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Conflitos Geopolítica

Para manter unidade, Ucrânia oferece mais poder ao leste pró-Rússia

Manifestantes se reúnem em frente à barricada diante de um prédio do governo em Donetsk, no leste da Rússia. ReutersSeparatistas partidários da Rússia seguem desafiando governo interino da Ucrânia

O premiê interino da Ucrânia ofereceu maiores poderes às regiões do leste do país onde separatistas partidários da Rússia estão desafiando o governo.

A oferta de Arseniy Yatsenyuk ocorreu durante uma negociação com lideranças regionais de Donetsk, cidade próxima à fronteira russa onde ativistas leais a Moscou invadiram um edifício público e reivindicam um governo próprio.

Contudo, ainda não está claro se a proposta irá satisfazer os separatistas.

A ameaça da Rússia de cortar o fornecimento de gás para o país levou a Ucrânia a tentar negociar a compra do produto de companhias francesas e alemãs.

A União Europeia afirmou ser capaz de enviar gás para a Ucrânia pelos mesmos gasodutos que passam pelo país levando o produto da Rússia para a Europa, usando uma tecnologia de transmissão reversa.

Em Kiev, o ministro de Energia ucraniano, Yuri Prodan, disse que negociaria o produto “sob as condições oferecidas pelas companhias europeias de gás”. Ele citou a alemã RWE e “uma empresa de gás francesa”.

Na quinta-feira, o president russo, Vladimir Putin, disse em uma carta enviada a 18 países europeus que o fornecimento de gás à Ucrânia poderá ser cortado se Kiev não pagar supostas dívidas. Ele afirmou que esse ato poderia afetar a entrega de gás para a Europa.

Em 2009 a disputa sobre o gás envolvendo a Rússia e a Ucrânia levou à escassez do produto em diversos países do bloco europeu.

A russa Gazprom diz que a Ucrânia deve US$ 2,2 bilhões e recentemente dobrou o preço do produto.

Os Estados Unidos acusaram a Rússia de usar a energia como “uma ferramenta de coerção” contra a Ucrânia e disseram estar ajudando Kiev a encontrar gás e financiamento.

Progresso econômico

Em Donetsk, Yatsenyuk pediu a líderes regionais que reforçassem a mensagem de que o governo de Kiev garantirá segurança e progresso econômico para o leste do país, segundo a agência de notícias Interfax.

“No âmbito das mudanças na Constituição, nós conseguiremos satisfazer as necessidades de cada região específica”, afirmou.

Mas Kiev rejeitou a pressão russa para tornar a Ucrânia uma federação ampla, temendo que mais regiões possam se separar para juntar-se à Rússia.

Protestos pró-Rússia em Donetsk, na Ucrânia. ReutersPremiê interino da Ucrânia ofereceu poderes maiores a manifestantes pró-Rússia do leste do país

O protesto separatista acontece após a anexação da Crimeia à Rússia no mês passado – que foi descrita como o maior confronto político na Europa desde o fim da Guerra Fria.

Perto de Donetsk, na sexta-feira, sete mineiros morreram em uma explosão de gás aparentemente não relacionada às tensões atuais.

A comunidade, onde a maioria fala russa, é dominada por minas de carvão e indústrias dos anos da União Europeia.

Yatsenyuk disse que o russo manteria sua condição atual na região, paralelamente ao ucraniano.

A língua é uma questão delicada no leste da Ucrânia, onde laços com a Rússia são fortes.

OTAN

A Organização do Tratado do Atlântico Norte disse que cerca de 40 mil soldados russos são mantidos na fronteira leste da Ucrânia.

O ministro de Relações Exteriores russo, Sergei Lavrov, pediu por garantias legais quanto à neutralidade da Ucrânia, alertando a Otan de que a aliança não deveria tentar incluir o país no grupo.

Yatsenyuk deve viajar a outra cidade do leste, Dnipropetrovsk, que também foi palco de protestos.

Ativistas na região leste da Ucrânia vêm ocupado um prédio do serviço de segurança estatal na cidade de Luhansk, com homens armados com Kalashnikov entre eles.

O governo interino acusa a Rússia de orquestrar as manifestações, mas Moscou nega qualquer envolvimento.

Na próxima semana, Rússia, Ucrânia, Estados Unidos e União Europeia deverão se reunir pela primeira vez desde que a crise teve início.

Em novembro, o ex-presidente ucraniano Viktor Yanukovych, aliado da Rússia, se recusou a assinar um amplo acordo de parceria com a UE, o que desencadeou grandes manifestações de oposição e violência que forçaram sua fuga para a Rússia.

Fonte: BBC Brasil

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Conflitos Geopolítica Inteligência Opinião

OTAN publica fotos de tropas russas perto da Ucrânia

Nas fotografias é possível ver veículos militares – Foto: Reuters

OTAN publicou nesta quinta-feira quinze fotografias tiradas por satélites que mostram, segundo a Aliança, que a Rússia concentrou “importantes” quantidades de tropas “prontas para agir” ao longo da fronteira com a Ucrânia.

Nas imagens é possível ver helicópteros de combate e veículos militares. Em outras são vistos aviões de combate estacionados em plataformas de aeroportos. As fotos teriam sido tiradas entre o final de março e o início de abril em regiões onde “antes existiam bases”.

Havia “entre 35.000 e 40.000” soldados, segundo uma autoridade da Otan em Mons, na Bélgica, onde está localizado o Centro de Gestão de Operações e Planejamento de Crise (CCOMC) do Quartel General Supremo das Forças Aliadas na Europa (SHAPE).

Aviões de combate estacionados em plataformas também são vistos nas imagens – Foto: Reuters

“É uma força muito competente que está pronta para agir rapidamente”, resumiu o general de brigada, Gary Deakin, diretor do CCOMC.

Segundo a OTAN, estas tropas estariam posicionadas na cidade de Belgorod, localizada a 40 km da fronteira com a Ucrânia, no Mar de Azov, não muito longe da Crimeia, em Kalash, Dolzhanskaya e nos arredores de Rostov del Don.

“Seriam necessários poucos minutos para entrar na Ucrânia”, segundo Gary Deakin.

A mobilização dessas tropas pode fazer parte de exercícios militares, mas não “registramos muitos movimentos”, acrescentou o general.

AFP

Fonte: Terra

 

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Conflitos Economia Geopolítica Negócios e serviços

Putin ameaça cortar gás da Ucrânia e diz que Europa pode ser afetada

Rússia cobra 2,2 bilhões de dólares em fornecimento de gás do novo governo em Kiev. Otan acusa existência de até 40 mil soldados russos na fronteira ucraniana.

Em carta endereçada a 18 líderes europeus, o presidente Vladimir Putin afirmou nesta quinta-feira (10/04) que a Rússia pode cortar parcial ou completamente o fornecimento de gás à Ucrânia e disse que isso pode afetar indiretamente também o fornecimento à Europa.

Putin afirmou que o grupo russo de energia Gazprom pode ser forçado a exigir da Ucrânia o pagamento adiantado do gás natural fornecido ao país. Caso a Ucrânia não pague, os fornecimentos de gás seriam interrompidos parcial ou completamente. Além disso, a Rússia cobra da Ucrânia 2,2 bilhões de dólares relativos a gás já fornecido.

“Sem dúvida, é uma medida extrema”, afirmou o líder russo. Ele insinuou que, se tiver o próprio fornecimento cortado, a Ucrânia pode desviar para si parte do gás destinado à Europa que passa por território ucraniano. Putin sugeriu medidas urgentes, porque, segundo ele, a situação não suporta uma espera mais longa, acrescentando que a Rússia e os “parceiros europeus” devem trabalhar juntos para sanar os problemas econômicos da Ucrânia.

A Rússia cobre cerca de 30% da demanda de gás natural da Europa, e a metade do gás que vende para a União Europeia passa pela Ucrânia.

O presidente russo calculou que seu país “subsidiou” a economia ucraniana nos últimos quatro anos com um total de 35,4 bilhões de dólares em descontos nos preços do gás. Além disso, afirmou que Moscou também havia concedido à Ucrânia em dezembro passado um empréstimo de 3 bilhões de dólares, enquanto os europeus apresentaram apenas “cartas de intenções”.

Recentemente, Moscou suspendeu os descontos para o fornecimento de gás aos ucranianos. O governo de transição do país, entretanto, não aceita uma renegociação.

Os Estados Unidos condenaram duramente as ameaças, afirmando que Moscou tenta utilizar a energia como uma “ferramenta de coerção” em sua disputa com a Ucrânia.

Otan acusa tropas russas perto da Ucrânia

A Otan mostrou em sua sede em Mons, na Bélgica, imagens de satélite da área de fronteira russo-ucraniana em que podem ser vistos veículos blindados e de transporte, além de helicópteros do Exército russo. Entre 35 mil e 40 mil soldados russos estariam na região em mais de uma centena de bases, segundo a aliança militar transatlântica.

O chefe de gestão de crises da Otan, brigadeiro-general Gary Deakin, disse que as unidades estavam prontas para serem colocadas rapidamente em marcha. Ele falou também numa ameaça à Ucrânia, mesmo que as intenções dos russos não sejam conhecidas.

MD/afp/rtr

Fonte: DW.DE

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Conflitos Geopolítica Opinião

Rússia: OTAN usa crise da Ucrânia para aumentar influência

A Rússia acusa o secretário-geral da Otan, Anders Fogh Rasmussen (foto), de promover a desestabilização na Ucrânia –  Foto: Reuters

Ministério das Relações Exteriores da Rússia acusou a Otan nesta quinta-feira de usar a crise na Ucrânia para aumentar seu apelo junto aos membros e justificar sua existência, reunindo-os contra uma ameaça imaginária.

Rússia e os países ocidentais estão em um disputa ao estilo da Guerra Fria sobre a Ucrânia, e o secretário-geral da Otan, Anders Fogh Rasmussen, avisou Moscou para retirar suas tropas da fronteira com a Ucrânia ou irá enfrentar consequências se intervierem.

O ministério russo disse que as declarações de Rasmussen são provocadoras e que nos últimos meses ele não ofereceu “qualquer agenda construtiva” para a crise da Ucrânia e que estaria aumentando a instabilidade na região.

“As constantes acusações contra nós por parte do secretário-geral nos convence de que a aliança está tentando usar a crise na Ucrânia para reunir suas fileiras diante de uma ameaça externa imaginária aos membros da Otan e para fortalecer a demanda para a aliança no século 21”, disse.

A Otan suspendeu toda a cooperação militar e civil com a Rússia, embora tenha dito que o diálogo político poderia continuar em nível de embaixador ou superior, desde que a Rússia incorporou a Crimeia no mês passado.

A aliança militar ocidental também tem limitado o acesso de diplomatas russos à sua sede e está revisando um acordo de 1997 de cooperação com a Rússia e a posterior declaração de Roma de 2002, que impede a criação de bases na Europa Central e Oriental.

A Rússia respondeu acusando a Otan de ter uma mentalidade da Guerra Fria e manifestou preocupação com a possibilidade do envio de tropas permanentes da aliança para a Europa Oriental.

REUTERS

Fonte: Terra

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América Latina Brasil Defesa Geopolítica Negócios e serviços Sistemas de Armas

Boeing oferece seis Chinook CH-47D ao Exército Brasileiro

Segundo informes da companhia estadunidense Boeing, a empresa estaria oferecendo ao mercado sul-americano de helicópteros militares um lote de 24 unidades do CH-47 Chinook, divididos entre a Colômbia, o Chile e o Brasil.

O Exército Brasileiro e sua Aviação receberiam seis unidades, todas com pelo menos 200 horas de célula disponíveis antes da realização de um overhull (revisão geral) obrigatória.

É oferecida também uma modernização dos aparelhos antes da entrega, prevista para acontecer 18 meses após a assinatura do contrato de compra, avaliado entre US$ 70 a US$ 90 milhões de dólares, dependendo da configuração desejada pelos militares brasileiros.

O CH-47 Chinook é reconhecido mundialmente pela sua robustez e grande capacidade de carga. Na foto, aparelhos CH-47 do Real Exército Australiano, operando nas difíceis condições ambientais encontradas no Afeganistão (Foto: MoD)

Não existe, na Aviação do Exército (AvEx) da atualidade, uma aeronave com a capacidade de transporte de cargas e tropas similar a do biturbina CH-47.

O modelo seria especialmente eficaz operando na região sul do Brasil, onde suas capacidades como cargueiro (até 10 toneladas) e sua altíssima mobilidade (50 soldados equipados) seriam muito apreciadas pelas tropas de cavalaria e artilharia blindada ali localizadas.

De fato, o Exército não tem nenhuma unidade de aviação de asas rotativas na região do Comando Militar do Sul.

No final dos anos 90, o CH-47 foi avaliado, juntamente com o gigante russo MI-26, para atuar no transporte dos radares móveis do SIVAM/Censipam, então em implementação, mas esse programa acabou cancelado em favor da compra de bimotores turboélice C-105 Amazonas da então EADS CASA, hoje Airbus Defence and Space.

Uma das tarefas de apoio que os CH-47 Chinook executam com muita agilidade é o transporte enganchado (externo) de grandes peças de artilharia como este M198 howitzer do Exército dos Estados Unidos (Foto:US Army).

Fonte: Tecnologia & Defesa

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Vídeo: X-49A “SpeedHawk”

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