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John Kerry classifica acontecimentos na Ucrânia como razão para reforçar a OTAN

Foto: East News/AP Photo/Manuel Balce Ceneta

Os EUA consideram a crise ucraniana como um fator para fortalecer a OTAN, disse o chefe do Departamento de Estado, John Kerry.

Ele ressaltou a necessidade de conseguir que os aliados da OTAN aumentem na prática os orçamentos de defesa nacionais, fortalecer os laços econômicos entre os membros da Aliança e “tomar medidas imediatas para assegurar que os países europeus sejam independentes da Rússia no que diz respeito à obtenção da maior parte de seus recursos de energia”.

Mais cedo, a Aliança Atlântica decidiu reforçar o patrulhamento policial aéreo dos países bálticos, Polônia e Romênia.

Fonte: Voz da Rússia

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Conflitos Destaques Geopolítica Negócios e serviços Opinião

“Malabarismo político” do Ocidente ultrapassou limites do razoável

Foto: East News/imago/Ralph Peters

Ilia Kharlamov

A UE e os Estados Unidos procuram novos métodos de pressionar sobre a Rússia que, alegadamente, interviria ativamente na crise grave na Ucrânia, que tem todas as hipóteses de se transformar numa guerra civil de plena escala.

Não vale a pena repetir que os estrategistas americanos dominaram quase perfeitamente o método de lançar as culpas sobre outrem. Uma das últimas iniciativas consiste em formação de uma união energética pan-europeia que permita diminuir a dependência do Velho Mundo de fornecimentos de gás russo.

Já durante vários meses, parceiros ocidentais de Moscou estão deturpando as causas reais da crise ucraniana, substituindo fatos e demonstrando a arte de malabarismo político. Cria-se a impressão de que eles próprios acreditassem na imagem demoníaca da Rússia, pintada pela mídia e propagandistas profissionais.

Há uma sensação de que Bruxelas e Washington tenham caído num frenesi sensacionalista na tentativa de passar a perna em outrem. Há dias, o presidente da França, François Hollande, apoiou a iniciativa do primeiro-ministro polaco, Donald Tusk, de formar uma união energética da Europa com o objetivo de torná-la “mais independente e mais unida na política energética”, ou, concretamente, de diminuir a dependência em relação à Rússia.

Hollande e Tusk tencionam apresentar a proposta à discussão da cúpula do Conselho Europeu, marcada para junho. A iniciativa já foi apoiada pelo dirigente do Conselho, Herman Van Rompuy. No fundo, trata-se de sanções veladas contra Moscou. Vladimir Kozin, perito em assuntos políticos, considera que esta iniciativa prejudique o próprio Ocidente:

“Quaisquer novas propostas irão prejudicar seus organizadores e autores. Quanto à segurança energética, podem instituir quaisquer consórcios – políticos ou energéticos. Os militares já são criados, tais como a OTAN. Podem extrair petróleo, transformá-lo e fornecer uns a outros. Podem enviar gás à Ucrânia, mas gratuitamente.”

Um dos principais argumentos de Tusk consiste na necessidade de minimizar as potencialidades da Rússia, principal fornecedor de hidrocarbonetos à UE, e de ditar os preços de matérias-primas fornecidas e seus volumes. O primeiro-ministro da Polônia até formulou os princípios que irão libertar os europeus da dependência dos fornecimentos russos de gás. Trata-se, em particular, de elaboração de um mecanismo único e transparente para a conclusão de contratos de gás.

Parece que tais contratos sejam celebrados em parte alguma, em clandestinidade, por pessoas não encarregadas dessas ações, mas não será possível formar os preços sem a participação da Rússia. No comércio é impossível firmar transações sem a presença de uma das partes envolvidas no negócio e, neste caso, sem o vendedor. Pelo visto, Tusk confundiu um pouco a economia com atitudes políticas.

As atuais autoridades ucranianas ficaram entusiasmadas com uma política dura em relação à Rússia por parte dos seus patrocinadores ou, melhor, dos seus chefes diretos em Washington e Bruxelas. Violando os acordos alcançados em Genebra, elas recorrem à força do Exército, dos serviços especiais e de neonazistas do movimento pró-europeu Maidan, tentando esmagar os protestos dos partidários do referendo no Leste da Ucrânia.

Mas isso é insuficiente. O chamado primeiro-ministro ucraniano, Arseni Yatsenyuk, acusou Moscou de desdobrar uma terceira guerra mundial e de tentar ocupar a Ucrânia e apelou a que os dentes da Rússia sejam quebrados. Ao que tudo indica, os partidários ocidentais da confrontação com a Rússia indicaram que os líderes do golpe armado em Kiev se libertem de todos os limitadores morais e físicos.

Fonte: Voz da Rússia

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Conflitos Geopolítica História Opinião

30 de abril de 1975: Queda de Saigon

No dia 30 de abril de 1975, sob chuvas torrenciais, helicópteros dos EUA viajavam entre um porta-aviões e Saigon, em dramática operação de evacuação. O pânico reinava na embaixada dos EUA.

Enquanto tropas do Vietnã do Norte invadiam Saigon, o pânico reinava na embaixada dos EUA na cidade. Milhares de pessoas desesperadas forçavam a entrada no edifício, sob a mira das armas de marinheiros norte-americanos. Além dos cidadãos dos Estados Unidos, foram poucos os que tiveram acesso ao heliporto sobre o prédio da embaixada, última chance para fugir de Saigon naquele dia 30 de abril.

Segundo o jornalista Dietrich Mummendey, da TV alemã-ocidental, milhares de franceses e vários correspondentes permaneceram no país, e a Cruz Vermelha declarou vários edifícios como “zonas internacionais”.

Nenhum outro acontecimento mobilizou tanto a opinião pública internacional, na década de 70, como a Guerra do Vietnã (1964-1975). O conflito representou a maior derrota militar da história dos EUA.

Pela primeira vez, as crueldades de uma guerra – fuzilamentos ao vivo e cadáveres de crianças nuas, mortas queimadas por bombas de napalm – foram exibidas no horário nobre da programação de TV.

Crônica de uma guerra anunciadaAs hostilidades que antecederam o conflito começaram em 1956, quando o Vietnã do Norte decidiu não convocar eleições, em desacordo com o que havia sido decidido pelo Pacto de Genebra, após a derrota militar da França (potência colonial na região na primeira metade do século).

O Vietnã do Norte era dominado pela guerrilha comunista, cuja política pretendia anexar também o Vietnã do Sul. Os EUA passaram a fortificar suas posições no sul, a fim de garantir “a liberdade do país”. A política norte-vietnamita tinha o apoio da União Soviética e da China. Já os EUA lutavam contra a expansão do sistema comunista em outros países.

Em 1964, o suposto bombardeio norte-vietnamita a barcos americanos, no golfo de Tonquin, serviu de pretexto ao presidente Lyndon Johnson para iniciar as ações militares contra o Vietnã do Norte.

 Tanques norte-vietnamitas entram nos jardins do palácio presidencial do então Vietnã do Sul em Saigon.

Descontentamento nos EUA

Em 1969, no auge dos combates, 543 mil soldados dos EUA estavam nas frentes de batalha. Os norte-vietnamitas, vindos de uma guerra com a França, usaram melhor estratégias de guerrilha e aproveitaram a vantagem geográfica (selva fechada e calor de mais de 40ºC) para derrotar os americanos.

O descontentamento da opinião pública dos EUA com a Guerra no Vietnã forçou a abertura de negociações de paz, em 1971. Dois anos antes da tomada de Saigon, em 1973, os ministros do Exterior do Vietnã do Norte e dos EUA haviam assinado um cessar-fogo, em Paris.

O acordo não foi implementado, mas os Estados Unidos começaram a retirar suas tropas. Em 1975, completada a retirada norte-americana (que incluiu também o corte de ajuda financeira), o regime sul-vietnamita entrou em colapso.

Vitória dos pequenos

A ofensiva norte-vietnamita começara um mês antes da capitulação de Saigon. Os militares norte-americanos foram surpreendidos pelo rápido sucesso dos vietcongues e a fraca resistência do exército sul-vietnamita.

Uma nova intervenção dos EUA foi descartada pelo presidente Gerald Ford, por falta de apoio no congresso. Resultado: os norte-vietnamitas conquistaram o sul, a 30 de abril de 1975, no que ficou conhecido como a “queda de Saigon”.

A evacuação de nove mil norte-americanos foi feita às pressas, na última hora. Mesmo assim, ainda foram resgatados cerca de 150 mil vietnamitas. A guerra deixou um saldo de 58 mil americanos mortos e 153 mil feridos; do lado vietnamita, um milhão de mortos e 900 mil crianças órfãs.

Milhões de hectares de terra, minados ou envenenados, se tornaram incultiváveis. Os EUA gastaram cerca de US$ 200 bilhões com o movimento bélico e lançaram um milhão de toneladas de bombas por ano. Em agosto de 1995, vinte anos após o fim da guerra, os EUA reataram relações comerciais com o Vietnã, ainda hoje um dos países mais pobres do mundo.

Fonte: DW.DE

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Conflitos Geopolítica

Separatistas impõem novas condições para libertar inspetores da OSCE

Vyacheslav Ponomaryov, líder dos pró-russos em Slaviansk

Negociações dependem do fim das sanções da UE, declara Vyacheslav Ponomaryov, “prefeito” do bastião pró-russo Slaviansk, no leste da Ucrânia. Otan coloca em dúvida alegações de ministro russo sobre retirada de tropas.

O líder separatista ucraniano Vyacheslav Ponomaryov rejeita negociações sobre a libertação dos sete inspetores da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE), enquanto vigorarem as sanções da União Europeia contra personalidades públicas russas e ucranianas.

Falando a órgãos internacionais de imprensa nesta terça-feira (29/04), o autoproclamado prefeito da cidade rebelde de Slaviansk, no leste da Ucrânia, declarou “adiadas” as negociações.

“Só retomaremos o diálogo quando a UE retirar essas medidas coercivas”, sublinhou. Ponomaryov se referiu aos observadores militares primeiramente como “prisioneiros”, classificando-os depois como “hóspedes”, para os quais foram criadas “as melhores condições”.

O secretário-geral da OSCE, Lamberto Zannier, chegou à capital ucraniana, Kiev, para conversações sobre o destino dos reféns. Está previsto seu encontro com o ministro do Exterior da Ucrânia, Andriy Deshchytsia. Segundo o vice-ministro Daniel Lubkivsky, o governo da ex-república soviética tem um “plano concreto” para a libertação dos inspetores.

Desde a última sexta-feira se encontram em poder da milícia separatista de Slaviansk quatro observadores alemães e três de Dinamarca, Polônia e República Tcheca, respectivamente, assim como diversos soldados ucranianos. Outro inspetor sueco da OSCE foi libertado pelos ativistas pró-russos no domingo, por motivos de saúde. O governo alemão também vem se empenhando pela libertação dos funcionários.

Avanço de ativistas pró-russos em Lugansk

Incerteza sobre presença russa na fronteira

Na Ucrânia Oriental, as milícias separatistas prosseguem seu avanço. Na cidade de Lugansk, capital da região homônima, em seguida à ocupação da sede da administração regional por 3 mil homens, cerca de cem insurgentes, 50 dos quais fortemente armados e com uniformes militares, invadiram a central de polícia.

Os agentes de segurança reagiram com gás lacrimogêneo e granadas não letais. Fontes de Kiev informaram que os pró-russos pretendiam também assumir o controle da emissora de TV local. Segundo a imprensa ucraniana, foi também tomada a prefeitura da cidade vizinha Pervomaysk.

O presidente interino da Ucrânia, Olexandr Turtchinov, condenou a atuação dos policiais, tachando-os de “traidores”, incapazes de “cumprir seu dever e defender os cidadãos”. Em seguida, exortou os “patriotas ucranianos” das regiões de Donetsk e Lugansk a se apresentarem à polícia como voluntários.

Na fronteira entre a Rússia e a Ucrânia, permanece incerto se os soldados russos destacados em meados de abril para a área se retiraram de fato, como afirmou o ministro russo da Defesa, Serguei Shoigu, na noite de segunda-feira.

Em conversa telefônica com seu homólogo americano, Chuck Hagel, ele disse ter sido dada ordem para os militares retornarem às casernas. De acordo com fontes ucranianas, na última semana as tropas russas chegaram a até um quilômetro da fronteira comum, durante manobras.

A Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) declarou não ter informações sobre um recuo dos soldados, e voltou a instar o Kremlin a “retirar todas as tropas ao longo da fronteira ucraniana”, como prevê o acordo de Genebra. Segundo a Otan, a Rússia já chegou a manter um total de até 40 mil homens na área fronteiriça, desde o início da crise na Ucrânia.

AV/dpa/rtr/afp

Fonte: DW.DE

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Conflitos Geopolítica Vídeo

RAF desloca caças Typhoon para policiamento aéreo no Báltico

RAF DEPLOYS TYPHOON JETS TO BOLSTER NATO AIR POLICING MISSION

Na tarde de ontem quatro jatos de combate Eurofighter Typhoon, da Royal Air Force (RAF, Força Aérea do Reino Unido), decolaram para reforçar a missão da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) no Policiamento Aéreo do Báltico.

As aeronaves são provenientes das bases aéreas de Coningsby, em Lincolnshire, e Leuchars, em Fife, e ficarão sediadas na Lituânia em prontidão para responder a qualquer ameaça que se faça a região que inclui a Lituânia, Estônia e Letônia.

O papel dos caças é defensivo e a sua permanência na região deve ser de quatro meses. Os pilotos e mecânicos passaram por um treinamento de seis semanas antes de fazer o deslocamento.

Fonte: C&R

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Destaques Negócios e serviços Tecnologia Vídeo

Vídeo: AgustaWestland completa testes de autorrotação do AW609

A AgustaWestland realizou com sucesso os testes de autorrotação do AW609, entre o final de março e início de abril, no Texas (EUA).

Os ensaios do Tiltrotor, nome dado ao modelo que decola na vertical como um helicóptero e se desloca na horizontal com a performance de um avião, foi acompanhado por especialistas da Federal Aviation Administration (FAA, agência reguladora de aviação nos EUA).

A manobrabilidade do AW609 e o seu desempenho em voo superaram as expectativas dos engenheiros que já dispunham de dados das suas características coletadas previamente em simuladores de voo.

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O AW609 é equipado com dois turboélices Pratt&Whitney Canada PT6C-67A de 1.940shp de potência cada, que estão localizados na ponta das asas. Ao decolar, os motores são basculhados para cima, na mesma posição do rotor principal de um helicóptero e, ao alçar a altitude desejada, move-se para frente assumindo a posição horizontal que é convencional a todas as aeronaves.

A aeronave está em desenvolvimento para atender ao mercado comercial, acumulando hoje 60 pedidos firmes e com a previsão de certificação em 2017.

Fonte: C&R

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Defesa Negócios e serviços

Paquistão recebe cinco caças Lockheed Martin F-16A/B da Jordânia

F-16_EAU

A Força Aérea do Paquistão recebeu no último domingo o primeiro lote de cinco caças Lockheed Martin F-16A/B adquiridos da Força Aérea da Jordânia.

As aeronaves passaram por um processo de modernização (Mid-life upgrade, MLU) que além de ter recebido novos sensores e equipamentos também teve a sua vida operacional estendida em mais 20 anos (ou 3 mil horas de voo para cada aeronave).

Com a aquisição a frota de F-16 no Paquistão vai subir para 76 exemplares das variantes Block 15 MLU e Block 50/52.

Fonte: C&R

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Defesa Geopolítica Negócios e serviços

Congresso dos EUA quer romper contrato de aquisição de helicópteros russos

Tatiana Russakova

O Congresso norte-americano está fazendo pressão para que a agência militar dos EUA interrompa a cooperação com a Rosoboronexport, fornecedora de equipamento militar russo.

Segundo o acordado entre a Rússia e os EUA, deverão ser entregues ao Exército afegão 63 helicópteros Mi-17V-5, em uma operação de valor superior a US$ 1 bilhão. A empresa russa ainda deve fornecer 21 helicópteros Mi-17 multifuncionais.

O Departamento de Defesa dos EUA pediu ao Congresso para mostrar “flexibilidade” e desistir das sanções contra a Rosoboronexport, uma vez que o não cumprimento do contrato em questão pode custar a Washington uma multa de até US$ 100 milhões.

O Congresso, porém, propõe o rompimento do contrato sem pagar a multa rescisória. Também surgiu a proposta de enviar para o Afeganistão os americanos CH-47 Chinook.

A aquisição de equipamento militar russo e o grande volume do lote são vistos com hostilidade pelo governo dos EUA, afirmam observadores russos. O Pentágono é acusado de investir na indústria de defesa do potencial inimigo, em vez de apoiar os fabricantes nacionais.

“Existe grande probabilidade de os norte-americanos romperem o contrato. E atualmente eles não se importam com o fato de terem que pagar uma grande multa. Agora saltam para primeiro lugar as ambições políticas”, disse à Gazeta Russa o analista militar independente, o major-general Serguêi Petchurov.

Segundo ele, os EUA estão preparando medidas abrangentes para conseguir potencializar a exclusão da Rússia dos mercados de armas de outros países. “Os americanos estão levando muito a sério a questão das sanções. Eles andam estudando cuidadosamente a geografia dos nossos fornecimentos de artigos militares e não se exclui a possibilidade de Washington tentar fazer pressão sobre os países que tradicionalmente compram o nosso armamento.”

As últimas sanções contra os exportadores russos foram introduzidas na época go governo de George W. Bush, mas acabaram sendo suspensas com a chegada de Barack Obama ao poder.

Por que o Mi-17?

Uma análise conduzida pelo Comando Central dos EUA em 2005 mostrou que o Mi-17 é o mais eficaz para uso no Afeganistão em comparação com os outros helicópteros. Além disso, são duas vezes mais baratos do que os análogos americanos e europeus.

Os soldados que estiveram em combates no Afeganistão garantem que o Mi-17 pode ser consertado mesmo com materiais improvisados, como latas de refrigerante. Somado a isso tudo, os pilotos e técnicos afegãos estão acostumados ao modelo, cuja história no país se estende por 30 anos. “Para operar nas condições climáticas adversas do Afeganistão não se encontra substituto para o Mi-17”, diz o diretor da Fábrica de Aviação de Kazan, Vadim Ligai.

Fonte: Gazeta Russa

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Defesa Negócios e serviços

Paquistão interessado em helicópteros Russos

Mi-26-Mi-8-Russian-Air-Force

Rustam (Moscou)

Tradução: E.M.Pinto

O Paquistão manifestou interessa na aquisição de  10 novos helicópteros russos Mi-26. Isso foi relatado pela agência de notícias ITAR-TASS” de uma fonte diplomáticomilitar na capital russa. Anteriormente, foi relatado que o Paquistão está incluído na lista de países onde a Rússia poderia fornecer produtos militares.
O Paquistão manifestou o interesse em ampliar a cooperação técnico-militar com a Rússia, atualmente o Paquistão opera cerca de 70 helicópteros de transporte Mi-17/Mi-171.

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Conflitos Espaço Geopolítica

Sanções à Rússia: “Enviem seus astronautas de Trampolim”

Tradução e adaptação: E.M.Pinto

Sugestão: Ronaldo Leão

Dmitri Rogozin, vice- primeiro-ministro russo encarregado das indústrias militares e espaciais sugeriu aos EUA, via Twitter, que utilizassem um trampolim para enviar seus astronautas à Estação Espacial Internacional.

Parece que a paciência dos funcionários russos para com as sanções terão em breve respostas duras.
Na sequência das recentes sanções impostas na última segunda-feira o vice-primeiro- ministro Dmitry Rogozin, que disse furioso ” estamos perdendo a paciência com estas sanções “, o mesmo Rogozin sugeriu em um tweet  a NASA que envie seus astronautas para a Estação Espacial Internacional ( IEE ), com um ” trampolim ” , numa clara alusão a todos os astronautas, norte-americanos, europeus ou russos , que chegam a  estação eles pelo uso das naves russas … e pelo fato de não haver outra forma para se fazer isso uma vez que o programa de ônibus espacial dos EUA foi suspenso.
Nesta segunda feira os Estados Unidos expandiu a lista de sanções contra a Rússia devido à situação na Ucrânia. Uma empresa que faz parte da lista é a empresa estatal Rostej especializada em equipamentos de defesa.

Fonte: RT

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EC.225/EC.275 da Airbus Helicopters certifica novo eixo de engrenagem

EC.225 Airbus Helicopters

O eixo vertical de engrenagem cônica da caixa de transmissão principal redesenhado para o EC.225 da Airbus Helicopters foi certificado pela Agência Europeia para a Segurança da Aviação (EASA), permitindo assim a produção em série da peça para todas as aeronaves de asas rotativas deste modelo que já estejam em operação no mundo, bem como para as novas unidades que estão sendo produzidas.

Após a certificação concedida, haverá a validação de outras autoridades internacionais de aeronavegabilidade ao longo dos próximos meses.

A fabricação do eixo de engrenagem redesenhado está em andamento e poderá ser implementado mundialmente nas aeronaves em serviço e nas que estão em produção a partir do segundo semestre de 2014.

O novo projeto elimina todos os três fatores que, em conjunto, causaram duas inesperadas rupturas de eixo vertical no EC.225.

Ele oferece resistência à corrosão, compensa o stress residual e elimina pontos quentes na peça.

Após dois pousos de emergência do EC.225 no Mar do Norte em 2012, e a suspensão das operações de parte da frota destas aeronaves, medidas de precaução e de prevenção foram imediatamente desenvolvidas pela Airbus Helicopters e implementadas com sucesso por parte dos operadores, levando a um retorno completo ao serviço.

Com a mais recente evolução da família Super Puma, mais de 200 EC.225 e 725 foram entregues a 35 clientes, acumulando mais de 350.000 horas de voo. Sob medida para os operadores mais exigentes, o EC.225 é um helicóptero de carga de 11 toneladas que integra todas as últimas inovações tecnológicas.

Fonte: C&R

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Conflitos Geopolítica

Manifestantes invadem prédio do governo regional no leste da Ucrânia

Ativistas pró-Rússia reivindicam referendo que conceda mais autonomia para regiões. Rússia critica sanções do Ocidente

Uma grande multidão de manifestantes que reivindicam mais poder para as regiões da Ucrânia invadiu o prédio da administração regional em Luhansk, uma das maiores cidades no tumultuado leste do país. Alguns deles, armados com barras de metal, quebraram janelas e portas para forçar sua entrada no prédio.

Segunda: Prefeito pró-Rússia é atingido por tiro nas costas na 2ª maior cidade da Ucrânia

Reuters

Ativistas pró-Rússia atacam prédio da administração regional em Luhansk, leste da Ucrânia

Na nota, o ministério também afirmou que as ações da UE mostram “uma completa incompreensão sobre a situação política” na Ucrânia e as classificou como “um convite aberto para neonazistas locais continuarem criando caos e execuções sumárias contra a população do sudeste”.

Na segunda, o governo do presidente dos EUA, Barack Obama, congelou ativos e proibiu a obtenção de vistos para sete cidadãos russos do círculo próximo ao presidente Vladimir Putin nesta e também impôs sanções a 17 empresas ligadas a ele em represália pelas ações de Moscou na Ucrânia.

Os EUA também revogaram licenças para alguns itens de alta tecnologia que poderiam ser usados pelo Exército russo. Segundo o vice-ministro de Relações Exteriores russo, Sergei Ryabkov, os EUA “essencialmente montaram uma ‘Cortina de Ferro'” ao ter como alvo o setor de alta tecnologia russo.

Dia 23: Rússia promete retaliar se seus interesses forem ameaçados na Ucrânia

Além dos EUA, os embaixadores dos 28 países-membros da UE concordaram em acrescentar mais 15 autoridades à lista de pessoas proibidas de viajar ao bloco e com bens congelados na UE. Segundo dois diplomatas consultados pela Associated Press, os embaixadores se reunirão novamente na quarta e poderão acrescentar mais nomes à lista. A decisão europeia eleva para 48 o total de russos ou pró-russos na Ucrânia que sofrem sanções do bloco.

Nesta quinta, a UE divulgou a atualização da lista, incluindo os nomes do general Valery Gerasimov, chefe do Estado-Maior Conjunto da Rússia e primeiro-vice-ministro da Defesa, e o general Igor Sergun, identificado como chefe do GRU (agência de inteligência militar russa).

Ao justificar as sanções, Obama afirmou que as medidas têm o objetivo de impedir Putin de fomentar a rebelião no leste da Ucrânia. O presidente americano acrescentou que está guardando medidas mais amplas contra a economia da Rússia. Entre os sancionados de segunda-feira estão Igor Sechin, chefe da empresa de energia estatal Rosneft e o vice-primeiro-ministro, Dmitry Kozak.

As sanções iniciais dos EUA e a UE foram impostas logo após a anexação da estratégia Península da Crimeia, em março. Mas agora Washington e o bloco europeu acusam a Rússia de desestabilizar o leste ucraniano. Segundo a Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte), a Rússia tem 40 mil soldados ao longo da fronteira e poderia invadir a Ucrânia em dias se quisesse.

A UE é o maior parceiro comercial da Rússia, tendo maior influência econômica sobre Moscou do que os EUA. Entretanto, o bloco europeu tem mais cuidado em impor suas punições já que a Rússia é também um de seus maiores fornecedores de petróleo e gás — e o bloco aparentemente evitou ter como alvo companhias russas específicas.

As sanções impostas até agora ainda não conseguiram deter Putin, que vem ignorando as punições. Moscou insiste que uma rebelião entre russófonos do leste é uma resposta interna a um golpe e nega manter forças russas no território.

*Com AP e Reuters

Fonte: Último Segundo