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Brasil está disposto a apoiar Venezuela para solucionar crise

O assessor especial da Presidência da República para Assuntos Internacionais, Marco Aurélio Garcia, afirmou nesta quinta-feira que o País estaria disposto a apoiar o governo venezuelano na busca de uma solução para sua crise interna, caso seja convidado. Garcia declarou que o presidente venezuelano, Nicolás Maduro, “estuda a viabilidade de uma reunião com a Unasul (União das Nações Sul-Americanas)” e detalhou que a Assembleia Nacional da Venezuela estuda “a convocação de uma comissão observadora da Unasul para vir ao País”.

Seria “a única instância que o governo Maduro já anunciou aceitar, caso seja necessária uma mediação”, segundo Garcia, que viajou esta semana à Venezuela para participar dos atos em lembrança ao primeiro ano da morte do ex-presidente Hugo Chávez.

A Venezuela está imersa em uma onda de protestos contra o governo que se repetem no país há três semanas, e que em alguns casos tornaram-se violentos, deixado um balanço oficial de 19 mortos, mais de 250 feridos e centenas de detidos.

“Já estive aqui em outros momentos, como em 2002, e vejo que na época a crise era muito mais grave que agora, mas a dimensão dada neste momento, especialmente pelos veículos de comunicação internacionais, passa uma imagem de algo maior do que realmente é”, opinou o assessor.

Segundo Garcia, Maduro lhe repassou sua intenção de iniciar conversas com meios de comunicação estrangeiros para “esclarecer os fatos”. “Estamos sempre atentos com o que acontece aqui, e não porque estávamos preocupados, mas levo uma visão mais clara do que está acontecendo”, concluiu.

EFE

 

Fonte: Terra

 

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Conflitos Geopolítica

Putin pede que Obama não sacrifique relação russo-americana

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, pediu que o mandatário dos Estados Unidos, Barack Obama, não sacrifique as relações entre os dois países por “divergências sobre determinados problemas internacionais, por mais significativos que sejam”, informou nesta sexta-feira o Kremlin. Putin se expressou dessa maneira a seu colega americano em uma conversa telefônica ontem à noite sobre a crise na Ucrânia.

“O presidente russo insistiu na importância primordial das relações russo-americanas para a segurança e a estabilidade no mundo”, disse a nota oficial. Essas relações, acrescentou o Kremlin, “não devem ser sacrificadas por divergências sobre determinados problemas internacionais, por mais significativos que sejam”.

Na conversa telefônica, realizada por iniciativa de Obama segundo a presidência russa, se abordou a “grave situação que se criou na Ucrânia” e foram constatadas “divergências de enfoque e avaliação sobre as causas da crise e o atual estado de coisas”. Putin disse a Obama que as atuais autoridades ucranianas chegaram ao poder através de um “golpe anticonstitucional”, que não têm um mandato em nível nacional e “impõem decisões absolutamente ilegítimas” às regiões do sul e sudeste da Ucrânia e na Crimeia.

Com isso, “a Rússia não pode ignorar os pedidos de ajuda e age de maneira adequada e em plena conformidade com as normas do direito internacional”, acrescentou a nota. Os dois presidentes acordaram que os responsáveis de Relações Exteriores de ambos os países continuarão “intensos contatos” sobre a situação na Ucrânia.

A conversa entre Putin e Obama aconteceu depois que o Parlamento da autonomia ucraniana da Crimeia, habitada majoritariamente por russos étnicos, decidiu incorporar seu território à Federação da Rússia e convocou um referendo para o próximo dia 16 para ratificar essa decisão. Essa consulta foi declarada ilegal pelo governo de Kiev e a comunidade internacional.

EFE

 

Fonte: Terra

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Conflitos Geopolítica

Crimeia se afasta da Ucrânia e pressiona por adesão à Rússia

Em Simferopol, capital da República Autônoma da Crimeia, não se passa um dia sem que as novas lideranças – fiéis a Moscou – aprovem novas leis. Na realidade, o recém-indicado primeiro-ministro da Crimeia, Serguey Aksyonov, dispõe somente de algumas poucas competências e poderes. Mas já se elevou à condição de governante único da república autônoma. Rapidamente ele colocou sob suas ordens todas as autoridades de segurança – polícia, Ministério Público, serviço secreto –, tirando-as do controle do governo em Kiev.

Nesta quinta-feira, o vice-primeiro-ministro do governo pró-russo, Rustam Temirgaliyev, anunciou que um referendo para decidir o futuro da república autônoma foi antecipado de 30 para 16 de março. Os eleitores terão duas opções: ou votarão a favor da incorporação da Crimeia à Federação Russa ou votarão pelo retorno da Constituição regional de 1992, que transformara a Crimeia numa região autônoma dentro da Ucrânia, afirmou Temirgaliyev.

Simferopol quer Exército próprio

Aksyonov também fez com que o Parlamento regional o nomeasse comandante militar da república. Como a Crimeia não tem tropas próprias, ele está tentando convencer as Forças Armadas ucranianas estacionadas na Crimeia a passar para o seu lado. Ele conseguiu uma vitória ao convencer um importante oficial – o comandante da Marinha ucraniana. Segundo relatos da mídia, outros oficiais ucranianos já trocaram de lado. “Este é um momento histórico, o nascimento do Exército da Crimeia”, anunciou Aksyonov.

Não se sabe quantos militares estão de fato sob o comando de Aksyonov. Em Simferopol, ninguém cita números. Como república autônoma dentro da Ucrânia, a Crimeia nunca teve um Exército próprio. Agora, a nova liderança em Simferopol quer criar até mesmo um Ministério da Defesa.

Não há mais contatos com Kiev

Aksyonov – que muitas pessoas na Crimeia acusam de ligação com o crime – não mira somente o aparato de segurança. Ele trocou às pressas muitos funcionários em outros órgãos, como os diretores de empresas estatais. A nova liderança informou ainda às autoridades financeiras regionais que todos os impostos coletados na Ucrânia não serão mais transferidos para Kiev, ficando retidos na península.

Indagado pela Deutsche Welle se as lideranças em Simferopol estariam em contato com o novo governo ucraniano em Kiev, Aksyonov respondeu: “Não. Nós não o reconhecemos.”

Lideranças em Kiev questionam o plebiscito sobre o futuro da Crimeia, afirmando que ele é ilegal pelas leis ucranianas. Mas isso pouco importa aos líderes da Crimeia, que apostam no apoio de Moscou. Um empréstimo russo, cujo montante ainda é desconhecido, está em cogitação, disse Aksyonov à DW. Ele disse estar certo de que Moscou ajudará a Crimeia, já que quase 60% da população local é russa.

Também nesta quinta-feira, as autoridades da Crimeia pediram ao presidente Vladimir Putin para examinar o pedido de incorporação à Federação Russa. “O Parlamento da Crimeia adotou uma moção com vista à incorporação da Crimeia à Rússia. O Parlamento pediu ao presidente e ao Parlamento russos para considerarem esse pedido”, disse um membro da liderança parlamentar.

Resistência entre as minorias

Mas há resistência a essa linha pró-Moscou entre as minorias étnicas da península – principalmente entre os tártaros. Aparentemente, pretende-se atraí-los com ofertas lucrativas. O presidente da Medjlis (associação política dos tártaros da Crimeia), Refat Chubarov, relata ter recebido várias propostas, incluindo cargos no conselho ministerial regional e ajuda financeira para vilarejos tártaros. Ele diz ter recusado. “Primeiramente, os militares devem se retirar e a paz deve ser restabelecida, depois se pode conversar sobre qualquer coisa”, disse.

Chubarov não reconhece a legitimidade do novo primeiro-ministro da Crimeia. Durante a eleição, o prédio do Parlamento regional foi ocupado por desconhecidos armados, lembra. “Isso não pode ser chamado de eleição livre”, argumenta.

Os ucranianos residentes na Crimeia são ainda mais pessimistas sobre a evolução da situação na península. Eles temem ser rebaixados para cidadãos de segunda classe sob a dominação russa e esperam ter o apoio de Kiev. Embora o novo primeiro-ministro ucraniano, Arseniy Yatsenyuk, tenha dito que a integridade territorial da Ucrânia seria inviolável e que Kiev nunca desistiria da Crime, aparentemente a Ucrânia perde cada vez mais o controle sobre a península.

 

Fonte: DW

 

 

 

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Conflitos Geopolítica Opinião

Kiev é contra autodeterminação da Crimeia

Os presidentes da Rússia e dos EUA discutiram por via telefônica a situação na Ucrânia, mas não chegaram a uma posição comum nas abordagens e nas análises sobre as origens da atual crise e sobre a situação que se vive neste momento.

Contudo, como sublinhou Vladimir Putin, as relações russo-americanas “não deverão ser sacrificadas às divergências quanto a problemas internacionais pontuais, apesar de bastante importantes”. Entretanto as autoridades da Crimeia aprovaram a adesão da autonomia à Federação Russa. Essa questão será levada a referendo, devendo este ser realizado a 16 de março. Kiev já considerou esse referendo como ilegal. No país continua a perseguição aos adversários do novo poder.

Na conversa telefónica tida entre ambos, Putin e Obama acabaram por não concordar relativamente às questões fundamentais da atual grave situação que se vive na Ucrânia. Vladimir Putin referiu nomeadamente que as atuais autoridades ucranianas, que chegaram ao poder na sequência de um golpe de Estado anticonstitucional, impõem às regiões do Leste e do Sudeste do país e à Crimeia decisões completamente ilegítimas. Entretanto, ele sublinhou que Moscou não pode ignorar os pedidos de ajuda e age totalmente de acordo com os princípios do direito internacional.

Barack Obama acusou a Rússia de violar a soberania e a integridade da Ucrânia e expressou a sua convicção que Moscou e Kiev “devem iniciar negociações diretas com a colaboração de mediadores internacionais”. Recordemos que anteriormente Vladimir Putin referiu que não tinha uma contraparte legítima para conversações com a Ucrânia. Além disso, entrar em contato com golpistas seria equivalente a uma rendição, considera o cientista político Igor Shishkin:

“As razões pelas quais os EUA insistem nessas conversações são evidentes. Eles precisam de legitimar o poder que está neste momento em Kiev, e que é um poder fantoche, dependente dos EUA. Agora não é segredo para ninguém que por trás do golpe estiveram os Estados Unidos e que todas as decisões são primeiro tomadas na embaixada dos EUA e só depois são divulgadas pelos chamados ministros, e pelos presidente e premiê interinos. O Ocidente se juntou a esse jogo: a UE reconheceu as autoridades de Kiev. Contudo, sem o reconhecimento pela Rússia todo isso fica “em suspenso”, mas se nós iniciarmos conversações iremos reconhecer os golpistas como um poder legítimo”.

Isso significaria trair os interesses daqueles habitantes da Ucrânia que pedem ajuda à Rússia e que se opõem ao novo poder. Cada vez mais regiões do Leste e do Sudeste do país se juntam a essa luta. Em Odessa a população protesta contra o novo governador nomeado por Kiev e exige eleições imparciais. Também em Donetsk não cessam os comícios, nos quais a população exige que o futuro da região seja decidido em referendo. À indignação das regiões Kiev reage com declarações sobre a ilegitimidade das decisões das autoridades locais e com perseguições judiciais aos ativistas. Na véspera tinha sido instaurado um processo-crime ao “governador do povo” de Donetsk, Pavel Gubarev. Ele é acusado de tentativa de tomada de poder e atentado à integridade da Ucrânia.

O poder de Kiev também classificou, como se esperava, de ilegal a decisão das autoridades da Crimeia e de Sevastopol sobre a realização de um referendo, que deverá ser realizado já no domingo da próxima semana. Isso apesar de o Conselho Supremo da Crimeia ser neste momento o único órgão completamente legítimo. Mas os atos de Kiev são totalmente compreensíveis, diz o cientista político Alexander Karavaev:

“Qualquer país, não importa quem esteja no poder, não pode abdicar de repente de parte de seu território, mesmo que aí se tenha realizado um referendo. Penso que essa questão ficará suspensa até ao momento em que a Ucrânia comece a realizar a reforma constitucional visando a federalização. É possível que numa estrutura dessas Kiev e Simferopol possam chegar a um acordo, mas agora ainda é cedo para discutir isso porque não sabemos como irá Moscou reagir à decisão do referendo”.

Para discutir essa situação, os deputados russos irão reunir hoje na Duma de Estado da Federação Russa com uma delegação do Conselho Superior da Crimeia. Anteriormente os representantes das diferentes bancadas parlamentares já se tinham pronunciado em apoio do direito dos habitantes da Crimeia à sua autodeterminação e à livre expressão da sua vontade, assim como tinham anunciado a sua intenção de enviar os seus observadores ao referendo.

 

Fonte: Voz da Rússia

Cinco questões sobre a Crimeia

Onde exatamente fica a Crimeia? 

Crimeia é o nome de uma península no sul da Ucrânia. O seu território engloba a República Autônoma da Crimeia (que ocupa a maior parte do território, e a leste possui fronteira marítima com a Rússia), a cidade de Sebastopol (que detém status especial e é considerada uma unidade administrativa independente de grande importância da Ucrânia), e uma pequena parte da unidade federativa de Kherson.

Quem são os habitantes da Crimeia?

Pelos dados do último censo, realizado em 2001, a região abriga quase 2,5 milhões de pessoas. Segundo o Serviço Federal de Estatística da Ucrânia, a população da República Autônoma da Crimeia tem isoladamente quase 2 milhões de pessoas, sendo mais de 50% de origem russa.

Como a Crimeia se tornou parte da Ucrânia?

Em 1921, após a guerra civil de 1917-1920 e uma sucessão de governos “brancos” e “vermelhos”, foi constituída a República Autônoma Socialista Soviética da Crimeia, que se tornou parte da RSFSR, República Socialista Federativa Soviética da Rússia (atual Federação Russa). Durante a Segunda Guerra Mundial, a Crimeia foi ocupada por quatro anos pela Alemanha e Romênia, e posteriormente libertada pelas tropas soviéticas. Em 1954, por decreto do Soviete Supremo da URSS, a região da Crimeia foi transferida da RSFSR para a República Socialista Soviética da Ucrânia. Dessa forma, depois da desagregação da URSS e da independência, a Crimeia acabou permanecendo como parte integrante da Ucrânia.

Qual é a língua falada na Crimeia?

Lá não existe o conceito de língua oficial única. Tanto a língua russa como a ucraniana são utilizadas como idiomas oficiais. De acordo com os dados do Instituto Internacional de Sociologia de Kiev, 97% da população da Crimeia usa a língua russa (entre outros idiomas) para se comunicar.

Que tropas russas estão estacionadas permanentemente na Crimeia?

Conforme o Grande Tratado de Amizade, Cooperação e Parceria assinado por Moscou e Kiev em 1997, a Rússia tem direito à base naval de Sebastopol e de manter a frota russa do Mar Negro na Crimeia até 2017. O acordo também estipulava prorrogação automática por períodos sucessivos de cinco anos, salvo se uma das partes notificasse a outra da rescisão, por escrito e no mínimo um ano antes do final do prazo. Um segundo acordo, assinado em Kharkov, em abril de 2010, prorrogou a permanência da Frota Mar Negro em Sevastopol até 2042.

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Conflitos Economia Geopolítica Negócios e serviços Opinião

Crise na Ucrânia pode afetar distribuição de gás na Europa

Um terço do gás consumido no continente vem da Rússia, e grande parte passa por dutos ucranianos. Temor é de que Moscou corte fornecimento, mas especialistas e políticos são céticos de que situação chegue a esse extremo.

A crise ucraniana tem a ver não apenas com política, mas também com gás. A Rússia fornece um terço do gás consumido na Europa, e grande parte tem que passar pela Ucrânia antes de chegar ao destino final.

Na Alemanha, 40% do gás consumido vem da Rússia. Uma situação menos preocupante que nos países bálticos, por exemplo, que importam dos russos quase 100% de sua demanda. A dependência ucraniana de Moscou também é alta. Um agravamento da crise pode influenciar toda a distribuição de energia na Europa.

Não raro a Rússia usa a estatal Gazprom, maior produtora de gás natural do mundo, para fins políticos. E os ucranianos já sentiram isso na pele. Desde 2006, Moscou interrompeu o abastecimento para o país vizinho duas vezes por conta de disputas sobre condições de transporte e preço. Além disso, já acusou Kiev de fazer intervenções nos dutos e de não pagar pelo gás supostamente desviado.

Na última quarta-feira (05/03), a Gazprom anunciou a suspensão do desconto de 30% que havia prometido a Kiev e cobrou o pagamento da dívida dos ucranianos com a companhia energética – um duro revés para um país que enfrenta séria turbulência econômica.

Estoques cheios

Claudia Kemfert, especialista em energia do instituto de pesquisas econômicas alemão DIW, diz que os países da Europa ocidental têm estoques suficientes para garantir quatro meses de consumo caso a Rússia decida eventualmente fechar as torneiras. Devido ao inverno ameno, explica, o consumo tem sido relativamente baixo na região.

“Mas a longo prazo a Europa não está suficientemente preparada para obter um terço do gás que precisa através de outras fontes”, alerta a especialista.

Segundo Jonas Grätz, do centro de estudos de segurança CSS, a UE não seria muito atingida com um eventual corte no fornecimento. “Alguns países, como Hungria e Bulgária, seriam muito mais afetados do que o oeste europeu, cujos estoques estão 60% cheios”, afirma.

Caso o trajeto que passa pela Ucrânia seja bloqueado, o gás russo poderia ser enviado a outros países da Europa através do Mar Báltico e chegar diretamente à Alemanha. Outra opção é o gasoduto na Península de Iamal, que cruza Belarus e Polônia antes de chegar em território alemão.

Caso a Europa não receba mais gás da Rússia, os europeus poderão importar gás natural liquefeito do Oriente Médio, transportado em petroleiros. Uma grande dificuldade, porém, é o fato de os alemães não contarem com um terminal que possibilite o descarregamento. Se houver uma longa interrupção no abastecimento, os compradores poderiam instalar outros dutos de transporte a partir da Nigéria ou da Noruega.

A longo prazo, a Europa poderia ainda importar gás do Irã, caso o país mostre uma maior abertura. “O Irã tem uma posição geográfica relativamente boa, que possibilita a exportação, por exemplo, para o Paquistão e para a Índia”, avalia Grätz.

Oficialmente, a Comissão Europeia e o governo alemão asseguram que o abastecimento de gás na União Europeia não está ameaçado diante do impasse na Crimeia. “No momento, não há motivo para preocupações”, afirmou o comissário de assuntos energéticos da UE, Günther Oettinger, na última terça-feira em Bruxelas.

Por conta do inverno ameno, ressaltou Oettinger, os reservatórios de gás estão mais cheios do que no ano passado. “Se não houver grandes mudanças na situação climática nas próximas semanas, até a Páscoa ainda teremos metade dos reservatórios cheios”, disse o comissário.

O vice-chanceler federal e ministro da Economia alemão, Sigmar Gabriel, lembrou ainda que, até hoje, a Rússia tem se mostrado um “distribuidor absolutamente confiável” – pelo menos para a Europa Ocidental.

Negócio importante para Moscou

Ao que tudo indica, a Rússia não vai deixar de fornecer gás para a Europa. “A Rússia é muito dependente do fornecimento de energia para a Europa”, afirma Claudia Kemfert. “Cerca de 60% da arrecadação do Estado provêm da venda de petróleo e gás. E grande parte desse montante é coberta pelas vendas na Europa. A suspensão desse abastecimento seria um tiro no próprio pé.

Diante da dependência da Rússia dos mercados europeus, assinala Grätz, é preciso lidar de maneira diferente com o problema. Uma possibilidade seria unificar o discurso europeu diante da Gazprom e impor as regras do bloco à gigante russa. Afinal, sem o mercado europeu, a receita da companhia energética cairia substancialmente.

“E se os negócios da Gazprom não correrem bem, Putin também teria problemas, pois ele precisa dos lucros da empresa para tocar grandes projetos, como as Olimpíadas de Sochi ou mesmo a implementação de redes de distribuição de gás em regiões mais distantes, e para fazer uso da empresa em sua política externa”, avalia o especialista.

A Rússia também está bastante ligada à UE em outras áreas comerciais. O país é atualmente o terceiro parceiro comercial mais importante do bloco europeu. Em 2012, os russos exportaram 215 bilhões de euros para a Europa e dela importaram 123,4 bilhões. A Alemanha é o terceiro parceiro comercial mais importante da Rússia, para onde exporta automóveis, máquinas e produtos químicos. Já os russos ocupam o 11º lugar na lista de parceiros comerciais mais importantes dos alemães, pouco atrás da Polônia.

 

Fonte: DW.DE

 

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Geopolítica História

8 de março de 1933: Hitler aumentava a repressão ao Partido Comunista da Alemanha

Incêndio do Reichstag em 1933 foi pretexto para repressão nazista

Em 8 de março de 1933, Hitler aumentava a repressão ao Partido Comunista da Alemanha, cassando os mandatos de seus deputados. Dirigentes foram presos ou perseguidos e, uma semana depois, a agremiação foi proibida.

A tropa de assalto nazista marchou com suas tochas pelo Portão de Brandemburgo em 30 de janeiro de 1933, dia em que Hitler foi nomeado chanceler. Políticos conservadores não acreditavam que ele permanecesse por muito tempo no poder. Mas o homem do uniforme marrom estava obcecado pela conquista do mundo e começou amplas reformas na Alemanha.

Poucos dias deppois, no final de fevereiro, o Reichstag (sede do Parlamento) foi destruído por um incêndio, provavelmente um atentado de um anarquista isolado. Os nazistas aproveitaram a situação para impor uma série de medidas repressivas, alegando a “segurança da população”.

O ministro Hermann Göring apresentou as novas medidas, voltadas principalmente contra os comunistas, considerados por Hitler mentores do atentado incendiário. A SA (tropa de assalto) começou a sequestrar, torturar, matar e confinar em campos de concentração o mais rápido possível todos os críticos ao regime.

Wilhelm Pieck, membro do Comitê Central, já havia advertido para o perigo nazista em 1932. Num apelo aos seus camaradas, sugeriu a movimentação em massa contra os fascistas e defendeu a aliança com a União Soviética.

Famoso edifício Reichstag do Parlamento da Alemanha hoje

Imposição da lei de plenos poderes

No dia 15 de março de 1933, o Partido Comunista Alemão (KPD) foi proibido. Cada vez mais comunistas foram presos, muitos continuaram tentando trabalhar na ilegalidade. O ministro da Propaganda, Joseph Goebbels, prometeu que não deixaria a perseguição aos opositores apenas ao encargo da polícia.

Como o partido de Hitler havia obtido 44% dos votos nas eleições do começo de março e não possuísse maioria no Parlamento, no final do mesmo mês os nazistas impuseram a lei de plenos poderes. Por decreto, o regime garantiu para si poderes absolutos, proibindo partidos e sindicatos.

Goebbels estava satisfeito com a perseguição aos comunistas, eliminados nos campos de concentração. Seu ódio era tanto que não lhe bastava o desmantelamento da agremiação.

Depois da Segunda Guerra Mundial, o movimento esquerdista reorganizou-se. Na Alemanha Oriental, comunistas e social-democratas criaram o Partido Socialista Unitário. Embora os líderes do partido considerassem esta união uma conseqüência natural do passado recente, milhares de social-democratas rejeitaram a aliança.

Na Alemanha Ocidental, o Partido Comunista foi refundado, mas o KPD voltou a ser proibido em 1956, pelo Tribunal Federal Constitucional. Seus juízes consideraram os ideais marxistas leninistas incompatíveis com os valores democráticos.

 

Fonte: DW.DE

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Defesa Inteligência Negócios e serviços Patrulheiros Sistemas de Armas Vídeo

VANT Dominator XP para o México

Ivan Plavetz

Baseado no avião bimotor DA42 da austríaca Diamond, o UAS Dominator XP é capaz de voar 28 horas seguidas sem reabastecimento e carregar 300 kg de carga útil, incluindo sensores.

Da mesma forma como praticamente todos os países latino-americanos, o México enfrenta a sensível questão do tráfico de drogas e outras atividades ilícitas.

Como parte do esforço para controlar essas ilegalidades, o País esta investindo em novos Veículos Aéreos Não Tripulados (VANTs) com o objetivo de reforçar suas ações nessa área.

Segundo fontes israelenses, a empresa local Aeronautics acaba de ser contemplada com um contrato para fornecimento de dois Sistemas Aéreos Não Tripulados (UAS, conforme sigla internacional em inglês) Dominator XP para as Forças Armadas do México.

Baseado no avião bimotor DA42 da austríaca Diamond, o UAS Dominator XP é capaz de voar 28 horas seguidas sem reabastecimento e carregar 300 kg de carga útil, incluindo sensores. Sua altitude máxima de voo é de 9.150 metros e a velocidade máxima situa-se na faixa de 350 km/h dependendo da altitude.

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A primeira venda desse modelo de UAS aconteceu em meados de 2011. Um Dominator XP esta sendo atualmente operado pela CAE Inc. e sendo empregado no suporte ao Projeto “Miskam”, o qual tem por objetivo avaliar o uso de VANTs no espaço aéreo civil.

 

Fonte: Tecnologia & Defesa

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Conflitos Geopolítica Opinião

Tropas russas se tornam agressivas e tensões aumentam

As tensões aumentaram neste sábado na região da Crimeia, ocupada pela Rússia, depois que discussões durante a madrugada entre tropas russas e soldados ucranianos sitiados terem realçado ainda mais o maior confronto político entre Ocidente e Oriente desde o fim da Guerra Fria.

Os níveis de pressão cresceram muito na região nos últimos dois dias, desde quando a liderança regional declarou que agora faz parte da Rússia e anunciou um referendo em 16 de março para confirmar a mudança.

O presidente russo, Vladimir Putin, declarou há uma semana que a Rússia tem o direito de invadir a Ucrânia para proteger cidadãos russos, e seu Parlamento aprovou uma mudança na lei para que fique mais fácil anexar territórios.

Até agora, a tomada russa da península localizada no Mar Negro não teve violência, mas as forças da Rússia têm ficado cada vez mais agressivas contra as tropas ucranianas, cercadas em bases e sem oferecer resistência.

Tropas russas foram de caminhão até um posto de defesa aérea em Sebastopol, sede da frota do Mar Negro da Rússia e da marinha ucraniana, e tomaram controle da base durante a madrugada. Uma equipe de reportagem da Reuters no local afirmou que não houve feridos.

O serviço de imigração ucraniano afirmou que tropas russas também tomaram postos fronteiriços localizados no leste da península, despejando autoridades ucranianas e suas famílias de seus apartamentos no meio da madrugada.

“A situação mudou. As tensões estão muito maiores agora. Vocês têm que sair. Vocês não podem filmar aqui”, afirmou um soldado russo que carregava uma metralhadora, com sua face coberta, na base naval ucraniana de Novozernoye.

O ministro das Relações Exteriores polonês, Radoslaw Sikorski, afirmou neste sábado que a Polônia esvaziou seu consulado em Sebastopol devido às “seguidas perturbações causadas por forças russas”.

Cerca de 100 russos armados vigiam os ucranianos que estão na base, onde um navio russo foi afundado propositalmente na entrada para impedir que os ucranianos fujam pelo mar.

“As coisas estão difíceis e o clima piorou. Os russos nos ameaçam quando vamos embora, tomam nossos alimentos e apontam armas contra nós”, afirmou Vadim Filipenko, vice-comandante ucraniano na base.

Moscou nega que as tropas que ocuparam a Crimeia e falam russo estejam sob o seu comando, algo que os Estados Unidos classificam como “ficção de Putin”.​

Embora não usem insígnias, os soldados dirigem veículos com placas russas e se identificam como tropas russas para as forças ucranianas sitiadas.

Os EUA anunciaram sanções contra indivíduos que consideram culpados pela interferência na integridade territorial ucraniana, embora a lista ainda não tenha sido publicada.

A União Europeia também avalia a possibilidade de aplicar sanções, embora isso possa ser muito difícil de acontecer, pois o bloco tem 28 membros, a decisão precisa ser unânime e vários países dependam do gás natural russo.

O ministro das Relações Exteriores russo, Sergei Lavrov, não deu indicações de que a posição de Moscou mudou neste sábado, e insistiu que o governo de Kiev foi criado a partir de um golpe de Estado.

O líder pró-Moscou da Crimeia, Sergei Aksyonov, afirmou que o referendo sobre a anexação da região à Rússia, que acontecerá dentro de uma semana, foi convocado rapidamente para evitar “provocação”.

REUTERES

 

Fonte: Terra

Avião ucraniano de patrulha é alvejado perto da Crimeia

O Serviço de Guarda de Fronteiras da Ucrânia (SGU) denunciou que um de seus aviões foi atacado neste sábado com disparos de fuzis de assalto quando patrulhava a fronteira administrativa com a república autônoma da Crimeia, que se proclamou parte da Rússia.

A tripulação desse avião, que não está equipado com armas, observou disparos contra a aeronave quando sobrevoava a cidade de Armiansk, no istmo que une a península da Crimeia com o resto do território ucraniano.

“Os pilotos realizaram uma brusca manobra de evasão, desceram até a altura mínima e abandonaram a área” do ataque, segundo um comunicado do SGU.

As autoridades ucranianas denunciam que “os agressores armados russos cometem todo tipo de arbitrariedades, pressionam psicologicamente os guarda-fronteiras, lhes ameaçam, desinformam e intimidam”.

“Nesta ocasião, empregaram armas de fogo apesar do risco que isso representa para vidas humanas”, ressalta a nota.

Por outro lado, a Ucrânia reconheceu que uma centena de soldados russos e 50 membros armados das chamadas Autodefesas da Crimeia fizeram retroceder os soldados ucranianos no posto fronteiriço “Crimeia” para permitir a entrada de duas colunas de veículos militares em território da autonomia.

Mais de 30 caminhões militares sem placas de identificação e um carro de transporte blindado entraram em território ucraniano da vizinha Rússia através da fronteira marítima no estreito de Kerch, ao leste da península da Crimeia, de acordo com o SGU.

O serviço também denunciou que tropas russas invadiram nesta madrugada um de seus postos de vigilância na Crimeia e jogaram os guarda-fronteiras e suas famílias na rua.

EFE

 

Fonte: Terra

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Conflitos Geopolítica Inteligência Sistemas de Armas Tecnologia

Rússia e Ucrânia travam ‘duelo cibernético’

Dave Lee

Especialistas na área de segurança alertaram para a verdadeira batalha que Ucrânia e Rússia estão travando no campo da internet e da comunicação móvel.

Forças de segurança da Ucrânia acusaram o Exército da Rússia de ter bloqueado comunicações de telefone celular do país. Hackers ucranianos, por sua vez, disseram ter “vandalizado” o site de uma emissora internacional de TV russa.

“Na entrada da (empresa de telecomunicações) Ukrtelecom, na Crimeia, de forma ilegal e em violação de todos contratos comerciais, foi instalado um equipamento que bloqueia o meu telefone, bem como o telefone de outros políticos, independentemente de sua filiação política”, disse um chefe do setor de segurança da Ucrânia, Valentyn Nalivaichenko,

A companhia ucraniana Ukrtelecom disse que suas instalações tinham sido invadidas por homens armados e que cabos de fibra ótica foram adulterados, prejudicando os serviços oferecidos a alguns usuários.

Autoridades da Rússia não comentaram se o país estaria ou não por trás dos incidentes. Mas especialistas internacionais acreditam que a Rússia estaria usando sua capacidade de impor ciberataques com parcimônia.

Marty Martin, ex-funcionário sênior da CIA, a agência de espionagem americana, diz esperar ataques cibernéticos mais extremos apenas se houver uma escalada acentuada no conflito entre os dois países.

De acordo com Martin, um ataque que interrompesse as redes de comunicação da Ucrânia poderiam ameaçar os próprios interesses russos porque ”se você fizer isso, você perde seu fluxo de inteligência. O melhor a fazer é monitorar”.

Estônia e Geórgia

Em 2008, durante uma escalada de tensão entre Rússia e Geórgia, hackers promoveram ataques distribuídos de negação de serviço (também conhecidos como DDoS Attack, a abreviação em inglês para Distributed Denial of Service) para sobrecarregar sites e servidores da Geórgia nas semanas que antecederam a invasão militar russa.

Na época, o governo da Geórgia afirmou que a Rússia estava por trás dos ataques DDoS, mas o Kremlin negou a acusação, alegando que os ataques poderiam ter sido realizados por qualquer pessoa, dentro ou de fora da Rússia.

Em 2007, houve ataques parecidos contra os serviços de internet na Estônia, causando distúrbios no seu sistema financeiro. Estes ataques coincidiram com divergências entre Estônia e Rússia sobre a realocação de um memorial soviético de guerra.

Ao passo que uma ação militar é visível e sujeita ao escrutínio da comunidade internacional, ciberataques são considerados mais difíceis de rastrear e de atribuir a uma única fonte.

Para especialistas, tanto a Rússia como a Ucrânia poderiam se aproveitar dos chamados hackers “patrióticos” para promover ataques do tipo.

“Se os russos forem capazes de fazer com que seus hackers patrióticos efetivamente participem da guerra em prol deles, isso poderia ser muito eficaz”, comenta Paul Rosenzweig, um ex-funcionário do setor de segurança nacional e fundador da empresa Red Branch Consulting, especializada no setor, que aponta também para vantagens da Ucrânia no campo das batalhas cibernéticas.

“Muitas vezes confundimos grupos ucranianos por grupos russos já que eles contam com endereços de IP (Internet Protocol) semelhantes e coisas assim. Mas os ucranianos, por serem um pouco mais ocidentalizados, contam com especialistas em outros países. É um grupo muito eficaz com bases fora. Uma diáspora, por asim dizer. Mas ainda não sabemos se eles estarão motivados a lutar ou não”, diz o especialista.

Um grupo de hackers ucraniano, Cyber-Berkut, postou uma lista de 40 sites que eles vandalizaram desde o início do conflito.

Entre eles está o da página da emissora estatal russa Russia Today, que, por um breve período teve a palavra “russos” alterada para “nazistas”.

Mas Rosenzweig frisa que “não se deve superestimar a importância de ciberataques”, dizendo que seria como comparar a ação de tanques com a de balas.

 

Fonte: BBC Brasil

Potente vírus Snake ataca computadores na Ucrânia

A Ucrânia está sofrendo constantes ataques do potente vírus informático Snake, detectado em 2006, mas muito ativo desde 2013, em particular desde o início da crise no país, segundo um relatório do BAE Systems, organismo especializado em ciberespionagem.

A origem desses ataques pode ser localizada na Rússia, já que opera no fuso horário de Moscou e no código do vírus há um pouco de texto em russo. Desde 2010, Snake foi detectado em 56 sistemas informáticos, dos quais 44 a partir de 2013. Desses 44 casos, 22 foram detectados na Ucrânia, oito em 2013 e 14 em 2014.

Na Ucrânia, o vírus invadiu a rede do governo e de importantes organismos ucranianos, segundo o jornal Financial Times. “Snake é uma das ameaças mais sofisticadas e mais persistentes que temos estudado”, explicou BAE Systems.

Segundo os especialistas, o Snake é comparável ao vírus Stuxnet, que em 2010 causou estragos no programa nuclear iraniano. Teerã acusou os Estados Unidos e Israel por estes ataques.

AFP

 

Fonte: Terra

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O Cyclone-4 – a ACS (Alcântara-Cyclone Space) e a Crise na Ucrânia

Rafael Garcia

O primeiro foguete construído para a empresa binacional ucraniano-brasileira que tenta entrar no mercado de lançamento de satélites está 90% pronto, e sua construção não está sendo afetada pela turbulência política em Kiev, afirma a direção do projeto, com sede em Brasília.

A ACS (Alcântara-Cyclone Space), estatal na qual os governos dos dois países investiram US$ 230 milhões cada um até agora, diz que mantém seu calendário prevendo o lançamento de estreia para 2015, a partir de Alcântara, no Maranhão, “podendo sofrer pequena variação”.

“Esse projeto é um projeto de Estado”, afirma o brigadeiro Wagner Santilli, chefe de relações corporativas da ACS. “Uma situação política de momento nada tem a ver com isso. O projeto tem uma assinatura entre os dois governos e está indo para a frente.”

Segundo a direção da empresa, contatos com engenheiros que produzem o foguete na Ucrânia continuam ocorrendo sem perturbações, e atrasos recentes no projeto se devem apenas a “problemas de reembolso”.

A ACS foi criada a partir de um acordo assinado entre os países em 2003 prevendo o lançamento do primeiro foguete –o modelo Cyclone-4, ainda em desenvolvimento–em 2007. O programa sofreu sucessivos atrasos devido a problemas como disputa de terras com comunidades quilombolas de Alcântara e esgotamento de verbas em Kiev.

INVESTIMENTO E LUCRO

Segundo Santilli, as obras da base que abriga a plataforma de lançamento no Maranhão estão 40% prontas.

Questionada pela Folha, a empresa não respondeu quanto investimento ainda será necessário para terminar o projeto. Em 2010, analistas já apontavam que, se ultrapassasse o valor de R$ 1 bilhão, a ACS se tornaria uma empreitada cara demais para obter lucro a curto prazo.

A empresa não arrisca dizer se a turbulência na Ucrânia pode repercutir mal entre futuros clientes. A Ucrânia havia deixado em aberto a possibilidade de transferir ao Brasil a tecnologia dos foguetes, mas nunca cravou um acordo nisso. A reportagem da Folha não conseguiu contatar a contraparte ucraniana da ACS para comentários.

Folha de São Paulo

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OEA aprova declaração de solidariedade e apoio à Venezuela

O Conselho Permanente da Organização dos Estados Americanos (OEA) aprovou nesta sexta-feira por maioria uma declaração conjunta na qual reconhece e “apoia” o diálogo iniciado pelo governo na Venezuela e pede a continuação do mesmo, o respeito aos direitos humanos, além de expressar seu apreço pela não intervenção nos assuntos internos do país.

Com 29 votos a favor e 3 contra (EUA, Canadá e Panamá), os embaixadores da Organização dos Estados Americanos (OEA) votaram, ponto por ponto, várias propostas até validar uma declaração intitulada “solidariedade e apoio à institucionalidade democrática, ao diálogo e à paz” na Venezuela.

No texto, o Conselho Permanente expressou seu “reconhecimento, o apoio pleno e o incentivo às iniciativas e aos esforços do governo democraticamente eleito da Venezuela e de todos os setores políticos, econômicos e sociais para que continuem avançando no processo de diálogo nacional, para a reconciliação política e social”.

Esse diálogo deve ser realizado “com pleno respeito às garantias constitucionais de todos e por todos os atores democráticos”, acrescentou o texto.

Além disso, a declaração mostra sua “mais enérgica rejeição a toda forma de violência e intolerância e faz o pedido de paz, tranquilidade e respeito aos direitos humanos e às liberdades fundamentais – incluindo os direitos à liberdade de expressão e reunião pacífica, circulação, saúde e educação – a todos os setores”.

Na declaração, os embaixadores expressam suas “condolências às vítimas”, “fazem votos para que as investigações tenham uma rápida e justa conclusão”, e mostram “seu respeito ao princípio de não intervenção nos assuntos internos dos Estados e seu compromisso com a defesa da institucionalidade democrática e do estado de direito, de acordo com a Carta da OEA e o direito internacional”.

Por último, o Conselho expressa seu “interesse de se manter informado sobre a situação e o diálogo instaurado na Venezuela”, apesar de não estabelecer nenhum mecanismo concreto de acompanhamento do mesmo. “É uma vitória para toda a América Latina”, declarou o embaixador venezuelano, Roy Chaderton, satisfeito após a votação.

A embaixadora dos EUA, Carmen Lomellín, considerou que a declaração é uma “vitória para todas” as nações do continente, e não só para a Venezuela, já que “vários países não queriam que fosse realizado o diálogo”, e “o fato de se poder discutir já é um avanço”.

O embaixador do Panamá, Arturo Vallarino, opinou que a solicitação de solidariedade para a Venezuela e para a “continuação” do diálogo “pode ser interpretada como parcial em relação ao governo” venezuelano.

“O Panamá considera que a OEA deve ter uma atitude mais dinâmica e acompanhar a situação, e não somente declarar seu interesse em se manter informada sobre o diálogo já instaurado”, afirmou o país centro-americano em uma nota de pé de página, um recurso que também usaram EUA e Canadá para expressar sua inconformidade.

EFE

 

Fonte: Terra

Venezuela comemora declaração da OEA: “vitória da dignidade”

O governo da Venezuela comemorou nesta sexta-feira como uma “vitória da dignidade” a declaração de solidariedade do Conselho Permanente da Organização dos Estados Americanos (OEA), que pede a continuação do diálogo e lamenta as mortes no país, com 29 votos a favor e 3 contra, de EUA, Canadá e Panamá.

“Mais do que da Venezuela, acho que é uma vitória da dignidade da América Latina e do Caribe”, disse o chanceler venezuelano, Elías Jaua, durante um contato telefônico com o canal estatal VTV, no qual também afirmou que essa declaração é “a favor da paz, do diálogo e da institucionalidade democrática” no país.

O ministro das Relações Exteriores disse que “todo o aparelho de propaganda montado contra a Venezuela foi sendo desmoronado pela moral e pela verdade do povo venezuelano”.

Acrescentou que agora o mundo sabe que o país sul-americano “não enfrenta manifestantes pacíficos”, mas uma “corrente violenta que tenta derrubar o governo legítimo e constitucional de Nicolás Maduro”.

Jaua reiterou que nesta sexta-feira se expressou a dignidade de todo o continente “com a lamentável exceção” do Panamá, que assumiu – disse – “posições abjetas”. O governo do presidente venezuelano, Nicolás Maduro, rompeu relações com o Panamá na última quarta-feira.

Em nome de Maduro, o chefe da diplomacia venezuelana agradeceu os países que apoiaram a Venezuela por sua solidariedade, “especialmente” aos países do Caribe que se expressaram – declarou – apesar “das pressões” dos Estados Unidos.

Jaua afirmou que o governo venezuelano “não se surpreende” com a falta de apoio dos Estados Unidos e do Canadá e que, no caso do Panamá, “o império” – forma como chama os EUA – tem “seu centro e sua articulação” e assinalou que “foi de lá que saiu todo esse movimento para derrubar o governo legitimo da Venezuela”.

O ministro das Relações Exteriores disse que na reunião de chanceleres da União das Nações Sul-americanas (Unasul), que será realizada na próxima quarta-feira em Santiago do Chile para tratar da situação da Venezuela, é esperada “uma declaração contundente” e na qual vai comparecer “com todas as expectativas, e muito mais depois dessa heroica vitória”.

Além disso, antecipou que a Venezuela avaliará nessa reunião “qualquer tipo de apoio para o acompanhamento do diálogo promovido pelo presidente” Maduro através da conferência nacional da paz, inaugurada na semana passada.

O Conselho Permanente da OEA aprovou nesta sexta-feira por maioria uma declaração conjunta na qual reconhece e “apoia” o diálogo iniciado pela Venezuela e pede a continuação do mesmo, o respeito aos direitos humanos, além de expressar seu apreço pela não intervenção nos assuntos internos do país.

O texto expressa o “reconhecimento, o apoio pleno e o incentivo às iniciativas e aos esforços do governo democraticamente eleito da Venezuela e de todos os setores políticos, econômicos e sociais para que continuem avançando no processo de diálogo nacional, para a reconciliação política e social”.

Além disso, mostra sua “mais enérgica rejeição a toda forma de violência e intolerância e faz o pedido de paz, tranquilidade e respeito aos direitos humanos e às liberdades fundamentais – incluindo os direitos à liberdade de expressão e reunião pacífica, circulação, saúde e educação – a todos os setores”.

A reunião da OEA foi realizada para analisar a onda de protestos contra o governo que a Venezuela vive desde 12 de fevereiro e que, em alguns casos, se tornaram violentos, ao causar pelo menos 19 mortes, 318 feridos e 1.103 pessoas presas, segundo dados oficiais.

EFE

 

Fonte: Terra