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Ministério da Defesa da Ucrânia: militares russos desarmam soldados ucranianos na Crimeia

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Foto: RIA Novosti

Esta segunda-feira à noite, os militares russos desarmaram os soldados ucranianos da unidade técnica de mísseis na aldeia de Chernomorskoe no oeste da Crimeia, divulgou o departamento local do Ministério da Defesa da Ucrânia.

De acordo com a fonte, cerca de 200 soldados russos em 14 caminhões chegaram à unidade de mísseis de Chernomorskoe. Ameaçando com o uso de armas, eles entraram no seu território, desarmaram todo o pessoal, obrigando-o a entregar suas armas para o armazém, fechá-lo e selá-lo.

Relata-se que, em seguida, os militares russos supostamente exigiram que os ucranianos abandonassem o território da unidade, deixando apenas dois oficiais ucranianos para guardar as armas.

Fonte: Voz da Rússia

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Conflitos Geopolítica

Bulgária, Romênia e Estados Unidos realizarão exercícios no mar Negro

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Foto: AFP

Os exercícios conjuntos com a participação dos navios das forças navais da Bulgária, Romênia e Estados Unidos serão realizados em 11 de março, no mar Negro, informou hoje o centro de imprensa do Ministério da Defesa da Bulgária.

As manobras foram planejadas ainda em 2013 e fazem parte da formação conjunta da Marinha dos três países. O evento não tem nada a ver com os acontecimentos na Ucrânia, afirma um comunicado.

Os exercícios contarão com a participação da fragata Drazki da Marinha búlgara, de três navios da Marinha romena e de um destroier norte-americano Truxtun.

Após os exercícios, o destroier dos EUA entrará no porto de Varna.

Fonte: Voz da Rússia

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Ucrânia pede apoio militar aos Estados Unidos e ao Reino Unido

 

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Foto: EPA

Kiev aprovou uma resolução “sobre a solicitação de ajuda da Suprema Rada aos países-garantes da segurança da Ucrânia”.

O pedido conclama o Reino Unido e os EUA a cumprirem suas obrigações no âmbito do Memorando de Budapeste, que garante a segurança da Ucrânia, e a tomar todas as possíveis medidas diplomáticas, políticas, econômicas e militares para preservar a independência e as fronteiras existentes da Ucrânia.

Além disso, os deputados, que acusam a Rússia da ocupação da Crimeia, exigiram a retirada imediata das tropas russas do território da Ucrânia.

Fonte: Voz da Rússia

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Argentina critica designação de governador inglês para Malvinas

Sugestão: HMS Tirelsess

A embaixadora da Argentina em Londres, Alicia Castro, criticou a atitude do Reino Unido ao designar um governador para as Malvinas, alegando que o país estaria violando o direito internacional.

Mapa: PIA.

Mapa: PIA.

Argentina critica designação de governador inglês para Malvinas

Agência Brasil – 03/03/2014

A embaixadora argentina em Londres, Alicia Castro, acusou o Reino Unido de violar o direito internacional ao designar um novo governador nas Ilhas Malvinas.

Em artigo publicado no diário The Guardian, de Londres, Castro critica a designação de Colin Roberts como governador, e considera que o contencioso em torno das Malvinas constitui “um caso pendente de descolonização”.

Roberts substituirá, em abril, Nigel Haywood, e a sua missão será representar a coroa britânica no arquipélago malvino, que os ingleses chamam de Falkland Islands, no Atlântico Sul.

“Esta nomeação constitui um novo ato unilateral do Reino Unido, em clara violação da obrigação que impõe o direito internacional, de resolver a disputa por meio de negociação diplomática com a Argentina”, acrescenta a embaixadora.

Após criticar a rejeição do Reino Unido em solucionar a questão, Castro argumenta que os habitantes das Malvinas não são um povo “separado”, nem são vítimas do colonialismo.

“Os residentes britânicos não têm o direito de resolver a disputa de soberania entre a Argentina e o Reino Unido: ninguém duvida que eles são britânicos e que podem continuar a sê-lo, mas o território em que habitam não o é. Pertence à Argentina”, sublinhou.

A representante diplomática argentina também faz referência ao caso dos habitantes da Ilha Diego Garcia, no Oceano Índico, expulsos em finais da década de 1960, pelo Reino Unido, para a instalação de uma base militar dos Estados Unidos.

Desde então, os nativos da ilha do Índico “vivem na pobreza e dispersos por várias partes do mundo, e exigem o direito de regressarem ao seu território e aos seus lugares de origem”, acrescenta.

A embaixadora critica, ainda, Londres, por essa decisão, “quando centenas de milhões de pessoas no mundo inteiro exigem, por meio de numerosas resoluções das Nações Unidas, um diálogo entre a Argentina e o Reino Unido”.

“Essa história contém todos os ingredientes dos relatos coloniais do século 19: violência, discriminação racial, duplos critérios, arrogância, manipulação, cinismo e enganos”, disse.

Alicia Castro sustenta ainda que o século 21 exige “uma política de diálogo e respeito entre os povos”.

Londres nega-se a negociar a soberania das Malvinas, exigida por Buenos Aires desde 1833, sem o consentimento dos insulares, que são em torno de 3 mil. Mas, em referendo popular, há um ano, os habitantes das Malvinas votaram a favor da manutenção da soberania britânica no território, por larga margem de votos..

A Argentina e o Reino Unido envolveram-se numa guerra pela posse do território, em 1982, que terminou com a vitória britânica e o fim da ditadura militar argentina.

Fonte:EBC via ISAPE

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Y 20 estabelece novo record de voos

Y 20 (3)

Tradução e adaptação:E.M.Pinto

(Fonte: China Militar Online) 2014/03/05

PEQUIM , 4 de março ( ChinaMil ) – O avião de transporte Y -20  está em fase de teste de voo e sua freqüência e tempo de voo de teste já estabeleceu novos recordes na história da aviação chinesa, de acordo com o relatório de Tang Changhong , designer-chefe da aeronave de transporte pesado Y -20, 3 de março de 2014, em Pequim.

Embora o tempo de comissionamento para a Y -20 não possa ser divulgado, Tang disse Changhong espera que ele possa ser encomendado o mais cedo possível. No entanto, é importante assegurar que não haverá qualquer risco de falha durante os testes da aeronaves e a aeronave só pode ser colocada em uso em condições muito precisas . O teste até o momento  está a passar muito bem. Ele revelou que o treinamento dos pilotos de vôo de teste para grandes aviões de transporte está em andamento.

Tang Changhong afirmou que todos os objetivos esperados foram alcançados, e os objetivos originais de design para alguns requisitos limite incluindo o teto de vôo e velocidade de vôo, especialmente os requisitos que a aeronave deve possuir para lograr um bom desempenho anti- colizão e ser mais confortável também foram alcançados .

O avião de transporte pesado Y- 20 é o avião de transporte militar de nova geração, desenvolvido de forma independente pela Xi’an Aircraft Industry  do grupo Aviation Industry Corporation of China ( AVIC ). Seu peso máximo de decolagem é estimada em 220 toneladas, e sua carga útil máxima é de 66 toneladas , o que o coloca entre aeronaves mais poderosas do mundo em capacidade de transporte .

A China declarou lançar o seu grande projeto de desenvolvimento de aeronaves em março de 2007. E o Y -20 decolou pela primeira vez a partir da base de Yanliang  da China às 14:00 em 26 janeiro de 2013 por um período de vôo de uma hora. O primeiro vôo bem-sucedido do Y -20 é um marco na aviação chinesa e declara que China pode produzir os seus próprios aviões de grande porte.

Y 20 (2)

De acordo com a estimativa da imprensa estrangeira, a China precisa de pelo menos 300 aeronaves Y- 20 e, ao mesmo tempo, a China também espera poder exportar o Y -20.

A este respeito, Tang Changhong disse que a Rússia fez mais de 800 aeronaves IL- 76, e o número de aeronaves de grande porte nos EUA também é muito grande. Mas diferentes países têm diferentes condições nacionais, o transporte de  aviação civil e militar da China está apenas em seu estágio inicial, o seu sistema de transporte perfeito ainda não está operacional e por hora está muito defasado em relação aos países desenvolvidos. ” Por isso, acredito que através do trabalho efetuado no Y-20, a China terá um grande espaço para o desenvolvimento no futuro. Esperamos, também estabelecer relações de cooperação com outros países “, disse Tang .

Quanto à suposição de que a China vai desenvolver um cargueiro ainda maior que o Y -20, Tang Changhong expressou que a China não possui atualmente nenhum plano desse tipo. Ele ressaltou que a partir da perspectiva de design, o emergir de grandes aviões de transporte , não só representa um modelo de aeronave, mas o mais importante, representa o acúmulo de um lote de tecnologias básicas, capacidades de design e capacidades de produção. Na verdade, é uma melhoria do nível industrial , o que tornará mais contribuições para a China .

Y 20 (1)

Quando é que a aeronave de série será lançada? Tang Changhong respondeu que: ” O trabalho principal ainda é realizar o vôo de teste sobre a estabilidade básica do Y -20, a aeronave de série ainda não é considerada. Alguns planos de grandes aviões de transporte da China ainda estão em discussão, que não podem ser divulgados. “

Tang Changhong expressou que o Y -20 com uma carga máxima de 66 toneladas e um peso máximo de decolagem de 220 ​​toneladas é um grande avião de transporte pesado. Ele tomou o exemplo dos grande de aviões dos EUA e disse que a aeronave de transporte dos EUA têm desempenhado um papel muito importante na indústria Americana, portanto,  Y- 20 não só visa a aplicação militar , mas também mais focos em aplicações civis, incluindo material de construção e equipamentos de transporte e resgate de emergência .

” O desempenho de Y – 20 é muito alto . Ele pode se adaptar às condições relativamente difíceis e pode pousar em pequenos aeroportos em zonas de montanha. Na sua concepção, as condições climáticas adversas da zona gelada, área de alta temperatura e planalto, bem como a situação de pista estão totalmente considerados no projeto ” , disse ele.

Tang Changhong, um nativo de Xi’a , formou-se em aerodinâmica na Universidade Politécnica do Noroeste em 1982. Ele participou sucessivamente no desenvolvimento dos modelos de aeronaves , incluindo o caça “Flying Leopard” , Y7 -200A , MPC -75 e AE- 100. Ele agora é o designer-chefe do Primeiro Instituto de Design de Aeronaves sob a primeira empresa do Grupo AVIC é um acadêmico da Academia Chinesa de Engenharia (CAE) .

Fonte: China Defense Blog

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Europa questiona real eficácia de aplicar sanções à Rússia

A União Europeia vai suspender momentaneamente as negociações com a Rússia sobre a facilitação da concessão de vistos, decidiram seus chefes de governo na cúpula extraordinária da última quinta-feira, em Bruxelas. E anunciaram preventivamente que, caso a Rússia se recuse a recuar na crise na Crimeia, novas medidas serão tomadas, incluindo até mesmo sanções econômicas.

A resposta do Kremlin não se fez esperar, anunciando que a Rússia vai reagir com contramedidas condizentes. Os Estados Unidos aumentaram a pressão, impondo proibições de ingresso em seu território e bloqueio de contas bancárias.

Em contrapartida, a Rússia cogita suspender as inspeções mútuas de armamentos. Também os telefonemas entre o presidente americano, Barack Obama, e os chefes de governo da UE no fim de semana trataram sobretudo de um tema: como fazer com que o presidente russo, Vladimir Putin, concorde com um grupo internacional de contato para a Ucrânia?

Dúvidas sobre próximo passo

Segundo a revista Der Spiegel, a chanceler federal alemã, Angela Merkel, também pretende subordinar sua participação no encontro do G8 (grupo dos sete Estados mais industrializados e a Rússia) aos novos desdobramentos na Crimeia. Se em 16 de março for realizado o referendo sobre o futuro da península no Mar Negro – como anunciado pelo Kremlin –, Merkel não participará da conferência planejada para o início de junho, na cidade russa de Sochi.

O vice-presidente da bancada conservadora cristã do Parlamento alemão, Michael Fuchs, sugeriu outra forma de sanção no jornal Frankfurter Rundschau: colocar em questão a Rússia como sede da Copa do Mundo de 2018. No entanto, ele logo enfrentou a rejeição, por parte de social-democratas e esquerdistas, dessa forma de “diplomacia futebolística”.

Enquanto as sanções prosseguem a todo vapor, aumentam as dúvidas quanto ao modo certo de lidar com a Rússia na crise da Crimeia. Até mesmo o presidente do Parlamento Europeu, o social-democrata alemão Martin Schulz, expressou dúvidas se esta é realmente a melhor maneira de forçar Putin à mesa de negociações.

“Sançõezinhas” ou cautela justificada?

Em todo caso, em vez de uma advertência séria à Rússia, os críticos falam antes de “sançõezinhas”. Num editorial, o jornal suíço Neue Zürcher Zeitung afirma que as sanções até agora impostas pela UE contra a Rússia seriam “mais brandas do que as medidas que a UE tomou contra a Suíça após o ‘sim’ à iniciativa contra a imigração em massa”.

Por outro lado, há quem se preocupe que as sanções já aprovadas ou em cogitação endureçam ainda mais as frentes. Gregor Gysi, presidente da bancada parlamentar do A Esquerda no Parlamento alemão, disse não acreditar no efeito de sanções, mesmo se atingirem a economia russa.

“Talvez seja possível impressionar um parceiro fraco com sanções, mas não a Rússia. O país ainda tem a China do seu lado, isso não deve ser subestimado”, disse Gysi em entrevista à emissora WDR. “Numa situação difícil assim, pode haver uma escalada mútua e um clamor por sanções, e então Putin vai vir com uma nova ameaça.” Contudo, a UE não deve esquecer que também é dependente da Rússia no abastecimento de gás natural, alertou Gysi.

Laços econômicos estreitos

O empresariado alemão saúda a atitude cautelosa da UE. “Está correto procurar a distensão”, disse Martin Wansleben, diretor da Confederação Alemã das Câmaras de Indústria e Comércio (DIHK), à emissora Deutschlandfunk.

“Não estamos nos comunicando somente com Putin e seu círculo mais próximo, mas com a Rússia como um todo. Acho que é sensato dizer: ‘Somos capazes de agir, mas no final vamos estender a mão para o entendimento.'” Wansleben enfatiza, ainda, que parte das atuais sanções já teve efeito, indiretamente, na progressiva desvalorização do rublo russo e na queda das cotações na Bolsa de Valores de Moscou.

Wansleben e outros empresários concordam que, justamente para a Alemanha, as sanções não são uma boa alternativa, pois há investimentos bilionários em jogo. Em 2013, as transações entre a Alemanha e a Rússia chegaram a 76 bilhões de euros. Cerca de 6 mil firmas alemãs fazem negócios no país, dos quais 300 mil postos de trabalho dependem. Acrescentem-se as implicações no setor financeiro, uma vez que os bancos europeus têm investimentos de 180 bilhões de euros na Rússia.

Perigo para a virada energética alemã

O comissário europeu da Energia, Günther Oettinger, também desaconselha com veemência um acirramento nas relações com a Rússia. As sanções, “prejudicam a delicada recuperação da economia europeia”, disse à revista Wirtschaftswoche^.

Ele exortou aUE a buscar alternativas para o gás russo. De outra forma, também a reforma energética alemã estaria ameaçada, pois é dificilmente realizável sem usinas a gás, lembrou Oettinger. Mais de um terço das importações de gás alemãs provém da Rússia.

As estatísticas indicam que os alemães estão divididos quanto a se o Ocidente deve punir a ingerência da Rússia na crise da Ucrânia. Em pesquisa recente do instituto de opinião pública Emnid, 45% dos entrevistados disseram concordar com as sanções, 44% se manifestaram contra. As opiniões se definem mais no caso de as sanções acarretarem um aumento do preço da energia na Alemanha: aí, 54% preferem renunciar a uma ajuda à Ucrânia.

Fonte: DW.DE

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Menos da metade dos americanos aprova atuação de Obama na crise ucraniana

A atuação do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, diante da crise na Ucrânia é aprovada por 48% dos americanos, aponta uma pesquisa da CNN/ORC International. A opinião pública em torno desse tema específico, no entanto, não alterou seu índice geral de aprovação – que segue em torno de 45%.

Segundo dados do levantamento, divulgados nesta segunda-feira (10/03), 43% dos americanos desaprovam a maneira com a qual Obama vem lidando com a crise, enquanto 9% afirmaram estarem indecisos.

A mesma pesquisa indicou que a maioria da população dos EUA (59%) é a favor de sanções econômicas impostas pelos EUA à Rússia para pressionar o governo de Vladimir Putin a retirar suas tropas da região autônoma da Crimeia, na Ucrânia.

“Todos os grupos demográficos apoiam sanções econômicas, menos os americanos mais jovens”, diz o diretor de pesquisas da CNN, Keating Holland.

Segundo Holland, também há uma alta rejeição à possibilidade de os EUA se envolverem militarmente no conflito entre Rússia e Ucrânia. “Apenas uma em cada oito pessoas apoia o envio de tropas terrestres dos EUA para a Ucrânia – um grande indicativo de que o público prefere uma resposta comedida a uma enérgica.”

A pesquisa foi realizada de sexta-feira a domingo, por telefone, com 801 americanos. A margem de erro é de 3,5 pontos porcentuais para mais ou para menos.

Fonte: DW.DE

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Rússia e China criarão bombardeiro de nova geração

O contrato para a projeção na íntegra do novo bombardeiro estratégico PAK DA entre o governo russo e a empresa Tupolev foi assinado em 2013, e o próprio bombardeiro será incluído no programa estadual de armamento para os anos de 2016-2025, anunciou o chefe do departamento de aeronaves do Ministério da Indústria e Comércio da Rússia Andrei Boginsky.

A Rússia espera começar a aquisição em série destes aviões dentro dos próximos 10-11 anos. Isto coincide aproximadamente com os prazos da implementação de tais programas norte-americanos como a projeção do bombardeiro B-1B Lancer e do pesado bombardeiro estratégico discreto B-2 Spirit. Aparentemente, o novo avião russo será semelhante ao norte-americano B-2, mas num novo nível: ele terá uma velocidade subsônica e baixa visibilidade em radar.

Se os construtores tratarem principalmente de repetir as soluções norte-americanas, isso reduzirá os riscos de atraso do projeto. No entanto, estes riscos são grandes: um bombardeiro estratégico é um sistema extremamente complexo e dispendioso. Tanto nos EUA como na URSS, esses projetos foram acompanhados por inúmeros fracassos e escândalos.

Além do difícil e tecnicamente arriscado programa de desenvolvimento do avião haverá também a questão da viabilidade da produção em massa. A principal tarefa de um bombardeiro estratégico moderno é servir como uma plataforma para o lançamento de mísseis de cruzeiro de médio alcance. Tais mísseis são usados sem entrar na zona da defesa aérea inimiga. Os mais recentes mísseis de cruzeiro russos X-101 têm um alcance superior a 5.500 quilômetros. Para aviões portadores de tais mísseis é importante o alcance de voo, a disponibilidade de meios eficazes de controle de fogo, equipamentos de navegação sofisticados e carga útil significativa.

Também estão dotados destas qualidades os aviões que a Rússia já tem, como o Tu-95MS, construídos na década de 1980 e que ainda podem ser usados por décadas, passando por modernizações. Provavelmente, a Rússia procura criar um bombardeiro de longo alcance apto para atuar numa maior variedade de cenários de conflitos locais. Tal avião, em particular, poderia atingir objetos bem protegidos com poderosas bombas de trajeto ajustável, ou atacar alvos móveis, como navios.

Trabalhos semelhantes de desenvolvimento de um bombardeiro discreto de longo alcance de nova geração estão atualmente em andamento na China. Se a Rússia poderá ainda durante um londo tempo usar os aviões disponíveis Tu-95 e Tu-160 na solução de muitos problemas, a China não tem tal possibilidade. Mesmo o mais recente bombardeiro H-6K não pode atacar o território continental dos Estados Unidos e não pode reabastecer no ar.

No passado, a Rússia e a China têm discutido a possibilidade de fornecimento de bombardeiros Tu-22M3 à China, mas não conseguiram conciliar suas posições. Agora, quando os dois países estão trabalhando em projetos semelhantes em propósito e extremamente caros, a cooperação e coordenação de esforços ajudariam a corrigir o erro anterior. A estreita cooperação na criação de um tão importante sistema de armamento como um bombardeiro estratégico poderia reforçar a confiança mútua e permitiria economizar quantias significativas.

Fonte: Voz da Rússia

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Viagem de Dilma indica reaproximação de Brasil e Chile

A presença da presidente Dilma Rousseff na posse da colega Michelle Bachelet, do Chile, nesta terça-feira, pode simbolizar a “reconstrução” da relação bilateral entre os dois países, após um “período frio e distante” durante o governo de Sebastián Piñera, segundo diplomatas e analistas chilenos ouvidos pela BBC Brasil.

“Dilma deixou claro, durante a gestão de Piñera, que não estava interessada nesta relação. Tanto é que ela chegou diretamente para a posse de Bachelet e não para o dia da despedida do presidente do cargo, nesta segunda-feira”, afirmou um diplomata chileno, sob a condição de não ter seu nome revelado.

A visita de Dilma Rousseff a Valparaíso, onde ocorrerá a posse, durará menos de 24 horas e foi tema de um editorial crítico do jornal El Mercurio, intitulado “As prioridades de Dilma e do Brasil”.

A publicação destaca que o Brasil continua sendo o principal destino das exportações e dos investimentos chilenos na América do Sul, mas descreve a visita de Dilma como “frustrante”.

“(…) foi frustrante a rápida presença da presidente Dilma em sua última visita ao Chile e mais ainda será no dia onze de março, quando ficará apenas horas no país”, afirma o editorial, publicado na semana passada.

Entre analistas, a interpretação foi a de que “os dois países tinham agendas diferentes”. O Chile mantinha-se voltado para a Aliança do Pacífico (acordo comercial que envolve também Peru, Colômbia e México) enquanto a presidente Dilma “estava focada em questões internas ou no Mercosul”.

Agora, há um consenso de que Dilma e Bachelet se reaproximam pela identificação política e por suas trajetórias, o que reduziria a distância entre os dois países.

‘Bom sinal’

Segundo o analista de política internacional Guillermo Hozmann, professor da universidade de Valparaíso, a presença de Dilma na posse de Bachelet é “um sinal muito bom”.

“É verdade que a relação entre Dilma e Piñera foi fria e distante, mas acredito que esta nova etapa da relação, com Dilma e Bachelet, será mais intensa e interessante. As duas devem ter um diálogo mais direto e uma agenda mais próxima”, disse Hozmann, em entrevista de Valparaíso.

Ele lembra que o novo chanceler chileno, Heraldo Muñoz, foi embaixador do Chile no Brasil (1994-1998), o que contribuiria ainda mais para essa aproximação.

“Ele conhece muito bem o Brasil e a região e acho que haverá maior aproximação com o Brasil e com o Mercosul, na gestão de Bachelet”, afirmou o analista.

A analista recordou que o Chile apoia o Brasil como membro permanente do Conselho de Segurança das Nações Unidas e que, além da agenda bilateral, os dois governos devem ter uma agenda internacional semelhante.

“Neste sentido, uma primeira pergunta é: o que vai acontecer com a Unasul, criada a partir do impulso brasileiro e que agora não tem secretário-geral e necessita ser revitalizada?”, questiona.

Nesta quarta-feira, os ministros das Relações Exteriores da Unasul reúnem-se em Santiago para discutir a situação na Venezuela. O encontro é “impulsionado” pelo Brasil e pelo presidente venezuelano, Nicolás Maduro, como recordou Holzmann.

A analista política Marta Lagos, diretora da ONG Latinobarómetro, com sede em Santiago, acha que a expectativa é de que Bachelet terá maior aproximação com o Brasil, principalmente a partir de uma agenda interna comum.

“O combate à desigualdade social será central no governo de Bachelet. Pesquisas recentes mostraram que os chilenos entendem que o país está mais rico e desenvolvido, mas que essa riqueza é consolidada entre os que já são ricos enquanto os pobres não veem que suas vidas mudaram”, disse Lagos, em entrevista de Santiago.

Nos últimos quatro anos, a economia chilena registrou crescimento de cerca de 5% anuais, mas mostrou sinais de desaceleração em janeiro, com expansão de pouco mais de 1% em janeiro, segundo dados oficiais.

Segundo o governo de Piñera, a pobreza caiu e o país foi “praticamente reconstruído” nas regiões afetadas pelo histórico terremoto de 2010 – quando Bachelet deixava a presidência e Piñera assumia o posto. Aliados de Bachelet questionaram os dados oficiais e disseram que “muito mais poderia ter sido feito”.

De volta à presidência

Médica, filha de um general que fazia parte dos quadros do governo Salvador Allende e morreu na prisão durante a ditadura de Augusto Pinochet (1915-2006), Bachelet foi presidente do Chile entre 2006 e 2010. Seu sucessor, Sebastián Piñera, de centro-direita, foi o primeiro presidente da oposição eleito após 20 anos (1990-2010) da Concertación (frente de centro-esquerda) no Palácio de la Moneda, sede da presidência chilena.

Socialista, Bachelet foi eleita novamente para o cargo em 2013. Desta vez, amparada pela frente de centro-esquerda Nueva Mayoría, que manteve o Partido Socialista e a Democracia Cristiana, originais da Concertación, e acrescentou outras legendas como o histórico Partido Comunista, que retorna ao governo pela primeira vez desde a morte de Allende e o golpe de Augusto Pinochet, em 1973.

“O governo de Bachelet tem duas possibilidades: ser interessante por realizar as reformas estruturais necessárias no país ou ser insignificante por não conseguir tirá-las do papel”, disse Lagos, da Latinobarómetro.

BBC Brasil

Fonte: Terra

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Conflitos Geopolítica

Yanukovich afirma que é o presidente e promete retornar

Viktor Yanukovitch declarou nesta terça-feira, durante coletiva de imprensa na cidade russa de Rostov-on-Don, que os “neofascistas” que estão no poder querem provocar uma guerra civil na Ucrânia – Foto: Reuters

O presidente deposto da Ucrânia, Viktor Yanukovich, disse nesta terça-feira que continua sendo o chefe de Estado legítimo e o comandante-em-chefe das Forças Armadas de seu país.

Em entrevista coletiva na cidade de Rostov do Don, no sul da Rússia, Yanukovich denunciou que a Ucrânia “está em mãos de um grupo de ultranacionalistas e neofascistas” que querem “provocar uma guerra civil”.

“Os oficiais e soldados não vão obedecer ordens criminosas de um governo imposto por um golpe de Estado”, afirmou.

O presidente deposto acusou as novas autoridades ucranianas de “querer incorporar nas Forças Armadas guerrilheiros de formações nacionalistas e entregar-lhes armas”.

“Sob a fachada de um suposto governo legítimo no país, atua um grupo de ultranacionalistas e neofascistas, que já vislumbram a presidência”, disse Yanukovich.

Em sua segunda aparição perante a imprensa desde que se refugiou na Rússia após sua destituição, em 22 de fevereiro, pelo parlamento da Ucrânia, Yanukovich negou toda legitimidade das eleições presidenciais convocadas neste mesmo dia.

“As eleições presidenciais convocadas para 25 de maio pelo grupo que usurpou o poder como resultado de um golpe de Estado anticonstitucional, são absolutamente ilegítimas e ilegais”, opinou.

Yanukovich criticou também os políticos ocidentais que apoiam as novas autoridades ucranianas. “Estão cegos, esqueceram o que é o fascismo?”, perguntou. O ex-mandatário ucraniano atacou o governo dos Estados Unidos por prometer ajuda financeira ao novo Executivo ucraniano.

“Não tem direito, segundo suas próprias leis, de enviar dinheiro para criminosos”, disse Yanukovich em referência ao governo do presidente americano, Barack Obama.

Ele afirmou ainda que a Crimeia está rompendo com a Ucrânia e culpou os opositores que o forçaram a deixar o poder pela crise na península do mar Negro, que vai realizar um referendo no domingo para fazer parte da Rússia.

O presidente deposto acrescentou que pedirá ao Congresso, ao Senado e à Suprema Corte dos Estados Unidos que avaliem as ações da Casa Branca.

Sobre seu futuro, mostrou-se otimista: “Assim que as circunstâncias permitirem, e tenho certeza que não será preciso esperar muito, retornarei sem falta a Kiev”.

EFE

Fonte: Terra

Presidente deposto diz que retornará ’em breve’ à Ucrânia

O presidente ucraniano deposto Viktor Yanulovytch afirmou nesta terça-feira que continua sendo o “presidente legítimo” do país e que em breve retornará a Kiev. “Continuo sendo não apenas o único presidente legítimo da Ucrânia, mas também o comandante em chefe”, disse em sua primeira aparição pública em uma semana na cidade russa de Rostov-Don.

“Quando as circunstâncias permitirem – e tenho certeza de que não será necessário esperar muito -, retornarei sem dúvida alguma a Kiev”, completou.

AFP

Fonte: Terra

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Conflitos Destaques Geopolítica

Crimeia se declara independente e reitera desejo de união à Rússia

O Conselho Superior (Parlamento regional) da Crimeia aprovou uma declaração de independência da Ucrânia e reiterou seu desejo de se incorporar à Rússia.

A resolução, que entraria em vigor logo após ser aprovada, foi apoiada por 78 dos 100 deputados do Parlamento da rebelde região autônoma ucraniana, segundo revelou um porta-voz do legislativo para a agência russa RIA Novosti.

“Crimeia, como um Estado independente, se dirigirá à Federação da Rússia depois do referendo (sobre a reunificação com esse país) para propor a integração à Rússia na qualidade de um sujeito federado”, explicou o porta-voz.

O documento aprovada pelo Conselho Supremo da Crimeia faz referência ao precedente do Kosovo para justificar sua decisão unilateral.

A decisão, segundo o parlamento crimeano, levou “em consideração a confirmação do tribunal internacional da ONU em relação ao Kosovo, de 22 de julho de 2010, segundo a qual a declaração unilateral da independência de uma parte de um Estado não viola as normas do direito internacional”.

A declaração diz que a independência da Crimeia deverá ser referendada na votação popular convocada para domingo, consulta declarada ilegal pelo governo central da Ucrânia.

Os crimeanos foram convocados às urnas para responder duas perguntas: “Você é a favor da reunificação da Crimeia com a Rússia” e “Você é a favor que se volte a colocar em vigor a Constituição da Crimeia de 1992 e do status da Crimeia como parte da Ucrânia?”.

O embaixador da Ucrânia nas Nações Unidas em Genebra, Yurii Klymenko, considerou “ilegítima” a declaração de independência da Crimeia, assim como as aturoridades que aprovaram o documento. “(…) Os líderes da Crimeia são ilegítimos, os legisladores são ilegítimos, e se o corpo legislativo é ilegítimo, as resoluções que eles tomam são, obviamente, ilegítimas”, afirmou Klymenko em declarações à agência Efe.

A Crimeia, península banhada pelo Mar Negro, tem 2 milhões de habitantes, dois quais 60% são russos, 25% ucranianos e 12% tártaros.

EFE

Fonte: Terra

Crimeia fecha espaço aéreo para voos comerciais

A península ucraniana da Crimeia fechou o espaço aérea para voos comerciais, cinco dias antes da realização de um referendo organizado por autoridades pró-Rússia para unir a região no mar Negro à Federação Russa.

Um avião ucraniano, que partiu de Kiev a Simferopol, teve de retornar nesta terça-feira à capital ucraniana.

O comandante comunicou aos passageiros que autoridades da Crimeia haviam fechado o espaço aéreo para todos os voos comerciais.

A tensão na região vem aumentando com a proximidade do referendo, marcado para domingo por lideranças pró-Rússia, apoiadas pelo governo russo, apesar de a consulta ter sido considerada ilegal pelos novos governantes da Ucrânia e por governos ocidentais.

REUTERS

Fonte: Terra

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BBC Click: Exoesqueleto italiano ‘transforma pessoas em super-heróis’

Engenheiros italianos criaram um exoesqueleto que confere “superforça” a quem o usa.

O chamado Body Extender monitora movimentos e permite a uma pessoa levantar até 50 quilos em cada mão, como destaca o BBC Click desta semana.

O boletim ainda traz novos detalhes sobre a falência da Mount Gox, corretora da moeda digital bitcoin que fechou as portas em fevereiro após perder quase meio bilhão de dólares.

Conheça também os cartões de visita do programador americano Kevin Bates, que vêm com um jogo de tetris embutido.

E saiba mais sobre o novo aplicativo AirPnP, que permite alugar o banheiro de casa.

Fonte: BBC Brasil