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Avibras apresenta novo veículo militar em Jacareí, SP

10/04/2014 14h31 – Atualizado em 10/04/2014 15h17

Avibras apresenta novo veículo militar em Jacareí, SP

‘Tupi’ passará por por testes do Exército e deve participar de uma licitação.
Empresa diz que projeto pode gerar cerca de mil empregos na região.

Do G1 Vale do Paraíba e Região

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Veículo militar é apresentado em Jacareí (SP) (Foto: Reprodução/TV Vanguarda)Veículo militar é apresentado em Jacareí nesta quinta-feira (10). (Foto: Reprodução/TV Vanguarda)

A Avibras, empresa do setor de defesa instalada em Jacareí (SP), apresentou nesta quinta-feira (10), o novo veículo militar ‘Tupi 4×4’. O modelo fabricado em parceria com a empresa francesa Renault foi construido para concorrer na licitação para a renovação da frota do Exército brasileiro. A empresa estima que mil vagas de emprego poderão ser geradas.

O veículo blindado, que pesa 8 toneladas, ainda passará por testes do Exército. O governo federal pretende comprar 30 veículos para missões de paz no Haiti, no Líbano e em àreas urbanas do país, como na pacificação das favelas no Rio de Janeiro. O Tupi pode ser carregado com armas ou pequenas tropas.

Os testes serão feitos até junho. O gerente de negócios da Avibras, Marcos Agmar de Lima, disse que se aprovado, a fabricação do novo veículo pode gerar cerca de mil empregos na região. “A previsão é que gere cerca de 250 empregos diretos e de 750 a 800 indiretos”, disse.

A Avibras preferiu não revelar o valor investido no projeto, que demorou quatro meses para ser concluído. “Acreditamos ter produzido o melhor veículo entre os concorrentes e estamos bem confiantes”, afirmou Lima.

O auge da produção da Avibras foi na década de 80. Nos últimos cinco anos a empresa passou por problemas financeiros e por três vezes houve demissão em massa. Em 2013, a empresa anunciou a assinatura de um contrato de fornecimento de lançadores de foguetes para a Indonésia, um acordo de mais de R$ 900 milhões.

Fonte: G1

Avibras desenvolve veículo blindado militar em São José

Avibras apresentou viatura que vai ser enviada para Exército Brasileiro. Foto: Cláudio Vieira Avibras apresentou viatura que vai ser enviada para Exército Brasileiro. Foto: Cláudio Vieira.

Grupo apresenta hoje o ‘Tupi’, viatura multitarefa que pode ser empregada como ambulância e para transporte de tropa

Chico Pereira
São José dos Campos

A Avibras Aeroespacial S/A apresenta hoje, na sua unidade de Jacareí, o Tupi, veículo blindado leve, de 8 toneladas para emprego militar.
O equipamento foi desenvolvido pela empresa para participar do processo de seleção lançado pelo Exército Brasileiro, para o programa do blindado Guarani.
O Tupi é uma viatura 4X4, sobre rodas, multitarefa.
A empresa não forneceu detalhes do novo equipamento, mas o gerente de desenvolvimento de negócios da Avibras, Marcos Agmar, disse que o Tupi foi desenvolvido em tempo recorde.
A Avibras se associou à francesa Renault para desenvolver o veículo, que foi batizado de Tupi para fazer uma composição com o Guarani.
O Tupi utiliza chassis da montadora francesa e pode ter emprego múltiplo.
Segundo o executivo da Avibras, a viatura pode transportar até 12 pessoas.
Ela pode ser empregada como ambulância, também carregar radar e até armamento de pequeno porte, como uma metralhadora.
“Ela foi desenvolvida em cinco meses para participar do processo de seleção do Exército Brasileiro”, disse.

Família. Especialista em assuntos militares da Universidade Federal de Juiz de Fora (MG), Expedito Bastos, disse que no ano passado o Exército Nacional lançou edital para selecionar um veículo blindado leve para compor a família do blindado Guarani.
“É um veículo que deve ser vir de apoio ao Guarani, que terá duas versões uma 6X6 e outra 8X8”, disse Bastos.
Ele relatou que é um processo de seleção internacional e que, possivelmente, deve ter a participação de concorrentes estrangeiros.
O especialista afirmou que a Avibras tem competência para desenvolver blindados.
“O problema da Estratégia Nacional de Defesa é que todos os projetos são para ontem. Então, quando acontece o lançamento de um novo programa, as empresas nacionais têm que se apressar, se associar com estrangeiras para participar do processo”, declarou.

Blindado. No final de março, o Exército Brasileiro recebeu o primeiro lote de 13 blindados Guarani.
Desenvolvido a partir de pesquisas empreendidas por diferentes unidades do Departamento de Ciência e Tecnologia do Exército, a família de blindados Guarani está sendo produzida em parceria com a multinacional italiana Iveco, que construiu um módulo industrial para esse fim na cidade de Sete Lagoas (MG).
O Guarani irá substituir as famílias de blindados Urutu e Cascavel (fabricados pela antiga Engesa) e que estão em operação há quase 40 anos nas Forças Armadas.

Governo desonera empresa
São José dos Campos

A Avibras e seus produtos foram certificados no ano passado pelo Ministério da Defesa como empresa estratégica de defesa do país.
O ato permite de imediato que a companhia obtenha vantagens competitivas para comercializar, por exemplo, aviões de combate, artefatos bélicos, munições, equipamento cibernético, produtos químicos, robótica para as Forças Armadas ou para compradores no exterior.
A empresa certificada têm benefícios fiscais e tributários que permitirão desonerar a cadeia produtiva entre 13% e 18%, tornando-as mais competitivas nos mercados interno e externo.
No pacote de benefícios do governo federal para o setor de defesa, a indústria certificada terá reduzida as alíquotas de IPI, PIS/Pasep e Cofins.
A Avibras também desenvolve o programa Astros 2020, que prevê investimentos de R$ 1,2 bilhão no novo sistema de artilharia de saturação Astros, um dos principais produtos da empresa.

 

Fonte: O Vale

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América Latina Defesa Geopolítica Negócios e serviços Sistemas de Armas Vídeo

Exército chileno finalmente seleciona novo fuzil de assalto

Juan Carlos Cicalesi

O Exército do Chile finalmente selecionou o fuzil de assalto Galil ACE, no calibre 5,56mm, um produto da Israel Weapon Industries (IWI).

Dessa forma, chega ao fim o longo “Projeto Titanio”, iniciado em 2007 para selecionar um novo fuzil para o Exército e para a Infantaria de Marinha.

A arma será montada no Chile pela FMAE, e incluirá várias peças produzidas localmente.

Não foram revelados detalhes sobre preço, quantidade e variantes pretendidas.

Fonte: Segurança & Defesa

Comentário konner:

A Israel Weapon Industries (IWI) produz uma família de fuzis Galil ACE com vários tipos distintos, procurei, mas, não encontrei o modelo em questão, não sei se não foi definido, tendo sido apenas escolhido qual o fuzil – Galil ACE da (IWI) – faltando definir o modelo, – especulação minha.

De qualquer forma selecionei este vídeo da (IWI) onde são apresentados alguns modeloso do fuzil – Galil ACE da (IWI)  e suas capacidades.

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Comenta-se também que os favoritos nesta competição, o SIG Sauer 556 e o SCAR-L Herstal, perderam por não suportarem as condições exigentes do Atacama no norte do Chile.

 

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Brasil Defesa Destaques Tecnologia

Militares do Exército Brasileiro testaram novo fardamento

Farda

Lizie Antonelo

lizie.antonello@diariosm.com.br

O Exército Brasileiro terá um novo uniforme. E Santa Maria, que tem o segundo contingente do país, foi uma das cidades escolhidas para testar o fardamento que será utilizado por combatentes de todo o Brasil.

Dez oficiais, sargentos, cabos e soldados – sendo nove do Centro de Instrução de Blindados (CIBlid) e um da 6ª Brigada de Infantaria Blindada – usaram a vestimenta, que inclui gandola (casaco), calça e gorro (leia as diferenças à direita), projetada e confeccionada pelo setor de pesquisa e desenvolvimento do próprio Exército. O teste ocorreu entre agosto de 2013 e janeiro de 2014.

A roupa é mais maleável que a atual, usada desde o início da década de 1990. Também é mais utilitária (com mais bolsos) e resistente. Porém, pesa cerca de 150 gramas a mais. A mudança chega no período em que o Exército passa por uma série de alterações (leia abaixo). Outras unidades militares em diversas regiões do Brasil, como Pantanal, Amazônia e Rio de Janeiro, participam dos testes.

O objetivo, segundo o major Alisson Rodrigues de Oliveira, do CIBld, foi verificar como a farda iria se comportar quando exposta às diferentes condições climáticas e características das regiões do território nacional.
– O desenho foi feito dentro do Exército para atender as demandas atuais que o Exército recebe. Assim como mudam as missões e os ambientes em que elas são desenvolvidas, foi necessário também mudar a roupa. Fizemos uma avaliação operacional, de usuário, e verificamos que ela é mais resistente, seca mais rápido, e a sensação é que o tecido é mais leve, menos quente. Isso tudo melhora o desempenho do militar durante uma missão – explica o major.

Os exemplares testados foram recebidos da Diretoria de Suprimentos do Exército, no Comando Logístico, em Brasília. As gandolas e as calças chegaram a Santa Maria em agosto do ano passado e foram testadas por cerca de dois meses. Já os gorros chegaram em novembro de 2013, sendo usados até janeiro deste ano.
– O problema das outras fardas é que são muito quentes, essa é mais leve. Achei o tecido mais fino e mais resistente, tem reforços, proporciona mais mobilidade. A quantidade e forma de abertura dos bolsos facilitam também – relata o sargento Daian Augusto Nunes, 30 anos, um dos militares que testaram o novo uniforme.

Ainda não há prazo para licitação de fabricante

Os militares responderam a questionários, e os relatórios foram enviados para Brasília, que irá reunir os dados e verificar possíveis alterações no modelo. Batido o martelo sobre o produto final, será elaborada uma especificação técnica do uniforme, fazendo descrições, como a estampa e o material da composição. Com essas especificações formadas, será aberto processo de licitação para escolher a empresa que fabricação o fardamento.
Não há prazo para que seja aberta licitação para a confecção dos novos uniformes.
As outras roupas utilizadas pelos militares, como camisetas e bermudas, permanecerão as mesmas, pelo menos por enquanto. A fabricação de novos modelos de outras peças, como o macacão para operadores de blindados e uma jaqueta de inverno, ainda estão em estudo pelo setor de pesquisa e desenvolvimento do Exército.

ALGUMAS MUDANÇAS NO EXÉRCITO

– Até 2015, Santa Maria deve receber investimentos de mais de R$ 500 milhões com a construção do Centro de Adestramento e Avaliação-Sul (CAASul)
– O complexo treinará entre 500 e 1,5 mil militares de tropas blindadas e mecanizadas ao mesmo tempo quando estiver em funcionamento
– O país passa por um processo de renovação da frota que começou com a compra dos Leopard adquiridos do Exército Alemão, em 2009, e, recentemente, com os Gepard no ano passado
– A instalação da KMW em Santa Maria também acena com uma mudança na lógica do Exército de comprar equipamentos de outros governos, agora, a aquisição será do fabricante
– Outra mudança será das unidades subordinadas à 6ª Divisão de Exército (6ª DE), com sede em Porto Alegre, que passarão a reportar para a 3ª DE com sede em Santa Maria. O objetivo é racionalizar o emprego de pessoal, material e recursos.

 

Fonte: Zero Hora

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Conflitos Geopolítica Inteligência

Ucrânia dá ultimato de 48hs a grupos pró-Rússia e ameaça usar forças armadas

Arsen Avakov diz que ativistas devem deixar prédios do governo por diplomacia ou violência; Rússia se reunirá com o ocidente

O ministro do Interior da Ucrânia, Arsen Avakov, alertou nesta quarta-feira (9) que manifestantes separatistas pró-Rússia terão de deixar os prédios do governo ocupados nas cidades de Luhansk, Kharkiv e Donetsk, no leste do país, nas próximas 48h, ou enfrentarão o uso de forças armadas, caso as negociações fracassem.

Ontem: Rússia alerta a Ucrânia que o uso de força pode provocar uma guerra civil

AP

Ativistas pró-russos mostram bandeiras sobre a entrada do prédio da administração regional em Donetsk, Ucrânia (8/04)

 

Vídeo: Deputados na Ucrânia trocam socos e safanões

“Há duas opções: a política, de negociação, e a força”, afirmou Avakov aos jornalistas durante reunião do governo. “Para aqueles que querem diálogo, nós propomos conversa e solução política. Para a minoria que quer conflito, eles terão uma resposta firme das autoridades ucranianas”, continuou.

Mais cedo, pessoas que haviam sido mantidas reféns dentro de edifício de segurança do Estado em Luhansk foram libertados. De acordo com o Serviço de Segurança ucraniano, 56 foram soltos por rebeldes pró-Rússia. Eles estavam sendo mantidos no local desde domingo (6). Na terça-feira (8), os serviços de segurança disseram que o grupo no interior do edifício, armados com explosivos, haviam feito 60 reféns.

Rebeldes ocuparam prédio do governo regional de Donetsk no domingo (6), assim como dos escritórios dos serviços de segurança na vizinha Luhansk, onde, segundo a polícia, pegaram armas. Manifestantes também invadiram o prédio da administração regional em Kharkov. Grupo separatista declarou Donetsk uma “república popular”, pedindo referendo sobre a secessão da Ucrânia, a ser realizado no dia 11 de maio.

Crise na Ucrânia: EUA fazem novo alerta de que ações russas ‘terão custos’

A tomada de prédios nessas três cidades aconteceram há menos de um mês da anexação da Crimeia pela Rússia, em março, movimento realizado após referendo. Kiev e o Ocidente consideram a votação, onde a maioria dos habitantes é de etnia russa, ilegal.

Moscou tem milhares de soldados reunidos ao longo de sua fronteira com o leste da Ucrânia. Mas, segundo o vice-ministro das Relações Exteriores Danylo Lubkivsky, durante conversa em programa de rádio da BBC, a situação estava “sob controle, mas continua perigosa”.

Rússia e ocidente

Os Estados Unidos, a União Europeia, a Rússia e a Ucrânia se reunirão em nível ministerial na próxima semana para discutir a crise ucraniana, afirmou o bloco europeu na terça, oferecendo um vislumbre do possível progresso diplomático no conflito.

O encontro envolverá o secretário de Estado norte-americano, John Kerry, a chefe de política externa da UE, Catherine Ashton, o ministro do Exterior russo, Sergei Lavrov, e o chanceler da Ucrânia, Andriy Deshchytsia, segundo a UE.

Confira fotos da ocupação russa na Ucrânia

Homens armados não identificados caminham em área perto de unidade militar ucraniana em Simferopol, Crimeia (18/3). Foto: AP
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Domingo: Manifestantes pró-Rússia invadem prédio do governo no leste da Ucrânia

“(Catherine Ashton) segue com os esforços diplomáticos que pretendem reduzir a crise na Ucrânia. Neste contexto, ela se reunirá com chanceleres dos EUA, da Federação Russa e da Ucrânia na próxima semana”, disse um porta-voz da chefe de política externa da UE.

Mais detalhes da reunião, que será realizada em um local não especificado na Europa, ainda estão sendo definidos, afirmou uma fonte da UE. Separadamente, um diplomata europeu afirmou que o bloco europeu prevê a criação de um grupo de apoio especial para ajudar a Ucrânia a estabilizar sua economia precária e sua situação política.

Em um telefonema na segunda-feira (7), Kerry e Lavrov discutiram a convocação de negociações diretas nos próximos 10 dias entre Ucrânia, Rússia, Estados Unidos e União Europeia para aliviar as tensões, informou o Departamento de Estado norte-americano.

A confirmação da reunião pela UE aconteceu logo depois que Kerry acusou agentes russos e forças especiais de instigar tumultos separatistas no leste da Ucrânia, dizendo que Moscou poderia estar tentando se preparar para uma ação militar como aconteceu na Crimeia.

*Com BBC, AP e Reuters

Fonte: Último Segundo

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Conflitos Inteligência

Maré vive sob tensão e medo após ocupação das Forças Armadas

Jefferson Puff

Da BBC Brasil no Rio de Janeiro

Militar patrulha favela da Maré, no Rio de Janeiro (foto: Reuters)Lei do silêncio vigora na favela da Maré durante ocupação pelas Forças Armadas

Menos de duas semanas após ser ocupado pela polícia e poucos dias depois da chegada das Forças Armadas, o Complexo da Maré, no Rio de Janeiro, vive sob muito medo e desconfiança.

Há blindados, jipes, e militares armados com fuzis por toda parte. Embora a intenção seja tocar a vida normalmente, o clima na comunidade é de guerra e as dúvidas sobre o futuro só tornam a tensão ainda mais palpável.

A reportagem da BBC Brasil percorreu ruas das favelas Nova Holanda e Baixa do Sapateiro, separadas pelo valão conhecido como “Faixa de Gaza” – que dividia as áreas controladas, respectivamente, pelas organizações criminosas Comando Vermelho e o Terceiro Comando Puro (TCP). O local costumava ser o ponto mais conturbado do Complexo, numa rotina diária de tiroteios e provocações.

Dois dias antes, soldados dispararam tiros para o alto quando um adolescente foi encontrado ferido dentro da vala, supostamente após uma briga entre membros das facções rivais. No dia da ocupação da Polícia Militar, no fim de semana anterior, dois jovens morreram em confrontos após uma guerra de pedras que terminou com disparos.

Relatos de violência entre membros remanescentes do tráfico e de abusos por parte dos policiais e militares, incluindo excessos cometidos nas revistas às casas, começam a aparecer conforme os moradores se sentem mais à vontade com a reportagem.

Sob o olhar constante dos soldados armados, a maioria prefere não falar. E se fala, não diz quase nada, pede para não ser identificado e não permite ser fotografado. Caminhando por ruas com carros incendiados ou com parabrisas estilhaçados por tiros, casas com marcas de bala e blindados de transporte de tropas dividindo espaço com crianças não é difícil entender o porquê do silêncio.

Clique Leia mais: PM não descarta ocupação na Maré até as eleições

‘Preconceito mútuo’

Para Patrícia Vianna, uma das diretoras da ONG Redes de Desenvolvimento da Maré, o que rege o clima desta fase do processo de pacificação é um “preconceito mútuo”, que precisa ser desfeito.

“Os militares encaram os moradores como bandidos, como o inimigo, e os moradores da comunidade rejeitam a presença deles aqui. Há medo das revistas, de que entrem nas casas das pessoas, de que não respeitem ninguém. Isso não é bom para nenhum dos lados”, diz.

Ela adianta que o assunto seria abordado numa reunião com o prefeito do Rio, Eduardo Paes (PMDB), na comunidade, na última quarta-feira. “Os dois lados estão muito grilados. É importante dizer: eu não sou contra a UPP, mas o fato é que vinham anunciando isso há dois anos, e nós decidimos nos preparar”, conta.

Ela também explica ter sido uma das primeiras pessoas a chegar ao local onde o adolescente Vinicius, de 15 anos, foi morto horas após o começo da ocupação pela PM, no dia 30 de março. “Foi um caos total. Colocaram 30 garotos contra a parede, as mães gritando, chorando. Eu bati foto da cara de cada um dos meninos e disse para a polícia: ‘vocês não vão sumir com nenhum deles, eu estou fotografando'”, relembra.

Guerra de informação

Favrla da Maré, foto BBC Brasil‘Eles atiravam nos postes, ficava tudo escuro’, conta moradora

Andar pelas ruas de Nova Holanda comprova a dinâmica de desconfiança de várias formas. Desde as queixas por ser revistado em quatro diferentes postos de controle no caminho para casa até as trocas de olhares entre quem passa pela rua e os soldados. Entre os militares – a maioria muito jovem –, há os que empunham fuzis em sinal de intimidação e os que parecem mais assustados do que as crianças que brincam e correm entre as vielas.

Outro elemento é a guerra de informação. De um lado, as Forças Armadas distribuem panfletos com desenhos de soldados e moradores amistosos e mensagens como “Força de Pacificação Maré. Colabore: siga as orientações, mantenha a calma. A pacificação de sua comunidade também depende de você”.

Do outro, há os adesivos distribuídos numa campanha elaborada por três ONGs e coladas em muitas portas das mais de 130 mil pessoas que vivem espalhadas nas 16 favelas do Complexo: “Conhecemos nossos direitos. Não entre nessa casa sem respeitar a legalidade da ação. Em caso de desrespeito, ligue para a Corregedoria da Polícia Militar”.

‘Pagofunk’ e mudança de rotina

Para João, de 31 anos, – 22 deles vividos na Maré – há os que comemoram a chegada das forças de segurança.

“Se você perguntar na rua, muita gente está gostando. Para quem tinha que lidar com tiroteio e insegurança, há uma melhora. Também houve limpeza, outras coisas muito boas. Agora entre os mais jovens, acho que a reação é muito ruim”, diz.

Membro de uma banda de rock, João diz que os jovens devem burlar a proibição aos bailes funk reeditando o que já acontece em outras favelas com UPPs: os “pagofunks”.

“Eles vendem para a chefia da UPP como se fosse um baile de pagode. Tocam uns pagodes no começo, mas depois é funk mesmo”, explica.

João conta que já teve a casa revistada por policiais em outras ocasiões. “Eles entram mesmo, sem perguntar nada”. Desde a semana passada ele vem trazendo seu laptop e o dinheiro que guarda em casa para o trabalho. “Trago para garantir. Mudou minha rotina, mas prefiro assim”.

Tiroteios e diálogo

Flávio Aguiar Rodrigues, presidente da Associação de Moradores da comunidade Nova Maré, expõe sua principal preocupação no momento.

“Nos reunimos com o secretário de segurança pública e amanhã vamos nos reunir com o prefeito. Também virão pessoas da Saúde, da Educação, de outros setores, mas a garantia de vida das pessoas é o que preocupa bastante agora”, diz, acrescentando ter recebido a denúncia de uma moradora de que seu filho teria sido imobilizado pelas forças de segurança com o uso de armas de choque. “Vamos ter que averiguar isso”.

Para Luiza, que é coordenadora de um centro cultural localizado na “Faixa de Gaza”, a ocupação representou maior público em seus eventos.

“Todo mundo já sabia que ia ter tiroteio. Às vezes durava 20 minutos, às vezes duas horas, e aí todo mundo deitava no chão. Eles atiravam nos postes, ficava tudo escuro”, relembra ela, que pediu para que seu verdadeiro nome não fosse divulgado.

Já sobre a ocupação e a futura UPP, tem opinião formada. “Acho que não precisava de tudo isso. É coisa para a TV, para o mundo lá fora ver. Além disso, acho que eles não estão preparados para entrar numa comunidade como essa. Mas ser apenas contra não adianta nada. Agora vamos ter que dialogar. A UPP é um ponto inicial com o qual a gente tem que trabalhar e seguir adiante”.

Fonte: BBC Brasil

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Vídeo: Segredos do caça Stealth

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Conflitos Geopolítica Opinião

“Segunda revolução laranja”: Um pequeno passo para um grande objetivo norte-americano

O principal objetivo dos esforços de Washington permanece inalterado desde os tempos da presidência de Bill Clinton, afirma o jornalista norte-americano Steve Weissman.

Em seu trabalho o jornalista reuniu evidências de que o golpe de Estado em Kiev foi preparado com a participação direta de organismos norte-americanos como a Agência para o Desenvolvimento Internacional, o Instituto para a Paz e toda uma rede de empresas privadas. O que pode contrapor a Rússia a uma tal política de Washington?

A segunda “revolução laranja” e o golpe de Estado em Kiev foram organizados por cidadãos dos EUA, afirma Weissman num artigo publicado no site independente Reader Supported News. Contudo, o autor acredita que o objetivo principal de Washington não é nem de perto a Ucrânia. Tudo o que está acontecendo em terras desta última é apenas uma parte do plano dos EUA dirigido contra a Rússia.

Ultimamente, diz o artigo, o esquema de influência sobre os países com o propósito de democratizá-los segundo o modelo americano foi mudado. Tiveram que ser feitas alterações depois de uma série de revelações: como se descobriu, a CIA realizava operações subversivas usando fundações privadas, incluindo a Ford Foundation.

Agora o controle das fontes de financiamento de “intervenções não militares” em assuntos de terceiros foi assumido pelo Departamento de Estado – e a CIA, a NSA e o Pentágono apenas prestam “serviços especializados”. Os receios de “mau uso de fundos” são tão grandes que até mesmo a distribuição de bolinhos na praça da Independência em Kiev teve que ser realizada pela vice-secretária de Estado. E há que reconhecer que Victoria Nuland conseguiu realizar essa missão com sucesso.

Em princípio, Weissman não disse nada que alguém não soubesse. Em todo o mundo (com a exceção, talvez, dos próprios EUA) há muito se sabe em que estão envolvidas todas essas fundações. Isso se faz sob o pretexto de “ações humanitárias”, mas tal “biombo” não engana quase ninguém hoje em dia, nota o analista Alexei Pilko:

“Estas fundações foram criadas a fim de sustentar regimes estrangeiros “amigáveis aos EUA”. Após o fim da Segunda Guerra Mundial, os Estados Unidos trabalharam insistente e propositadamente durante muito tempo com o objetivo de espalhar a influência de Washington. Para esse fim foi criada toda uma série de instituições especiais, que foram testadas na época da “guerra fria”. Hoje elas trabalham muito bem e realizam as tarefas que lhes são colocadas por Washington oficial.”

A “infraestrutura não-militar do imperialismo norte-americano”, como a chama Weissman, é a Fundação Nacional para a Democracia (National Endowment for Democracy ou NED) com suas subdivisões (por exemplo, o Centro para a Iniciativa Privada Internacional e o Centro Norte-Americano para a Solidariedade Sindical Internacional). A lista inclui também a Agência para o Desenvolvimento Internacional (USAID) e o Instituto dos Estados Unidos para a Paz.

E para operações propriamente ditas e trabalho a nível local é usada uma rede continuamente crescente de grupos de fachada e empresários privados. Nesta mesma categoria estão também instituições privadas como as fundações de George Soros e Pierre Omidyar. No caso deles, Weissman, segundo diz, não tem a certeza “se este é realmente dinheiro privado ou fundos do governo camuflados como privados”.

Não haverá nos cálculos do jornalista norte-americano alguma teoria de conspiração? Talvez o envolvimento dos EUA em processos como a Primavera Árabe e o Inverno Ucraniano seja exagerado?

No entanto, qualquer leitor pode verificar os fatos apresentados no artigo. E será fácil para qualquer um de concluir que os acontecimentos na Ucrânia são o resultado de anos de preparação e financiamento. Sem isso, a derrubada da autoridade legítima seria impossível, acredita o analista político Leonid Polyakov. Quanto à Rússia, Moscou deveria se opor mais ativamente às ações de Washington justamente a nível social, acredita o especialista:

“É necessário contrapor a tais atividades uma intensificação de contatos entre organizações não-governamentais, organizações da sociedade civil, organizações culturais. Se a Rússia realmente acredita que os seus ex-sócios da União Soviética não são apenas vizinhos, mas são parte do chamado “mundo russo”, então o trabalho de cooperação, identificação de interesses comuns, busca de áreas de atividades conjuntas deve ser ampliado várias vezes.”

Retornando à Ucrânia, há que notar que nos últimos anos no país tem sido imposto, segundo Weissman, “um novo conjunto de mitos históricos”. Eles foram “inventados e popularizados” principalmente através dos esforços da “diáspora ucraniana”. Teve uma mão nisso também a ex-funcionária da Casa Branca Katerina Chumachenko – mais tarde, a esposa do terceiro presidente ucraniano Viktor Yuschenko.

E não surpreende que as atuais autoridades de Kiev estejam seguindo os passos do nacionalista Bandera – e isso não preocupa Washington de todo. O autor refere o leitor a uma publicação de 2010, disponível ao público, do Arquivo Nacional dos Estados Unidos sob o nome de “A sombra de Hitler” (The Shadow of Hitler). Este documento mostra claramente que ao longo de toda a Guerra Fria as agências de inteligência norte-americanas não cessaram a cooperação com o líder dos seguidores de Bandera, Mykola Lebed.

O serviço de contraespionagem militar dos EUA chamava Lebed de “notório sadista e colaborador dos nazistas”. E tais qualidades de seu parceiro de negócios, aparentemente, não incomodavam nada a Casa Branca, como não a incomodam as inclinações abertamente pró-nazistas dos atuais governantes de Kiev.

 

Fonte: Voz da Rússia

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Defesa Sistemas de Armas

Top 5 helicópteros russos

Hoje em dia, qualquer conflito militar conta com a presença de helicópteros, seja para transportar carga e pessoas, dar apoio sob fogo inimigo, participar de operações de busca e salvamento ou de missões de reconhecimento. A Gazeta Russa selecionou os principais veículos do gênero produzidos em território nacional.

1. O maior: Mi-26

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Primeiro voo: 1977

Fabricação: 310 unidades

Capacidade de carga: 20 toneladas de carga ou 80 paraquedistas

Por suas dimensões impressionantes, o helicóptero Mi-26 foi apelidado pelos pilotos de “vaca voadora”. Mesmo quando colocado ao lado de um Boeing 737, esse helicóptero ainda é maior. A área total coberta pelas hélices do Mi-26 ultrapassa 800 metros, e a altura do aparelho corresponde a um prédio de três andares.

Os Mi-26 estiveram na Somália, Camboja, Indonésia e atuaram na ex-Iugoslávia, como parte das operações de manutenção de paz da ONU. Em 2002, chegaram a prestar assistência às Forças Armadas norte-americanas. Aliás, foi o Mi-26 que trouxe, de uma região de difícil acesso no Afeganistão para a base norte-americana em Bagram, o helicóptero abatido CH-47 da Boeing, o Chinook.

2. O mais popular: Mi-8/17

Primeiro voo: 1961

 

Fabricação: Mais de 17.000 unidades

Capacidade: 3 toneladas ou 24 pessoas

Carga bélica de ataque: 2-3 metralhadoras e até 1,5 toneladas de armamento em 6 conjuntos de suspensão, incluindo mísseis de 57 milímetros não guiados, bombas de queda livre e sistema antitanque Falanga

Criado há mais de meio século, esse helicóptero fez tanto sucesso que até hoje continua sendo o modelo de helicóptero de fabricação russa mais exportado. Não existe tarefa que o MI-8 não consiga realizar: retirar os seus operativos das ‘zonas quentes’, efetuar combate próximo, levar cargas preciosas para locais de dificílimo acesso. Teve casos onde o Mi-8 foi usado até mesmo como lança-minas.

Esse helicóptero esteve presente em diversos conflitos militares, incluindo no Afeganistão, na Tchetchênia e no Oriente Médio, e está em serviço nas forças armadas de 50 países. Por sua fiabilidade, infalibilidade e excelência técnica, a máquina impressionou pilotos e técnicos, recebendo o apelido de “Bela Vassilissa”.

3. O que subiu mais: Mi-38

Primeiro voo: 2012

Fabricação: 3 protótipos de teste

Capacidade de carga: 13 toneladas

O Mi-38 é um helicóptero de nova geração, herdeiro do carro-chefe Mi-8. Mas esse helicóptero se difere do seu “pai” pela hélice de seis pás e presença de materiais compósitos na empenagem, bem como por uma aviônica mais avançada. Foi concebido para sobrevoar superfície de água em qualquer clima como helicóptero transportador, de busca e salvamento.

Em 2012, durante os testes de voo, o Mi-38 subiu a uma altitude de 8.500 metros e se tornou o helicóptero de sua classe a atingir o teto mais alto. Além disso, os pilotos que estavam no comando naquele dia deixaram escapar que, se não fosse a carga externa, o MI38 teria subido a uma altitude de 9.000 metros.

4. O mais rápido: Mi-24

Primeiro voo: 1969

Fabricação: mais de 2.000 unidades

Armamento embutido: metralhadora quádrupla de 12,7 milímetros em instalação móvel, armamento suspenso, bombas de queda livre, foguetes não guiados com calibre desde 57 até 240 mm, sistemas de mísseis antitanque Falanga, gun pods suspensos e até 8 passageiros no compartimento dos paraquedistas.

O Mi-24 foi apelidado de “crocodilo” por causa de sua aparência incomum. Concebido como um veículo voador de combate de infantaria (com blindagem pesada, um grande compartimento de carga e poderoso armamento a bordo), essa máquina, no sentido geral, não é um helicóptero. Tem uma espécie de asas e, por isso, o “crocodilo” não consegue ficar imóvel no ar, e na decolagem requer pista para ganhar velocidade e levantar voo, tal como um avião.

O Mi-24 bateu o recorde mundial de velocidade absoluta para helicópteros – 368,4 km/h. Além disso, o rápido e manobrável “crocodilo” salvou mais de mil vidas, motivo pelo qual os veteranos da guerra do Afeganistão preferem chamá-lo de “andorinha”.

5. O mais combativo: Ka-52 Alligator

Primeiro voo: 1997

Fabricação: 65 unidades

Armamento: base móvel com metralhadora 2A42 de calibre 30 mm e 460 munições, Míssil antitanque guiado Vikhr com canal de controle a laser (CCL), blocos de foguete não guiados calibre 80 mm, bombas, mísseis ar-terra

A versão mais desenvolvida do famoso Ka-50 é o Tubarão Negro. Inicialmente com apenas um lugar, o helicóptero passou a ter dois lugares, o que aumentou a sua funcionalidade.

O Alligator faz no ar aquilo que outros helicópteros da sua classe nem sonham em fazer, como, por exemplo, voar para trás ou fazer um “funil” – ficar voando em torno de um ponto de mira, com o nariz, cheio com seus sistemas de armas, constantemente dirigido para ele.

É possível obter figuras de acrobacias aéreas graças ao design único do Alligator. O helicóptero feito sob esquema coaxial (quando duas hélices giram em direções opostas uma da outra e não existe hélice cauda). Esse helicóptero é mais manobrável, controlável e seguro. O livro Guinness World Records reconhece o Ka-52 Alligator como o melhor helicóptero de combate do mundo.

Fonte: Gazeta Russa

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Venezuela compra novo lote de caças russos

SU 30 venezuela

A Venezuela está examinando a hipótese de adquirir um novo lote de caças russos Sukhoi a fim de elevar a operacionalidade da sua Força Aérea.

A notícia foi avançada hoje pelo portal espanhol Infodefensa, citando o ministro venezuelano da Defesa, almirante Carmen Meléndez Rivas.

Não foram revelados detalhes de eventual contrato que “se encontra em vias de discussão”, nem dadas informações sobre os tipos de aviões.

Atualmente, a Força Aérea da Venezuela conta com 24 caças Su-30.

Fonte: Voz da Rússia