao embaixador americano James Costos, ressalta que tais “práticas são certamente n impróprias e inaceitáveis”.

A tempestade provocada pelas escutas da NSA na Europa continua a alimentar a polêmica nos países envolvidos, e mais particularmente na Alemanha, onde as revelações sobre a espionagem do celular da chanceler provocaram indignação.

De acordo com o jornal Der Spiegel, o programa de espionagem de Merkel pode ter começado em 2002.

Já o jornal alemão Bild am Sonntag, que citou fontes do serviço secreto americano, destacou que o diretor da NSA Keith Alexander havia informado Barack Obama sobre uma operação de espionagem das comunicações de Merkel em 2010.

Em um comunicado enviado domingo à noite à AFP em Washington, a NSA nega essas últimas acusações.

“O general Keith Alexander (diretor da NSA) não falou com o presidente Obama sobre uma suposta operação de inteligência que envolvia a chanceler Merkel e jamais falou de alguma operação que a envolvesse. As versões da imprensa que dizem o contrário não são corretas”, declarou Vanee Vine, uma porta-voz da agência.

Nesta segunda-feira, o Wall Street Journal afirmou, entretanto, que os Estados Unidos pararam com o programa de escutas depois de Barack Obama ser informado da existência da espionagem.

Sem comentar as últimas informações, a imprensa alemã continuou a expressar sua indignação contra os Estados Unidos e seu líder.

Em um editorial intitulado “O amigo escuta”, em referência aos cartazes de propaganda da Segunda Guerra Mundial, convidando os cidadãos a se manter alerta porque o “inimigo escuta”, o jornal Frankfurter Allgemeine Zeitung (FAZ) comparou os Estados Unidos a uma “potência de ocupação digital”.

“A superpotência americana deve aprender a ser mais fiel e justa com seus parceiros e amigos”, considerou o jornal conservador Die Welt.

A classe política, apesar de se dizer chocada, tem dificuldades para agir de forma clara nesta crise. Alguns pedem a suspensão das negociações de um acordo de livre comércio entre a União Europeia e os Estados Unidos, mas Merkel se posicionou contra a tal movimento na semana passada.

Da mesma forma, alguns partidos da oposição (Verdes, o radical Die Linke de esquerda) desejam convocar uma sessão especial do Bundestag, ou pedem a abertura de inquérito parlamentar, e até uma audiência com o ex-consultor da NSA, Edward Snowden como testemunha, mas o seu peso político é pequeno para que realmente seja levado em conta.

A Alemanha enviará esta semana para os Estados Unidos uma delegação de representantes de alto nível dos seus serviços de inteligência para “avançar em discussões com a Casa Branca e a NSA sobre as acusações recentemente citadas”, segundo o porta-voz da chancelaria, Georg Streiter .

Uma delegação do comitê das liberdades cívicas do Parlamento Europeu também deve viajar aos Estados Unidos, a partir de segunda-feira e até quarta-feira.

“Os sujeitos a serem discutidos com as autoridades americanas incluem o impacto dos programas de espionagem (Prism e outros) sobre os direitos fundamentais dos cidadãos da UE, particularmente o direito à vida privada”, segundo um comunicado do PE.

A delegação anunciou várias reuniões com os americanos, mas não “recebeu nenhuma resposta ao pedido de encontro entre os deputados e o diretor da NSA, o general Keith Alexander”, indicou a mesta fonte.

AFP

 

Fonte: Terra

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EUA já faz lobby contra parceria Brasil-Rússia

Sugestão: William

Tradicional porta-voz de interesses norte-americanos, a revista Veja desdenha de uma eventual associação entre Brasil e Rússia na área de defesa; “a compra ou aluguel de caças russos seria um pesadelo”, diz a publicação; recentemente, um encontro entre o ministro da Defesa, Celso Amorim, e seu colega russo deu vazão ao rumor de que a Aeronáutica poderá comprar os caças Sukhoi no lugar dos americanos F-18; jogo é pesado.

Uma negociação bilionária, que se arrasta há quatro governos, para a compra de caças para a Aeronáutica voltou a movimentar lobbies poderosos na imprensa. Neste fim de semana, a revista Veja, tradicional porta-voz de interesses norte-americanos, se posiciona contra uma eventual parceria entre Brasil e Rússia na área de defesa.

Indo direto ao ponto, a publicação afirma que “a compra ou o aluguel de caças russos seria um pesadelo”. Veja defende a compra, pelo Brasil, dos aviões F-18, de origem norte-americana, mesmo sem transferência de tecnologia. E afirma que a espionagem de Barack Obama sobre o governo Dilma não deveria ser um empecilho, uma vez que Angela Merkel também teria sido monitorada.

Segundo a publicação da Abril, o ministro Celso Amorim, da Defesa, deu corda a uma proposta russa de fazer leasing dos caças Sukhoi ao Brasil a partir de janeiro de 2014, o que estaria provocando na Aeronáutica “um misto de descrença e pânica”.

Na verdade, a mudança de rumos não incomoda os oficiais da Aeronáutica, mas apenas o governo americano que dava como certa a venda dos F-18 ao Brasil.

 

Fonte: Brasil 247

 

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Defesa Sistemas de Armas Vídeo

RaAE 2013, Vídeo completo dos Veículos expostos na Mostra

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rae 2013

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Curdos sírios expulsam jihadistas de posto na fronteira com o Iraque

Sugestão:  Ilya Ehrenburg

Confrontos deste sábado causaram mortes dos dois lados, segundo ONG.
Vitória dos curdos em Al-Yaarubia representa novo golpe para islamitas.

Combatentes curdos da Síria retomaram neste sábado (26) de grupos jihadistas o controle de um posto na fronteira com o Iraque, considerado valioso para o trânsito de armas e homens em um confronto que já dura 31 meses.

Na batalha pelo controle do posto de fronteira de Al-Yaarubia morreram combatentes dos dois lados, segundo o Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH).

De acordo com a ONG, que tem sede na Inglaterra e conta com uma ampla rede de fontes na Síria, os curdos “tomaram durante a manhã o controle do posto de Al-Yaarubia, perto do Iraque, após confrontos com o Estado Islâmico no Iraque e Levante, a Frente Al-Nosra e outros combatentes rebeldes”.

Os curdos lutam há meses para criar no nordeste da Síria uma região autônoma, similar a que existe no norte do Iraque.

Os rebeldes, que compartilham o objetivo de derrubar o regime do presidente sírio Bashar al-Assad, passaram a travar batalhas uns contra os outros nos últimos meses.

Além dos combates entre islamitas e curdos no nordeste, jihadistas enfrentam na região norte o Exército Sírio Livre, a principal facção da oposição armada ao regime de Assad. A vitória dos curdos em Al-Yaarubia representa um novo golpe para os islamitas.

Na sexta-feira (25), o canal de televisão público sírio informou a morte do líder da Frente Al-Nosra, Abu Mohamed al-Julani, o que foi desmentido horas mais tardes pelo grupo vinculado à rede Al-Qaeda.

Ao mesmo tempo, o mediador internacional para a Síria, Lakhdar Brahimi, desembarcou no Irã, principal apoio estrangeiro de Assad, como parte de uma viagem de preparação de uma conferência internacional de paz para resolver a crise por meio da diplomacia.

O argelino já visitou TurquiaJordânia, Iraque, EgitoKuwaitOmã e Catar. A última etapa será a Síria. A comunidade internacional espera organizar a conferência em Genebra no fim de novembro.

Lakhdar Brahimi tenta convencer todas as partes da necessidade de reunir ao redor da mesma mesa representantes do regime e da oposição, para encontrar uma solução política depois de dois anos e meio de batalha.

Os opositores, muito divididos sobre a participação na conferência, exigem sobretudo o afastamento de Assad da transição política. O regime se nega a aceitar uma interferência estrangeira nas decisões vitais do futuro do país.

Ao mesmo tempo, a diretora de operações humanitárias da ONU, Valérie Amos, pediu uma pressão do Conselho de Segurança sobre o governo sírio e os grupos rebeldes para que várias regiões do país recebam ajuda humanitária.

Ela destacou que a ONU não tem acesso há mais de um ano a 2,5 milhões de civis isolados em zonas da Síria que registram os combates mais violentos.

Fonte: G1

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O que o ministro do Qatar disse ao ministro saudita?

Sugestão:  Ilya Ehrenburg

 

Confusão (muita!) na Liga Árabe (e na “oposição” síria)

Ahmed Moaz al-Khatib, chefe da delegação da “oposição” síria, em discurso na abertura da
reunião de cúpula da Liga Árabe em Doha, dia 26/3/2013. (Foto Karim Sahib, AFP)

Leia também:

O Desespero do Reino

Funcionário do governo libanês, familiarizado com os desenvolvimentos regionais, contou que aconteceu uma discussão – que, para ele, ficou entre briga e reprimenda –entre os ministros do Exterior da Arábia Saudita e do Qatar, numa das reuniões que estão acontecendo paralelas à uma conferência internacional para arregimentar apoio armado a grupos da oposição síria.
A discussão focou-se nas causas do fracasso na Síria; teve de tudo: de procurar desculpas a recusar qualquer culpa pelo que aconteceu. O funcionário libanês disse que o ministro saudita vinha adotando tom acusatório, até que ouviu pesada resposta do ministro do Qatar.
Em resumo, o ministro qatari disse que
Nós fizemos tudo na Síria durante dois anos e conseguimos que todo o planeta abraçasse a causa da oposição síria. Você [príncipe Bandar] assumiu, e bastaram dois meses para que todo o planeta se transferisse para o lado de Bashar al-Assad.
Esse parágrafo pode resumir todos os desenvolvimentos na Síria e no Oriente Médio nas últimas semanas ou, mais especificamente, desde que Moscou e Washington firmaram um acordo para destruir as armas químicas da Síria, e começaram a surgir sinais de reaproximação entre os EUA e o Irã.
Mas o curso de todos esses eventos começou, de fato, há uma década, quando os EUA decidiram derrubar Saddam Hussein. Os sauditas apoiaram, mas a Síria opôs-se.
Pouco depois da queda de Bagdá, em abril de 2003, começou a tornar-se cada vez mais claro que os sauditas, aliados do vencedor da guerra do Iraque, estavam perdendo no campo político o que tinham suposto, erradamente, que teriam ganho graças à força militar de outros. Simultaneamente, os sírios, que se mantiveram aliados da parte derrotada, começaram a colher benefícios políticos, paralelos aos ganhos geoestratégicos de seus aliados iranianos.
As primeiras semanas do ataque contra a síria podem ser identificadas nesse paradoxo observado naquele momento, sobretudo quando a coalizão dos derrotados começou a aumentar, incluindo George W. Bush, Jacques Chirac e a Casa de Saud e seus aliados no Líbano, os quais tinham muito a ganhar e muito a perder, tanto em Damasco quanto em Beirute.
Assim aconteceu a decisão de tirar do Líbano as forças de Assad – para destruir seus ganhos em Bagdá. Mais uma vez, os sauditas foram convencidos pelo comportamento de seus “delegados” norte-americanos. Mas a coisa durou pouco. Apenas alguns meses depois que o exército sírio saiu do Líbano, dia 26/4/2005, começou a ficar visível que os norte-americanos estavam também se recolhendo aos limites demarcados pelo próprio pragmatismo.
Os sauditas exigiam que os EUA apontassem a pistola para a cabeça da Síria, mas, em vez disso, Bush preferiu seguir uma abordagem de “porrete-e-cenoura”. Os sauditas queriam a “des-Baath-ificação” na Síria, mas os norte-americanos queriam mudar o comportamento do regime, não mudar o próprio regime.

 

A violenta resposta dos sauditas a Washington não demorou a aparecer. Como aconteceu outra vez recentemente, dia 20/9/2005 o ministro de Relações Exteriores saudita, Saud al-Faisal, criticou furiosamente o governo dos EUA, em discurso no Conselho de Relações Exteriores em New York City.
Faisal disse então que a política dos EUA no Iraque estava aprofundando divisões sectárias, preparando a balcanização do país, o que poderia levar o Iraque a cair nas mãos do Irã.
A briga entre Riad e Washington por causa do Iraque continuou durante anos, até que surgiu uma ocasião para que os dois países novamente convergissem. O primeiro ponto de convergência entre ambos acontecera no momento de expulsar do Líbano as forças sírias de Assad; o segundo foi o acordo para restaurar o equilíbrio no Iraque, apoiando Iyad Allawi nas eleições de 2010.
Quando Assad aceitou o projeto Allawi em Bagdá, a coordenação Síria-sauditas começou em Beirute. Todas as questões que envolviam os sauditas no Líbano foram postas na gaveta, inclusive o cargo de primeiro-ministro para Saad al-Hariri, o Tribunal Especial para o Líbano, as armas do Hezbollah e a presença síria – como se dispôs num famoso “documento de concessões” do movimento “14 de Março”, que Walid Jumblatt divulgou dia 21/1/2011, poucas semanas depois de o projeto Allawi estatelar-se contra o muro, em Bagdá.
timing não foi simples coincidência. De fato, nas últimas semanas de 2010, o eixo Síria-Irã conseguiu, mais uma vez, abortar o sonho saudita. Allawi venceu as eleições no Iraque, mas foi Nouri al-Maliki quem, afinal, constituiu o governo. O eixo Síria-sauditas teve morte súbita em Beirute. E pouco depois começou o “levante” em Damasco.
Esses são os elementos de uma equação bem ampla que afinal se pôde ver: em 2003, os sauditas perderam o Iraque; os EUA então decidiram garantir-lhes compensação no Líbano e na Síria, pelas perdas sauditas no Iraque. Em 2005, os EUA recuaram em Damasco. Pela terceira vez, sauditas e EUA perdiam: no Líbano, na Síria e no Iraque. Então decidiram virar a mesa toda, de vez, na cadeia central, e derrubar o governo de Assad em Damasco.
Os EUA são lacaios do Reino Saudita, ou é exatamente o contrário?
Mas os cálculos no Oriente são seguidamente muito complexos e, talvez, difíceis demais para que os compreendam um cowboy distante ou um beduíno próximo. Os EUA então voltaram à região, com um projeto inspirado, agora, na Primavera Árabe.
O projeto, de fato, era ideia bem simples, com roteiro assinado por Recep Tayyip Erdogan da Turquia e dirigido pelos arquitetos dos “levantes coloridos”: entregamos o poder em toda a Região à Fraternidade Muçulmana, e os Irmãos, em troca, atendem três demandas – garantem a segurança de Israel, os interesses dos EUA e a estabilidade dos governos, sem que Washington tenha de pagar a conta.
O trem até que andou bem por esses trilhos nos primeiros tempos, na Tunísia, no Egito e na Líbia, mas a hostilidade dos sauditas contra a Fraternidade Muçulmana os levava a temer que os Irmãos, mais dia menos dia, tomassem o poder nas “cidades de sal” no Golfo.
Os sauditas, contudo, mantiveram-se em silêncio por quase um ano e meio. Opor-se a projeto bem-sucedido é sempre tática não recomendável, e eles se mantiveram recolhidos, até que, afinal, amadureceram as condições para o fracasso do projeto dos EUA.
Dia 11/9/2012, a promessa de proteger os interesses de Washington entrou em colapso em Benghazi, com o assassinato do embaixador dos EUA. Em novembro, a demanda de que a segurança de Israel seria preservada também fracassou, quando irromperam confrontos em Gaza, e o Hamás não conseguiu fazer valer o compromisso firmado entre a Fraternidade Muçulmana e Israel. E, no início de 2013, já era absolutamente evidente que a promessa de estabilidade nos países da Primavera Árabe estava reduzida a simples piada.
Tudo estava maduro para que os sauditas retomassem a iniciativa. Tinham tudo preparado para um contra-ataque, pelo menos desde meados de julho de 2012, quando o príncipe Bandar foi nomeado espião-chefe do reino.
Por muitos meses, os sauditas haviam feito todo tipo de pressão contra os EUA e os países árabes, persuadindo Washington pela quarta, ou centésima-milionésima vez, a fazer o jogo: Mohamed Mursi fora derrubado. O Qatar fora pacificado. A Turquia fora marginalizada. E Riad assumiu para ela todos os dossiês.
Até aí, parecia que os sauditas teriam triunfado completamente, e só eles, pela primeira vez em décadas. Mas naquele momento, surgiu o acordo das armas químicas, construído por Moscou. O sorriso nuclear de Hassan Rouhani surgiu em New York. E tudo veio abaixo.
É esperável e normal que Riad perca completamente a compostura, a sobriedade e até a razão. Todas as arenas converteram-se em caixas de mensagens a transmitir as objeções e rejeições dos sauditas, de Maaloula a Trípoli; e do Tribunal Especial para o Líbano ao Conselho de Segurança da ONU, com Bandar a esbravejar e berrar, e todos confusos, sem entender o relacionamento com os sauditas: os EUA são lacaios do Reino Saudita, ou é exatamente o contrário?
(…)
_______________
[*] Jean Aziz é jornalista do Al-Monitor e colunista do jornal Al-Akhbar em Beirute; apresentador de um talk show semanal político na OTV, estação de TV libanesa; professor de comunicação social na American University of Technology e na Université Saint-Esprit em Kaslik no Líbano

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China inicia o desenvolvimento do seu novo Bombardeiro estratégico

H-9X (4)

Informações: Red Dragon

Tradução e adaptação: E.M.Pinto

Ainda não foi confirmado oficialmente pelo partido comunista, porém, um alto oficial da Força Aérea do Exército Libertação do Povo chinês (PLAAF), o Coronel Wu Guohui, afirmou que a china já iniciou os trabalhos de desenvolvimento da nova geração de Bombardeiros estratégicos Chineses.

O projeto segundo Guohui, será o de um bombardeiro stealth de longo alcance com capacidades semelhantes às do Russo PAK-DA e do B-2 da Força Aérea dos Estados Unidos.

Se pela forma e modelo da aeronave a questão é ainda controversa e desperta o interesse do público profissional e não profissional, a quantidade pretendida pelos chineses é ainda mais interessante. Atualmente a PLAAF opera cerca de 82 H-6, das variantes “E”,”F”,“H” e ainda possui 10 aeronaves da variante “U”, a PLAN opera ainda outras cerca de 30 da versão “D” destiandas ao ataque naval. Se a matemática e as fonte sconsultadas para a edição detsa matéria estiverem certas, a PLAAF será equipada com nada menos de 120 bombardeiros e outros cerca de 60 a 80 poderiam ser adquiridos pela PLAN segundo a fonte consultada e que não foi confirmada por Guohui.

Historicamente, quando a PLAAF foi criada em 1949, poucos recursos foram gastos com o desenvolvimento de bombardeiros de longo alcance, isto porque segundo analistas, Mao Tsé-Tung acreditava que as forças terrestres eram muito mais importantes para a China.

Fundada ainda na Guerra da Coréia e da crise no estreito de Taiwan, a PLAAF foi inicialmente forjada para ser uma força aérea tática, capaz de apoiar o exército em combate contra as forças das Nações Unidas e do governo nacionalista chinês (Kuomintang).

De fato a PLAAF só começou a tomar forma depois de Deng Xiaoping chegou ao poder no final de 1970 sucendo Mao após a sua morte.

Guohui afirmou que um bombardeiro stealth de longo alcance é capaz de lançar mais de um míssil durante um ataque aéreo pelo fato de ser difícil para o inimigo detectá-lo, é por isso que, segundo ele, os EUA estão dispostos a gastar cerca de US$ 1,2 bilhões em 80 a 100 aeronaves da segunda geração de bombardeiros furtivos da USAF.

Como os Estados Unidos iniciaram o desenvolvimento do bombardeiro stealth de segunda geração baseado no B-2 Spirit, Guohui, afirmou que “Agora é o momento para a China procurar um substituto para os H-6”, bombardeiros estratégicos obsoletos desenvolvidos no começo da guerra Fria.

Tanto os Estados Unidos quanto a Rússia estão desenvolvendo novos bombardeiros e a China, certamente, terá seu bombardeiro stealth também, disse Guohui. A ambição da China em construir um bombardeiro stealth foi relatada pela primeira vez por John Reed, um analista militar dos EUA, em um artigo escrito para a revista Foreign Policy, em junho de 2013. Citando modelos de aeronaves exibidos no site chinês, Reed declarou que Pequim costuma demonstrar modelos de pequena escala antes de construir a aeronave real.

Enquanto isso, Vasiliy Kashin, um analista russo do Centro de Análise de Estratégias e Tecnologias disse à Voz da Rússia que o novo bombardeiro stealth chinês deve possuir a capacidade de lançar um ataques contra alvos na América do Norte, se a intenção for realmente representar uma ameaça à segurança nacional dos Estados Unidos.

H-9X (2)

Baseando-se nisso, as hipóteses de modelos do possível H-9X como vem sendo chamado o projeto chinês, ficam restritas a algumas possibilidades, uma vez que um bombardeiro de longo raio supersônico possui em geral problemas técnicos a serem vencidos.

Além da manutenção da furtividade, o alcance é um fator preponderante, o consumo de combustível de motores a jato em bombardeiros supersônicos é demasiado grande o que resulta num projeto de avião maior, esta medida por sua vez desbalanceia o equilíbrio furtividade/ dimensão/ propulsão, pois exige um avião maior, o que por sua vez, precisa ser ocultado aumentando o desafio do projeto, torná-lo furtivo.

Porém, assim como a discrição, a relação peso/potência demanda de seus motores mais potência e com isso, mais consumo de combustível, em suma, uma aeronave efetivamente furtiva terá que ser menor dimensionada e isto recai diretamente no seu alcance o que o inviabilizaria na capacidade de intimidar os Americanos segundo Kashin.

Alguns analistas questionaram a capacidade da China em projetar seu próprio bombardeiro stealth, fontes ligadas a defesa chinesa afirmam que por hora somente os  Estados Unidos possuem a experiência adequada para o desenvolvimento de um bombardeiro stealth e que ainda sim esta aeronave é  subsônica.

Até mesmo países como a Rússia, com as indústrias de aviação avançadas, são limitados ao projeto de túneis de vento para o bombardeiro stealth. A fonte acrescentou que a China não pode sequer conceber o motor para o seu J-20, caça stealth de quinta geração, e que para tal está solicitando a  Rússia o motor Saturn AL-31 através da compra de caças Su-35.

Recentemente concepções artísticas veiculadas na internet e mesmo modelos em escala, dão conta das ambições chinesas por um bombardeiro furtivo nas dimensões de um bombardeiro B1-B, dois desenhos básicos circulam nos forum internacionais, porém é de se julgar que não passem de modelos e desenhos feitos por foristas e/ou mesmo, propostas de projetos.

A busca por um bombardeiro supersônico furtivo foi abortada tanto pelos Estados Unidos quanto pela Rússia, o que indica uma clara e talvez equivocada escolha por parte dos Chineses. Fontes afirmam que o protótipo do bombardeiro seria equipado com quatro motores AL31F ou pelo menos por uma variante chinesa das turbinas, esta seria a indicação de que o bombardeiro poderia sim ser supersônico algo como um B1-B furtivo? tal como mostram as concepções e modelos até agora apresentados etsa não seria uma hipótese a se descartar, mas e o seu alcance?

Entretanto, reafirmando o que foi aventado por Kashin, para que este bombardeiro possa realmente ser eficiente e possuir considerável raio de ação como o proposto por ele, a aeronave deveria ser bastante grande e para tanto a solução pode mesmo ser o de um bombardeiro subsônico. uma asa voadora?

H-9X (3)

Ao que pudemos apurar por nossas fontes, o bombardeiro chines, teria cerca de 150 toneladas e um alcance de cerca de 12 500km, a arma seria capaz de transportar entre 6 e 8 mísseis de cruzeiro e transportadores de ogivas nucleares de uma nova versão em desenvolvimento; além de uma carga convencional de 20 toneladas de bombas e mísseis a aeronave seria destinada as funções de bombardeiro estratégico e aeronave de ataque naval, tais informações apontam para um modelo bem maior do que os previstos nas concepções artísticas, ou estamos falando de dois aviões distintos?