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Defesa Negócios e serviços

Paraguai procura novos aviões

O Presidente do Paraguai e Comandante-em-Chefe das Forças Armadss, Horacio Cartes, reuniu-se com o Ministro da Defesa e com outras autoridades para tratar da compra de aeronaves de combate, treinamento e transporte (entre eles um destinado ao transporte presidencial).

Entre os tipos sendo considerados para treinamento e combate estão o Super Tucano, o Pampa II, F-5 (provenientes de Taiwan) e Kfir Block 60 (Israel ofereceu um lote de doze). Quanto aos transportes, os preferidos são o Airbus Military CN235 e o C295, não se descartando a possibilidade de receber aviões doados por Taiwan. Fala-se também da possível aquisição de radares ELTA para cobrir o espaço aéreo paraguaio. (Juan Carlos Cicalesi e Agustín Puetz).

Fonte: Segurança&Defesa

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Defesa Geopolítica Negócios e serviços Sistemas de Armas

Líbano poderá receber novos helicópteros EC.725, Gazelle e corvetas francesas Gowind

Airbus Helicopters EC.725 – FAB

No final de 2013 o governo da Arábia Saudita garantiu ao presidente do Líbano, Michel Suleiman, a doação de US$ 3 bilhões para a compra de equipamentos militares e de defesa de origem francesa, novos ou usados.

Até o momento a lista dos sistemas a serem adquiridos não foi oficialmente divulgada, entretanto comenta-se que o país receberá mais alguns lotes dos helicópteros de ataque leve SA.342 Gazelle, armados com mísseis antitanque HOT, e também alguns Airbus Helicopters EC.725, esses novos de fábrica para missões de transporte e apoio aéreo aproximado.

Para a Marinha do Líbano serão entregues quatro corvetas francesas da classe Gowind que serão usadas no patrulhamento da costa libanesa evitando a entrada de contrabandos e produtos ilícitos.

Os navios serão equipados com canhão italiano de 76mm e mísseis de autoproteção Mistral.

O Exército do Líbano vai receber dezenas de veículos blindados leves e sistemas de comunicação segura.

 

Fonte: C&R

 

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América Latina Brasil Conflitos Geopolítica Opinião

Por que o Brasil tem sido cauteloso em relação à crise na Venezuela?

Há apenas um ano e meio a presidente brasileira Dilma Rousseff defendia com firmeza o rápido envio dos chanceleres sul-americanos para um país da região em crise política para zelar pela “ordem democrática”.

“Tínhamos que cuidar para que houvesse o respeito aos princípios elementares de justiça que caracterizam a democracia”, afirmou publicamente a presidente, em nome da Unasul (União de Nações Sulamericanas), em 22 de junho de 2012.

O país a que ela se referia era o Paraguai, cujo presidente esquerdista Fernando Lugo acabava de ser destituído em um julgamento político fulminante, qualificado de “constitucional” por alguns e de “golpe de Estado” por outros.

Mas agora que a Venezuela, outro país da região – e também membro do Mercosul -, vive sua própria crise política, com mais de 20 mortos e centenas de feridos nas ruas, o Brasil parece ter adotado uma atitude muito mais cautelosa.

O governo brasileiro foi criticado por não se pronunciar sobre os grandes protestos na Venezuela.

“Não cabe ao Brasil discutir a história da Venezuela, nem o que a Venezuela deve fazer, porque isso seria contra o que defendemos em termos de política externa”, afirmou Rousseff recentemente para a imprensa.

Depois, ela defendeu o “diálogo” e o “consenso”, evitando qualquer tipo de crítica à forma como o governo de Nicolas Maduro reagiu aos protestos de rua e às denúncias de repressão contra opositores.

Toda essa discrição em relação a um país que Brasília promoveu a sócio comercial-chave e no qual possui interesses multimilionários rendeu críticas dentro e fora do Brasil à postura do governo Rousseff.

“O Brasil está atuando da pior forma, porque não está revelando liderança nenhuma”, disse à BBC Mundo o ex-chanceler brasileiro Luiz Felipe Lampreia.

“Não está propiciando nem o diálogo nem a intervenção de observadores internacionais”, disse. “Pelo contrário, está favorecendo a repressão, não de uma maneira explícita, mas na prática isso é o que resulta da posição brasileira”.

Papel muito grande

Desde a deflagração da crise venezuelana no mês passado, o Brasil expressou suas posturas a respeito do tema por meio de entidades regionais como a Unasul e o Mercosul, o bloco que integra junto com a Venezuela, Argentina, Paraguai e Uruguai.

Esses comunicados não continham críticas a Maduro. Pelo contrário, traziam declarações a seu favor e repudiando “todo tipo de violência e intolerância que tente atentar contra a democracia e as instituições”, segundo os termos usados pelo Mercosul.

Nos comunicados do Brasil sobre a Venezuela nas últimas semanas as críticas a Maduro que alguns esperavam não vieram.

O governo venezuelano afirma que, por trás dos protestos contra a situação econômica ou contra a insegurança no país, haveria uma tentativa de golpe de Estado. Caracas usou as declarações regionais como atos de apoio à sua posição.

Na semana passada, Marco Aurélio Garcia, assessor especial para assuntos internacionais de Rousseff, relativizou a gravidade da situação na Venezuela após viajar a Caracas e reunir-se com Maduro.

“Estive aqui em outros momentos, como em 2002, e vejo que aquela época de crise era muito mais grave que agora. Mas a dimensão dada neste momento (para a crise), especialmente pelos meios de comunicação internacionais, transmite uma imagem de algo maior do que é”, disse Garcia segundo a agência Brasil, que é estatal.

Ele também indicou que Maduro teria dito que o “Brasil pode cumprir um papel muito grande na busca por uma solução de paz”.

A BBC Mundo tentou entrar em contato com Garcia para abordar o tema, mas o contato não foi possível até o fechamento desta reportagem.

‘Consequências’

O Brasil trabalhou nos últimos dias para organizar uma reunião de chanceleres da Unasul nesta quarta-feira no Chile – um dia após a posse da presidente Michel Bachelet – para discutir sobre a Venezuela.

Rousseff anunciou na terça-feira que essa reunião criará “uma comissão que pode (ter) representantes de todos os países da região, e fazer a interlocução para a criação de um ambiente de acordo, consenso e estabilidade na Venezuela”.

Mas ainda não está claro se dessa forma se poderá chegar a uma solução para a crise.

Enquanto o chanceler venezuelano, Elias Jaua, afirmou que será “uma reunião bem positiva”, a aliança opositora MUD (Mesa da União Democrática) pediu à Unasul que veja “com objetividade” os graves acontecimentos que o país vive.

Opositores venezuelanos, como o ex-candidato à Presidência Henrique Capriles, haviam pedido uma presença mais ativa do Brasil na crise.

“O governo brasileiro está dando as costas ao povo venezuelano”, afirmou Capriles em declarações ao jornal Folha de S.Paulo no início do mês.

Porém, outra pergunta em aberto é se a administração de Rousseff está disposta a liderar uma missão mediadora à Venezuela – uma ação que pode ser interpretada como uma tentativa de evitar que os Estados Unidos influam na crise.

Na semana passada, Maduro rompeu relações políticas, comerciais e econômicas com o Panamá, depois que o país solicitou uma reunião da Organização dos Estados Americanos (OEA) para discutir a violência na Venezuela.

E o chanceler Jaua indicou que essa medida incluía suspender a revisão do pagamento de uma dívida multimilionária com exportadores panamenhos.

Alguns analistas dizem acreditar que, desse modo, Caracas enviou uma mensagem aos demais países da região que possam eventualmente adotar uma posição crítica a respeito de sua crise, incluindo o Brasil.

Os laços políticos e econômicos entra a Venezuela e o Brasil se estreitaram desde a década passada com as presidências nesses países de Luiz Inácio Lula da Silva e Hugo Chávez, respectivamente. Rousseff conseguiu incorporar Caracas como membro pleno do Mercosul.

Mas até o ano passado, segundo cálculos privados, também havia pagamentos atrasados na Venezuela para exportadores brasileiros superiores a US$ 1,5 bilhão – um assunto que o próprio Garcia tentou solucionar em uma ida a Caracas em outubro do ano passado.

Além disso, nos últimos meses subiu para mais de US$ 2 bilhões a dívida de Maduro com construtoras brasileiras que realizam obras de infraestrutura e saneamento na Venezuela, segundo o jornal brasileiro Valor Econômico.

“A posição do Brasil (sobre a Venezuela) pode ter um caráter ideológico, mas também um caráter pragmático muito grande”, disse Thiago Aragão, analista para região da consultoria Arko Advice, sediada em Brasília.

“O Brasil tem grandes negócios com a Venezuela”, afirmou à BBC Mundo. “E sabe como os outros governos da região que as críticas ao governo venezuelano geralmente trazem consequências”.

BBC Brasil

Fonte: Terra

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Michelle Bachelet inicia novo mandato no Chile

Durante posse, socialista recebe faixa presidencial das mãos da filha de Salvador Allende e promete fazer do Chile um país mais justo. Líderes regionais, como Dilma, Mujica e Kirchner, participaram da cerimônia.

A socialista Michelle Bachelet assumiu nesta terça-feira (11/03) a presidência do Chile, tornando-se a primeira líder chilena a obter um segundo mandato desde a ditadura de Augusto Pinochet (1973-1990). Ela já havia governado entre 2006 e 2010.

Com uma agenda de governo ambiciosa para os próximos quatro anos, Bachelet foi empossada numa cerimônia realizada no Congresso Nacional, na cidade de Valparaíso, e recebeu a faixa presidencial das mãos de Isabel Allende Bussi, filha do ex-presidente Salvador Allende e presidente do Senado.

Durante seu discurso de posse, a presidente prometeu fazer do Chile um país mais justo. “O Chile tem apenas um adversário e ele se chama desigualdade. Só unidos podemos enfrentá-lo”, afirmou. “Quero que no dia em que eu saia dessa casa [governo], vocês sintam que a sua vida mudou para a melhor, que o Chile não é só uma lista de indicadores ou estatísticas, mas uma pátria melhor para se viver, uma sociedade melhor para todo o seu povo.”

A agenda de governo de Bachelet impõe uma meta de 50 medidas para serem realizadas durante os seus cem primeiros dias no Palácio da Moneda. Entre as prioridades estão o estreitamento de laços com governos na América Latina e a aproximação com movimentos sociais.

Cooperação regional

Líderes regionais de toda a América compareceram à cerimônia de posse de Bachelet, entre eles os presidentes do Uruguai, José Mujica, e da Argentina, Cristina Kirchner, e o vice-presidente dos EUA, Joe Biden. O presidente venezuelano, Nicolás Maduro, cancelou sua viagem em cima da hora.

Ainda no primeiro dia de seu governo, Bachelet se reuniu com a presidente Dilma Rousseff e fechou um acordo de cooperação que permitirá a integração de um diplomata brasileiro na missão chilena no Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU), da qual o Chile é membro não-permanente até 2015.

“Este é um primeiro passo muito significativo e simbólico da intensidade das relações que queremos dar aos vínculos entre o Brasil e o Chile”, disse o chanceler chileno, Heraldo Muñoz.

RM/ap/dpa/rtr

Fonte: DW.DE

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América Latina Conflitos Destaques Geopolítica

Senado dos EUA aprova sanções à Venezuela

Senador dos EUA Marco Rubio, esquerda e o Governador da Florida Rick Scott ao seu lado, ambos falavam numa conferência de imprensa na última sexta-feira em Doral, que atraiu centenas de venezuelanos residentes nos EUA . / AP

O Comitê das Relações Exteriores do Senado dos Estados Unidos aprovou nesta terça-feira uma resolução que rejeita “a repressão violenta das manifestações pacíficas na Venezuela” e pede ao presidente Barack Obama impor sanções ao governo de Nicolás Maduro.

A citada resolução, aprovada por unanimidade pelos membros do Comitê durante uma sessão privada, será encaminhada ao plenário do Senado, informou, em comunicado, o senador republicano Marco Rubio. Posteriormente, o escritório do democrata Bob Ménendez, que preside o comitê, também confirmou essa informação.

A resolução, apresentada no final de fevereiro por Rubio, Menéndez e pelo senador democrata Dick Durbin, “pede ao presidente (Obama) impor imediatamente sanções específicas”.

Concretamente, a resolução pede medidas como “a proibição de vistos e o congelamento de ativos” contra “indivíduos que tenham planejado, facilitado ou perpetrado violações graves de direitos humanos contra os manifestantes pacíficos, os jornalistas e outros membros da sociedade civil na Venezuela”.

O texto também “deplora o uso de força excessiva e ilegal contra os manifestantes” e o “inescusável uso de violência e acusações criminais politicamente motivados para intimidar à oposição”, pedindo ao governo da Venezuela “desmantelar” os grupos armados conhecidos como “coletivos”.

Além disso, os senadores solicitam ao governo venezuelano que permita “uma investigação imparcial a cargo de um terceiro sobre a “violência ilegal e excessiva cometida contra as manifestações pacíficas em múltiplas ocasiões” desde fevereiro.

Por último, a resolução aprovada hoje pede ao presidente dos EUA “trabalhar com outros países no continente para encorajar de forma ativa um processo de diálogo entre o governo da Venezuela e a oposição política, através dos bons ofícios da Organização dos Estados Americanos (OEA), para que as vozes de todos os venezuelanos possam ser levadas em consideração”.

Antes de a resolução ser aprovada, Rubio assegurou que, apesar da crise ucraniana ter desviado o foco da crise na Venezuela, o problema em Caracas é “sério” e que os manifestantes levam em consideração as declarações vindas dos EUA.

“O fato dos Estados Unidos e do Senado americano ter reconhecido o que está ocorrendo na Venezuela e ter se pronunciado, como fizemos aqui hoje, importa para esta gente (os manifestantes). Eles se sentem inspirados e percebem que não só não foram esquecidos, mas que nos importamos e que estamos ao seu lado”, ressaltou Rubio.

Na última semana, a presidente do Comitê Nacional Democrata, Debbie Wasserman Schultz, revelou que o governo dos EUA está considerando impor sanções a alguns funcionários venezuelanos, principalmente aqueles considerados culpados pela repressão dos protestos nesse país “e que têm contas bancárias e viajam aos EUA”.

EFE

Fonte: Terra