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Carcóvia também prepara referendo para se separar da Ucrânia

A tensão aumentou ainda mais no leste da Ucrânia nesta sexta-feira, com o anúncio feito por militantes pró-Rússia da cidade de Carcóvia de que no domingo um referendo também será realizado concomitantemente com o da Crimeia.

Os simpatizantes de Moscou estão no mesmo embalo do “premiê” separatista pró-Rússia da península ucraniana da Crimeia, Serguei Axionov. Ele acaba de convidar lideranças russófonas do leste a organizar referendos nos moldes do que será realizado neste domingo na Crimeia, que tratará da adesão à Rússia.

A petição feita pelo movimento pró-russo de Carcóvia, que anuncia também uma série de reuniões neste sábado nesta cidade, em Lugansk, Donetsk, Mariupol e Odessa, propõe uma votação inspirada na que ocorrerá na Crimeia, com duas opções: maior autonomia ou adesão à Rússia.

Os signatários do documento anunciam a instalação de 100 a 200 urnas em Carcóvia e se propõem também a “assumir o poder” e “pedir a ajuda da Rússia”.

A iniciativa preocupou o governador da região, Igor Baluta, que convocou uma reunião extraordinária com os responsáveis pela segurança e lançou um apelo aos moradores para que evitem as reuniões, alertando para “possíveis atos terroristas”.

No final da tarde (horário local) o tribunal administrativo de Carcóvia, tomado pelo Conselho Municipal, proibiu a realização das reuniões neste domingo.

Um dos principais líderes da coalizão que está no poder atualmente, o ex-lutador de boxe Vitali Klitschko, pediu para que os serviços de segurança interviessem na organização destes “referendos”, chamando a atenção para possíveis provocações russas.

Após a morte de um manifestante na cidade de Donestk nesta quinta-feira, 13, as iniciativas de votação preocupam Kiev. Situada no leste, a proteção da cidade de Donestk já foi garantida pela Rússia, pronta a zelar por seus “cidadãos e compatriotas”.

Antes da declaração feita pelo ministério das Relações Exteriores russo, acompanhada de manobras militares na região da fronteira com a Ucrânia, muitos ucranianos se questionam se as demonstrações de poder russas vão se restringir apenas à fronteira com a Crimeia.

A partir de agora, a ameaça se tornou mais clara. Do lado ucraniano, a primeira reação consistiu em fazer o possível para evitar separatistas pró-Rússia e simpatizantes da unidade do país.

Em Donestk, maior cidade industrial do leste – onde um manifestante de 22 anos morreu após ser agredido na noite de quinta-feira durante confrontos entre os dois lados – o prefeito, Olexandre Lukiantchenko, pediu aos moradores que fiquem em casa durante o final de semana.

Apesar de alguns grupos de apoio a Kiev terem reforçado o pedido de Lukiantchenko, outros mantiveram de pé a intenção de manifestar.

O homem mais rico da Ucrânia, Rinat Akhmetov, cujo império industrial tem sede em Donbass – região cuja capital é Donestk – fez um apelo a todos os habitantes da região para que “se abstenham de acertar suas contas nas ruas” e “não cedam às emoções”.

“Nós somos a família unida de Donbass e devemos permanecer assim, família unida de Donbass numa Ucrânia unida e inteira”, lembrou.

Em Kiev, a oposição parlamentar pró-Rússia propôs uma solução para a crise. O partido da região do presidente destituído Viktor Yanukovytch – que se distanciou após sua queda e sua fuga para a Rússia – pediu para que o russo vire a segunda língua oficial da Ucrânia e que as regiões pró-russas tenham mais autonomia.

AFP

 

Fonte: Terra

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Drone americano Hunter MQ-5B foi interceptado e capturado na Crimeia

Hunter MQ-5B

A companhia estatal russa de armamentos Rostekhnologuii (Rostec) afirmou que um avião de reconhecimento dos Estados Unidos foi interceptado em alta altitude acima da Crimeia, em um comunicado divulgado nesta sexta-feira.

“O drone (avião não-tripulado) estava voando a cerca de 4.000 metros e estava praticamente invisível a partir do chão. Foi possível quebrar a ligação com seus operadores americanas graças a um complexo combate rádio-eletrônico Avtobaza”, segundo a Rostec.

O aparelho efetuou uma manobra de descida e “caiu quase intacto nas mãos das forças de auto-defesa” da Crimeia, acrescentou a Rostec, que informa ser o fabricante do sistema de combate eletrônico usado, mas não especifica quem o utilizou.

“O drone MQ-5B faz parte, a julgar pelo número de identificação, da 66ª brigada de reconhecimento militar americana, com base na Baviera”, indica a Rostec, que publicou uma foto do aparelho em seu site. O comunicado, no entanto, não está mais disponível para consulta.

A Crimeia abriga em Sevastopol a frota russa no Mar Negro. Milhares de homens armados, presumivelmente soldados russos, foram implantados no final de fevereiro no território, onde Moscou apoia a realização de um referendo no domingo sobre sua anexação à Rússia.

AFP

 

Fonte: Terra

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Vídeo: A Arte da Guerra por Sun Tzu – ‘Comentado’

Por favor, não se deixem impressionar pelo tempo de duração do Vídeo, vale cada minuto.

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Conflitos Geopolítica Opinião

Na crise da Crimeia, Putin tem mais trunfos que Obama

No embaralhado jogo de cartas da crise na Crimeia, uma coisa já está clara para os americanos: o presidente russo, Vladimir Putin, tem à disposição muito mais trunfos que os Estados Unidos. Enquanto as possibilidades de Barack Obama estão se esgotando, o chefe do Kremlin ainda possui diferentes meios para incomodá-lo.

A crise se intensifica justamente no ano em que Obama pretende levar dezenas de milhares de soldados americanos no Afeganistão de volta para casa – uma das principais rotas para a retirada passa pela Rússia

“Em relação à chamada Rede de Distribuição do Norte (NDN), acho que os EUA estão particularmente vulneráveis”, diz Christopher Chivvis, especialista em assuntos de defesa do instituto Rand, de Washington. “Ela foi implantada para garantir o suprimento das nossas tropas no Afeganistão.”

A retirada dos 38 mil soldados americanos também deveria ser executada através dessa rede de abastecimento. A rota parte dos países bálticos, atravessa a Rússia e a Ásia Central até o Afeganistão. Durante a guerra, por volta de 40% de todos os recursos militares americanos passaram por esse trajeto para chegar ao Afeganistão.

O preço é alto: Washington paga anualmente cerca de 1 bilhão de dólares a Moscou – e Obama espera que Putin continue a precisar desse dinheiro. “Se Vladimir Putin dificultar ou até mesmo encerrar completamente nossas possibilidades, certamente a situação vai ficar difícil para nós”, diz Chivvis. Segundo ele, a retirada das tropas por outra rota não implicaria somente um custo maior, mas também um risco maior.

Alternativas perigosas

Diante de uma eventual recusa de Moscou, restaria às caravanas militares dos EUA somente a estrada através do perigoso território dos talibãs até a cidade portuária de Karachi. Ali, as tropas e os equipamentos poderiam ser trasladados para navios de guerra, já que para a alternativa do transporte aéreo de todos os veículos militares blindados do Afeganistão, os EUA teriam que cavar fundo no bolso.

“Existe ainda uma linha sul da NDN, que passa pelo Cáucaso”, afirma Chivvis. “Imagino que existam, atualmente, esforços para levar mais material do que o previsto através de regiões do Cáucaso, nas quais a Rússia não tem nenhuma soberania.”

A questão é quantas concessões os EUA teriam de fazer a países como Geórgia, Armênia e Azerbaijão. Enquanto ainda não se pode perceber que Putin tenha em vista a retirada das tropas, ele já alfinetou outro importante projeto do governo Obama: o acordo Start.

Fechado com o antecessor de Putin na Presidência e atual premiê russo, Dimitri Medvedev, o acordo foi uma conquista de Obama em seu primeiro mandato. Através dele, EUA e Rússia se comprometem a reduzir o número de ogivas nucleares estacionadas, permitindo aos dois países a inspeção mútua de seus arsenais de armas nucleares.

Acordo Start

Agora, Putin cogita não permitir mais inspeções estrangeiras. Segundo o cientista político David Cortright, do Instituto de Pesquisa da Paz da Universidade Notre Dame, nos EUA, uma circunstância infeliz, mas que não implica necessariamente o fim desse importante acordo de desarmamento.

“Acho que é algo que pode ser aceito, desde que não seja de longo prazo”, opina. “Existem outras formas de investigar as instalações militares russas. Mesmo se os inspetores das instalações não puderem mais atuar durante algum tempo, isso não é um perigo irreversível.”

Para Cortright, o perigo estaria antes no sinal que a violação do tratado de desarmamento enviaria a países como a Coreia do Norte e o Irã. Outro problema, diz o especialista, seria que, com base no chamado Memorando de Budapeste de 1994, após a dissolução da União Soviética, a Ucrânia concordou em entregar 1.600 ogivas nucleares.

Em contrapartida, EUA, Reino Unido e Rússia se comprometeram a garantir a integridade territorial da Ucrânia. Agora, naturalmente, a Rússia considerou esse memorando como anulado. O grande medo, afirma Cortright, é que o colapso das garantias de segurança dadas à Ucrânia em 1994 possa afetar o desarmamento, já que as garantias de segurança são importantes para convencer Estados a entregar suas armas nucleares.

E Putin ainda tem outro trunfo na mão. Ele poderia criar dificuldades tanto nas negociações sobre o programa nuclear iraniano quanto na destruição das armas químicas sírias. Ambas são preocupações sinceras do presidente americano.

No caso da Síria, muitos em Washington acreditam que Putin ainda não perdeu o interesse na destruição das armas químicas. E no caso do Irã, de qualquer forma, até agora Putin não tem ajudado muito. “Acreditamos que agora isso vá depender das negociações bilaterais entre os EUA e o Irã”, diz Chivvis.

Sufoco

Com vista às sanções econômicas dos americanos, Putin poderia reagir e sufocar a economia europeia através do corte do fornecimento energético para o Ocidente. Assim, diz Cortright, ele também puniria os EUA, “com o objetivo de jogar os europeus contra os americanos”. Mas é provável que os europeus hesitariam em atender o apelo por sanções de Washington, devido à sua dependência econômica do gás russo.

De acordo com Cortright, a consequência mais devastadora da agressão de Putin na Crimeia já é outra: por meio de suas ações, ele minou a autoridade de leis internacionais e dos direitos humanos, podendo assim virar a ordem internacional de cabeça para baixo. “A esperança de que existam alguns princípios internacionais que são respeitados pelas nações foi enfraquecida”, diz o especialista. “O princípio do direito internacional está ameaçado.”

Para Cortright, a UE, os EUA e outros países não devem aceitar tal situação e deveriam agir em consenso: “Isso é uma ameaça para todo o conceito da ordem internacional. E contra isso deve haver resistência – em todas as formas pacíficas possíveis.”

Os americanos já deixaram claro que um conflito militar seria fatal – não é sequer cogitado. No entanto, restam poucos trunfos a Obama. Os restantes estão todos nas mãos de Putin.

Fonte: DW.DE

 

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Defesa Sistemas de Armas

Project 11356 a nova fragata para a Frota do Mar Negro da Rússia

1Rustam: Moscou

Tradução e adaptação: E.M.Pinto
Almirante Grigorovich  é lançada no baltico a partir de sua doca em  Kaliningrad

A fragata Almirante Grigorovic, o navio principal da série, que está sendo construída para a Marinha da Rússia  cuja quilha foi batida em18 de dezembro de 2010, é lançada em Kaliningrad . 2

Dois contratos firmados com o Ministério da Defesa, contemplama  construção de navíos da nova série  11.356, fragatas de patrulha em Kaliningrad. “No momento, com base em cinco dos seis navios da série tudo está indo de acordo com a programação completa da construção se finalizando em 2017,” – disse o prota vóz dos estaleiros.

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O Project 11356 prevê o desenvolvimento e construção de Fragatas de patrulha pela “Northern Design Bureau” que pretende levar para o mar e áreas marinhas de operações de combate contra navios de superfície e submarinos, repelir ataques  aéreos, tanto de forma independente  como em operações conjuntas com outros navios e ainda efetuar operaões de escolta.

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Brasil Defesa Destaques Geopolítica Negócios e serviços Opinião Sistemas de Armas Tecnologia

O Porta Aviões que o Brasil quer e a Aviação Naval da Marinha do Brasil

NAe São Paulo (Foto: Marinha do Brasil)

Roberto Valadares Caiafa

O NAe (navio-aeródromo) A-12 São Paulo foi adquirido da França e colocado em serviço pela Marinha do Brasil no final do ano 2000, substituindo o veterano A-11 Minas Gerais, um projeto da 2ª guerra mundial reformado na Europa no pós-guerra antes de ser incorporado à esquadra em 1961. Dois anos depois, em julho de 1963, seu futuro substituto, o então Foch, entrava em serviço na Marinha Francesa.

Para compor a ala aérea embarcada do NAe São Paulo, a Marinha do Brasil adquiriu 23 jatos navais A4K/KU Skyhawk do Kuwait, e treinou seus aviadores navais em asas fixas dividindo sua formação entre a Força Aérea Brasileira (FAB) e a Marinha Estadunidense (US Navy). Surgia o Esquadrão VF-1

Um resumo bem sucinto de 14 anos de operação do navio, sendo que os últimos não foram livres de problemas como incêndios, explosões e baixas na tripulação, durante um longo e atribulado período de manutenção geral (PMG) iniciado em 2005.

Em que pese sua baixa disponibilidade atual, causada por problemas com os geradores principais de bordo, o NAe São Paulo deverá continuar nos planos da Marinha do Brasil por pelo menos mais 15 anos, período em que seu convoo deverá receber “novas” aeronaves atualmente sendo modernizadas, 12 jatos AF-1 Falcão, e turboélices bimotores COD/AEW do modelo Tracker/Tracer remotorizados.

A ala aérea do navio se completará com helicópteros MH-16 Sea Hawk e EC725 UH-15A (antisubmarino e anti-superfície) atualmente sendo entregues para serviço.

Espera-se que o navio adquira a capacidade de lançar e recolher suas aeronaves à noite, recebendo para isso novos sistemas eletrônicos e sensores de fabricação brasileira.

AF-1M modernizado

O AF-1M modernizado terá novos aviônicos e uma cabine digital dominada por dois mostradores MFD (Imagens: EDS)

Segundo recentes declarações do ministro da Defesa, Celso Amorim, o Brasil planeja a construção de um novo navio-aeródromo em um prazo de 15 anos, e os estudos fazem parte do Programa de Reaparelhamento da Marinha (PRM) 2006-2025.

E o motivo para se alongar a vida do NAe São Paulo, investindo-se em mais uma custosa e demorada manutenção e atualização, tem muito a ver com o fato de a Esquadra não dispor, na atualidade, de condições para tocar dois projetos dessa magnitude, comparando-se o ProNae lado a lado com o ProSub em termos financeiros (orçamento), industriais e de pessoal (engenharia) para a construção de itens novos.

Trocando em miúdos, a Marinha precisa concluir seu programa do submarino nuclear, colocando os quatro Scorpenne convencionais e o SBN em serviço na base de submarinos e estaleiro em Itaguaí, para depois voltar seus esforços na obtenção de um novo NAe, algo previsto para 2025 aproximadamente.

Trata-se de um pragmatismo de planejamento absolutamente consciente frente às dificuldades impostas por orçamentos insuficientes e ainda por cima, expostos a cortes e contingenciamentos pelo Governo Federal.

Estaleiro e base naval de Itaguaí

A construção do Submarino de Propulsão Nuclear (acima) são metas prioritárias da Marinha antes que a Esquadra possa iniciar a construção de um novo NAe. A solução será alongar a vida útil do São Paulo em mais 15 anos (Fotos: Roberto Caiafa)

O Futuro

Maquete do PA2, exibida pela DCNS na LAAD – Proposta francesa de um substituto para o NAe São Paulo (Foto: Roberto Caiafa)

As duas opções de projeto que a Marinha do Brasil estuda são a de um NAe convencional clássico e mais pesado, de convoo angulado com lançamento/recolhimento por catapulta e aparelho de parada, como a proposta PA2 apresentada pela francesa DCNS (um Charles de Gaulle de propulsão convencional), ou um NAe de rampa sky-jump e mais leve, caso do Cavour da Marinha Italiana, construído pela Fincantieri.

NAe de rampa sky-jump Cavour da Marinha Italiana – Fincantieri

Existem também propostas de estaleiros britânicos e russos para a construção conjunta de um NAe.

A fabricante de aeronaves de combate Saab, vencedora do Programa FX-2 da Força Aérea Brasileira com o caça Gripen NG, oferece o desenvolvimento conjunto do Sea Gripen, versão navalizada do jato e destinada a substituir os AF-1 modernizados a partir de 2026/28, operando no convoo ou sky-jump do futuro navio.

Sueca Saab Sea Gripen

A Sueca Saab propõe o Sea Gripen tanto para operar no novo NAe previsto para sair em 15 anos (acima – imagem: Saab) quanto para emprego no NAe São Paulo após o término da sua modernização/revitalização.

 

 Fonte: Tecnologia & Defesa

 

 

 

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“Vamos agradecer a McCain por ter dado com a língua nos dentes!”

Em vista dos eventos na Ucrânia o senador americano John McCain exortou a administração do presidente de Barack Obama a revogar a sua decisão sobre a liquidação do sistema de defesa antimíssil na Europa Oriental e colocar novamente na ordem do dia a questão de instalação de elementos deste sistema na República Tcheca e na Polônia.

O presidente da República Tcheca, Milos Zeman, reagiu imediatamente a esta proposta. Ele sempre achou e continua a achar este projeto ineficiente. E o ministro das Relações Exteriores desse país, Lubomir Zaoralek, acrescenta: “Hoje a nossa segurança não sofre riscos complementares”.

Apesar da torrente de críticas que tinha inundado a mídia checa por causa dos eventos na Crimeia, a proposta do senador McCain não suscitou nenhum entusiasmo. No foro dos leitores do jornal Lidove noviny, que publicou esta proposta do senador, pode-se ler o seguinte comentário: “A nossa sorte é que não temos o radar. Pelo menos, resta a esperança de que vamos fazer amizade com os Estados vizinhos em vez de fazer guerra. Não gosto de idiotas que portam armas apesar da ausência de quaisquer inimigos”.

Josef Hala, chefe eleito da aldeia de Jince, situada nas proximidades do polígono de Brdy, qualificou a proposta do senador pelo Estado do Arizona da seguinte maneira:

“Apraz-me que tanto anos depois os americanos acabaram por reconhecer, contra quem pretendiam construir este radar no nosso território! Agora está perfeitamente claro que logo desde o início ele não era destinado contra mísseis da Coréia do Norte ou do Irã. Na realidade, todo este sistema antimíssil foi planejado contra a Rússia. Creio que o senador é um “falcão” de guerra que não leva em conta nem sequer as realidades econômicas do próprio EUA. É sabido que a América agora diminui substancialmente o número dos seus militares.

Alguns dos nossos políticos sempre nos assustam com a Rússia. Creio que tudo isso é artificioso e que não existe nenhum perigo da parte da Rússia. Nós todos somos eslavos e devemos ajudar um ao outro”.

Eis a opinião de Hala, chefe eleito da aldeia Jince, a respeito da situação na Crimeia:

“A maioria da população lá tende para a Rússia. E quando os russofónos foram proibidos de falar a língua materna, eles começaram a buscar, por razões evidentes, uma via de integração no país, onde serão considerados cidadãos com plena igualdade de direitos”.

 

Fonte: Voz da Rússia

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Autoridades da Crimeia convidam empresas russas a extrair petróleo e gás

Foto: RIA Novosti

A extração de petróleo e gás na Crimeia deverá ser efetuada por empresas russas, incluindo a Gazprom, anunciou o presidente do Conselho Supremo da República, Vladimir Konstantinov.

Além disso, Konstantinov anunciou que as autoridades da autonomia já colocaram sob sua proteção os campos de petróleo e gás nos mares Negro e de Azov, incluindo os campos de Odessa e Bezimyannoe, que estão em fase de início de exploração. Também os campos de petróleoe gás da empresa estatal ucraniana de energia Chernomorneftegaz estão sob proteção.

“Esses depósitos e campos passarão plenamente a ser propriedade da República da Crimeia,” disse ele.

 

Fonte: Voz da Rússia

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Washington nega ajuda militar a Kiev

ucRânia, eua

Os EUA negaram ajuda militar aos novos líderes da Ucrânia, segundo escreve The Wall Street Journal, citando uma fonte altamente colocada da administração norte-americana.

Um alto funcionário disse que o governo interino da Ucrânia tinha pedido aos Estados Unidos assistência militar, incluindo o envio de armas e munições, assim como apoio na área de inteligência. No entanto, ressalta o jornal, Washington consentiu em fornecer apenas “rações alimentares individuais”.

 

Fonte: Voz da Rússia