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Peru seleciona C-27J Spartan

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O Ministério da Defesa do Peru selecionou a Alenia Aermacchi para fornecer dois exemplares do transporte tático C-27J Spartan, para uso pela Força Aérea do país.

O contrato, a ser assinado após a conclusão dos procedimentos administrativos exigidos por lei, tem o valor aproximado de 100 milhões de Euros, incluindo um pacote de suporte logístico.

Durante e avaliação operacional realizada no Peru, o C-27J  executou as tarefas de transporte de pessoal e carga, evacuação aeromédida, lançamento de paraquedistas e busca e salvamento, entre outras.

Fonte: Segurança & Defesa

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TECNOLOGIA – VANT realiza primeiro pouso automático com sistema desenvolvido pela FAB

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O protótipo do Veículo Aéreo Não Tripulado Acauã realizou pela primeira vez no sábado (23/11) um pouso automático com o sistema desenvolvido pelo Instituto de Aeronáutica e Espaço – IAE, em conjunto com o Centro Tecnológico do Exército (CTEx) e com o Instituto de Pesquisas da Marinha (IpQM).

O projeto tem o objetivo desenvolver a tecnologia de um Sistema de Decolagem e Pouso Automáticos (DPA) para Veículos Aéreos Não Tripulados (VANT).

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A operação foi realizada na Academia da Força Aérea (AFA) em Pirassununga (SP).

Essa foi a nona etapa do projeto, que consistiu na execução do pouso automático totalmente controlado pelo computador de bordo, o que incluiu as seguintes fases: rampa de aproximação de precisão; alinhamento e nivelamento antes do toque na pista; corrida no solo e parada total da aeronave. 

Foram executados ao todo cinco voos com o Protótipo 03 do VANT Acauã, sendo que dois voos tiveram o pouso de forma automática.

De acordo com o Engenheiro Flavio Araripe d´Oliveira, “poucos países no mundo dominam as tecnologias de controle necessárias para a decolagem e pouso automáticos de veículos aéreos não tripulados de maior porte”.

“Essa capacidade possibilita a diminuição de acidentes durante fases críticas do voo, além de permitir que o VANT opere em condições meteorológicas adversas, como no caso de nevoeiros”.

As tecnologias pesquisadas pelo Projeto DPA-VANT poderão ser desenvolvidas por empresas nacionais e incorporadas em futuros VANTs de emprego operacional das Forças Armadas Brasileiras.

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Projeto DPA-VANT

Com quatro anos de trabalho, o Projeto DPA-VANT realizou nove campanhas de ensaios, sendo cinco de ensaios em voo e quatro de ensaios no solo com corridas na pista. A meta de decolagem automática foi atingida durante a sexta campanha, em agosto de 2013.

A meta do pouso automático foi atingida durante a nona campanha, que contou com cerca de 40 profissionais participantes.

Entre eles, integrantes do Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA) e do Centro Tecnológico do Exército (CTEx), além das empresas contratadas: BCC, responsável pelo software embarcado; e Flight Technologies, responsável pelo piloto automático.

A AFA teve papel essencial para o sucesso da operação. A instituição disponibilizou um helicóptero H-50 Esquilo para exercer a função de aeronave de acompanhamento (“paquera”) durante os voos de ensaio.

Fonte: IAE

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Ministro da Defesa, Celso Amorim: — “Brasil não fará leasing de caças Sukhoi-35 com Rússia”

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O ministro da Defesa, Celso Amorim, descarta a hipótese de receber caças russos Sukhoi-35, de quarta geração, na modalidade de leasing, como aventado pela Rússia. A proposta, citada em veículos especializados, estaria relacionada a um acordo mais amplo entre Brasil e Rússia para produzir conjuntamente caças de quinta geração. “Isso não está em consideração”, diz Amorim.

Veja entrevista AQUI. — http://mais.uol.com.br/view/14770030

Fonte: UOL

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Presidente ucraniano sob pressão depois de congelar acordo com a UE

Viktor Yanukovitch
O presidente da Ucrânia, Viktor Yanukovitch

O presidente Yanukovitch enfrenta pressão de manifestantes nos maiores protestos desde a Revolução Laranja, há nove anos. Rússia ameaça com restrições comerciais caso Ucrânia assine associação com a UE.

Viktor Yanukovitch raramente faz uso de uma retórica muito floreada. Os discursos do presidente ucraniano costumam ser secos – mas neste caso foi diferente. Numa coletiva de imprensa em Viena, ele mencionou a recente decisão do seu governo de suspender um acordo de associação com a União Europeia (UE), dizendo que “talvez, neste ponto da caminhada e antes de chegar ao topo da montanha, o clima não tem sido favorável”.

Mas Yanukovitch conseguiu passar a mensagem de que a Ucrânia deverá continuar tentando se aproximar da UE, mas que esse movimento precisa de uma pausa. O acordo de associação estava programado para ser assinado nesta quinta-feira (28/11), dia do início de uma cúpula de dois dias da iniciativa europeia para a Associação Oriental em Vilnius, capital da Lituânia. A parceria do bloco dos 28 quer aproximar países do Leste Europeu e do Cáucaso da UE.

Com a descrição deste clima “não tão favorável”, Yanukovitch provavelmente quis passar duas mensagens. Primeiramente, seu governo justificou a decisão de congelar o acordo de associação com a UE com a pressão que vem sofrendo da Rússia – já que Moscou ameaça a Ucrânia com restrições comerciais caso a ex-república soviética assine o acordo e estabeleça uma zona de livre comércio. “Yanukovitch está certamente sob enorme pressão”, disse o ex-embaixador alemão para a Ucrânia, Dietmar Stüdemann, à Deutsche Welle. Ele acredita que Moscou deve pressionar ainda mais daqui em diante.

Yanukovitch também deu a entender que a ex-primeira ministra e líder da oposição ucraniana, Julia Timoshenko, permanecerá sob custódia. A libertação dela é uma das principais condições estabelecidas por Bruxelas para a assinatura do acordo. No entanto, nem Yanukovitch, nem as instituições controladas por uma maioria no Parlamento ucraniano demonstraram interesse em resolver o caso de Timoshenko.

Há meses, políticos europeus bombardeiam o presidente ucraniano com apelos para a assinatura do acordo. Aparentemente, a pausa nas relações com Bruxelas deve aliviar as pressões e evitar que Yanukovitch passe vergonha em Vilnius, segundo os cálculos do governo em Kiev. Porém, de acordo com observadores, talvez esta lógica precise ser revista.

Manifestantes pedem mudanças

Há cerca de uma semana, milhares de pessoas protestam na Ucrânia a favor de uma maior aproximação com a UE. O epicentro das manifestações é Kiev, onde um mar de bandeiras azuis com estrelas, simbolizando a Europa, domina a paisagem.

Os protestos são chamados pela população de “Euromaidan”, uma referência à chamada “Revolução Laranja” na Praça da Independência (Maidan Nezalezhnosti) na capital ucraniana, em 2004. Há exatamente nove anos, protestos em massa reivindicavam uma recontagem dos votos das eleições presidenciais, que muitos ucranianos acreditam terem sido manipuladas pelo governo de Yanukovitch.

Desta vez, porém, o clima parece ser outro. “Na época, havia grandes esperanças de mudança”, disse à DW Florian Kellermann, um jornalista independente alemão que escreve sobre a Ucrânia há mais de dez anos. Agora, a esperança é “significativamente menor”. Ele diz que, “as pessoas podem até protestar a favor de um acordo com a UE e contra as ações das autoridades políticas, mas não têm nada de concreto contra o governo.” Kellermann acha que os atuais protestos são apenas simbólicos e que não terão qualquer efeito.

Divisão entre Leste Europeu e Ocidente permanece

O jornalista também alerta para o fato de que a Ucrânia não está necessariamente tomada pela febre europeia. Ele explica que a oposição ucraniana quer dar a impressão de que todo o país está a favor da integração com a UE, mas “pesquisas mostram que não é bem assim.”

Segundo uma pesquisa do Instituto Internacional de Sociologia de Kiev (de sigla original KMIS) realizada em novembro, o país está dividido. O resultado mostra que 39% dos ucranianos votariam a favor da adesão da Ucrânia à União Europeia num referendo – mesmo que a questão ainda não esteja sendo discutida.

Por outro lado, 37% dos ucranianos disseram ser a favor da integração com a Rússia e com outras ex-repúblicas soviéticas numa união aduaneira. Tal oferta de Moscou já está nas mãos do presidente ucraniano. Principalmente no leste e no sul da Ucrânia, muitos acham um acordo com a Rússia mais interessante do que um com a UE.

Um pesquisa conduzida pela DW também em novembro obteve um resultado parecido: 37% se mostraram a favor da Ucrânia juntar-se à UE nos próximos cinco anos. Em geral, mais do que metade dos entrevistados deseja que a Ucrânia seja, um membro com plenos direitos no futuro.

Exemplo da Moldávia pode aumentar pressão sobre Ucrânia

A pressão sobre o presidente Yanukovitch parece estar crescendo por todos os lados. Manifestantes conseguiram recentemente o apoio de Timoshenko. Na segunda-feira (25/11), a líder da oposição começou uma greve de fome, exortando o presidente a mudar de ideia sobre o acordo de associação.

A UE também não desistiu. Mesmo lamentando a decisão do governo ucraniano, Bruxelas sinalizou que ainda quer assinar o acordo rapidamente. “A União Europeia vai fazer de tudo para levar o acordo de associação até o final”, disse o ex-embaixador alemão Dietmar Stüdemann.

Enquanto isso, em Vilnius, é provável que o presidente ucraniano – mesmo se sentindo desconfortável por causa da decisão de congelar as negociações – seja um dos convidados mais cortejados.

À luz da decisão da Ucrânia, é de se esperar que a Moldávia se torne o novo modelo de país pós-soviético do Leste Europeu. Se Bruxelas, como tudo indica, decidir suspender o requisito de vistos para a população moldava dentro de pouco tempo, o presidente ucraniano vai continuar pressionado. Quando o assunto é Europa, a liberdade de poder viajar livremente pela UE é um dos maiores desejos de muitos ucranianos.

Fonte: DW.DE

 

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Presidente afegão desafia Obama e põe em risco pacto de segurança com EUA

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Recusa em firmar acordo com americanos leva mais incerteza ao Afeganistão. Analistas veem comportamento de Karzai como manobra para tentar manter influência política sobre o destino do país.

É um jogo arriscado, e as apostas dificilmente poderiam ser mais altas. O Afeganistão perderia bilhões de dólares em ajuda militar e econômica, enquanto os Estados Unidos se arriscariam a deixar o país no caos, depois de gastarem 12 anos e perderem 2.300 vidas no campo de batalha.

Nos últimos meses, a relação entre EUA e Afeganistão, que já vinha se deteriorando durante a gestão do presidente Barack Obama, descambou para um jogo político arriscado em torno do Tratado Bilateral de Segurança (BSA, na sigla em inglês). O pacto é destinado a estabelecer os termos da parceria entre os dois países para os próximos dez anos.

As negociações sobre o documento chegaram ao ápice na segunda-feira (25/11), durante a visita a Cabul da assessora para Segurança Nacional dos EUA, Susan Rice. Na ocasião, o presidente do Afeganistão, Hamid Karzai, se recusou a assinar a BSA. Com a decisão, ele desafia não só os EUA, mas também a Loya Jirga. A assembleia afegã de sábios e chefes tribais aprovou o pacto no domingo e pediu que Karzai assine o acordo até o fim do ano.

Sem opção

Em resposta, Rice afirmou que, a menos que Karzai assine o acordo até 31 de dezembro, os EUA não teriam escolha senão invocar a “opção zero” − a retirada completa das tropas depois de 2014. A postura de Karzai irritou a Casa Branca e também muitos afegãos.

“Ele está disputando uma queda de braço, esperando que os americanos se dobrem antes dele”, avalia Stephen Biddle, analista de política de defesa no think tank Council on Foreign Relations. “E todo o problema é que ambos os lados podem perder com isso. Uma retirada total dos americanos não é nem do interesse do Afeganistão, nem dos EUA ou da Otan.”

A retirada do Iraque em 2011 estabeleceu um precedente sombrio, fazendo o país mergulhar na violência sectária. Michael Keating, especialista em Afeganistão da Chatham House, no Reino Unido, diz que o jogo político de Karzai só está prejudicando os interesses afegãos.

“Para a maioria dos afegãos, o maior problema no momento é a incerteza e o que está prolongando tal incerteza”, opina. “Se, por qualquer razão, a BSA não acontecer, então o apoio político em Washington para subsidiar o Estado afegão será, possivelmente, enfraquecido ou mesmo desaparecerá por completo. O orçamento nacional do Afeganistão é, em 90%, dependente de auxílio externo, na forma de ajuda ao desenvolvimento. De modo que isso é um assunto muito sério.”

Jogando com o tempo

Ao mesmo tempo, o prazo fixado pelos EUA intensificou a tensão − alguns argumentam que desnecessariamente. Biddle acredita que há uma boa razão para os EUA quererem uma decisão rápida. “Retiradas de tropas levam tempo para serem planejadas”, observa. “Você não pode esperar que 60 mil soldados americanos arrumem as malas e desapareçam de um dia para o outro.”

Karzai, aparentemente, quer que a decisão seja adiada para o período posterior à eleição do próximo ano, que vai escolher seu sucessor. “Embora ela esteja planejada para abril, não há uma garantia de que um novo governo seja empossado em seguida”, alerta Keating. “A eleição pode ser impugnada e, então, pode haver um atraso de até 10 meses.”.

Em segundo lugar, um atraso pode significar que a BSA se tornaria um dos temas de campanha na eleição. “As eleições são um curinga de qualquer maneira”, compara Biddle. “Mas estará criando uma situação onde políticos marginais afegãos favoráveis à retirada dos EUA ganhariam de presente um meio de barganhar por influência com outros políticos afegãos mais ortodoxos. Se o tema da presença dos EUA ainda estiver indefinido em abril, pode servir para um ou outro político marginal tentar pressionar políticos que favorecem a presença dos EUA.”

Novas recomendações

O conselho da Loya Jirga para que Karzai assine o acordo com os EUA antes do fim do ano era, entretanto, apenas uma das 31 novas recomendações que a assembleia propôs que sejam incluídas no BSA. Elas incluem uma série de preocupações afegãs, como permitir que observadores afegãos participem em julgamentos de militares americanos; proibir práticas religiosas cristãs em bases militares dos EUA; proibir incursões em domicílios afegãos por forças americanas; e a libertação dos presos restantes em Guantánamo.

“Essas preocupações são legítimas”, reconhece Keating. “Mas não acho que sejam as questões mais importantes. A questão fundamental é se Karzai assinará o BSA. Eu não estou menosprezando esses problemas, eles estão falando sério, mas eu acho que sejam esses os problemas que impedem uma assinatura.”

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Loya Jirga fez 31 recomendações de pontos a serem incluídos no acordo de segurança com os EUA.

Especulações

Há também especulações de que o plano de Karzai para atrasar o acordo não é somente uma tentativa de conseguir dos EUA mais concessões. Biddle acredita que o presidente afegão está lutando para manter sua importância política. “Manter essa negociação em aberto é uma maneira de se manter influente. Além disso, ele gostaria que outra pessoa fosse rotulada como aquela que possibilitou uma presença estrangeira de longo prazo no Afeganistão. E, por último, eu não ficaria surpreso se parte do que ele está fazendo agora for resultado de sua frustração pessoal com a administração americana.”

“Ao fazer isso, ele mantém muitas cartas nas mãos”, ressalta Keating. “Incluindo a escolha do próximo presidente. Quem quer que receba sua bênção terá muito boa chance de vencer.”

Em entrevista na quarta-feira para a rádio Free Europe, Karzai pareceu suavizar um pouco sua postura. Ele disse que assinará o acordo se os EUA atenderem aos pedidos para que não haja mais invasões de casas afegãs e ajudarem no reinício das negociações de paz – embora pareça ter dado um pequeno passo para trás em sua exigência de que Washington garanta eleições presidenciais livres e justas, em abril. Apesar de tudo, Karzai ainda se recusa a assinar o acordo antes do prazo.

Fonte: DW.DE

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Boeing-737 chinês para Comando e Controlole

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Forças Armadas recebem segunda brigada de sistemas de mísseis Iskander

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O Iskander-M leva mísseis balísticos com um alcance máximo de 500 km Foto: ITAR-TASS

Víktor Litóvkin

A cada ano, duas brigadas de sistemas Iskander-M, composta cada uma por 12 lançadores autopropulsados e uma frota de veículos de apoio, devem ser entregues ao Exército.

As Forças Armadas russas receberam a segunda brigada de sistemas de mísseis táticos Iskander-M, que será estacionada na região de Krasnodar, no sul do país. A primeira brigada entregue às Forças Armadas no último verão foi instalada em Birobidjan, no Extremo Oriente. Embora os detalhes não tenham sido divulgados, sabe-se que o programa federal de armamentos até 2020 prevê a criação de 10 brigadas de sistemas Iskander-M. A cada ano, duas brigadas destes sistemas, composta cada uma por 12 lançadores autopropulsados e uma frota de veículos de apoio, devem ser entregues ao Exército.

Os Comandos Militares do Centro e do Oeste contam com batalhões especiais de Iskander-M, mas as brigadas de Iskander-M só estão, por enquanto, em serviço nos Comandos Militares do Sul e do Leste.

ISKANDER

Além da Rússia, nenhum país do mundo possui o Iskander-M, concebido para ser entregue a um país do Oriente Médio, possivelmente à Síria. Seu apelido, Iskander, significa Alexandre Magno em árabe. O sistema, no entanto, não chegou a ser entregue a seu destinatário devido à retomada das relações diplomáticas entre a Rússia e Israel no início dos anos 1990 e ao pedido do governo israelense para não entregá-lo ao Oriente Médio.

Mesmo assim, a versão de exportação do Iskander-M existe, a Iskander-E. Seus mísseis têm alcance máximo de 300 km. Conforme as normas fixadas por acordos internacionais, os mísseis destinados à exportação não podem ter um alcance superior a 300 km. Além do Iskander-E, a Rússia possui os sistemas Iskander-M e Iskander-K.

O Iskander-M leva mísseis balísticos com um alcance máximo de 500 km. Um alcance maior é proibido pelo Tratado INF (Tratado de Eliminação dos Mísseis de Médio e Curto Alcance entre a Rússia e os EUA). O Iskander-K conta com dois mísseis de cruzeiro supersônicos, que são extremamente difíceis de detectar por sistemas de defesa antiaérea e antimíssil.

Todavia, a principal vantagem dos mísseis Iskander é que eles voam em uma trajetória irregular e imprevisível. O míssil lançado pelo Iskander-M segue uma trajetória de míssil balístico depois voa como míssil de cruzeiro e, em seguida, retoma a trajetória balística para se aproximar do alvo a uma velocidade supersônica. O mesmo acontece com os mísseis de cruzeiro. Os  mísseis dos sistemas Iskander podem ser equipados com ogivas explosivas, de fragmentação e nucleares.iskander-e-image02

As ogivas nucleares são armazenadas nos depósitos do Ministério da Defesa. Mas se a proposta da Rússia de retirar todas as armas nucleares para os territórios nacionais dos países detentores endereçada sobretudo aos EUA, que mantêm na Europa cerca de duzentas bombas atômicas B61, não for aceita, não podemos descartar que as ogivas nucleares passem a ser armazenadas perto dos locais de estacionamento dos Iskander.

Um aspecto deve ser assinalado. As brigadas de sistemas Iskander não possuem equipamento de reconhecimento. Sua função é cumprir missões de combate fixadas pelo comando de um exército ou de um Comando Militar de área. Portanto, recebem as coordenadas de alvos dos comandantes superiores, que, por sua vez, recebem informações de satélites, aviões de reconhecimento aéreo, aeronaves não tripuladas e outras fontes. Nesse nível, é elaborado um termo de informação e compatibilidade tecnológica único, que inclui uma nomenclatura, formato e o algoritmo uniformes de recepção e transmissão de informações para os sistemas de combate de todos os ramos das Forças Armadas do país.

Segundo o comandante das tropas de mísseis e de artilharia do Exército, general Mikhail Matvéevski, suas unidades utilizam não só os meios de reconhecimento tradicionais, mas também aeronaves não tripuladas, que permitem identificar alvos inimigos em tempo real.

Fonte: Gazeta Russa

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Astros 2020 – Exército Brasileiro recebe primeiras unidades

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Roberto Valadares Caiafa

Dando continuidade ao seu processo de reequipamento, definido dentro dos chamados Projetos Estratégicos, o Exército Brasileiro recebeu da Avibras as primeiras unidades do novíssimo Astros 2020, avançado veículo lançador de mísseis e foguetes de projeto e fabricação nacional. Destinados ao 1º Grupo de Lançadores Múltiplos de Mísseis e Foguetes, baseado em Formosa (ao lado de Brasília-Distrito Federal), os Astros 2020 destacam-se pelas capacidades bélicas avançadas como disparar artefatos guiados a distâncias de até 300 km (míssil tático AV-MT 300) ou foguetes de saturação com até 90 km de alcance.

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O Programa Astros 2020 está orçado em R$ 1,2 bilhão e envolve a ampliação, reestruturação e reorganização de todo o sistema Astros existente no Exército Brasileiro. Dessa forma, o atual grupo será expandido para uma grande unidade denominada “Forte Santa Barbara”, que também abrigará um Centro de Formação em Mísseis e Foguetes, novos depósitos, paióis e outras inúmeras facilidades administrativas. Os Astros mais antigos existentes, e seus veículos de apoio e comando, operados pela unidade, serão retrofitados e atualizados para o padrão 2020, conforme previsto em contrato.

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Recentemente, a Avibrás fechou um contrato de US$ 350 milhões com o governo da Indonésia visando desenvolver 36 plataformas de lançamentos múltiplos de mísseis Astros 2020, além de troca de tecnologia e cooperação na área da defesa. A empresa brasileira prossegue no desenvolvimento do VANT Falcão, previsto para compor uma bateria do sistema de foguetes e também capaz de patrulhar fronteiras, dentre outras aplicações autônomas.  O Astros 2020 também foi encomendado pelo Corpo de Fuzileiros Navais da Marinha do Brasil e incluído no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) Equipamentos, um pacote de incentivos fiscais do Governo Brasileiro.

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O Projeto ASTROS 2020 contém no seu escopo e estrutura as seguintes etapas: – criação e implantação de: uma Unidade de Mísseis e Foguetes; um Centro de Instrução de Artilharia de Mísseis e Foguetes; um Centro de Logística de Mísseis e Foguetes; uma Bateria de Busca de Alvos; paióis de munições; e uma Base de Administração e Campo de Instrução de Formosa (CIF); – modernização do atual 6º Grupo de Lançadores Múltiplos de Foguetes, transformando-o em 6º Grupo de Mísseis e Foguetes; – desenvolvimento de dois novos armamentos: o foguete guiado, utilizando-se a concepção do atual foguete SS 40, da família de foguetes do sistema ASTROS II, em uso pelo Exército Brasileiro, e o míssil tático de cruzeiro com alcance de 300 km; e – construção de Próprios Nacionais Residenciais (PNR) e outras instalações necessárias ao bem-estar da família militar na Guarnição de Formosa (GO).

 

Fonte: Tecnologia & defesa

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Zona de defesa aérea chinesa aumenta risco de guerra na região, diz analista

A China afirma que aviões que entram nesta zona precisam se identificar e obedecer a protocolos

A China monitorou os voos de dois bombardeiros americanos que sobrevoaram sua nova zona de defesa de identificação aérea, segundo informações do Ministério da Defesa chinês.

Os aviões B-52 voaram sobre ilhas de Diaoyu e Senkaku, disputadas entre o país e o Japão no Mar do Leste da China, sem avisar as autoridades chinesas que estavam entrando em uma parte de seu novo espaço aéreo, declarado no sábado.

O Japão e os Estados Unidos se opõem à decisão da China de alterar unilateralmente seu espaço aéreo e acusam o país querer escalar as tensões regionais.

A zona de defesa de identificação aérea chinesa se sobrepõe ao espaço aéreo japonês e inclui ilhas disputadas que são controladas pelo Japão.

Escalada

Para Alexander Neill, do Instituto Internacional para estudos estratégicos (IISS), a demarcação de uma zona de defesa área representa uma tomada de posição por parte da China que pode trazer riscos para a região.

Ainda segundo Neill, a medida demonstra a determinação do presidente Xi Jinping em defender a integridade territorial do país.

Este é o maior sinal de escalada militar envolvendo a China desde que ele chegou ao poder, há um ano.

Líderes chineses devem se abster de críticas à sua decisão, argumentando que o espaço de defesa aérea japonês se estende sobre o território reivindicado pela China.

A imposição da zona de defesa de identificação aérea da China ecoa um episódio ocorrido em 1996, quando o então presidente chinês Jiang Zemin ordernou uma exclusão aérea e marítima durante uma série de testes com mísseis no norte e no sul de Taiwan.

A declaração de sábado confirma que as ilhas de Diaoyu e Senkaku passam para o centro de preocupações da China, sendo incluídas na mesma categoria do Mar do Sul da China e de Taiwan.

Narrativa oficial

Alexander Neill afirma que na última década o nacionalismo populista da China tem sido alimentado por uma narrativa oficial de humilhação devido ao fato de as ilhas estarem nas mãos do Ocidente. Este sentimento havia sido atenuado graças à adesão de Deng Xiaoping (líder chinês dos anos 1970, 1980 e 1990) a uma estratégia mais contida em relação ao assunto.

Mas, recentemente, as demonstrações do poder militar chinês sugerem que Xi Jinping pode estar preparado para ignorar esta política mais contida.

A nova identidade regional da China, como uma potência econômica com um setor militar cada vez mais forte, tornou a narrativa da humilhação menos relevante; um sentimento de orgulho nacional agora é comum no país.

E este último gesto do governo chinês ocorreu em um momento de tensão militar na região.

Em janeiro de 2013, o Ministério da Defesa do Japão acusou o Exército de Liberação do Povo chinês de direcionar seus radares contra um navio japonês que estava próximo das ilhas. A China nega.

Agora, a melhor opção da China para manter a dominância na falta de uma presença militar permanente na região de Senkaku é o estabelecimento da zona de defesa de identificação aérea.

Por outro lado, a grande limitação para a China seria o estabelecimento, por Tóquio, de posições habitadas por japoneses nas ilhas, uma ação que pode levar a um aumento rápido das hostilidades.

Os dois países estão evitando estas ações até agora. No entanto, recentemente a China enviou aviões não tripulados para perto da região disputada.

Vigilância americana

Outro fato recente foi a apresentação do primeiro avião de tecnologia stealth (que não pode ser detectado por radares) da China, algo que ocorreu logo depois do primeiro voo do J-31, o jato stealth chinês, no começo do ano.

Todas estes sistemas de armas ainda estão na fase de desenvolvimento, mas eles destacam o sucesso da modernização no setor militar da China.

A China ainda pode estar longe de se transformar em uma potência militar global, mas os especialistas em defesa dos Estados Unidos notaram que o país conseguiu concentrar uma capacidade militar formidável em seu próprio quintal. Alguns analistas sugerem até que, em certas áreas, o Exército chinês pode conseguir rivalizar com a capacidade militar americana na região.

E a zona de defesa de identificação aérea é um símbolo da insatisfação da China com os destacamentos de vigilância e inteligência reunidos pelos militares americanos no mar e no espaço aéreo nas fronteiras do país.

Um episódio delicado de destaque foi a perda do piloto de caça chinês, morto em uma colisão com uma aeronave de vigilância americana que estava em uma missão para colher informações secretas no Mar do Sul da China em 2001.

Líderes chineses vão argumentar que o estabelecimento da zona de defesa de identificação aérea visa evitar este tipo de incidente, mas com os tempos de reação extremamente curtos necessários para uma interdição aérea e a inexperiência relativa das forças aéreas chinesas e japonesas, o potencial para um rápido aumento das hostilidades e possíveis erros aumentarão.

A proximidade da 7ª Frota americana no Japão e as operações regulares dos militares americanos na zona de de defesa chinesa significam que o Pentágono vai resistir muito antes de obedecer aos protocolos de identificação aérea exigidos pela China. E isto também pode ser aplicado aos militares japoneses.

A criação de uma zona de defesa de identificação aérea também desmente a confiança da China em suas próprias redes de comando e controle e em sua capacidade de estabelecer uma vigilância aérea em uma grande extensão do Mar do Leste da China.

A resposta americana poderá ser o aumentdo do ritmo de seus exercícios militares planejados para a região, obrigando o Exército chinês a dar uma resposta defensiva, testando a determinação de Xi Jinping e também sua cadeia de comando.

Fonte: BBC Brasil

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Será que cientista ucraniano ajudou a desenvolver porta-aviões chineses?

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Modelo norte-americano de trilhos aceleradores eletromagnéticos de catapultas para porta-aviões.

Vassili Kashin

O Serviço de Segurança da Ucrânia (SBU) acusou o professor da Universidade Nacional de Carcóvia, Vladimir Chumakov, de revelar dados secretos sobre trilhos aceleradores eletromagnéticos e de transferir seus elementos a uma empresa mista da China e Ucrânia. Atualmente, em Carcóvia, o cientista está sendo processado sob a acusação de alta traição.

Os trilhos aceleradores eletromagnéticos podem servir de protótipo de armas do futuro – canhões eletromagnéticos que permitem fazer acelerar projéteis até velocidades inalcançáveis pelos canhões convencionais que utilizam energia de gases de pólvora. Chumakov, em suas palavras, estudava o problema a partir de 2005.

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Em 2008, o cientista foi contatado por Alexei Rud, seu antigo estudante, que lhe propôs divulgar seus projetos no exterior. Chumakov experimentava na altura sérios problemas financeiros e aceitou a proposta. Rud apresentou-o na joint venture ucraniano-chinesa, dirigida por Serguei Chichotka. Em 2009, Chumakov concedeu à empresa materiais sobre pesquisas, para demonstrar suas capacidades. Rud e Chichotka também estão sendo inquiridos desde 2010.

Contudo, na opinião do SBU, Chumakov entregou à empresa mista não apenas seus projetos, mas também materiais secretos baseados em projetos desenvolvidos por outros cientistas ucranianos nos anos 90. As autoridades acusam Chumakov de transferir para os chineses tecnologias militares prometedoras e de fazer frustrar a segurança nacional do país.

LmTquÉ duvidoso que as tecnologias transferidas possam influir na segurança da Ucrânia. Há poucas probabilidades que canhões eletromagnéticos comecem a ser produzidos em série num futuro próximo. Mas as tecnologias de aceleradores eletrodinâmicos já se utilizam praticamente, servindo de base para o desenvolvimento de catapultas eletromagnéticas para porta-aviões, sistemas que garantem a decolagem de aviões e devem substituir catapultas de vapor mais complexas e pesadas e menos eficazes.

Até recentemente, os Estados Unidos foram o único país capaz de produzir catapultas eletromagnéticas. Novos sistemas foram testados numa plataforma terrestre em 2010 e devem ser montados nos porta-aviões de última geração do tipo Gerald Ford. A China é o segundo país do mundo, que está desenvolvendo tais catapultas. No início de 2012, tornou-se conhecido sobre êxitos no seu desenvolvimento e a condecoração do dirigente do grupo de projetistas, que se dedica a sua elaboração.

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Uma versão protótipo do Canhão Naval 32-MJ – Naval Surface Warfare Center (NSWC) Dahlgren

Se as acusações do SBU forem justas e os projetos de Chumakov terem contribuído consideravelmente para o sucesso do programa chinês, trata-se de uma vantagem gigantesca perdida pela Ucrânia. Provavelmente, ao contatar o cientista, os chineses, à conta de meios insignificantes, conseguiram adquirir uma tecnologia muito sensível, que abriu novas perspectivas para seu programa de porta-aviões. Diferentemente de catapultas de vapor tradicionais, os sistemas eletromagnéticos não apenas são mais eficazes, mas também não têm restrições severas em relação ao peso mínimo e máximo do avião lançado. Tais caraterísticas, por exemplo, permitem utilizá-los para o lançamento de aparelhos não tripulados relativamente pequenos.

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Não se conhece contudo em que grau foram secretos materiais de Chumakov. Mas eles foram transferidos para a China no período de realização de um projeto científico muito importante de temática semelhante e poderiam contribuir para o seu sucesso. Não surpreende por isso o descontentamento do Estado ucraniano que em resultado não ganhou nada.

 

Fonte: Voz da Rússia

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Japão e EUA consideram zona aérea chinesa “extremamente perigosa”

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O ministro da Defesa do Japão, Itsunori Onodera, e o secretário de Defesa dos Estados Unidos, Chuck Hagel, consideraram a decisão da China de ampliar sua zona de defesa aérea como “extremamente perigosa”, informou nesta quinta-feira a agência Kyodo.

“Estamos de acordo que a ação unilateral da China pode gerar um incidente inesperado e é extremamente perigosa”, detalhou Onodera, em declarações divulgadas hoje pela “Kyodo”, após uma conversa telefônica entre os dois responsáveis de Defesa na noite de ontem.

Onodera garantiu que, tanto Tóquio como Washington, consideram que a decisão de Pequim viola a legislação internacional. Além disso, os dois funcionários concordaram em fortalecer a cooperação, a troca de informações e os trabalhos de vigilância na região.

A conversa entre os responsáveis de Defesa aconteceu depois que, no sábado, o Ministério da Defesa da China anunciou o estabelecimento de uma “área de identificação de defesa aérea” que inclui as ilhas Senkaku (conhecidas na China como Diaoyu), que são controladas por Tóquio e cuja soberania é reivindicada por Pequim.

“É importante tratar este assunto com firmeza e calma através de esforços diplomáticos, assim como estamos de acordo em enviar uma mensagem à China de que sua tentativa de mudar o ‘status quo’ não será tolerada”, acrescentou Onodera.

O ministro japonês, além disso, defendeu os voos de aviões militares americanos na zona, pois estes faziam parte de manobras frequentes já previstas e pediu novamente à China que “revogasse imediatamente” sua decisão de ampliar a zona de defesa aérea.

Nesse sentido, o Ministério da Defesa chinês revelou ontem que tinha identificado dois bombardeiros B-52 da Força Aérea dos Estados Unidos sobrevoando sua nova zona de defesa aérea.

Após a conversa entre os dois ministros, o Pentágono reforçou o compromisso de Washington em apoiar o Japão diante de uma agressão militar, corroborando o pacto bilateral de segurança entre os dois países.

A designação dessa nova área provocou queixas imediatas do Japão e de outros países como Coreia do Sul, Estados Unidos e Austrália, que consideram que a decisão da China aumenta a tensão na região.

A histórica tensão relacionada com o pequeno arquipélago de Senkaku/Diaoyu aumentou em setembro do ano passado, quando o governo do Japão comprou de seu proprietário japonês três de suas cinco ilhotas, em uma ação que desencadeou violentas manifestações na China e estremeceu ainda mais as relações bilaterais.

Situado no Mar da China Oriental, a 175 quilômetros de Taiwan e 150 do arquipélago japonês de Okinawa, o conjunto de ilhotas tem uma superfície de sete quilômetros quadrados e acredita-se que poderia contar com importantes recursos marinhos e energéticos.

EFE

Fonte: Terra

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Bombardeiros dos EUA B-52 invadem zona de defesa aérea chinesa

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Dois aviões bombardeiros americanos B-52 entraram na polêmica zona de defesa aérea disposta pela China, sem informar Pequim, segundo dirigentes americanos nesta terça-feira. Os aviões, que não levam qualquer tipo de armamento, decolaram na segunda-feira da ilha de Guam no Pacífico. Seu voo estava previsto há tempos e faz parte de um exercício na zona, segundo a fonte.

Nesta segunda-feira (25), realizamos um exercício que estava planejado há tempos. Envolveu duas aeronaves que partiram de Guam”, afirmou o porta-voz do Pentágono, coronel Steven Warren, aos jornalistas. O plano de voo não foi entregue às autoridades chinesas com antecedência e a missão transcorreu sem incidentes, afirmou Warren.

Os dois aviões permaneceram menos de uma hora na zona aérea de identificação decretada unilateralmente no sábado pelo governo chinês, acrescentou. Um funcionário da defesa americana, que pediu para não ser identificado, confirmou que os aviões usados foram dois bombardeiros B-52.

A China anunciou a zona de defesa aérea em meio a uma disputa com o Japão por ilhas que os dois países reivindicam no Mar da China Oriental.

AFP

Fonte: Terra

China diz que monitorou bombardeiros dos EUA, mas não menciona ‘ameaças’

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A China afirmou nesta quarta-feira que monitorou o voo dos dois aviões bombardeiros americanos B-52 sobre o Mar da China Oriental nessa terça, região que Pequim definiu no último sábado como zona de defesa aérea, de acordo com informações da agência AP.

Os bombardeiros americanos foram detectados e monitorados durante o voo na zona aérea de duas horas e 22 minutos, segundo comunicado do Ministério da Defesa. A nota, no entanto, não mencionou as ameaças de tomada de “medidas de emergência defensivas” que haviam sido incluídas no anúncio da criação da nova zona de defesa aérea.

De acordo com o Ministério da Defesa chinês, todas as aeronaves que cruzarem esta região deverão cumprir certas obrigações, sob pena de uma intervenção militar. Entre outras coisas, os aviões deverão fornecer seu plano de voo detalhado, indicar claramente a sua nacionalidade e manter comunicação de rádio de maneira que possibilite uma “resposta rápida e adequada aos pedidos de identificação” das autoridades chinesas.

Os Estados Unidos, por sua vez, desafiaram a polêmica criação chinesa e realizaram nessa terça um exercício na zona aérea, alegadamente planejado havia tempos, com dois aviões bombardeiros americanos B-52 desarmados.

Americanos e japoneses reagiram imediatamente ao anúncio chinês. O secretário de Estado John Kerry afirmou que o governo dos Estados Unidos está “profundamente preocupado” com a medida de Pequim, que “escalada apenas aumentaria as tensões na região e criaria o risco de um incidente”.

Já o Japão apontou que o ato marca “uma escalada” das tensões bilaterais, o que pode ser “muito perigoso”. A nova zona aérea cobre parte do Mar da China Oriental, entre Coreia do Sul e Taiwan, onde estão as ilhas Senkaku, controladas pelo Japão, e que a China reivindica, com o nome de Diaoyu.

Fonte: Terra