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Vídeo: Exposição de produtos de defesa adquiridos pelo Exército Brasileiro de COMANDO E CONTROLE

Exposição com novos equipamentos de comunicações para o sistema de comando e controle do Exército. Dentre eles, uma torre móvel de operações capaz de coordenar transmissões num raio de 90km. A estrutura é a única na América do Sul e será utilizada nos grandes eventos.

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Fonte: EPEx

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Defesa Destaques Sistemas de Armas Tecnologia

Entregue a Forças Armadas da Índia o 3.500º helicóptero Mil Mi-8/17

A Russian Helicopters entregou às Forças Armadas da Índia um Mi-17 que é o 3.500º exemplar dessa família de helicópteros (Mi-8/17).

Em 2008, a Rosoboronexport recebeu um contrato da Índia para o fornecimento de 80 Mi-17V-5, sendo que em 2013-2013 a Índia encomendou mais 71 aeronaves adicionais.

 

Fonte: Segurança & Defesa

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Exército Brasileiro receberá as primeiras treze Viaturas (VBTP-MR) Guarani

Viaturas recém saídas das linhas de montagem na fábrica da IVECO Defesa – Fotos: Roberto Caiafa

Roberto Valadares Caiafa

As viaturas serão entregues à 15ª Brigada de Infantaria Mecanizada, sediada em Cascavel/PR, para mobiliar uma das Companhias de Fuzileiros do 33º Batalhão de Infantaria Motorizado, Unidade orgânica da Brigada, que está em processo de transformação para 33º Batalhão de Infantaria Mecanizado.

O evento deverá contar com a presença de Celso Amorim, ministro da Defesa, do general-de-exército Enzo Martins Peri, comandante do Exército brasileiro, além de outras autoridades civis e militares.

Viaturas recém saídas das linhas de montagem na fábrica da IVECO Defesa – Fotos: Roberto Caiafa

O Projeto Guarani tem por objetivo transformar as Organizações Militares de Infantaria Motorizada em Mecanizada e modernizar as Organizações Militares de Cavalaria Mecanizada.

Para isso, estão sendo desenvolvidas novas famílias de Viaturas Blindadas de Rodas, a fim de dotar a Força Terrestre de meios para incrementar a dissuasão e a defesa do território nacional.

A primeira viatura desenvolvida foi a Viatura Blindada para Transporte de Tropa Média de Rodas Guarani (VBTP-MR Guarani), possibilitando a substituição das viaturas Urutu e Cascavel, fabricadas pela Engesa, e que estão em uso há mais de 40 anos.

Fotos: Roberto Caiafa

Versão armada com a torreta automatizada da REMAX

Detalhes da estação de tiro da torreta automatizada da REMAX, no interior da viatura

Torreta REMAX da ARES armada com metralhadora pesada de 12,7 mm

As viaturas incorporarão as seguintes inovações tecnológicas: baixa assinatura térmica e radar; proteção blindada para munição perfurante incendiária e minas anticarro; aviso de detecção por laser; ar-condicionado; capacidade de navegação por GPS ou inercial; sistema de Gerenciamento de Campo de Batalha; sistema de Consciência Situacional; torre automática com canhão 30mm; visão noturna; e reparo automatizado para metralhadora .50 ou 7,62mm.

Torre automatizada com canhão de 30 mm UT 30 BR da Elbit Systems (AEL Sistemas), na posição defletida para aerotransporte ou deslocamentos em tempos de paz.

Pode-se ver os sensores optrônicos, a blindagem da estrutura e os lançadores de granadas fumígenas.

 

Fonte: Tecnologia & Defesa

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Conflitos Geopolítica Opinião

Autodeterminação da Crimeia: Ocidente colhe os frutos da sua política

Todavia as raízes destas mudanças e dos roteiros do posterior desenrolar dos acontecimentos devem ser procurados no limiar entre a década de 90 do século passado e os anos 2000.

É difícil de contestar o fato de que a situação em torno da Ucrânia tem desestabilizado já há vários meses a situação política e financeira na Europa e no mundo em geral. Mas uma concepção mais ampla do problema torna evidente que ela é continuação de mudanças geopolíticas e da “re-formatação” do espaço euro-asiático e norte-africano que tinha começado ainda na década 90 do século passado no “polígono” da antiga Iugoslávia. Mudou apenas o “matiz” deste processo: enquanto que durante a década de 90 e primeira metade da década de 2000 estas mudanças correspondiam basicamente aos interesses dos EUA, da União Europeia e da OTAN, a partir do início dos anos 2000 este processo passou a ser equilibrado pela crescente influência da Rússia e dos seus processos de integração.

O fator-chave foi, sem dúvida, a proclamação unilateral da independência de Kosovo em 2008, seguida pela reconhecimento apressado deste ato pelas potências ocidentais. Foi precisamente o precedente de Kosovo que determinou em grande parte o desenrolar dos acontecimentos em outras regiões conflituosas dos Balcãs, da região do mar Negro e do Cáucaso e a sua influência não acusa a mínima tendência de diminuir, confirmou à Voz da Rússia o perito Alexander Karasev:

“Tem-se a impressão de que o eco dos acontecimentos em Kosovo vai soar ainda durante muito tempo. A proclamação da independência de Kosovo em 2008 e o seu reconhecimento pelo Ocidente criaram um precedente. E este precedente ficará doravante no direito internacional”.

Trata-se da decisão do Tribunal Internacional de Haia de 2010 a respeito de Kosovo que tinha reconhecido na realidade que semelhantes declarações correspondiam ao direito internacional. Ainda em julho de 2009 a Casa Branca americana apresentou ao Tribunal Internacional da ONU um comentário em que se analisava a situação em Kosovo. Naquele caso Washington declarava que “o princípio jurídico de integridade territorial não impede que as formações não estatais anunciem pacificamente a sua independência”.

A União Europeia procura mesmo hoje reduzir ao mínimo a influência do referendo da Crimeia. Catherine Ashton, suprema representante da União Europeia para a política externa e política de segurança, exortou a Rússia a “entabular diálogo com a direção da Ucrânia e continuar conversações com a comunidade internacional a fim de diminuir a tensão e encontrar uma via política de saída da crise”.

A Rússia está pronta para as conversações. Mas a manifestação quase unânime da vontade dos habitantes da Crimeia é um fato consumado. E não é a Rússia quem deve responder pelo precedente de Kosovo que há seis anos tinha “reformatado” radicalmente o espaço geopolítico.

 

Fonte: Voz da Rússia

 

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Conflitos Geopolítica Opinião

Cooperação técno/militar da China com a Rússia – E a Ucrânia

A crise na Ucrânia é um momento crucial no desenvolvimento das relações políticas entre a Rússia e os países do Ocidente. Praticamente não há esperanças de que a crise ucraniana termine nos próximos tempos.

A economia da Ucrânia está arruinada, o aparelho estatal enfraquecido e as contradições nacionais agravaram-se. Mesmo se a tenção da crise diminuir, a Ucrânia continuará a gerar problemas durante muitos anos, envenenando as relações da Rússia com o Ocidente. A crise terá também consequências prognosticadas para a cooperação militar-técnica da Rússia com a China.

Nesta situação, para a Rússia é muito importante o apoio por parte de tais países, como a Índia e a China. Atualmente, a RPC é o maior parceiro comercial da Rússia e a manutenção de relações estreitas faz com que sejam fracassadas quaisquer estratégias ocidentais voltadas para isolar a Rússia.

As principais consequências da crise ucraniana não dirão respeito ao destino da Ucrânia, mas sim ao caminho escolhido pela Rússia. É muito provável que a Rússia entre num período duradouro de confrontação com os EUA; a luta contra a pressão americana irá transformar-se, pelo visto, na principal tarefa que prevaleça outras razões. Tal aumentará a importância da cooperação militar-técnica da Rússia com a China, que se firmará definitivamente nos próximos tempos no papel de principal parceiro da Rússia na política externa.

Anteriormente, a posição da Rússia em relação aos projetos militar-técnicos conjuntos com a China se formava sob a influência de um jogo complexo de fatores. Foram levadas em conta previsões da política externa, o nível corrente das relações com o Ocidente, o perigo de fuga de tecnologias à RPC, ameaças de concorrência chinesa em mercados de armamentos em terceiros países, assim como o planeamento crítico no caso do pioramento brusco, pouco provável, mas hipoteticamente possível, das relações bilaterais. Regra geral, por estas razões, a China tinha um acesso mais limitado a tecnologias militares russas em comparação com a Índia.

É muito provável que a nesta situação a Rússia comece a livrar-se de condições e restrições que influem na política na esfera das exportações militares. A Rússia torna-se seriamente interessada no crescimento rápido do potencial militar de outros países de BRICS, sobretudo da China. Face à transformação dos EUA na fonte principal de ameaças e ao desdobramento gradual de uma nova versão de guerra fria, cresce o interesse da Rússia em reforçar rapidamente o potencial combativo do Exército de Libertação Popular da China. O reforço do progresso no rearmamento das Forças Armadas chinesas significará que os Estados Unidos terão cada vez menos forças e possibilidades para pressionar a Rússia.

Deste modo, se a crise ucraniana se desenvolver negativamente, podemos esperar que surjam novos vetores na cooperação militar-técnica russo-chinesa, que abraçam esferas mais sensíveis, tais como a projeção e construção de submarinos atômicos e de respectivos equipamentos; a entrega de alguns tipos de equipamentos espaciais, incluindo reatores nucleares para aparelhos espaciais, que há muito provocam interesse da parte chinesa; a cooperação no desenvolvimento de um sistema de aviso de ataques de mísseis, etc.

Ao mesmo tempo, pode ser alargado também o quadro da cooperação militar-técnica com a Índia. Em condições atuais, os interesses da Rússia dizem respeito a uma rápida transformação dos países de BRICS em potentes centros independentes de força com consideráveis potenciais militares. Sem resolver esta tarefa, a Rússia terá de resistir em separado à pressão ocidental.

Deste modo, há todas as razões para esperar que no ano em curso apareçam novas grandes iniciativas na esfera da cooperação militar-técnica da Rússia com a China e outros países emergentes.

A economia da Ucrânia está arruinada, o aparelho estatal enfraquecido e as contradições nacionais agravaram-se. Mesmo se a tenção da crise diminuir, a Ucrânia continuará a gerar problemas durante muitos anos, envenenando as relações da Rússia com o Ocidente. A crise terá também consequências prognosticadas para a cooperação militar-técnica da Rússia com a China.

Nesta situação, para a Rússia é muito importante o apoio por parte de tais países, como a Índia e a China. Atualmente, a RPC é o maior parceiro comercial da Rússia e a manutenção de relações estreitas faz com que sejam fracassadas quaisquer estratégias ocidentais voltadas para isolar a Rússia.

As principais consequências da crise ucraniana não dirão respeito ao destino da Ucrânia, mas sim ao caminho escolhido pela Rússia. É muito provável que a Rússia entre num período duradouro de confrontação com os EUA; a luta contra a pressão americana irá transformar-se, pelo visto, na principal tarefa que prevaleça outras razões. Tal aumentará a importância da cooperação militar-técnica da Rússia com a China, que se firmará definitivamente nos próximos tempos no papel de principal parceiro da Rússia na política externa.

Anteriormente, a posição da Rússia em relação aos projetos militar-técnicos conjuntos com a China se formava sob a influência de um jogo complexo de fatores. Foram levadas em conta previsões da política externa, o nível corrente das relações com o Ocidente, o perigo de fuga de tecnologias à RPC, ameaças de concorrência chinesa em mercados de armamentos em terceiros países, assim como o planeamento crítico no caso do pioramento brusco, pouco provável, mas hipoteticamente possível, das relações bilaterais. Regra geral, por estas razões, a China tinha um acesso mais limitado a tecnologias militares russas em comparação com a Índia.

É muito provável que a nesta situação a Rússia comece a livrar-se de condições e restrições que influem na política na esfera das exportações militares. A Rússia torna-se seriamente interessada no crescimento rápido do potencial militar de outros países de BRICS, sobretudo da China. Face à transformação dos EUA na fonte principal de ameaças e ao desdobramento gradual de uma nova versão de guerra fria, cresce o interesse da Rússia em reforçar rapidamente o potencial combativo do Exército de Libertação Popular da China. O reforço do progresso no rearmamento das Forças Armadas chinesas significará que os Estados Unidos terão cada vez menos forças e possibilidades para pressionar a Rússia.

Deste modo, se a crise ucraniana se desenvolver negativamente, podemos esperar que surjam novos vetores na cooperação militar-técnica russo-chinesa, que abraçam esferas mais sensíveis, tais como a projeção e construção de submarinos atômicos e de respectivos equipamentos; a entrega de alguns tipos de equipamentos espaciais, incluindo reatores nucleares para aparelhos espaciais, que há muito provocam interesse da parte chinesa; a cooperação no desenvolvimento de um sistema de aviso de ataques de mísseis, etc.

Ao mesmo tempo, pode ser alargado também o quadro da cooperação militar-técnica com a Índia. Em condições atuais, os interesses da Rússia dizem respeito a uma rápida transformação dos países de BRICS em potentes centros independentes de força com consideráveis potenciais militares. Sem resolver esta tarefa, a Rússia terá de resistir em separado à pressão ocidental.

Deste modo, há todas as razões para esperar que no ano em curso apareçam novas grandes iniciativas na esfera da cooperação militar-técnica da Rússia com a China e outros países emergentes.

 

Fonte: Voz da Rússia

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Destaques Geopolítica

Moldávia também mostra interesse em aderir à Rússia

Até pouco tempo atrás, a Moldávia era considerada candidata certa a uma associação com a União Europeia (UE), apesar dos problemas em torno da região separatista da Transnístria, que defende cada vez mais uma anexação à Federação Russa. Os acordos seriam assinados já em meados deste ano, mas agora, em plena crise na Crimeia, ameaçam fracassar: o Kremlin dá mostras de que não vai deixar mais uma ex-república soviética se aproximar do Ocidente.

Em setembro passado, Putin limitou a importação de vinho da República da Moldávia, localizada entre a Romênia e a Ucrânia. Pouco depois, negou que cerca de 20 mil, de um total de meio milhão de trabalhadores temporários moldávios, pudessem entrar na Rússia.

E agora vem seu próximo passo com o aparente objetivo de impedir o tratado de associação: desde fevereiro, a minoria étnica dos gagaúzes vem ensaiando uma revolta contra o projeto. Baseados 100 quilômetros ao sul da capital Chisinau, eles consideram as relações econômicas com a Rússia mais importantes do que a parceria comercial com a UE.

O núcleo da resistência contra o acordo com a UE é o esquecido vilarejo de Comrat, de cerca de 23 mil habitantes e capital da região da Gagaúzia. O movimento foi iniciado por Mihail Formuzal, que, como quase todos na região, pertence à minoria étnica dos cerca de 160 mil gagaúzes. Formuzal é o bashkan deles, o que equivale a um líder. A região em torno de Comrat é administrada pelos russo-ortodoxos de etnia turca de forma autônoma – somente a Justiça, a política de segurança e as relações exteriores não estão em suas mãos.

Referendo pró-Rússia

Em fevereiro, Formuzal, ex-major do Exército soviético, convocou um referendo para que seus compatriotas se pronunciassem sobre o acordo de associação com a UE. Segundo ele, o acordo prejudicaria a economia e ameaçaria a autonomia dos gagaúzes. Não foi nenhuma surpresa que 98,5% dos cerca de 70 mil que votaram disseram “não” às relações comerciais com a UE – preferindo uma adesão à união de livre-comércio do presidente Vladimir Putin.

Cazaquistão e Belarus já são membros da união aduaneira de Putin. A partir do próximo ano, essa união deverá equivaler, em termos de direito internacional, a uma liga de Estados semelhante à União Europeia. O referendo de Formuzal não tem nenhum efeito legal, porque os gagaúzes não podem decidir sobre o futuro de toda a República da Moldávia.

A Gagaúzia já possui, há muito tempo, boas relações comerciais com a Rússia – para a região predominantemente agrícola, o mercado russo é vital. Segundo Formuzal, no mercado europeu, os produtos dos vinicultores e fruticultores não têm a menor chance. “Nossa economia ainda precisa de dez anos para se tornar competitiva na UE. Somente o mercado russo pode nos salvar ao longo dos próximos dez anos”, disse à DW.

A opinião é compartilhada por muitos nas ruas de Comrat, como Dimitri Dimcioglu. Num parquinho, o aposentado de 64 anos observa seus netos brincarem e afirma estar preocupado com o futuro deles.

“O desemprego aqui é muito alto, a indústria é muito pouco desenvolvida”, diz o aposentado, que lembra que muitos gagaúzes preferem ser trabalhadores temporários na Rússia ou na Turquia. Nas ruas, cidades e vilarejos da região, fala-se russo, em casa, o gagauz. “Ele é 95% semelhante ao turco”, explica Dimcioglu. Na televisão, todos os programas são transmitidos em russo.

Maioria comunista no Parlamento

Dimitri Dimcioglu também votou no referendo – deixando-se levar, segundo ele, por motivos pragmáticos e não políticos: “Eu não votei pela Rússia, mas pela união aduaneira. Nós, gagaúzes, não temos nada contra a UE, somos apenas contra uma ruptura com a Rússia.”

Uma aproximação da UE poderia desestabilizar a Gagaúzia – e provavelmente desgastar o papel de Mihail Formuzal como líder da minoria étnica. “O principal problema é que, atualmente, 25 mil gagaúzes estão trabalhando na Rússia. Se o acordo de associação com a UE for assinado, eles serão expulsos da Federação Russa”, alerta Formuzal, espécie de governador da região. “O que eu vou fazer? Pois as pessoas vão exigir de mim postos de trabalho, que eu não lhes posso dar.”

Segundo Formuzal, somente uma adesão à união aduaneira de Putin garantiria a estabilidade e a autonomia da região. Para tal, a Rússia já prometeu as primeiras recompensas. “Em breve, o vinho de Comrat voltará a ser importado e o preço do gás para os gagaúzes baixará”, prevê.

 

Formuzal: “Nós precisamos da Rússia”

Mas o referendo, que à primeira vista parece ter caráter apenas simbólico, esconde uma força política explosiva. Os gagaúzes votaram também a favor de que a sua independência da República da Moldávia seja declarada caso o Parlamento em Chisinau venha realmente a aprovar o acordo de associação com a UE.

Mas a soberania da República da Moldávia estaria ameaçada de qualquer forma. E isso, segundo Formuzal, desde que o presidente romeno, Traian Basescu, exigiu abertamente uma reunificação da Moldávia e da Romênia. Para ele, a não sobrevivência da república, que existe somente desde 1991, seria uma questão apenas de tempo.

“Os partidos de direita não aceitam a independência da Moldávia”, diz Formuzal. “Os partidos do governo tentam incitar tumultos em Comrat, conclamando a manifestações semelhantes às da Praça Maidan, em Kiev.”

No fim do ano, um novo Parlamento será eleito na República da Moldávia. De acordo com pesquisas de opinião, os comunistas estão bem à frente. “Os moldávios não são burros”, diz Inna Shapuk, deputada da bancada comunista no Legislativo moldávio. “Na TV, eles veem como uma política antidemocrática é praticada sob a égide da UE. Queremos mostrar que vantagens uma união aduaneira com a Rússia teria.”

 

Fonte: DW.DE

 

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Conflitos Geopolítica Opinião

Crise na Crimeia impõe dilema a Pequim

Presidentes Vladimir Putin e Xi Jiping

Há décadas, o princípio básico da política externa de Pequim tem sido o de não interferir em assuntos de outros Estados. E os chineses esperam o mesmo dos demais – por exemplo, dos russos. No caso da Ucrânia, porém, esse mesmo princípio impõe um dilema ao se opor a um interesse central de Pequim: manter o bom relacionamento com Moscou.

“As relações sino-russas estão atualmente na melhor fase de nossa história mútua”, enfatizou, em março, o primeiro-ministro Wang Yi, numa coletiva de imprensa por ocasião da sessão anual da Assembleia Nacional Popular. Segundo ele, há confiança e apoio recíprocos, além de uma amizade profunda unir seus presidentes.

De fato, Pequim precisa de Moscou como aliado contra o Ocidente. E no contexto da crise da Crimeia, certas vozes na China pretendem caracterizar o lado ocidental como agressor. “O Ocidente, liderado pelos Estados Unidos, não deseja um mundo pacífico e se imiscui por toda parte. Isso cria turbulências”, declarou à TV alemã Chen Xinming, especialista em Leste Europeu da Universidade Popular de Pequim. “A China e a Rússia precisam uma da outra estrategicamente, a fim de poderem opor resistência à dominância ocidental.”

Segundo Sven Gareis, especialista em assuntos chineses da Universidade de Münster, a sensação de estar cercada pelo Ocidente, e sobretudo pelos EUA, é de grande significado para a política externa de Pequim. “A Rússia é vista como uma parceira importante, em que é possível se fiar e de quem se espera respaldo. E é claro que não se quer expor publicamente um parceiro assim”, afirma.

Parceria sino-russa posta à prova

Porém, Pequim também deseja se ater ao princípio de não intervenção. E não é de espantar que tenha evitado se manifestar claramente quanto à legitimidade do referendo que, em 16 de março, definiu a independência da Crimeia e sua adesão à Federação Russa.

Questionado, em entrevista coletiva, se a China reconhecia a legalidade da votação popular, por duas vezes o vice-primeiro-ministro Li Baodong tergiversou. Ele se limitou a expressar a expectativa de que “todos os lados mantenham a cabeça fria e procurem uma solução política”.

O apoio chinês à aliada estratégica Rússia já mostrou seus limites no Conselho de Segurança das Nações Unidas. Quando, pouco antes do referendo na Crimeia, a Rússia vetou a resolução relativa à Ucrânia, a China se absteve de votar: nos bastidores, diplomatas ocidentais falaram em “um tapa” no Kremlin, cujo voto Pequim normalmente acata.

O atual presidente do Conselho da ONU, o ministro luxemburguês do Exterior Jean Asselborn, louvou expressamente o fato de a China rejeitar todo passo unilateral levando à alteração de territórios estatais, e de reivindicar a formação de um grupo internacional de coordenação.

Para Gareis, o caso no Conselho de Segurança ilustra bem o dilema chinês: por um lado, não dar aos russos carta branca na Crimeia, mas, por outro, igualmente negar seu apoio a uma resolução ocidental.

Tibete, Taiwan e outros problemas

Do ponto de vista da política interna, Pequim também tem motivos eloquentes para não defender abertamente demais os planos de anexação de Vladimir Putin. “A China não pode apoiar o referendo, pois, afinal de contas, também temos os nossos problemas”, lembra o especialista em assuntos europeu-orientais Chen Xinming.

Esses problemas são o Tibete, Xinjiang, Hong Kong e Taiwan. Se a República Popular aceita o resultado da votação na Crimeia, por que não se valeriam as mesmas regras para essas regiões em território chinês, que igualmente reivindicam independência?

“Desse ponto de vista, naturalmente é um cenário de pesadelo para a China alguém vir de fora, impor um referendo com pressão militar, e acarretar a secessão de um território”, analisa Gareis.

Enquanto, no nível político, Pequim se debate em contradições, as possíveis sanções econômicas do Ocidente contra a Rússia poderiam antes beneficiar os chineses. “A Rússia iria se afastar cada vez mais da Europa, o vencedor da crise seria a China”, avalia o presidente do Comitê para o Leste da Economia Alemã, Eckhard Cordes, falando à revista Fokus.

A República Popular, que já é hoje a maior importadora de petróleo russo, ficaria satisfeita com esse desdobramento, transformando-se no grande ganhador da crise da Ucrânia e confirmando o provérbio alemão: “Quando dois brigam, um terceiro leva vantagem.”

Sven Gareis, porém, rebate: “Não acredito que a China vá se deixar guiar por interesses de curto prazo e que esteja torcendo para lucrar com a situação.” Para o cientista político, Pequim estaria mais preocupado com a estabilidade de longo prazo na região.

Além disso, a economia chinesa também depende de boas relações com o Ocidente. Por esse motivo, nas próximas semanas o número de equilibrismo político da China pode se tornar bem mais precário. No final de março, o presidente Xi Jinping está convidado por vários governos do Oeste da Europa: é bem provável que, então, ele tenha que definir de que lado está em relação à Ucrânia.

 

Fonte: DW.DE

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Brasil Conflitos Geopolítica

Brasil confirma moderação em posicionamento sobre a Crimeia

Encontro dos ministros Luiz Alberto Figueiredo (à direita) e Laurent Fabius nesta manhã em Paris. Bruno Chapiron/Ministère des Affaires étrangères

Gabriel Brust

Na primeira manifestação do governo brasileiro sobre a crise na Crimeia, o ministro das Relações Exteriores Luiz Alberto Figueiredo afirmou, na manhã desta quinta-feira (19), em Paris, que o Brasil acompanha os desdobramentos com atenção e que o país apoia os esforços das Nações Unidas para que Rússia e Ucrânia encontrem uma solução negociada.

O chanceler brasileiro se encontrou com o seu par francês, Laurent Fabius, para dar sequência aos acordos iniciados pelo presidente François Hollande, três meses após a sua mais recente visita ao Brasil. Mas o assunto que predominou durante a entrevista aos jornalistas foi a questão ucraniana.

Ao ser indagado se o Brasil não condenaria as ações russas, Figueiredo disse que “não devemos confundir as coisas” e confirmou que o encontro do grupo dos Brics, do qual a Rússia faz parte, está mantido. Ele deve ocorrer após a Copa do Mundo, no Brasil. “A situação ucraniana é muito volátil. Nós a seguimos com muita atenção. Para nós, o importante é resolver a situação e, para isso, é preciso negociar, conversar. Podemos agir de diferentes maneiras para chegar à solução. Queremos uma solução negociada entre todas as partes dentro do contexto de um respeito democrático e da vontade dos ucranianos”.

O ministrou afirmou ainda que o Brasil incentiva o diálogo na região: “A Ucrânia é um país amigo do Brasil e devemos acompanhar com muita atenção. Nós apoiamos todos os esforços do secretário geral das Nações Unidas em direção a uma solução negociada do problema. Creio que os ucranianos devem conversar entre eles para resolver a situação. Todas as partes devem agir com moderação.”

Armas nucleares em xeque

Do lado francês, o ministro Fabius, como esperado, foi mais enérgico. Ele reafirmou a política francesa de atuar em duas frentes. De um lado, sanções econômicas em função do desrespeito ao Direito Internacional. De outro, o incentivo ao diálogo. “A nossa posição é ao mesmo tempo de firmeza, porque não se pode aceitar sem reagir que haja violação do Direito Internacional, ao mesmo tempo diálogo, porque é preciso evitar a escalada.”

A França ofereceu observadores para acompanhar o caso e deve discutir outras ações nestas quinta e sexa, em um encontro europeu em Bruxelas. O chanceler francês salientou também a questão nuclear. Ele relembrou que a Ucrânia aceitou, em 1994, abrir mão de seu arsenal nuclear em troca de sua integridade territorial, em um tratado assinado inclusive pela Rússia.

A quebra desse acordo, segundo Fabius, atrapalha os esforços permanentes para a não proliferação de armas nucleares. “Se o sentimento que se dá é que um Estado que aceitou abandonar as armas não tem mais a integridade garantida, há o risco de ser interpretado como uma incitação aos outros países para que tenham armas para proteger seu terrirório. E isso é contrário a tudo que desejamos”.

 

Fonte: rfi

 

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Conflitos Geopolítica Opinião

Crimeia: “Reintegração é evento mais importante no pós-URSS”

Marcos Troyjo é cientista político e professor do Ibmec-RJ e da Universidade Columbia em Nova York  –  Foto: arquivo pessoal

Mayara Moraes

A Ucrânia tem vivido dias difíceis desde a queda do presidente Viktor Yanukovitch, em 22 de fevereiro. Revoltas populares eclodiram no país, e a população da península da Crimeia enxergou na crise a oportunidade de realizar o desejo histórico de se reintegrar à Rússia. A realização de um referendo popular que culminou com a aprovação da anexação, e com a sua oficialização pelo presidente russo Vladimir Putin, fez com que as potências do Ocidente se envolvessem na crise ucraniana.

Desde então, condenações foram feitas e sanções aos envolvidos no referendo foram lançadas. Em entrevista ao Terra, o cientista político e professor da Universidade de Columbia, Marcos Troyjo, explica as causas e os desdobramentos da crise. Para Troyjo, a reintegração da península crimeana é o evento mais importante para a Rússia desde o fim da União Soviética, mas que essa ousadia pode custar caro a Putin e a seus aliados. Confira a íntegra da entrevista.

Terra – Quais seriam as consequências da anexação da Crimeia para a Rússia, para a Ucrânia e para o mundo como um todo? Essa anexação pode agravar ainda mais a crise na Ucrânia?

Troyjo – Acho que a Ucrânia hoje é assombrada pelo fantasma de um desmembramento maior do que apenas o da própria Crimeia. Fervem as antipatias históricas entre ucranianos do Oeste e russos, o que sem dúvida oferece farta matéria-prima para novos conflitos. Para o Ocidente há também um impacto grande.

A própria ONU (Organização das Nações Unidas) mostra-se de certa forma enfraquecida.  Dado o poder de veto da Rússia no Conselho de Segurança, a ONU está de mão atadas para adotar resoluções e tentar remediar a crise. Parece que estamos de volta à “Balança de Poder” que marcou a formação de alianças internacionais na Europa durante o século 19.

Para a União Europeia, a crise também representa um ônus, pois a maioria de seus países-membros encontra-se em meio a uma recuperação econômica ainda frágil. E apesar dessa vulnerabilidade, a EU é forçada a mostrar-se presente e interessada nos países do Leste.

A OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte) também se mostra impotente, pois se vê num jogo de xadrez em que seu oponente conta com denso poderio nuclear. Dessa forma, não pode resolver a parada apenas com forças convencionais sem temer que o conflito escale até o nível nuclear.

Para os EUA também a crise representa mudança. Washington não conseguirá implementar política externa e de defesa mais “retraída”, como parecia ser a vontade do Governo Obama. Crises como a da Ucrânia exigem um tipo de diplomacia presencial que é muito cara. Não dá para resolver apenas com drones pilotados a milhares de quilômetros de distância.

E sobre a importância desses acontecimentos para a Rússia basta dizer o seguinte. Em termos geopolíticos, a eventual reintegração da Crimeia é o evento mais importante para o país no período pós-URSS.

Terra – As consequências não seriam ruins para a Rússia já que os EUA e os países da União Europeia ameaçam impor uma série de sanções ao país? A Rússia não ficaria ainda mais isolada?

Troyjo – Sem dúvida. A Rússia e seus aliados têm muito a perder. Além do isolamento político, caso o impasse se prolongue, a Rússia experimentará deterioração de seu status como economia emergente.

O “Custo Rússia” refletirá uma imensa combinação de desconfiança e risco político. O volume de IEDs (investimentos estrangeiros diretos), de que a Rússia tanto depende, certamente cairá. O impacto disso sobre a bolsa de valores russa será marcante. Ademais, a Rússia “desconvidará” à formação de novas alianças, especialmente com potências ocidentais. Os que desejarem caminhar de mãos dadas com a Rússia sofrerão os efeitos colaterais da lógica do “diga-me com quem andas e te direi quem és”.

Terra – Por que a Crimeia tem sido tão disputada há tanto tempo, não apenas por Rússia e Ucrânia, como por vários outros povos ao longo da história?

Troyjo – Há sobretudo uma importância geopolítica. Pode parecer coincidência, mas em 1904, há exatos 110 anos, o geógrafo britânico H.J. Mackinder, apresentava à Royal Geographical Society em Londres um artigo acadêmico intitulado “O Pivô Geográfico da História”. Mackinder, que muitos consideram o pai da Geoestratégia, conceituava naquele texto a gigantesca massa de continentes formada por Europa, Ásia e África como sendo a “Ilha-Mundo”, cujo “Heartland” (literalmente “coração da terra”) tem epicentro na Europa Oriental.

Mais tarde, Mackinder teve de resumir sua teoria numa lógica bastante assustadora, pois ela foi utilizada tanto na Primeira quanto na Segunda Guerra Mundial. Mackinder salientava que “quem domina a Europa Oriental comanda o Heartland; quem domina o Heartland comanda a Ilha-Mundo; quem domina a Ilha-Mundo controla o mundo”.

Terra – A Crimeia foi ‘dada de presente’ à Soviética  República Socialista  Ucrânia pela República Socialista Federada Soviética da Rússia, em comemoração aos 300  anos de amizade entre a Rússia e a Ucrânia. Com o colapso da União Soviética, a Crimeia tornou-se parte da Ucrânia, mas a população de maioria russa ficou bem ressentida com a mudança.  Podemos dizer que a insatisfação da população russa que vive na Crimeia é histórica?

Troyjo – Sem dúvida. Quando Nikita Kruschev “cedeu” a Crimeia à Ucrânia, destancando-a da Rússia, imaginava estar contribuindo com um pilar de comunhão entre as duas mais importantes repúblicas soviéticas. Aliás, por curiosidade, Kruschev nasceu na cidade russa de Kalinovka, praticamente na fronteira entre Rússia e Ucrânia.

Para compreender essa questão das afinidades étnicas naquela região, vale ressaltar que os eslavos gostam de definir sua “nacionalidade” menos em termos do lugar onde nasceram e mais em função do sangue de seus pais. É por isso que, após o Referendo de domingo passado, a maioria russa da Crimeia disse que “estava voltando para casa”.

Terra – Se essa insatisfação é histórica, por que a ideia da realização de um referendo aprovando a anexação da região à Rússia aconteceu apenas agora?

Troyjo – Porque os russos se aproveitaram da confusão política em Kiev e do vácuo de poder na Ucrânia para fazer valer uma antiga vontade geopolítica. A situação lembra um famoso ditado chinês: “onde há confusão, há lucro”.

Terra – Além da Crimeia, outras cidades e regiões da Ucrânia, como Carcóvia e Sebastopol  estão igualmente interessadas em se separar da Ucrânia. Por que há tanto interesse em deixar de fazer parte da Ucrânia e o que elas têm a ganhar se anexando à Rússia?

Troyjo – A maioria da Crimeia é russa e compartilha dos sonhos grandiosos de integrar uma “Rússia Imperial”, uma “Grande Rússia”. Esse sentimento é percebido em todas as localidades do leste da Ucrânia em que há presença étnica russa significativa.

Além disso, apesar de todas as dificuldades econômicas que os russos enfrentam, hoje o PIB (Produto Interno Bruto) per capita da Rússia é quase três vezes maior que o da Ucrânia. É realmente uma lástima, pois a Ucrânia como um todo prefigura uma das maiores potências agrícolas do mundo – tem muitos fatores positivos para tornar-se um país mais próspero e harmonioso.

Terra – Podemos dizer que a  diversidade étnica na Crimeia torna o conflito mais explosivo? Vimos que o povo tártaro boicotou a votação.

Troyjo – Creio que não. Comparada com outros conflitos étnicos recentes, como o horror que predominou na ex-Iugoslávia nos anos 1990, a violência na Crimeia tem sido pequena.

O problema maior é o embate entre os interesses nacionais da Rússia e da Ucrânia. Além disso, dada sua posição geográfica e dependência econômica externa, a Ucrânia acaba sofrendo os efeitos perversos do cabo-de-guerra entre Rússia e Ocidente.

Isso se manifestou claramente na tentativa de atração da Ucrânia ao polo gravitacional da União Europeia como também na possibilidade da Ucrânia vir a integrar a OTAN, ambas as hipóteses fortemente rechaçadas por Moscou.

Terra – Há um risco real de confronto militar entre Ucrânia e Rússia? Em caso afirmativo, quais  seriam as consequências desse confronto militar (sabemos que a Ucrânia está em muita desvantagem em relação à Rússia)?

Troyjo – Acho a probabilidade pequena. O novo governo na Ucrânia vai tentar consolidar-se na porção ocidental do país com a ajuda política e financeira da comunidade internacional. A Ucrânia está politicamente estilhaçada e financeiramente quebrada. Sem condição alguma de travar um conflito armado de grande fôlego. Não creio que veremos a reedição de um confronto como o que opôs Rússia e Geórgia em 2008

Terra – Você acredita que algum país interviria militarmente no conflito?

Troyjo – É pouco provável. Os laços econômicos entre Rússia e Europa são muito fortes e o risco potencial de um engajamento militar do Ocidente na Ucrânia é insuportavelmente alto.

 

Fonte: Terra

 

 

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Conflitos Geopolítica

Israel bombardeia Síria e adverte Assad contra “terroristas”

O governo de Israel advertiu nesta quarta-feira que o regime sírio de Bashar al-Asad pagará “um preço muito alto” por ajudar os grupos que atacam o Estado judeu.

“Consideramos o regime de Assad responsável pelo que está acontecendo sob sua autoridade e, se continuar cooperando com elementos terroristas que desejam atacar Israel, o faremos pagar um preço muito alto”, disse o ministro da Defesa, Moshe Yaalon, poucas horas depois de um ataque aéreo israelense na Síria.

A aviação israelense efetuou bombardeios seletivos na madrugada desta quarta-feira contra posições do exército sírio em resposta a uma explosão nas colinas de Golã, um ataque que feriu quatro soldados.

Os ataques apontaram contra “várias posições do exército sírio, que serviram para a execução do ataque contra os militares”, afirma um comunicado. De acordo com a nota, foram atingidos um centro de treinamento, uma sede militar e baterias militares.

Uma porta-voz militar confirmou que a aviação israelense bombardeou o lado sírio nas colinas de Golã às 3h00 (22h00 de Brasília, terça-feira).

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, advertiu na terça-feira que Israel responderia “com força” à explosão em Golã.

AFP

 

Fonte: Terra

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Defesa Geopolítica Sistemas de Armas

Admiral Kuznetsov está em manobras no Mar Mediterrâneo

A Marinha da Rússia confirmou que o seu porta-aviões Admiral Kuznetsov está em manobras de treinamento no Mar Mediterrâneo desde a sexta-feira da semana passada. O porta-aviões havia atracado no Chipre, no mês passado.

Os jatos de combate Sukhoi Su-33 estão cumprindo exercícios de defesa aérea, interceptação, reconhecimento e ataque, enquanto os helicópteros Kamov Ka-27 missões de guerra antissubmarino.

 

Fonte: C&R

 

 

 

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Defesa Sistemas de Armas

Royal Navy realiza testes com AW159 Wildcat

A Royal Navy (Marinha do Reino Unido), que está realizando testes operacionais do helicóptero de ataque marítimo AW159 com o 700W naval Air Squadron, comemorou o primeiro pouso embarcado do modelo no destroier HMS Dragon.

A partir do ano que vem a aeronave vai começar a substituir os Lynx Mk. 8 que apoiam as operações navais dos destroier e fragatas da Royal Navy ao redor do planeta.

A passagem do helicóptero foi rápida pelo HMS Dragon, entretanto no final deste mês a aeronave vai voltar para participar do exercício Joint Warrior, que acontece bianualmente envolvendo forças britânicas e de outras nações amigas que buscam aperfeiçoar a fazer o intercâmbio de novas táticas.

As manobras ocorrem na costa da Escócia e tem três semanas de duração. Ao todo 28 exemplares foram adquiridos pela Royal Navy.

 

Fonte: C&R