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Colômbia pretende desenvolver (SDC) Sistema Defesa Costeira

Ivan Plavetz

O Sistema de Defesa Costeira (SDC) que esta sendo delineado para a Colômbia tem como objetivo monitorar e defender os principais portos, entre outras instalações, existentes na região costeira daquele país ao largo do Mar do Caribe – (Foto: DefenseUpdate)

A Marinha da Colômbia esta desenvolvendo o futuro Sistema Defesa Costeira (SDC), delineado para cobrir os principais portos e outras instalações existentes no Mar do Caribe.

Os requerimentos já foram entregues para o Ministério da Defesa da Colômbia e a partir deles estão sendo emitidas solicitações de informações e propostas para potenciais fornecedores da Europa e Ásia, entre eles destacando-se o estaleiro espanhol Navantia.

A empresa espanhola tem ofertado seus sistemas de integração de combate LBTS e de direção de tiro DORNA, sendo que este último funcionária conjugado com peças de artilharia de tubo de 35 mm e de 155 mm.

Esses sistemas podem funcionar integrados a mísseis superfície-superficie da família MBDA Exocet (provavelmente MM40 Block 2 ou 3) e LIG Nex 1 C-Star de origem sul-coreana.

Entre as alternativas de armamentos para equipar o SDC planejado pela Marinha da Colômbia , estão sendo considerados os misseis  Exocet (acima) e C-Star (abaixo) da França e Coreia do Sul, respectivamente

O SDC deverá ser operado pela Marinha da Colômbia através do seu corpo de Infantaria de Marinha (Fuzileiros Navais), sendo que neste sentido há interesse na possibilidade de que o sistema seja dotado de grande mobilidade, contando para isso com radares, peças de artilharia e misseis com alcance máximo de 90 km.

Ainda não há informações mais detalhadas sobre o assunto, contudo, o Ministério da Defesa da Colômbia recebeu também proposta de um fabricante italiano não revelado envolvendo um sistema de defesa costeira de alta mobilidade baseado em canhões de médio calibre.

 

Fonte: Tecnologia & Defesa

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Conflitos Geopolítica Opinião

Na Crimeia, China sai ganhando

Geoff Dyer 

O termo embaraçoso não chega a descrevê-lo. Toda vez que cobram do governo chinês uma opinião sobre a intervenção russa na Ucrânia, Pequim cai em formulações tortuosas. No dia 2, após tropas russas começarem a se espalhar pela Crimeia, o chanceler chinês observou: “Há uma boa razão para os eventos na Ucrânia terem evoluído para esse ponto”. No dia 3, Liu Jieyi, representante permanente da China na ONU, disse: “Há razões para a situação na Ucrânia estar como está”. No fim da semana, enquanto o Conselho de Segurança da ONU votava a moção sobre a Ucrânia, o porta-voz da chancelaria chinesa, Qin Gang, declarou: “Há razões para a situação atual na Ucrânia”.

Isso está claro, então. Não é difícil compreender por que a China se sente numa saia-justa sobre a Ucrânia. A Rússia respondeu à queda de seu aliado Viktor Yanukovich e ao novo governo pró-Ocidente exercendo controle militar sobre a Crimeia. Um dos princípios da política externa chinesa é a não interferência nos assuntos internos de outros países, o que lhe garante uma barreira contra a intromissão externa em seus próprios assuntos e uma maneira de pairar acima de questões mais problemáticas sem se envolver em disputas políticas confusas ou novas responsabilidades.

A China também é alérgica a movimentos separatistas. Se a Crimeia puder votar pela independência, por que não o Tibete? China e Rússia podem ter se estranhado no final da Guerra Fria – e só terem resolvido suas próprias e tensas questões de fronteiras em 2008 – mas, há muito, as nações concordam na questão da soberania. Na última década, Rússia e China se uniram com frequência na ONU para impedir que intrusos ocidentais se envolvessem em crises internas de países menores.

Nos anos 2000, quando a China defendia o Sudão contra críticas ocidentais sobre Darfur, a Rússia ofereceu cobertura. Nos últimos três anos, a China apoiou a Rússia para impedir que a ONU pressionasse o regime de Bashar Assad, na Síria. Mesmo assim, hoje, o parceiro habitual da China na defesa da inviolabilidade da soberania é o mesmo país cujas tropas estão controlando a Crimeia.

Uma crise prolongada na Ucrânia poderia ser ruim para a economia global, especialmente se houver uma troca de sanções entre Rússia e Ocidente, justamente quando a economia chinesa está desacelerando. Não admira que as respostas da China tenham sido tão tortuosas. Mas, por trás de equívocos e considerações diplomáticas, há várias maneiras pelas quais a crise ucraniana pode favorecer a China.

Aproximação

Para os EUA, um dos grandes riscos de longo prazo é que a Ucrânia acabe aproximando ainda mais de Rússia e China – uma mudança geopolítica que teria impacto duradouro. Sentindo pressão na Ásia nos últimos dois anos, Pequim vem buscando ansiosamente novos apoios políticos.

A primeira viagem ao exterior que o presidente Xi Jinping fez depois de assumir em 2013 foi a Moscou. E, desde que voltou à presidência, há quase dois anos, Vladimir Putin tem se entendido cordialmente com a China – enquanto exibe sua posição anti-Ocidente. Em outubro, os dois países assinaram um grande número de acordos energéticos. Além dos laços comerciais crescentes, as duas nações acreditam que desgastar a base do poder americano serve seus interesses.

Uma das prioridades geopolíticas de longo prazo de Washington deveria ser criar uma barreira entre Moscou e Pequim para impedir relações mais intensas. No entanto, a campanha de Barack Obama para isolar econômica e diplomaticamente a Rússia quase certamente convidaria Putin a buscar apoio político em Pequim. Dmitri Simes, presidente do Center for the National Interest, com sede em Washington, chegou a prever que a crise da Ucrânia poderia levar China e Rússia a firmar um acordo de segurança.

Num nível mais mundano, a crise da Ucrânia significa também que Obama terá quase certamente menos tempo para dedicar ao seu principal objetivo na Ásia – enfrentar a ascensão da China. Após muito estardalhaço no lançamento da estratégia, em 2011, incluindo o anúncio de Obama de que os EUA “estão no Pacífico para ficar”, muitas críticas surgem na região, acusando o governo americano de estar distraído pelo incêndio que tenta apagar no Oriente Médio.

O secretário de Estado John Kerry viajou cinco vezes à Ásia desde que assumiu, em fevereiro de 2013, mas fez mais do que o dobro de viagens ao Oriente Médio no mesmo período. O cancelamento da viagem de Obama à Ásia, em outubro, motivada pela paralisação do governo americano, foi um gol contra. Durante meses, os chineses disseram aos seus vizinhos que os duvidosos EUA estavam de novo perdendo o interesse pela região.

Interesses

Nas semanas que antecederam a intervenção russa na Crimeia, Washington tentou fortalecer seu jogo na Ásia antes de um giro de Obama, em abril, por Japão, Coreia do Sul, Malásia e Filipinas. Em fevereiro, Danny Russel, subsecretário de Estado para o Leste da Ásia, disse que a China “havia criado incerteza, insegurança e instabilidade na região” com seu comportamento no Mar do Sul da China.

Se a Rússia anexar a Crimeia e não pagar um alto preço, alguns na China interpretarão isso como um sinal verde para endurecer as pretensões territoriais chinesas. Se Putin pode desafiar o Ocidente, o que impediria a China? Não há nada de inevitável sobre uma aliança sino-russa mais estreita. À medida que a influência chinesa crescer, a Rússia verá Pequim como parceiro, mas também como rival.

A incursão de Putin na Crimeia é movida por seu desejo de proteger a influência russa no oeste, ameaçada pela Europa. No entanto, o presidente russo também pretende manter a influência na Ásia Central, onde a China é uma antiga desafiante. Nos últimos cinco anos, a presença chinesa nessa região aumentou dramaticamente como produto de acordos energéticos enormes e apoio financeiro.

Em visita ao Casaquistão – que também integra a União Eurasiana de Putin -, em setembro, Xi inaugurou um gasoduto de fornecimento para a China, formalizou um investimento chinês de US$ 5 bilhões no projeto e assinou acordos comerciais no valor de US$ 30 bilhões. O flanco sudeste da Rússia é tão vulnerável como o oeste.

A Rússia também se preocupa com a migração chinesa para a Sibéria oriental e as intenções chinesas no norte do Pacífico e no Ártico. Mesmo enquanto Moscou e Pequim estreitavam relações nos dois últimos anos, a Rússia vinha melhorando também seus laços com o Japão – e os dois países vêm mantendo negociações sigilosas sobre ilhas no Oceano Pacífico que Tóquio e Pequim disputam.

As dinâmicas de poder de China e Rússia também são muito diferentes. As ambições da China são de uma grande potência em ascensão. A tomada da Crimeia mostra um líder tentando manter na Ucrânia uma influência que está rapidamente se esvaindo. A última coisa que Putin desejaria é ser o segundo violino de Xi.

No geral, porém, a situação parece promissora para Pequim. Mesmo que o impasse na Ucrânia seja resolvido com relativa rapidez e as relações americanas com a Rússia não se deteriorem por completo, Obama agora gastará muito mais tempo concentrado na Europa, tentando melhorar a relação com a Alemanha e tranquilizando aliados na Europa Oriental que se sentiram negligenciados.

Washington afirmará que vai administrar todas essas questões, mas a atenção de alto nível com a Ásia diminuirá. A política americana para a China sofrerá em razão da Ucrânia – e isso, entre outras coisas, é um ponto positivo para a China, mesmo que não pareça pela maneira como o país se expressa sobre a crise.

Jornalista: Geoff Dyer

Tradução: CELSO PACIORNIK

Fonte: Estadão

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Brasil Espaço Opinião Tecnologia

Saída de Raupp Deixa a Área Espacial Perdida no Espaço

Presidente Dilma Rousseff cumprimenta o novo Ministro de Estado da Ciência, Tecnologia e Inovação, Clelio Campolina Diniz, sendo observados por Marco Antonio Raupp, durante cerimônia de posse de novos Ministros no Palácio do Planalto. Foto – Planalto 17/03/2014

Júlio Ottoboni
Exclusivo para DefesaNet

A saída do ministro de ciência, tecnologia e inovação, Marco Antonio Raupp, um dos quadros históricos do PMDB – apesar da divulgação que seu ingresso na pasta teria se dado por escolha da presidente Dilma Rousseff – colocou os institutos e empresas ligados ao segmento espacial em compasso de espera. Entretanto a surpresa com o desligamento foi menor que a esperada. Raupp estava sob pressão para apresentar resultados mesmo numa área totalmente desmantelada pela ingerência de políticos e cortes orçamentários.

Os especialistas escutados pelo DefesaNet apontam algumas questões como fundamentais para a mudança no ministério. Raupp teria dado um caráter técnico à pasta, inclusive acabando com a dinastia de políticas leigos a frente da Agência Espacial Brasileira (AEB), empossando José Raymundo Coelho e uma equipe de assessores oriunda de institutos científicos. Isso teria irritado em demasia setores do próprio PT e também do PSB, que costumeiramente frequentava a presidência da entidade.

Ele também foi responsabilizado pelo fracasso no lançamento do CBERS 3, perdido pelo lançador Longa Marcha 4, um foguete chinês com alto grau de eficiência. O atraso de quase uma década no lançamento do satélite de sensoriamento remoto se deu por diversos motivos, entre eles a retirada de sua peça orçamentária ainda no governo Lula para a missão do astronauta Marcos Pontes na Estação Espacial Internacional. Outro problema foi a perda de componentes de sistemas do CBERSs devido ao longo tempo de espera.

A intenção do governo era acabar com o apagão de imagens sobre a Amazônia, que tem dificultado um melhor monitoramento do desmatamento, além de ter algo positivo no setor espacial para comemorar e divulgar junto ao marketing do governo federal. O CBERS 4 está para ser lançado em dezembro deste ano, exatamente quando completar um ano da perda do modelo 3.

A aproximação de novos parceiros no setor espacial, como a Rússia e a Ucrânia minguaram de vez, principalmente agora com o conflito entre as duas nações. O Brasil que era visto como um parceiro de grande interesse comercial passou a figurar apenas como uma promessa no setor. Peças orçamentárias falhas, prioridades definidas por estratégias para visibilidade ao governo federal e embates com servidores federais, além de problemas sem solução.

O Programa Nacional de Atividades Espaciais (PNAE) passou a ser duramente questionado nos bastidores do congresso nacional. Com a expulsão do Brasil do programa da Estação Espacial Internacional, o distanciamento da Nasa e da Agência Espacial Europeia (ESA), a perspectiva do governo Dilma era retomar os projetos espaciais com uma grande dose de ufanismo e independência. Para isso foi escolhido o então diretor do Parque Tecnológico Riugi Kojima, de São José dos Campos, e ex-diretor geral do INPE e da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC).

O comendador Marco Antonio Raupp era dado como a solução definitiva desses problemas e não mais um tecnocrata sem jogo de cintura para atender as crescentes demandas de aliados políticos e a rede de intrigas e interesses que circunda os ministérios. A cada falha, os pilares de sustentação do ministro ficavam mais frágeis. Até mesmo o anúncio do lançamento de um satélite da Bolívia acabou abalando ainda mais seu prestígio dentro do governo federal. O uso do jato da FAB para vir de Brasília para São José dos Campos, no carnaval, foi à desculpa que faltava para antecipar a dispensa iminente.

Gaúcho de Cachoeira do Sul, de temperamento forte, personalista e muito centralizador, Raupp também esteve à frente da AEB. Conhecia bem os bastidores do meio acadêmico e científico, porém imaginava ter vida mais fácil em Brasília, mesmo sabendo dos enormes problemas que o aguardava.

Entre eles, a empresa Cyclone, uma parceria com a Ucrânia para construir, lançar foguetes a partir da base de Alcântara (MA). Essa empresa binacional tem sido um sumidouro de recursos sem resultados práticos. Um triste passivo criado para abrigar o político e ex-ministro da pasta, Roberto Amaral, atualmente desligado a companhia e compensado de maneira generosíssima pelo governo.

A transferência de tecnologia pela Cyclone para o programa do VLS nacional ainda é uma incógnita e sua existência passou a gerar cobranças no meio político, pois a situação beira ao escândalo. Raupp teria ficado muito passivo diante da morosidade do processo, sem o nível de cobrança e de acompanhamento exigido pelas lideranças do governo.

Raupp retornará a residir em São José dos Campos e provavelmente assumirá a direção do Parque Tecnológico da cidade, que ele ajudou a elaborar e construir. Atualmente a vaga é do criticadíssimo pelo meio empresarial e ex-vice presidente de relações institucionais da EMBRAER, Horário Forjaz. O salário na faixa dos R$ 30 mil, maior que do próprio ministério e até da Presidência da República, além de uma série de benefícios diretos e indiretos, além de estar livre das pressões políticas, é o melhor abrigo para Raupp e que ele espera logo ocupar.

 

Fonte: DefesaNet

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Conflitos Destaques Geopolítica História

Putin assina decreto que reconhece independência da Crimeia

Foto: AP

O presidente russo Vladimir Putin assinou nesta segunda-feira um decreto que reconhece a independência da península separatista ucraniana da Crimeia, anunciou a presidência.

A Rússia, “levando em conta a vontade dos povos da Crimeia expressa durante o referendo do dia 16 de março de 2014”, decidiu “reconhecer a República da Crimeia como Estado soberano e independente, onde a cidade de Sebastopol tem um status especial”, segundo o texto do decretou publicado pelo Kremlin.

O decreto, que entra em vigor imediatamente, diz que o reconhecimento russo da Crimeia como um Estado independente é baseado no “desejo do povo da Crimeia”.

Putin falará sobre o assunto em uma sessão conjunta do Parlamento russo na terça-feira, 18.

A Crimeia, ocupada há mais de duas semanas por tropas russas, votou em massa no domingo a favor da anexação da região pela Rússia em um referendo considerado ilegal por Kiev e pela comunidade internacional.

O decreto publicado na página do Kremlin na Internet pareceu ser o primeiro passo para a integração da Crimeia à Federação Russa.

Com informações da Reuters e da AFP.

 

Fonte: Terra

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Conflitos Geopolítica

Soldados invadem reduto de manifestantes na Venezuela

Tropa expulsa ativistas de sua ‘fortaleza’, a Plaza Altamira, em Caracas. Recentemente, Maduro disse que ‘retomaria’ o local

Tropas venezuelanas invadiram uma praça de Caracas no domingo (16) para expulsar manifestantes que transformaram o local em uma fortaleza durante seis semanas de manifestações contra o presidente Nicolás Maduro.

Protestos: Estudantes nas ruas apoiam a direita na Venezuela

AP

Guardas prendem manifestante durante conflitos entre ativistas e motociclistas em Los Ruices, Venezuela (março/2014)

 

Cenário: Protestos aprofundam crise econômica na Venezuela

Reuters

Soldados da Guarda Nacional usaram gás lacrimogêneo e canhões de água contra centenas de manifestantes que atiraram pedras e algumas bombas de gasolina antes de abandonarem a Plaza Altamira, em Caracas, palco de confrontos diários.

Alguns soldados em motocicletas cercaram os manifestantes na praça, segundo testemunhas. As tropas, em seguida, começaram a demolir as barricadas dos manifestantes, cumprindo a promessa de Maduro de retomar o controle do local.

“Nós vamos continuar liberando espaços tomados pelos manifestantes”, disse Maduro, sucessor do falecido líder Hugo Chávez, em um comício pró-governo em Caracas no domingo.

Militantes da oposição e estudantes vêm pedindo aos venezuelanos para que saiam às ruas para protestar contra questões que vão desde a criminalidade e a escassez de produtos básicos à presença de assessores cubanos no Exército e em outras instituições estatais da Venezuela.

Confira as manifestações no país na galeria de fotos

Manifestantes seguram cartazes com imagens de venezuelanos que foram mortos nas duas últimas semanas durante marcha em Caracas (28/2). Foto: AP
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Resolução: Europa pede desarme de grupos pró-Venezuela

No domingo, milhares marcharam em direção à base aérea militar Carlota, na última demonstração diária contra o governo socialista. Os protestos começaram no início de fevereiro.

“Eu passei cinco ou seis horas em uma fila apenas para comprar dois pacotes de farinha, ou duas garrafas de óleo de cozinha”, disse o aposentado Pedro Pérez, de 64 anos, num comício da oposição. “Além disso, estou protestando contra a insegurança e as mentiras deste governo para os venezuelanos, trazendo soldados cubanos aqui… Este é um país sem governo, não podemos continuar assim.”

Em mais um dia de manifestações em todo o país, milhares de partidários do governo também marcharam pacificamente em Caracas para elogiar as políticas de alimentação do governo.

“Vamos fortalecer a fraternidade entre os povos da Venezuela e de Cuba”, disse Maduro em resposta às palavras de ordem anti-Cuba da marcha da oposição.

A Venezuela fornece mais de 100 mil barris por dia de petróleo para Cuba, e é paga em parte pela presença de mais de 30 mil médicos, treinadores esportivos e outros profissionais da ilha caribenha comunista.

Fonte: Último Segundo

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Conflitos Defesa Geopolítica

Lançamento de Topol põe comunidade global em alerta

Topol-RS-12M-ICBM

Na semana passada, a Força Estratégica de Mísseis da Rússia lançou o míssil balístico intercontinental RS-12 M Topol, na região de Ástrakhan. Correspondentes da Gazeta Russa investigaram o objetivo do lançamento e sua relação com a crise na Ucrânia.

Na tarde do dia 4 de março, o Ministério da Defesa da Rússia anunciou que o míssil balístico intercontinental RS-12M Topol, lançado do polígono de Kapustin Yar,  na região de Ástrakhan, atingiu com êxito o objetivo condicional no polígono de Sary-Shagan, no Cazaquistão.

“O lançamento foi realizado com o objetivo de testar o equipamento avançado de combate dos mísseis balísticos intercontinentais”, explicou o diretor do departamento, o coronel Igor Iegorov. Por isso, o míssil não continha ogivas nucleares.

Raio-X: Topol

O complexo RS-12M Topol tem míssil balístico intercontinental de três etapas, de combustível sólido, equipado com ajuda de penetração. O Topol se destaca por sua alta sobrevivência, devido à capacidade de manobra, rápida preparação a lançamento e sigilo. O alcance máximo do míssil é 10.500 km e seu peso inicial é de 45 toneladas.

Os militares testaram, sobretudo, o comportamento do míssil no ar e a precisão com a qual o novo simulador realiza a aterrissagem. Sua aparência representa uma cópia exata da ogiva. A forma, peso e o equipamento interior são idênticos à munição original.

De acordo com o Ministério da Defesa, o lançamento foi determinado pelas Forças Estratégicas de Mísseis e pela Marinha. Tropas estratégicas estão atualmente sendo equipadas com o sistema Yars, que, nos próximos anos, estará disponível em cinco divisões. O desenvolvimento do novo sistema foi baseada no Topol, mas o resultado é mais poderoso do que se esperava.

Quanto à Marinha, esses testes são importantes para comandantes navais para poderem avaliar as possibilidades do novo complexo estratégico de submarinos Bulava-30. O equipamento avançado militar para esse míssil também pode ser testado pelo Topol.

Nesses lançamentos, o próprio míssil também é testado. Quando o período de utilização do míssil se esgota, ele não é mais usado, ou é encaminhado dos depósitos para os polígonos do tipo de Kapustin Yar ou Plesetsk. Assim, o míssil antigo ajuda não gastar dinheiro em sua reciclagem e contribui em testes de uma nova ogiva.

Nada a ver com Ucrânia

A Força Estratégica de Mísseis realiza seus lançamentos em geral de dois locais, de Plesetsk para polígono Kura, na península de Kamchatka, ou de Kapustin Yar para o polígono Sary Shagan. A escolha depende da tarefa definida pelos construtores e coronéis.

Se o objetivo é testar a eficiência de toda a munição, eles escolham a trajetória longa até o polígono do Extremo Oriente. Quando a meta é testar uma nova ogiva, o polígono em Astrakhan acaba sendo a melhor opção.

Segundo o Tratado sobre Armas Ofensivas Estratégicas, a instalação de novos equipamentos de combate em mísseis antigos como Topol é proibida. Mas a proibição de utilizar o míssil como simulador em teste de ogivas para outros mísseis não existe – portanto, nesse aspecto a Rússia não violou as obrigações internacionais.

Muitas foram as especulações de que a Rússia teria resolvido mostrar seu potencial nuclear por causa da crise ucraniana. No entanto, especialistas dizem que o lançamento de teste não tem que ser considerado como gesto ameaçador de Moscou, tanto que os militares russos cumpriram o tratado e com antecedência avisaram os Estados Unidos sobre o lançamento do Topol.

“Foi um típico lançamento de teste de míssil balístico intercontinental,  e fomos avisados com antecedência sobre a realização desse teste. A Rússia e os Estados Unidos realizam de vez em quando testes de voo de seus mísseis balísticos intercontinentais e mísseis balísticos em submarinos”, confirmou Caitlin Hayden, representante oficial do Conselho de Segurança Nacional dos EUA na Casa Branca.

Fonte: Gazeta Russa

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Conflitos Geopolítica

EUA e UE anunciam sanções contra autoridades russas e ucranianas

Homem agita bandeiras da Rússia na praça Lenin, em Simferopol, Crimeia (AFP/Getty)Autoridades locais afirmam qu 97% dos eleitores aprovaram separação da Ucrânia

A União Europeia e os Estados Unidos anunciaram nesta segunda-feira uma série de sanções contra autoridades da Rússia e da Ucrânia, em resposta aos desdobramentos na Crimeia.

Em uma reunão em Bruxelas, os ministros das relações exteriores dos países europeus anunciaram que 21 autoridades russas e ucranianas serão alvo das sanções, que incluem o congelamento de bens e restrições a viagens no bloco.

Nos Estados Unidos, as autoridades anunciaram o congelamento dos bens de sete russos, incluindo conselheiros do presidente Vladimir Putin, e quatro ucranianos – entre eles o presidente afastado da Ucrânia, Viktor Yanukovich.

As sanções foram anunciadas um dia depois do polêmico referendo na Crimeia no qual, segundo as autoridades, 97% dos eleitores votaram pela separação da Ucrânia e pela integração do território à Federação Russa.

Diplomacia

O presidente dos Estados Unidos disse que a decisão de seu país irá “elevar os custos” para a Rússia por seu envolvimento na crise na Ucrânia e advertiu que outras pessoas poderão sofrer represálias.

“Se a Rússia continuar interferindo na Ucrânia, nós estamos prontos para adotar mais sanções”, disse o presidente, que salientou que ainda acredita que uma solução diplomática para a crise pode ser encontrada.

Diferentemente dos EUA, a União Europeia ainda não divulgou os nomes das autoridades que serão alvo das sanções, mas todos teriam tido um papel crucial no referendo de domingo, considerado ilegal pelo governo da Ucrânia, pela própria União Europeia e pelos Estados Unidos.

A Rússia, por outro lado, afirma que a votação atendeu às leis internacionais. Ainda segundo as autoridades locais, 83% dos eleitores participaram do pleito.

Reunião em Bruxelas

Após o encontro em Bruxelas, o ministro do Exterior da Lituânia, Linas Linkevic, postou em sua conta no Twitter que mais medidas deverão ser tomadas nos próximos dias.

A União Europeia já havia suspendido negociações com a Rússia sobre um pacto econômico e sobre a redução de restrições à concessão de vistos.

Forças partidárias da Rússia tomaram o controle da Crimeia em fevereiro logo após a queda do presidente ucraniano pró-Moscou Viktor Yanukovych. O governo russo afirma que os soldados não estão sob o controle do país e são apenas forças de autodefesa.

Nesta segunda-feira o Parlamento da Crimeia declarou formalmente que a região se separou da Ucrânia e pediu ao Kremlin para ser anexada à Rússia.

O governo da Ucrânia afirmou que não vai reconhecer os resultados do referendo. E o Parlamento ucraniano aprovou nesta segunda-feira a mobilização de 40 mil reservistas e afirmou que está monitorando a situação na fronteira leste, com a Rússia.

Fonte: BBC Brasil

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“Normandie” encerra terceira série de provas de mar de mar

No dia 8 de março, a fragata ”Normandie”, segunda unidade da classe “FREMM” para a Marinha francesa, retornou ao porto de Lorient, tendo concluído a terceira série de provas de mar.

Anteriormente — em novembro de 2012 e janeiro de 2014 — o navio já havia executado duas outras séries de provas de mar, e em mais algumas semanas zarpará pára mais uma etapa de provas.

A primeira “FREMM”, a “Aquitaine”, foi entregue à Marinha francesa em novembro de 2012; a segunda (“Mohammed VI”) foi entregue à Real Marinha de Marrocos em 30 de janeiro de 2014; a terceira é a “Normandie” (Foto: DCNS), cuja entrega à Marinha  francesa está prevista para 2014; o quarto navio da classe, “Provence”, foi lançado em setembro de 2013; a quinta e a sexta “FREMM” estão agora em processo de montagem, e no final de 2013 foi cortada a primeira chapa destinada à sétima unidade.

Fonte: Segurança&Defesa

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Taiwan lança à água o “assassino dos porta-aviões”

Taiwan lança à água o “assassino dos porta-aviões”2Leia também o artigo especial do Plano Brasil e saiba mais sobre a corveta Tuo Jiang

Conheça a resposta Taiwanesa, A embarcação rápida lança mísseis supersônicos.

Lung Teh Shipbuilding1A empresa naval de Taiwan Lung Teh Shipbuilding lançou em 14 de março para água a corveta Tuo Jiang, a que o ministério da defesa da Taiwan chamou “assassino de porta-aviões”.

O calado da nova corveta é 500 toneladas; o comprimento é igual a 60 metros e a largura, a 14. No processo de construção do navio foram utilizadas tecnologias que tornam pouco perceptível. A corveta é capaz de desenvolver a velocidade de até 38 nós e o raio da sua ação chega a cerca de duas mil milhas.

 

A corveta está munida de mísseis antinavio Hsiung Feng III, capazes de desenvolver a velocidade de até dois números de Mach, isto é, 2300 quilômetros horários, e atingir alvos à distância de até 150 quilômetros.
Fonte Voz da Rússia

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Conflitos Geopolítica

Crimeia declara ‘independência’ e pede anexação à Rússia

Soldados pró-Rússia montam guarda do lado de fora de uma base militar na cidade ucraniana de Perevalne, em imagem do dia 17 de março de 2014 (AP)Políticos europeus teriam divergências sobre as sanções a serem adotadas contra autoridades russas

O Parlamento da Crimeia declarou formalmente que a região se separou da Ucrânia e pediu ao Kremlin para ser anexada à Rússia.

A ação veio após o polêmico referendo de domingo, em que, segundo autoridades locais, quase 97% dos eleitores votaram pela separação da Ucrânia.

Ainda segundo as autoridades locais, 83% dos eleitores participaram do pleito.

O governo da Ucrânia descreveu a votação como um “circo” e disse que não reconhece o resultado.

A União Europeia (UE) e os Estados Unidos disseram que a votação foi ilegal e que devem adotar sanções contra a Rússia.

A Rússia afirma que a votação atendeu às leis internacionais.

Enquanto as urnas estavam sendo fechadas no domingo à noite, a Casa Branca disse que a comunidade internacional ”não reconhecerá os resultados de uma votação realizada sob ameaças de violência” e descreveu as ações da Rússia, acusada de incitar o separatismo na região desde a derrubada do presidente ucraniano pró-Rússia Viktor Yanukovych, como “perigosas e desestabilizantes”.

Vistos e bloqueios de bens

O primeiro-ministro da Crimeia, Sergei Aksyonov, deve viajar para Moscou nesta segunda-feira para pedir formalmente que a região passe a fazer parte da Rússia.

Para esta segunda-feira também estava previsto um encontro entre ministros de Relações Exteriores de países da UE para decidir uma possível ação retaliatória contra a Rússia.

O bloco formado por 28 países está estudando a possibilidade de vetar vistos e bloquear bens de diversas autoridades russas.

A União Europeia já havia suspendido negociações com a Rússia sobre um pacto econômico e sobre a redução de restrições à concessão de vistos.

O ministro das Relações Exteriores da Grã-Bretanha, William Hague, disse em entrevista à BBC que está confiante de que a União Europeia irá impor restrições contra políticos russos e da Crimeia.

Michael Fuchs, vice-líder parlamentar do CDU, partido que controla o governo de coalizão da Alemanha, defendeu que os alemães deveriam reduzir suas compras de gás da Rússia.

Divergências

Segundo o editor para Europa da BBC, Gavin Hewitt, ainda não está claro se o alvo das restrições a serem impostas pela União Europeia seriam políticos envolvidos com a tomada da Crimeia ou membros do círculo interno do presidente Vladimir Putin.

De acordo com Hewitt, há divisões entre os 28 países. Uns argumentam que se o bloco europeu não agir com firmeza contra as autoridades russas, isso poderá ser visto como um sinal de fraqueza. Outros dizem que Bruxelas não poderá impor sanções contra pessoas com quem ela terá de negociar mais cedo ou mais tarde.

Cerca de 58% dos habitantes da Crimeia são de etnia russa. Os demais moradores da região são ucranianos e tártaros.

Muitos dos tártaros com quem a reportagem da BBC conversou na região boicotaram a votação e afirmam que a vida sob o Kremlin seria pior.

Os tártaros foram deportados em 1944 para a Ásia Central por Josef Stálin, o então líder da União Soviética, e só conseguiram regressar à Ucrânia após o fim do império soviético. Muitos deles querem que a Crimeia permaneça ligada à Ucrânia.

Fonte: BBC Brasil