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Vídeo: Tropa de elite da Marinha – Grupamento de Mergulhadores de Combate (Grumec)

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Link restaurado é só clicar nestes AQUI =>

www.youtube.com/watch?v=Ea3iXG4SRzk

www.youtube.com/watch?v=p6sLT8QRutY

www.youtube.com/watch?v=c62ZzsavNxo

DIVULGADA A LISTA DAS MELHORES FORÇAS ESPECIAIS DO MUNDO:

1° – British S.A.S
2° – US NAVY SEALs
3° – ALPHA GROUP SPETSNAZ
4° – AUSTRALIAN S.A.S.R.
5° – US MARINES MARSOC
6° – ISRAELI SAYERET MATKAL
7° – KSK GERMANY
8° – FRENCH NAVAL COMMANDOS
9° – ISRAELI SHAYATET 13
10° – US ARMY DELTA FORCE

O GruMeC, único grupo brasileiro que aparece na lista das 20 melhores forças especiais da History Channel, foi colocado em 13°.

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Vídeo: Forças Especiais Russas

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Artigos Exclusivos do Plano Brasil Defesa Negócios e serviços Sistemas de Armas

Argélia assina contrato para a aquisição de 42 helicópteros Milmi28NE e Modernização de outros helicópteros

Rustam, Moscou

Tradução e adaptação: E.M.Pinto

Em 28 de fevereiro de 2014 a indústria aeroespacial russa assinou mais um importante contrato de fornecimento de helicópteros para a Força Aérea da Argélia.

No total a Força Aérea da Argélia receberá 6 helicópteros de transporte pesado Mi-26T2 modernizados, 42  helicópteros de ataque Mi-28H “caçador Noturno” além disso,  o país africano assinou ainda um importante contrato de modernização de  39  helicópteros de assalto e transporte Mi-8AMTSh. O custo total do contrato é de cerca de 2,7 bilhões de dólares. 

O principal contratante do lado russo, o qual executará a modernização e produção dos helicópteros Mi-26T2 e Mi-28Н é a JSC Rostvertol enquanto a modernização dos 39 helicópteros Mi-8AMTSh ficarão a cargo da Ulan-Ude (UUAP). Ambas as empresas fazem parte da  Helicopters of Russia holding.

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Defesa Sistemas de Armas Sistemas Navais

Submarino nuclear USS Columbus SSN-762 da USN participa do “Foal Eagle” com a Coreia do Sul

Cho Jung-ho/Yonhap/Reuters
Submarino nuclear USS Columbus SSN-762 é ancorado em porto para participar do  “Foal Eagle”, exercício militar anual conjunto entre os Estados Unidos e a Coreia do Sul em Busan, ao sul de Seul, nesta segunda-feira (03/03/2014).
A vizinha Coreia do Norte disparou mais cedo dois mísseis de curto alcance no mar, na costa leste da península coreana, informou o Ministério da Defesa sul-coreano, que considerou o fato como uma “provocação” em protesto contra as manobras militares.
Fonte: Reuters via UOL 

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Conflitos Geopolítica Inteligência

Ucrânia: o plano mais idiota de Obama

Sugestão: Barca

Aliar-se com os neonazistas: de todos os planos idiotas deWashington nos últimos anos, este é o mais idiota de todos

Como você provavelmente já sabe, Obama e companhia ajudaram a depor o presidente democraticamente eleito da Ucrânia, Viktor Yanukovych, com a ajuda de ultra-direita, paramilitares, gangues neonazistas que invadiram e queimaram escritórios do governo, mataram soldados da tropa de choque, e espalharam o caos e terror em todo o país.

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Estes são os novos aliados dos Estados Unidos no grande jogo para estabelecer uma cabeça de ponte na Ásia, empurrando os russos mais para o leste, derrubando governos eleitos, garantindo corredores de oleodutos e gasodutos vitais, acessando escassas reservas de petróleo e gás natural e trabalhando pela desmontagem da Federação Russa, segundo a estratégia geopolítica proposta por Zbigniew Brzezinski.

A grande obra de Brzezinski, “The Grand Chessboard: American Primacy and it’s Geostrategic Imperatives”(O Grande Tabuleiro de Xadrez: a Primazia Americana e seus Imperativos Geoestratégicos), tornou-se o Mein Kampf de aspirantes imperialistas ocidentais. O livro fornece a estrutura básica para o estabelecimento da hegemonia militar, política e econômica dos EUA na região mais promissora e próspera do século, na Ásia.

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Em um artigo publicado na Foreign Affairs, Brzezinski apresentou suas idéias sobre como neutralizar a Rússia, dividindo o país em partes menores e permitindo, assim, que os EUA mantenham seu papel dominante na região, sem ameaças, desafios ou interferências. Aqui está um trecho do artigo:

“Dado o tamanho (da Rússia) e sua diversidade, um sistema político descentralizado e uma economia de livre mercado seriam a mais provável via para desencadear o potencial criativo do povo russo e (explorar) os vastos recursos naturais da Rússia. Uma Rússia vagamente confederada – composta por uma Rússia européia, uma república da Sibéria, e uma república do Extremo Oriente – também tornariamais fácil cultivar relações econômicas mais estreitas com seus vizinhos.

Agência Efe

Soldados russos se preparam para ocupação na Crimeia

Cada um dessas regiões confederadas seria capaz de explorar o seu potencial criativo local, sufocado por séculos de controle da mão burocrática pesada de Moscou. Além disso, a Rússia descentralizada seria menos suscetível a uma mobilização de tipo imperial”. (Zbigniew Brzezinski , “A Geoestratégia para a Eurasia “).

Moscou, é claro, está ciente dessa estratégia de dividir e conquistar de Washington, mas minimizou a questão, a fim de evitar um confronto. O golpe de Estado apoiado pelos EUA na Ucrânia significa que essa opção não é mais viável.

A Rússia terá de responder a uma provocação que ameaça tanto a sua segurança como seus interesses vitais na região. Os primeiros informes indicam que Putin já mobilizou tropas para a região e, segundo a Reuters, colocou caças ao longo de suas fronteiras ocidentais em alerta de combate:

“Os Estados Unidos dizem que qualquer ação militar russa seria um erro grave. Mas o Ministério de Relações Exteriores da Rússia disse em um comunicado que Moscou  defenderá os direitos de seus compatriotas e reagirá a qualquer violação desses direitos.” (Reuters)

Não vai ser um confronto, é só uma questão de saber se a luta terá uma escalada ou não.

A fim de derrubar Yanukovych, os EUA apoiaram tacitamente grupos fanáticos de bandidos neonazistas e antissemitas. E, apesar do presidente interino ucraniano, Oleksander Tuchynov, ter se comprometido a “fazer tudo ao seu alcance” para proteger a comunidade judaica do país, os informes não são animadores. Aqui está um trecho de uma declaração de Natalia Vitrenko, do Partido Socialista Progressista da Ucrânia que sugere que a situação é muito pior do que a que está sendo relatada na mídia:

“Por todo o país, pessoas estão sendo espancadas e apedrejadas, enquanto os membros “indesejáveis” do Parlamento da Ucrânia estão sofrendo intimidação em massa. As autoridades locais vêem suas famílias e crianças sendo alvo de ameaças de morte caso não apoiem a instalação deste novo poder político. As novas autoridades ucranianas estão maciçamente queimando os escritórios de partidos políticos adversários, e anunciaram publicamente a ameaça de processo criminal e proibição de partidos políticos e organizações públicas que não compartilham a ideologia e os objetivos do novo regime.” (“EUA e UE estão erguendo um regime nazista em território ucraniano” , Natalia Vitrenko ).

Na semana passada, o jornal israelense Haaretz relatou que uma sinagoga ucraniana havia sido atacada com coquetéis molotov que “atingiram paredes de pedra exteriores da sinagoga e causaram poucos danos”.

Outro artigo no Haaretz referiu-se ao que chamou de  “novo dilema para os judeus na Ucrânia” . Aqui está um trecho do artigo :

“A maior preocupação agora não é o aumento nos incidentes antissemitas, mas a grande presença de movimentos ultra-nacionalistas, especialmente a proeminência de membros do partido Svoboda e do Pravy Sektor entre os manifestantes . Muitos deles estão chamando seus adversários políticos de “zhids” (termo racista para designar os judeus) e portam bandeiras com símbolos neonazistas. Há também relatos, a partir de fontes confiáveis, de que esses movimentos estão distribuindo edições recém- traduzidas de “Mein Kampf” e dos “Protocolos dos Sábios de Sião”, na Praça da Independência. ” (“Antissemitismo, embora uma ameaça real, está sendo usado pelo Kremlin como um jogo político”, Haaretz).

Outro relato, feito pelo Dr. Inna Rogatchi em Arutz Sheva:

“Não há nenhum segredo sobre a agenda política real e os programas dos partidos ultra- nacionalistas na Ucrânia. Não há nada perto de valores e objetivos europeus lá. Basta ler os documentos existentes e ouvir o que os representantes desses partidos proclamam diariamente. Eles são fortemente anti-europeu e altamente racistas. Eles não têm nada a ver com os valores e práticas do mundo civilizado”.

“O judaísmo ucraniano está enfrentando uma ameaça real e séria. Fortalecer os movimentos abertamente neonazistas na Europa e ignorar a ameaça que eles representam é um negócio totalmente arriscado. As pessoas poderão ter que pagar um preço terrível – mais uma vez – por causa da fraqueza e da indiferença de seus líderes. A Ucrânia, hoje, tornou-se um case trágico para toda a Europa no que diz respeito à reprodução e autorização para o discurso do ódio tornar-se uma força violenta e incontrolável. É imperativo lidar com a situação no país, de acordo com a lei e as normas da civilização internacional existente.” (“Chá com neonazistas: O nacionalismo violento na Ucrânia” , Arutz Sheva).

Aqui está um pouco mais sobre o tema, um texto do analista Stephen Lendmen, publicado dia 25 de fevereiro (“N. York Times: apoiando a ilegalidade imperial dos EUA”) :

“Washington apoia abertamente o líder fascista do partido Svoboda, Oleh Tyahnybok. Em 2004, Tyahnybok foi expulso da facção parlamentar do ex-presidente Viktor Yushchenko. Ele foi condenado por conclamar os ucranianos a lutar contra o que chamou de máfia moscovita-judaica.”

“Em 2005, ele denunciou “atividades criminosas ” do “judaísmo organizado”. Ele alegou escandalosamente que os judeus eles planejavam um “genocídio” contra os ucranianos” (…)

“O extremismo de Tyahnybok não impediu a secretária de Estado adjunta para Assuntos Europeus e da Eurásia, Victoria Nuland, a se reunir abertamente com ele e com outros líderes anti-governamentais no dia 6 de fevereiro”.(…).

“No início de janeiro, cerca de 15 mil ultranacionalistas realizaram uma marcha com tochas em Kiev. Eles fizeram isso para homenagear Stepan Bandera, assassino e colaborador da era nazista. Alguns usavam uniformes de uma divisão da Wehrmacht ucraniana usados na Segunda Guerra Mundial. Outros gritavam ” Ucrânia acima de tudo” e ” Bandera, venha e traga a ordem. ” (blog de Steve Lendman)

A mídia dos EUA minimizou os elementos fascistas, neonazistas e de “pureza étnica” do golpe de Estado ucraniano , a fim de se concentrar no que eles pensam – são “temas mais positivos”, como a derrubada das estátuas de Lenin ou a proibição de membros do Partido Comunista de participar no Parlamento . Na avaliação da mídia, estes são todos sinais de progresso.

A Ucrânia está sucumbindo gradualmente para o abraço amoroso da Nova Ordem Mundial, onde vai servir como mais uma fonte de lucro na roda de Wall Street. Essa é a tese, pelo menos. Não ocorreu aos editorialistas do New York Times ou do Washington Post que a Ucrânia está despencando rapidamente para uma situação do tipo “Mad Max” (o filme), uma anarquia que poderia transbordar suas fronteiras para os países vizinhos, provocando incêndios violentos, agitação social, instabilidade regional ou – deus nos livre- uma terceira guerra mundial. Eles só parecem ver movimentos dourados, como se tudo estivesse indo conforme o planejado. Todos, da Eurásia ao Oriente Médio, estão sendo pacificados e integrados em um governo mundial supervisionado pelo Executivo unitário, onde as empresas e instituições financeiras controlam as alavancas do poder por trás das telas divisórias imperiais. O que poderia dar errado?

Naturalmente, a Rússia está preocupada com a evolução da situação na Ucrânia, mas não tem certeza de como reagir. Veja o que disse o primeiro ministro Dmitry Medvedev dias atrás:

“Nós não entendemos o que está acontecendo lá. A ameaça real para os nossos interesses (existe) e tambén para a vida e a saúde dos nossos cidadãos. Estritamente falando, hoje não há ninguém lá para se conversar. Se você acha que as pessoas usando máscaras pretas e agitando Kalashnikovs representam um governo, então será difícil para nós trabalhar com esse governo.”

Claramente, o governo de Moscou está preocupado. Ninguém espera que a única superpotência do mundo se comporte dessa forma irracional em todo o planeta, alimentando a criação de um Estado falido após o outro, fomentando revoltas, criando ódio e espalhando miséria por onde passa. No momento, a equipe de Obama está trabalhando a todo vapor tentando derrubar regimes na Síria, Venezuela, Ucrânia e deus sabe onde mais. Ao mesmo tempo, as operações no Afeganistão falharam, Iraque e Líbia estão sendo governados por senhores da guerra regionais e milícias armadas. Medvedev tem todo o direito de estar preocupado.

Quem não estaria? Os EUA têm saído dos trilhos, de um modo completamente louco. A arquitetura para a segurança mundial entrou em colapso, enquanto os princípios básicos do direito internacional foram alijados. O rolo compressor furioso dos EUA dá guinadas de um confronto violento para o outro, de um modo irracional, destruindo tudo em seu caminho, forçando milhões de pessoas a fugir de seus próprios países, e empurrando o mundo para mais perto do abismo. Isso não é motivo suficiente para se preocupar?

Agora Obama está se aliando com os nazistas. É apenas a cereja no topo do bolo.

Confira esta sinopse do mais recente texto de Max Blumenthal, intitulado “Os EUA estão trazendo os neonazistas na Ucrânia?”:

“O Setor Direito (Right Sector) é um sindicato sombrio de auto-denominados nacionalistas autônomos, identificados pelo seu estilo skinhead de vestir, com um estilo de vida ascético, e fascínio pela violência nas ruas. Armados com escudos, os membros desse grupo têm ocupado as linhas de frente das batalhas, enchendo o ar com seu slogan favorito: “Ucrânia acima de tudo!” Em um recente vídeo de propaganda, o grupo prometeu lutar “contra a degeneração e o liberalismo totalitário , pela moralidade e pelos valores familiares tradicionais nacionais “.

Com o partido Svoboda ligado a uma constelação de partidos neofascistas internacionais através da Aliança dos Movimentos Nacionais Europeus, o Setor Direito promete levar seu exército de jovens desiludidos sem rumo para “uma grande Reconquista Europeia. (“Is the U.S. Backing Neo-Nazis in Ukraine? Exposing troubling ties in the U.S. to overt Nazi and fascist protesters in Ukraine”, Max Blumenthal, AlterNet).

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“Valores familiares”? Onde já ouvimos isso antes?

É claro que Obama e seus assessores acham que têm controle sobre tudo isso e podem domar este covil de víboras para seguir as diretrizes de Washington, mas na minha opinião isso soa como uma má aposta. Estamos falando de neonazistas hard-core aqui. Eles não serão comprados, cooptados ou intimidados . Eles têm uma agenda e pretendem executá-la até o seu último suspiro.

De todos os planos idiotas que Washington elaborou nos últimos dois anos, este é o mais idiota de todos.

Fonte: OperaMundi

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Defesa Inteligência Mísseis Sistemas de Armas

IDF captura navio iraniano carregado de mísseis avançados para Gaza

Sugestão: HMS Tireless

Tradução e adaptação: E.M.Pinto

Carga de dez mísseis de longo alcance foi capturada  em operação ousada em mar aberto, na operação, uma unidade de elite da Marinha Israelense tomou de assalto o Navio que seguia em rota para o Sudão.

Simulação da unidade de Porta-voz do IDF eventos:

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Yoav Zitun

Israel apreendeu na terça-feira à noite um navio iraniano transportando armas avançadas destinadas a Gaza,a  carga foi rebocada para o porto de Eilat. Tropas de elite de Shayetet 13 unidade da Marinha de Israel que embarcou no navio em águas internacionais na fronteira marítima do Sudão e da Eritreia, cerca de 1.500 km ao sul de Israel. O navio iraniano Klos C navegava sob bandeira panamenha, fazendo o seu caminho para o Sudão do Irã transportando uma carga de mísseis avançados capazes de atingir distâncias de até 200 km.

 O navio de carga iraniano transportando armas para Gaza deixou o porto há dez dias e estava no caminho certo para atracar no Sudão na quinta-feira. Os 17 membros da tripulação a bordo – que representam uma variedade de nacionalidades – estão sendo investigados por seu envolvimento na operação de contrabando. Os interrogatórios devem continuar em Israel.

Carregamento de armas iraniano
PM: Iran sorri, mas os terroristas de armas com armas letais / Attila Somfavli
Netanyahu elogiou o Mossad e  o IDF pelo êxito na operação de interceptar o navio armas iranianas. Israel planeja usar o evento para denunciar o Irã nuclear e o seu apoio aos grupos terroristas

O navio deveria chegar a porto no Sudão na quinta-feira, cerca de 10 dias depois que deixou o Irã. Um inventário inicial por Israel revelou uma grande oferta demísseiss, incluindo o 302m, que atingiu Haifa durante a Segunda Guerra do Líbano 2006.


Os mísseis são oriundos da Síria, onde o Irã é conhecido por armazenar grandes arsenais. Eles foram levados da Síria para o Irã, onde foram carregados no navio que, em seguida, partiu para o Iraque, onde as armas estavam escondidas em caixas de cimento.
O Klos C
O Klos C

A partir do porto iraquiano de Umm Qasr navegava no Mar Vermelho em torno do porto de Omã, com destino final o Sudão. O  navio foi acompanhado de perto pela IDF enquanto navegava.

Rota tomada pelo Klos C
Rota tomada pelo Klos C

“Há uma clara evidência de que o navio que estes são mísseis para o qual o Irã é responsável”, disse uma fonte sênior do IDF quarta-feira. “Os mísseis  … seriam destinados a grupos terroristas em Gaza.”

A operação de interceptação foi realizada sob a supervisão em tempo real da IDF Chefe de Gabinete Benny Gantz, eo ministro da Defesa Moshe Yaalon, ambos os quais estavam presentes em um centro de comando IDF.

O Exército disse em um comunicado que ontem à noite, depois de receber a aprovação do gabinete, pelo chefe de gabinete Gantz, ordenou que as forças da IDF “frustracem a operação de transferência de munições de organizações terroristas na Faixa de Gaza.” De acordo com o IDF, o sucesso da operação “foi possível graças à inteligência de alta qualidade.”

Comandos da Marinha invadiram o navio no mar, de acordo com o direito internacional, e então deram busca as munições, informou o  IDF.

“O IDF vai continuar a lutar contra a corrida armamentista regional liderada pelo Irã, na tentativa de incendiar a região, e irá atuar incansavelmente com todos os meios possíveis para assegurar que os cidadãos de Israel estejam seguros”, disse em comunicado do Gabinete o Porta-voz do IDF.

Hamas rejeitou o anúncio israelense chamando-o de uma “piada boba”.

“Esta é uma nova mentira de Israel teve como objetivo justificar e prolongar o bloqueio de Gaza”, disse Taher Al-Nono, um conselheiro do primeiro-ministro do Hamas, Ismail Haniyeh.

Transferência de armas

Israel há muito tempo afirmou que o Irã transfere armas para grupos terroristas em todo o mundo, ou seja, o Hezbollah no Líbano e o Hamas na Faixa de Gaza, através do Sudão e Iêmen.

Em abril passado, a Marinha egípcia apreendeu um navio com um grande carregamento de armas perto da costa sul da Península do Sinai. A agência de notícias turca Anatolia informou que o navio é um navio de pesca iraniano chamado “Sawit 1 “, e informou que 62.283 armas de fogo foram encontradas em sua carga, incluindo rifles Sniper, fuzis AK-47, RPG e grande quantidade de munição.

Em 2009, a força de comando da marinha abordou e embarcou no Francop, navio que planejava atracar na Síria contendo grandes quantidades de armas iranianas destinadas ao Hezbollah.

O mais famoso dessa operação foi a interceptação da Karin no Mar Vermelho em 2002. A bordo haviam toneladas de munições que foram capturados do Irã  a caminho de Gaza.

No início quarta-feira o Irã disse que sua Guarda Revolucionária adquiriu mísseis com ogivas múltiplas, um passo que ele diz implementar e dar impulso de suas capacidades de defesa.

A afirmação do ministro da Defesa Hossein Dehghan é o mais recente avanço relatado no programa doméstico de produção de mísseis do Irã .

Ele diz que as sanções do Ocidente não pararam o Irã de aumentar a sua capacidade em deter seus inimigos caso estes venham atacar a República Islâmica, uma referência a Israel e os EUA.

Seus comentários foram publicados no site da Guarda, sepahnews.com, quarta-feira.

O Irã anuncia regularmente avanços na tecnologia militar que são impossíveis de verificar de forma independente. Mas o Pentágono divulgou ao público um raro relatório em 2012 observando avanços significativos na tecnologia de mísseis iraniano, reconhecendo que a República Islâmica tem melhorado as capacidades de precisão e alcance dos seus mísseis.

Fonte: Ynetnews

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Defesa Geopolítica

China aumenta em 12,2 % seu orçamento de Defesa para 2014

Li Keqiang

Foto: EPA

O governo chinês anunciou nesta quarta-feira (data local) um aumento de 12,2% em seu orçamento de Defesa para 2014, até os 808,2 bilhões de iuanes (US$ 132 bilhões).

O aumento, de 1,5 ponto mais que o registrado em 2013, será declarado oficialmente pelo primeiro-ministro chinês, Li Keqiang, em seu discurso de inauguração do plenário anual da Assembleia Nacional Popular, o Legislativo chinês, mas foi antecipado pela agência oficial Xinhua.

O aumento, mais uma vez, é superior ao crescimento do PIB nacional chinês, que foi de 7,7% em 2013 e espera-se que ronde os 7,5% neste ano.

–EFE

Fonte: Voz da Rússia

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Conflitos Geopolítica

Desconfiança de Putin com Ocidente ajuda a explicar ação russa na Ucrânia

Steve Rosenberg

Da BBC News em Moscou

 

Atualizado em  5 de março, 2014 – 21:04 (Brasília) 00:04 GMT
Manifestantes pró-Rússia na Crimeia (Reuters)Interesses russos na Ucrânia são vistos como legítimos por Putin

A Rússia tem um governo e um Parlamento; tem comissões, comitês e um Conselho Nacional de Segurança. Mas as decisões-chave do país são tomadas por um único homem: o presidente Vladimir Putin.

Ele está no topo da cadeia “vertical de poder” que ele próprio construiu. Hoje é ele quem decide os rumos da Rússia.

Daí vem a dificuldade em analisar o país e entender o que seu governo está planejando – é preciso entrar na cabeça de Putin.

E o que ele pensa no momento sobre a Ucrânia? Qual seu objetivo, e o que motiva suas ações em política internacional?

Uma coisa que enfurece o presidente russo é a sensação de que ele está sendo enganado. Vimos isso com a Líbia, em 2011.

Na ocasião, Moscou foi persuadido a não vetar uma resolução do Conselho de Segurança da ONU sobre uma zona de bloqueio aéreo no país norte-africano, para proteger civis. Mas as ações militares da Otan (aliança militar ocidental) levaram a uma troca de regime na Líbia e à morte de Muammar Khadafi – muito além do esperado pela Rússia.

Isso ajuda a explicar por que o país rapidamente vetou resoluções relacionadas à Síria.

‘Enganado’

Encontro diplomático termina sem acordo

Um encontro diplomático em Paris, nesta quarta-feira, sobre a crise na Ucrânia terminou sem acordo entre a Rússia e potências ocidentais.

Mas o secretário de Estado dos EUA, John Kerry, que descreveu a reunião como “dura”, disse que os diálogos continuarão – apesar da recusa do chanceler russo, Sergei Lavrov, em se reunir com o novo chanceler ucraniano, Andriy Deshchytsia.

Moscou se recusa a aceitar a legitimidade do novo governo ucraniano, que é anti-Rússia e que entrou no poder após a remoção do presidente Viktor Yanukovych, aliado russo.

Também estiveram presentes no encontro em Paris os ministros de Relações Exteriores de França, Alemanha e Grã-Bretanha.

As tensões continuam entre tropas pró-Rússia e o Exército ucraniano na região da Crimeia, onde um diplomata da ONU chegou a ser ameaçado por homens armados.

Também na Ucrânia, Putin se sente enganado pelo Ocidente. No mês passado, seu enviado a Kiev participou de negociações de um acordo entre o então presidente ucraniano, Viktor Yanukovych, e a oposição. O acordo, mediado por chanceleres europeus, previa eleições antecipadas, reforma constitucional e um governo de unidade nacional.

O representante do Kremlin não assinou o acordo, mas a Rússia parecia aceitá-lo como a melhor solução em uma situação ruim. Mas, menos de 24 horas depois, Yanukovych fugiu, o Parlamento o removeu do poder e designou um novo presidente interino, oriundo da oposição. Tudo isso pegou Moscou de surpresa.

Putin acredita que o Ocidente fica constantemente planejando desestabilizar a Rússia (e ele próprio), citando a Revolução Rosa, em 2003, na Geórgia, a Revolução Laranja, em Kiev, no ano seguinte – Moscou acredita que potências ocidentais orquestraram os dois eventos.

Mais recentemente, o Kremlin acusou o Ocidente de financiar e fomentar protestos antigoverno em Moscou.

E há meses a Rússia tem acusado EUA e União Europeia de meter-se na Ucrânia em busca de vantagens geopolíticas.

Vladimir PutinPutin se sente enganado pelo Ocidente

Há, ainda, a questão da Otan. Em entrevista de 2010, Putin diz que a aliança prometeu certa vez à antiga União Soviética que não expandiria além de suas fronteiras. “Eles nos enganaram”, afirmou Putin.

Será que a implementação de um governo pró-Ocidente em Kiev significaria que a Ucrânia seria chamada para ser parte da Otan? Moscou veria isso como uma ameaça direta a sua segurança nacional.

Crimeia

No Ocidente, a intervenção russa na Crimeia foi criticada como uma “agressão brutal”. Na mente de Putin, porém, isso é uma hipocrisia, ante as intervenções americanas no Iraque, no Afeganistão e na Líbia.

Putin tem se mostrado determinado a defender o que vê como interesses legítimos da Rússia ao redor do mundo – sejam eles na Síria ou mais perto de casa, na Ucrânia.

E mais, com muito da Europa dependendo do fornecimento de energia russa e se beneficiando do comércio com Moscou, o Kremlin calcula que seus oponentes no Ocidente não terão estômago para divergir seriamente da posição russa.

Putin afirma que não quer uma guerra na Ucrânia e que a intervenção russa é “humanitária”, para proteger cidadãos de origem russa do “caos”.

Mas os interesses nacionais russos ditarão suas prioridades: garantir que o novo governo em Kiev não expulse a Frota do Mar Negro da Crimeia e que os novos líderes ucranianos pensem duas vezes antes de abraçar o Ocidente e rejeitar a Rússia.

Fonte: BBC Brasil

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Conflitos Geopolítica

Kerry comenta “intervenção” na Ucrânia e guerra com Irã

Kerry comenta “intervenção” na Ucrânia e guerra com Irã

Foto: EPA

O secretário de Estado americano, John Kerry, qualificou como “agressão descarada” o reforço da proteção das bases russas na Crimeia.

Ucrânia quer repetir receita sérvia

“Não se pode invadir um outro país sob pretexto inventado de proteger seus próprios interesses”, disse Kerry em 3 de março em uma entrevista à NBC.

Este não foi um reconhecimento de que os métodos falsos e imprestáveis da execução de “companhias orientais” insensatas da América levaram à morte de milhares de seus cidadãos e de cidadãos dos países aliados pela OTAN em países distantes.

O secretário de Estado não lamentou o fato de, em resultado de intervenções americanas naqueles “outros países”, o balanço de civis mortos ter atingido centenas de milhares e o de refugiados – milhões.

Kerry não lamentou também a inutilidade de trilhões de dólares perdidos nas guerras no Afeganistão e no Iraque, que os contribuintes americanos terão de compensar ainda durante muitos anos.

A sua declaração sobre “agressão descarada”, feita no domingo passado, diz respeito aos atos da Frota do Mar Negro da Rússia, decorridos sem um único tiro e voltados para reforçar a proteção da ordem pública em torno das estruturas militares russas na Crimeia.

Um pouco antes, num encontro com jornalistas, Kerry comunicou: “Não penso que devem haver dúvidas de que qualquer tipo de intervenção militar que viola a integridade territorial soberana da Ucrânia, é um erro grande e fatal”. Naquela altura já foi conhecido que Moscou não estuda a possibilidade da divisão da Ucrânia e da anexação da Crimeia à Rússia. Naquela conversa, naturalmente, não foi mencionada a influência fatal da intervenção dos EUA e da OTAN na desintegração da Iugoslávia, Iraque e Líbia.

Não é segredo que o secretário de Estado americano dá regularmente avaliações estranhas à situação mundial em rápida evolução. Anteriormente, ele aludiu que o Pentágono continua a preparar-se para atacar o Irã. Em palavras de analistas americanos, John Kerry, como porta-voz da Casa Branca, “irá executar exatamente e sem quaisquer surpresas aquilo que lhe for dito e sempre irá seguir nitidamente o cenário antecipadamente composto”. Respectivamente, enquanto o cenário “ucraniano” incluía uma variante fantástica da agressão da Rússia contra a Ucrânia, Kerry, ao que tudo indica, irá citá-lo até que o texto não seja substituído”.

Esta particularidade foi notada em 2011 por Bret Stephens, do Wall Street Journal, ainda antes de Kerry ter sido nomeado secretário de Estado. “Um dia após a primeira manifestação maciça contra o regime, em 16 de março, John Kerry declarou que Assad ‘é um homem da palavra, que me tratava nobremente’. Mais tarde, regressando a Washington, ele chamou Assad de ‘caro amigo’. Mas dia 2 de setembro de 2013 Kerry recebeu outro texto e comparou ‘caro amigo’ com Hitler e Saddam Hussein”.

Há pouco aconteceu uma outra confusão perigosa. Anteriormente, Kerry havia referido indiretamente que o Pentágono continua a preparar-se para agredir o Irã. Como se sabe, a comunidade mundial já alcançou uma virada nas conversações com o Irã sobre o problema nuclear. Contudo, na semana passada, Kerry voltou a comunicar aos jornalistas sua visão da situação: “Avançámos a iniciativa e encabeçámos os esforços voltados para esclarecer, antes de começar a guerra, se for possível aqui uma solução pacífica”. Os próprios americanos ficaram perplexos: se ele diz ao país e ao mundo que a guerra com o Irã já se planifica e é inevitável ou simplesmente não entende que a situação mudou?

O costume de ver aquilo que se imagina em vez de ver as coisas reais é bom para um escritor, mas é perigoso para um diplomata.

Fonte: Voz da Rússia

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Irã já possui mísseis com ogivas múltiplas

Irã já possui mísseis com ogivas múltiplas

Segundo revelou hoje o ministro da Defesa do Irã, Hossein Dehghan, a Guarda Revolucionária Iraniana colocou em serviço mísseis com ogivas múltiplas.

Um anúncio, divulgado pelo site www.sepahnews.com, refere que “as sanções do Ocidente não impediram Teerã a incrementar a sua força de dissuasão perante eventuais ataques de adversários”.

Note-se que o Irã tem informado regularmente sobre avanços na área de tecnologias militares, embora seja difícil confirmar tais notícias.

 

Fonte: Voz da Rússia

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Grã-Bretanha se opõe a sanções comerciais contra Rússia

Segundo a BBC, o governo britânico seria contra sanções comerciais. Ministros estariam estudando restrições a vistos e passagens

A Grã-Bretanha se opõe a sanções comerciais contra a Rússia e não quer fechar o capital financeiro de Londres ao país em represália à intervenção na Ucrânia, informou a BBC, citando um documento que foi inadvertidamente mostrado para um fotógrafo.

O primeiro-ministro britânico, David Cameron, tem alertado ao presidente russo, Vladimir Putin, que a Rússia terá de pagar “custos significativos” a menos que haja mudanças na Ucrânia, cuja região autônoma da Crimeia está sendo controlada por forças russas.

Mas, um documento oficial fotografado nesta segunda-feira, mostra que a Grã-Bretanha pode se opor a sanções que possam minar a reputação de Londres como um refúgio para o capital russo. “A Grã-Bretanha não deveria apoiar, por ora, sanções comerciais ou fechar o centro financeiro de Londres aos russos”, diz o documento, segundo a BBC.

O texto não pode ser claramente entendido a partir da fotografia, mas pode ter revelado que ministros britânicos estão estudando restrições a vistos e proibições de viagens para altas autoridades russas.

Quando indagada sobre a reportagem, uma porta-voz do gabinete de Cameron disse que o governo não faz comentários sobre documentos vazados.

Fonte: Terra

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Resistência ucraniana na Crimeia causa problemas à Rússia

Tropas ucranianas confinadas na Crimeia (AP)Confinadas em suas bases, as tropas ucranianas resistem pacificamente à ocupação russa

O clima está mudando na Crimea

Na sexta-feira, os russos tomaram a região, sem sofrer oposição dos ucranianos. Talvez, após o confuso desfecho dos eventos em Kiev, os ucranianos ainda estivessem pensando a quem deveriam obedecer.

Mas hoje há grandes grupos de militares ucranianos que resistem à nova autoridade na Crimeia. Eles recusam-se a render-se e entregar suas bases e navios de guerra e lentamente começam a criar problemas para os russos.

Talvez uma decisão tenha sido tomada para contra-atacar? Até agora isso tem sido feito pacificamente, mas cada vez mais as tropas testam os limites da Rússia , esperando mostrar ao mundo que os ucranianos não estão sendo intimidados por seus mestres russos.

A comunidade internacional parece ter desistido da Crimeia. Mas está claro que o novo governo de Kiev não desistiu.

O que nos leva aos eventos da última terça-feira.

Insultos e obcenidades

Mapa da Ucrânia

A guarda russa na base aérea de Sevastopol deve ter considerado a probabilidade de um confronto como este. Marchando em sua direção estava uma coluna de 300 soldados ucranianos portando orgulhosamente sua bandeira nacional.

Os russos atiraram sobre suas cabeças, mas os ucranianos continuaram marchando em linha, cantando seu hino, em desafio.

Saraivadas e mais saraivadas de balas passaram sobre suas cabeças e, quando eles se aproximaram das barricadas, os fuzis dos soldados russos foram baixados.

Essa base aérea em Sevastopol abriga os esquadrões de caças MIG da força aérea ucraniana.

Por muitos dias, as tropas leais à Kiev têm sido confinadas em suas bases – mas agora os comandantes russo e ucraniano ficaram frente a frente.

Os dois lados gritaram insultos e obscenidades enquanto os oficiais tentavam acalmar a situação.

O oficial ucraniano pediu a realização de patrulhas conjuntas na base aérea. O oficial russo repassou o pedido a seus superiores, mas a situação chegou a um impasse.

Nó apertado

O que a comunidade internacional mais teme é um confronto que saia do controle e leve à guerra.

Um prazo limite para que as forças ucranianas baixassem suas armas expirou na manhã de terça-feira.

Moscou disse que o ultimato não existiu. Mas o presidente russo, Vladimir Putin, disse em sua primeira entrevista durante a crise que usar a força para proteger os russos na Ucrânia seria o “último recurso”.

Não há dúvidas de que o nó está ficando mais apertado em volta de quem se recusa a submeter-se à nova autoridade na Crimeia. E o ambiente está ficando mais hostil.

Ao redor das bases, os partidários da Rússia estão ameaçando jornalistas e os familiares de soldados trancados lá dentro. Até agora, muitas esposas estão conseguindo contrabandear comida para dentro, mas por quanto tempo ainda terão esse acesso?

Tropas ucranianas marcham na Crimeia (Getty)Soldados russos atiraram da direção de uma marcha de tropas ucranianas

No porto, tem havido bastante atividade. Os marinheiros ucranianos estão revestindo as grades de seus navios para evitar que russos lancem ganchos e os invadam.

Na noite de segunda-feira, na antecipação de uma tática, um navio-guindaste foi manobrado para a entrada do porto.

Ele pertence à frota russa do mar Negro. O bloqueio não é completo, mas a mensagem passada pelos russos é clara. Além disso, na manhã de terça-feira, cinco navios russos patrulhavam o local.

A Rússia diz que é legítimo defender os direitos de seus partidários – que parecem mais cidadãos do leste do que do oeste.

E provavelmente eles são maioria na Crimeia, embora haja minorias significantes como a comunidade Tartar – que não quer se anexada pela Rússia.

Ao mesmo tempo, o Kremlin tenta defender seus interesses estratégicos.

Os americanos agiriam de forma diferente? Trata-se do acesso ao mar Negro, sem mencionar os laços do terriório da ex-União Soviética.

Na parte leste da península, em Kerch, os russos estão reforçando suas tropas. O terminal de barcas foi tomado. Talvez mais equipamento pesado seja trazido.

Na segunda-feira, o presidente russo Dmitri Medvedev disse que seu governo construiria uma ponte entre a Rússia e Kersh. Isso reforça o desejo do Kremlin de ficar unido permanentemente à Crimeia.

Fonte: BBC Brasil