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Conflitos Geopolítica

Exército sírio invade cidade rebelde de Yabrud

siriaO Exército sírio entrou nesta sexta-feira na cidade de Yabrud, um dos principais bastiões rebeldes na província de Damasco, disse uma fonte militar à AFP.

“O Exército sírio atravessou nesta sexta a entrada leste de Yabrud e avança na principal rua da cidade. Os rebeldes fugiram para Rankus”, ao sul, acrescentou a mesma fonte. “Se essa fuga continuar, a tomada da cidade é uma questão de dias”, frisou.

Se a cidade for tomada pelos militares, haverá rebeldes apenas em Rankus e Fleita (oeste), na região de Qalamun.

Mais cedo nesta sexta, o Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH) disse que o Exército e o movimento xiita libanês Hezbollah estavam na entrada de Yabrud.

A televisão estatal informou que o Exército havia avançado “nos arredores de Yabrud e controla a entrada leste, assim como a periferia nordeste da cidade”. A emissora mencionou “um colapso nas fileiras dos grupos terroristas”, em referência aos rebeldes.

A Frente Al-Nusra, braço da rede Al-Qaeda na Síria, que trava os combates em Yabrud, admitiu que “uma das posições em Aqaba caiu (…) forçando os irmãos combatentes a recuarem”. O grupo jihadista garantiu, porém, que “chegaram reforços” e negou qualquer retirada de Yabrud.

A batalha de Yabrud é crucial para o Hezbollah.

O partido xiita libanês, que reconheceu oficialmente na primavera de 2013 seu compromisso militar com o regime sírio, quer bloquear qualquer infiltração rebelde na direção do Líbano, sobretudo, na cidade sunita de Aarsal, no leste do país.

Fonte: terra

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Conflitos Geopolítica

EUA e Rússia fracassam em chegar a acordo sobre Crimeia após reunião de 6 horas

Secretário de Estado se reúne com chanceler russo e reitera que EUA não reconhecerão referendo de domingo da Crimeia

Apesar de seis horas de conversas, os EUA e a Rússia não chegaram a “nenhuma visão comum” nesta sexta-feira sobre a crise na Ucrânia, onde os residentes na estratégica Península da Crimeia votam em um referendo de separação no domingo.

Para o dia 16: Crimeia, na Ucrânia, convoca referendo para aderir à Rússia

Reuters

Secretário de Estado dos EUA, John Kerry, dá coletiva em Londres

Entenda: Quais são as motivações da Rússia na crise da Ucrânia?

O ministro de Relações Exteriores da Rússia, Serguei Lavrov, fez o comentário depois de se reunir com o secretário de Estado dos EUA, John Kerry, em Londres.

Durante as negociações, Lavrov deixou claro que o presidente russo, Vladimir Putin, não tomaria nenhuma decisão sobre o que fazer com a Crimeia – que agora está sob o controle das forças apoiadas pela Rússia – até depois da votação do domingo. Kerry, entretanto, disse que Washington e a comunidade internacional não reconhecerão o resultado do referendo.

Obama: Referendo sobre separação da Crimeia da Ucrânia viola lei internacional

Dia 11: Crimeia, na Ucrânia, se declarará independente se referendo for aprovado

Amplamente se espera que a votação de domingo na Crimeia – a estratégica península ucraniana no Mar Negro com uma população de 2 milhões de habitantes –  apoie a secessão e, potencialmente, a anexação pela Rússia pelo fato de a região já ter uma população majoritariamente russa. O novo governo em Kiev acredita que a votação é ilegal, mas Moscou diz que não reconhece o novo governo já que ele destituiu o presidente pró-Rússia Viktor Yanukovych.

Os EUA e a União Europeia (UE) dizem que o referendo da Crimeia viola a Constituição da Ucrânia e a lei internacional. Se a Crimeia votar para se separar, os EUA e a UE planejam aplicar sanções já na segunda-feira contra autoridades e negócios russos acusados de escalar a crise e prejudicar o novo governo ucraniano.

Sanção: EUA determinam sanções a envolvidos em ameaças à soberania da Ucrânia

Dia 6: União Europeia suspende negociações econômicas e de vistos com a Rússia

Kerry disse que, se o Parlamento russo ratificar o resultado do referendo da Crimeia, significaria sua disposição a uma “anexação indireta” da região. “Essa é uma decisão de amplas consequências com respeito à comunidade global”, disse durante uma coletiva após o encontro com Lavrov. “Seria contrário à lei internacional e, francamente, um tapa na cara a qualquer esforço legítimo de tentar se aproximar da Rússia e de outros para dizer que há uma forma diferente de proteger os interesses dos habitantes da Crimeia, de proteger os interesses da Rússia e de respeitar a integridade da Ucrânia e sua soberania.”

Reuters

Chanceler russo, Serguei Lavrov, dá coletiva na residência do embaixador russo em Londres

Lavrov reafirmou que a Rússia “respeitará os resultados do referendo” na Crimeia e afirmou que as sanções prejudicariam as relações. “Nossos parceiros também percebem que as sanções são contraprodutivas”, disse.

Leia: Saiba quais são as opções do Ocidente para lidar com a crise da Ucrânia

Putin: Houve golpe na Ucrânia e Rússia tem direito de usar a força se necessário

Os líderes da Europa e dos EUA repetidamente pediram a Moscou que retire sua tropas da Crimeia e pare de encorajar milícias locais que projetam a votação como uma escolha entre restabelecer os vínculos geracionais com a Rússia ou retornar aos ecos do fascismo da Ucrânia durante a era da Segunda Guerra Mundial, quando alguns residentes cooperaram com os ocupantes nazistas.

O embate entre a Rússia e o Ocidente tem sido retratado como uma disputa pelo futuro da Ucrânia, um país com um tamanho e uma população similares à França. Grande parte da Ucrânia ocidental favorece laços com os 28 países da UE, enquanto muitos na Ucrânia oriental têm vínculos econômicos e de tradição com a Rússia. Putin trabalhou durante meses para pressionar a Ucrânia a voltar para usa órbita política e econômica.

A Rússia enviou milhares de soldados para sua longa fronteira com a Ucrânia, medida que oficiais dos EUA classificaram de tática de intimidação disfarçada de exercícios militares. Asmanobras russas anunciadas na quinta-feira incluíram amplos exercícios de artilharia com 8,5 mil soldados somente na região de fronteira de Rostov.

Kerry em Kiev: Rússia tenta criar pretexto para invadir ainda mais a Ucrânia

Lavrov: Rússia ‘se reserva o direito de intervir por seus cidadãos’ na Ucrânia

Kerry disse que Moscou deve enviar um sinal mais forte de que os soldados ao longo da fronteira ucraniana não estão lá para se preparar para uma incursão militar. Embora tenha reiterado que a Rússia se reserva o direito de intervir no leste da Ucrânia em defesa da população de etnia russa que alega estar sob ameaça, Lavrov negou quaisquer planos de enviar tropas para a região.

*Com AP

Fonte: Último Segundo

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Defesa Sistemas Navais

Brasil terá submarino nuclear até 2023

frota submarina

Foto: RIA Novosti

O primeiro submarino nuclear brasileiro estará pronto em 2023. O Brasil já desenvolveu todo o ciclo tecnológico para o fabrico de reatores nucleares para submarinos.

A ajuda no desenvolvimento do sistema de comando e controle dos equipamentos do navio está a ser prestada pela França. A escolha da França como parceiro foi condicionado ao acordo para a transferência de tecnologias por parte desse país.

Atualmente o patrulhamento da zona costeira é realizado pela Marinha do Brasil com recurso a submarinos diesel-elétricos, fabricados segundo projetos alemães. Podíamos pensar que o país não está ameaçado por submarinos nucleares de outros países e que a proteção das reservas petrolíferas submarinas pode ser realizada com recurso a submarinos convencionais.

Contudo os interesses geopolíticos do Brasil estão aumentando, o país se considera um dos países líderes do Atlântico Sul, refere o vice-presidente da Academia de Problemas Geopolíticos Konstantin Sivkov:

“O Brasil faz parte do BRICS e os dirigentes brasileiros percebem que logo que o país comece a aumentar sua influência e a proteger seus interesses e seus negócios em regiões afastadas, ele irá precisar de ter mais meios navais. Para atuar em toda a área do Atlântico Sul o Brasil irá precisar de submarinos nucleares. Segundo alguns cálculos, o total de submarinos nucleares que o Brasil irá necessitar poderá ser de 4-5 unidades”.

Além disso, o Brasil prevê aumentar as suas forças aeronavais. Neste momento a Marinha do Brasil possui o porta-aviões São Paulo, o antigo navio francês Foch, que pode cumprir apenas um estreito leque de missões. Ele não corresponde às exigências modernas e tem um parque de aeronaves limitado a 20 aviões Skyhawk. Estes são velhos aviões de assalto norte-americanos dos tempos da guerra do Vietnã.

O Brasil irá provavelmente construir mais dois porta-aviões, o que permitirá proteger eficazmente os seus interesses nas áreas mais afastadas do Atlântico Sul. Isso será muito importante para o Brasil, especialmente se considerarmos que os EUA já restauraram a sua Quarta Frota, cuja área de atuação inclui também a América do Sul.

Muitos peritos consideram que hoje os EUA já perderam completamente o controle sobre a América do Sul. Alguns países com orientação pro-estadunidense não têm um papel decisivo, refere Konstantin Sivkov:

“O Brasil, a Argentina e a Venezuela conduzem uma política externa e interna independente dos EUA. Por isso, agora os norte-americanos tentam recuperar o seu controle. Para isso, eles fomentam na Venezuela o caos econômico e as desordens. Os EUA não excluem a possibilidade de uma pressão militar, recuperando sua Quarta Frota”.

O Brasil e a França assinaram ainda em 2008 um acordo de cooperação para a construção de submarinos. Em 2009 a companhia brasileira Odebrecht, especializada em projetos na área da defesa e segurança, e a francesa DCNS assinaram um contrato para a construção de 4 submarinos de propulsão diesel-elétrica da classe Scorpene, assim como para projetos conjuntos dos elementos não-nucleares para o submarino nuclear em desenvolvimento. A participação da DCNS nesse projeto está limitada ao apoio na montagem do casco do submarino e dos equipamentos das secções não-nucleares do navio.

O submarino brasileiro será equipado, de acordo com informações não-classificadas, com sistemas franceses de direção de combate e sonares Thales. Contudo, os especialistas pensam que a França dificilmente irá ceder tecnologias de ponta. Eles irão ceder apenas tecnologias da geração anterior.

Fonte: Voz da  Rússia