Defesa & Geopolítica

Su 33 ou Mig 29K?

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Su33Tradução e adaptação: E.M.Pinto

Ao ver o porta aviões chinês, CV-16 classe Liaoning em sua extensiva campanha de treinamento no oceano, uma das perguntas mais frequentes que vem a tona é inegavelmente acerca da escolha do vector principal da ala Aérea embarcada.

É de senso comum que a China tenha adquirido a capacidade de produzir os seus próprios caças derivados da família Su-30 , talvez por isso, ela não tenha recorrido a Rússia, na busca de um vector naval embarcado o que sobre cairia inevitavelmente na escolha do caça Mig 29K, atualmente único vector navalizado em produção na Rússia.

CV16

A questão hipotética aqui levantada neste artigo é o que levou a China a optar pela construção de um modelo próprio do Su-33(j-15) e não uma variante do MiG-29K? Ou ainda , de forma mais realista, por que optar por J-15 e não por uma versão navalizada do  J-10? Afinal, tanto a Índia quanto a Rússia escolheram o Mig-29K como seu caça naval.

MiG-29KUB5

Para responder a esta pergunta devemos retornar aos fanais dos anos 80 e início dos anos 90, a China planejava um amplo programa de  modernização da sua força aérea através da compra de uma aeronave de 4 ª geração da então União das repúblicas Socialistas Soviéticas. 

Naquela época, todos os especialistas davam como certa a aquisição do Mig-29 para reequipar a PLAAF, somava-se a isso o fato deque até então a China só havia operado caças de origem soviética , o que lhe tornava um tradicional cliente da então Mikoyan Gurevich, MIG.

Na verdade, o Su-27 nunca havia sido exportado antes disso. Contra todas as probabilidades, a PLAAF escolheu o Su-27 da Sukhoi ao invés do Mig-29, a razão teria sido baseada no seu maior alcance e maior potencial como um caça pesado. Até esse ponto, a China realmente não era capaz de projetar seu próprio avião de caça pesado tal como os modelos da família Flanker. 

Su332

Eis que surge um projeto chinês  cujo desenho culmina no atual caça J-10, vencedor de uma competição interna para o desenvolvimento de um caça de 4ª Geração, um caça monomotor cujas dimensões o colocavam entre o J-7 e J-8. 

Além disso, um acordo de transferência de tecnologias que viria a ser selado em função da produção licenciada do Su 27 daria a China praticamente tudo o que precisava para finalmente nacionalizar os seus flankers. Naquela alturadevido as conjunturas políticas e econômicas,a Rússia estava muito mais disposta a vender e ceder sua tecnologia. Esta tendência mudou drasticamente na última década como pode ser visto no envolvimento da Índia no projeto PAK-FA, a Rússia é agora muito mais “mesquinha” quando se trata de compartilhar sua tecnologia sensível. 

Porém a china pegou o gancho da história e o efeito desta ToT, pode ser visto na quantidade de caças J-11,  J-11B, e mais recentemente nos vectores 4,5G, J-15 e J-16. Ou ainda no projeto do caça de 5ªG J-20, cuja participação da SAC foi crucial.

Tão importante quanto isso, o Su 27 mudou a doutrina de PLAAF de uma “negação de ar” para uma doutrina de “superioridade aérea”. Como podemos ver com J-20 e J-31, a PLAAF tomou a decisão de seguir a doutrina Hi-lo para a próxima geração de aviões de combate.

Fora as vantagens óbvias, como capacidade de alcance / hora patrulha / multi-função, eu li que PLAAF acredita que ele estaria atrás dos seus oponentes ocidentais somente em relação aos 5G do modelo F-35. Segundo consta, houve uma competição entre o J-10 e J-11 para a escolha do caça naval de primeira geração, mas J-11 ₩ teria sido preterido justamente devido as vantagens que o Su-33 (j-15) teria sobre ele e que forma supra mencionadas.

Mig-29K

Gostaria de pensar que o caça naval de segunda geração provavelmente será um caça pesado também. Operando a partir de um Porta aviões como Varyag, apesar de que, devido as suas dimensões o J-15 pode sofrer  limitações nos seus perfis de descolagem. Até agora, temos visto o  J-15 com 2 SR-AAM e 2 LR-AAM, 2 SR-AAM e 2 AShMs, 2 SR-AAM e bombas. Temos ainda visto J-15 apenas carregando o pode de reabastecimento. Nenhum desses perfis é ideal para operações a partir do CV-16.

Sem vento contrário, o Su-33 pode tirar a partir da primeira e segunda posições descolagem com cerca de 28 toneladas. Ele também pode arrancar a partir da localização da terceira posição mas a popa do navio com 32 toneladas. É provável que à medida que mais experiências operacionais forem sendo acrescidas a PLAN, os caças possam decolar cada vez mais armados. Baseado no que vimos a partir de fotos típicas da PLAAF, as limitações stobar provavelmente não afetarão muito o J-15. Raramente vemos os J-11B, com mais de 6 AAM (4 LR + 2 SR) e os J-10 com mais de 4 AAM (2 LR + 2 SR). Essas configurações são bastante viáveis para o lançamento a partir posições de decolagem no CV-16. 

Fonte: China PLA

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