Defesa & Geopolítica

Bombardeiros dos EUA B-52 invadem zona de defesa aérea chinesa

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B-52

Dois aviões bombardeiros americanos B-52 entraram na polêmica zona de defesa aérea disposta pela China, sem informar Pequim, segundo dirigentes americanos nesta terça-feira. Os aviões, que não levam qualquer tipo de armamento, decolaram na segunda-feira da ilha de Guam no Pacífico. Seu voo estava previsto há tempos e faz parte de um exercício na zona, segundo a fonte.

Nesta segunda-feira (25), realizamos um exercício que estava planejado há tempos. Envolveu duas aeronaves que partiram de Guam”, afirmou o porta-voz do Pentágono, coronel Steven Warren, aos jornalistas. O plano de voo não foi entregue às autoridades chinesas com antecedência e a missão transcorreu sem incidentes, afirmou Warren.

Os dois aviões permaneceram menos de uma hora na zona aérea de identificação decretada unilateralmente no sábado pelo governo chinês, acrescentou. Um funcionário da defesa americana, que pediu para não ser identificado, confirmou que os aviões usados foram dois bombardeiros B-52.

A China anunciou a zona de defesa aérea em meio a uma disputa com o Japão por ilhas que os dois países reivindicam no Mar da China Oriental.

AFP

Fonte: Terra

China diz que monitorou bombardeiros dos EUA, mas não menciona ‘ameaças’

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A China afirmou nesta quarta-feira que monitorou o voo dos dois aviões bombardeiros americanos B-52 sobre o Mar da China Oriental nessa terça, região que Pequim definiu no último sábado como zona de defesa aérea, de acordo com informações da agência AP.

Os bombardeiros americanos foram detectados e monitorados durante o voo na zona aérea de duas horas e 22 minutos, segundo comunicado do Ministério da Defesa. A nota, no entanto, não mencionou as ameaças de tomada de “medidas de emergência defensivas” que haviam sido incluídas no anúncio da criação da nova zona de defesa aérea.

De acordo com o Ministério da Defesa chinês, todas as aeronaves que cruzarem esta região deverão cumprir certas obrigações, sob pena de uma intervenção militar. Entre outras coisas, os aviões deverão fornecer seu plano de voo detalhado, indicar claramente a sua nacionalidade e manter comunicação de rádio de maneira que possibilite uma “resposta rápida e adequada aos pedidos de identificação” das autoridades chinesas.

Os Estados Unidos, por sua vez, desafiaram a polêmica criação chinesa e realizaram nessa terça um exercício na zona aérea, alegadamente planejado havia tempos, com dois aviões bombardeiros americanos B-52 desarmados.

Americanos e japoneses reagiram imediatamente ao anúncio chinês. O secretário de Estado John Kerry afirmou que o governo dos Estados Unidos está “profundamente preocupado” com a medida de Pequim, que “escalada apenas aumentaria as tensões na região e criaria o risco de um incidente”.

Já o Japão apontou que o ato marca “uma escalada” das tensões bilaterais, o que pode ser “muito perigoso”. A nova zona aérea cobre parte do Mar da China Oriental, entre Coreia do Sul e Taiwan, onde estão as ilhas Senkaku, controladas pelo Japão, e que a China reivindica, com o nome de Diaoyu.

Fonte: Terra

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